UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 23 Mar 2026 13:01:43 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/06/13/fieldcrops-trigo-sc Fri, 13 Jun 2025 18:36:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69503 [caption id="attachment_69504" align="alignleft" width="772"] Reprodução da tela do encontro virtual com a participação da UFSM[/caption]

A Equipe FieldCrops, da Universidade Federal de Santa Maria, apresentou os primeiros resultados de potencial e das lacunas de produtividade da cultura do trigo no estado de Santa Catarina. A apresentação ocorreu durante encontro virtual nesta sexta-feira (13), com mais de 80 profissionais ligados à pesquisa, à extensão e às cooperativas agrícolas da região.

Durante a apresentação, o grupo da UFSM detalhou a metodologia do Global Yield Gap Atlas (GYGA), abordagem internacional aplicada em mais de 100 países, agora adaptada para a realidade agroclimática e produtiva catarinense. O método permite estimar o rendimento máximo possível do trigo em determinadas condições climáticas e de solo, e compará-lo com os rendimentos reais coletados no campo.

Essa iniciativa é fruto de uma colaboração entre a Equipe FieldCrops, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) e as cooperativas Cooperalfa, Copérdia e Copercampos. Conforme o professor Alencar Zanon, da Fieldcrops, a articulação entre instituições de pesquisa e agentes do setor produtivo tem sido fundamental para gerar dados regionalizados e relevantes para a tomada de decisão no campo. Ao reunir especialistas das áreas de modelagem agrícola, fisiologia de plantas, extensão rural e assistência técnica, o projeto visa não apenas compreender o desempenho atual da cultura do trigo, mas também construir caminhos para seu aprimoramento.

As próximas etapas do trabalho envolvem uma análise aprofundada dos dados de manejo fornecidos pelos produtores, com o objetivo de identificar quais práticas estão mais associadas às lacunas de produtividade observadas. A partir desse diagnóstico, será possível propor estratégias específicas para otimizar o uso de recursos no campo, com foco em reduzir as perdas produtivas e aumentar a eficiência da produção. Os resultados esperados contribuem para a sustentabilidade e competitividade da triticultura em Santa Catarina, também como base para ações semelhantes em outras regiões do Brasil.

 

Com informações da FieldCrops 

 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2024/10/23/pesquisadores-da-ufsm-e-epagri-investigam-producao-sustentavel-de-trigo-em-santa-catarina Wed, 23 Oct 2024 12:43:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=10746

Entre os dias 16 e 18 de outubro, o professor Alencar Zanon e o mestrando em Agronomia Marcos Dalla Nora, da UFSM, juntamente com o pesquisador Leandro do Prado Ribeiro, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), realizaram visitas a diversas lavouras de trigo no estado de Santa Catarina. As propriedades visitadas integram o projeto “Potencial e lacunas de produtividade do sistema de produção com trigo em Santa Catarina”, cujo objetivo é identificar o potencial de produtividade e os fatores que limitam o rendimento nas diversas regiões do estado.

Durante as visitas, os pesquisadores puderam coletar informações práticas e observar de perto as técnicas de manejo empregadas pelos produtores. Isso permitiu uma análise detalhada dos fatores que influenciam a produtividade, como clima, solo e práticas de cultivo. As observações em campo são essenciais para validar o modelo Ceres-Wheat, que está sendo testado em experimentos com as principais cultivares de trigo semeadas em Santa Catarina, sob a coordenação dos pesquisadores da EPAGRI, Wordel e Leandro do Prado Ribeiro.

O projeto também tem como meta quantificar perdas de produtividade causadas por erros de manejo e identificar os principais problemas que reduzem o rendimento das lavouras de trigo. Com a conclusão da pesquisa, espera-se reunir dados de mais de 2400 lavouras em Santa Catarina, resultado do acompanhamento dos extensionistas da EPAGRI e das cooperativas COPÉRDIA, COPERALFA e COPERCAMPOS.

Essa abordagem visa aumentar a produtividade e a lucratividade dos produtores de trigo, promovendo práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, com o mínimo impacto ambiental.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/18/ufsm-participa-de-projeto-sobre-producao-de-trigo-em-santa-catarina Fri, 18 Oct 2024 14:42:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67278 [caption id="attachment_67286" align="alignright" width="544"]foto colorida horizontal de um grupo de homens conversando, em formato de círculo, em meio a uma lavoura com plantas douradas, ao fundo um céu azul Professor e mestrando visitaram lavouras nesta semana[/caption]

O professor Alencar Zanon e o aluno de mestrado em Agronomia da UFSM Marcos Dalla Nora, juntamente com o pesquisador Leandro do Prado Ribeiro, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), estiveram visitando, nesta semana, lavouras de trigo que participam do projeto “Potencial e lacunas de produtividade do sistema de produção com trigo em Santa Catarina”.

As visitas permitiram coletar informações práticas e observar de perto as técnicas de manejo aplicadas, oferecendo uma visão detalhada dos fatores que influenciam a produtividade em cada local.

Este projeto tem como objetivo identificar o potencial de produtividade de trigo em Santa Catarina de acordo com o ambiente. Com a coordenação de pesquisadores da Epagri, estão sendo conduzidos experimentos com as principais cultivares semeadas em Santa Catarina, para validar o modelo Ceres-wheat. Além disso, será quantificado o quanto se perde por erro de manejo, visando entender qual é o principal problema que reduz a produtividade das lavouras de trigo.

Segundo Zanon, essa abordagem permite aumentar a produtividade da cultura e, consequentemente, a lucratividade do produtor, com mínimo impacto ambiental.

A execução do projeto, que ao final terá informações de mais de 2.400 lavouras no estado, será possível devido ao acompanhamento dos extensionistas da Epagri e das cooperativas Copérdia, Coperalfa e Copercampos.

Foto: Divulgação

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O Grupo de Investigações em Fitopatologia (GFIT - UFSM) está organizando o II Ciclo de Palestras em Fitopatologia, com foco no tema central "Doenças Emergentes e Seus Desafios". O evento reunirá especialistas para discutir questões críticas enfrentadas na agricultura atualmente.

O ciclo contará com palestrantes especializados nas seguintes áreas:

  • "Queima da bainha do arroz – desafios" apresentado pela Dra. Valácia Lemes da Silva Lobo, pesquisadora da EMBRAPA Arroz e Feijão.

  • "Doenças emergentes na cultura do trigo" será discutido pela Dra. Cheila Cristina Sbalcheiro, pesquisadora da EMBRAPA Trigo, que trará insights valiosos sobre os desafios enfrentados nesta cultura fundamental.

  • "Principais nematoides na cultura da soja" será abordado pelo Dr. Jerônimo Vieira de Araújo Filho, professor da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), oferecendo uma visão aprofundada sobre as ameaças causadas por nematoides na produção de soja.

  • "Mofo-Branco na Soja" será apresentado pela Dra. Edilaine Mauricia Gelinski Grabicoski, pesquisadora da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), que abordará estratégias e desafios relacionados a esta doença devastadora.

O evento acontecerá presencialmente durante duas noites, nos dias 17 e 18 de outubro, no Auditório Flavio Miguel Schneider (Prédio 42, campus sede da UFSM).

Para mais informações clique aqui ou entre em contato via e-mail: gfitopatologiaufsm@gmail.com.

O II Ciclo de Palestras em Fitopatologia promete fornecer uma visão profunda sobre as doenças emergentes nas culturas essenciais, oferecendo informações valiosas para estudantes, pesquisadores e profissionais da agricultura. Este evento é uma oportunidade única para a comunidade acadêmica e agricultores se atualizarem sobre os desafios contemporâneos na fitopatologia e explorar soluções inovadoras para garantir a segurança e a produtividade nas lavouras.

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No dia 27 de setembro, à tarde, a área didático-experimental da Coxilha, localizada no campus sede da Universidade Federal de Santa Maria, foi palco do Dia de Campo da Coxilha: Manejo de Trigo e Cevada. O evento reuniu estudantes, produtores e engenheiros agrônomos, com o objetivo de discutir temas cruciais para o sucesso das culturas de inverno.

Entre os temas abordados estavam a eficiência dos bioinsumos na cultura do trigo e as melhores práticas de inoculação, fundamentais para garantir colheitas de qualidade. O evento ofereceu uma oportunidade única para os participantes esclarecerem dúvidas e interagirem com especialistas e profissionais renomados, promovendo uma troca valiosa de experiências e conhecimentos sobre o manejo de trigo e cevada.

O Dia de Campo contou com diversas estações, cada uma focada em um aspecto específico do manejo das culturas. A ADAMA apresentou estratégias de manejo de Giberela no trigo, visando a redução de micotoxinas, enquanto a Ambev explorou os desafios e potencialidades da cevada cervejeira. A Biotrigo apresentou seu portfólio de cultivares, e a Embrapa compartilhou informações sobre suas próprias variedades de trigo. Além disso, empresas como Stihl e OR Sementes também estiveram presentes, exibindo maquinários e diferentes tipos de trigo, respectivamente. A Inocular também participou do Dia de Campo, tratando de bioinsumos na sua estação.

Um dos pontos altos do evento foi a estação liderada por Joanei Cechin, da pesquisa Syngenta, que discutiu estratégias de manejo químico na pré-semeadura da soja, um tema de extrema relevância para os agricultores da região.

Ao todo, 150 pessoas foram impactadas por essa iniciativa de extensão, que promoveu não apenas o aprendizado, mas também a interação e a construção de redes profissionais. O Grupo de Pesquisa em Manejo de Grandes Culturas de Coxilha da UFSM expressou sua gratidão a todos os participantes, empresas e instituições parceiras que contribuíram para o sucesso do evento. A UFSM reforça seu compromisso com a extensão, dedicando-se a promover o desenvolvimento da agricultura regional, fornecendo informações atualizadas e práticas agrícolas eficientes que são essenciais para o sucesso das safras de trigo e cevada na região.

Para mais informações, entre em contato com o Prof. Thomas Martin pelo telefone (55) 98111-3833 ou visite o perfil do evento no Instagram: coxilhaufsm.

Assista ao vídeo da TV 55BET Pro, que realizou a cobertura do evento:

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Estudantes, produtores e engenheiros agrônomos terão a oportunidade de esclarecer dúvidas e aprender mais sobre o manejo de trigo e cevada durante o Dia de Campo que será promovido pelo Grupo de Pesquisa em Manejo de Grandes Culturas de Coxilha da UFSM. O evento abordará temas fundamentais para o sucesso das culturas de inverno. Será realizado no dia 27 de setembro, às 13h30min, na área didático-experimental de Coxilha, no campus sede da Universidade Federal de Santa Maria.

Com um foco especial na eficiência dos bioinsumos na cultura do trigo e nas melhores práticas de inoculação em culturas de inverno, o Dia de Campo promete oferecer informações valiosas para todos os envolvidos na agricultura.

Estações técnicas desta edição do Dia de Campo na Coxilha:

  • ADAMA: Manejo de giberela no trigo visando redução de micotoxinas
  • Ambev: Desafios e potencialidades da cevada cervejeira
  • Biotrigo: Portifólio de cultivares Biotrigo
  • Estação Camobi: Maquinário Sthil
  • Grupo Coxilha-UFSM: Inoculação: Faça a coisa CERTA
  • Inocular: Manejo de bioinsumos para soja
  • OR Sementes: Cultivares de trigo OR Sementes
  • Sementes Strobel: Cultivares de trigo Strobel
  • Syngenta: Estratégias de manejo químico na pré-semeadura da soja

Os participantes do Dia de Campo terão a oportunidade de interagir com especialistas e profissionais da área, trocar experiências e conhecimentos, e, ao final do evento, receberão um certificado válido para ACG (Atividades Complementares de Graduação) e ACEx (Atividades Complementares de Extensão) do curso de Agronomia da UFSM.

A iniciativa reforça o compromisso da UFSM com a extensão, também em promover o desenvolvimento da agricultura regional, fornecendo informações atualizadas e práticas que podem contribuir para o sucesso das safras de trigo e cevada na região.

Não perca esta oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se manter atualizado com as práticas agrícolas mais eficientes. O Dia de Campo promete ser um evento enriquecedor para todos os interessados na produção de culturas de inverno.

Informações completas no Instagram do Grupo de Coxilha da UFSM. 

Ou pelo e-mail coxilhaufsm@gmail.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/07/03/pesquisa-da-ufsm-e-embrapa-mostra-que-o-trigo-absorve-mais-co2-do-que-emite Mon, 03 Jul 2023 13:17:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=62826 [caption id="attachment_62827" align="alignright" width="661"]foto colorida horizontal mostra uma extensão de terra que é para ser uma lavoura, com palha na terra, ao fundo uma área de mata, coxilhas, em um dia nublado, e em destaque um equipamento que parece uma placa solar em um tripé com uma antena em cima Torre de fluxo captou os dados em uma lavoura em Carazinho[/caption]

Uma pesquisa realizada pela UFSM e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontou que o trigo tem condições de absorver mais carbono do que emite, contanto que bem manejado, com a redução ao máximo dos períodos de entressafra (pousio), em que o solo fica sem outros cultivos. Com o objetivo de avaliar as diferenças entre emissão e retenção de carbono no sistema de produção trigo-soja, quantificando os fluxos de CO2 em uma lavoura comercial de grãos, o estudo apontou que, durante o ciclo produtivo, o trigo atua como “descarbonizante”, ajudando a reduzir os gases de efeito estufa da atmosfera.

Os resultados deram origem ao artigo "CO2 flux in a wheat/soybean succession in subtropical Brazil: a carbon sink", de autoria do então doutorando em Física da UFSM Gustavo Pujol Veeck e de outros pesquisadores, entre os quais o doutorando de Meteorologia da UFSM Tiago Bremm, a professora Lidiane Buligon, do Departamento de Matemática, o professor Rodrigo Josemar Seminoti Jacques, do Departamento de Solos, e a professora Débora Regina Roberti, do Departamento de Física, orientadora de Gustavo.

Débora explica que a UFSM já executou estudos semelhantes, mas este foi o primeiro em uma lavoura comercial, de dimensões maiores, e não em áreas experimentais. À Universidade coube o processamento dos dados coletados por pesquisadores da Embrapa Trigo em uma lavoura em Carazinho por meio de uma torre de fluxo. De acordo com a professora, a torre de fluxo, que abrange uma área de 30 a 40 hectares, permite uma resposta rápida sobre os fluxos de gases no sistema, gerando uma sólida base de dados em apenas um ano, enquanto outras técnicas de campo demandam até mais de cinco anos para uma resposta segura em relação ao balanço de carbono no ambiente.

Trigo "descarbonizante"

O balanço de carbono foi registrado em cada etapa do sistema de produção, abrangendo o cultivo do trigo, o pousio de primavera (entre a colheita do trigo e a semeadura da soja), o cultivo da soja e o pousio de outono (após a colheita da soja até a entrada da cultura de inverno). Para avaliar o balanço de CO2, a pesquisa considerou a retenção no sistema de produção e a emissão para a atmosfera, descontado o carbono que foi exportado nos grãos colhidos.

O balanço de carbono em cada etapa da produção de grãos, após descontada a quantidade extraída pelos grãos na colheita, mostrou que o trigo incorporou no sistema 75g de CO2 por metro quadrado (m2); a soja, apenas 3g CO2/m2; e os dois períodos de pousio emitiram 572g CO2/m2.

Assim, o trigo apresentou o que os pesquisadores chamam de “balanço negativo” de carbono, já que a cultura sequestra mais carbono do que emite para a atmosfera. A absorção da cultura do trigo durante o ciclo neutralizou as emissões dos períodos de pousio e garantiu a oferta líquida de 185g CO2/m2, ou seja, 1.850kg CO2 por hectare, comprovando a possibilidade de o trigo atuar como cultura “descarbonizante” na produção de grãos do sul do Brasil, região responsável por mais de 90% do trigo e por 30% da soja produzidos no país.

Os resultados da pesquisa apontam ainda os impactos negativos do pousio no sistema de produção de grãos em relação à emissão de CO2. Em apenas 30 dias, foi capaz de emitir 27% de todo o carbono que o trigo e a soja acumularam em 11 meses de cultivo. Dessa forma, o cultivo de inverno ajuda a equilibrar o sistema, já que a soja absorve praticamente o mesmo valor de CO2 que emite, enquanto o trigo retira CO2 da atmosfera. Alternativas para reduzir ou eliminar o pousio entre as culturas no outono, tornando o balanço de carbono ainda mais negativo, seriam plantas de cobertura, para produção de grãos e de forragens.

 

O trabalho no Laboratório de Gases de Efeito Estufa

Os dados coletados por pesquisadores da Embrapa na torre de fluxo em Carazinho foram analisados no Departamento de Física da UFSM pelo
Laboratório de Micrometeorologia, que recentemente se desmembrou também no Laboratório de Gases de Efeito Estufa. Este laboratório é especialista em estimativa de fluxo de gases do efeito estufa entre uma superfície e a atmosfera obtidos por torres de fluxo através da metodologia “Eddy Covariance” (ou covariância dos vórtices).

Este método estima os fluxos de gases entre uma superfície do solo e a atmosfera, através de uma covariância estatística entre as flutuações temporais da velocidade vertical do vento com as flutuações temporais da concentração de gases. A turbulência é o processo físico responsável por estes fluxos na atmosfera, estudado principalmente na área de micrometeorologia. Como os dados a campo podem ser afetados por intempéries e outros fatores, inúmeras técnicas estatísticas para fechamento de falha e processamento final dos fluxos são necessárias, inclusive redes neurais e inteligência artificial.

Esta metodologia é considerada o estado da arte na estimativa dos balanços de carbono em ecossistemas, pois é capaz de fornecer resultados precisos a cada 30 minutos e medidas contínuas a longo prazo, podendo, assim, determinar fatores de emissão em diferentes etapas na produção, apontando períodos que demandam aperfeiçoamento. 

O resultado, segundo Débora, foi traduzido para uma linguagem simples, acessível ao produtor e à assistência técnica, para que os conhecimentos possam ser adotados na lavoura, visando a um manejo mais eficiente das áreas agrícolas na retenção de carbono em prol de um sistema de produção de grãos mais sustentável.

Para a professora, o estudo mostra que o Rio Grande do Sul tem potencial enorme de absorção de carbono, ficando claro que a rotação de culturas e a cobertura permanente do solo trazem mais benefícios do que impactos ao meio ambiente. "É importante não só a título de pesquisa, mas de política pública, de como encaminhar a agricultura gaúcha, e mostra como a agricultura pode ser sustentável se bem manejada", destaca.

Este tipo de dado obtido pela pesquisa da UFSM e Embrapa também será fundamental quando o mercado de carbono estiver regulamentado, porque vai indicar se um determinado sistema de produção agropecuário é emissor ou absorvedor de carbono.

Texto: Ricardo Bonfanti, jornalista, com informações da Assessoria de Imprensa da Embrapa
Arte: Assessoria de Imprensa da Embrapa
Foto: Divulgação

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[caption id="attachment_60172" align="alignright" width="464"]foto colorida vertical com pessoas de costas acompanhando um homem que fala ao lado de um painel. Eles estão em meio a uma lavoura, ao fundo há árvores, e o céu está azul Evento foi realizado no final da tarde de segunda (24)[/caption]

O Grupo de Pesquisa em Arroz e Uso Alternativo de Várzeas (GPai) da UFSM realizou na segunda-feira (24) o "Final de tarde na várzea", com o tema “Áreas de arroz: milho e trigo em várzea?” Alunos do Centro de Ciências Rurais (CCR) e do Colégio Politécnico, além de professores, técnicos e produtores compareceram ao evento, realizado na Área Didático-Experimental de Várzea da UFSM.

Segundo o coordenador do GPai, professor Enio Marchesan, o objetivo desta edição do evento, que é realizado todos os semestres, foi dar continuidade aos estudos sobre as possibilidades de utilização, de forma cada vez mais intensiva e sustentável, deste ambiente de produção. Ele explica que os ambientes de terra baixa são tradicionalmente cultivados com arroz, além de algumas experiências recentes com a soja. Já o trigo e o milho são cultivos mais recentes nestas áreas, daí a necessidade de conhecer suas dificuldades, gargalos, potenciais e possibilidades. 

[caption id="attachment_60173" align="alignleft" width="391"] Área Didático-Experimental de Várzea da UFSM foi o local do evento[/caption] "É preciso ter cautela com estes cultivos ditos de sequeiro em áreas de arroz, porque é preciso adequar a área para recebê-los, fazer a gestão das águas, macro e micro drenagem, ou seja, a adequação da área para receber e a forma de implantação também é muito importante para reduzir os riscos, e é isso que discutimos um pouco, em função dos trabalhos que realizamos", relata Enio, destacando que em alguns casos, sem as condições mínimas, mesmo com adequações o cultivo não é recomendado. "Tem que começar com áreas pequenas, nas áreas mais favoráveis, o que chamo de 'cantinhos de inovação', de modo que se vá construindo as experiências, consolidando as informações, conhecendo as especificidades de cada cultivo", acrescenta.
 
Ao final do evento, conforme Enio, foi enfatizada a necessidade de se ter cada vez ter mais pessoas trabalhando e estudando, de forma a construir experiências, visando minimizar os riscos dos cultivos de sequeiro em áreas de terras baixas.  
 
O "Final de tarde na várzea" é voltado prioritariamente aos alunos da UFSM, mas a participação de técnicos e produtores é vista como positiva por Ênio, já que, ao trazerem suas experiências, eles contribuem para o aprendizado dos estudantes, dando uma visão mais ampla e contextualizada. 
 
O professor faz um agradecimento aos estudantes do GPai, que ajudam a manter a Área Didático-Experimental de Várzea da UFSM, realizando pesquisas e experimentos, promovendo um ensino de qualidade e a integração com o público externo da Universidade em eventos técnicos, bem como a todos os parceiros que auxiliam nas atividades do dia a dia. 
 
Fotos: Maria Carolina Dias, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias 
 
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