UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 02:40:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/09/05/ufsm-em-rede-mesmo-trabalho-novas-formas-de-trabalhar Mon, 05 Sep 2022 13:06:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59578

Durante os anos de pandemia e uso contínuo do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) para o ensino-aprendizado, toda a organização administrativa da Universidade precisou também, a seu modo, migrar para o remoto. Com a volta paulatina à normalidade, não só o servidor, mas sua forma de enxergar o trabalho também sofreu mudanças, as quais devem ser analisadas e estudadas a fim de verificar a possibilidade de permanência de certas rotinas remotas. É o que veremos na quarta reportagem da série sobre o UFSM em REDE.

O novo labor 

O período em isolamento permitiu - e ao mesmo tempo obrigou - que os servidores testassem novas possibilidades de continuar seu trabalho, mesmo em um cenário inédito, visto que o inteiro funcionamento da UFSM dependia disso. É o que acredita a administradora Márcia Lorentz, pró-reitora de Gestão de Pessoas no início da pandemia, atualmente responsável pela Coordenadoria de Projetos e Convênios da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan). Márcia guarda os saldos desse período, dentre eles, um que veio para ficar: as videochamadas. Seu uso mais expressivo se dá em reuniões com as gestões dos demais campi da UFSM, por exemplo, que outrora contava com a presença de todos de forma presencial, necessitando de descolamento. Agora, as reuniões voltaram a ser presenciais, porém quem é de outra cidade pode participar virtualmente.

Além disso, dentro de seu próprio setor, Márcia pôde conhecer pessoas com quem antes não tinha contato. Ela explica que, durante as reuniões presenciais, apenas se encontrava com as chefias, porque não havia estrutura para abrigar as mais de 100 pessoas que trabalham no setor. Já no REDE, todos podiam participar das conferências online. No entanto, ela salienta a importância de ligar a câmera nesses encontros, para que se aproxime da ideia de presença e que os participantes não sejam “apenas uma foto e um nome estáticos”.

A herança tecnológica 

Para o atual pró-reitor de Gestão de Pessoas, Daniel Coronel, a grande marca do REDE é justamente a utilização de novas tecnologias, as quais já estavam sendo pensadas pela gestão, “mas na rapidez com que essa pandemia se instaurou tivemos que utilizá-las de maneira abrupta, caso contrário estaríamos completamente paralisados”, pondera. Ele afirma que essas mídias digitais são ferramentas importantes por ajudarem no processo de ensino-aprendizagem e nas tarefas administrativas, mas não chegam a substituir a presencialidade e suas peculiaridades - que é o melhor caminho para uma educação transformadora. “As tecnologias de informação devem ser usadas com parcimônia, acopladas a um processo maior de ensino”, reitera.

Outra ferramenta que se consolidou no meio corporativo foi o aplicativo de mensagens Whatsapp. Nele, Márcia criou um grupo para falar direto com todas as chefias. Algo que se fez necessário, pois com ele a comunicação é dinâmica, e sem a possibilidade de ir até a sala do colega e conversar, tornou-se imprescindível ter a resposta a alguma demanda o mais rápido possível.

O choque da volta 

A administradora conta que ouviu diversos relatos de servidores com dificuldades de se readequar à velha, mas nova rotina. Com o passar de quase dois anos, foi necessário recuperar o hábito de sair de casa, pegar trânsito, ir almoçar. “Acho que isso deixou as pessoas muito deprimidas”, pontua Márcia.  

Outro caso que veio à tona na volta ao presencial foi o de pais de primeira viagem. Esses, que tiveram filhos na pandemia, acostumaram-se a tê-los em casa, mesmo após os primeiros meses, e criá-los integralmente nesse ambiente. Quando se precisou voltar às dependências da Universidade, essas mães e pais tiveram dificuldades maiores de adaptação. Há também episódios de pessoas que não entendiam o porquê de precisar voltar ao trabalho in loco, “queriam permanecer em casa”, conta a gestora.

Além disso, ocorreu de alguns servidores terem mais dificuldades de executar suas tarefas do que outros, seja pelo caráter estritamente presencial de seus ofícios, seja por falta de equipamentos digitais. Ao tratar disso pessoalmente, Márcia via que, inevitavelmente, existiam situações que ainda não se sabia como lidar, muito devido à complexidade do momento e que agora devem ser pensadas com cautela.

Pela visão do trabalhador 

O professor Ascísio Pereira, presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), conta que no início do REDE, em 2020, houve desafios para os professores se adequarem às salas virtuais e demais tecnologias como os únicos meios de ensino-aprendizagem. Mesmo enfrentando obstáculos, ele admira o suporte tecnológico e de capacitações que a UFSM ofereceu. 

Ao fazer um balanço dessa época, o lado que pesa para Ascísio é a falta de discussão de um processo didático-pedagógico. “Passamos a fazer avaliações diferentes e demais atividades, mas fomos descobrindo por conta própria. Poderia ter tido tanto esse apoio quanto teve o técnico”, explica. Já o que deixa a balança leve é o contato que teve com alunos de outras universidades em suas disciplinas, como de Portugal, Espanha e Moçambique. “Pessoas que trouxeram discussões teóricas, processos e experiências de pesquisa. É uma coisa que a gente deve manter, abrir espaço nas nossas aulas via conferência online”, conta o professor.  

A respeito do trabalho remoto, ele, enquanto docente, é contrário. “Eu não acho positivo trabalhar disciplinas inteiramente de forma remota. O nosso contato com a sala de aula e os nossos cursos são presenciais. Videochamadas apenas como um recurso adicional”, afirma. Já quanto ao trabalho remoto para técnico-administrativos em educação, Ascísio entende que precisa haver um planejamento e assistência, visto que conhece um caso de uma servidora que está afastada por ter desenvolvido tendinite, em função de não ter os móveis adaptados. Também teme que haja sobrecarga de reuniões, devido à facilidade de marcá-las, o que afeta a saúde mental.

[caption id="attachment_59584" align="alignright" width="585"]foto colorida horizontal mostra um homem trabalhando em um computador, tendo ao fundo prateleira de livros e uma luminária, entre outros objetos Daniel Michelon de Carli, analista de TI: reflexões sobre o teletrabalho[/caption]

Quando soma-se menos com mais

Para Daniel Michelon de Carli, analista de Tecnologia da Informação da Unidade de Comunicação Integrada (Unicom) da UFSM, a obrigação de trabalhar em casa proporcionou enxergar novas formas de fazer seu serviço, ao intensificar ferramentas já utilizadas. Sobre esse processo de migração, ele conta: “Inicialmente, deparamo-nos com uma realidade em que precisávamos nos adaptar, era o momento de reconhecer, perceber, visualizar as ferramentas que deveríamos usar para fazer tudo dar certo”. 

Após essa situação inicial, com a realocação da atividade para sua casa, Daniel conta que se surpreendeu ao observar que não só conseguiu manter a realização de uma quantidade de tarefas, como até aumentá-las. “Foi bastante positivo, conseguimos produzir coisas muito boas no sentido dos resultados do trabalho para a Universidade e eu vejo que existem muitas questões que podemos levar assim como um modelo novo de pensar”, relata. Em sua visão, isso se deve ao avanço da tecnologia, a qual permite a todos o acesso a conteúdos, de onde estiverem. Por exemplo, quando faltou luz em seu local de trabalho, Daniel pôde voltar a sua residência e continuar o ofício de lá, pois tem os arquivos na nuvem. 

No campo das perdas e ganhos, ambos se equiparam. Isto é, na presencialidade, há momentos de contato constante entre colegas, a espontaneidade de trocar ideias e se organizar, afirma o analista. Paralelamente, essas conversas podem se tornar interrupções as quais delongam o que se está fazendo pela falta de concentração. 

Para Daniel, o trabalho remoto é algo que depende da motivação de cada pessoa. No caso dele, uma das motivações é a família. Ele conta que gostaria de passar mais tempo com os familiares, além de que, ao estar por perto, pode prestar apoio em alguma necessidade. No caso do trabalho híbrido, Daniel sugere que as horas de interação e de foco podem se complementar: mantendo as trocas e os diálogos interpessoais, nos períodos presenciais, enquanto, em casa, é possível exercer as atividades com mais concentração, sem interrupções. “Assim, essa abordagem seria muito proveitosa, porque daria para pegar os pontos positivos dos dois mundos e chegar num balanço”, avalia. 

Trabalho remoto x teletrabalho

A discussão sobre as novas formas de trabalho está ganhando fôlego na Instituição. No entanto, caso o modelo seja adotado, não será nos moldes do REDE, e sim numa versão estruturada e planejada. O trabalho remoto designa esse exercício emergencial, quando o profissional não tem as melhores condições no lar para trabalhar de forma 100% efetiva. Já o teletrabalho é pensado para determinadas funções, com um regimento próprio e fornecimento das necessidades do trabalhador. Márcia opina: “Eu, por exemplo, sou mais do presencial, gosto de estar na Universidade, é o meu perfil, mas sou totalmente a favor do teletrabalho para algumas funções, desde que a pessoa tenha perfil”. Aliás, quem aderir a esse processo terá que se organizar, com um espaço próprio, por exemplo, porque “não é só pegar o notebook e ir pra cama”, aponta a gestora.

Se esse sistema fosse implementado, um indicador de metas ajudaria a acompanhar as atividades do servidor, ao invés de deixá-lo “solto” em seus afazeres. Márcia salienta que, mesmo no teletrabalho, pode-se ter o próprio horário para trabalhar, desde que haja produtividade. Ademais, pode-se fazer o teletrabalho no horário de expediente, isto é, por exemplo, às 8 horas da manhã estar “a postos” para responder possíveis solicitações. “Acredito que em casa a pessoa tem mais liberdade, como poder regar a flor, fazer um mate. É algo que funciona, desde que o indivíduo goste e consiga desempenhar suas atividades”, compreende.  

Nesse contexto, o analista Daniel acredita que há muitos espaços de trabalho que podem se beneficiar. Tanto a Instituição, que poderá ter seu servidor mais focado para as atribuições - até sem perder o vínculo quando esse querer realizar pós-graduação em outra Instituição - quanto ele próprio beneficiaria-se, por seus motivos pessoais, como no seu caso, de proximidade com familiares. Além disso, em casos como o seu, Daniel não vê impeditivos para essa adoção, já que cerca de 60% dos atendimentos que realiza são de forma remota, com contato via email, Whatsapp, dentre outros. Também nessa lógica, não se gastará com deslocamento e transporte para reuniões ou só para um dia rotineiro na Instituição, o qual consome tempo e gasolina.

Em relação a custos, Daniel não os teria, por já possuir uma boa estrutura necessária para realizar produções. “Já tenho uma internet de boa velocidade, um bom computador em casa, então eu não teria um gasto adicional pra fazer o teletrabalho, esse gasto já está dentro do meu contexto”, relata. Com isso, o analista é a favor do teletrabalho, visto que o mundo é mais tecnológico e o trabalho, mais dependente da tecnologia, cujo acesso fornece ferramentas às funções exercidas. 

Para Daniel Coronel, essa discussão deve ser tratada com maturidade, porque o trabalho remoto foi uma alternativa que a Universidade encontrou de continuar a desenvolver suas atividades - mas ele não é home office. Se o teletrabalho receber investimentos promissores, ele concorda com Márcia, quando afirma que nele pressupõe-se uma sinergia, indicadores, metas e comprometimento no cumprimento das mesmas. “O legado do REDE foi trazer essa discussão de que, talvez, esteja na hora de repensarmos as nossas formas de trabalho”, frisa. Além disso, para o teletrabalho acontecer de fato, aspectos como a saúde das pessoas, a eficácia e a economicidade para o bem da administração pública precisam ser analisados, a fim de que a Instituição siga em pleno funcionamento para atender ao que se propõe.

Movimentos futuros 

O pró-reitor de Gestão de Pessoas vê interesse por parte de alguns servidores em continuar remotamente, com vários demonstrando ter plenas capacidades para tal. Mas o gestor acredita ser necessário fazer uma discussão madura, serena e com muita responsabilidade, para que não se comece algo que não se possa dar prosseguimento. 

Não obstante, Coronel entende que a Universidade entrou no modo remoto sem planejamento e, portanto, várias pessoas não estavam preparadas e adoeceram. No entanto, o que deve ser destacado é que, apesar das críticas e falhas, a UFSM não parou suas atividades e seguiu seu fluxo. “O que ocorreu não foi suficiente para parar a Universidade com sua grandeza e sua estrutura organizacional. Ela está aí, mais forte, mais vibrante, mais pulsante, e agora retornando presencialmente às suas atividades, ou seja, voltando a uma nova normalidade, a qual é, dentre outras coisas, o legado de cuidados com a saúde, para caso enfrentemos uma nova questão epidemiológica, estarmos preparados”, afirma o pró-reitor.  

Em que ponto estão as discussões 

A adoção do teletrabalho na UFSM atualmente está sendo avaliada por uma Comissão designada pela Portaria de Pessoal UFSM N. 1.405/2022, composta por representantes do Gabinete do Reitor, Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm), Seção Sindical dos Técnicos de Nível Superior da UFSM (Atens) e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SM (Sinasefe).

Segundo Géssica Sório, do Núcleo de Educação e Desenvolvimento da Progep, o teletrabalho apresenta diferenças significativas se comparado ao trabalho remoto realizado durante a pandemia de Covid-19. Enquanto o trabalho remoto é compreendido como o trabalho convencional sendo realizado em casa, o teletrabalho, uma das modalidades previstas pelo Plano de Gestão e Desempenho (PGD), estabelecido pelo Decreto nº 11.072, de 17 de maio de 2022, representa uma mudança de cultura de trabalho, com a substituição dos controles de assiduidade e de pontualidade dos participantes por controle de entregas e resultados. Ou seja, os participantes deixam de registrar o ponto eletrônico e têm o seu trabalho mensurado com base no cumprimento de metas. Além disso, o PDG contempla três modalidades de execução do trabalho: 

  • Presencial: o participante cumpre a jornada de trabalho presencialmente em sua totalidade;
  • Teletrabalho integral: o participante cumpre a jornada de trabalho remotamente em sua totalidade;
  • Teletrabalho parcial: o participante cumpre parte da jornada de trabalho remotamente e parte em regime presencial, conforme cronograma específico definido com a chefia imediata.

A comissão responsável pela avaliação da implantação do PGD na UFSM definiu o seguinte cronograma de atividades:

  1. Coleta e análise de informações sobre o tema;
  2. Reuniões com representação sindical e instituições que já implementaram o PGD (Fasubra, Unifesp, UFFS e UFMA);
  3. Planejamento e realização de ações de divulgação/sensibilização junto aos servidores;
  4. Realização da consulta pública com os servidores;
  5. Apresentação dos resultados obtidos pela Comissão e, havendo decisão favorável pela adesão ao PGD na UFSM, elaboração de minuta de normativa e sugestão de realização de audiência pública.

No momento, a comissão encontra-se no item 3 do cronograma, sendo que a previsão de término das atividades é até o final de outubro.

No site do Programa de Gestão e Desempenho da UFSM é possível conferir as legislações existentes sobre o tema, na seção "Legislação", e os encaminhamentos que estão sendo dados pela Comissão temporária, por meio das atas das reuniões, na seção "Transparência".

Na próxima reportagem da série, um resumo do legado do UFSM em REDE e dos impactos da pandemia no ensino e no trabalho na Universidade.

Texto: Gabrielle Pillon, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Graziele Camargo Kemmerich/especial
Edição: Mariana Henriques e Ricardo Bonfanti, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/07/25/ufsm-institui-comissao-para-avaliacao-e-implementacao-do-teletrabalho Mon, 25 Jul 2022 16:53:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59208

A Universidade Federal de Santa Maria designou, por meio da Portaria nº 1405, de 08 de junho de 2022, a Comissão Temporária de Avaliação e Implementação do Teletrabalho na UFSM.

A Comissão está composta por representantes do Gabinete do Reitor, da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, da Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm), da Seção Sindical dos Técnicos de Nível Superior (Atens) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

O teletrabalho é uma das ferramentas previstas pelo Decreto nº 11.072, de 17 de maio de 2022, que dispõe sobre o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Inicialmente, a Comissão tem o intuito de informar aos servidores da UFSM sobre o que consiste o Programa de Gestão e Desempenho, no qual está inserido o teletrabalho, e as principais diferenças deste em relação ao trabalho remoto. Após essa etapa, uma consulta pública deve ser feita junto aos servidores, para que a Instituição possa decidir, de forma coletiva, se irá aderir ao Programa.

Para que os interessados possam acompanhar o assunto de forma centralizada, bem como o andamento dos trabalhos da Comissão, de forma transparente, por meio da publicação das atas das reuniões, foi criado um menu, no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, sobre o PGD. Acesse aqui.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/2022/03/09/predio-74c-esta-sem-luz-hoje-9-3 Wed, 09 Mar 2022 14:41:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccsh/?p=3180

Devido à queima do transformador, o prédio 74C está sem energia elétrica e sem internet desde o início da manhã de hoje, dia 9 de março de 2022 (quarta-feira). Não há previsão de retorno das atividades presenciais para o dia de hoje, devendo ser mantido o trabalho remoto em período integral. 

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A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) informa que estão abertas as inscrições para a roda de conversa sobre relacionamento interpessoal e trabalho remoto, que ocorrerá no dia 22 de julho, das 18h às 20h, via Google Meet.

O evento faz parte do Projeto Rodas de Conversa sobre Saúde Mental promovido pela Progep, tendo como público-alvo os servidores docentes e técnico-administrativos em educação da UFSM. As inscrições podem ser realizadas pelo Portal de Capacitação até o dia 20 de julho.

Mais informações poderão ser obtidas com o Núcleo de Educação e Desenvolvimento. pelo e-mail ned@55bet-pro.com.

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A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) da UFSM informa que estão abertas as inscrições para a roda de conversa intitulada "Trabalho remoto: como conciliar vida pessoal e vida profissional", que ocorrerá no dia 8 de julho, das 15h às 17h, via Google Meet.

O evento faz parte do Projeto Rodas de Conversa sobre Saúde Mental, tendo como público-alvo os servidores docentes e técnico-administrativos em educação da UFSM. As inscrições podem ser realizadas pelo Portal de Capacitação até o dia 6 de julho.

Mais informações podem ser obtidas com o Núcleo de Educação e Desenvolvimento, pelo e-mail ned@55bet-pro.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/como-o-teatro-esta-se-adaptando-na-pandemia Thu, 27 May 2021 13:38:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8395 É por meio de videoconferências que o teatro se apresenta hoje. Com a pandemia, o que era um lugar de encontro, de calor humano, de presença e de vibração do público, tornou-se corpos em uma tela de computador. Embora já houvesse adaptações dessa arte em vídeo, agora se tornou indispensável o uso da ferramenta para dar continuidade à profissão.

"Aos trancos e barrancos, o teatro está se adaptando à situação, sendo com apresentações por lives ou outros artifícios", destaca o ex- aluno de Artes Cênicas da UFSM e integrante da Cia de Palhaços Clowncando de Santa Maria, Otavio Muxfeldt Arns. Ele aponta que essa adaptação às tecnologias já vinha sendo requerida há tempos pelo teatro e acabou sendo um desafio para os artistas que tiveram que buscar essa alternativa rapidamente. “Agora não é mais uma questão de expandir os horizontes e quem sabe crescer seu negócio, é uma questão de sobrevivência, de se adaptar ou desistir e ir para outra forma de ganhar a vida”, completa.

O professor de Artes Cênicas da UFSM, Ze Mangaio, explica que artistas teatrais que trabalham em grupos com equipes de cenografia, figurinos, técnicos de luz e de som, são os mais afetados desse momento atípico. “Algumas linhas de teatro pressupõem um treinamento específico, uma sala de ensaio que, de repente, passa a ser a sala da casa do artista. O Teatro envolve muitos aspectos em sua complexa produção, meses de treino e de ensaio, que agora tiveram que ser transpostos para uma outra linguagem”, argumenta Mangaio.

Nas aulas lecionadas pelo docente na UFSM, especificamente as de expressão corporal, as explicações são apontadas como as mais difíceis, pois não é possível ver todo o corpo dos participantes e a atenção às telas precisa ser redobrada. Mas, aos poucos, a experiência foi sendo aprimorada. “As aulas foram encontrando sentido, mas é um outro sentido, se referem a esse teatro possível hoje, não ao teatro de muitas tradições anteriores à pandemia. Precisamos deixar as bases dos alunos estruturadas o máximo possível, para que eles possam continuar aprendendo com os fundamentos bem estruturados”, argumenta. 

Já a aluna de Artes Cênicas da UFSM, Pietra Keltika, que está produzindo o seu Trabalho de Conclusão de Curso com uma peça totalmente online, aponta como principal desafio o medo de se arriscar no desconhecido. “Como tudo ainda é muito recente, não existe muito material para estudar, não tem com o que se basear, porque as pesquisas estão acontecendo agora. Mas por mais que o medo seja grande, a vontade de não ficar parado é maior”, ressalta.

Aproximação com o audiovisual

O uso de outras mídias e tecnologias não é algo novo no teatro, no entanto, nunca foi tão necessário utilizá-las como mediadoras como agora. Os encontros por telas aproximam a experiência teatral das experiências do audiovisual e do cinema. Antes, artistas que tinham toda uma sala de ensaio para explorar, agora precisam limitar o olhar para um quadro na tela do computador, além de afetar a atuação dos atores que precisam sempre se preocupar com os enquadramentos.

Pietra destaca que, neste momento, os artistas não estão preocupados em nomear exatamente o que está sendo feito ou responder questões sobre isso ser realmente teatro ou não, mas sim em utilizar a experiência como algo que possa ampliar as discussões sobre os espaços que o teatro é capaz de se apropriar, e explorar teatralidades possíveis nesse novo formato. Além disso, aponta como uma oportunidade de “gerar plateia” e alcançar o público que nunca teve interesse ou oportunidade de ir a uma sala de teatro.

O professor Mangaio salienta que, mesmo o teatro ocupando um espaço diferente do habitual, não é possível essa arte se findar, pois não se findou quando chegou o cinema, a televisão e a internet. Por outro lado, ele explica que o teatro não deixará de ocupar as tecnologias, pois elas estão possibilitando muitas oportunidades. Um exemplo é o seu trabalho de doutorado, “O Desconcertante Flautista”, com um elenco dirigido a distância e com um caráter narrativo e crítico inspirado nas peças didáticas do dramaturgo alemão Bertolt Brecht.

“As cadeiras”

Milena Puchalski e Victor Lavarda e Milena Puchalski, atores em cena de "As cadeiras".

A problemática do teatro na pandemia é retratada no Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Pietra Keltika. Com uma pesquisa teórico-prática, o projeto engloba o processo de criação e encenação do texto “As cadeiras”, do dramaturgo parisiense Eugène Ionesco, e busca refletir um processo de criação artística em quarentena, e todas as possibilidades e dificuldades que serão encontradas e descobertas nesse período atípico.

Na pesquisa, Pietra aborda todas as etapas desse processo de criação, desde seu início com o surgimento da pandemia em que precisou aceitar a realidade remota e começar a utilizar as mídias digitais com o elenco. “Todas nossas práticas eram pensadas e contavam com a volta do presencial no início de 2021, pois a ideia era apresentar um espetáculo teatral ao público presencialmente. Entretanto, com a continuação das aulas remotas neste ano, a pesquisa precisou tomar outro rumo e agora ela é toda pensada e trabalhada para a apresentação de um projeto artístico totalmente inserido no meio digital”, comenta. 

Após essas adaptações, Pietra está reestruturando todo o projeto, trabalhando e reformulando os objetivos da pesquisa para uma criação 100% digital. A discente segue com seu elenco a distância e deve finalizar e apresentar o seu trabalho no fim do semestre da UFSM, ao encerrar de agosto ou início de setembro.

Expediente

Repórter: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustradora: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista

Mídia Social: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/teletrabalho-ead-pandemia Thu, 01 Oct 2020 13:51:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6274 A existência da internet tal qual conhecemos é um resultado da criação da World Wide Web, por Tim Berners-Lee, no início dos anos 90. O sistema proposto por Berners-Lee é baseado em uma organização de documentos na rede a partir de hipertextos, cuja conexão se dá a partir de hiperlinks. O famoso WWW representa a popularização da internet – antes usada apenas para fins militares e acadêmicos. Desde então, passamos a viver em uma era conectada. No decorrer dos anos, a importância da internet no contexto social apenas cresceu, ao ressignificar os mais diversos aspectos de nossas vidas: a informação, a comunicação, o consumo, os comportamentos, o transporte, a educação e o trabalho.

Em 2020, a pandemia do novo coronavírus também provocou mudanças nas nossas vida e,  consequentemente, na relação que temos com a rede. No âmbito profissional, ela aproximou ainda mais o trabalho e a internet – de maneira que, ao seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas empresas encontraram no trabalho remoto a forma de evitar aglomerações e preservar a saúde de colaboradores e clientes. As escolas e as universidades seguiram o mesmo caminho ao explorar a educação à distância como alternativa para a longevidade do distanciamento.

Assim, para muitos de nós, foi exigida uma acelerada mudança: aquela tendência que já observávamos no mercado há algum tempo, agora faz parte de nossas rotinas. Nos vimos rodeados por e-mails, mensagens no Whatsapp, reuniões e aulas em forma de videoconferências. Mas afinal, quais são as principais diferenças entre as atividades online e as presenciais? E como tudo isso nos afeta psicologicamente?

O teletrabalho

O termo teletrabalho – também conhecido como Home Office – refere-se a qualquer atividade laboral realizada remotamente. A origem mundial é imprecisa, mas é citada ainda no século 19, com o uso telégrafo.  A aplicação a partir da internet começou a se desenvolver no Brasil após os anos 2000, porém foi incluído pela primeira vez em uma pesquisa nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Desde então, os estudos representam um aumento - entre alguns anos, flutuante - das suas taxas ao longo dos anos. Entre elas, foi reportada uma alta de 44% na vigência entre 2012 e 2018.

Contudo, só no ano de 2017 o teletrabalho foi regulamentado no país, a partir da Lei nº 13467/2017. Entre as observações está que os processos, em suas especificidades, deveriam ser acordados entre o chefe e o trabalhador, de maneira que este tenha recursos para efetuar as atividades remotas e, caso não os tenha, o empregador os forneça. O acompanhamento também vale a mesma regra de negociação. Essa regulamentação foi um marco para a metodologia, que estava mais presente entre as empresas. Ela era observada pelo mercado como uma maneira de aumentar a flexibilidade da jornada de trabalho, diminuir a mobilidade urbana e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Durante a pandemia da COVID-19, segundo dados do IBGE (entre 16/08 e 22/08), 8.3 milhões de brasileiros trabalharam remotamente.

O ensino à distância

O estudo à distância surgiu no país também a partir do início do século 20, com cursos de qualificação profissional. O termo se refere a quaisquer mediações didático-pedagógicas que, por meio de tecnologias de comunicação e informação, apliquem-se com diferença de espaço ou tempo no contato entre professores e alunos. Antes mesmo das redes digitais, os cursos eram desenvolvidos ao longo do século passado por meio de correspondência, rádio e televisão. O EAD era uma ferramenta para ampliar o acesso à educação, ao letramento e à inclusão social de adultos. Então, com o passar o tempo, começaram a serem oferecidos cursos para o nível de ensino fundamental, e na década de 1970, cursos superiores.  Nos anos 1990, o advento da internet comercial provocou um crescimento de universidades que ofereciam esse método de ensino, o que foi reforçado em 1996, com a criação da Secretaria de Educação à Distância (SEED), do MEC. Nesse ano, também se estabeleceram legislações que identificaram essas práticas, e garantiram, por exemplo, a validade de diplomas.

Hoje, entende-se que podem existir diferentes classificações para esses cursos: os que são predominantemente à distância, com encontros mensais ou semestrais na sede da organização; os semi-presenciais (ou híbridos), com uma quantidade maior de encontros, por exemplo, semanalmente; e os cursos presenciais com apenas contribuições à distância. Quanto à sua popularidade, é estimado que o número de alunos do ensino superior na modalidade EAD será maior do que na presencial em 2022. Esses dados são de um estudo da Associação Brasileira Mantenedora de Ensino Superior (ABMES), em parceria com a empresa Educa Insights. A projeção inicial era de 2023, porém o processo foi acelerado pela pandemia do novo coronavírus – com as quedas nos índices de emprego e renda da população, as orientações da OMS para o distanciamento social e o aumento de ofertas de cursos dessa modalidade.

A verdade é que antes mesmo da covid-19 o EAD já era uma tendência crescente: o ensino à distância atingia mais de 2 milhões de matrículas em 2018, o que representava uma participação de 24,3% do total de matrículas de graduação, segundo o último Censo da Educação Superior, do MEC. O porquê do seu destaque tem relação com suas mensalidades serem mais acessíveis e, assim como uma das vantagens do Home Office, por dispensar a locomoção – e o seu tempo – até o local de ofício.

Experiência no campus Frederico Westphalen

No campus da UFSM em Frederico Westphalen, as aulas online já eram exploradas. Desde 2017, o projeto “Produção de Videoaulas e o Streaming de vídeo no EaD” é desenvolvido com o objetivo de estudar metodologias para a modalidade e de entender mais acerca da tecnologia streaming de vídeo e da sua integração em Ambientes Virtuais. As videoaulas produzidas foram aplicadas nos cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação, e tinham como finalidade servir como um material de apoio para as aulas presenciais.

Segundo a coordenadora do projeto, doutora em Sistemas de Computação e professora associada da UFSM, Adriana Soares Pereira, outro objetivo era proporcionar maior aproximação entre aluno e professor. A partir das experiência que obteve, ela destaca a importância da criação de um roteiro para as aulas em EAD que leve em consideração as particularidades da disciplina e os seus alunos: “A didática está muito relacionada com o conteúdo, então tivemos que pensar em possíveis dificuldades que o aluno já teve [com a disciplina presencial]. Por exemplo, em uma disciplina mais prática - ensinando a usar um software -, nós tivemos que gravar o professor falando e conectar ao mesmo tempo a imagem no computador, para mostrar passo a passo como usar aquela ferramenta”. A professora lembra que a contribuição do estudante  é necessária – de maneira que, ao dar sua opinião, ele auxilia para uma melhor adaptação por parte dos professores.

Ainda assim, Adriana acredita que no futuro educacional existirá público tanto para a modalidade EAD quanto para a presencial: “Eu vejo que o perfil do aluno está em primeiro lugar: cada um de nós tem um perfil de aprendizado diferente - então se eu aprendo mais com vídeos, outra pessoa aprende mais lendo textos. Então existem alunos que realmente não conseguem estudar e aprender dessa forma”, explica. Ela complementa que existem cursos que necessitam dos encontros presenciais para as aulas práticas.

Por fim, a professora imagina que após esse momento, os alunos irão exigir uma maior diversidade de metodologias oferecidas por seus professores, que terão a necessidade de ir além de apenas as aulas presenciais. Os docentes deverão buscar se capacitar e explorar essas novas tecnologias: “uma das vantagens de fazer uma videoaula é que o aluno pode a assistir várias vezes e se ficar alguma dúvida, voltar e ouvir de novo”, exemplifica.  

As consequências

O teletrabalho e o ensino à distância são exemplos de uma sociedade que caminha para a convergência digital. As duas modalidades têm características e vantagens semelhantes e, para algumas pessoas, são opções que facilitam a produtividade e se encaixam com o seu estilo de vida. Entretanto, não são todos que se adaptam bem e preferem essas metodologias; e a pandemia do novo coronavírus também tem forçado esse grupo a participar dessa transição, quase que súbita, desde o começo do ano.

São tempos singulares que implicam em uma necessidade de maior empatia por parte de empresas e instituições de ensino. Para os que tiveram que se adaptar repentinamente, não foi fácil - sem falar que não são todos que têm as ferramentas ou o espaço adequado para o desenvolvimento de atividades à distância. Isso, juntamente com o confinamento, pode trazer consequências negativas para a saúde mental de qualquer um - confira a outra matéria da Arco sobre os efeitos colaterais do distanciamento físico. Já em abril de 2020 – aproximadamente um mês após a COVID-19 ter sido declarada como uma pandemia pela OMS - a startup de tecnologia Behup conduziu uma pesquisa com 1.561 participantes no país, e concluiu que 53,8% dos participantes disseram estar um pouco ou muito mais estressados e 60,3% um pouco ou muito mais ansiosos após as primeiras semanas de quarentena.

Segundo a doutora em psicologia, Adriane Rubio Roso, que também realizou estudos pós-doutorais em Comunicação na UFSM e em Psicologia Social, na Universidade de Harvard, a pandemia pode nos impactar integralmente, apesar de muitas vezes não notarmos: “Algumas pessoas sentem dores de cabeça, dores nas costas, ansiedade, estresse, insônia e podem não correlacionar esses sintomas com o que estamos vivendo. Certamente, eles podem ser decorrentes de problemas que antecedem à pandemia, e, agora, podem estar se exacerbando em decorrência do que ela dispara em nós: medo da própria morte, medo da perda de entes queridos, medo de perder o emprego, medo da solidão, entre outros.”.

Adriane também destaca que os impactos da pandemia não são os mesmos para todos – já que eles dependem das condições sócio-estruturais, econômicas e afetivas de cada um. Ela observa que as pessoas que já tinham o costume de ficar mais em casa e focar em relações sociais no círculo privado aparentam lidar melhor com o isolamento social. Por outro lado, pessoas com vida social mais agitada no espaço público e pessoas que sofrem grande risco de contágio – como profissionais da área de saúde na linha de frente – o estresse proporcionado pelo período é maior. 

Quanto às consequências psicológicas da pandemia do novo coronavírus e a sua relação com fatores sociodemográficos, a UFSM se faz presente no âmbito científico:  está em desenvolvimento o COVIDPsiq, grupo de pesquisa liderado pelo professor e doutor Vitor Calegaro, que tem como objetivo monitorar a evolução de sintomas pós-traumáticos relacionados ao vírus em brasileiros – como depressão e ansiedade. O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura de Santa Maria, da Universidade Franciscana e da Lauduz COVID-19 – Saúde Pública Online, entre outras instituições, terá quatro fases. A primeira delas foi divulgada no início de junho e contou com 3.633 participantes que tinham a partir de 18 anos anos – em grande parte, do Rio Grande do Sul e de Santa Maria. Dentre suas coletas, concluiu-se que a saúde mental de 65% dos participantes piorou pouco ou muito com o distanciamento social, com destaque para o aumento de sintomas pós-traumáticos relacionados com menor escolaridade – e idade inferior -, menor renda – assim com estudantes e desempregados-, histórico de transtornos mentais e uma maior exposição  à mídia.   

O fenômeno das videoconferências

À medida que empresas e instituições de ensino se viram obrigadas a migrar para o ambiente virtual, uma ferramenta que tem sido muito utilizada como uma forma de reestruturar a convivência são as videoconferências. Esse fenômeno ocupou espaço nas relações tanto no teletrabalho – com reuniões – quanto no ensino à distância – com aulas online. Apesar de ser uma boa alternativa para manter o contato, o uso de aplicativos como Zoom, Skype, Teams, Google Meet e Google Hangouts pode provocar uma exaustão ainda maior do que se os encontros fossem presenciais. No exterior, o cansaço após as videoconferências está sendo chamado de “Zoom Fatigue” – em tradução literal, Fadiga de Zoom.

Baseado nisso, a Harvard Bussiness Review publicou um artigo para explicar o que acontece nesse processo. O site, com revistas, livros e conteúdos digitais é produto do Harvard Business Publishing, que tem como objetivo refletir sobre práticas de gestão de negócios. Segundo o estudo, a fadiga proporcionada pelas videoconferências é consequência de um conjunto de questões. A primeira delas é a facilidade que temos de nos distrair nesses contextos: enquanto estamos em uma chamada de vídeo, temos ao nosso redor diversos estímulos que facilitam a perda de foco – as notificações e o celular na mão nos atraem para a tentação de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, como por exemplo ouvir a fala dos colegas e também checar as redes sociais.  Além disso, temos contato com uma pequena imagem de nós mesmos – o que nos torna extremamente conscientes de cada detalhe e cada movimento que fazemos. Por fim, temos a sensação de que para absorver todas as informações e demonstrar o devido interesse, devemos estar constantemente prestando atenção na tela. Isso não acontece em trocas presenciais, pois eventualmente nos sentimos livres para olhar para a janela, ou ao redor da sala.

No geral, devemos entender que ao participarmos das videoconferências, o nosso cérebro não funciona normalmente. Fora outras questões como confusões por problemas de rede e silêncios desconfortáveis, também perdemos uma parcela de linguagem corporal. O psicólogo e cineasta David Cohen afirma em seu livro “A linguagem do corpo” que ao nos comunicarmos, absorvemos informações sem nem perceber: “Responder instintivamente ou com intuição não é mágica. O que realmente estamos fazendo é reunir, quase instantaneamente, dezenas de pequenas pistas que captamos da linguagem corporal das pessoas”. O contato apenas através das telas nos priva dessa absorção inconsciente das reações e nos obriga a dispor de um esforço a mais na busca por um “retorno externo”. Isso, no caso de muitas pessoas em uma chamada, é cognitivamente cansativo.

A pesquisadora Adriane Roso ressalta que não mudamos nosso caráter e nosso modo de pensar no ambiente on-line, porém destaca a falta de contato físico nas interações. “O contato físico é uma experiência vital, que nos acompanha desde o nascimento. [...] Sob este prisma, a interação online exige dos humanos novas formas de expressão e reconhecimento de afetividade", comenta. Sobre as novas tecnologias, ela afirma que “não sabemos o suficiente sobre os efeitos delas na constituição da subjetividade. Algo está mudando. Algo vai mudar. Essas mudanças deverão ser foco de atenção de diferentes campos do saber de modo a encontrarmos caminhos alternos recorrendo à potencialidade do trabalho interdisciplinar.”

Dicas: como encontrar o equilíbrio?

O segundo semestre letivo do ano de 2020 na UFSM se iniciará no dia 19 de outubro sob o Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE) - confira o calendário completo aqui. Os alunos que decidirem por se matricular e desenvolver suas atividades de graduação ou pós-graduação durante este período terão de se adaptar à vigência do ensino à distância. Ao levar em consideração as particularidades de cada um e a importância de uma manutenção da saúde mental durante todo esse período, é extremamente importante ter uma rotina equilibrada entre o lazer e as obrigações.  

Visto isso, leia abaixo algumas dicas inspiradas no artigo da Harvard Business Review para vivenciar esse período da maneira mais saudável possível: 

1) Em uma videoconferência, evite fazer muitas coisas ao mesmo tempo

Ao tentar fazer muitas coisas, você não vai conseguir se concentrar em nenhuma e pode perder informações importantes

2) Respeite seus limites e tenha períodos de descanso entre tarefas e chamadas de vídeo

Ter de 5 a 15 minutos para poder tomar uma água, levantar da cadeira e se alongar é essencial

3) Cuide da sua saúde: se alimente bem e pratique exercícios físicos

Isso vai evitar o cansaço em demasia e o estresse

4) Tente manter uma rotina

Busque ter horários usuais para dormir, acordar, trabalho e lazer. Isso vai lhe ajudar a manter uma rotina equilibrada e vai dar uma sensação de maior controle do contexto atual

5) Não deixe a internet tomar conta do seu cotidiano

Faça questão de ter momentos longe das telas: leia um livro ou passe um tempo com seu pet ou sua família

Dicas para professores ou chefes

1) Analise se a videoconferência é realmente necessária

Às vezes, ela pode ser substituída por um e-mail ou por uma ligação normal

2) Deixe disponível a opção de não ligar a câmera eventualmente

Principalmente em chamadas mais longas, isso pode ajudar a reduzir um pouco o estresse

Caso necessário, não hesite em buscar apoio psicológico. A UFSM oferece apoio psicopedagógico e suporte psicológico na modalidade on-line através do Núcleo de Apoio à Aprendizagem da CAED. Saiba mais.

Expediente

Reportagem: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustradora: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista

Mídia Social: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista

Edição de produção: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição geral: Maurício Dias, jornalista

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