UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 17 Mar 2026 22:37:20 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/05/equipe-do-lasca-participa-de-seminario-internacional-em-campo-grande Wed, 05 Nov 2025 18:50:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71272

O Laboratório de Arqueologia, Sociedades e Culturas das Américas (Lasca) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participará do  2º Seminário Internacional da Apheleia América do Sul. O encontro acontecerá de 26 e 28 de novembro, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e tem como tema Patrimônio, Lugares e Sustentabilidade.

A rede Apheleia surgiu com apoio da Comissão Europeia e está presente em todos os continente com o foco na contribuição das Humanidades para a gestão territorial e sustentável. A organização atua em pesquisa, inovação e desenvolvimento nesta área e teve papel decisivo na concepção e na criação do programa transdisciplinar Bridges, da Unesco, voltado para Humanidades e Sustentabilidade.

Além do seminário internacional da organização Apheleia, a equipe do Lasca também apresentará comunicações orais na Reunião do Observatório Sul-Americano de Patrimônio, Lugares, Humanidades e Artes (Olhar) da Associação das Universidades do Grupo Montevidéo (AUGM).

A UFSM mantém convênio na área de Arqueologia com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com quem desenvolve trabalhos no Programa Institucional Trilha Rupestre.

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/09/10/territorios-gauchos-participam-da-11a-conferencia-internacional-de-geoparques-da-unesco Wed, 10 Sep 2025 22:04:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70451
Foto colorida de quatro homens lado a lado
André Borba, coordenador científico do Geoparque Caçapava, Adriano Figueiró, coordenador científico do Geoparque Quarta Colônia, Flavi Ferreira Lisboa Filho, pró-reitor de Extensão da UFSM e Artur Sá, eleito presidente da Rede de Geoparques Mundiais da Unesco

Entre os dias 8 e 12 de setembro, delegações de mais de 50 países se reúnem em Temuco, no Chile, para a 11ª Conferência Internacional de Geoparques da Unesco. O terceiro dia (10) foi marcado pela apresentações de trabalhos de territórios geoparques ao redor do mundo e pela Assembleia Geral e eleição da nova diretoria executiva do Global Geoparks Network - GGN. Durante assembleia, o coordenador científico do Arouca Geoparque Mundial da Unesco em Portugal, Artur Sá, foi eleito presidente da Rede Global de Geoparques.

Os Geoparques Quarta Colônia e Caçapava, representados também por servidores da UFSM, reafirmam o compromisso do desenvolvimento turístico e sustentável das localidades que constituem o Território Imembuí com ações de extensão nos territórios de geoparques.

A conferência é uma oportunidade de formação de rede entre os geoparques e fomento de articulação política com instituições nacionais, como a Secretaria de Turismo do Rio Grande Sul (Setur), e internacionais, como a Rede de Geoparques da América Latina e Caribe (Geolac).

Na programação do dia 11 de setembro, está prevista uma saída de campo no Geoparque Mundial da Unesco Kutralküra, anfitrião da conferência.

Fonte: Pró-reitoria de Extensão

[caption id="attachment_70454" align="alignnone" width="225"] Professores Adriano, Flavi e André (UFSM) com Nickolas Zouros, ex-presidente e eleito secretário geral GGN[/caption]

 

[caption id="attachment_70452" align="alignnone" width="475"]Foto colorida de nove pessoas lado a lado, com uma bandeira a frente escrito Geoparque Quarta Colônia Representantes do Território Imembuí na conferência. Aline pelo IFFAR; Marcelo Lusa e Vinicius Matte pela Unipampa; Ana Paula Corrêa e Victor Maffini pela Quarta Colônia; André Borba, Adriano Figueiró e Flavi Lisboa pela UFSM; e Álvaro Machado, representante da SETUR -RS[/caption] ]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/06/09/artesanato-produzido-no-geoparque-cacapava-sera-exposto-na-sede-da-unesco Mon, 09 Jun 2025 14:33:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=12758 Ressaltando as particularidades e a cultura de seu território, artesãs e artesãos do Caçapava Geoparque Mundial da UNESCO participaram, no último mês, da ação internacional “Weaving Hope” (“Tecendo Esperança”, em tradução livre). A iniciativa foi coordenada pelo Geoparque Mundial da UNESCO de Kutralkura (Chile), em parceria com a Universidade Católica de Temuco.

O resultado do trabalho coletivo passará a integrar a instalação artística coletiva na XI Conferência Internacional de Geoparques da UNESCO, que ocorrerá entre os dias 8 e 12 de setembro, no Geoparque Kutralkura, no Chile. Após a finalização do evento, que reúne a cada dois anos os territórios mundiais para o debate sobre novas descobertas e experiências de gestão dos espaços, a obra seguirá para exposição na sede da UNESCO, em Paris (França).

O encontro de artesãos e artesãs locais originou a confecção de uma peça têxtil que ressalta a cultura e os aspectos únicos do território do Geoparque. O artesanato, criado a partir da junção de retalhos com a técnica de feltragem, registra os saberes e as técnicas que tornam Caçapava do Sul um espaço único no mundo. A coordenação das atividades foi realizada pela artesã e empresária Marta Teixeira Silveira, da Novelaria Santa Marta, que também foi responsável pela finalização da peça.

Mais do que uma criação que valoriza os saberes locais, a produção do artesanato enfatiza o objetivo de um Geoparque: a promoção e preservação de sua cultura. Gerando renda e trabalho, os espaços certificados pela UNESCO são locais onde há a presença de elementos singulares – cultural e geograficamente – que os tornam únicos no mundo. Neste ano, o Geoparque Caçapava completa dois anos de seu reconhecimento internacional.

Texto: Wellington Hack, Subdivisão de Divulgação e Editoração PRE

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração PRE

Fotos: Micael dos Santos Olegário, Subdivisão de Divulgação e Editoração PRE

Agenda 2030 na UFSM

A ação de extensão apresentada neste texto se alinha aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/03/21/delegacao-brasileira-visita-geoparque-espanhol-para-troca-de-experiencias Thu, 21 Mar 2024 14:47:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=65496

Nesta quinta-feira (21), uma delegação brasileira realizou uma visita ao Geoparque Parque Natural Sierra Morena, de Sevilha, Espanha. O encontro teve como objetivo estreitar parcerias e buscar aproximações entre o Geoparque espanhol e o Geoparque Caçapava, a fim de alinhar um possível acordo de cooperação entre os dois locais. 

Na visita, o grupo brasileiro foi composto por Flavi Ferreira Lisboa Filho, pró-reitor de extensão da UFSM; Elisa Lubeck, docente da Universidade Federal do Pampa e Gibsy Soares Caporal, professora do Instituto Federal Farroupilha. Eles foram recebidos por Jose Enrique Borrallo Romero, Diretor Geral de Espaços Naturais Protegidos. Também estiveram presentes no encontro Gonzalo Fernandez de Castro, Coordenador Científico do Geoparque, Vicente Castaño, Diretor do Parque Natural Sierra Morena e Antonino Sanz Matencio, avaliador da UNESCO. 

O Geoparque Parque Natural Sierra Morena possui como singularidade o Cerro del Hierro, uma formação rochosa única, com rochas calcárias que possuem sedimentos de ferro. A presença do ferro motivou a atividade mineira na região, o que deixou a paisagem com cores e formas únicas. Atualmente, no espaço de preservação é possível encontrar espécies vegetais e animais únicas.

Gibsy (esq.), Flavi, Jose Enrique, Vicente, Gonzalo, Elisa e Antonino compartilharam experiências durante reunião
Delegação brasileira visitou o Cerro del Hierro acompanhada do Coordenador Ciêntífico do Geoparque Sierra Morena
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/05/missao-geoparques-unesco Tue, 05 Sep 2023 19:02:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63602

Parte de Porto Alegre, nesta terça-feira (5), a comitiva da Universidade Federal de Santa Maria que participará da cerimônia de reconhecimento internacional dos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava. A 10ª Conferência Internacional dos Geoparques Globais da Unesco 2023 será realizada em Marrakech, Marrocos, entre os dias 7 e 11 de setembro. O evento irá oficializar a entrada das duas localidades na Rede Mundial de Geoparques (GGN), da qual já fazem parte desde 24 de maio deste ano, quando os geoparques foram reconhecidos pela Unesco.

A UFSM participará com 5 representantes e integra a delegação Unesco Brasil, composta por cerca de 40 pessoas vinculadas aos territórios de Caçapava, Quarta Colônia e aos demais geoparques brasileiros: Araripe (CE), Caminhos dos Cânions do Sul (RS/SC) e Seridó (RN). A conferência reúne 195 geoparques, distribuídos em 41 países para discussão de experiências, práticas, empreendimentos e projetos voltados ao desenvolvimento sustentável.

“É uma oportunidade para troca de conhecimentos e para estabelecer parcerias com outros territórios para ações em conjunto. Nesse momento buscamos experiências de conservação do patrimônio paleontológico, geoturismo e divulgação dos geoparques”, afirma Jaciele Sell, pró-reitora adjunta de extensão, diretora do Geoparque Quarta Colônia e coordenadora da Rede Nacional de Geoparques. A UFSM também possui trabalhos aprovados pela Unesco que serão apresentados durante a Conferência.

Atuação em rede

Após o encerramento da Conferência, a delegação da UFSM irá para a Espanha em uma visita técnica ao Geoparque de Maestrazgo, dirigido por Ángel Hernández, membro da comissão que avaliou o território da Quarta Colônia. Posteriormente, a comitiva segue para Portugal, onde farão uma visita ao Geoparque de Arouca, que atua de forma próxima à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) - assim como os Geoparques Caçapava e Quarta Colônia atuam com a UFSM. Além disso, a UTAD é sede da Cátedra Unesco de Geoparques, Desenvolvimento Sustentável e Estilos de Vidas Saudáveis, da qual a UFSM é signatária.

O pró-reitor de Extensão, Flavi Ferreira Lisboa Filho, explica que um dos objetivos do congresso e das visitas técnicas é capacitar os geoparques e a UFSM para atingir as metas apontadas durante as avaliações da Unesco, além de formar redes de trabalho e atuação conjunta. “Uma das prerrogativas da Unesco é que nossa atuação seja em rede, para que consigamos avançar a partir das boas práticas que são implementadas em cada um dos territórios”, comenta.

A Missão Geoparques também tem como objetivo preparar a Quarta Colônia e Caçapava do Sul para manter o credenciamento, já que os territórios são reavaliados a cada quatro anos. “É uma oportunidade muito rica de troca de conhecimentos que podem gerar novas formas de desenvolvimento social e econômico de forma sustentável e com a participação da comunidade, para valorizar o seu patrimônio natural e também cultural. É por esse caminho que queremos valorizar a identidade do povo e da região, para que fortaleçamos os vínculos de pertencimento dessas pessoas e possamos trabalhar, inclusive, com a esperança, para que as novas gerações possam continuar nos territórios, levando desenvolvimento nos termos citados. Aí reside nosso grande desafio e expectativa no cumprimento da missão”, afirma o pró-reitor.

O Caminho até Marrakech

A cerimônia consolida um projeto que conta com grande participação da Universidade Federal de Santa Maria, como destaca Flavi Ferreira Lisboa Filho. “Temos uma série de ações de pesquisa, ensino e, sobretudo, extensão nas regiões através do fomento financeiro e de pessoal. Com isso foi possível obter a certificação em tempo recorde após a proposição do projeto”, comenta.

A mesma perspectiva é trazida por Jaciele que afirma que a UFSM desempenha um papel fundamental na consolidação de ambos os Geoparques. “Esse projeto traz uma nova perspectiva do papel da universidade e da extensão universitária, além de uma nova forma de se envolver com as comunidades locais. Desde a parte das pesquisas científicas necessárias para a comprovação do patrimônio singular de cada território - que o estabelece como patrimônio da humanidade - até a articulação na comunidade como um agente externo, suprapartidário e com perenidade, constância e qualidade nas ações”, comenta a gestora.

O pró-reitor recorda que foi a UFSM que articulou a criação do projeto. A primeira reunião foi realizada no dia 31 de outubro de 2018 pela Pró-Reitoria de Extensão para organizar a estratégia da iniciativa com representantes de diferentes áreas do conhecimento. A próxima etapa foi levar a proposta de desenvolvimento a representantes dos territórios, como o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus), a Universidade Federal do Pampa, com seu campus em Caçapava do Sul e o poder público. Sem estas parcerias, Flavi enfatiza que os Geoparques não seriam viáveis.

Ao final de junho de 2020, os então Projetos Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul assinaram uma carta de intenções para a Unesco, nos dias 22 e 24, respectivamente. A carta em formato de dossiê foi encaminhada para o Ministério das Relações Exteriores que, em 25 de novembro de 2021, realizou um pedido formal para que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconhecesse as iniciativas como Geoparques Mundiais.

No dia 31 de março de 2022, a Unesco confirmou os projetos da Quarta Colônia e Caçapava no processo de pré-certificação como Geoparques Mundiais da entidade. A última etapa antes da certificação foi o processo de avaliação das regiões por meio de uma comissão avaliadora da Unesco. Os representantes da organização iniciaram a avaliação na Quarta Colônia no dia 24 de outubro de 2022. Em Caçapava, o processo iniciou no dia 06 de novembro.

A espera pelo veredito durou mais de sete meses, mas valeu a pena. No dia 24 de maio, após o 216º Conselho Executivo da UNESCO realizado em Paris, os territórios foram anunciados como os novos Geoparques Mundiais da UNESCO. E agora, em Marrakech, representantes dos projetos da Quarta Colônia e Caçapava do Sul, levam a UFSM e as singularidades dos territórios do Rio Grande do Sul para o centro das atenções do mundo.

Cronograma de viagem

Nos próximos dias, a comitiva da UFSM participará de diferentes atividades ao longo da 10ª Conferência Geoparques Mundiais da UNESCO e do roteiro técnico por Portugal e Espanha. Estão previstas reuniões de trabalho, encontro com a Rede Latino-Americana e Caribenha de Geoparques, apresentações de estudos acadêmicos em diferentes grupos de trabalho, visita a geoparques, museus e espaços culturais voltados para a temática, além da cerimônia oficial de entrega da certificação.

Nos veículos de comunicação da UFSM será possível acompanhar a Missão Geoparques Unesco.

Texto: Bernardo Silva, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Arte: Vinicius Gumisson Motta, bolsista de desenho industrial da Unidade de Comunicação Integrada
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/10/24/avaliacao-do-projeto-geoparque-quarta-colonia Mon, 24 Oct 2022 22:05:16 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=60138

Iniciou na manhã de hoje (24) a missão dos avaliadores do projeto Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO. A comissão avaliadora é composta por Hernández Sesé, do Geoparque Maestrazgo/ Dinópolis (Espanha) e Helga Chulepin, representante da UNESCO em Montevidéu (Uruguai). Durante toda esta semana os avaliadores irão percorrer os municípios da Quarta Colônia e conhecer os atrativos turísticos, culturais e históricos da região.

Processo de avaliação

O primeiro compromisso da manhã foi uma coletiva de imprensa. Na ocasião, os avaliadores, juntamente com a diretora do Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO, Jaciele Sell, com o prefeito de Faxinal do Soturno e presidente do Consórcio para o Desenvolvimento Sustentável (Condesus) da Quarta Colônia, Clóvis Alberto Montagner, e com reitor da UFSM, Luciano Schuch, deram mais detalhes sobre o trabalho de avaliação.

Jaciele destacou que o caminho para receber a certificação é longo, já que, além da singularidade geológica que a região deve possuir, é necessário cumprir uma série de requisitos para a obtenção do selo, levando em conta elementos naturais, históricos, culturais, identitários, entre outros. Na mesma perspectiva, Clóvis salientou que os municípios da Quarta Colônia têm atuado de forma integrada há muito tempo e tiveram seu trabalho potencializado pela presença da Universidade nos últimos anos, indicando que foi a atuação conjunta que possibilitou com que os critérios de candidatura do Geoparque fossem atendidos. 

A missão dos avaliadores consiste em conhecer, observar e analisar o que tem sido feito no território postulante, compreendendo de que forma a região está cumprindo os requisitos e os resultados obtidos até agora. A partir daí, os avaliadores preparam um relatório com o que foi constatado. O documento deverá ser apreciado no Conselho Mundial de Geoparques da UNESCO, possivelmente em reunião que acontecerá no mês de dezembro. Caso o território seja avaliado positivamente, a certificação é entregue no início do ano de 2023.

55BET Pro Brasil – Site Oficial de Apostas Online da missão: trabalho em conjunto que gera resultados  

[caption id="attachment_60142" align="alignright" width="549"] Apresentação Geoparque 4º Colônia (Foto: Mariana Heriques)[/caption]

A solenidade oficial da abertura da missão de avaliação aconteceu no auditório do Espaço Multidisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSM em Silveira Martins. Permeando todas as falas, o que teve destaque foi o trabalho conjunto realizado pela Universidade, municípios e comunidades, em busca da certificação.

Na ocasião, Jaciele apresentou aos presentes um relato das atividades desenvolvidas na Quarta Colônia e abordou a parceria dos municípios com a UFSM. A diretora destacou o contexto do Geoparque, os principais momentos na história do projeto, os investimentos, avanços, conquistas e singularidades da região, como o rico acervo paleontológico. Outro ponto que enfatizou foi a importância do trabalho conjunto entre universidade, poder público e comunidade: “Estamos em uma longa caminhada e contamos com muitas parcerias e muito apoio da comunidade até aqui. São inúmeras pessoas, projetos, ideias e lugares que formam o Geoparque Quarta Colônia Aspirante Unesco”.

Essa mesma perspectiva foi compartilhada por Hernández Sesé, que destacou a alegria em participar da avaliação de um Geoparque com as características que já observou na região da Quarta Colônia: união e esforço conjunto. “O melhor que podemos encontrar em um geoparque é uma comunidade como a da Quarta Colônia, uma comunidade que crê, vive e sente o projeto. Isto é fundamental, pois caminhar juntos é o que faz com ele seja uma realidade. Povos unidos fortificam o Geoparque”. O avaliador também pensa para além das singularidades territoriais, que são o requisito mínimo para a candidatura, o grande trunfo de um bom geoparque são as pessoas que o compõem, sua comunidade, cultura, história, maneira de sentir e viver sua terra.

Assim como Hernandez, Helga Chulepin afirmou estar ansiosa para descobrir a região e seus atrativos. Ela salienta que geoparque é uma ferramenta de desenvolvimento sustentável, mas uma ferramenta coletiva que, para funcionar de forma adequada, precisa do apoio de todos, autoridades, gestores, universidades e comunidades locais. “O que vemos aqui são 9 municípios que trabalham juntos. No mundo em que vivemos, isso é cada vez mais difícil, não encontramos pessoas trabalhando em conjunto dessa forma e percebo que aqui isso acontece. E acontece há muito tempo. Esse é um grande diferencial. Vocês trabalham juntos pelo desenvolvimento econômico, social, conservação e preservação de seus patrimônios”, ressaltou Helga.

[caption id="attachment_60143" align="alignleft" width="551"] Avaliadores visitando a exposição Remanescências, de Dilson Cecchin (Foto: Mariana Henriques)[/caption]

Por fim, o reitor da UFSM, Luciano Schuch, destacou a importância da atuação da Universidade junto ao território da Quarta Colônia e frisou possuir orgulho do que é produzido na Universidade, um trabalho sério e competente, mesmo em momentos de crises orçamentárias e ataques ao que é feito pelas Instituições. “Esse trabalho é muito importante, é a atuação da universidade no desenvolvimento local e regional e isso deve ser defendido”. O reitor também enfatizou a atuação do Condesus e indicou que a Universidade vem para somar e fortalecer as potências, territórios e comunidades. “Crescemos com a diversidade, as diferenças e o respeito. Só assim crescemos em conjunto. Esse é um grande projeto de desenvolvimento da nossa Universidade e receber esse selo vai qualificar o que temos de melhor na região: história, cultura, gastronomia e um povo acolhedor”, finalizou o reitor. 

Também estiveram presentes na solenidade os prefeitos dos os 9 municípios que compõem a Quarta Colônia, deputados, equipe atuante no projeto Geoparque Quarta Colônia, docentes, técnico-administrativos em educação, estudantes e imprensa. 

Agenda de avaliação

No dia de hoje, o grupo esteve em Ivorá, conhecendo a Cascata Cara de Índio; em Dona Francisca, em uma comunidade Quilombola; em Faxinal do Soturno, no morro São Pio, no Mirante Cerro Comprido, no Museu Geringonça e na Igreja São Marcos.

Amanhã a equipe deve seguir nos municípios de Faxinal do Soturno, São João do Polêsine, Restinga Seca e Agudo.

Texto: Mariana Henriques, jornalista da Agência de Notícias
Foto de capa: Cleusa Jung

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/humanities-beyound-borders Thu, 02 Jun 2022 20:07:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=9218 Human beings are migrant by nature. Homo Erectus, the predecessor of Homo Sapiens, is believed to have migrated in groups through territories that today make up part of the African continent. During millennia, the human desire to set off in search of improved living conditions has persisted. In order to explore the complex processes of human migration, UFSM has joined forces with the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) to establish a UNESCO Chair on Humanities and Borders and Migrations. The chair was officially inaugurated at the UFSM Graduate Program in History (PPGH) in March 2019.

WHAT IS A CHAIR?

Unesco is one of several organizations that work with initiatives to create chairs in higher education. UNESCO defines their chairs as projects involving a team at a university or a higher education or research institution who partner with UNESCO in order to advance knowledge and practice in an area that is a priority for both the institution and UNESCO. According to UNESCO, the chair program aims to provide "training through the exchange of knowledge and the spirit of solidarity established between developing countries." Created 27 years ago, today it engages more than 700 institutions around the world. In Brazil alone, there are already 29 chairs. Chair activities, such as seminars, disciplines, courses and research groups, are developed around a central thematic axis. The chair brings together researchers with common themes, which may be from different areas or working through different courses of action. In the case of the Chair on Borders and Migrations, professors from a number of areas besides History are part of the team, including International Relations, Linguistics, Geography, Philosophy, Anthropology and Law 

The theme of borders and migrations offers a wide array of research directions. "It’s an issue that goes back to prehistoric times and spans the whole of South America. But it also relates to current affairs and understanding how the world reacts to it," says Dr. André Luis Ramos Soares, coordinator of the Chair and professor at the PPGH. In addition, talking about the subject in Santa Maria means recovering the history of settlement of the state of Rio Grande do Sul, constituted partially from migrations from the neighboring Platina Basin. In this sense, UFSM is located in a strategic region. However, it goes far beyond being a geographical question alone, so much so that the group’s research on the subject has drawn the attention of scholars from around the world.

Image Description: Horizontal light blue color illustration. At the bottom, a ladder with books in light, medium and dark blue. There are five people on the ladder. The background is light blue.

The Chair’s proposed activities synched with research already underway at the PPGH. "Besides being one of our research lines, the theme Borders and Migrations is also the basis of our network in the Associación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM).” UFSM has been a part of AUGM's History, Regions and Borders Committee since 2003, which “has become a reference in research on the subject," says Dr. Maria Medianeira Padoin, vice-coordinator of the UNESCO Chair and the UFSM representative on the committee. About 18 universities are part of the AUGM group, which develops a number of initiatives, including exchange programs for professors and students, PhD supervision, joint publications and mini-courses. "The connections and experiences provided by integration with AUGM served as a basis for the PPGH to present the proposal for the Unesco Chair," says Dr. Medianeira Padoin.  

 

In 2016, UFSM held the I International Congress on History, also sponsored by the PPGH, which was a leap towards the internationalization of its research. Several speakers from European and Latin American countries were present, including Luiz Oosterbeek, professor at the Instituto Politécnico de Tomar (IPT), in Portugal, and secretary of the UNESCO International Council for Philosophy and Human Sciences. The professors of the PPGH already knew Luiz from other international meetings, but it was during the Congress at UFSM that articulation to create a Chair in Humanities began. "We were encouraged even more at this moment in which the area is going through a process of discredit," says Dr. Soares.

 PARTNERSHIPS

To expand the Chair’s production of knowledge, UFSM has established partnerships with several universities abroad: Instituto Politécnico de Tomar, in Portugal; Universidad de Extremadura, in Spain; Universidad de La República, in Uruguay; Universidad Nacional de Mar del Plata, Universidad Nacional de la Plata and Universidad Nacional del Litoral, in Argentina; Universidad Mayor de San Andrés, in Bolivia; and Universidade Federal de Minas Gerais, in Brazil.

What changes with the creation of the chair?

When the proposal for the UNESCO Chair was submitted, the professors elaborated a two-year plan. Much of it expanded on actions already being developed by the PPGH. "The difference is that now we have a wider reach and this will allow us to raise funds from other sources, including through international calls for proposals. But the goal remains the same: to hold academic discussions in an attempt to solve specific problems," reiterates Dr. Soares. The expansion also opens up opportunities for joint publications with international partners. While there is a focus on researching migration processes, the coordinators emphasize that this does not rule out more practical actions, such as extension projects. One example is an initiative to create the UFSM Geopark in the Quarta Colônia region near Santa Maria. 


In March 2019, professors linked to the Chair, together with the President of UFSM, Dr. Paulo Afonso Burmann, were present at the IV Apheleia International Seminar, in Mação, Portugal. At the event, future actions were presented and UFSM and IPT signed a contract to formalize cooperation between the Borders and Migration Chair and the Unesco Chair on Humanities and Territorial Management in the 21st Century, a new Chair inaugurated at IPT in 2018. The Unesco Chair on Borders and Migrations officially began its work at UFSM in November 2019.

Reporter: Taisa Medeiros;

Graphic Design and Illustration: Yasmin Faccin.

Published 2019

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/12/02/com-apoio-da-ufsm-e-da-unipampa-brasil-solicita-a-unesco-o-reconhecimento-de-dois-geoparques Thu, 02 Dec 2021 21:51:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=6182 Na última quinta, 25, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores/Palácio do Itamaraty, com apoio da UFSM e da Unipampa, enviou à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris (França), o pedido oficial para a certificação dos territórios de Caçapava do Sul e da Quarta Colônia como Geoparques Mundiais. Os dossiês, elaborados pelas comunidades regionais com apoio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), constituem o penúltimo passo para que os territórios sejam reconhecidos mundialmente como espaços únicos.

[caption id="attachment_6183" align="alignright" width="300"] Reunião de apresentação da proposta dos Geoparques, em 2018, na UFSM. Foto: Aline Dalmolin/UFSM[/caption]

Os dossiês são documentos enviados pelos aspirantes ao título de Geoparque Mundial como uma segunda sinalização dos trabalhos que estão sendo realizados junto às comunidades locais. Além de reafirmar o compromisso da promoção do desenvolvimento local sustentável, os documentos também são compostos de autoavaliações de elementos, como a geologia, a educação, a informação e o desenvolvimento local sustentável. É por meio das informações indicadas nos relatórios que a UNESCO, em uma visita presencial, avalia aspectos e características que justificam o título de Geoparque.

De acordo com o pró-reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisboa Filho, o envio dos dossiês, pelo Itamaraty, à UNESCO, representa um marco fundamental na caminhada rumo a certificação dos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava. “Esse trabalho é extensionista raiz, porque foi feito em conjunto com as instituições e as pessoas de ambos territórios. Estamos muito felizes com esse momento. Ainda há muito trabalho pela frente, os desafios só aumentam nesta caminhada, mas estamos com ânimo e disposição para seguir adiante, cumprindo, especialmente, com o desafio seis do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSM, que é o de desenvolvimento local, regional e nacional”, comenta Flavi.

Para o professor e diretor da Universidade Federal do Pampa - campus Caçapava do Sul (Unipampa), José Rojas, o envio do dossiê representa a materialização do objetivo do campus da Unipampa, com cursos, em sua estrutura, que levam em consideração as características geológicas e ambientais da região. “O campus Caçapava do Sul da Universidade Federal do Pampa, a partir das ações do Geoparque Aspirante UNESCO, aproximou-se ainda mais da comunidade. Percebe-se que a cidade está em transformação e a sociedade entendeu as riquezas naturais que o município tem, despertando na população e na comunidade acadêmica o desenvolvimento responsável tanto social quanto ambiental”, comenta o professor.

[caption id="attachment_6184" align="alignleft" width="300"] Visita dos participantes do, então projeto, Geoparques UFSM ao Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia UFSM.[/caption]

“Os nove municípios da Quarta Colônia, representados pelo Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS), trabalham permanentemente em busca do desenvolvimento da região. A parceria formada com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi fundamental para que isso avançasse definitivamente, unindo as forças técnicas e científicas da Universidade com os municípios que compõem o território”, destaca Clóvis Montagner, prefeito de Faxinal do Soturno e presidente do CONDESUS. Para o prefeito, o esforço conjunto empreendido na organização dos documentos encaminhados à UNESCO é fundamental para enfatizar as potencialidades da região.

Após o envio dos documentos, a UNESCO designa uma equipe de técnicos para uma avaliação no território. A visita in loco, além de conferir os dados informados nos dossiês, também é uma forma de a instituição conhecer mais a fundo as singularidades dos territórios e os esforços empreendidos pelas comunidades locais. A visita nos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava está prevista para acontecer no primeiro semestre de 2022. Juntamente com o dossiê, mais de 50 cartas de apoio dos territórios, de conselhos locais, de universidades e instituições de ensino, além de manifestações dos governos estaduais e federais, foram encaminhadas.

Jaciele Carine Vidor Sell, coordenadora de desenvolvimento regional e cidadania da Pró-Reitoria de Extensão e responsável institucional pelos Geoparques UFSM, ressalta que os dossiês são um passo extremamente importante para os territórios da Quarta Colônia e de Caçapava. “É a síntese de um esforço coletivo, tanto para a elaboração e redação do documento quanto de ações nas comunidades que criaram as condições para que chegássemos nessa fase. Esse envio traz muitos atores, muitas pessoas de dentro e de fora da UFSM, que se dedicam há muito tempo para o desenvolvimento regional e local”. A coordenadora ainda ressalta que o envio traz mais responsabilidades aos envolvidos na iniciativa, reforçando o compromisso da universidade junto aos territórios.

[caption id="attachment_6185" align="alignright" width="300"] Visita da equipe Geoparques UFSM ao munícipio de Caçapava do Sul, em 2019[/caption]

“Nós, enquanto secretaria de cultura e turismo de Caçapava do Sul, estamos muito felizes e motivados com este momento que se encontra o Geoparque Caçapava Aspirante UNESCO. Todos os nossos esforços estão voltados para o atendimento dos requisitos exigidos pela UNESCO”, lembra Stener Camargo, secretário municipal de cultura e turismo de Caçapava do Sul. Para Stener, a expectativa é levar para o mundo, por meio do Geoparque, as belezas e as riquezas naturais e culturais do município, sempre pautado nas pessoas que constroem o lugar e a cultura que caracterizam um Geoparque.

No último mês, a UFSM passou a integrar a Cátedra UNESCO Geoparques, Desenvolvimento Local Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis, unindo esforços com outras instituições para a preservação, em nível mundial, dos territórios reconhecidos pelas Nações Unidas.

Reportagem: Wellington Felipe Hack | PRE UFSM

Revisão: Andressa Marchesan | PRE UFSM

Fotos: Arquivo PRE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/11/26/ufsm-passa-a-integrar-a-catedra-unesco-geoparques-desenvolvimento-regional-sustentavel-e-estilos-de-vida-saudaveis Fri, 26 Nov 2021 14:56:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=6177 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) passou a integrar, em novembro de 2021, a Cátedra UNESCO Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis. A associação internacional, coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), reúne instituições de 11 países e conta com mais de 38 profissionais voltados à promoção do desenvolvimento regional comprometido com a preservação ambiental e cultural dos territórios. A UFSM é a terceira representante brasileira no órgão internacional e a primeira fora da região nordeste. A associação consolida um importante passo para o reconhecimento dos Geoparques UFSM pela UNESCO.

Para o Reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, a associação da UFSM junto à Cátedra UNESCO sinaliza a importância da atuação integrada entre universidade e comunidade como uma estratégia de promoção e de co-participação nos processos de desenvolvimento econômico e social destas regiões. “Além de fortalecer o pilar da Extensão, também se estabelece mais um campo de atuação dos nossos estudantes e técnicos na área do desenvolvimento econômico e social da região”, ressalta Burmann.

[caption id="attachment_3515" align="alignleft" width="300"] Participação da equipe Geoparques UFSM no lançamento do projeto de Eco Trilhas no Geoparque Quarta Colônia[/caption]

De acordo com Jaciele Carine Vidor Sell, Coordenadora de Desenvolvimento Regional e Cidadania PRE e responsável institucional pelos Geoparques UFSM, a integração da UFSM junto à Cátedra UNESCO simboliza um passo importante para que os territórios da Quarta Colônia e de Caçapava recebam o reconhecimento internacional de seu patrimônio. “A associação representa mais uma possibilidade de internacionalização para a UFSM. Além de dar visibilidade mundial para o que é desenvolvido pela instituição, ainda abre novas possibilidades de intercâmbios, eventos conjuntos e parcerias no desenvolvimento de projetos de Ensino, de Pesquisa e de Extensão”, comenta Jaciele.

Atualmente, a UFSM desenvolve, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), dois projetos voltados ao reconhecimento dos territórios e das suas peculiaridades no Rio Grande do Sul. O Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO, desenvolvido na região central do estado, reúne nove municípios que compõem a Quarta Colônia. A iniciativa conta com o apoio do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS). O segundo território atendido pela Universidade é o da Caçapava do Sul, por meio do Geoparque Caçapava Aspirante UNESCO, promovido com apoio da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). 

“O título de Geoparque é uma certificação que um território recebe pela forma como conduz suas estratégias de desenvolvimento regional e local, conservando seus patrimônios naturais e culturais. Ter uma universidade dando suporte é muito importante, e quando esta universidade integra e se associa a uma Cátedra da UNESCO, não restam dúvidas da seriedade e do compromisso da instituição com as comunidades locais”, enfatiza a coordenadora dos Geoparques UFSM, Jaciele Sell.

No Brasil, há apenas um Geoparque certificado pela UNESCO, o Geoparque Araripe, no Ceará. Além disso, outros dois territórios que buscam a certificação foram avaliados pela instituição neste ano: o Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte, e o Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Neste ano, por meio do Ministério das Relações Exteriores/Palácio do Itamaraty, o Brasil formalizará o pedido de reconhecimento territorial pela UNESCO dos Geoparque Quarta Colônia e do Geoparque Caçapava.

Flavi Ferreira Lisbôa Filho, Pró-Reitor de Extensão UFSM, destaca que a associação está alinhada com a missão que a universidade tem perante a sociedade brasileira. “A nossa integração com a Cátedra UNESCO permite uma convergência maior de esforços, a partir das diversas áreas de formação da UFSM, em prol do desenvolvimento dos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava. Esse desenvolvimento, que é social, territorial e humano, está alicerçado no turismo de base comunitária”, ressalta o Pró-Reitor.

[caption id="attachment_3483" align="alignright" width="300"] Visita dos integrantes do Projeto Geoparques UFSM à Caçapava do Sul, em 2020[/caption]

A proposta de criação de dois geoparques no território gaúcho foi abraçada pela UFSM em 2018. Desde então, as atividades promovidas pela comunidade acadêmica vêm ganhando espaço e visibilidade em todo o país e internacionalmente. Além de atividades de Extensão, que integram os saberes populares desses territórios e os conhecimentos acadêmicos, ações de pesquisa, de ensino e de capacitação dos moradores da região são promovidas regularmente. Um desses exemplos é o projeto Progredir Geoparque Quarta Colônia, desenvolvido pela UFSM em parceria com o Ministério da Cidadania, através do qual mais de R$ 1 milhão serão aportados na Quarta Colônia para a profissionalização dos moradores visando a geração de renda e empregos.

Outra iniciativa de valorização do território se dá por meio da Pós-Graduação em Patrimônio Cultural UFSM. O mestrado profissional oferece, anualmente, algumas vagas extraordinárias no curso para moradores e profissionais da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul, visando a promoção da educação patrimonial nestes territórios. 

“A participação da UFSM nos projetos de Geoparques, além de significar um respaldo importante da instituição, constitui-se em uma das mais importantes estratégias de estímulo ao desenvolvimento econômico regional sustentável. Quando tratamos dessa forma de desenvolvimento, queremos ressaltar a utilização das estruturas próprias dessas comunidades beneficiadas: sua cultura, seus recursos naturais, suas características geológicas e morfológicas”, enfatiza Burmann. Ainda de acordo com o Reitor, outros territórios podem se beneficiar dessa estratégia de desenvolvimento, sempre contando com o apoio institucional.

“A UFSM é uma universidade socialmente referenciada que, desde a sua criação, se preocupa com o desenvolvimento da região que faz parte. É nesse sentido a nossa associação com a Cátedra UNESCO. Isso demonstra um compromisso internacional que assumimos de trabalhar em prol do desenvolvimento regional sustentável e do fomento a estilos de vida saudáveis”, finaliza Flavi.

Sobre a Cátedra UNESCO Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis

[caption id="attachment_6178" align="alignleft" width="300"] Encontro da equipe dos Geoparques UFSM com o professor Artur Sá (UTAD)[/caption]

A Cátedra UNESCO Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis, foi oficializada em junho de 2016. A iniciativa tem por objetivo criar uma rede inovadora e integrada de pesquisa, ensino, transferência de conhecimento e formação avançada para alunos de pós-graduação em temáticas como geoparques, patrimônio geológico e geoconservação, geoturismo, educação para o desenvolvimento sustentável, desenvolvimento local, dinâmica econômica e estilos de vida saudáveis. 

A Cátedra, sediada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal, é coordenada pelo professor Artur Agostinho de Abreu e Sá, avaliador sênior da UNESCO para os Geoparques. O professor, que esteve, no dia 12 de novembro, visitando o Rio Grande do Sul, realizou uma reunião com a equipe da Pró-Reitoria de Extensão para tratar de assuntos relacionados aos Geoparques UFSM. “O professor Artur mantém uma relação próxima com a UFSM, participando, no mês de outubro de 2021, do V Congresso de Extensão da AUGM ministrando a conferência de abertura”, comenta Flavi.

Fazem parte da Cátedra UNESCO universidades de Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, Equador, Chile, México, Angola e Moçambique. Além da UFSM, outras duas instituições brasileiras integram a Cátedra: a Universidade Federal do Cariri (UFCA) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Reportagem: Wellington Felipe Hack | Pró-Reitora de Extensão UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/catedra Thu, 11 Feb 2021 20:05:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6387 Cátedra Unesco na UFSM busca estreitar laços com universidades internacionais

O ser humano é, por natureza, um ser migrante. Acredita-se que o Homo Erectus, antecessor do Homo Sapiens, costumava migrar em bandos pelos diversos territórios hoje conhecidos como parte do continente africano. Milênio após milênio, manteve-se o desejo humano de buscar melhores condições de vida. No intuito de desvendar o complexo processo das migrações humanas, a Universidade Federal de Santa Maria passa a abrigar a Cátedra de Fronteiras e Migrações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), instituída e oficializada em março de 2019 no Programa de Pós-Graduação em História (PPGH). O assunto traz diversas possibilidades de estudo. “Fronteiras e Migrações é um tema que vem desde a pré-história e perpassa toda a América do Sul. Mas ele também diz respeito à atualidade, em entender como o mundo reage diante disso”, comenta o coordenador da Cátedra e professor do PPGH, André Luis Ramos Soares. Além disso, falar do assunto em Santa Maria significa resgatar a história da povoação do estado do Rio Grande do Sul, constituído a partir das migrações e da influência da América Platina, da qual é vizinho. Deste ponto de vista, a UFSM está localizada em uma região estratégica. No entanto, muito mais do que a questão geográfica, as próprias pesquisas realizadas sobre o assunto já chamavam a atenção dos estudiosos da área de fora do país.  A aprovação da Cátedra foi recebida em dezembro de 2018 e o tema veio ao encontro das produções já em andamento no PPGH. “Além de ser a linha de pesquisa do Programa, o tema ‘fronteiras e migrações’ também dá base para nossa rede no Comitê da AUGM [Associação de Universidades Grupo Montevidéu], visto pelos demais agentes como um local e um grupo de referência na produção que trabalha o assunto”, comenta a professora e vice-coordenadora da Cátedra, Maria Medianeira Padoin. Desde 2003, a UFSM faz parte do Comitê História, Regiões e Fronteiras da AUGM, sendo representada neste pela professora Maria Medianeira Padoin. Cerca de 18 universidades integram o grupo, que realiza intercâmbios de docentes e discentes, orientações e co-orientações de teses, publicações, minicursos, entre outros. “Os vínculos e a experiência da UFSM integrando a AUGM serviram de base para que o PPGH apresentasse a proposta de criação da Cátedra Unesco, procurando consolidar as ações na área das Humanidades”, afirma Maria Medianeira.   Em 2016, a UFSM realizou o I Congresso Internacional de História, também lançado pelo PPGH, o que foi um salto para a internacionalização de suas pesquisas. Diversos palestrantes de países europeus e latino-americanos estiveram presentes. Um dos participantes era Luíz Oosterbeek, professor do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), em Portugal, e secretário do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas da Unesco.  Os professores do PPGH da UFSM já conheciam Luiz de outros encontros internacionais, mas foi durante o Congresso, na UFSM, que começou de fato a articulação para a criação de uma Cátedra em Humanidades. “Fomos incentivados ainda mais nesse momento em que a área de maneira global está num processo de descrédito”, comenta o professor André Luis.

O que é uma Cátedra?

Diversas entidades têm a iniciativa de instituir cátedras no ensino superior. A Unesco é um exemplo. Seu programa de cátedras foi criado há 27 anos e hoje envolve mais de 700 instituições ao redor do mundo. Se contarmos apenas o território brasileiro, já são 29 cátedras. Esses grupos tem como objetivo “a capacitação por meio da troca de conhecimentos e do espírito de solidariedade estabelecido entre os países em desenvolvimento”, segundo definição da própria entidade. Para isso, há atividades dentro de um eixo temático central, como seminários, disciplinas, cursos e grupos de pesquisa. A cátedra reúne pesquisadores com temas em comum, que podem ou não ser de diferentes áreas ou cursos de atuação. No caso da Cátedra Fronteiras e Migrações, existe a possibilidade de professores de outras áreas aderirem. Assim, centraliza-se um conhecimento antes disperso para que novas produções e ideias surjam em conjunto.

O que muda com a criação da Cátedra?

No momento de submeter a proposta de Cátedra para a Unesco, os professores fizeram um planejamento para dois anos. Boa parte dele consistia em ampliar as ações já realizadas pelo PPGH da UFSM. “A diferença é que agora tem um alcance maior, e isso vai nos permitir angariar outros fundos, inclusive por meio de editais internacionais. Mas o objetivo segue o mesmo: fazer discussão acadêmica para tentar resolver problemas pontuais”, reitera André Luis. Além disso, a ampliação torna possível a produção conjunta com parceiros internacionais, assim como a proposição de projetos em editais de órgãos do exterior.  A ação tem como foco a pesquisa e o estudo dos processos migratórios, mas os coordenadores destacam que isso não significa que ações mais práticas, como as de extensão, não possam acontecer. Um exemplo é a iniciativa de criação do Geoparque da UFSM, na região da Quarta Colônia.  Em março de 2019, professores vinculados à Cátedra, juntamente com o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, estiveram presentes no IV Seminário Internacional Apheleia, na cidade de Mação, Portugal. No evento foram apresentadas futuras ações a serem desenvolvidas e foi firmado o contrato entre a UFSM e o IPT para a cooperação formal entre as cátedras de Fronteiras e Migrações e a de Gestão Integrada do Território.  A Cátedra Unesco Fronteiras e Migrações iniciou oficialmente seus trabalhos na UFSM em novembro de 2019.

Parcerias

Para ampliar a produção de conhecimento a partir da Cátedra, a UFSM estabeleceu parcerias com diversas universidades de fora do país: o Instituto Politécnico de Tomar, em Portugal; a Universidade de Extremadura, na Espanha; a Universidad de La República, no Uruguai; na Argentina, a  Universidad Nacional de Mar del Plata, a Universidad Nacional de La Plata e a Universidad Nacional do Litoral; a Universidad de San Andrés, na Bolívia; e no Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais.

Expediente

Repórter: Taísa Medeiros, acadêmica de Jornalismo

Ilustradora: Yasmin Faccin, acadêmica de Desenho Industrial

 *Texto produzido em 2019 e publicado originalmente em inglês na edição internacional da revista Arco, lançada em 2020.

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A Rede Global de Geoparques - Global Geoparks Network / GGN -, da Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, desenvolve, durante a pandemia de covid-19, a campanha "Geoparques Mundiais da UNESCO - Territórios de Resiliência".

O objetivo da campanha da GGN é incentivar os territórios de seus geoparques a desenvolverem iniciativas ou a destacarem as ações já realizadas, para apoiar a resiliência de seus territórios em tempos de pandemia. Jaciele Carine Sell, coordenadora de Desenvolvimento Regional e Cidadania da UFSM e do Projeto Geoparques, descreve o que é a GGN.

“GGN foi a entidade certificadora dos geoparques mundiais até novembro de 2015. Agora, quem certifica é a UNESCO. A GGN, uma ONG francesa, continua sendo o braço operacional que emite os pareceres à UNESCO, para certificação como geoparque. Todos os geoparques da GGN, em 2015, tornaram-se geoparques da UNESCO. Hoje, no Brasil, temos um geoparque UNESCO, o Geoparque Araripe, no Ceará”.

Imagem: Luiza Puppe, aluna do 5º ano da EMEF Sete de Setembro, de Restinga Sêca / Divulgação Geoparque Quarta Colônia

Na Região Central do Rio Grande do Sul, o Projeto Geoparques, uma proposta da UFSM, através da Pró-Reitoria de Extensão - PRE, vem desenvolvendo, durante o período de distanciamento social provocado pela pandemia, atividades que vão de encontro à proposta da GGN. Fazem parte deste Projeto os Geoparques Caçapava e Quarta Colônia, ambos Aspirantes UNESCO.

O Projeto de Extensão “Educação Patrimonial em Tempo de Pandemia - Atividades junto às escolas dos municípios vinculados ao Projeto Institucional Geoparque Quarta Colônia” tem, como objetivo, a educação patrimonial, em busca de propiciar uma consciência de responsabilidade para a preservação e para o desenvolvimento sustentável e inovador.

Maria Medianeira Padoin, professora do Departamento de História da UFSM e coordenadora da proposta extensionista, explica a importância e a finalidade da iniciativa no Consórcio de Desenvolvimento Sustentável - CONDESUS - da Quarta Colônia: “demonstrar que a educação é fundamental para o reconhecimento e para a valorização da comunidade enquanto um bem patrimonial da própria humanidade. Este valor identitário de uma região é base para consolidação dos resultados da GGN e sua perpetuação. Preservar é inovar. E ter a educação patrimonial como uma política que norteia a própria política é inovar. Assim se destaca, a partir da Extensão, a união entre o ensino básico e superior, a universidade e a comunidade, o conhecimento fruto da Pesquisa e da experiência cotidiana, para enfrentarmos este momento difícil. E preservar a memória do presente e do passado, mostrando a importância da preservação dos registros e das experiências”.

Imagem: Artesã do grupo de Convivência da Secretaria de Educação de São João do Polêsine / Divulgação Geoparque Quarta Colônia

Além das iniciativas de Extensão com escolas e com a comunidade da região, o Geoparque Quarta Colônia vem realizando a II Jornada Interdisciplinar de Formação de Professores em Educação Patrimonial, de julho a setembro de 2020. Também aconteceu outra ação que se relaciona com a campanha da GGN, a confecção de máscaras de tecido, por parte de integrantes do Projeto Geoparque Caçapava do Sul, para distribuição a pessoas em situação de vulnerabilidade social do município.

Para conferir mais sobre o projeto extensionista “Educação Patrimonial em Tempo de Pandemia - Atividades junto às escolas dos municípios vinculados ao Projeto Institucional Geoparque Quarta Colônia”, acesse o  link: http://www.youtube.com/playlist?list=PLgyCGa3UW1rXAWAIZXWtm5GhL5Rg3fjk8.

Texto: Rubens Guilherme Santos / PRE UFSM

Revisão: Erica Medeiros / PRE UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2020/06/25/quarta-colonia-e-cacapava-do-sul-buscam-junto-a-unesco-o-titulo-de-geoparques-mundiais Thu, 25 Jun 2020 16:21:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=3942 Durante esta semana, os território da Quarta Colônia, na região central, e de Caçapava do Sul, nos Pampas, realizaram a assinatura da Carta de Intenções à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os documentos — elaborados pela equipe do projeto Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com organizações locais —, visam à obtenção do título de Geoparque Mundial para os territórios em que o projeto é executado. Após a assinatura, as Cartas de Intenções foram encaminhadas ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, para seguir os trâmites legais até chegar à UNESCO.

Os Geoparques são territórios, reconhecidos pela UNESCO, em que a memória da Terra é preservada e utilizada de forma sustentável para gerar o desenvolvimento para a sua comunidade. Esse desenvolvimento pode se dar no turismo, na criação de produtos, na gastronomia, no artesanato e em todas as formas de atividades que conservem e valorizem o patrimônio geológico-geomorfológico, como rochas, minerais, água, solos, relevos, paisagens e fósseis, em associação à cultura da comunidade. É um território “vivo”, onde o tempo da Terra e o tempo da humanidade se encontram e se misturam para celebrar a herança daquilo que recebemos, olhando para o presente, com conhecimento do passado e planejando o futuro. Atualmente, existem 147 Geoparques Mundiais da UNESCO, em 41 países, sendo somente um deles localizado no Brasil.

Projeto Geoparque Quarta Colônia

A Carta de Intenções do Projeto Geoparque Quarta Colônia foi assinada na última segunda (22), no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM). O evento contou com a presença de integrantes da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, do Reitor da UFSM, do presidente do Consórcio para o Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS) e dos prefeitos dos municípios que integram a região.

[caption id="attachment_3913" align="alignleft" width="176"] Reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann[/caption]

O Reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Afonso Burmann, destacou que a assinatura da Carta de Intenções mostra o trabalho de inserção e de fortalecimento de laços com a sociedade que a Instituição vem promovendo. Burmann também lembrou o apoio dos gestores locais para que a região seja certificada como um Geoparque da Unesco, unidos em um trabalho que vem contribuindo para o desenvolvimento regional e para a construção de novas perspectivas para a Quarta Colônia.

Após a assinatura da Carta, desenvolvida por docentes da UFSM e por membros do comitê gestor do projeto Geoparque, uma versão em português e uma em inglês do documento será enviada ao Itamaraty, para seguir os trâmites legais até chegar à UNESCO, em Paris. O território da Quarta Colônia é composto por nove municípios gaúchos: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Sêca, São João do Polêsine e Silveira Martins.

Informações complementares podem ser acessadas aqui.

Projeto Geoparque Caçapava

A assinatura simbólica da Carta de Intenções do Projeto Geoparque Caçapava foi realizada na tarde da última quarta (24). O documento, que já está na comissão nacional do Brasil para a Unesco, no Ministério das Relações Exteriores, foi elaborado pela equipe do projeto Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com representantes da comunidade local.

Durante o evento, estiveram presentes o Secretário-Chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Otomar Vivian; o Reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann; o Reitor da UNIPAMPA, Roberlaine Ribeiro Jorge; o Pró-Reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisbôa Filho; a coordenadora institucional do Projetos Geoparques UFSM, Jaciele Carine Sell; o prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy; o presidente da Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, Mariano Teixeira; e o presidente da Associação para o Geoturismo em Caçapava (Ageotur), Ciro Chaves.

Durante a assinatura, o Secretário-Chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, lembrou do papel fundamental de suporte ao projeto Geoparque desenvolvido pela UFSM e pela Unipampa, contribuindo para que a região se projete mundialmente como um exemplo de busca pela sustentabilidade, na mesma proporção em que promove a geração de emprego e de renda aos habitantes da região. A Carta de Intenções do Projeto Geoparque Caçapava já se encontra no Itamaraty, em Brasília, aguardando os trâmites legais do Ministério. Se aceito, o documento seguirá para a sede da Unesco, em Paris.

Informações complementares podem ser acessadas aqui.

 

 

Redação: Wellington Felipe Hack/ Pró-Reitoria de Extensão UFSM

Revisão: Erica Medeiros /Pró-Reitoria de Extensão UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2020/06/25/projeto-geoparque-cacapava-realiza-assinatura-simbolica-da-carta-de-intencoes-a-unesco Thu, 25 Jun 2020 16:16:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=3940 Foi realizado, na tarde desta quarta (24), um evento simbólico para marcar a assinatura da Carta de Intenções do projeto Geoparque Caçapava, que será enviada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O documento, que já está na comissão nacional do Brasil para a Unesco, no Ministério das Relações Exteriores, foi elaborado pela equipe do projeto Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com representantes da comunidade local.

Participaram do evento o Secretário-Chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Otomar Vivian; o Reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann; o Reitor da UNIPAMPA, Roberlaine Ribeiro Jorge; o Pró-Reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisbôa Filho; a coordenadora institucional do Projetos Geoparques UFSM, Jaciele Carine Sell; o prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy; o presidente da Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, Mariano Teixeira; e o presidente da Associação para o Geoturismo em Caçapava (Ageotur), Ciro Chaves.

Egresso da UFSM e natural de Caçapava do Sul, o Secretário-Chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Otomar Vivian, destacou que a assinatura da Carta à Unesco é a celebração de uma longa caminhada, iniciada em 2013. O secretário lembrou que a cidade é considerada, desde 2015, a capital gaúcha da geodiversidade. Para Vivian, é fundamental que as Universidades sejam o suporte para o projeto Geoparques, a fim de que a região se projete mundialmente como um exemplo de busca pela sustentabilidade, na mesma medida em que promove emprego e renda aos habitantes da região. Além disso, Vivian ressaltou que o Governo do Rio Grande do Sul está disposto a dar todo o suporte necessário para que o projeto siga adiante e para a defesa da educação pública superior. O secretário também lembrou do papel da assistência estudantil desenvolvida pela UFSM durante a sua formação — Vivian foi morador da Casa do Estudante da UFSM e, de acordo com o secretário, isso oportunizou a ele o acesso, a permanência e a conclusão de seus estudos em Educação Física.

Para o Reitor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Roberlaine Ribeiro Jorge, as atividades do projeto Geoparques se estendem para além do município de Caçapava, abrangendo todas as cidades da região e beneficiando todo o estado do Rio Grande do Sul. Jorge ressaltou que a união da Unipampa e da UFSM demonstra a representatividade das instituições no interior gaúcho. O Reitor da Unipampa também adiantou que, em breve, a universidade irá lançar um edital de apoio a projetos e programas para atuarem junto ao Geoparque Caçapava, aumentando a visibilidade da região e potencializando as ações no território.

Paulo Afonso Burmann, Reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), enfatizou que a universidade se sente muito orgulhosa em ver os avanços no projeto Geoparque Caçapava, sendo uma referência para sustentar e ampliar a confiança da sociedade gaúcha, brasileira e internacional nos trabalhos desenvolvidos pela UFSM. Burmann lembrou que, sem apoio dos poderes públicos e da Unipampa, o trabalho não seria possível. Para o Reitor da UFSM, a carta enviada à Unesco é um indicativo de que a universidade segue trabalhando para a manutenção do patrimônio artístico, cultural, social, científico e natural da região de Caçapava, sendo fundamental a participação da sociedade para a continuidade da ação. Burmann destacou, ainda, que o projeto Geoparque Caçapava vai contribuir na geração de renda e no desenvolvimento da região.

A Carta enviada à Unesco é um processo intermediário e importante para que a região seja reconhecida como um Geoparque Mundial. A coordenadora institucional do projeto na UFSM, Jaciele Carine Sell, ressaltou que o documento é uma sinalização para a Unesco de que, na região sul do Brasil —  neste caso, na região do Pampa Gaúcho —, já estão sendo desenvolvidos trabalhos para a valorização da cultura e do território local. Além disso, Sell também lembrou que, embora não seja ainda o pedido oficial, a Carta é importante para que a proposta de concretização do Geoparque Caçapava seja possível.

Para o presidente da Ageotur, Ciro Chaves, a integração da comunidade de Caçapava e da região é fundamental para que a ideia de tornar-se um território reconhecido pela Unesco seja efetivada. Chaves também destacou o papel das instituições de ensino superior da região, que estão à frente do projeto —  UFSM e Unipampa —, para a promoção e valorização da cultura local, assim como para o desenvolvimento econômico da região.

O presidente da Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, Mariano Teixeira, lembrou que o envio da Carta à Unesco é um marco histórico para a cidade e que isso demonstra os grandes trabalhos que vêm sendo desenvolvidos na cidade. Teixeira também afirmou que a casa legislativa da cidade segue na busca pela viabilização da sede do Projeto Geoparque Caçapava na cidade.

Além tornar o território um local reconhecido mundialmente pela Unesco, o projeto de um Geoparque na região contribui para o desenvolvimento econômico e para a preservação das características da região. O prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy, destacou o potencial turístico da cidade, tanto a nível regional como a nível estadual. Amestoy ainda lembrou que a ação só é possível através da união dos poderes municipais, estaduais e federais, além do suporte das instituições de ensino. Essa união, segundo ele, trará a geração de emprego e renda para os moradores, além de transformar a região como um todo.

A Carta de Intenções do Projeto Geoparque Caçapava já se encontra no Itamaraty, em Brasília, aguardando os trâmites legais do Ministério. Se aceito, o documento seguirá para a sede da Unesco, em Paris. Além do projeto Geoparque Caçapava, a UFSM também coordena o projeto Geoparque Quarta Colônia, que realizou a assinatura da sua Carta de Intenções na última segunda (22), no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM).

Você pode acessar o vídeo de Assinatura da Carta do Projeto Geoparque Caçapava no Farol UFSM.

Redação: Wellington Felipe Hack/ Pró-Reitoria de Extensão UFSM

Revisão: Erica Medeiros /Pró-Reitoria de Extensão UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/11/05/solenidade-marca-a-abertura-da-catedra-unesco-fronteiras-e-migracoes-na-ufsm Tue, 05 Nov 2019 15:04:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=50279 [caption id="attachment_50280" align="alignright" width="514"] Atividade ocorreu na tarde de segunda-feira (4)[/caption]

Ocorreu na tarde de segunda-feira (4), no Salão Imembuí da Reitoria, o início das atividades da Cátedra Unesco Fronteiras e Migrações, com sede na UFSM, uma realização do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e da Secretaria de Apoio Internacional (SAI).

A abertura contou com a fala do docente do PPGH e coordenador da Cátedra, André Luís Ramos Soares, e de outros convidados presentes, o vice-reitor, Luciano Schuch, o secretário geral do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas do Instituto Politécnico de Tomar, Portugal, Luiz Oosterbeek, o secretário de Assuntos Internacionais da UFSM, Érico Moraes Flores, e a coordenadora do Comitê de História, Regiões e Fronteiras da AUGM, professora Maria Medianeira Padoin.

Segundo André Soares, a Cátedra teve sua gestão durante o 1º Congresso Internacional de História da UFSM, em 2016, quando o professor Luiz Oosterbeek informou que a Unesco abriria, depois de vários anos, a inscrição de novas cátedras na área de Humanidades. Mas foi apenas em maio deste ano que o acordo entre Unesco e UFSM estabeleceu-se. Os objetivos: consolidar a rede já existente entre as universidades do Grupo de Montevidéu; criar projetos de pesquisa conjuntos e de caráter multidisciplinar e internacional; fortalecer e diálogo entre a área de Humanas com outras áreas do conhecimento; promover cursos e seminários; compreender de forma mais global a história local, regional e nacional; transformar as perspectivas de produção de conhecimento.

Neste sentido, disse Soares, já foram defendidas mais de 20 dissertações de mestrado da UFSM com o tema de fronteira, migrações, imigração, emigração, etc. Além disso, o PPGH buscou ampliar a rede de pesquisadores, envolvendo diversas instituições do Brasil e da América do Sul.

O professor destacou a atualidade do tema no Brasil e no mundo, e salientou a criação da Cátedra como um reconhecimento do esforço da UFSM para promover o entendimento e soluções para estas e outras questões, alavancado pelo momento atual do país do mundo, carente de discussões e propostas vindas das ciências da Humanidade.

Para a professora Maria Medianeira Padoin, a abertura das atividades é um desafio. “É um novo trabalho. É um novo desafio e creio que todos estão empolgados e conscientes disso. Nós somos, fomos e continuaremos sendo parceiros na construção de uma universidade com qualidade, que precisa de investimentos no ensino, na pesquisa e na extensão”, afirmou.

O evento encerrou com a conferência do professor Luiz Oosterbeek, sobre “A importância das Humanidades no mundo globalizado”.

Além dos convidados presentes, a Cátedra conta ainda com parcerias de diferentes entidades e instituições, como Universidade de la República (Udelar), Uruguai, através do Programa de Pós-Graduação em Humanidades; a Universidad Nacional del Litoral (UNL), Argentina, através do Departamento de História; a Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina, através do Programa de Pós-Graduação em História; a Universidad de Salamanca, Espanha, através da direção do curso de História; e a Universidad de San Andrés, Bolívia, além de outros programas de pós-graduação na própria UFSM: História, Letras, Geografia e Direito.

As atividades da abertura ocorrem até o dia 12 de novembro. A programação completa pode ser conferida no site do PPGH.

Texto: Eloíze Moraes, bolsista da Agência de Notícias

Edição: Ricardo Bonfanti

Foto: Assessoria do Gabinete do Reitor

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A abertura dos trabalhos da Cátedra Unesco Fronteiras e Migrações na UFSM ocorre nesta segunda-feira (4), às 16h, no Salão Imembuí, no prédio da Reitoria, campus sede. Após a abertura pelo coordenador da cátedra, André Luís Ramos Soares, haverá conferência do professor Luiz Oosterbeek, do Instituto Politécnico de Tomar, Portugal.

Outros professores de instituições do Brasil e do exterior estarão na UFSM nos próximos dias. Iñaki Martín Viso (Universidade de Salamanca, Espanha) e Luiz Carlos Villalta (UFMG), farão palestra na quarta (6), às 19h, na antiga Reitoria. Viso também vai participar de uma programação geral até 12 de novembro.

Já Osterbeek também vai ministrar a palestra "Patrimônio, desenvolvimento em pequenos territórios e Geoparque", na sexta-feira (8), às 18h, na Câmara de Vereadores de Faxinal do Soturno. Promoção do Projeto Geoparque UFSM e Cátedra Unesco Fronteiras e Migrações. 

De quarta (5) a sexta-feira (7), o Programa de Pós-Graduação em História promove o 2º Cihis.

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O reitor da UFSM Paulo Afonso Burmann participa do IV Seminário Internacional Apheleia, na cidade de Mação, Portugal. O evento, que acontece entre os dias 8 e 16 de março, é promovido pela Associação Internacional de Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Apheleia (Apheleia) e pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT), e visa colaborar com o Conselho Internacional para a Filosofia e as Ciências Humanas (CIPSH) e com a UNESCO para a implementação das recomendações do documento final aprovado na Conferência Mundial das Humanidades, ocorrida em 2017.

No dia 7 de março, antecedendo o seminário, haverá sessão restrita de reflexão, organizada pela UNESCO com o CIPSH, sobre o tema “Assessing societal priorities addressed to the Humanities” (“Avaliando as prioridades da sociedade dirigidas às Humanidades”, versão tradução nossa). Esta sessão tratará, também, da articulação com outras ciências e das interfaces com domínios como a medicina, a tecnologia digital ou a segurança.

O reitor participa desse momento apresentando futuras ações a serem desenvolvidas com relação a Cátedra de Fronteiras e Migrações. Acompanham o reitor o assessor de Gabinete do Reitor na Secretaria de Apoio Internacional, professor Érico Marlon de Moraes Flores, e os professores do Programa de Pós-Graduação em História, Medianeira Padoin e André Soares, que também coordenam a Cátedra de Fronteiras e Migrações. Para a professora Medianeira, a participação da UFSM é importante para estreitar as relações internacionais.  “É mais um passo para a internacionalização e para dar visibilidade do que é produzido na Universidade a partir das Humanidades”, ressalta.

Além disso, no seminário, dois estudantes do Programa de Pós-Graduação em História da UFSM devem participar de comunicações orais. O doutorando e professor do curso de Arquivologia da UFSM Jorge Alberto Cruz e a doutoranda Luciana Brito apresentam o desenvolvimento de seus trabalhos de pesquisa acerca da Quarta Colônia. Eles estão entre os poucos sul-americanos a compartilhar investigações no IV Seminário Apheleia.

A temática do encontro será “Tangibility: designing future landscapes” (“Tangibilidade: desenhando paisagens futuras”) e discutirá a relevância da tangibilidade, por meio da gestualidade, da experimentação e das heranças e das identidades na era digital. O foco será discutir as implicações que o desenvolvimento tecnológico pode ter na sociedade sob uma análise das ciências humanas.

Texto: Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor

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