UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 16 Mar 2026 20:27:21 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2026/02/27/hub-doc-realiza-em-porto-alegre-primeira-grande-devolucao-de-documentos-recuperados-apos-enchentes-de-2024 Sat, 28 Feb 2026 00:39:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=166

Nesta sexta-feira (27), aproximadamente 540 caixas com documentos recuperados foram entregues pelo Hub.Doc em Porto Alegre, marcando a primeira grande devolução realizada pelo projeto. A entrega teve início ainda pela manhã na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que recebeu 200 caixas, seguindo depois para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com 40, e, por fim, para o Banco Central, onde foram entregues 300. As instituições tiveram seus acervos afetados pelas cheias de maio de 2024 e estão sendo atendidas pelo Hub.

Os documentos saíram no início desta manhã de Santa Maria, onde estavam sendo tratados no Espaço Multiuso da UFSM, utilizado pelo projeto para as atividades de recuperação documental. Após meses de trabalho técnico de higienização, estabilização e organização, o material pôde retornar aos seus locais de origem.

A coordenadora do Hub, Débora Flores, avalia positivamente o processo. “A ação representa um marco nas atividades do Hub.Doc, sendo a primeira devolução em grande escala de acervos restaurados desde o início da operação emergencial criada após as enchentes de maio de 2024”, comenta. “O retorno dos materiais às instituições sinaliza o avanço do processo de recuperação documental”, finaliza a coordenadora.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/03/artigo-internacional-destaca-transdoc-como-referencia-na-protecao-e-recuperacao-de-arquivos-em-desastres-naturais Tue, 03 Feb 2026 12:54:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71940

O Hub.doc acaba de alcançar um marco importante em sua trajetória acadêmica e institucional. Um artigo científico internacional que utiliza o Transdoc, laboratório associado ao Hub.doc, como estudo de caso, foi publicado na revista Archives and Records, uma das mais relevantes da área arquivística no mundo.

O artigo, intitulado A model of coordination and collaboration for the protection and recovery of archives affected by natural disasters, é assinado por Jonas Ferrigolo Melo, Juliano Silva Balbon e Moisés Rockembach, e analisa estratégias de proteção e recuperação de arquivos públicos afetados por desastres naturais, a partir das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024. Esta é a primeira publicação internacional em revista científica resultante dos esforços da equipe de bolsistas de pós-graduação do Hub.doc desde o início de suas atividades.

Um problema estrutural

De acordo com o arquivista e pesquisador Jonas Ferrigolo Melo, o objetivo central do estudo foi investigar como as ações de salvamento e recuperação de arquivos públicos podem ser fortalecidas diante de situações de desastre em larga escala. Para isso, os autores analisaram dados numéricos e documentais sobre arquivos atingidos pelas enchentes, cruzando informações do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Os resultados evidenciam uma fragmentação significativa nas respostas institucionais voltadas aos arquivos, marcadas pela ausência de padronização, pela baixa integração entre órgãos públicos e pela dependência excessiva de ações voluntárias. Um dos achados centrais do artigo é que os danos aos arquivos não estão incorporados aos sistemas oficiais de gestão de riscos e desastres, o que reduz sua visibilidade e dificulta a destinação de recursos específicos para sua preservação.

Esse cenário se reflete diretamente nos resultados práticos observados após as enchentes. Enquanto a UFSM conseguiu recuperar 100% de seu acervo, graças a uma ação imediata e coordenada de salvamento, outros órgãos públicos, especialmente em Porto Alegre, enfrentam perdas irreversíveis por falta de apoio institucional, priorização dos arquivos e alocação adequada de recursos.

O papel do Hub.doc e do Transdoc

A atuação do Hub.doc e do Transdoc se mostra ainda mais relevante no contexto atual. Segundo Jonas, o Hub.doc passou a assumir operações de salvamento de documentos de órgãos públicos afetados na capital gaúcha, reforçando a importância da colaboração institucional e da difusão de métodos eficazes para a preservação documental. “Se não fosse a colaboração institucional e a circulação de processos efetivos para salvar os documentos, provavelmente a perda documental seria ainda maior”, destaca Jonas.

Um modelo para políticas públicas

A partir das análises realizadas, o artigo propõe um modelo de coordenação e colaboração para tornar as respostas institucionais mais eficazes, integradas e sustentáveis em contextos de desastre. O modelo é composto por seis elementos interdependentes:

  • padronização de procedimentos de avaliação de danos;
  • integração de sistemas de informação;
  • formação e capacitação institucional;
  • uso estratégico de tecnologias;
  • obrigatoriedade de notificação de danos aos arquivos;
  • monitoramento contínuo das coleções afetadas.

O principal resultado do estudo, segundo os autores, é a demonstração de que a proteção de arquivos precisa deixar de ser uma ação pontual e reativa, passando a integrar de forma estruturante as políticas públicas de gestão de riscos, reconhecendo os arquivos como infraestruturas essenciais para a memória, os direitos e a governança.

Reconhecimento internacional e produção latino-americana

Publicada pela Archives and Records, revista internacional de alto impacto (Qualis Q1) vinculada à Archives and Records Association, dos Estados Unidos, a pesquisa representa um reconhecimento expressivo para seus autores e para o Hub.doc. Para Jonas, a publicação também tem um significado político e epistemológico. “É uma validação científica de uma pesquisa produzida a partir da América Latina, que tensiona a centralidade do Norte global na construção do conhecimento arquivístico. Mostramos que, no Rio Grande do Sul, temos experiências e pesquisas de alto nível, em pé de igualdade às produzidas em países norte-globais”, afirma.

Além disso, o artigo integra um dossiê temático sobre Sustentabilidade e Mudanças Climáticas, ampliando a visibilidade do debate sobre a relação entre arquivos, crise climática e resiliência institucional no cenário internacional.

Próximos passos

Os pesquisadores agora pretendem expandir e testar operacionalmente o modelo proposto, por meio de projetos piloto ou de sua aplicação em outros contextos regionais e nacionais. A expectativa é aprimorar o modelo a partir dessas experiências e publicar os resultados em uma revista brasileira, em língua portuguesa.

O grupo também se mostra aberto a colaborações com outros pesquisadores interessados em aplicar e desenvolver o modelo, reforçando o compromisso do Hub.doc com a produção de conhecimento colaborativo, aplicado e socialmente relevante.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc
Imagens: Jonas Ferrigolo Melo, pesquisador do Hub.doc
Edição: Ricardo Bonfanti

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O Hub.doc acaba de alcançar um marco importante em sua trajetória acadêmica e institucional. Um artigo científico internacional que utiliza o Transdoc, laboratório associado ao Hub.doc, como estudo de caso, foi publicado na revista Archives and Records, uma das mais relevantes da área arquivística no mundo.

O artigo, intitulado A model of coordination and collaboration for the protection and recovery of archives affected by natural disasters, é assinado por Jonas Ferrigolo Melo, Juliano Silva Balbon e Moisés Rockembach, e analisa estratégias de proteção e recuperação de arquivos públicos afetados por desastres naturais, a partir das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024. Esta é a primeira publicação internacional em revista científica resultante dos esforços da equipe de bolsistas de pós-graduação do Hub.doc desde o início de suas atividades.

Um problema estrutural

De acordo com o arquivista e pesquisador Jonas Ferrigolo Melo, o objetivo central do estudo foi investigar como as ações de salvamento e recuperação de arquivos públicos podem ser fortalecidas diante de situações de desastre em larga escala. Para isso, os autores analisaram dados numéricos e documentais sobre arquivos atingidos pelas enchentes, cruzando informações do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS) com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Os resultados evidenciam uma fragmentação significativa nas respostas institucionais voltadas aos arquivos, marcadas pela ausência de padronização, pela baixa integração entre órgãos públicos e pela dependência excessiva de ações voluntárias. Um dos achados centrais do artigo é que os danos aos arquivos não estão incorporados aos sistemas oficiais de gestão de riscos e desastres, o que reduz sua visibilidade e dificulta a destinação de recursos específicos para sua preservação.

Esse cenário se reflete diretamente nos resultados práticos observados após as enchentes. Enquanto a UFSM conseguiu recuperar 100% de seu acervo, graças a uma ação imediata e coordenada de salvamento, outros órgãos públicos, especialmente em Porto Alegre, enfrentam perdas irreversíveis por falta de apoio institucional, priorização dos arquivos e alocação adequada de recursos.

O papel do Hub.doc e do Transdoc

A atuação do Hub.doc e do Transdoc se mostra ainda mais relevante no contexto atual. Segundo Jonas, o Hub.doc passou a assumir operações de salvamento de documentos de órgãos públicos afetados na capital gaúcha, reforçando a importância da colaboração institucional e da difusão de métodos eficazes para a preservação documental. “Se não fosse a colaboração institucional e a circulação de processos efetivos para salvar os documentos, provavelmente a perda documental seria ainda maior”, destaca Jonas.

Um modelo para políticas públicas

A partir das análises realizadas, o artigo propõe um modelo de coordenação e colaboração para tornar as respostas institucionais mais eficazes, integradas e sustentáveis em contextos de desastre. O modelo é composto por seis elementos interdependentes:

  • padronização de procedimentos de avaliação de danos;
  • integração de sistemas de informação;
  • formação e capacitação institucional;
  • uso estratégico de tecnologias;
  • obrigatoriedade de notificação de danos aos arquivos;
  • monitoramento contínuo das coleções afetadas.

O principal resultado do estudo, segundo os autores, é a demonstração de que a proteção de arquivos precisa deixar de ser uma ação pontual e reativa, passando a integrar de forma estruturante as políticas públicas de gestão de riscos, reconhecendo os arquivos como infraestruturas essenciais para a memória, os direitos e a governança.

Infográfico do modelo de coordenação e colaboração para a proteção e recuperação de arquivos

Reconhecimento internacional e produção latino-americana

Publicada pela Archives and Records, revista internacional de alto impacto (Qualis Q1) vinculada à Archives and Records Association, dos Estados Unidos, a pesquisa representa um reconhecimento expressivo para seus autores e para o Hub.doc. Para Jonas, a publicação também tem um significado político e epistemológico. “É uma validação científica de uma pesquisa produzida a partir da América Latina, que tensiona a centralidade do Norte global na construção do conhecimento arquivístico. Mostramos que, no Rio Grande do Sul, temos experiências e pesquisas de alto nível, em pé de igualdade às produzidas em países do norte-global”, afirma.

Além disso, o artigo integra um dossiê temático sobre Sustentabilidade e Mudanças Climáticas, ampliando a visibilidade do debate sobre a relação entre arquivos, crise climática e resiliência institucional no cenário internacional.

Próximos passos

Os pesquisadores agora pretendem expandir e testar operacionalmente o modelo proposto, por meio de projetos piloto ou de sua aplicação em outros contextos regionais e nacionais. A expectativa é aprimorar o modelo a partir dessas experiências e publicar os resultados em uma revista brasileira, em língua portuguesa.

O grupo também se mostra aberto a colaborações com outros pesquisadores interessados em aplicar e desenvolver o modelo, reforçando o compromisso do Hub.doc com a produção de conhecimento colaborativo, aplicado e socialmente relevante.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc
Imagens: Jonas Ferrigolo Melo, pesquisador do Hub.doc
Edição: João Ricardo Gazzaneo, jornalista


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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/2026/02/02/edital-de-selecao-hub-doc Mon, 02 Feb 2026 10:56:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/?p=4764

Estão abertas as inscrições para seleção de bolsistas para atuar no projeto de recuperação de documentos arquivísticos danificados pelas enchentes ocorridas no RS em abril/maio de 2024 (projeto de pesquisa nº 062.861).

O objetivo do projeto é investigar e desenvolver métodos inovadores para recuperação de documentos arquivísticos, disseminando padrões de excelência que possam ser replicados em futuras recuperações de acervos., trata-se de um projeto multi-institucional que além da UFSM conta com a colaboração da UFRGS, UFCSPA e IFRS.

Quem pode participar do edital ?

Estudantes regularmente matriculados em curso técnico pós-médio, graduação e pós-graduação das instituições:

  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) 
  • Instituto Federal de  Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).
Atividades do Projeto

Manuseio de materiais documentais danificados por água e contaminados por fungos e outros microrganismos. Os esporos desses agentes biológicos também estão dispersos no ambiente junto com a poeira;

Manuseio de materiais documentais danificados por água e contaminados por fungos e outros microrganismos. Os esporos desses agentes biológicos também estão dispersos no ambiente junto com a poeira;

Cumprir e registrar a carga horária diária pré-fixada, comunicando e justificando eventuais faltas;

Cumprir e registrar a carga horária diária pré-fixada, comunicando e justificando eventuais faltas;

Integrar atividades de capacitação e atualização da equipe do projeto;

Participar de reuniões e encontros realizados no âmbito do projeto

Carga Horária, Duração e Valor da Bolsa
CIDADENÍVEL DE ENSINOCARGA HORÁRIA SEMANALVALOR DA BOLSA
Santa Maria/RSTécnico pós-médio e
Graduação
16h (em turnos de 4h)R$ 800,00
Porto Alegre/RSTécnico pós-médio e
Graduação
20h (em turnos de 4h)R$ 1.450,00
Santa Maria e Porto Alegre/RSPós-graduação8hR$ 1.000,00
Cronograma
PERÍODOETAPALOCAL
Fluxo contínuoA qualquer tempoFormulário disponível on-line na
página do DAG, no menu Editais.
Dida 20 de cada
mês
Chamada para entrevista dos inscritos
conforme vagas disponíveis
e-mail transdoc@55bet-pro.com
convocando para entrevista
De 21 a 28 de
cada mês
Entrevistas selecionados(as)E-mail transdoc@55bet-pro.com
informando link para entrevista
on-line
Quando aplicávelDivulgação e convocação
  • Divulgação on-line na página do
    DAG, no menu Editais.
  • Convocação por e-mail transdoc@55bet-pro.com
Convocação e início das atividades
  • Os documentos necessários para o cadastramento do(a) bolsista serão solicitados na convocação;
  • A pessoa selecionada, que não responder ao e-mail em até 48h do envio, será considerada desistente da vaga;
  • O local de apresentação do candidato para o início das atividades será informado no e-mail de convocação;
  • As convocações poderão ser enviadas a qualquer momento, após a publicação deste edital, e se estender enquanto o projeto estiver vigente.
Acesso ao Edital

Para mais informações, acesse o edital

Edital

Acesse o Edital

Formulário de Inscrição

Formulário de Inscrição

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2026/01/20/conservadora-restauradora-passa-a-integrar-o-hub-doc-e-avalia-acervo-em-porto-alegre Tue, 20 Jan 2026 18:28:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=157 O Hub.Doc avança em mais uma etapa de suas atividades com a incorporação da conservadora-restauradora Andrea Santos, arquivista da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), à equipe técnica. Com formação específica em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, uma especialidade ainda pouco comum em operações de preservação de acervos documentais públicos, Andrea passa a atuar de forma transversal nas ações do Hub, contribuindo para a avaliação, preservação e qualificação dos processos de recuperação de diferentes acervos atendidos pela iniciativa.

A chegada da profissional foi marcada por uma visita técnica a Porto Alegre, na tarde desta terça-feira (20), onde, acompanhada pelas coordenadoras do Hub, Débora Flores, Leolíbia Linden e Daiane Segabinazzi Pradebon, além da arquivista da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e coordenadora das atividades do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Graziela Cé, Andrea realizou uma avaliação do acervo do Departamento e no Ministério da Saúde. A atividade teve como objetivo compreender as condições materiais dos documentos e aprofundar o diagnóstico dos desafios enfrentados na operação de recuperação.

Andrea Santos (à direita) (FURG) visita o acervo do DNIT em Porto Alegre com a equipe do Hub.Doc para avaliação técnica.
A fragilidade dos documentos do DNIT revela os desafios da preservação e a importância do trabalho do Hub.Doc.

Durante a análise, a conservadora identificou um cenário crítico, com documentos em condições extremamente frágeis de manuseio, o que evidencia a complexidade do trabalho realizado pelo Hub e a necessidade de estratégias específicas de conservação preventiva e intervenção técnica qualificada.

A visita contou também com a presença de Isabel Bohrer Scherer, nova pró-reitora de Administração da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na ocasião, ela declarou que sentiu-se impressionada com a recuperação minuciosa realizada pela equipe do projeto e destacou que as ações do Hub.Doc possuem grande valor para a conservação da memória coletiva do Rio Grande do Sul.

Texto: Pedro Moro, estudante de jornalismo e bolsista do Hub.Doc

Fotos: Marcelo Pires, estudante de jornalismo e bolsista do Hub.Doc

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/12/10/seminario-de-pesquisa-hub-doc Wed, 10 Dec 2025 20:57:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=143 O Hub.doc realizou o segundo Seminário de Pesquisa na tarde desta quarta-feira (10). O evento ocorreu via Google Meet e promoveu o diálogo entre pesquisadores que desenvolvem trabalhos relacionados à recuperação de arquivos. Nesta edição, foram apresentadas pesquisas sobre controle de fungos e sanitizantes químicos, além de um mapeamento de acervos afetados pelas águas ao redor do mundo.

Durante a abertura, o arquivista Jonas Ferrigolo Melo destacou que o principal objetivo do seminário é valorizar a troca de experiências e fortalecer o intercâmbio científico. "Foi feito para reunir pesquisadores associados ao Hub ou que tenham pesquisas relacionadas ao projeto. Com isso, realizamos esse momento de troca de experiências, de conhecer as pesquisas e de transformar a transdisciplinaridade em algo palpável", disse.

Pesquisas abordam controle de fungos na recuperação de arquivos

A primeira apresentação foi realizada por Juliana Copetti, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA) da UFSM. A pesquisadora apresentou o trabalho Sanitizantes para controle de Stachybotrys chartarum, comentou sobre o perigo do micro-organismo e compartilhou o processo metodológico e os resultados da iniciativa.

[caption id="" align="alignleft" width="641"] A mestranda Pâmela Oliveira Soares (PPGCTA/UFSM) apresentou um estudo que compara meios de cultivo para quantificar fungos de emergências climáticas e seu controle por sanitizantes[/caption]

Segundo Juliana, a motivação para o estudo surgiu após a catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul e diversos acervos em 2024. Ela explica que, no caso do fungo Stachybotrys chartarum, conhecido como “mofo preto”, os arquivos inundados pela água ficaram em condições ideais para o crescimento do micro-organismo, pois o fungo utiliza a celulose como principal fonte de nutrientes.

Nesse sentido, a pesquisa buscou avaliar a eficácia dos sanitizantes químicos cloreto de benzalcônio e bórax na recuperação de papéis. "Após a nossa avaliação, identificamos que o bórax não é recomendado, pois não foi eficaz em nossos testes; já com o cloreto tivemos bons resultados, e entendemos que ele é uma alternativa eficiente e segura", apontou Juliana.

Na sequência, a estudante de mestrado do PPGCTA da UFSM, Pâmela Oliveira Soares, apresentou a pesquisa Comparação de meios de cultivo para a quantificação de fungos oriundos de emergências climáticas e controle por sanitizantes. Em sua fala, a pesquisadora relembrou o cenário das mudanças climáticas e salientou o aumento das enchentes e inundações ao redor do mundo.

Nesse sentido, Pâmela explicou que a pesquisa buscou entender, por meio da amostragem microbiológica, quais materiais possuem melhor desempenho na quantificação de fungos em um material afetado. "O objetivo do trabalho é avaliar dois meios de cultivo para identificar aquele que apresenta o melhor desempenho na recuperação quantitativa de fungos em papéis", disse.

Mapeamento de desastres naturais e acervos afetados foi apresentado no Seminário

Por fim, o trabalho Mapa Mundial dos Arquivos Alagados: a construção de um banco de dados para promover a colaboração foi apresentado por Bianca Magro, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede. A pesquisa, também desenvolvida pela coordenadora do Hub.doc, Débora Flores, e por Jonas Melo e Igor Treptow, começou com 163 eventos registrados, apenas com nome, país e ano de ocorrência, sem detalhes adicionais.

[caption id="" align="alignright" width="668"] Igor Treptow, integrante da pesquisa do mapeamento, apresentou o banco de dados desenvolvido até o momento[/caption]

Com o avanço da pesquisa, a equipe passou a buscar documentos e registros que comprovassem e contextualizassem cada evento. A intenção era reconstruir as situações de forma mais completa. Bianca destacou desafios como cobertura jornalística incompleta, relatórios sem tradução, inconsistências de registros oficiais e a escassez de documentação em muitos países. “As principais fontes foram notícias locais e internacionais, artigos científicos, relatórios e publicações de órgãos ambientais. Um ponto importante foi perceber como pesquisar na língua nativa do local impacta diretamente na quantidade e na qualidade dos resultados”, destacou.

O projeto, segundo ela, pretende se tornar colaborativo e permitir que pesquisadores do mundo todo registrem novos eventos e complementem dados existentes. “Esse banco de dados nos ajuda a entender onde, como e quando os desastres ocorreram. É uma base contínua, que oferece subsídios para análises históricas, climáticas e arquivísticas cada vez mais sólidas”, refletiu.

Trabalhos apresentados fortalecem as práticas de preservação e recuperação

Após as apresentações, Débora Flores destacou as orientações emitidas pelo Arquivo Nacional durante as enchentes de 2024 e reforçou a carência de pesquisas sobre sanitizantes seguros para o tratamento de acervos molhados. Ela relembrou o episódio em que as águas afetaram o Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM e apontou como a ausência de estudos consolidados dificultou o atendimento emergencial na época.

Débora explicou que essa lacuna foi o ponto de partida para novas iniciativas de pesquisa dentro do Hub.doc, incluindo a construção do mapa-múndi que reúne registros de desastres e acervos atingidos ao redor do planeta. “É essencial compreender o que aconteceu, registrar e alimentar esse banco de dados com informações sobre procedimentos adotados em cada situação. Infelizmente, esses eventos serão cada vez mais frequentes”, afirmou.

Segundo ela, o objetivo é formar uma rede internacional de especialistas. “Queremos conectar arquivistas experientes para que compartilhem suas vivências por meio desse mapa, fortalecendo práticas de preservação e recuperação”, completou.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc

Fotos: Jonas Ferrigolo Melo, pesquisador do Hub.doc

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Confira a programação completa:

Tema: “CLORETO DE BENZALCÔNIO E BÓRAX: CONTROLE DE FUNGOS EM DOCUMENTOS DANIFICADOS POR ÁGUA”

Apresentação 1: SANITIZANTES PARA CONTROLE DE STACHYBOTRYS CHARTARUM

Pesquisadoras: Juliana Copetti Fracari e Pâmela Oliveira Soares

O estudo aborda o controle do fungo Stachybotrys chartarum, conhecido como "mofo preto", que pode ser encontrado em ambientes úmidos e em materiais celulósicos danificados por água, como papel. Este fungo é preocupante devido à sua capacidade de produzir micotoxinas que afetam a saúde, especialmente em pessoas com problemas respiratórios. O objetivo da pesquisa foi avaliar a eficácia de dois sanitizantes, o cloreto de benzalcônio e o bórax, em diferentes concentrações, no controle de Stachybotrys chartarum por meio de testes in vitro, isolados de papéis da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul. O estudo utilizou o protocolo do Comitê Europeu de Normalização (CEN) para testar a ação antimicrobiana dos sanitizantes.

Apresentação 2: COMPARAÇÃO DE MEIOS DE CULTIVO PARA A QUANTIFICAÇÃO DE FUNGOS ORIUNDOS DE EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS E CONTROLE POR SANITIZANTES

A recuperação de documentos danificados por enchentes é essencial para preservar informações, pois o contato prolongado com a água torna os documentos suscetíveis ao crescimento fúngico. Diante disso, este trabalho tem como objetivo avaliar dois meios de cultivo com o objetivo de identificar aquele que apresenta o melhor desempenho na recuperação quantitativa de fungos em papéis. Além disso, busca-se investigar a eficácia de dois sanitizantes, cloreto de benzalcônio e bórax, nas concentrações de 1%, 3% e 5% aplicados no controle do crescimento fúngico em documentos afetados pela enchente ocorrida no Rio Grande do Sul em 2024. A aplicação dos sanitizantes será realizada com algodão após uma etapa prévia de limpeza com auxílio de pincel. As amostragens ocorrerão por meio da técnica de esfregaço de superfície, após tempos de contato de 15 minutos, 7, 14, 21 e 28 dias, sendo o controle positivo realizado sem aplicação do sanitizante. Os meios de cultivo serão avaliados quanto à capacidade de recuperação, considerando características qualitativas e quantitativas das colônias. A eficácia dos sanitizantes será avaliada pela diferença entre as contagens fúngicas do controle e dos tratamentos. Espera-se, assim, identificar o sanitizante mais eficaz e contribuir para o estabelecimento de protocolos de conservação de documentos afetados por enchentes.

Tema: "MAPA MUNDIAL DOS ARQUIVOS ALAGADOS: A CONSTRUÇÃO DE UM BANCO DE DADOS PARA PROMOVER A COLABORAÇÃO"

Pesquisadores: Débora Flores, Jonas Melo, Igor Treptow e Bianca Magro

A pesquisa “Mapa dos Arquivos Atingidos por Desastres Naturais” tem como objetivo identificar e georreferenciar eventos de sinistros envolvendo água, tais como enchentes, tempestades, furacões e rompimentos de barragens, que afetaram arquivos e instituições de memória ao redor do mundo. Os pesquisadores apresentarão o mapa interativo e colaborativo que está sendo construído para que profissionais e instituições identifiquem rapidamente outros casos semelhantes próximos a si. Essa visualização facilita o intercâmbio de informações, a cooperação internacional e o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de preparação e resposta a desastres. Até o momento, mais de 200 casos já foram registrados globalmente, resultando em um mapa inicial que será apresentado.

Faça a inscrição via Google Forms

As inscrições para participar do Seminário podem ser feitas pelo Google Forms. Os inscritos receberão o link da reunião, realizada via Google Meet, pelo e-mail cadastrado no formulário.

Atente-se à data e horário do Seminário:

Data: 10 de dezembro de 2025

Horário: das 15:30 às 17:30 horas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/11/26/conheca-o-processo-de-recuperacao-de-arquivos-realizado-pelo-hub-doc Wed, 26 Nov 2025 13:50:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=112 Espaço Multiuso conta com câmaras frias e de secagem[/caption] As etapas do processo de recuperação são organizadas da seguinte maneira: congelamento, descongelamento, higienização, secagem e digitalização. Em um tour guiado no Espaço Multiuso da UFSM, local onde ocorre a operação de recuperação de arquivos, a arquivista e pesquisadora do Hub.Doc Débora Bianquin Chiapinoto descreve detalhadamente o passo a passo da operação.

Congelamento

Após serem resgatados, os documentos encharcados foram colocados em sacos plásticos para contenção. Antes do congelamento, retirou-se o excesso de água com aspiradores e, quando possível, utilizou-se seladoras a vácuo para remover o ar e reduzir a umidade. Os arquivos são armazenados em contêineres refrigerados, com temperatura abaixo de 20 °C. O congelamento é uma técnica de emergência que interrompe processos de degradação, como a proliferação de fungos e o amolecimento das fibras do papel. Ao congelar, também se evita que as folhas grudem umas nas outras ou que sofram deformações severas.

Descongelamento

O descongelamento ocorre de forma controlada e gradual. Essa etapa é importante para evitar choques térmicos capazes de danificar ainda mais o papel. À medida que o gelo derrete lentamente, os documentos retornam ao estado úmido, mas de maneira mais uniforme e estável, o que facilita a higienização e reduz o risco de rasgos, deformações ou manchas. [caption id="" align="alignleft" width="577"]IC3A8728 A higienização reduz a carga microbiológica dos documentos em afetados[/caption]

Higienização

Com os documentos descongelados e ainda úmidos, inicia-se a higienização. Essa etapa envolve a remoção de grampos, clipes, sujidade e resíduos trazidos pela inundação. Para isso, utiliza-se trinchas, panos macios e a capela de higienização para retirar impurezas sem agredir o papel. A higienização também reduz a carga microbiológica, evitando que fungos se proliferem durante a secagem. Outra etapa da higienização é o entrefolhamento que é feito com folhas absorventes o inseridas entre as páginas molhadas ou parcialmente úmidas. Esse material ajuda a retirar a umidade interna e impede que as folhas fiquem aderidas entre si. Os papéis absorventes devem ser trocados periodicamente, acompanhando o processo de secagem. Essa técnica é fundamental para manter a integridade física do documento, evitando manchas d'água e deformações.

Secagem

A secagem pode ocorrer ao ar, em ambiente ventilado, ou com o auxílio de equipamentos específicos. O objetivo é remover a umidade restante de forma lenta e controlada, preservando ao máximo a estrutura do papel e das tintas. Durante essa etapa, os documentos são monitorados para evitar o surgimento de fungos e para corrigir possíveis ondulações, sempre com manuseio mínimo para não fragilizar ainda mais o material.  Após isso, os documentos passam por uma conferência de páginas e ordenação antes de seguir para a próxima etapa.

Digitalização

Com os documentos já estabilizados e secos, procede-se à digitalização. Essa etapa garante o registro do conteúdo, permitindo acesso seguro às informações e reduzindo a necessidade de manuseio dos originais, que podem permanecer fragilizados mesmo após o tratamento. A digitalização é uma estratégia de preservação a longo prazo e permite que o conteúdo seja consultado e armazenado de maneira mais segura. Acompanhe as redes sociais do Hub.Doc para saber mais: Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista no Hub.Doc Fotos: Paulo Barauna, da Agência de Notícias UFSM Revisão técnica: Débora Bianquin Chiapinoto, arquivista e pesquisadora no Hub.Doc]]>
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04/11/2025. Fotógrafo: Pedro Moro. Arquivo Fotográfico da UFSM 
Pesquisadores Christine Jeanneret - New York University at Berlim; Johannes Ljungberg - Lund University, Suécia; Natália da Silva Perez – Erasmus University, Holanda; Natacha Klein Käfer - University of Copenhagen, foram recebidos pelas arquivistas da UFSM Débora Bianquin Chiapinoto e Neiva Pavezi.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sediou, de 3 a 6 de novembro de 2025, um importante encontro acadêmico que reuniu pesquisadores da Europa (Dinamarca, Suécia, Suíça e Alemanha) e do Brasil. Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFSM), o evento incluiu o Seminário Internacional “Metodologias Transdisciplinares para o Estudo da História”.

O objetivo central foi fortalecer o projeto de cooperação internacional "Noções Históricas de Privacidade na América Latina", desenvolvido em parceria com o Centre for Privacy Studies da Universidade de Copenhagen. Os debates focaram em temas emergentes como história da privacidade, metodologias transdisciplinares e cultura material, reforçando a inserção da UFSM em redes globais de pesquisa.

A agenda também incluiu a visita técnica ao Espaço transdisciplinar de pesquisas e práticas em restauração, digitalização, preservação e difusão do patrimônio documental da Universidade Federal de Santa Maria (TRANSDOC/UFSM). Ali, os professores e pesquisadores puderam conhecer as instalações e verificar de perto as atividades que estão sendo executadas em cada um dos projetos referentes à recuperação dos acervos atingidos pelas enchentes de maio de 2024, no Rio Grande do Sul. 

A convergência desses vários projetos se consolida como um exemplo de inovação e intercâmbio técnico-científico multi-institucional, o HUB.DOC. A documentação que está sendo tratada atualmente, pertence ao acervo dos órgãos: UFSM, Banco Central, DNIT, Ministério do Trabalho, Ministério da Saúde, CONAB, SGB-CPRM, INMETRO, IBGE e ANVISA. 

O Professor José Remedi que acompanhava os visitantes, registrou “agradecimento pela acolhida aos colegas do Privacy na visita ao projeto do DAG. Eles saíram encantados com o trabalho e com a equipe”.

 

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Equipe do Hub.Doc integrou a comitiva brasileira no Congresso

Pôsteres do Hub.Doc destacam inovação e resiliência

Na seção dos totens digitais, as coordenadoras do Hub.Doc, Débora Flores e Daiane Segabinazzi Pradebon, apresentaram o trabalho “Resiliência e determinação no avanço da ciência: protegendo a memória da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) após as enchentes”. Desenvolvido em conjunto com a pesquisadora e arquivista Neiva Pavezi (UFSM), o estudo evidencia que o principal desafio é a velocidade de recuperação. “Pós-enchente, buscamos entender quais mecanismos e metodologias poderiam ajudar a recuperar esse grande número de documentos. Entendemos que o congelamento de arquivos, como executamos, tem demonstrado resultados positivos e levamos isso ao evento”, conta Débora.

Outro destaque foi o trabalho “Um modelo de recuperação de desastres para arquivos por meio da realidade virtual”, desenvolvido por Jonas Ferrigolo Melo, Juliano Silva Balbon, Moisés Rockembach, Débora Flores e Daiane Segabinazzi Pradebon. Segundo Daiane, o principal objetivo do estudo foi compartilhar as ações de recuperação com pesquisadores de todo o mundo: “essa tecnologia de realidade virtual permite que as pessoas vejam, na prática, a estrutura que montamos e o trabalho que desenvolvemos em relação à recuperação”.
A Diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima (à esquerda), prestigiou o pôster ao lado de Daiane Segabinazzi Pradebon (ao centro) e  Débora Flores (à direita)
A Diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima (à esquerda), prestigiou o pôster ao lado de Daiane Segabinazzi Pradebon (ao centro) e Débora Flores (à direita)
A arquivista ainda frisou que os óculos evidenciam as etapas da recuperação e possibilitam uma melhor compreensão da operação. “Nós mostramos o passo a passo e isso auxilia demais, ainda mais em situações de emergências, pois as pessoas conseguem observar aquilo que os manuais dizem para ser feito. Mostrar esses processos de maneira real e inovadora tem grande potencial, especialmente quando pensamos na questão do intercâmbio. Temos que migrar para uma realidade que permita a acessibilidade a todas as regiões do mundo”, explica. A criação do modelo de realidade virtual teve apoio do Grupo de Automação e Robótica Aplicada, coordenado pelo professor Anselmo Cukla, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, e por alunos de Engenharia de Computação e Ciências de Computação. O Grupo colaborou na aquisição e edição de imagens e vídeos em 360°, captando ambientes do projeto de restauração, como o container onde estão armazenados os documentos atingidos pelas enchentes, e as diferentes etapas do processo de recuperação. Para Anselmo, o trabalho interdisciplinar realizado em conjunto com o Hub.Doc auxilia no diálogo e troca de experiências para a criação de novas tecnologias. “Sem dúvida, gerou resultados importantes, principalmente no que se refere ao crescimento profissional de todos os envolvidos, principalmente, maior conhecimento e domínio técnico de ferramentas para trabalhar com aquisição e criação de imagens e vídeos utilizando VR”, destacou o professor.
Durante o evento, congressistas puderam experimentar a tecnologia de realidade virtual
Durante o evento, congressistas puderam experimentar a tecnologia de realidade virtual

Apresentações do Hub abordam a arquivologia digital

Além da seção de totens digitais, colaboradores do Hub.Doc apresentaram trabalhos em sessões orais. O analista de Tecnologia da Informação (TI) da UFSM, Marcos Vinícius Bittencourt de Souza, divulgou a pesquisa “Repositórios institucionais brasileiros em risco”, desenvolvida em parceria com o analista de TI Gustavo Zanini e as coordenadoras Débora Flores e Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. O trabalho, apresentado por Marcos, buscou identificar que “grande parte dos repositórios nacionais ainda não atende a fatores críticos de confiabilidade, como a existência de planos de preservação, infraestrutura organizacional adequada e equipes capacitadas”. Ele explica que a ausência de políticas institucionais consolidadas e o baixo investimento financeiro agravam a vulnerabilidade desses acervos, que são essenciais para a preservação da produção científica nacional. “Muitos repositórios funcionam bem do ponto de vista tecnológico, com servidores e sistemas mantidos pelas instituições, mas ainda carecem de planejamento e de uma estrutura de governança que assegure a preservação a longo prazo”, observa o analista de TI. Entre as soluções propostas, Marcos destaca a necessidade de implementar Planos de Preservação e de Continuidade adaptados à realidade de cada instituição, alinhados às normas nacionais e internacionais. Para ele, discutir o tema em um evento internacional como o ICA foi fundamental: “Apresentar esse diagnóstico fora do Brasil permite traçar paralelos com outras realidades e buscar soluções conjuntas com profissionais de diferentes países, que enfrentam desafios semelhantes”, afirma. Na mesma ocasião, Gustavo Zanini também apresentou o estudo “Ciência Arquivística e Aprendizado de Máquina: Classificação Automática de Documentos Arquivísticos”. Desenvolvido pelos mesmos integrantes da apresentação anterior, o estudo explorou o uso de aprendizado de máquina, ou inteligência artificial, para a classificação automática de documentos arquivísticos, destacando soluções inovadoras para otimizar a organização e o acesso a acervos digitais e físicos. Conforme Gustavo, a classificação é uma etapa essencial para garantir a organização, a transparência e o acesso à informação, além de atender às legislações de acesso público. Nesse contexto, o uso de inteligência artificial surge como uma ferramenta capaz de acelerar processos antes realizados manualmente, permitindo classificar documentos de forma automática, tanto em acervos já existentes quanto na própria produção documental digital. Durante o desenvolvimento do estudo, um dos principais desafios técnicos foi reunir uma base de conhecimento previamente classificada para que os algoritmos pudessem aprender e reconhecer padrões. De acordo com Gustavo, o plano de classificação é extenso e varia conforme as especificidades de cada instituição, o que aumenta a complexidade da tarefa e o risco de erros nas previsões automáticas. Ainda assim, os resultados foram promissores: utilizando um conjunto de 11.041 documentos, todos emitidos entre 2014 e 2024 , os testes alcançaram uma média de 98% de acerto na identificação das classes documentais. “O experimento demonstrou o potencial da automação para acelerar a organização e reduzir o acúmulo de MDA”, aponta.

Congresso promoveu intercâmbio científico

Para Débora, a participação do Hub.Doc no Congresso permitiu o compartilhamento de experiências e técnicas. “Nós mostramos que no Brasil temos soluções que podem ser replicadas em outras partes do mundo que passaram por situações semelhantes. Temos obtido sucesso e sinto que seremos exemplo para outros países”, revela. A coordenadora Daiane Segabinazzi Pradebon disse que o evento fomentou a inovação proposta pelo Hub.Doc. “No Congresso, vimos que estamos no caminho certo. Conhecemos profissionais de locais como Valência e Caribe que passaram por situações difíceis com arquivos e conseguimos ter um panorama diferente. Essa vivência nos fez perceber que trouxemos uma inovação para a situação de recuperação de acervos no mundo”, finaliza.
Apresentações em formato de slides também marcaram o Congresso
Apresentações em formato de slides também marcaram o Congresso

Sobre o ICA

O Conselho Internacional de Arquivos atua na preservação, no acesso e na utilização de arquivos em todo o mundo, fortalecendo o papel dos arquivos como instrumentos essenciais para a memória, a transparência e a cidadania. Por meio de congressos, workshops e eventos, o ICA conecta profissionais e instituições, promove o compartilhamento de experiências e melhores práticas, e apoia o desenvolvimento da arquivologia em nível global, contribuindo para que estratégias e políticas arquivísticas estejam sempre alinhadas às necessidades da comunidade internacional. Mais informações sobre futuras edições e eventos podem ser consultadas diretamente no site oficial do ICA: www.ica.org. Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista do Hub.Doc Fotos: arquivo pessoal]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/2025/10/17/primeiros-lotes-de-documentos-recuperados-pelo-hub-doc-em-santa-maria-sao-devolvidos-a-orgaos-publicos Fri, 17 Oct 2025 19:37:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/hubdoc/?p=93
Entrega dos arquivos recuperados para a Superintendência Regional do Trabalho no RS

Os primeiros lotes de documentos restaurados pelo Hub.Doc, em Santa Maria, foram devolvidos aos órgãos de origem nesta semana. Na quinta-feira (16), a Superintendência Regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, unidade vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), recebeu um conjunto de carteiras de trabalho. Já nesta sexta (17), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) teve seus projetos e relatórios de engenharia entregues, marcando mais uma etapa no processo de devolução dos acervos recuperados.

No primeiro lote, foram entregues 14 caixas ao Dnit e 10 ao MTE. Atualmente, o Hub.Doc já recuperou materiais que compõem cerca de 300 caixas pertencentes a diversos órgãos.

A entrega dos arquivos mencionados, porém, representa o primeiro ato simbólico de devolução. Nesse sentido, as coordenadoras do Hub.Doc, Débora Flores, Leolíbia Linden e Daiane Regina Segabinazzi, estiveram presentes na entrega oficial dos documentos.

Para a arquivista e coordenadora Débora Flores, a devolução dos materiais recuperados representa a concretização do esforço coletivo do projeto. “Eu sinto que o trabalho está sendo feito com uma base sólida e temos confiança de que estamos devolvendo um documento vital para que um papel social seja cumprido”, afirmou.

Na mesma linha, a coordenadora Daiane Regina Segabinazzi destacou que outros lotes já estão sendo organizados para devolução aos órgãos que solicitaram o serviço de recuperação. “Já estamos encaminhando outro lote, com maior volume de caixas recuperadas. O Hub.Doc tem um papel fundamental e articulador na recuperação e salvaguarda desses acervos”, ressaltou.

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo

Fotos: arquivo pessoal

Entrega dos arquivos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/23/quatro-instituicoes-federais-lancam-o-hub-doc-centro-de-pesquisa-e-inovacao-em-arquivos Tue, 23 Sep 2025 22:14:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70607 Foto horizontal e colorida de Débora Flores, mulher branca vestindo roupa social nas cores preta e laranja, apresentando um slide do Hub.Doc Diretora do Departamento de Arquivo Geral da UFSM e coordenadora do Hub.Doc, Débora Flores realizou o discurso de abertura do lançamento[/caption] Um exemplo de inovação e intercâmbio técnico-científico. Essas características definem o Hub.Doc, iniciativa oficialmente lançada na tarde desta terça-feira (23), no Salão Imembuí da UFSM, que busca impulsionar a pesquisa científica sobre arquivos por meio da transdisciplinaridade. Coordenada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e do Arquivo Nacional, a iniciativa prevê a criação de produtos inéditos e acessíveis que geram novos e inovadores protocolos de recuperação de acervos atingidos por inundações, ou demais situações de vulnerabilidade, por meio da união de pesquisadores e profissionais de diversas áreas científicas. Autoridades prestigiaram o lançamento O lançamento iniciou com a manifestação de Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM e coordenadora do Hub.Doc, que relembrou o dano causado pelas enchentes de 2024 no acervo da universidade. A coordenadora também reconheceu o apoio da reitoria da UFSM na resposta emergencial de recuperação e destacou a dimensão internacional da operação de congelamento de arquivos realizada na UFSM. “Aquela crise exigiu uma nova estrutura de pesquisa que antes era inexistente. Não somos um único projeto, o hub é uma composição de vários. Temos em torno de 150 pessoas vinculadas a mais de 30 cursos diferentes”, contou. [caption id="attachment_70610" align="alignleft" width="548"]Foto horizontal e colorida de um grupo de pessoas observando uma das etapas de recuperação de arquivos. O público visita o Espaço Multiuso, lar da operação de congelamento e recuperação de arquivos[/caption] Para a professora da UFRGS Leolíbia Linden, coordenadora do hub em Porto Alegre, um dos aspectos que merecem destaque é a cobertura geográfica da iniciativa. “Assim como na UFSM, vários arquivos da capital gaúcha também foram afetados. Então, é importante que essas instituições saibam como tratar os seus acervos. Essas parcerias entre instituições ajudam a ampliar o raio de atuação do Hub.Doc”, apontou. Na perspectiva da diretora do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, Carla Vargas Segatto, os conhecimentos científicos desenvolvidos no Hub.Doc serão necessários para a formação dos profissionais do futuro. “Na minha formação, nós não tínhamos algo que ensinasse a lidar com os contextos climáticos atuais. O hub faz a diferença na preservação do futuro, já que o cuidado e a ciência produzida com esses documentos garantem direitos e a memória da sociedade”, comentou Carla. Segundo a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, a iniciativa representa a força total das equipes responsáveis pelos arquivos. “É lindo ver essa criação de laços entre as instituições que fazem parte do Hub.Doc para tratar de ensino, pesquisa e extensão e, também, promover a preservação da história documental”, disse. A vice-reitora ainda relembrou que, na época da crise climática em maio de 2024, “diversas pessoas falaram que estávamos perdendo tempo carregando aquelas caixas. Mas, hoje, o surgimento dessa iniciativa prova o contrário”, acrescentou Martha. Pró-reitores, servidores, docentes e estudantes da UFSM e UFRGS, que integram o Hub.Doc, também prestigiaram o lançamento. [caption id="attachment_70611" align="alignright" width="575"]Identidade visual do Hub.Doc. A frase “Hub.Doc – Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos” está escrita em letras brancas, sob um fundo laranja. Identidade visual do Hub.Doc[/caption] A construção da identidade do Hub.Doc Durante o lançamento, a identidade visual do hub, desenvolvida pelo professor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da UFRGS Francisco Santos, foi divulgada ao público. De acordo com ele, a construção da marca baseou-se nos valores da iniciativa. “Pensamos em algo relacionado à ideia de pensar fora da caixa. Uma questão de incentivo à inovação e criatividade”, explicou. De maneira didática, Francisco explica que o hub representa um ponto central que conecta o conhecimento. “A caixinha representa esse elemento muito utilizado no mundo da arquivologia e o ponto representa a conexão que o hub faz”, contextualizou o designer. Como surgiu o Hub.Doc? O surgimento da iniciativa está atrelado à catástrofe climática que acometeu o Rio Grande do Sul em 2024. Na época, 12 mil caixas do acervo de documentos históricos da UFSM foram submersos pelas enchentes. Para além da universidade, mais de 100 arquivos públicos também foram atingidos, segundo o Governo do Estado. Esse contexto culminou na criação do Transdoc, um espaço transdisciplinar de pesquisas e práticas em restauração e preservação de arquivos desenvolvido pelo DAG da UFSM. Essa iniciativa enquadrou-se como a primeira estrutura brasileira dedicada à recuperação emergencial de documentos prejudicados pela catástrofe. Com isso, a falta de um centro especializado em pesquisas sobre arquivos revelou lacunas graves no âmbito nacional. Tendo essa carência em mente, somada à operação de recuperação emergencial, nasceu o Hub.Doc. [caption id="attachment_70612" align="alignleft" width="546"]Foto horizontal. Um grupo de pessoas, fotografadas de costas, sobe uma rampa que os conduz do subsolo até o estacionamento da Reitoria. O público visitou também o subsolo da Reitoria, onde os arquivos foram atingidos durante a catástrofe climática que acometeu o Rio Grande do Sul em 2024[/caption] Daqui para o futuro De acordo com Débora, o hub também surgiu da noção de que o impacto de um arquivo não pode ser medido a curto prazo. “A perda de um arquivo afeta o futuro. Quando um cidadão precisar acessar uma informação e ela não for localizada, haverá problemas. O Hub.Doc deve mostrar que os arquivos são importantíssimos para a preservação da memória e dos direitos de cada cidadão”, observa. A coordenadora ainda frisou que o hub buscará formalizar outras parcerias a fim de estabelecer uma melhor estrutura física e de equipe, tendo em vista a alta demanda. “Um dos nossos próximos passos é capacitar o maior número de pessoas que possam se conectar com as ações do hub”, revelou. Atualmente, a iniciativa também tem recebido apoio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Banco Central do Brasil, Prefeitura Municipal de Dona Francisca, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Saúde, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Acompanhe o Hub.Doc Os avanços relacionados ao Hub.Doc e as iniciativas que serão desenvolvidas podem ser acompanhados pelo site e redes sociais do projeto: Site: hubdoc.55bet-pro.com Instagram: @hubdoc.gov.br Facebook: /hubdoc.br LinkedIn: @hubdocgovbr Youtube: @hubdocufsm Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/21/em-visita-a-santa-maria-ministro-da-educacao-se-reune-com-a-gestao-da-ufsm Thu, 21 Aug 2025 23:08:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70236 O reitor Luciano Schuch (à dir.) recebeu em seu gabinete o ministro Camilo Santana[/caption] O ministro da Educação, Camilo Santana, visitou a UFSM na tarde desta quinta-feira (21). Na ocasião, ele reuniu-se com a gestão da universidade, no Gabinete do Reitor, onde lhe foram apresentadas demandas de investimento na assistência estudantil. O político compareceu à universidade após participar da solenidade de posse da reitora do Instituto Federal Farroupilha, Nídia Heringer. Conforme o reitor da UFSM, Luciano Schuch, foram apresentadas demandas voltadas à ampliação da moradia estudantil na universidade (principalmente com relação aos estudantes indígenas e quilombolas), investimentos estruturais nos Colégio Politécnico e Colégio Técnico Industrial de Santa Maria e construção dos pavilhões polivalentes na universidade. “Apresentamos esses projetos ao ministro e tentaremos fazer com que eles cheguem ao Congresso. Queremos que o orçamento de 2026 contemple essas demandas e nos dê possibilidade de torná-las reais”, explicou Schuch. Em consonância com a manifestação do reitor, a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, também destacou o valor da assistência estudantil: “nós somos a universidade com a maior assistência estudantil da América Latina, e investir na qualidade desse serviço é essencial para o fortalecimento de tudo que fazemos aqui”. [caption id="attachment_70239" align="alignright" width="607"] A vice-reitora Martha Adaime compareceu à audiência com o ministro[/caption] Havia a previsão de o ministro visitar a Operação Recupera Acervo, atualmente realizada no Espaço Multiuso da UFSM. No entanto, devido ao atraso em compromissos anteriores, essa visita não foi realizada. Apesar disso, a arquivista e coordenadora da iniciativa, Débora Flores, compareceu à reunião no gabinete, compartilhou com Santana as conquistas do projeto e agradeceu os investimentos financeiros oferecidos pelo Ministério da Educação. “A operação de congelamento e recuperação que realizamos aqui se enquadra como uma das maiores já feitas no mundo. Graças ao ministério, a memória e o direito de cidadania das pessoas é preservado”, destacou Débora. Na sequência, o ministro da Educação frisou o empenho do Governo Federal na reconstrução do ministério, além de relembrar a Política Nacional da Assistência Estudantil e o Programa Pé de Meia. Nesse sentido, Santana reforçou que “precisamos de políticas focadas em garantir que o brasileiro conclua o ensino básico e, assim, atingir o ensino superior. Se queremos um país soberano e independente, temos que fortalecer as instituições de pesquisa e ensino”, salientou. Além disso, Santana apontou que pretende retornar à UFSM e “trazer notícias que fortaleçam os desejos da instituição”. O momento foi encerrado com a entrega de uma cesta de produtos coloniais da cidade de Nova Palma, região do Geoparque Quarta Colônia, e uma sessão de fotos. Além do reitor e da vice-reitora, estiveram presentes o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, o deputado federal Paulo Pimenta, o superintendente do Husm, Humberto Palma, além de pró-reitores e representantes do DCE. Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Fotos: Daniel De Carli Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/transdoc/2025/08/20/dag-participa-de-entrevista-da-radio-gaucha-sobre-a-recuperacao-de-acervos-no-rio-grande-do-sul Wed, 20 Aug 2025 13:47:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/transdoc/?p=63

Após 1 ano dos alagamentos que atingiram o estado do Rio Grande do Sul e os acervos de diversos órgãos, a Zero Hora visitou o Espaço TransDoc na UFSM para acompanhar o andamento da recuperação realizada na Instituição.

A reportagem fez a retrospectiva desde o início do trabalho realizado, destacando as técnicas utilizadas pela equipe envolvida, bem como os desafios dessa atividade e o alto volume a ser recuperado que incluem além dos 12 mil arquivos da UFSM, o acervo de outros órgãos que totalizam 36.500 caixas.

Além da memória preservada, também há forte atuação de inovação e pesquisa e a captação de recursos, conforme a Zero Hora destaca, a UFSM já é reconhecida pelo  Arquivo Nacional como a primeira estrutura brasileira dedicada ao resgate emergencial de grandes volumes documentais.

Confiram a reportagem na íntegra aquí.


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Superintendência do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia no Estado do Rio Grande do Sul (Surrs) trabalha para recuperar parte de seus registros e retomar suas atividades após a enchente que atingiu Porto Alegre em maio de 2024. O prédio da Surrs, localizado na Avenida São Pedro, 1245, permaneceu submerso por cerca de 40 dias, o que resultou em danos a documentos importantes.

Com o objetivo de restaurar os arquivos atingidos, a Surrs irá transportá-los para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que disponibilizou seu laboratório especializado para recuperação do acervo. Essa etapa está sendo viabilizada com o apoio da Receita Federal, que cedeu um caminhão para o transporte dos materiais até o local.

O chefe do Setor de Governança e Gestão da Surrs (Segov-RS), Ricardo Flores Pinto, destacou que o Arquivo Nacional montou um plano de ação com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para o tratamento e recuperação dos documentos atingidos, alocando 14 milhões de reais para os órgãos federais que sofreram com a calamidade – entre eles o Inmetro.

“O trabalho de retirada dos documentos do Arquivo Intermediário ocorre pela nossa adesão rigorosa aos protocolos do Arquivo Nacional, que, em parceria conosco, viabilizou recursos extraordinários para a recuperação desse material”, destacou Flores.

Fonte: http://www.gov.br/inmetro/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/superintendencia-do-inmetro-no-estado-do-rio-grande-do-sul-enfrenta-desafio-para-recuperacao-de-documentos-danificados-apos-enchente-em-porto-alegre?utm_source=substack&utm_medium=email

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/2025/07/14/edital-para-selecao-de-bolsistas-agosto-de-2025 Mon, 14 Jul 2025 13:53:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/?p=4683

          A Direção do Departamento de Arquivo Geral (DAG) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), torna pública a abertura de inscrições para seleção de bolsistas para ampliar o cadastro de reserva na cidade de Santa Maria, para atuar no projeto de pesquisa N. 062.861 - Desafios e estratégias na recuperação de documentos arquivísticos danificados pelas enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul.

          O projeto de pesquisa tem por objetivo investigar e desenvolver métodos inovadores para a recuperação de documentos arquivísticos danificados por inundações em instituições do Rio Grande do Sul, visando estabelecer e disseminar padrões de excelência que possam ser replicados na recuperação de acervos.

         O projeto de pesquisa é multi institucional, coordenado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

          Mais informações no edital:

Acesse o Edital

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/transdoc/2025/05/21/retrospectivatransdoc Wed, 21 May 2025 19:44:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dag/transdoc/?p=49

Durante a realização do CIRCUITO 10º FESTIVAL ARQUIVO EM CARTAZ EM SANTA MARIA que aconteceu no Centro de Convenções da UFSM, o Departamento de Arquivo Geral(DAG) exibiu um vídeo com a retrospectiva dos acontecimentos no final de Abril de 2024 que ocasionaram o sinistro no arquivo permanente da instituição.

O vídeo elaborado a partir de audiovisuais de autoria dos próprios servidores envolvidos durante o resgate, buscou demonstrar as etapas percorridas até a criação do Espaço Transdisciplinar (TRANSDOC) que promove a recuperação dos acervos da UFSM e também auxilia outras instituições por meio de convênios e parcerias.

O espaço destaca-se como um lugar de inovação na área de recuperação e torna a UFSM uma instituição de referencia nacional e internacional.

Confira o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=W462LjnasBk]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/08/um-ano-apos-as-enchentes-no-rs-o-trabalho-de-recuperacao-de-arquivos-realizado-pelo-dag-ufsm Thu, 08 May 2025 11:54:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69016 No dia 30 de abril de 2024, o arquivo permanente da UFSM ficou completamente submerso devido às enchentes que acometeram o Rio Grande do Sul. O lago, que fica ao lado do prédio da Reitoria, transbordou e, por meio de uma rampa, a água conseguiu acessar o subsolo, onde se encontrava o arquivo permanente da Instituição. O arquivo continha 12 mil caixas de documentos históricos. O ocorrido precedeu o que viria a acontecer com mais de 100 arquivos e cerca de 238 mil caixas de documentos no estado. 

Na Universidade, a resposta do Departamento de Arquivo Geral (DAG) foi rápida e, imediatamente, uma operação de resgate foi iniciada para a retirada desses materiais com a participação de professores, técnico-administrativos em educação, militares e alunos voluntários. 

12 mil caixas de documentos passam por processo de recuperação

A documentação recuperada está sendo armazenada em lugares provisórios

Logo no início do processo, já foi estabelecido contato com o Arquivo Nacional para entender como melhor proceder naquela situação, e também foram registradas todas as ações efetuadas no começo de um longo processo de recuperação. A partir dos registros, o DAG criou a Operação Recupera Arquivo UFSM, uma página com o propósito de divulgar ações e métodos empregados na recuperação dos documentos danificados. E, em conjunto com o Arquivo Nacional, efetuaram duas publicações: uma instrução de Ações Iniciais e um Guia Rápido para o Resgate de Acervos Danificados por Água, que também serviram como auxílio para as instituições da região que tiveram seus acervos atingidos. 

Desde então, o trabalho de recuperação que está sendo feito na UFSM ganhou reconhecimento do Arquivo Nacional, e se tornou referência no Brasil. Foi assim que as ações do DAG ganharam visibilidade no país e diversos meios de comunicação nacionais e regionais vieram entender o que estava sendo feito para recuperar o acervo arquivístico. “Se tornar referência foi devido às pessoas e como agimos. Chocou muito a forma como foi feito. A gente agiu muito rápido e de forma correta. Eu digo assim, a gente seguiu os protocolos de resgate rapidamente e com muitos voluntários. As pessoas são muito conectadas e ajudam aqui na UFSM”, diz a arquivista do DAG Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. O destaque na mídia foi um portal para mostrar a importância da preservação e recuperação dos acervos alagados. Com a evolução do trabalho, a UFSM transformou o desastre climático em inovação e criou o Espaço Transdoc

Espaço Transdoc

O Transdoc é a primeira estrutura no Brasil dedicada à recuperação emergencial de grandes volumes documentais atingidos por enchentes. Ele atua como HUB transdisciplinar, reunindo especialistas de diversas áreas (Arquivologia, Química, Farmácia, Engenharias, Biologia e Tecnologia da Informação) e desenvolve pesquisas visando criar técnicas inovadoras de recuperação documental em larga escala. O Espaço TransDoc é vinculado a dois projetos - um de desenvolvimento institucional, chamado “Preservação do Patrimônio Documental: Estratégias para Recuperação do Acervo Arquivístico da UFSM atingido por inundação”, e outro de pesquisa, denominado “Desafios e Estratégias na Recuperação de Documentos Arquivísticos Danificados Pelas Enchentes Ocorridas no RS”. 

O projeto de pesquisa é utilizado como meio de captação de recursos. E até o momento, são várias as fontes de financiamento: investimento institucional, Ministério da Educação, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Ministério da Gestão e Inovação via Arquivo Nacional. O projeto com a FINEP, por exemplo, permitiu a compra de parte dos recursos de materiais permanentes. A arquivista do DAG conta que os fomentos servem para aumentar o nível de pesquisa do laboratório: “A gente está para receber mais R$ 2 milhões da FINEP para equipamentos. Vamos receber scanners super potentes para digitalização. Aqueles do tipo planetário, para digitalizar plantas e mapas, porque recebemos todas as plantas das rodovias e pontes do estado para restaurar”. Inclusive, o programa segue na busca ativa por projetos e financiamentos para expandir cada vez mais a atuação. “Para a estrutura física, a gente vai tentar outros órgãos de fomento. Para conseguir um prédio, um local específico, não só para trabalhar nesse laboratório, mas também para estruturar o nosso acervo que agora não vai mais voltar para o mesmo lugar. Precisamos de um prédio também para nós”, relata Daiane. 

Como o DAG não conta com um prédio próprio, os arquivos recuperados são alocados em lugares provisórios. A documentação recuperada está sendo armazenada no prédio 48-D, da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), e uma parte também vai para um pavilhão do DAG, no Centro de Eventos, do Parque Tecnológico, onde fica o acervo da Administração Superior. Além disso, o Espaço Multiuso é utilizado na rotina diária de trabalho do projeto.

O fluxo de trabalho do Departamento de Arquivo Geral se dá em seis etapas:

  • Retirada do acervo
  • Triagem e estabilização do acervo
  • Limpeza e higienização
  • Secagem
  • Digitalização 
  • Novo acondicionamento
[caption id="attachment_69028" align="alignright" width="614"] Atrás do Espaço Multiuso encontram-se as câmaras frias e de secagem[/caption]

Ainda no início do processo, foi recebida a verba inicial da calamidade para materiais permanentes. “A gente já aproveitou esse valor e compramos quatro contêineres refrigerados, que foram instalados atrás do prédio (Espaço Multiuso).  Porque a locação que nós estávamos fazendo com parceiros aqui da cidade se tornaria muito custosa a longo prazo. Já as salas de secagem própria para acervos, conseguimos aqui da própria UFSM. Eram contêineres que estavam parados no Parque Tecnológico, não estavam sendo utilizados e foram readaptados para a gente usar aqui. Usamos os contêineres como câmaras apropriadas de secagem com adaptação de temperatura e umidade”, afirma Daiane sobre os recursos utilizados para aprimorar algumas fases do fluxo de recuperação. 

Até o momento, cerca de 20 mil arquivos já foram digitalizados, o que totaliza mais de 100 mil páginas, por exemplo. “A gente também está fazendo a digitalização para a consulta, porque esse acervo foi contaminado, está frágil. Queremos que tenha menos acesso possível ao arquivo físico”, explica a arquivista do DAG, quanto à estratégia de conservação dos acervos atingidos. Mas ela conta que o principal movimento de conservação é o controle do ambiente, da umidade e da temperatura no novo acondicionamento. Não se pode devolver o documento para uma sala em que o ambiente é úmido, porque mesmo que seja feita a desinfestação, ainda há resíduos que podem voltar a proliferar fungos e bactérias que ficaram nesses arquivos.

Daiane destaca que nenhum arquivo foi perdido, nem mesmo os que pareciam mais difíceis: “Todos estão sendo recuperados. Inclusive, os que ficaram meses em Porto Alegre, no mesmo lugar. O nosso a gente recuperou muito rápido, tirou da enchente muito rápido. Congelamos, então não está tão degradado, quase nem está. Você pega ele parece que nem foi molhado. Nem sujo, nem nada. Mas os de Porto Alegre são um desafio. Porque tem uns que parecem que voltaram a ser um bloco de madeira. Ficaram muito blocados. Mas, por incrível que pareça, ele ficou mais superficial e nas bordas, conforme tu vai limpando, dando banho, fazendo os procedimentos de recuperação, a gente consegue recuperar mesmo esses que, de cara, parece que não dá. Mas é possível”.

A previsão para o término do trabalho envolvendo o acervo institucional é de 5 anos. A arquivista explica que o tempo total cobre não só a parte de recuperação, e por isso essa quantia: "Tem a parte da reindexação do acervo, da organização do acervo. Então, imagina, 12 mil caixas levaram desde 1990, desde que existe o Departamento de Arquivo Geral, para serem organizadas. Não vai ser em 5 anos que a gente vai reorganizar essas 12 mil caixas. O trabalho de recuperação, propriamente dito, de secagem, pode demorar muito menos. Mas o que pode demorar mais é essa reorganização do acervo, é montar o quebra-cabeça de novo”.

Parceria com o Arquivo Nacional 

A UFSM lidera uma iniciativa de recuperação de acervos arquivísticos de órgãos federais, em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com a parceria do Arquivo Nacional. O projeto visa recuperar o patrimônio documental afetado pelas enchentes, e desenvolver métodos inovadores para a recuperação de documentos arquivísticos danificados por inundações em instituições do Rio Grande do Sul, e dessa maneira, estabelecer e disseminar padrões de excelência que possam ser replicados na recuperação de acervos. Os órgãos abarcados pelo projeto são: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Banco Central; Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério da Saúde (MS), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e UFSM. 

Carteiras de trabalho são alguns dos documentos revitalizados no projeto

A organização do programa é a seguinte: a coordenação geral fica na UFSM e equipes da UFRGS e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) trabalham em Porto Alegre - tudo sob orientação técnica do Arquivo Nacional e com as unidades atuando de maneira integrada. No total, são cerca de 142 pessoas na equipe do projeto, com 33 cursos envolvidos - 24 de graduação, sete de pós-graduação e dois técnicos. Incluindo Porto Alegre, o número de bolsistas atuantes é de 71. O financiamento do Arquivo Nacional veio a partir de recursos descentralizados, por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), que somam aproximadamente R$ 7 milhões. O recurso é administrado pela Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (FATEC) e é utilizado para a manutenção de pessoas e serviços que envolvem restauração - resgate, secagem, higienização e desinfestação. 

O prazo para os documentos serem recuperados varia de acordo com cada órgão, mas a data limite geral é até dezembro de 2026.  São mais de 36 mil caixas para recuperação e cerca de 2 mil já foram recuperadas, computando mais de 87 mil folhas. Para acompanhar em tempo real o trabalho realizado, foi desenvolvido um painel de monitoramento na página do TransDoc.  “Conforme vamos recuperando, a gente faz uma prestação de contas. Criamos um painel de monitoramento de acervos recuperados, no qual dá para consultar todos os órgãos que a gente está trabalhando e qual é o status de cada um. E não só o status, colocamos arquivo por arquivo, qual foi recuperado. Porque daí eles conseguem online, em tempo real, acessar. Eles já podem nos consultar, solicitar, qualquer coisa a gente digitaliza e manda, se ainda não está finalizado”, conta a arquivista Daiane Regina Segabinazzi Pradebon. E ela complementa: “aqui a gente tem a identificação do processo: qual a caixa, qual o maço, se tem manchas, se tem páginas faltando, páginas coladas, rasgadas, danos por ferrugem acidificado e volume danificado. Nada disso quer dizer que foi perdido, tudo é possível restaurar. Se eu quiser ver só o que tá em bom estado, aparece; bem como as caixas que não estão.

TransDoc - Berço de inovação

O TransDoc é sinônimo de transdisciplinaridade. É um laboratório com diversas áreas de conhecimento atuando em conjunto na recuperação dos acervos, não só de Santa Maria, mas também de outras regiões que foram afetadas. Ele prima pela pesquisa por soluções inovadoras, e atualmente são cerca de seis linhas de pesquisa que visam desenvolver protocolos padronizados e produtos, que contribuam na inovação do âmbito arquivístico de recuperação. Daiane explica que “é quase um programa com vários projetos. Mas, por enquanto, cada projeto anda com o TransDoc como uma espécie de mãe”.

[caption id="attachment_69030" align="alignleft" width="411"] Estudo utiliza baterias de vape apreendidos pela Receita Federal (Foto: Marina Brignol)[/caption]

A primeira linha estuda o desenvolvimento de equipamentos em impressora 3D, para evitar o custo de compra. A arquivista conta que um desses materiais foi feito com baterias de vape apreendidas pela Receita Federal: “Em vez de eu fazer a aplicação do produto, o quaternário de amônio, para desinfestação manual no documento, passando algodão, a gente bota o produto aqui dentro, fecha, e ele tem um motorzinho daqueles desumidificadores de ambiente, sabe? E o bolsista da pós desenvolveu tudo isso aqui, com as baterias de vape. A gente pediu para a Receita Federal a doação de vapes apreendidos. A Receita tem nos ajudado bastante. As impressoras 3D, eles também nos doaram. As seladoras nós vamos pedir pra eles. Muita coisa que é aprendida, que eles não usam, e que a gente pode usar aqui na recuperação do acervo, a gente está usando. Eles nos doam. E isso é em parceria com o Departamento de Tecnologia dos Alimentos, professores que também estão nos auxiliando”.

Existe também um estudo que envolve o material que vai ser descartado, com prazo de guarda para descartar. Porque do acervo que foi atingido no ano passado, uma parte estava prevista para ser eliminada. “A gente já tinha aqui embaixo, no permanente, uma salinha que era só para material que já estava pronto para eliminar. Já estava aprovado pelo Arquivo Nacional, é um processo padrão, pronto para ser mandado para a reciclagem. Só que foi atingido. Aí como não vamos recuperar , colocamos lá na Usina-Escola de Laticínios (Uni), para fazer uma espécie de degradação desse material com enzimas de celulase para que isso decante e vire álcool”, explica Daiane, que complementa afirmando ser muito caro mandar para uma empresa por fora e esse material que está lá, mais capas, caixas de papelão, e materiais do gênero não podem ir para um lixo normal, porque é considerado um lixo químico, ou seja, não pode ir para reciclagem. Ela continua "estamos estudando na própria usina mesmo. Mesmo com ela desativada, tem toda uma estrutura de laboratório lá. A gente aplicou, inclusive, um pouco desse dinheiro lá na usina para reformar. Então, uma parte a gente vai transformar esse acervo em álcool para reutilizar aqui no projeto, e o que sobrar, vai para compostagem. Dessa forma, o projeto pretende transformar papel que não pode ser usado, nem restaurado, para fazer um retorno sustentável". 

Quem disponibilizou a usina para estudos do Espaço TransDoc foi a Chefe do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos (DTCA) da UFSM Cláudia Kaehler Sautter. “A professora é responsável por aquele espaço e foi uma grande parceira. Nos disponibilizou quando estava desativada para nós usarmos para levar esse material para lá. A gente está reestruturando para usar, também, para receber material que vai ficar armazenado de Porto Alegre. É bem grande, tem câmaras frias desativadas que a gente pode tentar usar após a reforma”, conta a arquivista. A usina está com um projeto para reforma e para instalação de energia elétrica com a Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA) que ainda não foi iniciado. “Quando tiver luz, trabalhar em um outro espaço de laboratório, ainda com a parte mais suja lá, seria ótimo. Porque a gente dá o primeiro banho na documentação, que está bem suja, nesse espaço adaptado por enquanto. Não podemos trazer esse material totalmente imundo pra cá (Espaço Multiuso)”.

Ainda relacionado a essa pesquisa, há um estudo vinculado para a testagem de porcentagens de produtos. “Quanto por cento de um produto químico que a gente vai usar aqui mata de fungo e bactéria no papel? Porque têm estudos sobre químicos e outros materiais, mas no papel, não são muitos estudos e testes ainda. Então, todos esses testes a gente está fazendo: de porcentagem, quantidade, quanto que mata, se ele vai degradar o papel ou não. Porque não é qualquer um que a gente pode usar. Estudos com os químicos, com os produtos e com o que vai acontecer depois que isso estiver limpo e seco”, comenta Daiane quanto ao pioneirismo em pesquisar reações de químicos no papel. 

Uma outra pesquisa que o Espaço TransDoc tem a intenção de fazer é um mapa dos acervos alagados do estado. “Queremos fazer para os órgãos que a gente está recebendo, e vários outros também, um mapa para saber quais são as áreas de risco, onde tem acervo. Lá em Porto Alegre foi feito um mapa, mas não inclui os arquivos. A gente quer incluí-los e mandar o plano ao governo, para eles publicarem quais são as áreas que têm arquivo e estão em risco. Porque o acervo é um patrimônio público. E se ele não for salvo, não for respeitado, isso é crime. Queremos pressionar, ‘olha, eles têm valor, esses arquivos não podem ficar aqui, estão em descaso com o acervo’”, argumenta Daiane, frisando que os arquivos não podem voltar para o mesmo local. Muitos dos órgãos com os quais eles trabalham, não têm onde colocar. Ela finaliza: “se não vier uma coisa de cima para baixo, vai voltar para o mesmo local’.

Mais uma etapa que estão estudando, são formas mais inovadoras de acondicionamento. “Como esse material foi afetado, ele ficou mais cheinho, né? Ele aumentou de volume. E aí o espaço vai aumentar. Pensamos que uma das formas de conservação desse acervo seria o selamento a vácuo. Ou seja, eu vou empacotar esses acervos secos, vou digitalizar para a consulta, e no seco eu vou fazer o vácuo. Eu vou prensar ele dentro de uma folha apropriada e passar em seladoras”, comenta a arquivista do DAG. Além de diminuir de tamanho até mais do que era antes, o processo vai até reduzir o espaço de armazenamento que, inclusive, não vai estar em contato com o ambiente. Ela completa: “Como muitos dos fungos são aeróbicos, eles dependem de oxigênio para proliferar misturado com a umidade do ambiente. Se eu não tiver nem um nem outro, ele vai estar totalmente seguro dentro do vácuo”.

Arquivo em Cartaz

O Departamento de Arquivo Geral está organizando um evento que faz parte da programação do Arquivo Nacional. Será no dia 19 de maio, no Centro de Convenções, às 16 horas. O evento vai prestar homenagem aos voluntários, com direito a exposições fotográficas de um ano da enchente. A arquivista do DAG Daiane Regina Segabinazzi Pradebon ressalta a importância da cerimônia como ferramenta para relembrar o que aconteceu e também para pensar em como proceder nas possíveis recorrências de desastres climáticos. “O futuro, os desafios agora são para entender como fazer para que isso não aconteça de novo. É uma gestão de risco, de crise. Ter um plano de contingência. Onde esses arquivos devem voltar? De que forma? Qual é o mais correto? É um desafio que a gente ainda vai enfrentar e que ainda está trazendo desafios. O que se fala mais é em desastres climáticos e em tentar trazer soluções inovadoras e práticas para esse tipo de evento. Como que se trabalha para isso não acontecer novamente, qual a melhor forma? E trazer isso de uma forma que seja prática e que outras pessoas consigam fazer também. Para que consigam replicar”, salienta Daiane.

Texto: Marina Brignol, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Fotos: Paulo Baraúna, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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O caso de Porto Alegre sugere uma ausência de esforço significativo para recuperar os documentos antes de decretar sua “perda total”

 

 

Confira a notícia completa em:

http://sul21.com.br/opiniao/2025/03/a-recuperacao-de-arquivos-atingidos-pelas-enchentes-a-experiencia-da-ufsm-e-a-situacao-em-porto-alegre-por-debora-flores-e-leolibia-linden/ 

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Confira a notícia Completa em: 

http://www.matinaljornalismo.com.br/matinal/reportagem-matinal/professora-cobra-laudos-tecnicos-da-perda-total-de-arquivos-da-smov/?fbclid=PAY2xjawJKRPlleHRuA2FlbQIxMQABpnRuO3KRqOpbzf9yJ-tVtQ5pdCzMsFPtBqmy0p5sAcQIjGwcfYrS8qJ-cQ_aem_0p7eDDEUi0UMlT-BC1eA8g 

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Quer saber mais sobre o Projeto “Desafios e estratégias na recuperação de documentos arquivísticos danificados pelas enchentes do Rio Grande do Sul”?

Na próxima segunda-feira nós vamos fazer uma live no YouTube explicando todos os detalhes de como começamos e como estamos até agora.

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Após o desastre climático ocorrido no estado do RS que atingiu o Arquivo Permanente da UFSM, a equipe tem se dedicado intensamente à recuperação do acervo atingido. Aproximadamente 12 mil caixas de documentos foram retiradas do local do alagamento em menos de 10 horas e, como solução imediata, o material foi submetido à técnica de congelamento para minimizar danos. Assim, iniciou-se a “Operação Recupera Acervo UFSM”, coordenada pelo Departamento de Arquivo Geral (DAG/UFSM) e os gestores da Instituição, além da colaboração de professores, servidores, alunos, funcionários e militares, com trabalho voluntário. 

A capacidade de trabalho da equipe e a eficiência da UFSM serviram como base para que o Arquivo Nacional (AN) articulasse materiais e orientações sobre a recuperação dos volumes documentais afetados pelos alagamentos. Instruções técnicas sobre o resgate e congelamento de documentos alagados foram publicadas em parceria com a UFSM, consolidando práticas eficazes de recuperação documental (VEJA O MATERIAL AQUI).

Após 3 meses de atuação, a operação agora entrou em uma nova fase: criação de um Espaço transdisciplinar de pesquisas e práticas em restauração, digitalização, preservação e difusão do patrimônio documental da Universidade Federal de Santa Maria - TransDoc/UFSM, localizado no Multiuso - 55BET Pro sede da UFSM. O agendamento de pesquisa e visitas ao Espaço TransDoc pode ser feitas AQUI

A ideia é oportunizar a integração de diferentes áreas do conhecimento e incentivar a pesquisa  de novas práticas para enfrentar desafios complexos, relacionados à preservação de acervos documentais.

O pioneirismo da UFSM tem sido referência nacional na área de produção e preservação de documentos digitais, tendo liderado pesquisas e experiência que são compartilhadas com outras instituições e consolidando parcerias com o Arquivo Nacional (veja Recuperação do arquivo da UFSM, atingido pelas fortes chuvas de maio, vira referência no país).

No dia 21 de agosto de 2024, o espaço recebeu os alunos do Curso de História da universidade e a Profa. Dra. Maria Medianeira. A finalidade foi a utilização dos equipamentos de captura de imagem disponíveis na estrutura do laboratório para digitalização de um acervo do município de Ivorá-RS, o qual fará parte de um projeto para construção de um museu para a cidade. 

Além deste projeto, o TransDoc já fornece a infraestrutura do local para o projeto de extensão para recuperação de acervo alagado do município de Dona Francisca-RS, coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Cruz do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural da UFSM.

Essa experiência será fundamental para viabilizar a execução de projetos de ensino, pesquisa científica e tecnológica, extensão e inovação e também para servir como referência na área de restauração, digitalização, preservação e difusão de documentos, proporcionando a integração transdisciplinar.

Além disso, a infraestrutura e as atividades realizadas no local têm potencial para contribuir com o desenvolvimento equilibrado e sustentável em diversas áreas do Brasil, permitindo que instituições de outras regiões, especialmente aquelas com recursos limitados, acessem tecnologias e metodologias avançadas de recuperação documental. 

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Professores, servidores técnico-administrativos, alunos, funcionários terceirizados da UFSM e militares do Exército Brasileiro estão retirando do subsolo da Reitoria, em um trabalho voluntário, as cerca de 8 mil caixas de documentos que compõem o acervo do Departamento de Arquivo Geral (DAG), e nas quais está contida boa parte da história da instituição. Na última terça-feira (30), o subsolo do prédio foi inundado pelas chuvas que assolam o Rio Grande do Sul. O trabalho de retirada das caixas começou ainda no mesmo dia.

A diretora do DAG, Débora Flores, estima que aproximadamente 80% do acervo que se encontrava no subsolo da Reitoria foi afetado pela enchente. Ela conta que o acervo ficou inundado por cerca de 9 horas (das 11h até as 20h). Para interromper o fluxo da água, a Pró-Reitoria de Infraestrutura cavou naquele dia uma canaleta improvisada entre a rampa de acesso ao subsolo e a rua que passa em frente ao prédio (que, por isso, se encontra interrompida), operação que envolveu a retirada de paralelepípedos da via.

[caption id="attachment_65743" align="alignleft" width="492"] O desenho original do brasão da UFSM foi encontrado nesta segunda-feira (6)[/caption]

Simultaneamente, providenciou-se uma bomba e dois caminhões de sucção, para retirar a água que invadiu o subsolo da Reitoria. Graças a essa operação, Débora acredita que boa parte do arquivo atingido pela água poderá ser salva. As caixas estão sendo levadas para o Centro de Convenções, onde voluntários com Equipamento de Proteção Individual (EPI) – incluindo máscara, luvas, avental e óculos – tiram os documento das caixas, para serem arejados e, posteriormente, ensacados e congelados.

Por causa da falta de energia elétrica na universidade, a operação de congelamento é feita fora do campus, de forma escalonada. Eles são levados até duas câmaras frias onde são congelados, para evitar a proliferação de mofo e fungos que deformam a tinta e o papel. Até o momento, nenhum documento atingido pela enchente foi perdido. Na tarde desta segunda-feira (6), inclusive, foi encontrado o desenho original do brasão da UFSM (pintado à mão), com a sua descrição anexada. A expectativa é que o trabalho de retirada das caixas do subsolo da Reitoria seja concluído até o próximo final de semana.

Texto e fotos: Lucas Casali

[caption id="attachment_65744" align="alignnone" width="482"] No dia da enchente, foi necessário cavar uma canaleta improvisada para interromper o fluxo de água no subsolo da Reitoria[/caption]]]>