UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 17:40:33 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2025/08/25/ufsm-unipampa-e-vinicola-salton-promovem-a-2a-vitrine-tecnologica-na-viticultura-em-outubro Mon, 25 Aug 2025 14:31:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=12046

O Grupo de Estudos de Predição de Adubação e Potencial de Contaminação de Elementos em Solos (GEPACES/UFSM), em parceria com a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e a Vinícola Salton, promoverá no dia 23 de outubro de 2025 a 2ª Vitrine Tecnológica na Viticultura. O evento será realizado a partir das 8h, na sede da Vinícola Salton, em Santana do Livramento/RS.

A iniciativa tem como objetivo estimular a troca de experiências e a divulgação de inovações e tecnologias aplicadas à viticultura, reunindo produtores rurais, pesquisadores, estudantes, empresas e representantes de instituições públicas e privadas ligadas ao setor.

A programação contará com apresentações e estações técnicas sobre temas como fertilidade do solo, manejo nutricional, novas tecnologias, práticas sustentáveis e casos de sucesso na produção de vinhos na Campanha Gaúcha. Ao final da manhã, será lançado o vinho GEPACES–UFSM e UNIPAMPA, fruto da aplicação de conhecimentos técnicos em nutrição de plantas para alcançar maior qualidade na produção de vinhos.

As inscrições estarão abertas até 5 de outubro de 2025 e podem ser realizadas clicando aqui. Mais informações no perfil do Instagram do Gepaces, clicando aqui. Dúvidas: gepacescontato@gmail.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/08/08/terras-raras-cacapava Fri, 08 Aug 2025 12:24:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=70067 Foto colorida horizontal de uma dois homens ao longe, em frente a um riacho. Ao fundo, um rochedo, que contém os minerais.
Um dos achados da pesquisa é a rocha de corbonatito Picada dos Tocos, rica em elementos de terras raras

As ‘terras raras’ ganharam o noticiário internacional com a manifestação de interesse do governo norte-americano nas reservas do Brasil, da China e da Ucrânia e da Groenlândia. O motivo se dá pela importância econômica de substâncias que podem ser usadas em ligas metálicas para produção de chips de celulares, motores elétricos, turbinas eólicas, satélites e mísseis. Esses materiais não são raros, mas dificilmente são encontrados de forma concentrada em um único lugar.  

Apesar de o Brasil ter a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em 21 milhões de toneladas, o equivalente a 23%, o país ainda não produz e nem refina - a China detém 44 milhões de toneladas, cerca de 49%, e se destaca como o maior produtor, maior responsável pelo refino e pela fabricação de ímãs, conforme dados da Mineral Commodity Summaries de 2025.

As reservas brasileiras estão presentes nas cinco regiões. No Sul, a região de Caçapava do Sul se destaca pela alta concentração de terras raras em rochas de carbonatito. Essa é uma das descobertas de pesquisa, liderada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e realizada em conjunto com o Departamento de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e curso de Geologia da Universidade do Pampa (Unipampa - 55BET Pro Caçapava). O estudo é financiado pelo edital Mineral Estratégicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) e seguirá até dezembro de 2026.

Para discutir o tema, a Agência de Notícias conversou com o químico Lucas Mironuk Frescura, do Laboratório de Pesquisas Químicas e Farmacêuticas da UFSM. Lucas é doutor em Ciências com ênfase em Química pela UFSM e direciona seus estudos aos elementos de terras raras no Centro do Rio Grande do Sul.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Você considera a expressão ‘terra rara’ imprecisa, já que alguns dos elementos são abundantes na crosta terrestre? 

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Sim, o termo ‘terras raras’ sugere que esses elementos sejam escassos, quando na verdade são relativamente abundantes na crosta terrestre. A origem do nome vem dos séculos XVIII e XIX, quando os cientistas começaram a isolar esses elementos na forma de óxidos, substâncias que, naquela época, eram chamadas genericamente de ‘terras’, como nos casos das ‘terras alcalinas’ ou dos ‘metais alcalino-terrosos’. Já o adjetivo ‘raras’ surgiu porque, no início, esses elementos foram descobertos em poucos minerais, localizados em áreas específicas, com primeiros relatos em depósitos próximos a Ytterby, na Suécia. Além disso, a separação entre eles era e ainda é difícil devido às suas propriedades químicas muito semelhantes. Com o passar do tempo, essa raridade ficou apenas no nome. Muitos elementos como cério, lantânio e neodímio são mais abundantes que metais conhecidos, como o cobalto, o níquel ou o chumbo. Até mesmo os elementos terras raras menos abundantes, como túlio e lutécio, são encontrados em maior quantidade na crosta terrestre do que a prata ou os metais do grupo da platina.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Por que os chamados elementos de terras raras (ETRs) são difíceis de serem encontrados de forma concentrada?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Embora os elementos de terras raras sejam relativamente abundantes na crosta terrestre, dificilmente eles são encontrados de forma concentrada em um único local. Isso ocorre porque eles apresentam propriedades químicas muito semelhantes entre si, o que faz com que se distribuam de maneira dispersa em diversos minerais, em vez de se acumularem isoladamente. Além disso, são elementos considerados incompatíveis durante a formação de rochas, ou seja, tendem a se concentrar apenas nos estágios finais da cristalização magmática, em ambientes geológicos menos comuns, como os carbonatitos (objetos do nosso projeto). Como resultado, poucos depósitos naturais apresentam concentrações suficientemente altas para viabilizar a extração econômica desses metais, o que torna sua produção um desafio técnico e estratégico.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - O que falta para o Brasil produzir e refinar ETR?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Apesar do Brasil possuir a segunda maior reserva de terras raras, perdendo apenas para a China, o país ainda enfrenta obstáculos para transformar esse potencial em produção e refino em escala industrial. O principal desafio está na falta de uma cadeia integrada, que inclui desde a mineração e o beneficiamento até o refino químico e a separação individual dos elementos, etapas que exigem tecnologia avançada, investimentos robustos e domínio de processos complexos. É por esse motivo que não seria incorreta a expressão ‘terras caras’ para esses elementos. Além disso, há entraves regulatórios, ambientais e logísticos, além da ausência de políticas industriais de longo prazo que incentivem a verticalização e agregação de valor no território nacional. Hoje, o Brasil exporta parte desses minerais em estado bruto ou parcialmente beneficiado, mas ainda depende de países como a China para as etapas finais de purificação. Apesar disso, desde 2010 esses elementos ganharam destaque no governo brasileiro. Aqui na UFSM, estamos no segundo projeto envolvendo os elementos terras raras, resultado desse maior interesse. O primeiro foi aprovado em 2013 e, assim como o atual, também foi coordenado pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa. 

Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um terreno com pedrinhas no chão e vegetação no entorno
Área de estudo dos pesquisadores da UFSM, UFRGS e Unipampa
Foto colorida horizontal de um campo verde, uma planície. No centro, em miniatura um grupo de pessoas com roupas de protenção contra chuva
Grupo faz atividades de campo na região de Caçapava do Sul

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Qual a importância da região de Caçapava do Sul para o estudo dos ETR?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - A região de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, é um local de ocorrência de minerais estratégicos e críticos para o Brasil, pois apresenta ocorrências de rochas com elevados teores de Elementos Terras Raras, Nióbio e Tântalo, entre outros elementos de interesse. A concentração desses elementos ocorreu devido aos processos geológicos que ocorreram na região, em especial devido à presença de rochas denominadas carbonatitos, uma das muitas rochas formadas na evolução geológica do Escudo Sul-riograndense. Essa rocha, rara em termos de ocorrência no mundo, é a principal portadora desses elementos estratégicos e críticos que podem trazer o desenvolvimento para a indústria brasileira de alta tecnologia, como por exemplo, para a produção de ímãs de neodímio para motores elétricos de carros.  

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Que evidências já se tem das ETR na região de Caçapava do Sul? Foram encontrados minerais que contém ETR lá? Pode citar alguns?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Os carbonatitos são rochas ígneas que ocorrem em menos de 1% da superfície terrestre, com predominância de minerais carbonáticos. Em Caçapava do Sul, estudos têm identificado a presença de corpos carbonatíticos, como o Passo Feio e Picadas dos Tocos. Esses carbonatitos são compostos primariamente por calcita e/ou dolomita e contêm uma variedade de minerais acessórios que atuam como importantes portadores de ETRs, Nióbio e Tântalo. Entre eles, destacam-se a apatita, minerais do grupo do pirocloro e, minerais de ETRs como monazita-(Ce) e aeschynita-(Ce). A ocorrência desses minerais, por vezes em concentrações significativas, aponta para o potencial econômico da região, dado o papel vital desses elementos no uso em tecnologias modernas.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS  - Qual objetivo principal do projeto da UFSM com a UFRGS e a Unipampa? 

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Este projeto possui caráter interinstitucional e multidisciplinar, reunindo pesquisadores das áreas de Geologia, Química e Biologia das universidades UFSM, UFRGS e Unipampa – 55BET Pro Caçapava do Sul. O principal objetivo é identificar áreas com potencial enriquecimento geológico de elementos terras raras (ETRs) e avaliar o ambiente como um todo, considerando diferentes matrizes ambientais. A UFSM é responsável pela coordenação do projeto, realizada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química, com auxílio do pesquisador Lucas Mironuk Frescura. 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Qual o papel de cada instituição?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - A UFSM realiza a coleta e a análise de amostras de solo, vegetação nativa e águas superficiais, com o intuito de determinar a presença e o comportamento geoquímico dos ETRs nessas matrizes. Atualmente, a equipe da UFSM conta com três bolsistas de desenvolvimento tecnológico e um bolsista de iniciação científica (CNPq).

A UFRGS, por meio de seu Departamento de Geociências, contribui com a identificação e caracterização das rochas carbonáticas, com participação direta do professor Ednei Koester e do geólogo Daniel Triboli Vieira, além de outros docentes colaboradores. As atividades da UFRGS incluem o preparo e análise de amostras de rochas, identificação mineralógica, quantificação de terras raras e a realização de estudos isotópicos e datações geológicas. A equipe conta com um bolsista de desenvolvimento tecnológico e quatro bolsistas de iniciação científica. 

A Unipampa, devido à atuação regional por meio do curso de Geologia, contribui na identificação de áreas e minerais de interesse e também participa na caracterização da fauna local para fins de coleta e análise ambiental. Atualmente, a Unipampa conta com dois bolsistas de iniciação científica dedicados ao projeto, que são orientados pelas professoras Luciana Arnt Abichequer e Caroline Wagner. 

É importante destacar que, embora as funções estejam organizadas por instituição, o projeto se desenvolve de forma colaborativa, com integração constante entre os pesquisadores nas diferentes etapas.

 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Até agora qual seria o principal resultado da pesquisa sobre terras raras na região de Caçapava do Sul?

LUCAS MIRONUK FRESCURA - Atualmente já determinamos a concentração desses elementos em amostras de rocha, solo e vegetação nativa, a carqueja, e já temos resultados que mostram uma importante concentração de elementos terras raras nas rochas de carbonatitos, e concentração considerável nas amostras de solo, com valores de concentração 9 vezes maiores que outras regiões do Brasil, 12 vezes maior que solos de Cuba e 6 vezes maior que solos da China.  

 

Texto: Maurício Dias

Fotos: Laboratório de Pesquisas Químicas e Farmacêuticas /Divulgação/UFSM

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Nesta segunda-feira, o Laboratório de Agrotecnologia da UFSM teve o prazer de receber os estudantes do curso de Engenharia Agrícola da UNIPAMPA, campus Alegrete, em uma visita técnica destinada a apresentar as instalações e atividades realizadas no local.

Durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as dependências do laboratório e explorar os projetos em andamento, que abrangem áreas como desenvolvimento de tecnologias agrícolas, otimização de processos produtivos e sustentabilidade no agronegócio. Os visitantes também participaram de demonstrações práticas e interagiram com pesquisadores e estudantes da UFSM, que compartilharam suas experiências e abordaram os desafios enfrentados na área.

O objetivo da visita foi promover a troca de conhecimentos e incentivar a integração entre instituições, fortalecendo o vínculo entre estudantes e pesquisadores das universidades. Os estudantes da UNIPAMPA expressaram entusiasmo pela oportunidade de conhecer as atividades desenvolvidas no laboratório, considerando a experiência valiosa para sua formação acadêmica e profissional.

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A docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (POSCOM), Eugenia Barichello, e o doutorando Fabio Frá Fernandes foram premiados, na última sexta feira (2), durante o 14º SIEPE - Salão Internacional de Ensino Pesquisa e Extensão da Unipampa. No evento, eles foram vencedores do Prêmio Cardeal Amarelo, na categoria Pesquisa e Inovação.

Durante o Salão, Eugênia e Fábio apresentaram o processo de elaboração do e-book: "Eventos, como fazer acontecer? 10 estratégias de relações públicas para inovar no planejamento e na organização de eventos no pós-pandemia". Trabalho fruto de uma pesquisa-experimental desenvolvida junto ao curso de Relações Públicas. 

É possível assistir a apresentação dos trabalhos indicados na categoria através do YouTube. Além deles também foram premiados trabalhos na área do ensino e da extensão.

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A  Incubadora Social visitou a sede do Recicla Pampa nesta terça-feira, dia 27 de setembro. Na oportunidade, reuniu-se nas instalações da Unipampa em Caçapava do Sul. Como projeto incubado, o Recicla Pampa recebe apoio para a capacitação, gestão e auxílio técnico, de acordo com as suas demandas.  

Na foto: Elisandra Della-Flora Weinitschke (UFSM), Janice Ortiz Santos (Recicla Pampa), Rafaela Rios (UNIPAMPA), Andreia da Silva de Souza (UFSM) e Eva Hemam (Recicla Pampa).

 

O Recicla Pampa é uma Associação de Catadores de Materiais Recicláveis, cuja finalidade é ajudar a fortalecer a coleta seletiva do município, recolhendo material reciclável e promovendo a triagem e a venda dos itens, gerando  renda para os associados.

Com esta visita a equipe da IS pode conhecer o espaço de trabalho do empreendimento, uma sede que conta com galpão e brechó, além de oferecer uma assessoria técnica na organização contábil da associação.

Recicla Pampa - Associação de Catadores de Materiais Recicláveis

 

A importância dessas visitas técnicas está em acompanhar os projetos no processo de incubação, demonstrando os trajetos que estes empreendedores terão de percorrer quando desincubados, preparando-os por meio da formação e organização.

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Foi publicado na última sexta-feira (01), no prestigiado periódico britânico Zoological Journal of the Linnean Society, um novo artigo que envolveu a colaboração de pesquisadores do Centro de Apoio a Pesquisas Paleontológicas (CAPPA) da UFSM, da Unipampa e da PUCRS.

O trabalho é liderado pelo estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, Daniel de Simão Oliveira, e contou com a colaboração dos paleontólogos Flávio Augusto Pretto (CAPPA/UFSM), Felipe Lima Pinheiro (Unipampa) e Marco Brandalise de Andrade (PUCRS). O estudo aborda a redescrição do arcossauriforme Proterochampsa nodosa, animal predador do Triássico Superior do Rio Grande do Sul.

[caption id="attachment_59077" align="alignleft" width="579"] Os paleontólogos Daniel de Simão Oliveira (à esquerda) e Marco
Brandalise de Andrade (à direita) supervisionam a coleta dos dados de
tomografia computadorizada, realizada no Instituto do Cérebro da PUCRS.[/caption]

Os proterocampsídeos eram répteis predadores de médio porte que viveram durante o período Triássico (há cerca de 230 milhões de anos). Até agora, fósseis desses animais foram encontrados, exclusivamente, em rochas do Triássico da Argentina e do Rio Grande do Sul. Várias espécies desse grupo apresentam características muito semelhantes aos jacarés e crocodilos de hoje em dia, como um focinho alongado, crânio largo e achatado, grandes dentes cônicos e narinas dorsais na ponta do focinho. Tais semelhanças levam os paleontólogos a acreditar que esses animais, provavelmente, teriam uma dieta e hábito de vida similar. Mas, apesar disso, os proterocampsídeos pertenciam a uma linhagem completamente separada dos crocodilianos e seus descendentes, que também já viviam na mesma época.

O estudo agora publicado trata da redescrição anatômica e reavaliação taxonômica de Proterochampsa nodosa, que é o fóssil de um crânio grande (42 cm), quase completo e com sua mandíbula articulada. O espécime foi escavado em rochas do município de Candelária na década de 1970, e descrito em 1982 pelo paleontólogo Mario Costa Barberena. A semelhança com jacarés e crocodilos (ainda que superficial) é o que inspirou o nome do animal (“Protero” = anterior/antigo + “champsa” = crocodilo), algo como “crocodilo antigo” em livre tradução. E esse animal também apresenta, ao longo de sua cabeça, a outra característica que dá nome à espécie: várias protuberâncias em forma de nódulos (“nodosa”). O material só havia sido brevemente descrito na época de sua descoberta e, nas últimas décadas, a relação de Proterochampsa nodosa com a outra espécie argentina, Proterochampsa barrionuevoi, se tornou incerta. Tais problemas levaram à necessidade de re-estudar e reavaliar a espécie.

[caption id="attachment_59078" align="alignright" width="641"] Detalhe do crânio e da mandíbula de Proterochampsa nodosa, que
foram separados virtualmente no novo estudo, a partir das tecnologias de
imagem.[/caption]

Um aspecto inovador do trabalho foi o emprego de tecnologias de tomografia computadorizada para acessar áreas do crânio que são impossíveis de se observar externamente. Por ter sido preservado com a boca fechada, até o momento se desconhecia a anatomia do palato do animal. Através das imagens de tomografia, os pesquisadores puderam, virtualmente, separar o crânio e a mandíbula. “Depois de 230 milhões de anos, o Proterochampsa finalmente abriu a boca novamente” brinca Daniel Oliveira, “e por isso pudemos avaliar em detalhe aspectos desconhecidos de sua anatomia”. Com base no trabalho, foi possível aprofundar e definir melhor as diferenças entre as espécies-irmãs do gênero Proterochampsa. “Confirmamos que os materiais argentinos e brasileiros são duas espécies diferentes, ainda que aparentadas”, reforça Felipe Pinheiro. 

Boa parte do estudo foi realizada durante o período de pandemia de Covid-19. “Tivemos a sorte de realizar as tomografias antes do período de lockdown, de modo que já tínhamos os dados brutos coletados em segurança”, comemora Marco Brandalise de Andrade, curador do Setor de Paleontologia do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, onde o fóssil está depositado. De posse dos dados digitais, os paleontólogos puderam trabalhar em rede, remotamente. “Foi um aspecto fundamental do nosso trabalho”, destaca o paleontólogo Flávio Pretto “pois pudemos trabalhar virtualmente, mesmo estando há quilômetros de distância do fóssil. Isso também vai nos permitir difundir esses dados com maior facilidade, pois os modelos do animal agora podem ser compartilhados em rede”.

[caption id="attachment_59080" align="aligncenter" width="1083"] Reconstrução do hábito de vida de Proterochampsa nodosa há 230 milhões de anos[/caption]

 

Texto e imagens: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA)
Arte: Márcio L. Castro

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Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, do Museu Nacional da UFRJ, da Universidade Regional do Cariri, da Universidade Federal do Pampa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da COPPE/UFRJ apresentaram um estudo de revisão sobre um pequeno réptil denominado Faxinalipterus minimus, proveniente de rochas do Triássico (cerca de 225 milhões de anos atrás) do Rio Grande do Sul.

Faxinalipterus foi descrito há mais de uma década (2010), sendo atribuído ao grupo Pterosauria, que reúne os primeiros vertebrados a desenvolverem o voo ativo. Originalmente, o fóssil de Faxinalipterus era composto por ossos do esqueleto pós-cranial e por uma parte do crânio (uma maxila com dentes), encontrados separadamente em duas expedições de campo, ocorridas em 2002 e 2005, no sítio fossilífero Linha São Luiz, localizado no município de Faxinal do Soturno. Assim, não era possível afirmar com certeza se todas as partes pertenceriam a um mesmo tipo de animal. Apesar disso, assumiu-se na época que todos os ossos pertenciam a uma única espécie, denominada Faxinalipterus minimus

A nova análise de Faxinalipterus, permitiu estabelecer de fato que existiam ali duas espécies distintas. Ou seja, a maxila pertenceria a outro animal. Isso foi possível com base na comparação com um novo fóssil encontrado recentemente no mesmo sítio Linha São Luiz. O novo fóssil é composto por um crânio incompleto, cuja maxila exibe as mesmas feições da maxila atribuída a Faxinalipterus, além de partes da mandíbula, partes de uma escápula e de vértebras. A maxila de Faxinalipterus, pode, então, ser incorporada à descrição do novo fóssil que recebeu o nome Maehary bonapartei. O estudo foi publicado em destaque pela revista PeerJ.

“Sempre houve uma grande dúvida se os dois exemplares atribuídos ao Faxinalipterus representavam uma mesma espécie, e se esta se tratava de um réptil alado” comentou Alexander Kellner, especialista em pterossauros que atualmente dirige o Museu Nacional/UFRJ. Tendo examinado o exemplar logo após a publicação em 2010, ele viu que diversos ossos poderiam estar mal identificados e a falta de características diagnósticas dos pterossauros, entre elas a ausência de feições específicas no úmero (osso do braço), como uma projetada crista deltopeitoral, que é típica dos pterossauros. Borja Holgado do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont (Barcelona, Espanha) também especialista em pterossauros e atualmente pesquisador da Universidade Regional do Cariri (Ceará), analisou o material e concordou com as conclusões iniciais. "Estava claro para mim que se trata de um réptil primitivo que não pertencia aos pterossauros, pois não apresentava nenhuma feição inequívoca dessa linhagem" esclarece Holgado, para logo apontar: "Mas também o conhecimento presente das faunas de finais do Triássico indica que a disparidade de animais da época na qual datam os primeiros pterossauros era tão grande que encontram-se animais que à primeira vista poderiam lembrar pterossauros, mas realmente não são. Isso foi o que aconteceu com Faxinalipterus e Maehary ".

[caption id="attachment_58443" align="alignleft" width="661"] Crânio do Maehary[/caption]

“O material no qual o Faxinalipterus é baseado, é muito frágil e muito incompleto. Além disso, partes dos ossos estavam encobertas por rocha, necessitando uma preparação mais detalhada” comentou Cesar Schultz, da UFRGS, e um dos autores do trabalho de 2010 e da nova pesquisa que acaba de ser publicada. 

A preparação do material original requereu muita experiência, e foi realizada no Museu Nacional. “Felizmente tivemos a possibilidade de fotografar em detalhe todo o exemplar”, salientou Orlando Grillo, que teve o cuidado de reproduzir em forma de desenhos cada detalhe anatômico dos ossos de Faxinalipterus.

Foi com ajuda de um tomógrafo que o enigma foi sendo revelado. “A tomografia computadorizada tem sido uma ferramenta cada vez mais utilizada nos estudos paleontológicos” destaca Ricardo Lopes da COPPE/UFRJ. “É uma análise não-destrutiva que permite a visualização de detalhes anatômicos ainda recobertos pela rocha sedimentar onde o fóssil está preservado” complementa Olga Araújo, também da COPPE.

“No trabalho original de 2010, verificamos que os dentes presentes na maxila de Faxinalipterus eram muito espaçados entre si, o que é uma característica de pterossauros primitivos do Triássico. Porém, a tomografia da maxila demonstrou que os dentes não eram separados, pois muitos dentes haviam sido perdidos na fossilização. Com isso, o padrão da dentição e o próximo espaçamento entre os alvéolos (cavidades onde os dentes se inserem) não eram condizentes com pterossauros,” destaca Marina Soares. 

Após estes estudos, ainda pairava a dúvida sobre quem era, afinal, Faxinalipterus. A solução veio a partir do achado de um novo exemplar que havia sido coletado na mesma região de onde vieram os exemplares de Faxinalipterus. “Coletas sistemáticas têm sido realizadas pelo Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, revelando uma série de novas espécies fósseis para o Triássico do Rio Grande do Sul” comentou Flávio Pretto. No sítio fossilífero Linha de São Luiz, no município de Faxinal do Soturno, já foram encontrados diversos fósseis, como parentes próximos dos mamíferos, dinossauros e outros répteis. A região onde foram realizadas as escavações fica localizada no território do Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO.

“Quando tivemos acesso ao estudo que estava sendo desenvolvido pela equipe do Museu Nacional, ficou claro que a maxila, até então referida à Faxinalipterus, era muito similar ao material que a gente estava estudando,” complementou Leonardo Kerber. “Definitivamente não se tratavam de exemplares de um pterossauro,” reforçou Felipe Pinheiro, da UNIPAMPA, pesquisador também especialista em répteis alados.

Usando uma base de dados anatômicos, a equipe estabeleceu que Faxinalipterus estaria proximamente relacionado aos lagerpetídeos, um ramo considerado como grupo-irmão de Pterosauria em estudos mais recentes. Juntos, lagerpetídeos e pterossauros formam um grupo mais abrangente denominado Pterosauromorpha. Neste contexto, a nova espécie Maehary bonapartei foi posicionada como o membro mais primitivo dentro de Pterosauromorpha. "Isto é, Faxinalipterus e Maehary não são pterossauros, porém são aparentados a eles. Especialmente Maehary se configura como um elemento-chave na elucidação de como as características anatômicas foram evoluindo ao longo da linhagem dos pterossauromorfos até os pterossauros propriamente ditos, totalmente adaptados ao voo", pontua Rodrigo Müller. "Essas espécies, com um comprimento estimado em 30 cm para Faxinalipterus e 40 cm para Maehary, demonstram a importância de prosseguir as coletas de fósseis nessa região".

O nome do gênero da nova espécie vem de Ma'ehary, uma expressão do povo originário Guarani-Kaiowa, que significa “quem olha para o céu” em alusão à sua posição na linha evolutiva dos répteis, sendo o mais primitivo dos Pterosauromorpha, grupo que inclui os tão fascinantes pterossauros. O nome específico é uma homenagem ao principal pesquisador de vertebrados fósseis da Argentina, José Fernando Bonaparte (1928-2020), falecido recentemente, e que atuou ativamente junto com paleontólogos brasileiros em afloramentos do Rio Grande do Sul, na coleta e descrição de muitos vertebrados extintos que viveram durante o período Triássico, incluindo Faxinalipterus.

Agora os pesquisadores seguem em busca de novos achados que ajudem a entender como sugiram as primeiras formas desse tão fascinante grupo, os pterossauros.

 

Texto: Alexander W.A. Kellner, Borja Holgado, Orlando Grillo, Flávio Augusto Pretto, Leonardo Kerber, Felipe Lima Pinheiro, Marina Bento Soares, Cesar Leandro Schultz, Ricardo Tadeu Lopes, Olga Araújo e Rodrigo Temp Müller
Ilustração: Marcio L. Castro

Foto: Rodrigo Temp Müller

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2022/03/25/nota-de-repudio-a-censura-da-exposicao-do-premio-pindorama Fri, 25 Mar 2022 17:24:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=6398 A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte da Pró-Reitoria de Extensão, manifesta repúdio e preocupação com a censura imposta à exposição do Prêmio Cultural Pindorama. A mostra trazia ao público obras com a temática “Sobre-Vivências”, abordando reflexões sobre o período da pandemia da covid-19 e as modificações impostas no convívio social.

O Prêmio Cultural Pindorama é uma articulação da UFSM, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), objetivando incentivar a reflexão artística acerca da realidade, valorizar a produção cultural e estimular o surgimento de novos artistas.

Reiteramos que a Arte é um direito fundamental das sociedades democráticas, apoiando e sustentando a liberdade de expressão e a manifestação cultural dos cidadãos. Como Dante Alighieri canta em “A Divina Comédia”, é na Arte que o homem coloca a sua esperança e que busca a verdade que não conhece, mas que sabe existir.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/12/02/com-apoio-da-ufsm-e-da-unipampa-brasil-solicita-a-unesco-o-reconhecimento-de-dois-geoparques Thu, 02 Dec 2021 21:51:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=6182 Na última quinta, 25, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores/Palácio do Itamaraty, com apoio da UFSM e da Unipampa, enviou à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris (França), o pedido oficial para a certificação dos territórios de Caçapava do Sul e da Quarta Colônia como Geoparques Mundiais. Os dossiês, elaborados pelas comunidades regionais com apoio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), constituem o penúltimo passo para que os territórios sejam reconhecidos mundialmente como espaços únicos.

[caption id="attachment_6183" align="alignright" width="300"] Reunião de apresentação da proposta dos Geoparques, em 2018, na UFSM. Foto: Aline Dalmolin/UFSM[/caption]

Os dossiês são documentos enviados pelos aspirantes ao título de Geoparque Mundial como uma segunda sinalização dos trabalhos que estão sendo realizados junto às comunidades locais. Além de reafirmar o compromisso da promoção do desenvolvimento local sustentável, os documentos também são compostos de autoavaliações de elementos, como a geologia, a educação, a informação e o desenvolvimento local sustentável. É por meio das informações indicadas nos relatórios que a UNESCO, em uma visita presencial, avalia aspectos e características que justificam o título de Geoparque.

De acordo com o pró-reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisboa Filho, o envio dos dossiês, pelo Itamaraty, à UNESCO, representa um marco fundamental na caminhada rumo a certificação dos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava. “Esse trabalho é extensionista raiz, porque foi feito em conjunto com as instituições e as pessoas de ambos territórios. Estamos muito felizes com esse momento. Ainda há muito trabalho pela frente, os desafios só aumentam nesta caminhada, mas estamos com ânimo e disposição para seguir adiante, cumprindo, especialmente, com o desafio seis do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFSM, que é o de desenvolvimento local, regional e nacional”, comenta Flavi.

Para o professor e diretor da Universidade Federal do Pampa - campus Caçapava do Sul (Unipampa), José Rojas, o envio do dossiê representa a materialização do objetivo do campus da Unipampa, com cursos, em sua estrutura, que levam em consideração as características geológicas e ambientais da região. “O campus Caçapava do Sul da Universidade Federal do Pampa, a partir das ações do Geoparque Aspirante UNESCO, aproximou-se ainda mais da comunidade. Percebe-se que a cidade está em transformação e a sociedade entendeu as riquezas naturais que o município tem, despertando na população e na comunidade acadêmica o desenvolvimento responsável tanto social quanto ambiental”, comenta o professor.

[caption id="attachment_6184" align="alignleft" width="300"] Visita dos participantes do, então projeto, Geoparques UFSM ao Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia UFSM.[/caption]

“Os nove municípios da Quarta Colônia, representados pelo Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (CONDESUS), trabalham permanentemente em busca do desenvolvimento da região. A parceria formada com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi fundamental para que isso avançasse definitivamente, unindo as forças técnicas e científicas da Universidade com os municípios que compõem o território”, destaca Clóvis Montagner, prefeito de Faxinal do Soturno e presidente do CONDESUS. Para o prefeito, o esforço conjunto empreendido na organização dos documentos encaminhados à UNESCO é fundamental para enfatizar as potencialidades da região.

Após o envio dos documentos, a UNESCO designa uma equipe de técnicos para uma avaliação no território. A visita in loco, além de conferir os dados informados nos dossiês, também é uma forma de a instituição conhecer mais a fundo as singularidades dos territórios e os esforços empreendidos pelas comunidades locais. A visita nos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava está prevista para acontecer no primeiro semestre de 2022. Juntamente com o dossiê, mais de 50 cartas de apoio dos territórios, de conselhos locais, de universidades e instituições de ensino, além de manifestações dos governos estaduais e federais, foram encaminhadas.

Jaciele Carine Vidor Sell, coordenadora de desenvolvimento regional e cidadania da Pró-Reitoria de Extensão e responsável institucional pelos Geoparques UFSM, ressalta que os dossiês são um passo extremamente importante para os territórios da Quarta Colônia e de Caçapava. “É a síntese de um esforço coletivo, tanto para a elaboração e redação do documento quanto de ações nas comunidades que criaram as condições para que chegássemos nessa fase. Esse envio traz muitos atores, muitas pessoas de dentro e de fora da UFSM, que se dedicam há muito tempo para o desenvolvimento regional e local”. A coordenadora ainda ressalta que o envio traz mais responsabilidades aos envolvidos na iniciativa, reforçando o compromisso da universidade junto aos territórios.

[caption id="attachment_6185" align="alignright" width="300"] Visita da equipe Geoparques UFSM ao munícipio de Caçapava do Sul, em 2019[/caption]

“Nós, enquanto secretaria de cultura e turismo de Caçapava do Sul, estamos muito felizes e motivados com este momento que se encontra o Geoparque Caçapava Aspirante UNESCO. Todos os nossos esforços estão voltados para o atendimento dos requisitos exigidos pela UNESCO”, lembra Stener Camargo, secretário municipal de cultura e turismo de Caçapava do Sul. Para Stener, a expectativa é levar para o mundo, por meio do Geoparque, as belezas e as riquezas naturais e culturais do município, sempre pautado nas pessoas que constroem o lugar e a cultura que caracterizam um Geoparque.

No último mês, a UFSM passou a integrar a Cátedra UNESCO Geoparques, Desenvolvimento Local Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis, unindo esforços com outras instituições para a preservação, em nível mundial, dos territórios reconhecidos pelas Nações Unidas.

Reportagem: Wellington Felipe Hack | PRE UFSM

Revisão: Andressa Marchesan | PRE UFSM

Fotos: Arquivo PRE

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/08/19/os-deslumbrantes-geoparques-do-sul-do-brasil Thu, 19 Aug 2021 13:39:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=5852 Você já deve saber que a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através da Pró Reitoria de Extensão (PRE), está a frente de duas iniciativas de criação de Geoparques: o Geoparque Quarta Colônia, desenvolvido em conjunto com o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus) e o Geoparque Caçapava, com apoio da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) campus Caçapava do Sul. Ambos os territórios, atualmente, encontram-se na situação de Aspirantes à Geoparque Mundial da UNESCO.

Mas, sabia que na região Sul do Brasil há um outro território Aspirante a Geoparque? Ficou curioso para conhecer mais? Então desbrave a região sul do país e as suas belezas únicas na reportagem das alunas do curso de Jornalismo da Unipampa São Borja Isis Ferreira, Krissie Schutz e Raissa Pinheiro. O trabalho foi produzido na disciplina de Redação Jornalística II, sob a supervisão do Professor Leandro Ramirez Comassetto.

Você pode acessar a reportagem completa aqui.

Agenda 2030 na UFSM

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

ODS 17
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/outros-orgaos/cc/2021/07/16/inscricoes-abertas-para-o-premio-cultural-pindorama Fri, 16 Jul 2021 12:47:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/outros-orgaos/cc/?p=1005

Estão abertas, até 04 de outubro, as inscrições para o 1º Prêmio Cultural Pindorama. Essa primeira edição selecionará obras artísticas que refletem o tema “Sobre-Vivências”, considerando implicações e reflexos no período da pandemia da covid-19 e as mudanças sociais impostas por essas experiências. O Prêmio Pindorama é uma iniciativa da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e tem por objetivo incentivar a reflexão artística acerca da realidade, valorizando a produção cultural e estimulando o surgimento de novos artistas.

É possível concorrer com obras em três modalidades: poema, fotografia e audiovisual. Serão premiados 12 trabalhos divididos em quatro categorias: comunidade externa, estudantes do ensino médio, discentes da Unipampa, UFPel e UFSM, e servidores das três instituições. Os prêmios serão em valores monetários e variam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Os vencedores serão conhecidos no dia 25 de novembro de 2021.

Mais informações podem ser acessadas no edital do Prêmio.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2021/07/16/inscricoes-abertas-para-o-premio-cultural-pindorama Fri, 16 Jul 2021 12:40:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=5762 Estão abertas, até 04 de outubro, as inscrições para o 1º Prêmio Cultural Pindorama. Essa primeira edição selecionará obras artísticas que refletem o tema “Sobre-Vivências”, considerando implicações e reflexos no período da pandemia da covid-19 e as mudanças sociais impostas por essas experiências. O Prêmio Pindorama é uma iniciativa da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e tem por objetivo incentivar a reflexão artística acerca da realidade, valorizando a produção cultural e estimulando o surgimento de novos artistas.

É possível concorrer com obras em três modalidades: poema, fotografia e audiovisual. Serão premiados 12 trabalhos divididos em quatro categorias: comunidade externa, estudantes do ensino médio, discentes da Unipampa, UFPel e UFSM, e servidores das três instituições. Os prêmios serão em valores monetários e variam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. Os vencedores serão conhecidos no dia 25 de novembro de 2021.

Mais informações podem ser acessadas no edital do Prêmio.

Agenda 2030 na UFSM

A ação de Extensão apresentada neste texto atende aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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ODS 17
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/03/29/equipe-fieldcrops-da-ufsm-ministra-palestra-em-semana-academica-da-unipampa Mon, 29 Mar 2021 11:11:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=55422

"Construindo a produtividade da lavoura de soja e milho" é o tema da palestra da Equipe FieldCrops na Semana Acadêmica da Agronomia da Unipampa campus Itaqui nesta terça feira (30), às 16h30, com transmissão ao vivo pelo YouTube. A palestra será ministrada pelo professor Alencar Zanon, coordenador da Equipe.

Mais informações sobre o evento na página no Facebook.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2020/06/25/projeto-geoparque-cacapava-realiza-assinatura-simbolica-da-carta-de-intencoes-a-unesco Thu, 25 Jun 2020 18:48:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=52657 [caption id="attachment_52658" align="alignright" width="470"]Foto colorida horizontal mostra uma tela com uma reunião virtual, com 10 participantes Evento simbólico de assinatura ocorreu na tarde de quarta-feira (24)[/caption]

Foi realizado, na tarde desta quarta (24), um evento simbólico para marcar a assinatura da Carta de Intenções do projeto Geoparque Caçapava, que será enviada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O documento, que já está na comissão nacional do Brasil para a Unesco, no Ministério das Relações Exteriores, foi elaborado pela equipe do projeto Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com representantes da comunidade local.

Participaram do evento o secretário-chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Otomar Vivian; o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann; o reitor da Unipampa, Roberlaine Ribeiro Jorge; o pró-reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisbôa Filho; a coordenadora institucional do Projetos Geoparques UFSM, Jaciele Carine Sell; o prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy; o presidente da Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, Mariano Teixeira; e o presidente da Associação para o Geoturismo em Caçapava (Ageotur), Ciro Chaves.

Egresso da UFSM e natural de Caçapava do Sul, o secretário-chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Otomar Vivian, destacou que a assinatura da Carta à Unesco é a celebração de uma longa caminhada, iniciada em 2013. O secretário lembrou que a cidade é considerada, desde 2015, a capital gaúcha da geodiversidade. Para Vivian, é fundamental que as Universidades sejam o suporte para o projeto Geoparques, a fim de que a região se projete mundialmente como um exemplo de busca pela sustentabilidade, na mesma medida em que promove emprego e renda aos habitantes da região.

Além disso, Vivian ressaltou que o Governo do Rio Grande do Sul está disposto a dar todo o suporte necessário para que o projeto siga adiante e para a defesa da educação pública superior. O secretário também lembrou do papel da assistência estudantil desenvolvida pela UFSM durante a sua formação — Vivian foi morador da Casa do Estudante da UFSM e, de acordo com o secretário, isso oportunizou a ele o acesso, a permanência e a conclusão de seus estudos em Educação Física.

Para o reitor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Roberlaine Ribeiro Jorge, as atividades do projeto Geoparques se estendem para além do município de Caçapava, abrangendo todas as cidades da região e beneficiando todo o estado do Rio Grande do Sul. Jorge ressaltou que a união da Unipampa e da UFSM demonstra a representatividade das instituições no interior gaúcho. O reitor da Unipampa também adiantou que, em breve, a universidade irá lançar um edital de apoio a projetos e programas para atuarem junto ao Geoparque Caçapava, aumentando a visibilidade da região e potencializando as ações no território.

Paulo Afonso Burmann, reitor da UFSM, enfatizou que a universidade se sente muito orgulhosa em ver os avanços no projeto Geoparque Caçapava, sendo uma referência para sustentar e ampliar a confiança da sociedade gaúcha, brasileira e internacional nos trabalhos desenvolvidos pela UFSM. Burmann lembrou que, sem apoio dos poderes públicos e da Unipampa, o trabalho não seria possível. Para o reitor da UFSM, a carta enviada à Unesco é um indicativo de que a universidade segue trabalhando para a manutenção do patrimônio artístico, cultural, social, científico e natural da região de Caçapava, sendo fundamental a participação da sociedade para a continuidade da ação. Burmann destacou, ainda, que o projeto Geoparque Caçapava vai contribuir na geração de renda e no desenvolvimento da região.

A carta enviada à Unesco é um processo intermediário e importante para que a região seja reconhecida como um Geoparque Mundial. A coordenadora institucional do projeto na UFSM, Jaciele Carine Sell, ressaltou que o documento é uma sinalização para a Unesco de que, na região sul do Brasil —  neste caso, na região do Pampa Gaúcho —, já estão sendo desenvolvidos trabalhos para a valorização da cultura e do território local. Além disso, Sell também lembrou que, embora não seja ainda o pedido oficial, a Carta é importante para que a proposta de concretização do Geoparque Caçapava seja possível.

Para o presidente da Ageotur, Ciro Chaves, a integração da comunidade de Caçapava e da região é fundamental para que a ideia de tornar-se um território reconhecido pela Unesco seja efetivada. Chaves também destacou o papel das instituições de ensino superior da região, que estão à frente do projeto —  UFSM e Unipampa —, para a promoção e valorização da cultura local, assim como para o desenvolvimento econômico da região.

O presidente da Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, Mariano Teixeira, lembrou que o envio da Carta à Unesco é um marco histórico para a cidade e que isso demonstra os grandes trabalhos que vêm sendo desenvolvidos na cidade. Teixeira também afirmou que a casa legislativa da cidade segue na busca pela viabilização da sede do Projeto Geoparque Caçapava na cidade.

Além tornar o território um local reconhecido mundialmente pela Unesco, o projeto de um Geoparque na região contribui para o desenvolvimento econômico e para a preservação das características da região. O prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy, destacou o potencial turístico da cidade, tanto a nível regional como a nível estadual. Amestoy ainda lembrou que a ação só é possível através da união dos poderes municipais, estaduais e federais, além do suporte das instituições de ensino. Essa união, segundo ele, trará a geração de emprego e renda para os moradores, além de transformar a região como um todo.

A Carta de Intenções do Projeto Geoparque Caçapava já se encontra no Itamaraty, em Brasília, aguardando os trâmites legais do Ministério. Se aceito, o documento seguirá para a sede da Unesco, em Paris. Além do projeto Geoparque Caçapava, a UFSM também coordena o projeto Geoparque Quarta Colônia, que realizou a assinatura da sua Carta de Intenções na última segunda (22), no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM).

O vídeo de assinatura da Carta do Projeto Geoparque Caçapava pode ser acessado no Farol UFSM.

Texto: Wellington Felipe Hack, do Núcleo de Divulgação Institucional da PRE

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Desde abril a UFSM participa de um grupo de instituições federais gaúchas (UFPel, UFRGS, UFCSPA e Unipampa) em um esforço conjunto para a avaliação do percentual de contaminação pelo novo coronavírus na população do Rio Grande do Sul. Coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas, o estudo Epidemiologia da Covid-19 (Epicovid19) teve resultados da sua quarta fase divulgados em coletiva online na última quarta-feira (27), nas redes sociais da UFPel. Os resultados sugerem um quadro de estabilidade da prevalência de pessoas com anticorpos nas últimas semanas no Rio Grande do Sul. Também foram apresentadas informações inéditas sobre a pesquisa Epicovid19-BR, que coletou dados em 133 cidades brasileiras em todo território nacional de 14 a 21 de maio.

No estado, a quarta fase da pesquisa apresentou resultados importantes: uma baixa prevalência do coronavírus, com um infectado para cada 562 habitantes (0,18% da população com anticorpos) e uma estimativa de 1.778 infectados reais para cada um milhão de habitantes, contra 580 casos notificados. O estudo indica que o aumento de testagem diminuiu a subnotificação para três casos não notificados para cada caso notificado. Em fases anterioress, as estimativas já foram de 12 para cada caso notificado.

A letalidade baseada no total de casos é de 0,97% (197 mortes para cada 20.226 casos). Considerando somente casos notificados, a letalidade é de 3,0% .O estudo é aplicado em nove cidades-sentinela e  apontou nesta etapa oito testes positivos em Passo Fundo (quatro) Uruguaiana (dois), Pelotas (um) e Porto Alegre (um). 

Recepção do estudo em Santa Maria

Em Santa Maria, o núcleo de apoio formado na UFSM realizou o recrutamento, a seleção dos entrevistadores, apoio com a infraestrutura necessária para o treinamento e para a condução da pesquisa na cidade, além de articulação com as autoridades locais e imprensa.

Pesquisa em Santa Maria reuniu 59 voluntários desde abril

O núcleo de apoio docente da Epicovid19 na UFSM é formado pelas epidemiologistas Marinel Dall'agnol e Rosângela da Costa Lima, do Departamento de Saúde Coletiva, o pró-reitor de pós-graduação e pesquisa, Thiago Ardenghi, e o professor Alexandre Schwarzbold, infectologista do Departamento de Clínica Médica. A cada inquérito, 25 entrevistadores iam à campo com o apoio de cerca de 14 pesquisadores. Ao todo, 59 voluntários participaram de todas as etapas da pesquisa.

De acordo com Marinel Dall'agnol, a maioria dos voluntários em Santa Maria são profissionais da saúde: dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, veterinários, nutricionistas que cursam pós-graduação na UFSM. Também há estudantes de graduação dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem, além de estudantes de graduação de outras instituições de ensino superior de Santa Maria (menor número). Também participam da equipe de voluntários, professores do Departamento de Saúde Coletiva, Fisioterapia, Odontologia, enfermeiros e técnicos em enfermagem do Hospital Universitário.

Segundo a epidemiologista, há uma boa recepção das famílias santa-marienses à pesquisa de campo. Dall'agnol relata que a primeira etapa do estudo apresentou mais dificuldades de realização, pois havia mais receio da população em receber os voluntários em suas casas, seja por precaução de não receber desconhecidos ou medo do risco de contaminação. A pesquisa em Santa Maria também precisou enfrentar notícias falsas que circularam nas redes sociais a respeito do estudo. Entretanto, a partir da segunda etapa, intensificou-se a divulgação na imprensa local e ainda houve o apoio da sociedade, com um intenso engajamento nas redes sociais.

Como o teste é realizado?

A epidemiologista explica o funcionamento dos testes aplicados na pesquisa Epicovid19: "O teste rápido consiste na coleta de uma gota de sangue a ponta do dedo e este teste vai falar sobre a presença de anticorpos no organismo da pessoa para o coronavírus. Essa resposta do organismo ao coronavírus vai aparecer cerca de 8 a 15 dias depois do contato com o vírus. Se o teste fosse positivo, todas as outras pessoas da casa faziam o teste e essa informação era repassada para a vigilância epidemiológica do município, que assumia então a condução desses casos positivos. A pessoa era orientada sobre o isolamento necessário e era deixado um folder na casa dessas pessoas".

Como o estudo é organizado?
Com a primeira etapa realizada nos dias 11 e 12 de abril, o estudo incluiu 9 cidades em 4 inquéritos consecutivos a cada 15 dias, nos finais de semana, send o primeiro em 11 e 12 de abril. Em cada cidade foram 50 entrevistas. De acordo com Dall'agnol, em Santa Maria o total foi de 1961 entrevistas.

A amostra foi aleatória, com sorteio de 50 setores censitários em cada cidade. Em cada setor eram
sorteados 10 domicílios e em cada domicílio era sorteado uma pessoa para aplicação do teste rápido, além de uma entrevista realizada através de um aplicativo que permite a gravação, fotografia do teste e envio em tempo real para análise na UFPel. De acordo com a coordenação da pesquisa no estado, haverá mais quatro fases do estudo até do dia 16 de agosto, com previsão para mais 18 mil testes.

Reportagem: Agência de Notícias da UFSM e TV 55BET Pro
Fotografia: Arquivo pessoal-Marinel Dall'agnol

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A nova espécie, batizada de Elessaurus gondwanoccidens - em homenagem ao personagem Aragorn, de “O Senhor dos Anéis” - ,indica que o grupo pode ter tido origem na América do Sul

[caption id="attachment_51693" align="alignleft" width="300"] Fóssil da nova espécie pode ajudar a compreender uma das primeiras linhagens de répteis após a extinção do período Permiano[/caption]

Uma nova espécie de réptil fóssil brasileiro é o primo próximo do misterioso grupo dos tanistrofeídeos, de acordo com estudo publicado em 8 de abril de 2020, no jornal de acesso livre PLOS ONE. O estudo conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Federal do Pampa (Rio Grande do Sul).

Após a extinção do Permiano, há 252 milhões de anos, os répteis tomaram conta dos ecossistemas globais. Dentre as primeiras linhagens que apareceram após essa extinção estão os tanistrofeídeos, um grupo de animais de pescoço comprido cujos modos de vida ainda são um mistério, mas que foram bem-sucedidos no período Triássico. A evolução inicial desse grupo, entretanto, ainda é pouco compreendida, já que fósseis de seus representantes iniciais são extremamente raros. Os pesquisadores acreditam que os primeiros tanistrofeídeos podem ter surgido no início do Triássico, um intervalo temporal de onde os fósseis são especialmente raros.

"O fóssil foi encontrado em rochas do início do período Triássico, no mesmo afloramento de onde saíram outras espécies recentemente descritas, evidenciando uma fauna ainda não totalmente conhecida. Essa fauna se correlaciona apenas em parte com fósseis da África do Sul, mostrando a relevância do achado. Novos esforços de coleta coordenados pela UFSM e Unipampa foram capazes de recuperar inúmeros novos fósseis, incluindo duas novas espécies de répteis em menos de cinco anos” comenta Átila da Rosa, coautor do trabalho e responsável pela coleta do fóssil.

“Normalmente encontramos apenas ossos isolados em rochas do Triássico Inferior. Neste caso, um fóssil de um membro posterior relativamente completo foi encontrado, representando o primeiro achado de elementos pós-cranianos articulados dessa unidade fossilífera. Aos olhos de um paleontólogo, um fóssil desses revela uma enorme quantidade de informação, explica o Dr. Leonardo Kerber (CAPPA/UFSM), que integra a equipe.

Kerber ainda destaca a dificuldade na preparação do espécime, que foi realizada pela líder do estudo, Tiane Oliveira, durante seu mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação de Biodiversidade Animal da Universidade Federal de Santa Maria. “Foram quase dois anos até o que os ossos fossem totalmente expostos, uma vez que os mesmos foram preservados dentro de uma rocha extremamente difícil de ser removida sem danificar o fóssil.”

As comparações mostram que esse novo réptil fóssil, um esqueleto parcial composto por um membro posterior, pelve e vértebras da cauda é o parente mais próximo dos tanistrofeídeos. A nova espécie foi batizada de Elessaurus gondwanoccidens. O nome é em parte derivado da língua élfica de J.R.R. Tolkien, autor de “O Senhor dos Anéis”. Elessar é o nome élfico do personagem Aragorn, ou Passolargo. O nome faz referência às longas pernas do novo animal.

“Os tanistrofeídeos são répteis misteriosos, normalmente conhecidos por espécies muito especializadas encontradas na Europa. Elessaurus nos dá pistas sobre a origem do grupo, indicando que os seus primeiros representantes eram terrestres”, relata Tiane Oliveira (CAPPA/UFSM), autora principal do artigo científico.

A maior parte dos tanistrofeídeos são encontrados em rochas da metade ou final do Triássico, na Europa, Ásia e América do Norte. A presença de Elessaurus em depósitos continentais do comecinho do Triássico da América do Sul sugere que a origem do grupo pode estar associada a este continente. Além disso, Elessaurus mostra que os ancestrais dos tanistrofeídeos eram terrestres e, só na metade do Triássico, o grupo teria se adaptado à típica vida aquática.

“A nova espécie é uma importante peça no quebra cabeça de como os répteis começaram a dominar os ecossistemas terrestres após a extinção do Permiano, dando origem a uma diversidade incrível, que acabaria culminando nos famosos dinossauros”, finaliza Dr. Felipe Pinheiro (Unipampa), que também fez parte do estudo.    

Texto: Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA/UFSM)
Ilustração: Márcio L. Castro

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Sob coordenação do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade de Pelotas (UFPel), a UFSM outras instituições federais do Rio Grande do Sul (UFRGS, UFCSPA e Unipampa), realizarão uma pesquisa para investigar o percentual da população gaúcha infectada pela Covid-19 e o ritmo do avanço da pandemia no estado. A partir de amostragens epidemiológicas sequenciais, o estudo inédito pretende identificar a prevalência da doença por regiões, o contingente de pessoas atingidas, a incidência de casos mais graves e até o grau de letalidade da doença.

A iniciativa surgiu em discussões do Comitê de Análise de Dados sobre a pandemia, instituído pelo governo do estado. Além das universidades, o Comitê reúne pesquisadores do Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag), colaboradores externos e hospitais. “O Estado chamou as universidades gaúchas,
buscando alternativas que apoiem cientificamente a tomada de decisões. É importante e necessário que se tenha dados de toda a população”, explica a coordenadora do Laboratório de Epidemiologia do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM e médica epidemiologista, Marinel Dall’agnol.

A médica é uma das responsáveis pela pesquisa sobre a Covid-19 em Santa Maria com mais três docentes da UFSM: Rosângela da Costa Lima, professora do Departamento de Saúde Coletiva, Thiago Machado Ardenghi, Pró- Reitor Adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa, e Alexandre Vargas Schwarzbold,
professor do Departamento Clínica Médica. O trabalho tem o objetivo é auxiliar o Estado e demais organismos na definição das estratégias no enfrentamento da pandemia e, portanto, está sendo conduzido com velocidade: “Autoridades executivas e de saúde devem, rapidamente, implantar ações que reduzam a velocidade de transmissão do vírus e preparar o sistema de saúde para amenizar o impacto sobre os casos graves e mortes”, comenta Marinel.

Testes chegarão a 2 mil domicílios em Santa Maria

A pesquisa é composta por quatro etapas que acontecem a cada 15 dias a partir do primeiro. Serão sorteados aleatoriamente 500 domicílios de várias regiões de Santa Maria para realização de entrevistas. Em cada domicílio, um morador será sorteado para responder um questionário e fazer um teste rápido com o objetivo de verificar a possibilidade de contato com o coronavírus. Em 2 meses, serão realizadas 2 mil entrevistas na cidade. Ao todo, os pesquisadores terão 18 mil amostragens no estado.

O perfil do trabalho permitirá conhecer os primeiros resultados sobre a prevalência da Covid-19 na população dois dias após a aplicação dos testes. Para obter uma amostra representativa do RS, 10 cidades serão analisadas: Santa Maria, Pelotas,Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul. Com o sucesso da pesquisa, o Ministério da Saúde pretende levar a experiência para outros Estados.

A pessoa entrevistada terá garantido o sigilo e o direito de não querer participar da pesquisa. Serão 35 entrevistadores devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual responsáveis pelas coletas em cada casa. São profissionais da saúde já graduados que cursam pós-graduação na UFSM (doutorado, mestrado ou especialização) e alunos de graduação em fases avançadas, que passam por uma etapa de avaliação com critérios exigentes.

Primeira aplicação dos testes deve ocorrer nos próximos dias

A primeira rodada de aplicação dos testes por amostragem deve ocorrer assim que chegarem os equipamentos de proteção individual e os testes que serão aplicados. O estudo inicia em Porto Alegre e a seguir em Santa Maria e outras cidades. Segundo a epidemiologista Marinel Dall’agnol, o material chegou em Pelotas no sábado (04) e deve estar em Santa Maria nos próximos dias.

A UFSM irá colaborar com todo o apoio logístico para o trabalho de campo e para a coleta de dados e amostras. A atuação vai desde o recrutamento e seleção de entrevistadores até o descarte de material. “Tarefas que pesquisadores estão acostumados a fazer em meses, estamos fazendo em dias”, destaca Marinel. A profissional ainda ressalta o apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFSM (PRPGP), do HUSM, do Curso de Enfermagem, do Departamento de Saúde Coletiva, do CCS, do Centro de Vigilância da Covid-19 do município e outros institutos.

Reportagem: Eloíze Moraes, Bolsista da Agência de Notícias da UFSM
Edição: Davi Pereira, jornalista da Agência de Notícias da UFSM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/04/30/ufsm-e-unipampa-apresentam-projeto-da-criacao-de-geoparque-em-cacapava-do-sul Tue, 30 Apr 2019 13:46:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47551 [caption id="attachment_47552" align="alignright" width="398"] Reunião de apresentação do projeto foi realizada na Casa Civil[/caption]

O secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, conheceu a iniciativa de duas universidades gaúchas em criar o Geoparque de Caçapava do Sul, apresentada na manhã da última sexta-feira (26). O projeto é fruto de uma parceria entre as Universidades Federais do Pampa (Unipampa) e de Santa Maria (UFSM).

O geólogo da UFSM André Borba destacou a relevância que Caçapava do Sul tem em receber o geoparque e lembrou que o deputado federal Pedro Westphalen foi o autor da proposta, enquanto deputado estadual, que reconheceu Caçapava como a Capital Gaúcha da Geodiversidade, conforme a lei 14.708/15. O município conta com um patrimônio geológico singular, como as rochas/relevo das Pedras das Guaritas.

Durante a reunião, diferentes exemplos já existentes em outros países foram expostos, os quais atraem turistas e visitantes. “Entendemos como uma oportunidade de contribuir com o desenvolvimento local/regional e com a obtenção de uma certificação e visibilidade internacional”, explicou Marco Hansen, reitor da Unipampa.

Segundo o pró-reitor de Extensão da UFSM, Flavi Lisboa, a Unesco reconhece como geoparques as regiões que agregam importância histórica, cultural, paisagística, geológica, arqueológica, paleontológica e científica. A pró-reitora de Extensão da Unipampa, Nádia Bucco, o professor de Geologia e Geofísica da Unipampa, Felipe Guadagnin, e a professora de Geografia na UFSM, Jaciele Sell, também estiveram no encontro.

Otomar Vivian enfatizou a importância de um projeto como esse para o desenvolvimento da região e de todo o Estado, além de ser um grande exemplo como base educacional decisiva. “Com certeza, o governo Eduardo Leite, com seus secretários das pastas multidisciplinares que se identifiquem com a iniciativa, atuaremos como facilitadores para que o projeto se torne realidade”, acrescentou.

Ficou definida uma nova reunião, no campus da Unipampa em Caçapava do Sul, quando será apresentado o projeto final, com a participação dos reitores das universidades e os secretários de Estado.

Texto: Grazielle Araújo, Assessoria de Comunicação da Casa Civil

Foto: Nabor Goulart/Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/03/25/projeto-focado-em-experiencias-populares-de-geracao-de-trabalho-e-renda-teve-atividade-no-sabado Mon, 25 Mar 2019 13:46:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47048 O Grupo de Pesquisa Desenvolvimento, Inovação Social, Governança e Sustentabilidade (Disgos), com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento e do Departamento de Economia e Relações Internacionais, promoveu no último sábado (23), nas dependências do prédio 74C do campus sede, atividades de integração e planejamento do projeto "Inovação e tecnologias sociais: transformação e criatividade nas experiências populares de geração de trabalho e renda no Rio Grande do Sul". Participaram das atividades docentes e discentes da UFSM e da Unipampa, bem como produtores rurais e lideranças indígenas. O referido projeto integra o Programa Especial de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia do CNPq e tem como objetivo avaliar as tecnologias sociais desenvolvidas por atores dos territórios prioritários dos municípios de Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Tenente Portela, São Pedro do Sul e Santana do Livramento. Neste sentido, serão debatidas as estratégias implementadas por agricultores familiares, agroecologistas e indígenas em prol da geração de renda, inclusão no mundo do trabalho e autonomia econômica das famílias. O projeto teve início no final do ano de 2018, quando o saiu o resultado da chamada do CNPq referente a Tecnologia Social. Até o momento, já houve seleção de bolsistas para atuar nas ações do projeto; a aproximação aos grupos sociais dos territórios prioritários; planejamento da pesquisa de campo; e pesquisa bibliográfica sobre as temáticas correlatas ao objetivo do projeto.

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