UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 23 Apr 2026 06:20:42 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/2024/11/12/curso-online-de-extensao-da-usp-sobre-arte-e-emergencia-climatica Tue, 12 Nov 2024 17:46:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/frederico-westphalen/jornalismo-bacharelado/?p=1186 Queimadas, enchentes, temperaturas extremas, secas, escassez de água: a situação atual de emergência climática nos desafia a repensar a ideia de progresso que nos trouxe até aqui.

Neste curso, será discutido como a arte pode sensibilizar, informar e mobilizar a sociedade frente à crise ambiental. A partir da análise de obras do acervo histórico do Museu Paulista, verão como representações visuais ajudaram a construir e consolidar um imaginário de progresso – ao mesmo tempo em que evidenciam processos de degradação ambiental e social ao longo do tempo.

As aulas incentivam ainda uma reflexão crítica sobre o papel dos museus na criação de novos imaginários e na ampliação da nossa compreensão sobre diferentes formas de habitar o mundo.

Inscrições até 20 de novembro, neste link (é necessário fazer o cadastro no site da USP).

O curso será realizado em ambiente virtual, por meio do perfil do Museu do Ipiranga na plataforma YouTube nos dias 25 e 26 de novembro (segunda e terça-feira) das 18h às 21h e terá certificado de 6 horas.

Ministrantes: 

Profa. Marcela Rosenburg Figueiredo: Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Arquitetura e Urbanismo também pela UFMG. Co-fundadora do grupo Micrópolis. Professora substituta do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Prof.  Vítor Roscoe Papini Lagoeiro: Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e co-fundador do grupo de arquitetura e urbanismo Micrópolis. 

Prof. Felipe Carnevalli De Brot: Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição (NPGAU) e mestre em Ciências Sociais pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS – Paris, França). É editor da Editora Piseagrama, co-fundador do grupo Micrópolis e pesquisador no grupo de pesquisa-extensão Cosmópolis (UFMG).

Programação:

  • Módulo 1: Narrativas e contra narrativas

                          Narrativas históricas e colonialidade do saber

                          A problemática das imagens

                          Rever as imagens, repensar a história e criar novos imaginários

  • Módulo 2: Cidades e emergência climática

                           Monocultura do pensamento, urbanização extensiva

                           Crise climática como crise cultural

                          Abrir o mundo a outros mundos

                          Reflorestar a imaginação através da arte

Para mais informações, acesse o link.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/07/05/pesquisadores-da-ufsm-ministram-palestras-em-workshop-sobre-preparo-de-amostras-na-usp Fri, 05 Jul 2024 14:07:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66205 [caption id="attachment_66206" align="alignright" width="612"]foto colorida horizontal de pessoas com jaleco branco em volta de uma mesa em um laboratório Professores Cezar Bizzi e Rochele Picoloto coordenaram atividades experimentais[/caption]

De 17 a 20 de junho aconteceu o XIII Workshop sobre Preparo de Amostras (WPA), na Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, São Paulo. Neste evento da área da Química, quatro pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da UFSM ministraram cursos, palestras, participaram de mesas-redondas, e estudantes apresentaram trabalhos.

A UFSM destacou-se pela expressiva participação neste que é um evento tradicional e que tem como público-alvo, além da comunidade acadêmica, profissionais de empresas de consultoria e de laboratórios analíticos que empregam métodos clássicos e modernos para o controle de qualidade de diversos produtos ou para o monitoramento ambiental. Como indicador da visibilidade dos trabalhos produzidos pelo PPGQ nesse campo, a UFSM sediou duas edições anteriores, a VI e a X edições do WPA (em 2006 e 2014, respectivamente). Esse evento sempre conta com a participação de, além de pesquisadores do Brasil, palestrantes do exterior com reputação internacional.

Nessa última edição do WPA, os professores Érico Flores (PPGQ e PPGEQ) e Fábio Duarte (PPGQ) ministraram as palestras “Contribuições brasileiras para o preparo de amostras” e “Combustão iniciada por Micro-ondas em frascos descartáveis: uma forma de popularização dos métodos de combustão”, respectivamente.

Os professores Rochele Picoloto e Cezar Bizzi, ambos do PPGQ, coordenaram atividades experimentais sobre o preparo de amostras empregando o sistema de combustão iniciada por micro-ondas, sistema que foi desenvolvido por pesquisadores da UFSM e, atualmente, é comercializado em diversos países.

Os estudantes do PPGQ Vinicius Picoloto de Souza e Luana de Farias Rocha tiveram os trabalhos selecionados para apresentação oral. No último dia do evento, o professor Érico Flores participou da mesa-redonda “Sample preparation: evolution, needs and trends”, que contou também com a participação de pesquisadores da Áustria e dos Estados Unidos.

Considerando-se os últimos cinco anos, o Brasil está na segunda posição como o país que mais publica na área de Preparo de Amostras com foco na determinação posterior de elementos tóxicos por técnicas espectrométricas e cromatográficas. Sob esse aspecto, o professor Érico Flores destacou: “Estamos na vanguarda do desenvolvimento de vários métodos avançados para o preparo de amostras, estando à frente de países com grande tradição nessa área, como os Estados Unidos, Alemanha, Espanha e França”. Segundo ele, isso traz, além da visibilidade nacional e internacional, a possibilidade de novas cooperações com grupos de pesquisa e com empresas no Brasil e no exterior.

Foto: Arquivo pessoal

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2022/08/12/carta-em-defesa-da-democracia-e-lida-em-ato-realizado-na-praca-saldanha-marinho Fri, 12 Aug 2022 15:19:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=59387

Na tarde desta quinta-feira (11), em ato na Praça Saldanha Marinho, foi feita a leitura da Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito. A ação aconteceu em diversas cidades e universidades do Brasil e, em Santa Maria, teve organização da Seção Sindical dos Docentes da UFSM e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). 

O evento reuniu sindicatos, movimentos sociais, entidades do movimento estudantil, estudantes, docentes, técnicos-administrativos em educação, além do público que passou pelo local . A UFSM foi representada no ato pelos professores Maria Denise Schimith, diretora do Centro de Ciências da Saúde, e José Iran Ribeiro, vice-diretor do Centro de Educação.

Luiz Eduardo Boneti, representante do DCE da UFSM, explica que a data marca, também, o Dia do Estudante. "Entendemos a importância de demarcar o Dia do Estudante com uma atividade de rua, que expresse o que estamos enfrentando, as dificuldades para permanecer na universidade devido ao baixo orçamento das instituições e a falta de investimento público. Esse espaço é da luta dos estudantes pela educação pública, pela recuperação do orçamento da universidade e também pela defesa da nossa democracia, que é tão importante para o projeto do país que queremos construir.”

O documento lido na tarde de ontem foi elaborado pela Faculdade de Direito da USP e divulgado em 26 de julho. A carta preza pela defesa da democracia e do processo eleitoral. Até o momento, o documento já reúne mais de 1 milhão de assinaturas em todo o Brasil.

 

Texto: Ana Laura Iwai e Mariana Henriques, Agência de Notícias
Foto: Bruna Homrich, Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/liliana-fontana-premiada-evento-imunologia-usp Wed, 29 Sep 2021 14:57:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8681

Liliana Berté Fontana é natural de Putinga, que fica na Região do Vale do Taquari/RS. Em 2017, mudou-se para Palmeira das Missões para estudar Ciências Biológicas em um dos campi da Universidade Federal de Santa Maria. Na graduação, a acadêmica experienciou diferentes laboratórios: primeiro, na área de botânica; depois, participou do PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - e do Laboratório de Primatologia; por fim, entrou no Laboratório de Microbiologia, onde desenvolveu o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Com a temática da higiene das mãos, Liliana iniciou o TCC em 2019, no quarto semestre da faculdade. O projeto foi feito no primeiro semestre daquele ano, e a prática no segundo, o que envolveu observações da adesão à higiene das mãos no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões, coleta microbiológica para análise dos micro-organismos e teste de sensibilidade a antibióticos. Após essas etapas, ela levou os resultados ao hospital, além de realizar um treinamento com os profissionais no início de março de 2020, pouco antes da pandemia chegar ao Brasil e das aulas presenciais da UFSM serem suspensas. A formação educativa, que fazia parte dos objetivos do trabalho, contribuiu para o enfrentamento da pandemia pelo hospital.

Recentemente, Liliana entrou para a equipe do Detecta, laboratório da UFSM que realiza testes de Covid-19, sequenciamento para detecção do vírus e treinamentos para profissionais de diferentes municípios. A Revista Arco entrevistou Liliana para saber mais sobre a pesquisa, os resultados do trabalho e a premiação no evento de imunologia da Universidade de São Paulo - USP.

Revista Arco:  Por que a higienização das mãos é uma precaução universal?

Liliana: Teve um médico, Ignaz Semmelweis, que estudou a adesão à higiene das mãos. Foi o primeiro que percebeu a importância da higienização. Mesmo após 174 anos dessa descoberta para a prevenção de doenças infecciosas, nós temos dificuldade de fazer com que a população entenda a importância da higiene. Muitas pessoas negligenciam essa prática tão essencial. Ela é uma prática universal e já confirmada há muitos anos, que, além de barata, possui importância extrema para contenção de doenças, contenção de pandemias, para contenção da disseminação de micro-organismos e de patologias, que muitas vezes podem ser muito resistentes. 

Revista Arco: Tem a ver com o fato de usarmos as mãos para tudo e termos o costume de colocá-las no cabelo e no rosto?

Liliana: As mãos são a principal ferramenta de trabalho da maioria das pessoas. Estão em contato com diversas superfícies: cumprimentamos as pessoas com as mãos, nos alimentamos com as mãos, as utilizamos para realizar todas as nossas atividades diárias, tanto pessoais quanto profissionais. Muitas vezes também estamos mexendo no cabelo, coçando, limpando o olho, limpando a boca, limpando o nariz - então é um meio que entra em contato com tudo, com diversas superfícies, com diversas pessoas e também com nós mesmos. 

É tanto uma precaução para nossa saúde quanto para saúde das outras pessoas, porque a gente pode passar os nossos micro-organismos para os outros. A gente sabe que os micro-organismos estão por todas as áreas do nosso corpo, por toda a superfície da pele, mas existem algumas regiões que podem concentrar micro-organismos que apresentam mais possibilidades de serem patogênicos. Para garantir a sua própria segurança e segurança das pessoas ao seu redor, a higiene das mãos é uma medida que vai auxiliar nesse processo.

Revista Arco: O seu trabalho foi feito antes da pandemia. Você considera que ele ganhou mais relevância, não só no sentido de repercussão, mas de importância, pelo fato de termos entrado em um período em que higienizar as mãos se tornou um protocolo?

Liliana: Sim, com certeza. Eu acredito que as pessoas sabem da importância, mas o problema é que acabam negligenciando: a gente pensa que não encostou em nada, eu olho para as minhas mãos e elas não estão sujas, não tenho a sensação de sujidade. Não é como quando eu tomo um sorvete e tenho a sensação de que as mãos estão grudentas. Os micro-organismos não dão essas sensações, a gente não consegue enxergar, então pode ser que a mão esteja totalmente contaminada, mas a sensação é de limpeza. Eu acredito que, com a pandemia, isso foi enfatizado. Como as pessoas contraem algo que não conseguem ver? Essa é a prova de que sim, os micro-organismos estão no ambiente, nas mãos, no corpo, em todos os locais. A gente não enxerga, mas eles podem causar doenças e problemas para a saúde das pessoas. Então, higienizar as mãos contempla tanto a pandemia da Covid-19 e elimina o Sars-Cov 2 quanto outros micro-organismos que também são vinculados a infecções, a casos de internação hospitalar e até casos de morte. A higiene das mãos ajuda a diminuir a carga viral, a carga bacteriana e microbiológica.

Liliana Berté Fontana, acadêmica de Ciências Biológicas da UFSM - campus Palmeira das Missões, ficou em terceiro lugar na premiação de trabalho destaque da categoria graduação no “XIII Curso de Inverno em Imunologia”, da Universidade de São Paulo - USP.

Revista Arco: Como foi feita a aplicação do seu estudo no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões? 

Liliana: O trabalho consistiu em 45 horas de observação da adesão à higiene das mãos. Eu fiquei num ponto específico do setor de clínica médica, que é o de maior número de internações do hospital. Fiquei lá observando os profissionais de saúde durante o seu dia de trabalho. Eu não falei pra eles o que estava observando para não influenciar nos resultados, e tinha uma prancheta com informações, com momentos e oportunidades para higiene das mãos que são recomendados pela Anvisa. Eu ficava observando e anotando se a adesão foi realizada ou não foi realizada. 

Eu não observava as pessoas, eu observava as oportunidades de higienização. Com esse trabalho, eu encontrei 791 oportunidades, e dessas, 16,18%  foram aderidas. Esse número é baixo se pensar  que, das cem vezes que tive oportunidade de higienizar as mãos, higienizei só em dezesseis. Mas isso é encontrado em outros estudos, principalmente quando se trata de hospitais de pequeno porte. A adesão mundial está em média de 5% a 40%. 

Eu percebi que não tinha dispensers de álcool gel nos quartos, e poucos quartos tinham banheiro. Quando o profissional entrava no quarto e atendia ou tocava no paciente, para higienizar as mãos precisaria sair do quarto e ir até o posto de enfermagem ou até o corredor, que tinha um dispenser de álcool em gel. Os profissionais de enfermagem já têm uma carga horária bem alta e uma demanda grande de trabalho. Além de ter pouco tempo, eles tinham que fazer todo esse trajeto. Imagina o tempo que perdiam. Esse é um dos principais motivos para a adesão ser baixa.

Essa [as observações] foi a primeira parte do trabalho. Além disso, foi aplicado um questionário com questões fechadas relativas aos conhecimentos da higiene das mãos. Foi pedido dos profissionais quantos treinamentos eles já tinham realizado, se conheciam as normas da Anvisa, quais micro-organismos eles acreditavam existir nas mãos, porque eles higienizavam ou não as mãos. 

A partir disso realizamos coletas microbiológicas. Os profissionais colocaram a mão dominante dentro de um saco contendo uma solução meio de transporte. 

Revista Arco: O que seria a solução meio de transporte? 

Liliana: Esse meio de transporte é um líquido que vai manter os micro-organismos viáveis, vai manter eles vivos até serem levados para o laboratório, para que depois eu possa fazer a análise. Além disso, essa solução não vai influenciar na reprodução: ela não contém os nutrientes ideais para algum crescimento dos micro-organismos, só para evitar que eles morram. Era uma solução salina, com água destilada e uma concentração de sal de 0,1%.

Os profissionais colocavam a mão dentro do saco e faziam movimentos para que o líquido passasse por toda a superfície da mão, durante um minuto. Depois disso, levamos todos esses sacos, essas amostras, pro laboratório de microbiologia, e realizamos todos os procedimentos microbiológicos para analisar quais micro-organismos tinham e em qual quantidade. 

Técnica utilizada para a coleta microbiológica consiste em mergulhar a mão dominante em um saco com uma solução meio de transporte e fazer movimentos circulares durante um minuto.

Revista Arco: A ação de mergulhar a mão no saco e mexê-la ali dentro é para que os micro-organismos presentes na mão soltassem, o saco era fechado e levado pro laboratório, é isso?

Liliana: Isso. É uma técnica onde esse líquido vai passar pela superfície das mãos e vai fazer com que esses micro-organismos se desprendam para a solução. Obviamente não vão passar todos os micro-organismos. Existem outros métodos de coleta e análise, como por exemplo o swab, o mesmo que a gente faz com os testes de Covid,  porém esse método acaba espalhando os micro-organismos nas mãos e, como a mão é uma superfície relativamente grande, a recuperação de micro-organismos é um pouco mais baixa. Enquanto o swab recupera aproximadamente 1,9% dos micro-organismos da mão, o saco consegue recuperar mais de 40%. Além de recuperar mais micro-organismos, ele consegue recuperar uma diversidade maior porque, com esses movimentos dentro do líquido, além de desprender os micro-organismos da microbiota transitória, é possível desprender os micro-organismos da microbiota residente - que fica numa camada um pouco mais inferior da pele, e que com o swab é mais difícil de ser atingida.

Comparação da coleta com o método “Swab” e o método “Enxágue com Luva”. Além de recuperar mais micro-organismos, o método da luva recupera uma maior diversidade deles.

Revista Arco: Uma das técnicas que você utilizou é a contagem padrão em placas. Pode explicar o que ela é e como funciona?

Liliana: Essa é uma técnica de contagem. O que acontece: os micro-organismos formam colônias, e só conseguimos as observar quando houver uma quantidade “x” de micro-organismos unidos, até porque eles são invisíveis a olho nu. Mas quando eles crescem num meio de cultura que tem os nutrientes ideais pro crescimento, eles vão formando colônias, que parecem um conjunto de bolinhas. Nós fazemos a contagem dessas bolinhas para fazer todos os cálculos e saber quantos micro-organismos estavam presentes na mão dessa pessoa. Fazemos todo esse processamento, essa semeadura dos micro-organismos, dentro de uma placa, contendo um meio de cultura, com todos os nutrientes ideais pro crescimento deles. Colocamos na estufa em uma temperatura ideal - que é a temperatura do nosso corpo, 37 graus - e deixamos ali de 24 a 48h. 

Depois desse tempo, observamos a placa e vemos se os micro-organismos cresceram ou não, se cresceram, quanto? Cada micro-organismo vai crescer em um meio diferente. Eu analisei fungos, bactérias aeróbias mesófilas, que são bactérias que vivem  com a presença de ar, geralmente estão na superfície do nosso corpo, na superfície do ambiente. Também observei estafilococos, dentro deles eu identifiquei os estafilos aureus, que são os micro-organismos mais vinculados às infecções hospitalares. 

Após a identificação, fizemos testes de sensibilidade a diferentes antibióticos utilizados no hospital, para ver se eles eram resistentes  ou sensíveis.

Revista Arco: Quais são os principais resultados do seu trabalho?

Liliana: Depois de todo o processo de observação,  analisamos os resultados, fomos para o hospital e os apresentamos para a direção e para o controle da comissão hospitalar. Apontamos que implementações estruturais precisariam ser feitas, e que havia a necessidade de desenvolver treinamentos. Em março [2020], realizamos o primeiro treinamento com os profissionais. Depois, foram feitos outros treinamentos, mas pro meu TCC foi apenas esse primeiro, os outros foram consequência.

Com a pandemia, depois de todos os treinamentos e dos profissionais e da direção saberem o número do nível de adesão, foi possível serem tomadas medidas para analisar porque a adesão estava baixa, o que teria que melhorar. Foram implementados dispensers de álcool em gel nos quartos do setor de clínica médica, através de doações - nós arrecadamos o dinheiro -, e foi implementado outro lavatório, já que só havia um no posto de enfermagem. 

A higiene das mãos é uma medida essencial para contenção de eventos pandêmicos, para contenção de disseminação de micro-organismos, e é uma medida extremamente simples, prática, barata e eficaz, que pode ser realizada em qualquer local, por qualquer pessoa. É necessário uma maior conscientização, tanto para população quanto com os profissionais de saúde. É preciso haver treinamentos frequentes nos hospitais para enfatizar, porque podemos escutar algo mil vezes, mas sempre aprendemos algo novo.

Revista Arco: Pode contar como foi participar do evento da USP?

Liliana: Foi algo muito positivo para a minha formação. Tinha muitos inscritos, ao todo foram 780 inscritos, e foram selecionadas 60 pessoas. E eu fiquei entre essas 60. Foram duas semanas de palestras, sendo que participaram os professores do Programa de Imunologia, e também acadêmicos, mestrandos, doutorandos, egressos da instituição, do curso, da especialização. A experiência foi muito positiva e, além disso, eu pude conhecer outra instituição - tão almejada e tão disputada no nosso país.

Revista Arco: E qual foi a sensação de saber que você ganhou o prêmio?

Liliana: Foi muito boa. Uma sensação de que realmente o meu trabalho fez a diferença, de que é relevante. Foi algo bom porque eu já tinha essa sensação, eu já tinha recebido elogios, agradecimentos do hospital. Claro que eu sou muito grata a eles porque, sem eles, eu não teria feito nada, a confiança foi essencial. O prêmio foi só um motivo a mais para me deixar mais orgulhosa. Também sinto gratidão pela UFSM, porque ela é uma instituição extremamente importante, não só pra mim mas para diversos estudantes - é uma instituição pública, gratuita e possui uma extrema qualidade. Tanto a minha orientadora quanto todos os outros professores que eu tive durante a graduação sempre incentivaram essa parte de extensão, de apresentação dos trabalhos de escrita científica. Se eu consegui conquistar tudo isso, consegui tantos reconhecimentos, foi porque eu tive bons professores. 

Expediente

Reportagem: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Ilustração: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2021/07/27/academica-da-ufsm-e-premiada-em-evento-da-usp-sobre-imunologia Tue, 27 Jul 2021 11:08:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=56375

Na última sexta-feira (23), a acadêmica do curso de Ciências Biológicas da UFSM 55BET Pro Palmeira das Missões Liliana Berté Fontana foi premiada com o terceiro lugar, na categoria graduação, dentre as apresentações orais do 13º Curso de Inverno em Imunologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), com o tema “Higienização das mãos na assistência à saúde e sua importância para prevenção de doenças infectocontagiosas”. A apresentação faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso da estudante e é um projeto de Pesquisa e Extensão desenvolvido pelo Laboratório de Microbiologia (Cemicro), em parceria com o Hospital de Caridade de Palmeira das Missões.

Conforme a estudante, ter sido selecionada para participar do evento, que contou com centenas de inscritos de todo o país, já foi uma grande vitória. “Por ser um curso da USP, a melhor universidade do Brasil em ranking internacional, já fiquei muito feliz por ter ficado entre os 60 selecionados dentre 780 inscritos para participar do curso. Não imaginava ficar em 3º lugar dentre tantas apresentações maravilhosas. Estando no final da minha graduação, posso dizer que me sinto extremamente satisfeita com minha jornada acadêmica, sou muito grata a todas as oportunidades que tive e pela excelência do ensino, pesquisa e extensão da UFSM-PM”, afirma Liliana.

De acordo com a docente Terimar Moresco, orientadora do trabalho, conquistas como essas mostram o potencial dos pesquisadores da UFSM-PM. “Fizemos parte de um 55BET Pro pequeno, no interior do estado, e nem sempre acreditamos no nosso potencial como pesquisadores, mas nossos alunos, corajosos e dedicados, nos mostram que nosso trabalho vale a pena e que podemos, sim, concorrer com grandes instituições. Tenho muito orgulho de fazer parte da trajetória da Liliana, e tenho certeza que ela tem potencial para muito mais”, declara.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM-PM

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/entrevista-deisy-ventura Mon, 12 Apr 2021 18:17:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=6524 Deisy Ventura conta sobre a influência da UFSM na sua carreira e sobre as suas pesquisas relacionadas à saúde global, aos direitos humanos e à pandemia de Covid-19

Formada em Direito pela UFSM em 1989, Deisy Ventura atua desde 2008 como professora da USP, inicialmente no Instituto de Relações Internacionais e, desde 2018, na Faculdade de Saúde Pública, onde coordena, atualmente, o doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade. Vanguardista nas pesquisas sobre a relação entre as pandemias e o direito internacional, a jurista tornou-se referência quando se trata de direitos humanos durante a crise sanitária da Covid-19 no Brasil. Em fevereiro deste ano, a Revista Arco realizou uma entrevista com a pesquisadora sobre a UFSM, sua carreira e seu estudo sobre as pandemias. Confira a seguir:  

Graduação na UFSM

A UFSM foi decisiva na minha vida. Eu entrei na faculdade de Direito com 16 anos, então é difícil dizer exatamente o que faz a gente escolher um curso. Eu lembro que tinha vontade de fazer Artes Cênicas - porque fiz teatro durante a época do colégio - e tinha também vontade de fazer Jornalismo, mas acabei fazendo Direito. Acho que o que me influenciou muito foi o fato do meu avô ter sido advogado, embora eu não o tenha conhecido, porque ele faleceu quando eu tinha nove meses. Mas ouvir falar sobre ele e sobre sua carreira e história  como advogado com certeza me influenciou. 

Não tenho nenhuma dúvida de que a experiência da universidade no seu conjunto mudou a minha vida. O movimento estudantil foi muito importante pra mim. Fui a primeira mulher presidente do Diretório Livre do Direito, depois fui secretária geral do DCE e depois presidente do DCE. Me envolvi muito com o movimento estudantil naquela época que acompanhava a elaboração da Constituição Federal (porque estudei na UFSM entre 1984 e 1989). Então era uma época extraordinária -em que acabava o regime militar e começava a democracia - e a universidade se envolveu muito nesse momento, aconteceram também nesse período as primeiras eleições diretas para reitor.

Foi muito lindo o meu tempo de estudante na UFSM e ele não somente me deu a profissão - me deu conhecimentos técnicos que são fundamentais até hoje na graduação em Direito e para a minha atuação - mas também me fez conviver com um grupo de professores, de funcionários e de estudantes que lutavam pela democracia, pela redemocratização do Brasil e que me ensinaram muito sobre o mundo, sobre o Brasil, sobre a vida. Foi realmente uma experiência extraordinária e decisiva na minha vida.

Deisy Ventura, ao centro, de blusa rosa, foi presidente do DCE da UFSM. Na foto, em uma greve em 1988.

Mestrado em Integração Latino-Americana

Eu fiz o mestrado entre 1993 e 1996. Nessa época, a gente estava preparando o Brasil para a integração regional, porque havia começado o Mercosul em 1991 e ele teria muito sucesso inicial - representaria uma intensificação nas trocas comerciais, diversas iniciativas de cooperação, inclusive cooperação nas fronteiras. Uma de suas heranças maravilhosas é o Acordo de Residência, que permitiu a regularização da situação migratória de muitos brasileiros que viviam na Argentina, no Uruguai e em outros países também, porque ele vai além dos países do Mercosul, atinge quase em totalidade a América do Sul. Então, o Acordo de Residência é o exemplo de algo muito bom que ficou para a nossa região graças ao Mercosul.

 

O Mercosul tem fases de sucesso e de declínio, mas naquela época a gente estava começando, se preparando para ele, e esse mestrado em Integração Latino-Americana foi criado muito para isso: era um mestrado multidisciplinar que envolvia principalmente as áreas de direito, de economia e de história. E foi uma descoberta para mim, uma descoberta desse mundo de integração regional no qual eu me envolvi muito, porque depois o meu mestrado e meu doutorado em Direito na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne foi sobre integração regional.

O trabalho na saúde na área das Ciências Sociais e Humanas

Terminei meu doutorado na Sorbonne em 2002 e, logo em seguida, fiz o concurso para trabalhar no Mercosul e passei. Foram mais de 400 candidatos e apenas quatro aprovados, eu fui uma dessas pessoas aprovadas e a única mulher. Então trabalhei três anos no Uruguai com as negociações do Mercosul em diversas áreas, e foi ali que conheci os negociadores da saúde. Naquela época, que era um período de bastante sucesso do Mercosul, a gente tinha mais de 150 negociadores de normas de saúde, porque há um impacto grande nas normas sanitárias quando a gente tenta uniformizar as regras sobre a circulação de produtos. Tinha gente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, assessores do Congresso Nacional, tanto da Câmara quanto do Senado, era um verdadeiro time que vinha de diversos outros países também - dos países membros do Mercosul e de associados que se interessavam por negociar determinadas regras de saúde, justamente para favorecer o comércio desses bens. Então lá eu conheci os negociadores de saúde e comecei a escrever sobre saúde, comecei a publicar sobre saúde.

Já faz 20 anos que escrevo sobre saúde, mas isso começou a ser meu objeto principal de trabalho quando vim para São Paulo, passei a ser professora do Instituto de Relações Internacionais da USP e, como eu já estava há mais de 15 anos trabalhando com integração regional, achei que já tinha dito tudo que eu tinha pra dizer sobre esse assunto, já tinha publicado muito, diversos livros, artigos, já tinha trabalhado no Mercosul e achei que a minha contribuição já estava dada. Então quando vim para São Paulo em 2008 eu já queria trocar de tema e passei a me dedicar à saúde. 

Primeiro comecei a trabalhar com temas de integração regional e saúde, com o princípio da precaução - essas crises sanitárias relacionadas à integração regional - e aí veio a pandemia de Gripe H1N1. Eu me envolvi muito com os aspectos jurídicos do estudo da gripe e escrevi meu primeiro artigo sobre pandemia em 2008, que foi publicado em 2009. Então, provavelmente sou uma das primeiras pessoas da área de Ciências Sociais e Humanas que resolveu se dedicar ao estudo das pandemias. Na época, isso era muito estranho.

As pessoas diziam ‘nossa, por que alguém que é professora da USP, doutora da Sorbonne, etc, por que trabalhar com uma coisa tão estranha que é a pandemia?’, porque a Gripe H1N1 não teve a dimensão que teve a Covid-19 hoje, mas quando a gente estuda o assunto, a gente se dá conta que era absolutamente previsível o que aconteceria, e uma dessas gripes ou outro tipo de doença infectocontagiosa, com o nosso modo de vida, era evidente que isso ia acontecer. Não aconteceu com a gripe H1N1, que foi controlada, mas saberíamos que ia acontecer. Eu fiquei absolutamente fascinada com esses estudos, com os estudos de HIV e Aids também, que foram um tema muito importante no cenário internacional e aí comecei a trabalhar com o que a gente chama de Estudos Críticos da Saúde Global e essas emergências internacionais. 

Primeiro me envolvi com a H1N1, fiz minha livre-docência aqui na USP em 2012, uma livre-docência em direito internacional sobre a Gripe H1N1. Muita gente não entendia o que era isso, aliás, acho que a maior parte das pessoas entendeu mesmo o que eu pesquisava agora durante a pandemia de COVID-19, porque antes parecia que o direito era uma coisa muito distante de uma gripe, de uma pandemia - e principalmente o direito internacional parecia mais distante ainda. E, agora todo mundo entendeu o impacto enorme que a pandemia tem sobre o direito e, particularmente, sobre os direitos humanos, que é o enfoque do meu trabalho, eu analiso tudo isso sob a perspectiva dos Direitos Humanos.

E agora é evidente que é uma questão que depende de uma regulamentação internacional importante, mas não era claro no início. Então, quando saiu meu livro sobre a H1N1 em 2013,  muita gente estranhou uma advogada falando sobre gripe e ainda fazendo uma tese de livre-docência em direito internacional. Durante alguns anos eu fiquei um pouco com esse estigma de trabalhar algo estranho, algo que as pessoas não queriam acreditar que aconteceria, mas que, pra literatura - tanto a  internacional sobre saúde global, quanto a  brasileira das pessoas que trabalham com esse tema - tudo isso foi previsto, não tem nada inesperado na pandemia de Covid-19.

Deisy Ventura recentemente na Universidade de São Paulo. Créditos da foto são: IEA/USP

Vanguarda nas pesquisas sobre saúde global

Nós criamos, em 2013, esse doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade. Sustentabilidade porque a questão ambiental tem muito a ver com isso que está acontecendo, a forma pela qual a gente está destruindo o meio-ambiente potencializa as mutações virais, o desmatamento, a produção de alimentos - principalmente a pecuária intensiva -, tudo isso gera riscos de emergência de novas doenças e emergências de doenças que já estavam erradicadas. Então a gente criou esse doutorado que relaciona os aspectos de saúde com os aspectos ambientais e que trabalha muito com outros centros que pesquisam saúde global no mundo. 

A saúde global é um tema maior da saúde no mundo hoje, e nós e a Fiocruz somos pioneiros no tratamento desse tema no Brasil, estamos muito conectados com o que está acontecendo no exterior também, os estudos que estão sendo feitos. Claro que do ano passado pra cá, tudo ficou muito concentrado na pandemia de Coronavírus, mas vai muito além disso, mistura muitas outras crises e muitas outras perspectivas. 

Existe um fio condutor aí de dinâmicas que perpassam tudo que está acontecendo, então pra nós não tem nenhuma novidade na pandemia de Covid-19 - não somente a gente previu, mas também ela faz aparecer coisas que também já estavam acontecendo em outras doenças, em outros processos, em outros lugares. Mas eu não tenho nenhuma dúvida de que tive as condições de perceber isso, muito graças à multidisciplinaridade desse mestrado na UFSM - estudei economia, história, relações internacionais - e isso me permitiu entrar no Instituto de Relações Internacionais da USP, que foi um concurso bem disputado, mas isso me deu uma visão, uma abertura que me permitiu identificar esse tema.

Então posso dizer claramente que pude entrar nessa vanguarda dessas pessoas que são capazes de antecipar temas importantes graças ao que eu aprendi e vivi na UFSM. Nunca fui uma pesquisadora dogmática, no sentido de ser aquela pessoa que só repete aquilo que já existe, nunca fui uma docente conservadora, tive a sorte de conviver na UFSM com colegas e professores que têm uma visão crítica do mundo, do Direito, naquela época da História, da Economia, da Ciência Política, e essa visão crítica me permitiu antever e ser hoje reconhecida como uma pesquisadora de vanguarda.

Atualmente, sou membro da comissão da revista Lancet, que é uma das revistas mais importantes do mundo na área da saúde, sobre saúde global. Sou consultora da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para resposta à pandemia. Ou seja, há um reconhecimento do pioneirismo deste trabalho e me sinto muito feliz por estar pronta a colaborar com as minhas pesquisas, com o resultado de anos e anos de estudo, quando foi necessário, quando existiu esta necessidade. Essa clarividência, esse investimento em pesquisar temas novos foi uma coisa que aprendi na UFSM.

Pandemias e o direito internacional

Estudei a crise do Ebola, estudei a crise do Zika, e é incrível como se fala pouco sobre isso. Muita gente fala sobre como se a gente tivesse saído do zero. Já estávamos enfrentando desafios internacionais há muito tempo - a gente chegou a ser epicentro de uma emergência internacional com a síndrome congênita do vírus Zika em 2016 - então eu já vinha estudando essas emergências e o que o mundo diz sobre elas. Porque isso é uma coisa muito importante também, a gente, como pesquisador e professor universitário, precisamos conciliar o estudo de tudo que já existe, precisamos estudar o que os outros já escreveram, mas não podemos apenas repetir tudo isso, a gente tem que construir nosso próprio olhar a partir desses estudos, construir um olhar brasileiro, de acordo com os interesses do nosso país, não podemos funcionar como papagaio da literatura internacional. 

A gente tem que aprender o que existe a ser aprendido, mas temos que ir além. Eu nunca me coloquei, embora tenha estudado na França, na posição de repetir como um papagaio o que os franceses dizem. Valorizo muito a competência alheia, a produção científica, mas tenho o dever de olhar tudo isso a partir da perspectiva brasileira. 

A gente criou esse doutorado em Saúde Global porque a gente queria construir a perspectiva brasileira de tudo isso que está acontecendo no mundo. Quando digo ‘a gente’, estou falando da Faculdade de Saúde Pública da USP que tem esse doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade e também o Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário, no qual nós rapidamente nos demos conta do impacto que a pandemia causaria sobre o Direito e particularmente sobre os Direitos Humanos.

Trabalho durante a pandemia da Covid-19

Eu acho que a nossa contribuição mais importante no plano nacional foi, imediatamente depois do início da pandemia, começar a coletar e catalogar as normas brasileiras, tanto federais, quanto estaduais - esperamos também trabalhar com as municipais, que a partir de um conjunto de descritores de busca, no nosso entendimento, estavam relacionados à pandemia de Covid-19. A gente começou a avaliar o conteúdo dessas normas e que impacto elas traziam para os direitos das pessoas. Então, rapidamente nos demos conta disso e por isso saímos na frente e publicamos 10 boletins até agora, e o retorno que a gente tem é maravilhoso - não apenas em universidades brasileiras, mas em estrangeiras também. Um exemplo; sei que a Universidade de Princeton acompanha, divulga e estuda nossos boletins. Teve uma grande repercussão não apenas no ambiente acadêmico, nós vimos que a gente contribuía, porque a gente não só apresentava os dados gerais sobre as normas, mas a gente analisava grupos de normas. 

Isso é muito difícil de fazer se a gente não tem um olhar construído para se dar conta disso, porque muitas pessoas que não tinham nunca estudado esses fenômenos das pandemias tinham tendência a analisar, por exemplo, apenas normas relacionadas à saúde - e a gente vê que, na verdade, o impacto é muito mais amplo que esse. Ou tinham a tendência a analisar as normas pensando em como obter ganhos, nos casos das empresas, como reduzir suas obrigações trabalhistas e fiscais. Mas poucas pessoas estavam olhando para o que acontecia em termos de direitos das pessoas, qual era a repercussão dessas mudanças todas nas vidas das pessoas. 

 

Além da repercussão acadêmica, a gente teve muita repercussão entre gestores de saúde que usaram bastante nossos artigos, nossos estudos, e por isso agora a pesquisa vai continuar com patrocínio do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS). Ficamos muito felizes porque agora vamos poder ajudar mais diretamente os gestores, porque é muito difícil lidar com toda essa legislação - são mais de três mil normas federais, milhares de normas estaduais, muitas em contradição umas com as outras. E também houve repercussão entre os ativistas de Direitos Humanos que se deram conta dos riscos e perigos e dialogaram muito conosco para tentar encontrar soluções.

A gente se sente muito triste com o que está acontecendo no Brasil, com essa realidade, mas pelo menos como profissionais a gente se sente realizados por estar preparados na hora que foi preciso e poder ajudar algumas vertentes específicas dessa pesquisa, como é o caso da linha do tempo da estratégia federal de disseminação do Novo Coronavírus. Ela foi base de pedidos de impeachment que foram apresentados na Câmara dos Deputados, foi base de representações criminais que foram apresentados à Procuradoria Geral, então a gente sabe que o Ministério Público está usando nosso estudo, partidos políticos, procuradores, estão utilizando. 

Então é uma grande realização para nós, apesar do nosso desespero e da nossa impotência, dessas mais de 250 mil mortes e de mais de 10 milhões de casos - dados de fevereiro de 2021. Esse nosso trabalho poderia ter sido usado para melhorar a resposta brasileira à pandemia e não só denunciar o que estava acontecendo - mas infelizmente hoje não existe abertura no governo federal para modificar suas posições. 

Além dessa dimensão de estudos do impacto da pandemia no Brasil, eu, individualmente, continuo trabalhando muito com o tema da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a reforma do Regulamento Sanitário Internacional, que são temas que estão na pauta hoje O impacto da mudança do governo nos Estados Unidos sobre a saúde global, que é um impacto muito grande. Então continuo individualmente estudando essas questões internacionais, está para sair agora nas próximas semanas um artigo meu sobre isso, sobre a posição do Brasil diante dessa governança regional e multilateral da saúde, e acho que isso, daqui a algum tempo, vai ser muito importante para entender o impacto da pandemia de Covid-19 sobre o mundo. Acho que algumas coisas vão mudar, não exatamente o que a gente gostaria, mas é muito importante também a gente ter pesquisadores que consigam entender e explicar essas mudanças que virão pela frente.

Projeto Direitos na Pandemia

É esse projeto que está avaliando o impacto da pandemia sobre os direitos humanos e, particularmente, analisando essas normas jurídicas, a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a literatura acadêmica sobre o assunto. A gente está estudando tudo isso e acho que o nosso papel é ajudar a entender o impacto desse excesso de normas sobre os direitos humanos, e a gente sempre diz que onde tem muita norma, tem pouco direito e pouca justiça. 

Então, com essa quantidade enorme de normas que é difícil de entender, difícil de saber, dependendo de onde está, qual norma se deve obedecer, existe uma grande confusão, com um impacto negativo que é de curto, médio e longo prazo. 

Temos muitos anos pela frente nessa pesquisa para entender o que aconteceu com o direito brasileiro a partir da pandemia, que impacto isso tem sobre os direitos das pessoas e também que regimes restritivos de direitos - que podem até ser necessários durante um momento de pico da pandemia - mas depois têm que desaparecer. Então a gente tem que cuidar se medidas excepcionais que restringem direitos vão persistir na jurisdição depois disso, precisamos estar alertas a isso. Por isso a gente quis olhar todas as normas, não só aquelas que são explicitamente relacionadas à saúde, a gente olha tudo o que o Ministério da Economia faz, o que o Ministério do Turismo faz, fomos olhar simplesmente todas as normas federais e estaduais que podem estar relacionadas à pandemia. 

Acho que  a nossa pesquisa vai fazer um trabalho importante de detecção de possíveis impactos negativos. A gente não pode sair da pandemia pior do que nós estávamos antes em matéria de proteção dos direitos e acho que essa é uma possibilidade que, infelizmente, precisa ser denunciada e evitada. A gente tenta dar subsídio para que pessoas que defendem os direitos humanos possam atuar nesse sentido.

Expediente

Repórter: Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Ilustração: Renata Costa, acadêmica de Produção Editorial e bolsista

Mídia Social: Nathalia Pitol, acadêmica de Relações Públicas e bolsista

Editora de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalista

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Projeto da startup incubada na UFSM Mobart foi selecionado no programa de pré-aceleração Intensivo #9 Samsung Ocean USP, direcionado para equipes já estabelecidas, que possuam projetos inovadores para dispositivos móveis (smartphones, tablets, wearables, entre outros). Com o com o suporte da Samsung e da Universidade de São Paulo (USP), a Mobart desenvolverá uma plataforma digital mobile e desktop para gestão, comercialização e mostruário para o mercado da arte.

A CEO da Mobart, Andrea Capssa explica que, por meio da realidade aumentada, é possível simular as obras de arte em qualquer espaço, em ambientes onde se deseja instalar ou expor uma obra, ou coleção de obras. “A tecnologia permite também o compartilhamento de obras, ou coleções, com realidade aumentada, entre galerias e seus clientes, bem como vendedores e parceiros. Desta maneira, facilita-se a logística, reduzindo custos e riscos nas operações dos agentes do mercado”, explica.

O projeto que será acelerado pelo programa já é desenvolvido na startup, mas a equipe teve que adaptá-lo, devido à dinâmica da seleção. “Foi proposto aos participantes que usassem as suas soluções para atender algum dos 17 objetivos da ONU para o desenvolvimento sustentável. Desta forma, tivemos que repensar o nosso produto durante o processo de seleção. Tivemos de repensar a persona, o modelo de negócios e as formas de monetização”, esclarece a CEO da Mobart.

O programa selecionou 10 startups brasileiras que tiveram que passar por etapas como a apresentação do pitch em inglês, Canvas do modelo de negócios, vídeo de apresentação do protótipo, mercado de atuação, descrição da tecnologia e do produto, site, e demais informações sobre a equipe. “O nosso produto é totalmente adequado ao portfólio do patrocinador, visto que a usabilidade do Mobart se dá por meio de mobile. A nossa expectativa ao participar deste ecossistema é ampliar o nosso network e dar maior visibilidade ao projeto em busca dos investimentos que precisamos”, destaca a CEO da Mobart.

Andrea ressalta a participação da equipe da Mobart na participação de editais, como o Programa BRDE Labs, no qual estiveram entre as startups finalistas. “Estamos sempre atentos às possibilidades que surgem e procuramos participar sempre que entendemos que a nossa startup se encaixa aos editais. Esta foi a nossa primeira participação no Samsung Ocean. Entretanto, consideramos que a participação em editais é enriquecedora, sempre aprendemos e crescemos de alguma maneira, seja por um feedback recebido, uma nova ferramenta disponibilizada, alguma sugestão, ou uma nova dinâmica para a equipe”. 

O programa de pré-aceleração Intensivo #9 Samsung Ocean USP é gratuito, ocorrerá entre os dias 24/08/2020 e 24/11/2020, totalizando 14 (quatorze) semanas de atividades, sendo ministrado inteiramente a distância.

Saiba mais sobre as empresas incubadas na UFSM aqui.

Texto: Luana Giazzon, acadêmica de Jornalismo e bolsista da Agittec
Edição: João Ricardo Gazzaneo, jornalista da Unidade de Comunicação Integrada (Unicom)

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O curso de Ciências Contábeis do CCSH teve dois trabalhos indicados para premiação no 20º Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade.

"Efeitos cognitivos de capacidades psicológicas na transferência de conhecimentos de estudantes de Ciências Contábeis para organizações empresariais", de autoria da aluna Eduarda de Quadros Copatti e do professor Vinícius Costa da Silva Zonatto, foi indicado para premiação na Área VI – Educação  

Já "Contabilidade e cibersegurança: uma análise da segurança da informação contábil", de autoria de Juliano Carlos Raddatz (aluno), Ramiro Ribeiro (ex-aluno), Cristiane Krüger (professora), Cláudia de Freitas Michelin (professora) e Victor Cepilloo (aluno), foi indicado para a Área IV – Contabilidade Gerencial.

O 20º Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade será realizado de forma online de 29 a 31 de julho. 

Confira a relação dos trabalhos indicados no link.

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Nesta terça-feira (19) acontece a live “Comer com atenção plena”, com a nutricionista Erika Toassa, doutora em Nutrição em Saúde Pública pela USP. O convite foi feito pelo PET-Saúde/Interprofissionalidade da UFSM campus Palmeira das Missões.

Conforme Greisse Leal, professora do curso de Nutrição, a intenção é debater como fica alimentação das pessoas passando mais tempo em casa devido à pandemia de Covid-19. “Em tempos de pandemia, ficando mais tempo em casa e com muita comida disponível, pelo fato de fazermos compras para durar mais tempo e sairmos menos, pode ser que em alguns momentos estejamos exagerando no consumo alimentar. Por isso, comer com atenção plena pode ser uma opção para prestarmos mais atenção na fome e na saciedade”, afirma.

A live terá início às 19h e será transmitida pelo Instagram @greisse.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM-PM

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O Departamento de Ciências Contábeis, do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da UFSM, teve participação destacada no maior e mais tradicional congresso acadêmico da área de Ciências Contábeis no Brasil. Os professores Vinícius Costa da Silva Zonatto, Luiz Henrique Figueira Marquezan e Larissa Degenhart e alunos do curso foram premiados por dois artigos apresentados no 19º Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, realizado de 24 a 26 de julho, em São Paulo.

Melhor artigo da área de Contabilidade Gerencial

O artigo "Efeitos da participação orçamentária em atitudes gerenciais, satisfação no trabalho e no desempenho gerencial" (link), dos autores Juliana Constâncio Nascimento, Vinícius Costa da Silva Zonatto, Micheli Aparecida Lunardi e Larissa Degenhart, recebeu o prêmio de melhor artigo da área de Contabilidade Gerencial.

A pesquisa investiga os efeitos da participação orçamentária nas atitudes gerenciais, satisfação no trabalho e no desempenho gerencial de controllers, gerentes e coordenadores de controladoria de empresas brasileiras. O estudo observou que a participação orçamentária influencia as atitudes gerenciais e a satisfação dos controllers no trabalho, bem como o seu desempenho gerencial.

Os resultados do estudo permitem concluir que os efeitos da participação orçamentária no desempenho gerencial são encontrados de maneira direta e indireta, quando mediados pelas variáveis de atitudes gerenciais e satisfação no trabalho. Estes achados reforçam os papéis informativos do orçamento, bem como seus efeitos cognitivos, motivacionais e de valor de realização. O estudo contribui demonstrando a influência do orçamento no processo de gestão, bem como a melhoria do ambiente de trabalho, o que por consequência tende a impactar positivamente no desempenho dos colaboradores na organização.   

Para o professor Vinícius Zonatto, a premiação é gratificante para os pesquisadores, pois mostra que estão no caminho certo, desenvolvendo pesquisas com qualidade, bem como serve de estímulo para que novos estudos sejam promovidos abordando as temáticas relacionadas à Contabilidade Comportamental, tema emergente nesta área do conhecimento.

Melhor artigo de iniciação científica da área de Contabilidade Gerencial

"Análise das relações entre vínculos dos funcionários com a organização e escopo de atenção aos stakeholders" (link), dos autores Lucas Olesiak, Thayane Scremin Anversa, Luiz Henrique Figueira Marquezan e Vinícius Costa da Silva Zonatto, foi escolhido o melhor artigo de iniciação científica da área de Contabilidade Gerencial.

O trabalho foi desenvolvido com base em discussões sobre a Responsabilidade Social Corporativa, necessidade de ações éticas e socialmente responsáveis e sua divulgação, passando pela atenção aos stakeholders (grupos que se relacionam com a empresa, direta ou indiretamente), com olhar para os funcionários. Investigou possíveis relações entre vínculos que os funcionários desenvolvem com as organizações e a postura da empresa com seus stakeholders. A dúvida por trás da pesquisa é se o uso de informações que demonstrem posturas de atenção a diferentes stakeholders influencia a atração de funcionários.

A hipótese confirmada é de que pessoas com tendência ao vínculo de comprometimento teriam maior intenção em aproveitar a oportunidade de trabalho apresentada nos cenários experimentais, quando comparadas às pessoas com tendência aos vínculos de consentimento e entrincheiramento. As implicações para a literatura e as empresas dizem respeito ao maior interesse de pessoas que queiram atuar em prol dos objetivos organizacionais, as comprometidas, ponto favorável aos contratantes.

Assim, o estudo tem implicações para organizações avaliarem o uso (ou não) de informações contábeis nos processos seletivos, que demonstrem foco em entregar resultados aos investidores ou a múltiplos grupos de pessoas, bem como sobre as ações ligadas à Responsabilidade Social Corporativa.

Artigos premiados evidenciam a qualidade do trabalho

Ambos os trabalhos premiados foram produzido a partir do Projeto de Ensino "Oficinas de pesquisa para elaboração de artigos científicos", desenvolvido pelo Departamento de Ciências Contábeis.

Para o professor Vinícius Zonatto, a conquista tem importantes significados. "Para a UFSM, mostra o resultado dos investimentos em qualificação docente, em atividades de iniciação científica e de pesquisa. Para a sociedade, denota o papel que a UFSM exerce na formação de recursos humanos, na promoção do ensino e da pesquisa, o que contribui para o alcance da missão institucional", afirma.

Já o professor Luiz Marquezan observa que o prêmio sinaliza três pontos importantes. O primeiro é de que os esforços de pesquisa do departamento apresentam resultados reconhecidos nacionalmente, contribuindo para o desenvolvimento da área, reforçando a importância da pesquisa e a necessidade de constante crescimento da dedicação.

O segundo ponto está relacionado à maturidade das pesquisas realizadas no Departamento de Ciências Contábeis, confirmando o bom momento para abertura do Programa de Pós-Graduação, contribuindo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e o planejamento da pós-graduação da UFSM.

Por fim, Marquezan destaca que a premiação evidencia a qualidade dos alunos. "Em 2018, os acadêmicos, no mesmo congresso, chegaram com duas das oito equipes finalistas do desafio 'Copa do Mundo Contábil'. No mesmo ano, outra pesquisa de iniciação científica já havia conquistado o 2º lugar no Congresso Brasileiro de Custos. Temos bons alunos com interesse em pesquisa, outro sinalizador para a abertura do Mestrado em Ciências Contábeis", afirma.

Texto: Agência de Notícias, com informações do Núcleo de Comunicação Institucional do CCSH

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/04/23/pesquisadores-do-departamento-de-quimica-da-ufsm-apresentam-palestras-na-usp Tue, 23 Apr 2019 12:03:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47427 [caption id="attachment_47428" align="alignright" width="443"]Foto colorida horizontal mostra nove homens e mulheres lado a lado, posando para a foto, em frente a uma lousa verde em uma sala Integrantes do LAQIA que participaram do workshop[/caption]

De 15 a 18 de abril, foi realizada a 12ª edição do Workshop sobre Preparo de Amostras (WPA). O evento foi organizado no campus da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e contou com a participação dos mais destacados cientistas que trabalham na área de Química Analítica voltada para o preparo de amostras e determinação de contaminantes orgânicos e inorgânicos, nos mais variados tipos de amostras.

Dentre os palestrantes, estiveram pesquisadores das principais instituições de ensino superior do Brasil, como USP, UFSCar, Unicamp, entre outras, bem como pesquisadores do exterior, como Peter Bode (Holanda), Ramon Barnes (EUA), José Luis Capelo Martinez (Portugal) e Diego Carnaroglio (Itália).

O WPA tem sido citado como o evento mais importante da área de preparo de amostras para a determinação de elementos traços na América Latina. O WPA envolve a discussão de aspectos relevantes aos métodos de preparo de amostras para a subsequente determinação de elementos e compostos em materiais de interesse tecnológico, industrial, agronômico, ambiental, clínico, forense, dentre outros.

Adicionalmente, ocorreram atividades experimentais (sessões de práticas) nesse mesmo contexto, sendo possível aos participantes operar os equipamentos mais modernos, disponíveis na área de preparo de amostras, dentre outras operações experimentais.

Os pesquisadores do Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA) do Departamento de Química da UFSM Érico M. M. Flores, atual coordenador da Secretaria de Apoio Internacional da UFSM, Cezar A. Bizzi e Valderi L. Dressler foram palestrantes convidados.

Os professores Rochele S. Picoloto e Cezar A. Bizzi também coordenaram uma sessão prática relacionada ao sistema de combustão iniciada por micro-ondas, equipamento resultante de uma das patentes desenvolvidas pelo grupo de pesquisa do LAQIA.

O professor Érico apresentou a conferência de encerramento, "Tendências no preparo de amostras", acerca dos desafios e rumos da Química Analítica na área de preparo de amostras, mostrando os resultados recentes e os principais avanços do LAQIA nessa área.

O professor Cezar apresentou a palestra "Digestão subestequiométrica de amostras botânicas e biológicas em sistemas com aquecimento por micro-ondas: emprego de ácido nítrico diluído e oxigênio como reagente auxiliar", durante a qual foram apresentados os desenvolvimentos mais recentes na área de decomposição de amostras com alta eficiência empregando reagentes diluídos.

Já o professor Valderi ministrou a palestra "Preparo de amostras para análise de especiação", apresentando os principais sistemas empregados para a especiação de elementos relevantes para análises biológicas, ambientais e toxicológicas.

Parte dos trabalhos de pesquisa, totalmente feita na UFSM, foi realizada nos laboratórios do Centro de Estudos em Petróleo (Cepetro) da UFSM, que tem desenvolvido diversos sistemas e processos nas áreas de micro-ondas e ultrassom nos últimos anos.

Além dos professores Érico, Cezar, Rochele e Valderi, participam das pesquisas desenvolvidas no LAQIA e Cepetro os professores José Neri G. Paniz, Edson I. Müller, Fábio A. Duarte, Paola A. Mello, Rodrigo C. Bolzan e Jussiane S. Silva, todos do DQ/CCNE, além de alunos de graduação da UFSM (Tecnologia em Processos Químicos, Química Industrial, Química Bacharelado, Farmácia e Engenharia Química) e dos programas de pós-graduação em Química e em Engenharia Química.

Foto: Divulgação

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/12/07/poscom-tera-palestra-com-professora-da-usp-na-proxima-segunda-10 Fri, 07 Dec 2018 11:19:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=45938 O Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PosCom) vai receber a professora Roseli Fígaro, da Universidade de São Paulo (ECA/USP), para uma palestra na segunda-feira (10), a partir das 9h, no anfiteatro do prédio 74C. A professora vai apresentar suas reflexões a respeito do tema “Atividade de comunicação e trabalho: desafios para a pesquisa em comunicação”.

Ligada à linha de pesquisa “Epistemologia, Teoria e metodologia da Comunicação”, Roseli Fígaro é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo e do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho.

Também é autora de inúmeros artigos publicados em revistas científicas nacionais e estrangeiras, e de livros como “As mudanças no mundo do trabalho do jornalista de São Paulo (2013), “Comunicação e Análise de Discurso (2012), “Relações de Comunicação no mundo do trabalho (2008), e “Comunicação e Trabalho. Estudo de recepção: o mundo do trabalho como mediação da comunicação” (2001).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/13/pesquisadora-do-departamento-de-quimica-recebe-premiacao-nacional Thu, 13 Sep 2018 12:59:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44505 Foto horizontal colorida mostrando as três premiadas e quatro organizadores da premiação Na foto das premiadas e organizadores, Clarissa é a primeira a partir da direita[/caption] A pesquisadora Clarissa Piccinin Frizzo, do Departamento de Química da UFSM, é a vencedora do 1º Prêmio para Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas, categoria Líder Emergente. O prêmio foi entregue na terça-feira (11), no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em São Paulo (SP). O prêmio é uma iniciativa conjunta do Chemical Abstracts Service (CAS), divisão da American Chemical Society (ACS), e da revista Chemical  Engineering News (C&EN) para promover a igualdade de gênero nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática no Brasil. A premiação conta também com apoio da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e da Fapesp. “Essa é a primeira premiação desse tipo que promovemos e vamos fazer mais. Realmente espero que chegue o dia em que não será mais necessário criar iniciativas para premiar mulheres na ciência, mas por enquanto é importante”, disse Bibiana Campos, editora-chefe da C&EN. Para Clarissa, o prêmio serve como um incentivo não só para ela, mas também para outras mulheres. A categoria Líder Emergente "reconhece os feitos de uma notável jovem cientista na química e ciências relacionadas ou empreendedora" que tenha até 40 anos de idade e não tenha concluído o seu doutoramento há mais de 10 anos. Além de Clarissa, foram premiadas outras duas pesquisadoras, uma da Unicamp e outra da USP. Mais informações sobre a premiação no site da C&EN. Foto: Divulgação]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/03/roda-de-conversa-sobre-ciencia-memoria-tecnologia-e-sociedade-informacional-e-nesta-segunda-3 Mon, 03 Sep 2018 10:52:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44333 O Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM Silveira Martins, dando sequência a sua programação artística, cultural e científica, recebe nesta segunda-feira (3), das 9h às 11h30, duas pesquisadoras convidadas para a primeira "Roda de Conversa sobre Ciência, Memória, Tecnologia e Sociedade Informacional".

As pesquisadoras convidadas são Lucília Maria Abrahão e Souza, da USP Ribeirão Preto (professora, poeta, artista plástica, linguista, analista de discurso e autora de documentários), com a conferência "Entre as telas do museu do amanhã: o estranho jogo da tecnologia e do futuro", e Ana Miriam Wuensch, da Universidade de Brasília (UnB), doutora em Bioética e professora de Filosofia. Seus temas de investigação concentram-se em torno do ensino de Filosofia, com ênfase na Filosofia com crianças, em temas específicos da bioética, como a natalidade e o nascimento, mas sobretudo na investigação sobre a ausência e a presença de pensadoras nas diversas histórias da filosofia. Sua conferência tem por título "A Cidade da Memória das Mulheres".

A atividade tem por objetivo reunir pesquisadores de oito programas de pós-graduação, ligados à UFSM Silveira Martins, e que participam do projeto institucional e multidisciplinar "Sociedade Informacional: memórias e tecnologias", que debate questões contemporâneas que estão no dia a dia de pesquisa, ensino e extensão. O projeto está alicerçado em dois eixos temáticos: o primeiro, refletir sobre os conceitos de informação e tecnologia no mundo atual e, o segundo, sobre memória e tecnologias, trazendo no seu bojo a história do fazer cotidiano naquilo que ele tem e carrega como transformação social.

A Roda de Conversa é aberta ao público em geral e acontece na sala 3004, Bloco A, em Silveira Martins.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/tataravo-de-gigantes Fri, 25 May 2018 05:25:05 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3670 Bagualosaurus agudoensis, foi apresentada no periódico científico britânico Zoological Journal of the Linnean Society nesta sexta-feira (25). O animal viveu no período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos, e faz parte da linhagem dos sauropodomorfos, que inclui os maiores dinossauros conhecidos: quadrúpedes herbívoros de portes titânicos e pescoços compridos. [caption id="attachment_3674" align="aligncenter" width="1024"] Representação artística da paisagem na região de Agudo no período Triássico. No centro da imagem, uma dupla de Bagualosaurus agudoensis confronta o cinodonte Trucidocynodon riograndensis . No canto inferior direito, um Hyperodapedon, réptil herbívoro do grupo dos rincossauros. Ao fundo, um grupo de cinodontes, Exaeretodon riograndensis, observa a cena. Arte: Jorge Blanco[/caption] O fóssil foi encontrado no município de Agudo, na região central do Rio Grande do Sul, e foi estudado por paleontólogos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho é resultado da pesquisa de doutorado de Flávio Pretto, desenvolvido no programa de Pós-Graduação em Geociências da UFRGS, sob orientação do Dr. Cesar Schultz. Pretto hoje atua como Paleontólogo no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica, vinculado à UFSM (Cappa/UFSM). [caption id="attachment_3671" align="aligncenter" width="1024"] Primeiros restos do Bagualosaurus agudoensis, como foram encontrados na rocha. Alguns dentes do animal podem ser vistos no centro da imagem. Foto: Cristina Bertoni-Machado[/caption]  Apesar de não ser um gigante como seus parentes do Jurássico e Cretáceo, o Bagualosaurus era um dinossauro grande para a época. Inclusive, o nome do animal faz alusão a esse aspecto, pois um dos usos do regionalismo gaúcho “bagual” é para se referir a um animal grande. Segundo Flávio Pretto, a maior parte dos dinossauros, quando começavam a surgir no planeta (há 230 milhões de anos), eram animais pequenos, que mal chegavam a 1,5 metros do focinho à ponta da cauda - enquanto o Bagualosaurus ultrapassava os 2,5 metros de comprimento. Além de maior que seus parentes da época, que eram onívoros, o Bagualosaurus apresentava dentes adaptados para se alimentar de plantas. “Esse novo hábito alimentar foi crucial para que os sauropodomorfos pudessem atingir grandes tamanhos, como se veria milhões de anos mais tarde”, diz Pretto. [caption id="attachment_3673" align="aligncenter" width="958"] Foto e reconstrução do crânio e da mandíbula de Bagualosaurus agudoensis. As partes preservadas estão representadas em cor mais clara. Foto: Luiz Flávio Lopes – UFRGS. Ilustração: Flávio Pretto.[/caption] O Bagualosaurus é a sétima espécie de dinossauro descrita para o Triássico do Rio Grande do Sul e deve ter convivido com quatro outras: Pampadromaeus barberenaiSaturnalia tupiniquimBuriolestes schultzi e Staurikosaurus pricei. Segundo Max Langer (USP) e Cesar Schultz (UFRGS), coautores do estudo: dinossauros tão antigos são bastante raros, com esqueletos bem preservados encontrados apenas no sul do Brasil e no noroeste da Argentina. Em outras palavras, quase tudo o que se sabe sobre a aurora dos dinossauros provém desses fósseis sul-americanos. Agora, com a descoberta do Bagualosaurus, a origem do gigantismo dentre os dinossauros herbívoros começa a ser desvendada. [caption id="attachment_3672" align="aligncenter" width="1024"] Representação esquemática do esqueleto de Bagualosaurus agudoensis. Os ossos preservados estão representados em cor mais clara. Imagem: Flávio Pretto[/caption] Além desta pesquisa sobre o Bagualosaurus agudoensis, outro importante estudo realizado na região central do Rio Grande do Sul foi divulgado  recentemente. Confira também o Dossiê Paleontologia produzido pela revista Arco. Esta reportagem foi produzida com informações do Cappa e do Núcleo de Divulgação Institucional do Centro de Ciências Naturais e Exatas da UFSM]]>