UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 00:16:25 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/10/10/recorde-de-inscritos-marca-a-sexta-edicao-da-simulacao-da-onu-na-ufsm Fri, 10 Oct 2025 16:11:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70938 Foto colorida horizontal Homem de terno escuro está à direita, sentado atrás de mesa branca com placa, copo e garrafa de água. Ao fundo, grupo de pessoas com roupas casuais observa a frente da sala.
O coordenador da UFSMUN, Thomaz Santos, discursou durante a abertura da simulação no Auditório Flávio Miguel Schneider, do Centro de Ciências Rurais

Com recorde de inscrições, a UFSM realiza a sexta edição do Modelo de Simulação das Nações Unidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSMUN). Neste ano, a atividade, aberta na manhã desta sexta-feira (10) e que segue até domingo (12), reúne 105 estudantes do ensino médio e da graduação em um exercício de diplomacia, história e relações internacionais, desenvolvido em comitês temáticos pré-definidos.

O coordenador da UFSMUN, Thomaz Santos, professor do curso de Relações Internacionais (RI), salientou que o principal objetivo da simulação é proporcionar aos estudantes uma experiência que os aproxime das negociações políticas, econômicas e sociais que acontecem no mundo real. “Colocamos os estudantes como protagonistas e responsáveis no debate, mesmo que seja fictício. É uma tentativa de aproximar a vida deles com a política internacional”, explicou.

Foto colorida horizontal de cinco pessoas sentadas atrás de uma mesa com garrafas de água, copos e placas de identificação, diante de uma plateia. Ao centro, um telão exibe o logo “VI UFSMUN”. À frente, público com roupas sociais está voltado para o painel.
A mesa de abertura do VI UFSMUN foi composta pelo professor e por estudantes de Relações Internacionais
Foto colorida horizontal de um grupo de jovens com roupas formais está sentado em cadeiras verdes, atentos a uma atividade. À esquerda e à direita, partes da imagem estão parcialmente encobertas por cortinas verdes. Ao fundo, mais fileiras de cadeiras vazias e uma parede de tijolos aparentes.
Sexta edição da simulação registrou recorde de inscrições: 105 estudantes de universidades e escolas

Temas da simulação são inspirados na realidade

Em 2025, o evento, sediado nos prédios 74B e 74C do Centro de Ciências Sociais e Humanas do campus sede da UFSM, divide-se em cinco eixos temáticos: o Gabinete de Guerra aborda a Guerra da Cisplatina; o Conselho de Segurança da ONU, a Guerra do Congo; o Conselho de Direitos Humanos, a preservação da cultura diaspórica no Oriente Médio; a Organização Internacional do Trabalho, a uberização do trabalho; e o Comitê Histórico, a transferência da soberania de Hong Kong.

Os temas de cada simulação são decididos pelos estudantes vinculados ao projeto. Segundo Thomaz, os alunos elaboram guias de estudo para cada assunto abordado nos comitês, além de orientar quem participa da atividade prática. “Os eventos da vida real influenciam nos temas dos debates. Mas, não podemos imitar diretamente a vida real pois, por exemplo, existem países que não participam diretamente das discussões na ONU, ou seja, os estudantes que representassem essas delegações não iriam falar também”, exemplificou.

De estudantes a delegados e jornalistas

A estudante do quarto semestre de RI na UFSM Eduarda Trevisan de Araujo compôs a Diretoria Acadêmica, responsável pela organização dos guias de estudo para cada comitê. A aluna irá mediar o Conselho de Direitos Humanos, que debate a preservação da cultura diaspórica no Oriente Médio. “Eu sinto que o UFSMUN é o meio para estudar conteúdos que, às vezes, não vemos com tanta profundidade na graduação. Participar da criação dos guias ajuda a ter mais independência nos estudos”, afirmou.

Natural de São Paulo, Eduarda participou de simulações da ONU durante o ensino médio. “Em 2023, no meu terceiro ano, eu participei da FAMUN, a simulação da Faculdade de Campinas, e depois que entrei na UFSM, fiquei muito empolgada para continuar essa trajetória dentro desses debates”, revelou a estudante.

Do Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), Guilherme Rech, de 16 anos, participa da simulação como representante da Uganda no Conselho de Segurança. O aluno já realizou atividades parecidas com o Grupo de Relações Internacionais do CMSM e agora busca aprofundar os conhecimentos no UFSMUN. “Entrei nesse mundo de simulações a pouco tempo. Mas, quando soube do evento na UFSM, pensei que poderia ser legal debater com pessoas da graduação e sair da zona de conforto”, disse.

Empolgado para atuar no Conselho de Segurança, Guilherme buscou aprofundar seus conhecimentos para os debates. “Eu estudei o guia que recebemos, escrevi alguns textos para me preparar. Estou nervoso por ter que debater com pessoas mais experientes, mas, acima de tudo, quero aproveitar esse tempo e me divertir”, comentou.

Além de simular os debates, a atividade também conta com uma agência de comunicação responsável por noticiar as tratativas de cada comitê. A graduanda do quarto semestre de Jornalismo na UFSM, Emilly Wacht, será representante do El País e fará a cobertura do Conselho de Segurança da ONU. Para ela, a atividade tem potencial enriquecedor por abordar a prática do Jornalismo Internacional. “Muitas vezes esquecemos o papel da imprensa em conflitos. Ter essa experiência ajuda a entender o valor das perguntas que devemos fazer e o que iremos publicar”, apontou.

Foto colorida e horizontal. Em primeiro plano, duas pessoas estão em pé, sorrindo, em um auditório. À esquerda, uma pessoa de cabelos curtos e cacheados veste roupa preta; à direita, uma pessoa de cabelos longos e ruivos veste roupa azul-escura. Ambas usam crachás do evento VI UFSMUN. Ao fundo, há várias pessoas sentadas em cadeiras verdes e uma mesa branca com participantes reunidos, em frente a um painel iluminado.
Estudantes de Relações Internacionais Maria Luiza Costa de Oliveira (à direita) e Eduarda Trevisan de Araujo (à esquerda) participaram da organização da simulação

Do mundo para a UFSM: seis anos de UFSMUN

Conforme o coordenador Thomaz, a prática de simulações estudantis baseadas no Modelo das Nações Unidas surgiu ainda nas décadas de 1950, após a criação da ONU. Com o passar do tempo, essas atividades se popularizaram nos Estados Unidos e, hoje, a  Harvard Model United Nations está entre as simulações mais conhecidas do mundo. “Esses eventos se tornaram itinerantes, muito graças à iniciativa da Universidade de Harvard. Eu mesmo, há mais de 20 anos, participei de uma simulação que foi organizada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e pela Universidade de Harvard”, lembrou.

Ainda antes da experiência de Thomaz, a primeira grande simulação da ONU no Brasil e na América Latina aconteceu em 1998, há 27 anos. Nomeada Americas Model United Nations, a iniciativa é um projeto de extensão do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UNB). 

Ao longo dos anos, diversas universidades do país, incluindo a UFSM, aderiram ao modelo de simulações. “Quando eu cheguei na UFSM, sempre quis fazer um projeto que congregasse estudantes não só de Relações Internacionais mas também de áreas correlatas e com interesse na temática dos debates da ONU. E, hoje, chegamos a sexta edição desse evento que acontece desde 2019 e eu considero muito bem sucedido na Universidade”, apontou.

Thomaz também ressaltou a importância da simulação na integração entre estudantes da UFSM e de outras instituições. Segundo ele, nesta edição foi necessário buscar mais salas da Universidade para receber o número recorde de inscritos. “Da UFSM, há participantes de 12 cursos, o maior número que já registramos, entre eles Direito, Relações Internacionais, Comunicação Social, Enfermagem e Medicina”, destacou. 

O evento também acolhe estudantes de diferentes níveis e instituições de ensino, incluindo o Colégio Militar de Santa Maria, o Colégio Tiradentes da Brigada Militar, o Colégio Politécnico da UFSM, o Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, Institutos Federais, o Colégio Estadual Coronel Pilar, além de cursos de graduação da Universidade de Santa Cruz do Sul, Universidade do Vale do Rio dos Sinos e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Foto colorida e horizontal. Três jovens estão sentados lado a lado em cadeiras verdes, sorrindo para a câmera. Todos vestem uniformes bege com detalhes vermelhos e crachás pendurados no pescoço. Ao fundo, o auditório está quase vazio, com fileiras de cadeiras verdes e duas pessoas de pé próximas à parede, em conversa.
Os alunos do Colégio Militar de Santa Maria Giovanna Felkl, Isadora Knecht e Guilherme Rech (da direita para a esquerda) são delegados na simulação
Foto colorida e horizontal. Três mulheres e um homem estão lado a lado, sorrindo para a câmera. Da esquerda para a direita: uma mulher de cabelo loiro veste blusa clara sem mangas; um homem de cabelo curto veste camiseta preta e jaqueta jeans; uma mulher de cabelo castanho e óculos veste camisa azul; e outra mulher de cabelo longo veste blusa xadrez com camisa branca por baixo. Todos usam crachás azuis do grupo “Imprensa Internacional”. Ao fundo, há pessoas de uniforme bege conversando em um ambiente interno com janelas amplas.
Os estudantes de Jornalismo Ellen Schwade, Matheus Bernardes, Emilly Wacht e Tainá De Carli fazem parte da equipe de comunicação da atividade

Como participar da organização e simulação do UFSMUN?

As inscrições se dividem em dois núcleos: o de organização e o de participação na simulação. As vagas para os comitês organizadores são destinadas a acadêmicos da UFSM e costumam ser abertas em março. Já a participação na simulação é voltada a estudantes do ensino básico, de escolas públicas e privadas, e a universitários, tanto da UFSM quanto de outras instituições, com inscrições geralmente em setembro.

Vale ressaltar que, neste ano, as inscrições tiveram o taxa de R$ 60,00 no ingresso comum e R$ 50,00 para estudantes com Benefício Socioeconômico (BSE) e de escolas civis estaduais. De acordo com a organização, os valores arrecadados são destinados exclusivamente aos custos da simulação, sem fins lucrativos. “Nossa ideia é direcionar todo o recurso para cobrir as despesas do UFSMUN, desde a confecção de crachás, ecobags e outros elementos importantes para a realização da atividade”, acrescentou Thomaz.

 

Acompanhe as informações sobre o evento e as futuras inscrições pelo Instagram do UFSMUN.

 

Texto: Pedro Moro, estudante de Jornalismo e bolsista na Agência de Notícias

Fotos: Felippe Richardt

Edição: Maurício Dias

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/10/16/ufsmun-uma-simulacao-da-conferencia-da-onu-na-ufsm Wed, 16 Oct 2024 11:30:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67244 [caption id="attachment_67245" align="alignleft" width="498"] Simulações auxiliam a entender a política global[/caption]

A quinta edição do Modelo de Simulação das Nações Unidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSMUN) ocorreu no último final de semana, entre sexta-feira (11) e domingo (13), com o tema “Paradigmas do Sul Global" . O evento simula uma conferência da ONU e conta com a participação alunos de graduação e de ensino médio de diferentes lugares, sendo realizado pelo grupo de extensão UFSM Model United Nations, vinculado ao curso de Relações Internacionais da Universidade. A simulação foi realizada apenas duas semanas depois da verdadeira Assembleia Geral da ONU, que aconteceu em setembro. 

Durante a abertura, que foi realizada no auditório do prédio 67, o orientador do UFSM Model United Nations, professor Thomaz Santos, afirmou que o objetivo do UFSMUN é fazer um laboratório prático com os alunos de Relações Internacionais, já que o foco do curso é a formação teórica. Além disso, o professor avaliou que apesar de se tratar de uma simulação, as discussões não estão de maneira nenhuma afastadas da realidade. “É um evento feito por estudantes para estudantes” finalizou, destacando o protagonismo jovem.

A atividade, que transcorreu o final de semana, contou com quatro grupos de trabalho, ou comitês, inspirados nos comitês da ONU. Em cada comitê os participantes assumiram o papel de diplomatas de diferentes países discutindo um tema. 

Este ano os temas debatidos foram: disputa pela Caxemira, no Conselho de segurança; crise humanitária no Sudão, no Alto Comissariado das Nações Unidas; os novos rumos do Tratado da Antártida, na Conferência de Bariloche; e a crise na região de Suez, no Gabinete de Guerra. Os três primeiros foram em formato de reunião, com cada país expondo suas opiniões e objetivos sobre os temas, enquanto o Gabinete de Guerra funcionou como uma espécie de batalha naval, com os lados em conflito divididos em duas salas tomando decisões às cegas um contra o outro.

Uma oportunidade de aprender na prática

[caption id="attachment_67246" align="alignright" width="501"] Estudantes representam países e devem discutir sobre problemas reais durante reunião[/caption]

O estudante do Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria, Gabriel Sampaio, de 16 anos, participou pela segunda vez da simulação. Nesta edição, ele se inscreveu para o Gabinete de Guerra, que simulou um conflito real que ocorreu entre o Egito e o Reino Unido, França e Israel em 1956, quando o presidente egípcio nacionalizou o Canal de Suez. “Simulações como essas conseguem agregar muito na formação intelectual das pessoas, nos conhecimentos gerais que são cobrados em vários concursos. O Gabinete de Guerra só me impressionou ", avaliou o participante, que ainda está no primeiro ano do ensino médio e pretende seguir carreira militar.

Mariane Francischetto, presidente do Diretório Acadêmico de Relações Internacionais, que já participou de outras edições da simulação, fez a prova para o mestrado em RI na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na quinta-feira, véspera do evento, e contou a importância de uma experiência prática na graduação: “O curso de relações internacionais tem um caráter muito teórico, a gente sabe o quanto a ausência da prática acaba dificultando a absorção do conhecimento. Participar da USFMUN no ano passado, com esse método palpável e prático, me deu a segurança para fazer a prova de mestrado, que tinha um tema em comum com um dos comitês da última edição ", afirmou.

UFSMUN levando o mundo para fora do arco

Larissa Locatelli e Stephani Domenighi, estudantes de relações internacionais e secretarias-gerais do UFSMUN, explicam que a simulação anual é o grande evento no calendário do projeto, mas é apenas uma das frentes do grupo de extensão. O projeto realiza outras atividades ao longo do ano em escolas da região. “As extensões que fazemos nas escolas é um décimo do evento anual. São mini simulações com os alunos. A gente tenta levar o aprendizado de várias temáticas de relevância internacional para dentro da sala de aula, mas de uma forma minimizada que converse com o que eles aprendem na escola” diz Larissa. 

Para Stephani, entender a geopolítica é uma ferramenta importante para todas as áreas, e não só da bolha das relações internacionais: “A gente leva o UFSMUN não só como um projeto de extensão, mas de ensino também. É um método de ensino diferente, o aluno não vai só estudar o que tal país pensa de um assunto, ele vai ter que representar isso por meio de um debate, que auxilia no desenvolvimento de várias habilidades que um estudante precisa”. “Ter uma compreensão internacional é muito importante para entender os impactos do que acontece no exterior e como isso reflete aqui no Brasil. Ter uma compreensão do seu lugar no mundo”, completa a estudante.

Texto: Gabriel Barros, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias.
Fotos: Luanna Karoline, estudante de jornalismo e fotógrafa da UFSMUN.
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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