UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 18:29:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/2025/11/04/ufrgs-e-ufsm-promovem-aula-aberta-sobre-comunicacao-climatica-e-desinformacao-durante-a-cop30 Tue, 04 Nov 2025 14:46:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/pos-graduacao/santa-maria/poscom/?p=4511 Em um momento fundamental de discussões globais sobre o clima, com a realização da COP 30 em Belém, dois dos principais programas de pós-graduação em Comunicação do Sul do Brasil se unem para promover uma aula aberta ao público. No dia 12 de novembro de 2025, às 14h, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCOM/UFRGS) e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) realizarão um debate online sobre os desafios da comunicação e da desinformação climática.

A aula é aberta ao público, será transmitida ao vivo pelo YouTube e não requer inscrição prévia. O evento contará com a participação de duas palestrantes convidadas de renome na área:

  • Dra. Alice Balbé (Universidade do Minho, Portugal), que abordará o tema "Desinformação climática, checagem de informações, fact checking";
  • Dra. Eloisa Loose (Laboratório de Comunicação Climática da UFRGS), que apresentará um panorama sobre "Comunicação Climática".

A atividade faz parte da disciplina "Comunicação, Jornalismo e Meio Ambiente: reconexão com a natureza para o enfrentamento das mudanças climáticas", ministrada pelas professoras Dra. Ilza Maria Tourinho Girardi (PPPGCOM/UFRGS) e Dra. Cláudia Herte de Moraes (POSCOM/UFSM).

A iniciativa celebra também um ano especial para ambos os programas. Em 2025, o POSCOM da UFSM celebra seus 20 anos de existência, e o PPGCOM da UFRGS comemora 30 anos de atividades, marcando décadas de contribuição para a pesquisa em comunicação no país.

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  • O quê: Aula Aberta sobre Comunicação Climática e Desinformação
  • Quando: 12 de novembro, 14h
  • Onde: Transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal do Poscom (http://www.youtube.com/@poscomufsm)
  • Acesso: Gratuito, aberto ao público e sem necessidade de inscrição
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/23/quatro-instituicoes-federais-lancam-o-hub-doc-centro-de-pesquisa-e-inovacao-em-arquivos Tue, 23 Sep 2025 22:14:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70607 Foto horizontal e colorida de Débora Flores, mulher branca vestindo roupa social nas cores preta e laranja, apresentando um slide do Hub.Doc Diretora do Departamento de Arquivo Geral da UFSM e coordenadora do Hub.Doc, Débora Flores realizou o discurso de abertura do lançamento[/caption] Um exemplo de inovação e intercâmbio técnico-científico. Essas características definem o Hub.Doc, iniciativa oficialmente lançada na tarde desta terça-feira (23), no Salão Imembuí da UFSM, que busca impulsionar a pesquisa científica sobre arquivos por meio da transdisciplinaridade. Coordenada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e do Arquivo Nacional, a iniciativa prevê a criação de produtos inéditos e acessíveis que geram novos e inovadores protocolos de recuperação de acervos atingidos por inundações, ou demais situações de vulnerabilidade, por meio da união de pesquisadores e profissionais de diversas áreas científicas. Autoridades prestigiaram o lançamento O lançamento iniciou com a manifestação de Débora Flores, diretora do Departamento de Arquivo Geral (DAG) da UFSM e coordenadora do Hub.Doc, que relembrou o dano causado pelas enchentes de 2024 no acervo da universidade. A coordenadora também reconheceu o apoio da reitoria da UFSM na resposta emergencial de recuperação e destacou a dimensão internacional da operação de congelamento de arquivos realizada na UFSM. “Aquela crise exigiu uma nova estrutura de pesquisa que antes era inexistente. Não somos um único projeto, o hub é uma composição de vários. Temos em torno de 150 pessoas vinculadas a mais de 30 cursos diferentes”, contou. [caption id="attachment_70610" align="alignleft" width="548"]Foto horizontal e colorida de um grupo de pessoas observando uma das etapas de recuperação de arquivos. O público visita o Espaço Multiuso, lar da operação de congelamento e recuperação de arquivos[/caption] Para a professora da UFRGS Leolíbia Linden, coordenadora do hub em Porto Alegre, um dos aspectos que merecem destaque é a cobertura geográfica da iniciativa. “Assim como na UFSM, vários arquivos da capital gaúcha também foram afetados. Então, é importante que essas instituições saibam como tratar os seus acervos. Essas parcerias entre instituições ajudam a ampliar o raio de atuação do Hub.Doc”, apontou. Na perspectiva da diretora do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, Carla Vargas Segatto, os conhecimentos científicos desenvolvidos no Hub.Doc serão necessários para a formação dos profissionais do futuro. “Na minha formação, nós não tínhamos algo que ensinasse a lidar com os contextos climáticos atuais. O hub faz a diferença na preservação do futuro, já que o cuidado e a ciência produzida com esses documentos garantem direitos e a memória da sociedade”, comentou Carla. Segundo a vice-reitora da UFSM, Martha Adaime, a iniciativa representa a força total das equipes responsáveis pelos arquivos. “É lindo ver essa criação de laços entre as instituições que fazem parte do Hub.Doc para tratar de ensino, pesquisa e extensão e, também, promover a preservação da história documental”, disse. A vice-reitora ainda relembrou que, na época da crise climática em maio de 2024, “diversas pessoas falaram que estávamos perdendo tempo carregando aquelas caixas. Mas, hoje, o surgimento dessa iniciativa prova o contrário”, acrescentou Martha. Pró-reitores, servidores, docentes e estudantes da UFSM e UFRGS, que integram o Hub.Doc, também prestigiaram o lançamento. [caption id="attachment_70611" align="alignright" width="575"]Identidade visual do Hub.Doc. A frase “Hub.Doc – Hub Transdisciplinar de Pesquisa e Inovação em Arquivos” está escrita em letras brancas, sob um fundo laranja. Identidade visual do Hub.Doc[/caption] A construção da identidade do Hub.Doc Durante o lançamento, a identidade visual do hub, desenvolvida pelo professor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da UFRGS Francisco Santos, foi divulgada ao público. De acordo com ele, a construção da marca baseou-se nos valores da iniciativa. “Pensamos em algo relacionado à ideia de pensar fora da caixa. Uma questão de incentivo à inovação e criatividade”, explicou. De maneira didática, Francisco explica que o hub representa um ponto central que conecta o conhecimento. “A caixinha representa esse elemento muito utilizado no mundo da arquivologia e o ponto representa a conexão que o hub faz”, contextualizou o designer. Como surgiu o Hub.Doc? O surgimento da iniciativa está atrelado à catástrofe climática que acometeu o Rio Grande do Sul em 2024. Na época, 12 mil caixas do acervo de documentos históricos da UFSM foram submersos pelas enchentes. Para além da universidade, mais de 100 arquivos públicos também foram atingidos, segundo o Governo do Estado. Esse contexto culminou na criação do Transdoc, um espaço transdisciplinar de pesquisas e práticas em restauração e preservação de arquivos desenvolvido pelo DAG da UFSM. Essa iniciativa enquadrou-se como a primeira estrutura brasileira dedicada à recuperação emergencial de documentos prejudicados pela catástrofe. Com isso, a falta de um centro especializado em pesquisas sobre arquivos revelou lacunas graves no âmbito nacional. Tendo essa carência em mente, somada à operação de recuperação emergencial, nasceu o Hub.Doc. [caption id="attachment_70612" align="alignleft" width="546"]Foto horizontal. Um grupo de pessoas, fotografadas de costas, sobe uma rampa que os conduz do subsolo até o estacionamento da Reitoria. O público visitou também o subsolo da Reitoria, onde os arquivos foram atingidos durante a catástrofe climática que acometeu o Rio Grande do Sul em 2024[/caption] Daqui para o futuro De acordo com Débora, o hub também surgiu da noção de que o impacto de um arquivo não pode ser medido a curto prazo. “A perda de um arquivo afeta o futuro. Quando um cidadão precisar acessar uma informação e ela não for localizada, haverá problemas. O Hub.Doc deve mostrar que os arquivos são importantíssimos para a preservação da memória e dos direitos de cada cidadão”, observa. A coordenadora ainda frisou que o hub buscará formalizar outras parcerias a fim de estabelecer uma melhor estrutura física e de equipe, tendo em vista a alta demanda. “Um dos nossos próximos passos é capacitar o maior número de pessoas que possam se conectar com as ações do hub”, revelou. Atualmente, a iniciativa também tem recebido apoio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Banco Central do Brasil, Prefeitura Municipal de Dona Francisca, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Saúde, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Acompanhe o Hub.Doc Os avanços relacionados ao Hub.Doc e as iniciativas que serão desenvolvidas podem ser acompanhados pelo site e redes sociais do projeto: Site: hubdoc.55bet-pro.com Instagram: @hubdoc.gov.br Facebook: /hubdoc.br LinkedIn: @hubdocgovbr Youtube: @hubdocufsm Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Fotos: Jessica Mocellin, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias Edição: Lucas Casali]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/08/terras-raras-cacapava Fri, 08 Aug 2025 12:24:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70067 Foto colorida horizontal de uma dois homens ao longe, em frente a um riacho. Ao fundo, um rochedo, que contém os minerais.
Um dos achados da pesquisa é a rocha de corbonatito Picada dos Tocos, rica em elementos de terras raras

As ‘terras raras’ ganharam o noticiário internacional com a manifestação de interesse do governo norte-americano nas reservas do Brasil, da China e da Ucrânia e da Groenlândia. O motivo se dá pela importância econômica de substâncias que podem ser usadas em ligas metálicas para produção de chips de celulares, motores elétricos, turbinas eólicas, satélites e mísseis. Esses materiais não são raros, mas dificilmente são encontrados de forma concentrada em um único lugar.  

Apesar de o Brasil ter a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em 21 milhões de toneladas, o equivalente a 23%, o país ainda não produz e nem refina - a China detém 44 milhões de toneladas, cerca de 49%, e se destaca como o maior produtor, maior responsável pelo refino e pela fabricação de ímãs, conforme dados da Mineral Commodity Summaries de 2025.

As reservas brasileiras estão presentes nas cinco regiões. No Sul, a região de Caçapava do Sul se destaca pela alta concentração de terras raras em rochas de carbonatito. Essa é uma das descobertas de pesquisa, liderada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e realizada em conjunto com o Departamento de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e curso de Geologia da Universidade do Pampa (Unipampa - 55BET Pro Caçapava). O estudo é financiado pelo edital Mineral Estratégicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) e seguirá até dezembro de 2026.

Para discutir o tema, a Agência de Notícias conversou com o químico Lucas Mironuk Frescura, do Laboratório de Pesquisas Químicas e Farmacêuticas da UFSM. Lucas é doutor em Ciências com ênfase em Química pela UFSM e direciona seus estudos aos elementos de terras raras no Centro do Rio Grande do Sul.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você considera a expressão ‘terra rara’ imprecisa, já que alguns dos elementos são abundantes na crosta terrestre? 

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Sim, o termo ‘terras raras’ sugere que esses elementos sejam escassos, quando na verdade são relativamente abundantes na crosta terrestre. A origem do nome vem dos séculos XVIII e XIX, quando os cientistas começaram a isolar esses elementos na forma de óxidos, substâncias que, naquela época, eram chamadas genericamente de ‘terras’, como nos casos das ‘terras alcalinas’ ou dos ‘metais alcalino-terrosos’. Já o adjetivo ‘raras’ surgiu porque, no início, esses elementos foram descobertos em poucos minerais, localizados em áreas específicas, com primeiros relatos em depósitos próximos a Ytterby, na Suécia. Além disso, a separação entre eles era e ainda é difícil devido às suas propriedades químicas muito semelhantes. Com o passar do tempo, essa raridade ficou apenas no nome. Muitos elementos como cério, lantânio e neodímio são mais abundantes que metais conhecidos, como o cobalto, o níquel ou o chumbo. Até mesmo os elementos terras raras menos abundantes, como túlio e lutécio, são encontrados em maior quantidade na crosta terrestre do que a prata ou os metais do grupo da platina.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que os chamados elementos de terras raras (ETRs) são difíceis de serem encontrados de forma concentrada?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Embora os elementos de terras raras sejam relativamente abundantes na crosta terrestre, dificilmente eles são encontrados de forma concentrada em um único local. Isso ocorre porque eles apresentam propriedades químicas muito semelhantes entre si, o que faz com que se distribuam de maneira dispersa em diversos minerais, em vez de se acumularem isoladamente. Além disso, são elementos considerados incompatíveis durante a formação de rochas, ou seja, tendem a se concentrar apenas nos estágios finais da cristalização magmática, em ambientes geológicos menos comuns, como os carbonatitos (objetos do nosso projeto). Como resultado, poucos depósitos naturais apresentam concentrações suficientemente altas para viabilizar a extração econômica desses metais, o que torna sua produção um desafio técnico e estratégico.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O que falta para o Brasil produzir e refinar ETR?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Apesar do Brasil possuir a segunda maior reserva de terras raras, perdendo apenas para a China, o país ainda enfrenta obstáculos para transformar esse potencial em produção e refino em escala industrial. O principal desafio está na falta de uma cadeia integrada, que inclui desde a mineração e o beneficiamento até o refino químico e a separação individual dos elementos, etapas que exigem tecnologia avançada, investimentos robustos e domínio de processos complexos. É por esse motivo que não seria incorreta a expressão ‘terras caras’ para esses elementos. Além disso, há entraves regulatórios, ambientais e logísticos, além da ausência de políticas industriais de longo prazo que incentivem a verticalização e agregação de valor no território nacional. Hoje, o Brasil exporta parte desses minerais em estado bruto ou parcialmente beneficiado, mas ainda depende de países como a China para as etapas finais de purificação. Apesar disso, desde 2010 esses elementos ganharam destaque no governo brasileiro. Aqui na UFSM, estamos no segundo projeto envolvendo os elementos terras raras, resultado desse maior interesse. O primeiro foi aprovado em 2013 e, assim como o atual, também foi coordenado pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa. 

Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um terreno com pedrinhas no chão e vegetação no entorno
Área de estudo dos pesquisadores da UFSM, UFRGS e Unipampa
Foto colorida horizontal de um campo verde, uma planície. No centro, em miniatura um grupo de pessoas com roupas de protenção contra chuva
Grupo faz atividades de campo na região de Caçapava do Sul

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Qual a importância da região de Caçapava do Sul para o estudo dos ETR?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - A região de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, é um local de ocorrência de minerais estratégicos e críticos para o Brasil, pois apresenta ocorrências de rochas com elevados teores de Elementos Terras Raras, Nióbio e Tântalo, entre outros elementos de interesse. A concentração desses elementos ocorreu devido aos processos geológicos que ocorreram na região, em especial devido à presença de rochas denominadas carbonatitos, uma das muitas rochas formadas na evolução geológica do Escudo Sul-riograndense. Essa rocha, rara em termos de ocorrência no mundo, é a principal portadora desses elementos estratégicos e críticos que podem trazer o desenvolvimento para a indústria brasileira de alta tecnologia, como por exemplo, para a produção de ímãs de neodímio para motores elétricos de carros.  

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Que evidências já se tem das ETR na região de Caçapava do Sul? Foram encontrados minerais que contém ETR lá? Pode citar alguns?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Os carbonatitos são rochas ígneas que ocorrem em menos de 1% da superfície terrestre, com predominância de minerais carbonáticos. Em Caçapava do Sul, estudos têm identificado a presença de corpos carbonatíticos, como o Passo Feio e Picadas dos Tocos. Esses carbonatitos são compostos primariamente por calcita e/ou dolomita e contêm uma variedade de minerais acessórios que atuam como importantes portadores de ETRs, Nióbio e Tântalo. Entre eles, destacam-se a apatita, minerais do grupo do pirocloro e, minerais de ETRs como monazita-(Ce) e aeschynita-(Ce). A ocorrência desses minerais, por vezes em concentrações significativas, aponta para o potencial econômico da região, dado o papel vital desses elementos no uso em tecnologias modernas.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS  - Qual objetivo principal do projeto da UFSM com a UFRGS e a Unipampa? 

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Este projeto possui caráter interinstitucional e multidisciplinar, reunindo pesquisadores das áreas de Geologia, Química e Biologia das universidades UFSM, UFRGS e Unipampa – 55BET Pro Caçapava do Sul. O principal objetivo é identificar áreas com potencial enriquecimento geológico de elementos terras raras (ETRs) e avaliar o ambiente como um todo, considerando diferentes matrizes ambientais. A UFSM é responsável pela coordenação do projeto, realizada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química, com auxílio do pesquisador Lucas Mironuk Frescura. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Qual o papel de cada instituição?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - A UFSM realiza a coleta e a análise de amostras de solo, vegetação nativa e águas superficiais, com o intuito de determinar a presença e o comportamento geoquímico dos ETRs nessas matrizes. Atualmente, a equipe da UFSM conta com três bolsistas de desenvolvimento tecnológico e um bolsista de iniciação científica (CNPq).

A UFRGS, por meio de seu Departamento de Geociências, contribui com a identificação e caracterização das rochas carbonáticas, com participação direta do professor Ednei Koester e do geólogo Daniel Triboli Vieira, além de outros docentes colaboradores. As atividades da UFRGS incluem o preparo e análise de amostras de rochas, identificação mineralógica, quantificação de terras raras e a realização de estudos isotópicos e datações geológicas. A equipe conta com um bolsista de desenvolvimento tecnológico e quatro bolsistas de iniciação científica. 

A Unipampa, devido à atuação regional por meio do curso de Geologia, contribui na identificação de áreas e minerais de interesse e também participa na caracterização da fauna local para fins de coleta e análise ambiental. Atualmente, a Unipampa conta com dois bolsistas de iniciação científica dedicados ao projeto, que são orientados pelas professoras Luciana Arnt Abichequer e Caroline Wagner. 

É importante destacar que, embora as funções estejam organizadas por instituição, o projeto se desenvolve de forma colaborativa, com integração constante entre os pesquisadores nas diferentes etapas.

 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Até agora qual seria o principal resultado da pesquisa sobre terras raras na região de Caçapava do Sul?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Atualmente já determinamos a concentração desses elementos em amostras de rocha, solo e vegetação nativa, a carqueja, e já temos resultados que mostram uma importante concentração de elementos terras raras nas rochas de carbonatitos, e concentração considerável nas amostras de solo, com valores de concentração 9 vezes maiores que outras regiões do Brasil, 12 vezes maior que solos de Cuba e 6 vezes maior que solos da China.  

 

Texto: Maurício Dias

Fotos: Laboratório de Pesquisas Químicas e Farmacêuticas /Divulgação/UFSM

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O Núcleo de Estudos de Rádio (NER) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul promove no dia 19 de novembro, às 19h, o 1º NER Pergunta - O rádio é racista?.

Painelistas confirmados:
Antônio Carlos Côrtes (advogado e radialista)
Denise Cruz (jornalista do Grupo RBS)
Renê Almeida (jornalista da Agência Radioweb)

O evento é gratuito mediante inscrição prévia, sendo fornecido certificado para participantes. Inscreva-se aqui.

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Quer cursar Especialização EAD em Relações Internacionais: Geopolítica e Defesa na UFRGS?

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Para participar da seleção, os candidatos devem preencher o Formulário de Inscrição e anexar a documentação exigida, até 09 de março, no seguinte link: http://forms.gle/bUmV5L3r6hZwDV4E6

Confira todas as informações sobre o Curso em: http://www.ufrgs.br/posri-geodef/

Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: geopolítica_defesa_ri@ufrgs.br

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Este é um evento do Ciclo de Palestras em Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande. Enviamos esta mensagem e o cartaz para e-mails institucionais da área e a participantes do Ciclo de Palestras. É um evento gratuito, aberto para alunos da universidade e público externo (brasileiros e estrangeiros). Fique a vontade para acessar o link do cartaz no horário indicado.  

   A inscrição é opcional e é feita durante o evento. Para quem decidir fazê-la, será emitido um certificado no final do Ciclo (extensão com uma edição anual, um certificado para cada palestra assistida com carga horária de 3h/a). Um aviso para fazer o download do certificado virá pelo e-mail de inscrição.

   Este cartaz pode ser divulgado por qualquer meio, pessoal ou institucional. Ficamos agradecidos com sua divulgação.

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O aplicativo Fundamental Motor Skills (FMS) foi desenvolvido para auxiliar profissionais da saúde, professores e pais na demonstração de habilidades motoras fundamentais para crianças - como equilíbrio, arremesso com bola e corrida. Por meio de animações e critérios de avaliação, a ferramenta oferece, na palma da mão, um suporte visual para a execução desses movimentos. O projeto é uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

O docente do Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) e responsável pela pesquisa na UFSM, Fernando Copetti, explica que, normalmente, a avaliação motora é feita a partir da demonstração das habilidades por parte dos profissionais. Nesse processo, uma das dificuldades é manter a atenção das crianças e ter um padrão, já que cada instrutor demonstra de uma forma diferente. Assim, a iniciativa surgiu com o propósito de apresentar as habilidades de uma forma atrativa para as crianças, a partir do uso de animações e diferentes alternativas de personagens - o que também gera identificação por parte do público-alvo.

As habilidades motoras fundamentais como correr, saltar e chutar surgem a partir dos dois anos de idade e se estendem até os 11 anos, idade em que a criança atinge o nível proficiente, ou seja, quando é capaz de realizar o movimento com precisão. “As habilidades motoras fundamentais são assim chamadas porque constituem a base para a construção das habilidades motoras especializadas. Por exemplo: o ‘arremessar por cima’ [habilidade motora fundamental] tem a mesma mecânica do saque de tênis, do lançamento de dardo e dos esportes com raquetes [habilidades especializadas]”, explica Copetti.

O professor ainda afirma que construir uma boa base motora é essencial para diferentes práticas esportivas. “Estudos mostram que crianças que se sentem motoramente capazes são aquelas que se envolvem mais nas brincadeiras e jogos, o que as torna fisicamente mais ativas e auxilia na socialização”, relata. Consequentemente, crianças ativas desde cedo se tornam adultos mais engajados e saudáveis - fisica e psiquicamente. 

Prevenção da obesidade infantil

Jogos e brincadeiras são práticas importantes em qualquer fase da vida. Para as crianças, além de contribuir com a saúde e bem-estar, são fundamentais para o desenvolvimento motor e para evitar o sobrepeso e a obesidade infantil, como explica Copetti.

No Brasil, em 2022, mais de 340 mil crianças de cinco a dez anos foram diagnosticadas com obesidade, segundo o relatório do Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional. Atualmente, a região Sul possui 11,52% de crianças obesas nessa faixa etária, o que representa o maior índice do país. “Se não quebrarmos essa barreira [falta de proficiência], essas crianças podem entrar na fase adulta com sobrepeso e tendência à obesidade - o que acompanha todos os problemas que essa condição traz”, afirma o professor.

Funcionamento do aplicativo 

O Fundamental Motor Skills possui quatro opções de personagens que demonstram a execução de 21 habilidades motoras fundamentais de equilíbrio, locomoção e com bola. São elas: 

  • Habilidades com bola: agarrar com as duas mãos, passar com as duas mãos, quicar com uma mão, rebater com uma mão, rebater com as duas mãos, arremessar por cima, arremessar por baixo, chutar, volear com um pé e conduzir com um pé. 
  • Habilidades de locomoção: correr, deslocar de lado, galopar, mudar de direção, saltar vertical, saltitar, saltar alongado, saltar em um pé e saltar horizontal. 
  • Habilidades de equilíbrio: equilibrar em um pé e caminhar sobre a linha.

No aplicativo, a criança pode escolher o personagem que irá demonstrar as habilidades motoras fundamentais

Após selecionar a habilidade desejada, o instrutor ou familiar terá acesso a orientações para a realização da avaliação, bem como a instrução verbal a ser fornecida para a criança e os materiais necessários. Em seguida, será disponibilizado uma sequência de imagens demonstrando a habilidade selecionada (Imagem 2). Elas contêm entre quatro e seis figuras sequenciais para representar os principais critérios motores da execução.

Em todas as habilidades, também está ilustrada a sequência correta dos movimentos a partir de figuras estáticas

Além disso, a ferramenta disponibiliza animações para cada uma das habilidades motoras (veja o exemplo abaixo). A partir da demonstração, também é possível gravar, através da câmera do celular, a execução do movimento e avaliá-lo na sequência.

http://www.youtube.com/watch?v=OvgfbAlnyvk

Fases da pesquisa

aplicativo está disponível na Play Store e o download pode ser feito em qualquer dispositivo móvel. Para a criação da ferramenta, a pesquisa iniciou com a revisão da literatura para a identificação das habilidades motoras mais importantes para o desenvolvimento da criança e a forma correta de executá-las. Assim, o próximo passo foi formular as figuras estáticas que representam a sequência dos movimentos que, na fase seguinte, foram transformadas em animação. Antes de serem levadas para dentro do aplicativo, essas figuras e animações passam pela validação de experts da área para entender se as informações foram desenvolvidas de forma clara. Na fase final, referente a criação da ferramenta, são feitos os últimos ajustes a partir da avaliação dos experts e realizados os testes de funcionalidade do aplicativo.

Com a ferramenta disponível para uso da população, a pesquisa entra em um novo momento. Pesquisadores da UFSM e da UFRGS farão a coleta de dados em determinadas áreas para validar as habilidades presentes no aplicativo. Essa validação é feita por meio de um estudo randomizado cruzado - usado na saúde para medir o efeito de intervenções, como o FMS. O estudo funciona da seguinte forma: divide-se um grupo de crianças em dois. Uma parte realiza a testagem com o aplicativo e a outra com a demonstração do instrutor. Após uma semana ou 15 dias, essas crianças são reavaliadas e o procedimento é invertido - o grupo que fez com o aplicativo realiza o teste com o instrutor, e vice-versa.

Assim, ao final do estudo randomizado cruzado, será possível identificar se houve diferença na avaliação. “O que a gente percebeu até agora é que não há diferença, ou seja, as animações conseguem transmitir as informações visuais, tanto quanto o instrutor ou avaliador -  que é o objetivo do projeto”, completa Copetti. Caso for validado, o professor explica que o aplicativo será importante para padronizar a demonstração e a avaliação das habilidades motoras fundamentais, além de motivar as crianças na prática desses movimentos essenciais para o seu desenvolvimento. 

Texto: Thais Immig, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Edição Mariana Henriques, jornalista

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O curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas 2023 é promovido pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da UFRGS. Estão abertas, até 15/03, as inscrições. As aulas ocorrerão nas sextas-feiras (noite) e aos sábados (manhã) e poderão ser assistidas presencialmente ou pela transmissão online e síncrona - a critério do(a) aluno(a). As atividades avaliativas também serão oferecidas em plataforma online.

Com o uso da tecnologia na metodologia de ensino, a edição 2023, de modo inovador, facilitará a participação de alunos(as) das diversas regiões do país, mantendo o contato direto e a interação entre alunos(as) e professores(as).

O curso contará com 360 horas-aula, divididas em 12 disciplinas sobre os principais temas de Relações Internacionais.

Para ingresso, é requisito ser graduado ou provável formando (2023/1) em curso oficialmente reconhecido.

São oferecidas 40 vagas, sendo 30% reservadas para ações afirmativas (resolução 15/2023/CONSUN).

Conheça mais sobre o curso em: http://ufrgs.br/ppgeei/espri

Em caso de dúvida, entre em contato com ppgeei@ufrgs.br ou pelo WhatsApp 51 33083963

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/14/ufsm-13-melhor-pais Fri, 14 Oct 2022 14:31:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60021

Foi divulgada a edição global do ranking de universidades da Times Higher Education (THE), referente ao ano de 2023. Nesta avaliação, a UFSM figura como a 3ª melhor instituição do Rio Grande do Sul, sendo a 2ª entre as públicas, estando atrás apenas da UFRGS e PUCRS.

O ranking também apresenta dados que indicam uma melhora significativa na posição nacional da UFSM, saindo da 18ª posição geral, na edição 2022, para a 13ª posição no ranking de 2023. Entre as federais está em 7º lugar no país. 

Impacto das publicações científicas aumentou

 

Entre as categorias nas quais a UFSM obteve avanços neste ano, o destaque fica para Citações, critério que analisa o papel das universidades na disseminação de novos conhecimentos e ideias, e indica a influência das pesquisas realizadas. Em 2023 a pontuação da Instituição foi de 33.9, em 2022 a nota era 18.6.

O professor Luiz Felipe Valandro, da Coordenadoria de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, explica que índices de citação de artigo, pesquisadores ou instituição representam os principais parâmetros para apontar o reconhecimento do conhecimento científico gerado e a reputação científica de uma instituição. “Um aumento de índices de citação baliza a qualidade do conhecimento científico, sua importância, relevância e repercussão para área, em decorrência do comprometimento de pesquisadores e da comunidade científica, de políticas, ações, esforços e investimentos em ciência, assim como, representa a qualidade de formação de recursos humanos formados em torno de um núcleo científico de excelência”, destaca.

 

Internacionalização e tecnologia de ponta

Para o coordenador de pesquisa da PRPGP, o aumento no número de citações é reflexo da qualidade do que é produzido na instituição e, sendo assim, outro ponto que merece ser lembrado é a importância da internacionalização e de investimentos em pesquisa. “Certamente esse aumento é o resultado da qualidade do conhecimento científico/tecnológico gerado e do aumento das cooperações internacionais, que potencializa a qualidade do conhecimento e a excelência na formação de recursos humanos envolvidos no sistema de pós-graduação e pesquisa científica (corpo docente, mestrado/doutorado, iniciação científica). 

Da mesma forma, o investimento realizado, ao longo dos anos, em equipamentos de vanguarda e alta tecnologia para estruturar laboratórios de pesquisa multiusuários, tem tido efeito fundamental para sedimentar ações concretas em pesquisa e produção de conhecimento em excelência, com as repercussões na prospecção de inovação, tecnologia e transferência do conhecimento”, avalia Luiz Felipe Valandro.

Destaque em Arqueologia e em Veterinária

A UFSM também obteve bons resultados em “Perspectivas internacionais”, que avalia a capacidade da instituição de atrair estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores internacionais e publicações realizadas por eles, obtendo 21.5 pontos. No quesito “Renda da Indústria” a análise é feita sobre a capacidade de transferência de conhecimento entre a universidade e a indústria, através de pesquisas, inovações, invenções e consultorias. Aqui a UFSM obteve 37.8 pontos.

Dentre os assuntos de maior evidência, na UFSM, o destaque foi para a área de arqueologia, na 6ª colocação geral, e veterinária, na 8ª colocação geral.

Na avaliação de Lucas Langner, da Coordenadoria de Planejamento Informacional da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN) da UFSM, os resultados obtidos neste ano são relevantes pois mesmo com um maior número de instituições avaliadas, a UFSM segue mantendo um bom desempenho no ranking. Os resultados deste e de outras avaliações que a UFSM participa podem ser encontrados no site da PROPLAN.

Metodologia de análise e sistema de classificação

O THE utiliza 13 indicadores de desempenho para fornecer comparações mais abrangentes e equilibradas para que sejam confiáveis por estudantes, acadêmicos, líderes universitários, indústria e governos. Os indicadores de desempenho estão agrupados em cinco áreas: Ensino; Pesquisa; Citações; Perspectivas internacionais; e Renda da indústria. A metodologia completa pode ser conferida no site do THE.

A classificação das instituições se dá através de uma pontuação geral. Instituições com a mesma pontuação obtêm a mesma posição no ranking, sendo possível que mais de uma instituição esteja na mesma posição, sendo assim, elas são exibidas em ordem alfabética no site. Os resultados completos podem ser conferidos no site do THE

Texto: Mariana Henriques, jornalista da Agência de Notícias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/11/palestra-discute-politicas-de-reconhecimento-e-acoes-afirmativas Tue, 11 Oct 2022 17:34:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60002

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais promove a palestra "Políticas de reconhecimento e ação afirmativa", ministrado por José Carlos Gomes dos Anjos. O evento acontecerá dia 17 de outubro, às 14h de forma virtual.

José Carlos Gomes Dos Anjos é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atua na Pós-Graduação em Sociologia e Desenvolvimento Rural.

Para participar do evento é necessário realizar inscrição prévia através do formulário. O link para acompanhar o evento será encaminhado para o e-mail indicado no momento da inscrição.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/26/ufsm-participa-de-estudo-sobre-fabricacao-de-compositos-de-alto-desempenho-para-a-construcao-civil Fri, 26 Aug 2022 13:36:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59498

O Grupo de Estudos em Materiais Sustentáveis para a Construção (GEMASC), vinculado ao Centro de Tecnologia da UFSM, está coordenando um novo projeto: o Centro de Inovação em Compósitos de Matriz Cimentícia de Alto Desempenho para o Fortalecimento da Cadeia de Ferramental na Indústria de Autopeças (CMACFER). A iniciativa é resultante de uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Hercílio Randon (IHR).

O CMACFER prevê estudos em conjunto entre pesquisadores do curso de Engenharia Civil das três instituições sobre matrizes cimentícias, material que é composto por aglomerantes minerais, podendo conter agregados, que dão origem a pastas, argamassas ou concretos. O objetivo é o desenvolvimento de materiais compósitos que possam ter diferentes aplicações industriais, sendo melhores utilizados e aproveitados do que os materiais convencionais, trazendo como benefício um melhor desempenho nas obras e redução de custos para a construção civil.

As especificações do trabalho a ser desenvolvido ainda estão em sigilo, mas cada instituição deve executar um subprojeto para a obtenção do produto final. Na UFSM, o subprojeto desenvolvido é coordenado pelo professor Erich Rodríguez, do Departamento de Estruturas e Construção Civil, e também conta com a participação de outros docentes da Universidade, como o professor Paulo Ricardo de Matos, do campus de Cachoeira do Sul, e com estudantes de graduação e pós-graduação.

De modo geral, para elucidar como o projeto funciona, Erich explica que o concreto com que fazemos nossas casas é um material compósito em que os agregados (pedras) seriam as partículas de reforço e o aço seria uma fibra contínua de elevada resistência. A partir daí, a iniciativa tem como objetivo fazer um material compósito de alto desempenho em que, em vez de agregados (pedras), terão partículas de dimensões muito menores (pó) e fibras curtas de apenas alguns milímetros e de diferentes naturezas, podendo ser cerâmica e/ou metálica. Até o momento já estão sendo desenvolvidos pela equipe alguns compósitos com elevada resistência mecânica e estudos de otimização e estabilidade térmica e dimensional.

A proposta foi aprovada no edital do Programa Rota 2030, uma iniciativa federal voltada para o desenvolvimento do setor automotivo no país. Com isso, o projeto recebeu o investimento de aproximadamente R$1,78 milhão da Financiadora de Estudos e Projetos S.A (FINEP) e pela e FRAS-LE SA, ligado ao Rota 2030. Este recurso será compartilhado entre as instituições e a UFSM atuará na gestão e coordenação do CMACFER.

O professor coordenador explica que para a UFSM esses recursos agregam na consolidação de parcerias com empresas privadas, formação dos docentes e participantes do projeto, além do reconhecimento como instituição de pesquisa. Esse valor também será utilizado na compra de equipamentos necessários para o desenvolvimento da iniciativa, materiais de consumo e eventuais bolsas aos participantes.

A parceria

[caption id="attachment_59499" align="alignleft" width="665"] Equipe responsável pelo projeto (Foto: Divulgação)[/caption]

Com início em maio de 2022, o projeto está previsto para ter uma duração de 24 meses. A iniciativa se desenvolve através de uma parceria entre UFSM, UFRGS e IHR e objetiva promover uma rede de pesquisa entre os envolvidos, utilizando das especialidades de cada um dos centros: o projeto da UFSM tem focado no desenvolvimento do material, a UFRGS vai ser responsável pela caracterização micro estrutural e reológica e o IHR vai trazer sua experiência na aplicação e validação de um elemento protótipo.

Na UFRGS, o subprojeto é coordenado pela professora Ana Paula Kirchheim, líder do grupo de pesquisa Laboratório de Inovação em Cimentos Ecoeficientes (LINCE) e no IHR é coordenado pelo pesquisador Robinson Carlos Dudley da Cruz.

As reuniões de alinhamento entre os integrantes são realizadas semanalmente, de forma coletiva, e havendo necessidade, são feitas reuniões individuais, para os membros que precisam de auxílio ou queiram mostrar os resultados obtidos de acordo com as metas estabelecidas. Por meio dessa maneira de gestão, cada integrante possui atividades específicas designadas, tendo autonomia para tomar decisões rápidas e assertivas, explica o coordenador.

Esse formato de trabalho tem trazido bons resultados, conforme avalia a estudante de Engenharia Civil, Gabriela Iansen Silveira, integrante do grupo na UFSM. Ela conta que vê no projeto a oportunidade de explorar e estudar materiais que normalmente não teria contato, nem mesmo dentro da graduação. “Fazer parte de um projeto grande como esse agrega tanto como universitária como na construção da profissional que busco me tornar, pois me capacita para experiências futuras no ramo da Engenharia” destaca a acadêmica.

 

Texto: Tatiane Paumann, estudante de jornalismo e voluntária da Agência de Notícias
Foto de capa: Luísa Monteiro
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/23/instituto-confucio-da-ufrgs-abre-duas-turmas-de-chines-dedicadas-a-comunidade-da-ufsm Tue, 23 Aug 2022 18:35:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59463

A Secretaria de Apoio Internacional (SAI) lançou no dia 22 de agosto o Edital 015/2022 – CURSOS DE CHINÊS 1 E CHINÊS 2 – INSTITUTO CONFÚCIO (UFRGS). Esse edital é fruto da parceria desenvolvida entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e visa oferecer de forma virtual e gratuita oportunidades de estudos  para servidores técnicos-administrativos em educação, docentes e estudantes de graduação e pós-graduação da UFSM.

O edital prevê a oferta de até 20 vagas para a turma de Chinês I e 20 vagas para a turma de Chinês II, com início previsto para o dia 05 de setembro e encerramento estimado até 16 de dezembro de 2022. As aulas da turma de Chinês I serão ministradas em português nas terças-feiras e sextas-feiras, das 20h30min às 22h10min. As aulas da turma de Chinês II serão ministradas em inglês nas quartas-feiras e sextas-feiras, das 20h30min às 22h10min, contemplando uma carga horária total de 60 (sessenta) horas cada turma.

As inscrições deverão ser realizadas até às 23h59min do dia 29 de agosto de 2022 (segunda-feira), através do correio eletrônico sai.programas@55bet-pro.com. Dúvidas poderão ser encaminhadas para este mesmo e-mail.

O edital completo com todas as informações, cronograma, requisitos para candidatura e documentos necessários para inscrição você encontra na página de editais da SAI, clicando aqui.

Texto: Núcleo de Comunicação da SAI

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/17/simposio-sobre-promocao-de-saude-e-prevencao-ao-suicidio-tera-participacao-de-professora-da-ufsm Wed, 17 Aug 2022 17:41:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59430

Acontece entre os dias 8,9 e 10 de setembro o 1º Simpósio Pega Leve, que tem como objetivo refletir sobre a promoção de saúde mental e prevenção ao suicídio no ambiente universitário. O evento será online e gratuito, com transmissão pelo Youtube, exceto a roda de conversa que contará com o limite de 100 inscritos.

O Simpósio é uma promoção do Projeto Pega Leve, uma ação de extensão da UFRGS, que contará com a participação de representantes de diversas instituições do estado. Serão apresentadas palestras e debates com profissionais de diversas áreas da saúde e uma roda de conversa.

Em cada um dos dias do evento, serão trabalhados temas específicos relacionados à saúde mental, sendo eles: Promoção de Saúde (08 de setembro), Prevenção ao Suicídio (09 de setembro) e Promoção da Vida (10 de setembro).

A professora do curso de Enfermagem da UFSM, Daiana Foggiato de Siqueira, participará do primeiro dia do evento, com a palestra “Ações de promoção da saúde mental: experiências de um Grupo de Pesquisa”.

Os interessados em participar do Simpósio devem realizar inscrição pelo site até o dia 07 de setembro. Haverá certificado para as pessoas que participarem do evento.

Programação Completa

Dia 8 de setembro – Eixo Promoção de Saúde
18:00: “Ações de promoção da saúde mental: experiências de um Grupo de Pesquisa"Prof. Dra. Daiana Foggiato de Siqueira (Enfermeira, docente do curso de Enfermagem e Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria.)

19:30: "Promoção de Saúde Mental na Universidade: desafios e possibilidades" - Dra. Flávia Wagner (Psicóloga, técnica do Centro Interdisciplinar de Pesquisa e Atenção à Saúde (CIPAS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul._

20:50: "Sofrimento psíquico na universidade: o que faz adoecer e como enfrentar?" -  Prof. Dra. Angela Helena Marin (Psicóloga, docente do curso de Psicologia e Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Dia 9 de setembro – Eixo Prevenção do Suicídio
18:00: "Estratégias para prevenir o suicídio" - Prof. Dr. Ives Cavalcante Passos (Médico Psiquiatra, docente do curso de Medicina e do Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento. Coordenador do Programa de Residência Médica em Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).)

19:00 “O que sabemos sobre o impacto das campanhas de prevenção de suicídio?” - Prof. Dr. Pedro Vieira da Silva Magalhães (Médico Psiquiatra, docente do curso de Medicina e do Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento.)

21:00: “Como os fatores institucionais podem atuar frente a cultura de prevenção ao suicídio no ambiente acadêmico” - Prof. Dra. Simone Hauck (Médica Psiquiatra, docente do curso de Medicina e do Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento.) e  Me. Daniel Arenas (Médico Psiquiatra e mestre em Psiquiatria e Ciências do Comportamento.) 

Dia 10 de setembro – Promoção da Vida - Roda de Conversa
09:00: Promoção da Vida e Prevenção ao Suicídio – 60 anos do Centro de Valorização a Vida – CVV. -Voluntários do CVV Porto Alegre

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A professora Luciana Ferrari Montemezzo, do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM, lança nesta terça-feira (26), às 14h30, de forma online, seu livro "Trilogia dramática da terra espanhola". O lançamento ocorre pelo canal do YouTube no Núcleo de Estudos de Tradução da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NET/UFRGS), que convidou a professora da UFSM para fazer o lançamento. A atividade também contará com a participação, como debatedoras, das professoras Rita Lenira de Freitas Bittencourt e Solange Mittmann.

"Trilogia dramática da terra espanhola" traz traduções de três peças de Federico García Lorca: "Bodas de Sangue", "Yerma" e "A casa de Bernarda Alba". Além disso, há um estudo crítico introdutório que contextualiza as obras e reflete sobre o processo tradutório. As traduções são fruto da tese doutoral de Luciana na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foram revisadas no pós-doutorado, na Faculdade de Tradução e Interpretação da Universidade de Granada, Espanha.

O livro físico saiu no início deste ano pela Editora Class, de Porto Alegre. Mais informações pelo link.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/05/03/um-novo-reptil-de-225-milhoes-de-anos-do-brasil Tue, 03 May 2022 17:13:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=58441

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, do Museu Nacional da UFRJ, da Universidade Regional do Cariri, da Universidade Federal do Pampa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da COPPE/UFRJ apresentaram um estudo de revisão sobre um pequeno réptil denominado Faxinalipterus minimus, proveniente de rochas do Triássico (cerca de 225 milhões de anos atrás) do Rio Grande do Sul.

Faxinalipterus foi descrito há mais de uma década (2010), sendo atribuído ao grupo Pterosauria, que reúne os primeiros vertebrados a desenvolverem o voo ativo. Originalmente, o fóssil de Faxinalipterus era composto por ossos do esqueleto pós-cranial e por uma parte do crânio (uma maxila com dentes), encontrados separadamente em duas expedições de campo, ocorridas em 2002 e 2005, no sítio fossilífero Linha São Luiz, localizado no município de Faxinal do Soturno. Assim, não era possível afirmar com certeza se todas as partes pertenceriam a um mesmo tipo de animal. Apesar disso, assumiu-se na época que todos os ossos pertenciam a uma única espécie, denominada Faxinalipterus minimus

A nova análise de Faxinalipterus, permitiu estabelecer de fato que existiam ali duas espécies distintas. Ou seja, a maxila pertenceria a outro animal. Isso foi possível com base na comparação com um novo fóssil encontrado recentemente no mesmo sítio Linha São Luiz. O novo fóssil é composto por um crânio incompleto, cuja maxila exibe as mesmas feições da maxila atribuída a Faxinalipterus, além de partes da mandíbula, partes de uma escápula e de vértebras. A maxila de Faxinalipterus, pode, então, ser incorporada à descrição do novo fóssil que recebeu o nome Maehary bonapartei. O estudo foi publicado em destaque pela revista PeerJ.

“Sempre houve uma grande dúvida se os dois exemplares atribuídos ao Faxinalipterus representavam uma mesma espécie, e se esta se tratava de um réptil alado” comentou Alexander Kellner, especialista em pterossauros que atualmente dirige o Museu Nacional/UFRJ. Tendo examinado o exemplar logo após a publicação em 2010, ele viu que diversos ossos poderiam estar mal identificados e a falta de características diagnósticas dos pterossauros, entre elas a ausência de feições específicas no úmero (osso do braço), como uma projetada crista deltopeitoral, que é típica dos pterossauros. Borja Holgado do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont (Barcelona, Espanha) também especialista em pterossauros e atualmente pesquisador da Universidade Regional do Cariri (Ceará), analisou o material e concordou com as conclusões iniciais. "Estava claro para mim que se trata de um réptil primitivo que não pertencia aos pterossauros, pois não apresentava nenhuma feição inequívoca dessa linhagem" esclarece Holgado, para logo apontar: "Mas também o conhecimento presente das faunas de finais do Triássico indica que a disparidade de animais da época na qual datam os primeiros pterossauros era tão grande que encontram-se animais que à primeira vista poderiam lembrar pterossauros, mas realmente não são. Isso foi o que aconteceu com Faxinalipterus e Maehary ".

[caption id="attachment_58443" align="alignleft" width="661"] Crânio do Maehary[/caption]

“O material no qual o Faxinalipterus é baseado, é muito frágil e muito incompleto. Além disso, partes dos ossos estavam encobertas por rocha, necessitando uma preparação mais detalhada” comentou Cesar Schultz, da UFRGS, e um dos autores do trabalho de 2010 e da nova pesquisa que acaba de ser publicada. 

A preparação do material original requereu muita experiência, e foi realizada no Museu Nacional. “Felizmente tivemos a possibilidade de fotografar em detalhe todo o exemplar”, salientou Orlando Grillo, que teve o cuidado de reproduzir em forma de desenhos cada detalhe anatômico dos ossos de Faxinalipterus.

Foi com ajuda de um tomógrafo que o enigma foi sendo revelado. “A tomografia computadorizada tem sido uma ferramenta cada vez mais utilizada nos estudos paleontológicos” destaca Ricardo Lopes da COPPE/UFRJ. “É uma análise não-destrutiva que permite a visualização de detalhes anatômicos ainda recobertos pela rocha sedimentar onde o fóssil está preservado” complementa Olga Araújo, também da COPPE.

“No trabalho original de 2010, verificamos que os dentes presentes na maxila de Faxinalipterus eram muito espaçados entre si, o que é uma característica de pterossauros primitivos do Triássico. Porém, a tomografia da maxila demonstrou que os dentes não eram separados, pois muitos dentes haviam sido perdidos na fossilização. Com isso, o padrão da dentição e o próximo espaçamento entre os alvéolos (cavidades onde os dentes se inserem) não eram condizentes com pterossauros,” destaca Marina Soares. 

Após estes estudos, ainda pairava a dúvida sobre quem era, afinal, Faxinalipterus. A solução veio a partir do achado de um novo exemplar que havia sido coletado na mesma região de onde vieram os exemplares de Faxinalipterus. “Coletas sistemáticas têm sido realizadas pelo Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, revelando uma série de novas espécies fósseis para o Triássico do Rio Grande do Sul” comentou Flávio Pretto. No sítio fossilífero Linha de São Luiz, no município de Faxinal do Soturno, já foram encontrados diversos fósseis, como parentes próximos dos mamíferos, dinossauros e outros répteis. A região onde foram realizadas as escavações fica localizada no território do Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO.

“Quando tivemos acesso ao estudo que estava sendo desenvolvido pela equipe do Museu Nacional, ficou claro que a maxila, até então referida à Faxinalipterus, era muito similar ao material que a gente estava estudando,” complementou Leonardo Kerber. “Definitivamente não se tratavam de exemplares de um pterossauro,” reforçou Felipe Pinheiro, da UNIPAMPA, pesquisador também especialista em répteis alados.

Usando uma base de dados anatômicos, a equipe estabeleceu que Faxinalipterus estaria proximamente relacionado aos lagerpetídeos, um ramo considerado como grupo-irmão de Pterosauria em estudos mais recentes. Juntos, lagerpetídeos e pterossauros formam um grupo mais abrangente denominado Pterosauromorpha. Neste contexto, a nova espécie Maehary bonapartei foi posicionada como o membro mais primitivo dentro de Pterosauromorpha. "Isto é, Faxinalipterus e Maehary não são pterossauros, porém são aparentados a eles. Especialmente Maehary se configura como um elemento-chave na elucidação de como as características anatômicas foram evoluindo ao longo da linhagem dos pterossauromorfos até os pterossauros propriamente ditos, totalmente adaptados ao voo", pontua Rodrigo Müller. "Essas espécies, com um comprimento estimado em 30 cm para Faxinalipterus e 40 cm para Maehary, demonstram a importância de prosseguir as coletas de fósseis nessa região".

O nome do gênero da nova espécie vem de Ma'ehary, uma expressão do povo originário Guarani-Kaiowa, que significa “quem olha para o céu” em alusão à sua posição na linha evolutiva dos répteis, sendo o mais primitivo dos Pterosauromorpha, grupo que inclui os tão fascinantes pterossauros. O nome específico é uma homenagem ao principal pesquisador de vertebrados fósseis da Argentina, José Fernando Bonaparte (1928-2020), falecido recentemente, e que atuou ativamente junto com paleontólogos brasileiros em afloramentos do Rio Grande do Sul, na coleta e descrição de muitos vertebrados extintos que viveram durante o período Triássico, incluindo Faxinalipterus.

Agora os pesquisadores seguem em busca de novos achados que ajudem a entender como sugiram as primeiras formas desse tão fascinante grupo, os pterossauros.

 

Texto: Alexander W.A. Kellner, Borja Holgado, Orlando Grillo, Flávio Augusto Pretto, Leonardo Kerber, Felipe Lima Pinheiro, Marina Bento Soares, Cesar Leandro Schultz, Ricardo Tadeu Lopes, Olga Araújo e Rodrigo Temp Müller
Ilustração: Marcio L. Castro

Foto: Rodrigo Temp Müller

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/reino-ciencia-mulheres-verdade-inconveniente Wed, 24 Nov 2021 16:23:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8770

Márcia Cristina Barbosa se descobriu mulher no primeiro dia da faculdade de Física. O baixo número de estudantes mulheres despertou um incômodo que a acompanha até hoje. De 1978 a 1981, cursou Física na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A UFRGS marca toda sua trajetória acadêmica: foi lá que fez seu mestrado, de 1982 a 1984; e seu doutorado, de 1985 a 1988. Depois disso, saiu para estudar no exterior por dois anos, mas retornou à federal do Rio Grande do Sul para ocupar um cargo de docência no Departamento de Física.

Márcia estuda física teórica, pesquisa na qual desenvolve métodos para obter água limpa usando anomalias da água. É diretora da Academia Brasileira de Ciências - ABC, e membra da Academia Mundial de Ciências - AMC. Além das preocupações com a água, sua carreira acadêmica é marcada pela atuação em questões de gênero e em políticas científicas. 

Na Jornada Acadêmica Integrada de 2021 da UFSM, Márcia participou como palestrante na segunda-feira (22), e falou sobre as mulheres na ciência como uma verdade inconveniente. A Revista Arco conversou com a cientista sobre a temática.  ARCO: A sua área de formação é a física. Como e por que você se interessou por atuar no campo pelos direitos de gênero na ciência? Márcia Barbosa: Gosto de dizer que descobri que era uma mulher no primeiro dia de aula de Física. Eu vim de escola pública, gostava de ciências, mas ninguém se metia para dizer que não era meu lugar, a minha família nunca interferiu, porque eles achavam que a gente tinha que estudar. Quando entrei na Física, percebi que não tinham mulheres professoras, nós éramos oitenta alunos e só oito meninas. Naquela época, outra coisa que afetava todas as áreas é que as mulheres não estavam em nenhum posto de liderança. Era uma época de efervescência política, da ditadura militar e de muita mobilização, as mulheres distribuíam panfletos, mas os caras é que faziam os discursos, que concorriam para os diretórios. Eu não via mulheres e aquilo me incomodava muito. A primeira coisa que comecei a fazer foi me postular para os cargos, dizer “ eu também quero ser parte de quem é representante discente”. Assim foi indo, toda minha vida querendo ser parte, vendo e coletando evidências. Percebi que tinha um problema muito sério nesse local que eu estava, que era o da física. Eu via que ali tinha um problema de baixa representação feminina e comecei a militar junto. Eu estudava física - porque tem que estudar muito -, militava politicamente e também trazia essa questão e esse incômodo de gênero para dentro de todo ambiente onde entrei.  ARCO: Uma das suas atuações dentro da universidade é contra o assédio. Na sua opinião, um acontecimento desses na vida de uma estudante pode prejudicar a produção científica das mulheres? De que maneira? Márcia: Em um estudo que fizemos na UFRGS, descobrimos que o assédio moral atinge em torno de 50% das pessoas entrevistadas, e o assédio sexual, 10%. Agora estamos vendo dois efeitos: o assédio moral te afasta, te tira do teu local, como quem diz ‘não é pra tu ficar aqui’. É isso que ele te diz constantemente, que não é o teu lugar. Então ele te ‘desambiciona’, a pessoa que sofre acha menos de si. A universidade vai dizendo ‘não é pra ti, não é pra ti, não é pra ti’, que é o assédio moral - e assim elas [as mulheres] não vão produzir, não se vêem naqueles locais, não ousam. Tem uma coisa muito pior que é o assédio sexual.

O assédio sexual é imobilizador, porque normalmente acontece com aquela pessoa que te deu algum espaço, que era o teu orientador, o teu professor favorito, alguém que te chamou e te apoiou, e aí te assedia.

Isso traz duas coisas, primeiro que é uma pessoa poderosa contra ti, é muito ruim. E a segunda coisa é que tu questiona a tua própria habilidade científica. Ela pensa: ‘Será que lá atrás aquela pessoa só me deu espaço não porque eu sei, mas porque eu tenho esses atributos físicos?’. Ele é persecutório. As pessoas que assediam, depois ficam perseguindo a assediada e inviabilizando coisas, em parte por medo da denúncia e em parte para justificar que aquela pessoa não vale mesmo. Esse é um assunto doloroso e a gente precisa tratar dentro das instituições.  ARCO: Nos últimos anos, estamos assistindo a um corte de recursos para ciência - por exemplo, as bolsas do CNPq. Esses cortes podem constituir um peso maior para as mulheres? De que maneira?  Márcia: O Parent in Science é um movimento maravilhoso, da Fernandes Sales Costa, aqui da UFRGS, e mostrou, com dados, que durante a pandemia a produção das mulheres foi menor que a produção dos homens. Mulheres pararam de produzir porque assumiram encargos familiares. Bem, quando se tem cortes, fica mais duro ainda, pois, quando se analisa quem deve sofrer cortes, é quem produz menos. Então, naturalmente as mulheres vão ser mais cortadas. Isso não quer dizer que em tempos bons as mulheres estão bem.  ARCO: Além do assédio e do corte ou da falta de recursos, quais outros aspectos podem dificultar a atuação de mulheres na ciência? Márcia: Nós temos dois outros fatores que precisamos começar a trabalhar. O primeiro deles é a questão da maternidade, ou seja, a família. 

Ter uma família é sempre considerado uma decisão pessoal e, portanto, tem que ser incorporada ao sacrifício do indivíduo, e esse indivíduo sempre é mulher, porque os homens não sofrem nada quando tem filhos.

Existe a ideia de que filho não pode atrapalhar em nada a tua produtividade. E precisamos dizer que sim, filho é importante. Essa é a mensagem: criança se desenvolver bem é importante para a sociedade, e é importante incorporar essa questão nas dinâmicas e no nosso fazer. A segunda temática é o estereótipo: a gente precisa desconstruir o que considera uma pessoa poderosa, uma pessoa que tem direito a crescer na carreira. A visão sempre envolve ser homem branco. Então a sociedade tem que começar a ter a ideia de que qualquer um e qualquer uma pode chegar a postos ‘chaves’, seja a pessoa alta, baixa, gorda, magra, branca, negra, gay, hétero: qualquer um pode chegar. Isso vai ser muito importante nas exatas, onde há um forte estereótipo da visão do que é um/uma cientista. ARCO: Recentemente houve a inclusão do período de licença-maternidade no currículo Lattes. Essa pode ser considerada uma conquista? É suficiente? Márcia: Nada é suficiente, mas tudo é importante. Começou lá atrás, quando conseguimos incorporar nas bolsas a licença maternidade. Antigamente, não tinha licença nenhuma. Agora que tem licença maternidade, vamos colocar na vida da pessoa como um todo o fato de ter os filhos, e precisamos trabalhar dentro das instituições para entender que família é um valor. Vamos ter que entender que, na dinâmica dos trabalhos das pessoas, as mulheres têm sido colocadas para trás, as pessoas tendem a colaborar menos com as mulheres e com isso elas têm menos citações. Precisamos pontuar a diversidade como um valor, ela tem que ser monitorada ao longo da distribuição de recursos e este valor deve ser incorporado dentro das políticas dos diversos ministérios, das diversas secretarias dos estados, dos municípios. Isso tem um nome: se chama ação afirmativa, mas não é só cota, ação afirmativa é uma maneira de olhar as questões. ARCO: Por que as mulheres na ciência são uma ‘verdade inconveniente’? 

A ciência é um reino que foi separado pelos homens por ele significar inteligência, poder e dinheiro.

Ao longo da história, o conhecimento esteve na mão de grupos distintos: quando eram homens eram os magos que eram protegidos pelos reis, uma série deles recebia dinheiro até dos papas. Enquanto isso, as mulheres eram as bruxas, não era o local delas. E se elas tocam naquele local, ele fica ruim. Então assim se criou esse clubinho. Quando tu pertence a um clubinho, tu tem um privilégio e é muito difícil de te dar conta dele e ainda mais difícil estar disposto a abrir mão dele. Então ela [a mulher na ciência] é uma verdade inconveniente porque, para incorporar a diversidade, nós vamos precisar que os homens brancos do hemisfério norte se deem conta de que eles têm o privilégio. Eles não estão lá pela meritocracia, mas sim porque criaram esse clubinho e põe regras nele. Nós vamos ter que desconstruir isso. E é doloroso para eles abrir mão do privilégio. É necessário, porque a diversidade é importante, mas ela é inconveniente para eles, porque tira o sistema todo do equilíbrio, aquele sistema que dizia que a mulher vai pra cá e o homem vai pra lá, que onde a mulher for, o salário desce: todas essas verdades vão ter que ser reconstruídas. É uma revolução possível abarcando diferentes formas de ver o mundo. É interessante nesse sentido e tem muita reação. ARCO: Uma das suas pesquisas fala sobre a distribuição regional de gênero entre os pesquisadores da Associação Brasileira de Ciências. Queria que você falasse um pouquinho sobre os resultados da pesquisa.  Márcia: Uma das coisas que fiz quando entrei na Academia Brasileira de Ciências foi medir a própria academia. O que eu descobri é que ela tem 18% de mulheres. Notem: é um número minúsculo, mas é um dos maiores do mundo. A Academia Mundial de Ciências, que faz um tremendo esforço para atrair mulheres, tem 15%. Ah, então é ruim. Mas dentro dessa ruindade, tu vai ver que, em diversas áreas, o percentual é distinto. Eu tenho 25% de mulheres na Academia na área de biológicas e 4% na área de física. Além de não ser global, de ser pequena, tem uma distorção de áreas que precisamos trabalhar e que está vinculada a essa questão do estereótipo. Agora, mais interessante de observar é que se diz que tem pouca mulher na ABC porque tem pouca mulher no topo, no CNPq - e é ali que a gente vai buscar potenciais membros da ABC. O que que eu quero dizer com o topo? Quando se torna professora ou professor, tu pode pedir uma bolsa de produtividade de pesquisa e que te ajuda a ganhar todos os demais editais. E o percentual de mulheres com bolsa de produtividade de pesquisa também é baixo. Se olhar o grosso das pesquisadoras, por exemplo, na área de biológicas, as mulheres são em torno de 50% como bolsistas. Então, se elas são 50% como bolsistas, tem que ser 50% no topo como bolsistas e 50% na ABC. Tinha que ser, mas não é assim. É 50% como bolsista, 30% no topo das bolsistas e 25% na ABC, ou seja, vai decaindo o percentual. Quando chega na minha área, que é a física, é 13% como bolsista, 7% no topo e 4% na ABC. Tem um decréscimo, ao longo da carreira, que é catastrófico. É muito ruim e mostra que é mais do que maternidade, porque esse decréscimo do topo da carreira para a Academia ocorre numa faixa etária que ninguém tá tendo filho. Então não é isso, é outra coisa, é essa visão do que é poderoso, a concepção do que é poder - que a gente também precisa trabalhar. E as coisas não vêm mudando nessa área de poder, as coisas tão mudando aqui na base. Estamos construindo uma articulação de baixo para cima a partir da comunidade, a partir dos movimentos feministas e esperemos que, em 2023, com outra visão de país, consigamos ter uma Secretaria da Mulher que articule algumas políticas também de cima para baixo. ARCO: Qual é o cenário da ciência para as mulheres?  Márcia: Se olhar de dentro das universidades, a coisa tá melhorando porque estamos estabelecendo algumas ações nesse nível, de baixo para cima. Mas de cima para baixo, os cortes impactam mais as mulheres, então nós estamos com um sério problema geral, eu estou perdendo aluno para o exterior, porque obviamente quem puder está fugindo do Brasil. Eu tenho mais esperança, sou uma pessoa que acha que a partir de 2023 a gente pode construir políticas. Além de dar palestra feito uma louca para conversar com as pessoas que vão estar aqui para a construção das políticas, eu oriento em um Programa de Pós-Graduação em Educação e Ciência, que forma funcionários dentro do CNPq, Capes e ministérios, para que essas pessoas estejam instrumentalizadas com instrumentos de política baseada em evidência. Aí vamos poder montar políticas que não vão ser na base do “eu acho”, vão ser na base do “eu testei essas ideias”. ARCO: Você acha que hoje a ciência é um campo mais acolhedor para os homens do que para as mulheres?  Márcia: Depende bastante da área. Ela não é acolhedora para as biológicas e sociais quando tu pensa no topo, mas na entrada sim, porque tu vê um monte de mulher e pensa que ali é teu lugar, mas vai sentindo mais impacto quando vai querer ir pro topo. Na física, algumas engenharias, na agronomia, na informática, ela não é acolhedora nem na entrada, onde os professores, em geral, fazem comentários muito misóginos. Uma coisa que observamos nesse estudo sobre assédio é que está muito entranhado dentro da comunidade o professor e mesmo algumas professoras dizerem o que dá na cabeça, e não entender que tem que ter um regramento sobre o que tu faz.

Essa falta de treinamento faz com que docentes repitam a misoginia do meio social. Vão ser misóginos porque a sociedade é misógina, e vão se sentir muito apoiados em replicar essa misoginia.

ARCO: E o que é preciso fazer, em termos práticos, para que a ciência se torne um lugar mais acolhedor?  Márcia: A universidade tem que ser acolhedora mesmo, não tem que só dar cota para as pessoas entrarem e serem rechaçadas lá dentro. Não, ela tem que acolher e tem que incorporar a dinâmica do que entra. 

A universidade fez cota e não mudou nada. É como se ela fosse uma fábrica de fazer quadrado, e agora entrou círculo, triângulo, outros formatos, e ela quer transformar todo mundo em quadrado. 

Não é assim que conhecimento funciona. Ele é uma troca. Precisamos nos organizar em todos os níveis que temos. Temos que nos organizar para impedir que o professor ou professora seja assediador, que as instituições sejam assediadoras, que dê espaço para as pessoas, olhar um comitê e se incomodar se só tiver homem branco, dizer que não pode ser assim e abrir a boca e falar. Em qualquer nível a gente consegue fazer política, levando as universidades a fazer uma mudança. Mas talvez para o ano que vem a mudança mais importante seja a mudança política. Nós precisamos nos articular para eleger pessoas que tenham uma visão para a diversidade e para um conhecimento que gera desenvolvimento. Vai ser um ano de muito debate e nós não podemos nos esquivar desse debate político: a retomada de 2023 depende da nossa articulação em 2022. ARCO: Por fim, há algo que não foi perguntado e que você considera que é importante de pontuar? Márcia: No meio acadêmico, é muito importante formarmos redes. Quem acha que vai brilhar e vencer sozinho/sozinha, tá mal. A união é muito interessante, porque ela nos preserva, nos educa, nos mostra que não somos tão ruins quanto pensamos e nem tão maravilhosos também. Formem redes. Eu sei que na pandemia é difícil fazer isso, mas tem WhatsApp, tem toda a internet, coisas que eu não tinha - e a gente conseguiu organizar um monte de coisa. Formem redes e se apoiem, juntos e juntas podemos.  Expediente Repórter: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial e bolsista Fotografia: Arquivo Pessoal Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/dri/2020/08/04/instituto-confucio-na-ufrgs-oferece-curso-de-lingua-chinesa Tue, 04 Aug 2020 18:39:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-de-apoio/sai/?p=2501

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com o Instituto Confúcio, informa que estão abertas as inscrições para o Curso de Língua Chinesa - 2020/2. O ensino da língua chinesa é uma das missões estabelecidas no acordo assinado entre a UFRGS e a Universidade de Comunicação da China quando do estabelecimento do Instituto Confúcio. As inscrições estão abertas até o dia 27 de agosto e as aulas têm início em 1º de setembro, em formato online, através da plataforma Zoom, e terminam em 19 de dezembro.

O Curso é dividido em seis níveis: 1, 2, 3, 4, 5 e 6, baseado no exame oficial de proficiência de língua chinesa, o Hanyu Shuiping Kaoshi (HSK). No semestre 2020/2, os níveis ofertados serão 1, 2, 3, 4 e 5. Serão oferecidas ainda aulas de apoio específicas para compreensão auditiva e pronúncia, em nível básico e intermediário.

Cada nível é ministrado com carga horária semanal de 3h20 (4 horas-aula), em aula única ou duas aulas por semana. O valor do curso é de R$ 260,00 pelo semestre, para todos os níveis com carga horária de 4 horas-aula. A única exceção é a aula de apoio à Compreensão e Pronúncia de nível iniciante, com carga horária de 2 horas-aula (1h40) e valor de R$ 130,00 pelo semestre. Os valores são pagos mediante boleto bancário que é emitido no site das inscrições. É possível parcelar os valores em duas vezes.

Você pode conferir a notícia completa de divulgação, bem como o link para inscrição no curso, na página do Instituto Confúcio na UFRGS. Dúvidas podem ser direcionadas ao e-mail confucio@ufrgs.br.

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O Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) promove, em parceria com cursos de graduação em Letras da UFSM, a série online “Reflexões em tempos de pandemia”.

O primeiro evento será realizado no dia 10 de junho, às 16h, com o título "Da imanência da palavra à trama do dizer", e contará com a participação do professor Fábio Ramos Barbosa Filho, da UFRGS, e da professora Verli Petri da Silveira, do PPGL/UFSM.

O evento será realizado pela plataforma Google Meet e as inscrições são realizadas pelo email ppgletras@55bet-pro.com.

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Desde abril a UFSM participa de um grupo de instituições federais gaúchas (UFPel, UFRGS, UFCSPA e Unipampa) em um esforço conjunto para a avaliação do percentual de contaminação pelo novo coronavírus na população do Rio Grande do Sul. Coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas, o estudo Epidemiologia da Covid-19 (Epicovid19) teve resultados da sua quarta fase divulgados em coletiva online na última quarta-feira (27), nas redes sociais da UFPel. Os resultados sugerem um quadro de estabilidade da prevalência de pessoas com anticorpos nas últimas semanas no Rio Grande do Sul. Também foram apresentadas informações inéditas sobre a pesquisa Epicovid19-BR, que coletou dados em 133 cidades brasileiras em todo território nacional de 14 a 21 de maio.

No estado, a quarta fase da pesquisa apresentou resultados importantes: uma baixa prevalência do coronavírus, com um infectado para cada 562 habitantes (0,18% da população com anticorpos) e uma estimativa de 1.778 infectados reais para cada um milhão de habitantes, contra 580 casos notificados. O estudo indica que o aumento de testagem diminuiu a subnotificação para três casos não notificados para cada caso notificado. Em fases anterioress, as estimativas já foram de 12 para cada caso notificado.

A letalidade baseada no total de casos é de 0,97% (197 mortes para cada 20.226 casos). Considerando somente casos notificados, a letalidade é de 3,0% .O estudo é aplicado em nove cidades-sentinela e  apontou nesta etapa oito testes positivos em Passo Fundo (quatro) Uruguaiana (dois), Pelotas (um) e Porto Alegre (um). 

Recepção do estudo em Santa Maria

Em Santa Maria, o núcleo de apoio formado na UFSM realizou o recrutamento, a seleção dos entrevistadores, apoio com a infraestrutura necessária para o treinamento e para a condução da pesquisa na cidade, além de articulação com as autoridades locais e imprensa.

Pesquisa em Santa Maria reuniu 59 voluntários desde abril

O núcleo de apoio docente da Epicovid19 na UFSM é formado pelas epidemiologistas Marinel Dall'agnol e Rosângela da Costa Lima, do Departamento de Saúde Coletiva, o pró-reitor de pós-graduação e pesquisa, Thiago Ardenghi, e o professor Alexandre Schwarzbold, infectologista do Departamento de Clínica Médica. A cada inquérito, 25 entrevistadores iam à campo com o apoio de cerca de 14 pesquisadores. Ao todo, 59 voluntários participaram de todas as etapas da pesquisa.

De acordo com Marinel Dall'agnol, a maioria dos voluntários em Santa Maria são profissionais da saúde: dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, veterinários, nutricionistas que cursam pós-graduação na UFSM. Também há estudantes de graduação dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem, além de estudantes de graduação de outras instituições de ensino superior de Santa Maria (menor número). Também participam da equipe de voluntários, professores do Departamento de Saúde Coletiva, Fisioterapia, Odontologia, enfermeiros e técnicos em enfermagem do Hospital Universitário.

Segundo a epidemiologista, há uma boa recepção das famílias santa-marienses à pesquisa de campo. Dall'agnol relata que a primeira etapa do estudo apresentou mais dificuldades de realização, pois havia mais receio da população em receber os voluntários em suas casas, seja por precaução de não receber desconhecidos ou medo do risco de contaminação. A pesquisa em Santa Maria também precisou enfrentar notícias falsas que circularam nas redes sociais a respeito do estudo. Entretanto, a partir da segunda etapa, intensificou-se a divulgação na imprensa local e ainda houve o apoio da sociedade, com um intenso engajamento nas redes sociais.

Como o teste é realizado?

A epidemiologista explica o funcionamento dos testes aplicados na pesquisa Epicovid19: "O teste rápido consiste na coleta de uma gota de sangue a ponta do dedo e este teste vai falar sobre a presença de anticorpos no organismo da pessoa para o coronavírus. Essa resposta do organismo ao coronavírus vai aparecer cerca de 8 a 15 dias depois do contato com o vírus. Se o teste fosse positivo, todas as outras pessoas da casa faziam o teste e essa informação era repassada para a vigilância epidemiológica do município, que assumia então a condução desses casos positivos. A pessoa era orientada sobre o isolamento necessário e era deixado um folder na casa dessas pessoas".

Como o estudo é organizado?
Com a primeira etapa realizada nos dias 11 e 12 de abril, o estudo incluiu 9 cidades em 4 inquéritos consecutivos a cada 15 dias, nos finais de semana, send o primeiro em 11 e 12 de abril. Em cada cidade foram 50 entrevistas. De acordo com Dall'agnol, em Santa Maria o total foi de 1961 entrevistas.

A amostra foi aleatória, com sorteio de 50 setores censitários em cada cidade. Em cada setor eram
sorteados 10 domicílios e em cada domicílio era sorteado uma pessoa para aplicação do teste rápido, além de uma entrevista realizada através de um aplicativo que permite a gravação, fotografia do teste e envio em tempo real para análise na UFPel. De acordo com a coordenação da pesquisa no estado, haverá mais quatro fases do estudo até do dia 16 de agosto, com previsão para mais 18 mil testes.

Reportagem: Agência de Notícias da UFSM e TV 55BET Pro
Fotografia: Arquivo pessoal-Marinel Dall'agnol

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/04/06/ufsm-participa-de-pesquisa-inedita-sobre-avanco-do-coronavirus-no-rs Mon, 06 Apr 2020 14:46:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=51664

Sob coordenação do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade de Pelotas (UFPel), a UFSM outras instituições federais do Rio Grande do Sul (UFRGS, UFCSPA e Unipampa), realizarão uma pesquisa para investigar o percentual da população gaúcha infectada pela Covid-19 e o ritmo do avanço da pandemia no estado. A partir de amostragens epidemiológicas sequenciais, o estudo inédito pretende identificar a prevalência da doença por regiões, o contingente de pessoas atingidas, a incidência de casos mais graves e até o grau de letalidade da doença.

A iniciativa surgiu em discussões do Comitê de Análise de Dados sobre a pandemia, instituído pelo governo do estado. Além das universidades, o Comitê reúne pesquisadores do Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag), colaboradores externos e hospitais. “O Estado chamou as universidades gaúchas,
buscando alternativas que apoiem cientificamente a tomada de decisões. É importante e necessário que se tenha dados de toda a população”, explica a coordenadora do Laboratório de Epidemiologia do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM e médica epidemiologista, Marinel Dall’agnol.

A médica é uma das responsáveis pela pesquisa sobre a Covid-19 em Santa Maria com mais três docentes da UFSM: Rosângela da Costa Lima, professora do Departamento de Saúde Coletiva, Thiago Machado Ardenghi, Pró- Reitor Adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa, e Alexandre Vargas Schwarzbold,
professor do Departamento Clínica Médica. O trabalho tem o objetivo é auxiliar o Estado e demais organismos na definição das estratégias no enfrentamento da pandemia e, portanto, está sendo conduzido com velocidade: “Autoridades executivas e de saúde devem, rapidamente, implantar ações que reduzam a velocidade de transmissão do vírus e preparar o sistema de saúde para amenizar o impacto sobre os casos graves e mortes”, comenta Marinel.

Testes chegarão a 2 mil domicílios em Santa Maria

A pesquisa é composta por quatro etapas que acontecem a cada 15 dias a partir do primeiro. Serão sorteados aleatoriamente 500 domicílios de várias regiões de Santa Maria para realização de entrevistas. Em cada domicílio, um morador será sorteado para responder um questionário e fazer um teste rápido com o objetivo de verificar a possibilidade de contato com o coronavírus. Em 2 meses, serão realizadas 2 mil entrevistas na cidade. Ao todo, os pesquisadores terão 18 mil amostragens no estado.

O perfil do trabalho permitirá conhecer os primeiros resultados sobre a prevalência da Covid-19 na população dois dias após a aplicação dos testes. Para obter uma amostra representativa do RS, 10 cidades serão analisadas: Santa Maria, Pelotas,Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul. Com o sucesso da pesquisa, o Ministério da Saúde pretende levar a experiência para outros Estados.

A pessoa entrevistada terá garantido o sigilo e o direito de não querer participar da pesquisa. Serão 35 entrevistadores devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual responsáveis pelas coletas em cada casa. São profissionais da saúde já graduados que cursam pós-graduação na UFSM (doutorado, mestrado ou especialização) e alunos de graduação em fases avançadas, que passam por uma etapa de avaliação com critérios exigentes.

Primeira aplicação dos testes deve ocorrer nos próximos dias

A primeira rodada de aplicação dos testes por amostragem deve ocorrer assim que chegarem os equipamentos de proteção individual e os testes que serão aplicados. O estudo inicia em Porto Alegre e a seguir em Santa Maria e outras cidades. Segundo a epidemiologista Marinel Dall’agnol, o material chegou em Pelotas no sábado (04) e deve estar em Santa Maria nos próximos dias.

A UFSM irá colaborar com todo o apoio logístico para o trabalho de campo e para a coleta de dados e amostras. A atuação vai desde o recrutamento e seleção de entrevistadores até o descarte de material. “Tarefas que pesquisadores estão acostumados a fazer em meses, estamos fazendo em dias”, destaca Marinel. A profissional ainda ressalta o apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM (PRPGP), do HUSM, do Curso de Enfermagem, do Departamento de Saúde Coletiva, do CCS, do Centro de Vigilância da Covid-19 do município e outros institutos.

Reportagem: Eloíze Moraes, Bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira, jornalista da Agência de Notícias da UFSM

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Objetivo do GT formado por ex-reitores é elaborar um diagnóstico do sistema de educação superior brasileiro e apresentar subsídios às propostas do Congresso Nacional

GT instituído pela presidência da Câmara dos Deputados debateu as políticas públicas para a educação superior com as universidades gaúchas

Na última segunda-feira (4), reitores e membros dos conselhos universitários das instituições federais de ensino superior no estado do Rio Grande do Sul participaram de um encontro com o Grupo de Trabalho de Educação Superior (GT-EDUSP) da Câmara dos Deputados. Instituído em abril de 2019 pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), o grupo tem o objetivo de acompanhar e avaliar o sistema universitário brasileiro. O encontro aconteceu no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e foi um primeiro contato das universidades gaúchas com o trabalho realizado pelo GT. A UFSM foi representada pelo reitor Paulo Afonso Burmann e membros do Conselho Universitário da universidade.

O GT - EDUSP é formado por quatro ex-reitores de universidades públicas brasileiras: Roberto Salles (UFF – coordenador), Thompson Mariz (UFCG – 1º vice-coordenador), Ana Lúcia Gazzola (UFMG – 2ª vice-coordenadora) e Eliane Superti (UFPB – relatora). De acordo com o coordenador do GT, o grupo foi reeditado em 2019 após a apresentação de um relatório específico sobre a educação superior pública no final da legislatura anterior. Na ocasião, o professor Roberto Salles destacou que o relatório apontou, entre outros itens, a necessidade de flexibilização do teto de gastos imposto pela Emenda Constitucional 95 com relação aos recursos da educação, o fortalecimento do Programa Nacional de Assistência Estudantil através de sua transformação em projeto de lei (PL) e a normatização da extensão. Atualmente, o principal objetivo do GT é a realização de um diagnóstico que envolva a totalidade do sistema de ensino superior no Brasil, não somente as IES públicas, mas também as instituições de ensino privado, comunitárias e confessionais.

Raio-X das necessidades do Sistema de Educação Superior brasileiro

Segundo a relatora do GT, professora Eliane Superti, o grupo promove um diálogo com todos segmentos da educação superior, das IES às representações sindicais e estudantis, através de reuniões setoriais nas diferentes regiões do país. Este trabalho de articulação permite que seja elaborado um relatório final de caráter diagnóstico, mas também consultivo, uma vez que buscará apresentar subsídios aos congressistas da Câmara e do Senado Federal para a elaboração de propostas legislativas voltadas ao ensino superior.

Após este contato com múltiplas vozes e necessidades regionais, GT-EDUSP elegeu quatro objetivos principais: a) levantamento das dificuldades de gestão das IES brasileiras; b) identificação as dificuldades relacionadas ao acesso, permanência e sucesso dos estudantes no sistema de educação superior; c) diagnóstico do tripé ensino, pesquisa e extensão; d) compromissos das IES com a Educação Básica brasileira.

Projeto sobre Autonomia Universitária e educação como política de Estado

O coordenador Ricardo Salles afirmou ainda que a função do GT é subsidiar o debate legislativo com o objetivo de construir uma política de Estado com relação ao sistema de educação superior do Brasil. Segundo Salles, estabelecer uma política de Estado em detrimento de políticas de governo é uma maneira de dar segurança jurídica a todo o sistema educacional, uma vez que, a cada quatro anos, as universidades ficam submetidas a mudanças relacionadas à trocas de gestão no governo federal. Os membros do GT enfatizaram que o principal debate a ser enfrentado pelas universidades brasileiras é a consolidação da autonomia universitária.

De acordo com Salles, já tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Lei Complementar de autoria do deputado Gastão Vieira (MA) com o objetivo de regulamentar o artigo 207 da Constituição Federal, que trata da autonomia das universidades. A PLC propõe uma série de dispositivos que abordam, entre outros aspectos, a autonomia didático-científica, administrativa, financeira e de gestão patrimonial. Uma Comissão Especial está sendo formada na Câmara analisar e deliberar sobre o projeto. O GT EDUSP participará dos debates da comissão, apresentando aos deputados subsídios, informações e dados.

Future-se

A autonomia universitária foi um tema que ganhou força após a apresentação da proposta do Future-se, em julho, pelo Ministério da Educação. De acordo com a 2ª vice-coordenadora, professora Ana Lúcia Gazzola, o projeto inicial do Future-se foi também analisado pelos membros do GT, com um diagnóstico preliminar apresentado ao presidente da Câmara. Na ocasião, foram apresentadas inconsistências do projeto do MEC, principalmente em relação à proposta mediação das Organizações Sociais (OS) na gestão universitária, além de propor ações que já são realidade no interior das universidades brasileiras, como empreendedorismo, inovação e internacionalização. O GT também apontou aspectos positivos: algumas propostas de mudanças na legislação, como o acesso aos recursos próprios, poderiam ser aproveitadas. Entretanto, o grupo apontou que tais mudanças não deveriam estar restritas às instituições que aderirem ao Future-se, mas para todas as universidades.

Em outubro, o MEC apresentou uma segunda versão do Future-se, com base nas sugestões colhidas em consulta pública. Entretanto o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil-pública para que a consulta fosse refeita de acordo com os requisitos legais. A expectativa é de que o Future-se seja apresentado ainda este ano como Projeto de Lei ao Congresso Nacional. Ana Lúcia acredita, entretanto, que o debate do Future-se perderá força na medida em que será instalada a comissão especial para análise do projeto de autonomia universitária. De acordo com a ex-reitora, a definição da autonomia universitária dará segurança jurídica e regulamentará a relação entre universidades e órgãos de controle. Para o GT, será fundamental avançar na busca por uma autonomia garantida por meio de recursos vinculados (como o modelo das universidades estaduais paulistas) e uma política de Estado com uma visão para as próximas décadas, independentemente das mudanças de gestão no governo federal.

A previsão é que os trabalhos do GT sejam encerrados em abril de 2020, com apresentação do relatório final. Mais detalhes sobre o GT EDUSP podem ser conferidos no plano de trabalho.

Texto e Foto: Davi Pereira - jornalista da Agência de Notícias da UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/10/12/palestra-debate-o-papel-da-assessoria-de-imprensa-no-setor-publico Fri, 12 Oct 2018 18:46:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45054

A última atividade do  2ª edição do Fórum de Comunicação Pública da UFSM debateu o tema ‘Assessoria de Imprensa, visibilidade e interesse público’ e contou com a participação do  professor Basílio Sartor, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A palestra ocorreu nesta quinta (11), no início da tarde, no auditório C do Centro de Tecnologia.

Durante sua explanação, o professor e jornalista ressaltou a relação entre as assessorias de imprensa, a necessidade de promover visibilidade, principalmente em relação ao assessorado, e o interesse público. De forma contextual, Basílio explicou o surgimento das assessorias, destacando a importância do setor em relação ao jornalismo. Segundo o professor, atualmente, o assessor não só representa uma fonte de informação que auxilia o jornalista, como também pauta as questões que serão transformadas em matérias e reportagens e, enfim, veiculadas pelos meios de comunicação.

Como professor da disciplina de Assessoria de Imprensa na UFRGS, Basílio chama atenção para a estrutura das agências de comunicação que oferecem serviços de assessoria de imprensa, e contam com grande equipe de profissionais. Em contraposição, as principais redações de jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, sites e portais sofrem enxugamento dos quadros funcionais. Os exemplos representam não só a pulverização no papel do jornalismo tradicional, como também alertam a importância da credibilidade.

Durante a fala de Basílio, também foram discutidos temas como fake news e instabilidade democrática. Para o professor, torna-se cada vez mais difícil produzir consenso entre as pessoas, tendo em vista que cada uma percebe a realidade de maneiras diferentes, influenciadas pelas informações que recebem. A partir da emergência das mídias sociais, o jornalismo perde o referencial de autoridade em relação a produção de informações, fato que permite a propagação intensa de notícias falsas e do fenômeno da ‘desinformação em massa’.

Dessa maneira, o atual ambiente comunicacional, exige do profissional que trabalha nas assessorias de imprensa compromisso com a verdade factual, com a apuração e a checagem. Basílio acredita que o assessor precisará utilizar ferramentas estratégicas, que permitam dar visibilidade ao seu assessorado, sem esquecer dos princípios éticos que norteiam a atividade profissional e resguardam o interesse público.

A última mesa de debate da 2ª edição do Fórum de Comunicação Pública contou com a mediação da professora Rejane de Oliveira Pozobon, do Departamento de Ciências da Comunicação.

Texto: Bárbara Marmor, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/03/ufsm-participa-da-36a-edicao-do-seminario-de-extensao-universitaria-da-regiao-sul Mon, 03 Sep 2018 23:50:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44373 Foto colorida horizontal com o grupo que representou a UFSM no evento em frente ao Planetário Comitiva da UFSM contou com 36 estudantes que tiveram trabalhos destacados na JAI (Foto: Divulgação)[/caption]

A UFSM participou do 36º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (Seurs), em Porto Alegre, com trabalhos destacados na 32ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI). O Seurs ocorreu de 28 a 31 de agosto na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A comitiva da UFSM contou com 36 alunos de diferentes cursos da UFSM, selecionados pela Pró-Reitoria de Extensão com base na qualidade dos trabalhos apresentados na JAI. A instituição participou em quatro modalidades: tertúlias, oficinas, mostras e minicursos.

“O Seurs foi um evento muito bem organizado. As experiências trocadas nas oficinas, nos cursos, a partir das novas demandas e, também, dos novos públicos, ressalta a preocupação com a sociedade”, disse Jaqueline Bertoldo, estudante do programa de Pós-Graduação em Direito da UFSM, integrante do grupo Migraidh – Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional. O trabalho apresentado por Jaqueline se chama “Acesso à educação superior para refugiados(as) e migrantes na UFSM: caminhos para promoção de direitos”.

Segundo o pró-reitor de Extensão da UFSM, professor Flavi Ferreira Lisboa Filho, a troca e compartilhamento entre as universidades e também com aqueles que praticam extensão no dia-a-dia – sejam eles estudantes, técnico-administrativos em educação ou professores – é extremamente importante. “O futuro da universidade pública depende da extensão universitária”, afirma.

Seusrs promove intercâmbio de universidades dos três estados do Sul

O objetivo do Seurs é promover o intercâmbio entre as instituições de ensino superior (IES) públicas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dessa forma, o Seminário estimula o diálogo interinstitucional e a troca de experiências entre extensionistas e comunidade.

Com o tema “Extensão: ação transformadora”, o 36º Seurs buscou refletir a respeito das mudanças que ocorreram nas IES públicas nos últimos anos.

Além da participação dos alunos, neste ano o Seminário abriu espaço para encontro de servidores técnicos das instituições

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/tataravo-de-gigantes Fri, 25 May 2018 05:25:05 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3670 Bagualosaurus agudoensis, foi apresentada no periódico científico britânico Zoological Journal of the Linnean Society nesta sexta-feira (25). O animal viveu no período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos, e faz parte da linhagem dos sauropodomorfos, que inclui os maiores dinossauros conhecidos: quadrúpedes herbívoros de portes titânicos e pescoços compridos. [caption id="attachment_3674" align="aligncenter" width="1024"] Representação artística da paisagem na região de Agudo no período Triássico. No centro da imagem, uma dupla de Bagualosaurus agudoensis confronta o cinodonte Trucidocynodon riograndensis . No canto inferior direito, um Hyperodapedon, réptil herbívoro do grupo dos rincossauros. Ao fundo, um grupo de cinodontes, Exaeretodon riograndensis, observa a cena. Arte: Jorge Blanco[/caption] O fóssil foi encontrado no município de Agudo, na região central do Rio Grande do Sul, e foi estudado por paleontólogos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho é resultado da pesquisa de doutorado de Flávio Pretto, desenvolvido no programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS, sob orientação do Dr. Cesar Schultz. Pretto hoje atua como Paleontólogo no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica, vinculado à UFSM (Cappa/UFSM). [caption id="attachment_3671" align="aligncenter" width="1024"] Primeiros restos do Bagualosaurus agudoensis, como foram encontrados na rocha. Alguns dentes do animal podem ser vistos no centro da imagem. Foto: Cristina Bertoni-Machado[/caption]  Apesar de não ser um gigante como seus parentes do Jurássico e Cretáceo, o Bagualosaurus era um dinossauro grande para a época. Inclusive, o nome do animal faz alusão a esse aspecto, pois um dos usos do regionalismo gaúcho “bagual” é para se referir a um animal grande. Segundo Flávio Pretto, a maior parte dos dinossauros, quando começavam a surgir no planeta (há 230 milhões de anos), eram animais pequenos, que mal chegavam a 1,5 metros do focinho à ponta da cauda - enquanto o Bagualosaurus ultrapassava os 2,5 metros de comprimento. Além de maior que seus parentes da época, que eram onívoros, o Bagualosaurus apresentava dentes adaptados para se alimentar de plantas. “Esse novo hábito alimentar foi crucial para que os sauropodomorfos pudessem atingir grandes tamanhos, como se veria milhões de anos mais tarde”, diz Pretto. [caption id="attachment_3673" align="aligncenter" width="958"] Foto e reconstrução do crânio e da mandíbula de Bagualosaurus agudoensis. As partes preservadas estão representadas em cor mais clara. Foto: Luiz Flávio Lopes – UFRGS. Ilustração: Flávio Pretto.[/caption] O Bagualosaurus é a sétima espécie de dinossauro descrita para o Triássico do Rio Grande do Sul e deve ter convivido com quatro outras: Pampadromaeus barberenaiSaturnalia tupiniquimBuriolestes schultzi e Staurikosaurus pricei. Segundo Max Langer (USP) e Cesar Schultz (UFRGS), coautores do estudo: dinossauros tão antigos são bastante raros, com esqueletos bem preservados encontrados apenas no sul do Brasil e no noroeste da Argentina. Em outras palavras, quase tudo o que se sabe sobre a aurora dos dinossauros provém desses fósseis sul-americanos. Agora, com a descoberta do Bagualosaurus, a origem do gigantismo dentre os dinossauros herbívoros começa a ser desvendada. [caption id="attachment_3672" align="aligncenter" width="1024"] Representação esquemática do esqueleto de Bagualosaurus agudoensis. Os ossos preservados estão representados em cor mais clara. Imagem: Flávio Pretto[/caption] Além desta pesquisa sobre o Bagualosaurus agudoensis, outro importante estudo realizado na região central do Rio Grande do Sul foi divulgado  recentemente. Confira também o Dossiê Paleontologia produzido pela revista Arco. Esta reportagem foi produzida com informações do Cappa e do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM]]>