UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 21 Mar 2026 02:24:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/telhado-verde-vantagens-curiosidades Mon, 04 Apr 2022 13:11:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9153 Em dezembro de 2020, ocorreu a inauguração do telhado verde do Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O projeto faz parte das ações extensionistas do Programa de Educação Socioambiental, que objetiva promover aspectos da engenharia sustentável - técnicas utilizadas para valorizar o meio ambiente e remediar impactos ambientais - e a divulgação acerca desse tema para a comunidade.

Fotografia horizontal e colorida de um telhado verde. No centro inferior da imagem, canteiro circular de plantas verdes, do tipo bromélia. No centro do canteiro, bromélia grande e verde com as pontas avermelhadas. Um caminho de pedras britas contorna o canteiro, com plantas pequenas, em tons de verde, vermelho e rosa, nas extremidades. Ao fundo, dois canteiros circulares menores, com plantas pequenas e uma maior no centro. No lado direito, ao fundo, há dois bancos de concreto. Uma grade de ferro cinza protege as extremidades. Ao fundo da imagem, árvores altas, do tipo eucaliptos, e o céu azul.
Telhado Verde do Jardim Botânico da UFSM.

Telhado verde é uma estrutura ecologicamente viável, já que auxilia na diminuição da temperatura, não só da edificação em que foi construído, como também de centros urbanos. A alternativa tem outras vantagens, como a redução da poluição sonora (por meio das plantas); o auxílio na drenagem da água da chuva (o que evita alagamentos), além de propiciar o uso do espaço, por exemplo, para práticas de lazer e proporcionar uma estética mais agradável ao imóvel.  

A Revista Arco entrevistou Simone Messina Gomez, coordenadora do Projeto “Telhado verde no Jardim Botânico da UFSM: engenharia sustentável, paisagismo e educação socioambiental”; e Rutineia Tassi,  professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental. A conversa foi sobre os benefícios do telhado verde e assuntos relacionados à temática. Confira os tópicos conversados a seguir:

1 - Redução da temperatura

A cobertura vegetal ou o ecotelhado, como também é chamado, permite a redução das amplitudes térmicas - diferença entre a temperatura máxima e mínima - no local em que está implantada. A vegetação absorve boa parte da luz solar, o que reduz a quantidade de calor emitida - de volta - para atmosfera.  Ou seja, a edificação com telhado verde demora mais para aquecer e para resfriar, o que permite a conservação de uma temperatura menor no ambiente interno, em comparação com estruturas sem a cobertura vegetal. 

A redução das amplitudes térmicas tem dois benefícios: a diminuição do uso de ar-condicionado e das ilhas de calor nas áreas urbanas. Com a temperatura do ambiente interno reduzida, o consumo energético pode ser menor, já que a utilização de equipamentos condicionadores de ar - como ares-condicionado e ventiladores - será menos necessária.

As ilhas de calor ocorrem pela elevada capacidade de absorção de áreas como o asfalto e o concreto, além da falta de vegetação nas cidades e o alto índice de poluição. Devido a esses fatores, o ar atmosférico é mais quente e a umidade relativa do ar é mais baixa. A elevação da temperatura afeta a qualidade de vida da população, por isso uma das soluções para evitar ilhas de calor é aumentar as áreas verdes nos centros urbanos.

 

2 - Variedade das espécies de plantas utilizadas

Segundo a professora Rutineia, o telhado verde pode ser projetado com o Sistema Intensivo - maior profundidade do solo que permite plantas com raízes mais profundas, como árvores de pequeno porte, pequenos arbustos e até mesmo com a possibilidade de plantar cenoura, tomate e beterraba. Também pode ser feito de acordo com o Sistema Extensivo - mais restrito, acomoda espécies com raízes superficiais, como gramíneas e suculentas.

O Sistema Extensivo é o mais comum no Brasil, visto que requer menor manutenção e a estrutura é mais acessível em relação ao investimento necessário para executar o projeto. O telhado verde do Jardim Botânico da UFSM é baseado no Sistema Extensivo. Simone comenta que as espécies de plantas utilizadas para as coberturas vegetais precisam ser adaptadas para receber intensa luz solar e ter a característica de armazenar uma quantidade grande de água. A técnica em paisagismo pela UFSM, Daiane Oliveira, desenvolveu o projeto paisagístico no telhado verde do Jardim, no qual se destacam as suculentas, bromélias e cactos.

 

Fotografia horizontal e colorida de suculentas grandes e pontudas. Há uma fileira delas, em tom de verde escuro com listras de verde claro.
Espécies de plantas do telhado verde do Jardim: Babosas e Suculentas

3 - Biodiversidade em áreas urbanas

Em espaços urbanos, os locais podem ser designados para atividades de lazer como caminhadas, yoga e leitura. Além disso, é uma maneira de recuperar áreas verdes para ampliar a biodiversidade nessas áreas, já que diversos insetos e aves começam a frequentar a cobertura.

 

Outros benefícios são em relação à qualidade do ar e à acústica da edificação. Na região do telhado verde ocorre a filtragem do ar, o que possibilita um maior bem-estar para a população. Já as diferentes camadas que formam a infraestrutura diminuem o nível de ruído que passa para o ambiente interno.

 

Fotografia horizontal e colorida de espécies de suculentas pequenas; a da frente é um mini arbusto em tom de verde claro. A do fundo tem tom rosa malva.
Suculentas no Telhado do Jardim

4 - Soluções baseadas na natureza

Os telhados verdes fazem parte de um conjunto de técnicas denominadas soluções baseadas na natureza. O ecotelhado é uma alternativa sustentável para reduzir as inundações em espaços urbanos. 

A infraestrutura permite a absorção da água da chuva pela vegetação, além de ter um sistema de drenagem para armazenar a água escoada, que depois pode ser usada para a própria vegetação. Rutineia explica que é “como se fosse um pratinho embaixo do vaso da planta”.

 

5 - História da técnica do telhado verde

A técnica do telhado verde teve sua origem na Mesopotâmia, onde as estruturas arquitetônicas eram constituídas por vegetação. Os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, é a obra mais famosa da antiguidade com o uso dessa técnica. 

No Brasil, durante a década de 1930, foi feita a primeira construção, o Ministério da Educação e Saúde, localizado no Rio de Janeiro. Esse prédio fez parte de um projeto paisagístico no qual  o arquiteto Oscar Niemeyer participou, junto com o artista plástico Burle Marx que realizou o planejamento vegetal.

Em 2015, o município de Recife, em Pernambuco, sancionou a Lei Nº 18112, que decreta que os projetos de edificações habitacionais multifamiliares com mais de quatro pavimentos e não habitacionais com mais de 400m² de área coberta deverão prever a implantação de telhado verde para sua aprovação.

Expediente:

Reportagem: Eduarda Paz, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Fotografias: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Tratamento de imagem: Cristielle Luise, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário; e Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e voluntária;

Relações Públicas: Carla Costa;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.

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Campanha do Jardim Botânico mobilizou a comunidade com doações para compor a cobertura vegetal

Também chamado de telhado ecológico, eco telhado ou cobertura vegetal, o Telhado Verde do Jardim Botânico da UFSM teve seu pré-lançamento realizado nesta quinta (3), em transmissão ao vivo pela página do Facebook da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). O objetivo foi apresentar o projeto finalizado à comunidade local e regional de Santa Maria e explicar o funcionamento do jardim. A transmissão com a presença do vice-reitor da UFSM, Luciano Schuch, o pró-reitor e o pró-reitor adjunto de Extensão, Flavi Lisboa e Rudiney Soares Pereira, o vice-diretor do Centro de Ciências Naturais e Exatas, Neri Paniz, e o diretor do Jardim Botânico, Fabio Menezes.

A abertura teve início com a fala da coordenadora do projeto, Simone Messina Gomez, do Programa de Educação Socioambiental da UFSM. A técnica em assuntos educacionais explicou sobre as três dimensões que o projeto se apoia: engenharia sustentável,  paisagismo e educação socioambiental. De acordo com a coordenadora, a ideia do telhado surgiu da paisagista e também bolsista do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX), Daiane Oliveira. Para sua finalização, foram essenciais as pesquisas da professora Rutineia Tassi, por meio do Grupo de Pesquisa em Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias do Centro de Tecnologia da UFSM, e a direção do Centro de Ciências Naturais e Exatas, por meio professora Sonia Cechin. Outro elemento importante foram as doações de plantas feitas pelo público.

O projeto contou também com a colaboração e a parceria da Floricultura Floresce de Santa Maria, com o Colégio Politécnico da UFSM, através da Cooperativa Escola dos Estudantes do Colégio Politécnico (CESPOL) e dos cursos Técnico em Paisagismo e Tecnologia em Gestão Ambiental; Centro de Tecnologia (UFSM), através do Grupo de Pesquisa em Modelagem Hidroambiental e Ecotecnologias; Pró-Reitoria de Infraestrutura; e Pró-Reitoria de Extensão.

Telhados verdes atuam como isolantes térmicos e proporcionam ambientes frescos

O telhado verde, além de ser atrativo para visitantes, auxilia no processo de drenagem pluvial e estimula a percepção da diversidade vegetal, colaborando para o aumento da biodiversidade. Eles são uma ótima solução termoacústica, atuando como um isolante térmico e evitando a transferência de calor, frio ou ruído para o interior da edificação. 

Após a fala da Simone, um mini documentário foi transmitido. Nele, foi possível perceber a diferença do antes e depois do telhado e algumas explicações foram feitas pela paisagista Daiane sobre algumas escolhas de plantas e do solo com areia. “As bromélias foram escolhidas pela sua rusticidade e capacidade de adaptação. Elas têm a capacidade de armazenar água nas suas rosetas foliares”, explicou a paisagista. Sobre a areia utilizada no solo, a aluna de Biologia explicou que ela contribui para melhores condições de drenagem, sendo um excelente substrato para as bromélias, e não impossibilita que, no futuro, seja colocada grama no telhado. 

“Foi gratificante colocar a mão na terra, carregar areia, carregar os insumos. Valeu a pena cada segundo, sei que tudo que a gente fez, vai reverter para a nossa sociedade”, comentou Simone.

As visitas ao telhado verde, por enquanto, estão suspensas - podendo ser retomadas futuramente. Simone explica que a ideia é executar mais atividades educativas levando em conta diversos outros temas. Além disso, construir casas nas árvores também é um projeto futuro para atrair o público para o Jardim Botânico. 

A transmissão completa do pré-lançamento do projeto pode ser assistida na página do Facebook da PRE

Reportagem: Eloíze Moraes, bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/09/09/programa-arrecada-plantas-para-paisagismo-de-telhado-verde-no-jardim-botanico-da-ufsm Wed, 09 Sep 2020 13:44:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=53528

Desde 2019, o Programa de Educação Socioambiental da UFSM atua na elaboração de um projeto paisagístico para o telhado verde para o prédio 13F, do Jardim Botânico (JBSM). O projeto, que tem previsão para finalização em dezembro deste ano, está arrecadando doações de plantas de diferentes espécies. O público pode contribuir com pitayas, babosa pintadinha, bromélias diversas, lavanda, cacto sianinha, rosinha de sol e bálsamo.

O telhado verde possui vantagens em âmbitos arquitetônico, estético e ambiental. Também denominado telhado ecológico, eco telhado ou cobertura vegetal, auxilia no processo de drenagem pluvial e estimula a percepção da diversidade vegetal, colaborando com o aumento da biodiversidade.

Segundo a coordenadora do Programa de Educação Socioambiental, Simone Messina, o prédio 13F do Jardim Botânico já foi construído com a estrutura para ter um telhado verde. Possui a canalização e impermeabilização necessária no terraço. Já foi colocado o substrato, em 2019, e atualmente o paisagismo está sendo executado.

Pioneirismo e parcerias

O telhado verde do JBSM vai ser o primeiro de Santa Maria construído com projeto paisagístico e com acesso ao público. A ideia surgiu tendo como foco construções sustentáveis e educação socioambiental, e conta com parceria do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), Centro de Tecnologia (CT) e Colégio Politécnico. A parceria foi realizada, primeiramente, com a professora Rutinéia Tassi, do CT. Ela orienta as questões de engenharia e monitora a drenagem das águas pluviais no telhado verde do JBSM. A água coletada da chuva é absorvida e drenada e, posteriormente, poderá ser reaproveitada na estufa/viveiros do jardim botânico. O Colégio Politécnico está dando apoio na parte do paisagismo e cooperativa-escola dos estudantes.

As plantas

O paisagismo do telhado verde é proposto a partir de plantas rústicas resistentes à luz solar, que se adaptem a longo prazo, sem a necessidade de serem substituídas. Foram realizados testes com bromélias numa das bordas, e o resultado foi positivo. Mesmo com a suspensão das atividades presenciais em função da pandemia, as plantas sobreviveram muito bem. As bromélias possuem a capacidade de armazenar água dentro delas e com isso duram muito tempo, sem a necessidade de regar. A partir de agosto, foi retomado o projeto paisagístico para o cultivo da grama e demais plantas.

Benefícios

Alguns dos seus principais benefícios incluem a absorção da água da chuva, que é aproveitada para a sobrevivência das plantas. Os telhados verdes também são uma ótima solução termoacústica, atuando como um isolante térmico e evitando a transferência de calor, frio ou ruído para o interior da edificação. Assim, proporciona também um ambiente muito mais fresco do que outros telhados, contribuindo para a diminuição das ilhas de calor e mantendo o edifício protegido de temperaturas extremas, especialmente no verão. Com um telhado verde, o ar condicionado talvez nem seja mais necessário, já que o prédio fica naturalmente climatizado.

“Depois de pronto, a perspectiva socioambiental vai trazer algo novo para a cidade, pois será bastante atrativo para os visitantes. A gente pretende ser referência em Santa Maria, para que essa ideia seja multiplicada para muitas pessoas, e haja muitas visitações ao JBSM. Pretendemos trabalhar as diversas questões técnicas, socioambientais e especialmente sobre as plantas que foram escolhidas, por que foram escolhidas, questões sobre paisagismo e biologia. Vai ser muito interessante”, comenta Simone.

A coordenadora do Programa de Educação Socioambiental ainda informa que algumas questões técnicas e de paisagismo estão em tratativas com os parceiros, para que a experiência seja a melhor possível. Com o imprevisto da pandemia, a previsão da abertura do telhado verde ao público em geral é para 2021. Com todos os cuidados de biossegurança, os visitantes terão acesso gratuito e guiado a esse espaço de ciência, educação e lazer na UFSM.

Como contribuir

Quem quiser fazer doações de plantas para o telhado verde devem entrar em contato por e-mail ou por telefone. O agendamento será feito para quem quiser entregar as plantas para o Jardim Botânico. O e-mail é jardimbotanico@55bet-pro.com, e o telefone, (55) 99193-8183.

Texto: Eloize Moraes e Vitória Parise, acadêmicas de Jornalismo, bolsistas da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista da Agência de Notícias

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