UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 18:29:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/03/13/equipe-fieldcrops-fortalece-internacionalizacao-com-entrega-de-livro-a-produtores-da-america-latina Thu, 13 Mar 2025 11:34:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68502 [caption id="attachment_68503" align="aligncenter" width="1024"]foto colorida horizontal de pessoas em meio a uma lavoura de soja em um dia de céu azul. Elas estão em pé e agachadas e de frente para a câmera Reitor participou da entrega do material a produtores em visita ao 55BET Pro Sede[/caption]

Na última terça-feira (11), a Equipe FieldCrops da UFSM realizou a entrega do livro “Agronomía digital: intensificación de los sistemas productivos de arroz y soya na Venezuela” para produtores venezuelanos e de outros países da América Latina em visita ao 55BET Pro Sede. O evento contou com a presença do reitor da UFSM, Luciano Schuch, e reuniu mais de 30 produtores, reforçando o compromisso da Universidade e de seus parceiros com a internacionalização do conhecimento científico e a promoção de tecnologias avançadas para o setor agrícola.

O material entregue reúne pesquisas e análises sobre as melhores práticas para o cultivo de arroz e soja, auxiliando os produtores na redução da lacuna de produtividade e na adoção de manejos mais eficientes. O livro é resultado do trabalho desenvolvido pelo projeto de mestrado de João Souza, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA) da UFSM, que busca soluções inovadoras para os desafios do setor agrícola, tanto no Brasil quanto no exterior.

Para os produtores latino-americanos, o acesso a esse conhecimento técnico é essencial para otimizar o rendimento das lavouras e aprimorar a gestão agrícola. “Com esse material, conseguimos embasar nossas decisões e melhorar a eficiência produtiva no campo”, destacou um dos agricultores presentes no evento.

O professor Alencar Zanon, coordenador do projeto, destaca que a iniciativa evidencia o papel da UFSM como referência em pesquisa aplicada à agricultura e reforça a importância da colaboração internacional para o desenvolvimento sustentável da produção agrícola na América Latina. O projeto é em parceria com o Flar, Onudi e Fundarroz.

Foto: Divulgação

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/10/equipe-fieldcrops-da-ufsm-apresenta-resultados-de-um-dos-maiores-projetos-de-producao-sustentavel-da-venezuela Mon, 10 Jun 2024 11:23:53 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66003
[caption id="attachment_66004" align="alignright" width="526"]foto colorida horizontal com pessoas em pose para foto, algumas em pé e outra agachadas, em uma lavoura de plantas ainda pequenas, ao fundo céu com nuvens cinzas e brancas Equipe da UFSM fez visitas técnicas em lavouras[/caption] O professor da UFSM Alencar Zanon, consultor da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), apresentou os resultados preliminares do projeto de sistema de rotação de arroz/soja na Venezuela. Esse projeto faz parte do dissertação do mestrando João Souza, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA), e do trabalho de conclusão de curso de Cintia Piovesan, aluna de Agronomia do Centro de Ciências Rurais (CCR), todos integrantes da Equipe FieldCrops.
 
Nos dias 4 e 5 de junho, dirigentes do setor agrícola, agricultores e especialistas envolvidos neste projeto discutiram sobre os resultados preliminares, na sala técnica da Asoportuguesa, uma das associações que, juntamente com Fundarroz, Polo Agropecuário, Fondesoya e Flar, lideraram o desenvolvimento desta iniciativa.
 
Os resultados, embora ainda não sejam definitivos, indicam que o potencial de rendimento possível na Venezuela é de 5,8 toneladas por hectare de soja e 9,8 toneladas/ha de arroz, com base na oferta ambiental do país, de acordo com a explicação feita por Zanon.
 
Com base nos resultados do projeto, uma meta projetada seria de 4 e 8 toneladas por hectare possíveis de serem alcançadas em soja e arroz, respectivamente, o que representa cerca de 80% do potencial de rendimento, sobre o que os especialistas recomendam focar, já que tentar atingir 100% acarretaria mais riscos e custos.
 
Foram analisados dados de mais de 400 lavouras de mais de 40 produtores entre os estados de Portuguesa, Guárico e Cojedes, totalizando uma superfície equivalente a 7.139 hectares. José Luis Pérez, presidente da Fevearroz e diretor da Fedeagro, afirmou que nunca se fez um estudo tão detalhado sobre este sistema.
 
Já nos dias 6 e 7 de junho, foram realizadas visitas técnicas para avaliação das parcelas demonstrativas de soja nas lavouras dos produtores Venturino Cicconetti e Aurelio Cazulani.
 
Zanon comenta que os resultados desse projeto contribuíram para a formação de recursos humanos de alta qualidade e permitirão colocar a Venezuela na primeira página da produção sustentável de alimentos da agricultura mundial.
 
Foto: Divulgação
 
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/11/13/professor-e-mestrando-do-ppgea-da-ufsm-lideram-missao-da-onu-na-venezuela Mon, 13 Nov 2023 11:19:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64483 [caption id="attachment_64484" align="alignright" width="567"]foto colorida horizontal com duas pessoas, uma delas faz a foto, a outra faz sinal de positivo com a mão esquerda, ambas sorriem e estão em uma fazenda iluminada com mato e céu ao fundo Alencar Junior Zanon e João Vitor Santos de Souza[/caption]

De 6 a 10 de novembro, ocorreu a gira técnica do projeto “ST 52: Incrementar rendimientos en soya y arroz, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores”, coordenado pela Onudi, uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela, com participação da UFSM. Foram realizadas avaliações e transferência de conhecimento diretamente em lavouras de arroz e soja nos estados de Portuguesa, Cojedes e Guárico, que juntos representam a maior área de produção de arroz irrigado do país. 

O aluno de mestrado João Vitor Santos de Souza e o professor Alencar Junior Zanon, do Departamento de Fitotecnia e professor do Programa de Mestrado em Engenharia Agrícola da UFSM, estiveram juntos com a ONU visitando lavouras dos produtores integrados no projeto e que estão realizando o cultivo de soja nesse momento. Apesar de ser o primeiro ano do projeto, o impacto é extraordinário, os produtores estão muito otimistas com os primeiros resultados e já se planejam para terminarem a colheita da soja e iniciar a semeadura do arroz, avalia Alencar. 

O projeto também foi apresentado para os produtores do Estado de Guárico, que visitaram as lavouras dos produtores de Portuguesa e Cojedes para entender a dinâmica da soja em áreas de arroz e os pilares que devem ser seguidos para o sucesso do sistema. Além disso, foram apresentadas as primeiras análises dos fatores que estão afetando a produtividade do arroz, auxiliando a tomada de decisão dos produtores que estão se preparando para semear a cultura, sendo esse o tema da dissertação de mestrado de João. 

Foto: Arquivo pessoal

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/11/12/professor-e-aluno-de-mestrado-em-engenharia-agricola-lideram-missao-da-onu-na-venezuela Sun, 12 Nov 2023 15:02:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=9299

De 6 a 10 de novembro de 2023, ocorreu a gira técnica do projeto “ST 52: Incrementar rendimientos en soya y arroz, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores” coordenado pela ONUDI, uma agência especializada da ONU na Venezuela. Foram realizadas avaliações e transferência de conhecimento diretamente em lavouras de arroz e soja nos  Estados de Portuguesa, Cojedes e Guárico que juntos representam a maior área de produção de arroz irrigado do país.

O aluno de mestrado João Vitor Santos de Souza e o professor Alencar Junior Zanon do Departamento de Fitotecnia e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFSM estiveram juntos com a Organização das Nações Unidas visitando lavouras dos produtores integrados no projeto e que estão realizando o cultivo de soja nesse momento. Apesar de ser o primeiro ano do projeto o impacto é extraordinário, os produtores estão muito otimistas com os primeiros resultados e já se planejam para terminarem a colheita da soja e iniciar a semeadura do arroz.

O projeto também foi apresentado para os produtores do Estado de Guárico, os mesmos estiveram visitando as lavouras dos produtores de Portuguesa e Cojedes para entender a dinâmica da soja em áreas de arroz e os pilares que devem ser seguidos para o sucesso do sistema. Além disso, foi apresentado as primeiras análises dos fatores que estão afetando a produtividade do arroz, auxiliando a tomada de decisão dos produtores que estão de preparando para semeadura a cultura, sendo esse o tema da dissertação de mestrado do João. 

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/10/projeto-com-participacao-da-ufsm-e-destacado-pela-onu-venezuela Tue, 10 Oct 2023 12:01:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64071

O projeto "ST 52: Incrementar rendimientos en soya y arroz, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores" foi destaque no mês de setembro na página da ONU na Venezuela. A UFSM, por meio da Equipe FieldCrops, está na coordenação deste projeto, juntamente com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), Fundação Nacional do Arroz (Fundarroz), Fundo Nacional da Soja (Fondesoya) e Fundo Latino Americano de Arroz Irrigado (Flar). 

O objetivo do trabalho é estimar o potencial de produtividade do sistema de produção arroz/soja na Venezuela, bem como determinar a lacuna de produtividade. Além disso, o projeto visa determinar os fatores de manejo que estão afetando a produtividade dos cultivos no país. 

O professor Alencar Zanon, coordenador da Equipe FieldCrops da UFSM, integra a liderança do projeto, e o mestrando no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA) João Vitor Santos de Souza é o responsável por liderar as análises dos dados dos experimentos e questionários que estão sendo conduzidos na Venezuela a partir deste ano até 2024.

Alencar e João irão para a Venezuela no início de novembro para fazer a primeira entrega de resultados para os produtores de soja e arroz do país.

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/2023/03/16/ufsm-participou-de-missao-da-onu-na-venezuela-com-foco-na-producao-sustentavel-de-alimentos Thu, 16 Mar 2023 16:07:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/unidades-universitarias/ccr/?p=7436
O trabalho levou a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI - ONU), agência especializada que promove o desenvolvimento industrial para a redução da pobreza, a globalização inclusiva e a sustentabilidade ambiental, a convidar a Universidade a liderar uma missão na Venezuela que teve como foco aumentar a produção de alimentos de forma sustentável visando à redução da desnutrição, além de contribuir com a internacionalização da nossa Universidade.
 
A primeira missão, com foco na intensificação dos sistemas de produção de arroz e soja na Venezuela teve o professor do CCR - Alencar Júnior Zanon - liderando a parte técnica. O professor também já participou de um roteiro pela Colômbia para avaliar o projeto “Mejorando el sistema de producción Arroz-Soya: Una opción para mejorar la producción agrícola y la protección ambiental en sistemas arroceros de Colombia”.
 
]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/03/14/ufsm-participou-de-missao-da-onu-na-venezuela-com-foco-na-producao-sustentavel-de-alimentos Tue, 14 Mar 2023 11:40:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61417 [caption id="attachment_61419" align="alignright" width="676"]foto colorida horizontal, um homem de costas, com um colete bege com logo da ONU em azul claro nas costas, fala a um grupo de pessoas sentadas, e um ambiente interno claro, com grandes janelas mostrando alguns coqueiros Zanon fez visitas técnicas e se reuniu com representantes do setor produtivo[/caption]

O trabalho de destaque que a UFSM vem realizando na área de produção sustentável de alimentos levou a ONU, por meio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), agência especializada que promove o desenvolvimento industrial para a redução da pobreza, a globalização inclusiva e a sustentabilidade ambiental, a convidar a Universidade a liderar uma missão na Venezuela que teve como foco aumentar a produção de alimentos de forma sustentável visando à redução da desnutrição.

A primeira missão pela ONU com foco na intensificação dos sistemas de produção de arroz e soja na Venezuela teve o professor do Centro de Ciências Rurais (CCR) Alencar Júnior Zanon liderando a parte técnica. Em um roteiro pelo país realizado de 4 a 11 de março, que abrangeu cidades como Acarigua e outras do estado de Portuguesa - conhecido como o maior produtor de alimentos do país -, Zanon participou de encontros com o setor produtivo do agronegócio do país para apresentar o projeto "Incrementar rendimientos en arroz y soya, incorporando tecnologías digitales y protocolos agronómicos innovadores", iniciado em agosto de 2022, e os primeiros resultados, que estão focados na caracterização do ambiente biofísico do estado da Portuguesa e a aptidão agrícola para produzir arroz e soja. Também visitou lavouras onde serão conduzidos os experimentos com o manejo proposto pela UFSM, que objetiva melhorar a drenagem das lavouras, realizar uma distribuição adequada de sementes de soja e aumentar os níveis de fertilização. 

O professor relata que o objetivo das atividades desenvolvidas na Venezuela foi ajudar a aumentar a produção de alimentos em um país que importa toda a soja e parte do arroz que consome. "Nosso foco foi desenvolver práticas de manejo sustentável para intensificar sistemas de produção e promover a segurança alimentar na prática, reduzindo a desnutrição", afirma Zanon, que representou na missão a Equipe FieldCrops da UFSM, referência na América Latina e América Central em intensificação de sistemas de produção.

Ele avalia que a participação na missão da ONUDI contribui para a internacionalização da UFSM e deve gerar um impacto positivo na produção de alimentos e na segurança alimentar naquele país. "Participar de um projeto da ONU e transferir o conhecimento gerado em pesquisa para produtores de arroz e soja da Venezuela foi gratificante", salienta Zanon, acrescentando que a Universidade já se destaca como referência mundial em agricultura.

[caption id="attachment_61420" align="alignleft" width="577"]foto colorida horizontal com um homem de camisa polo verde, chapéu, barba e óculos, de lado, junto com outros 4 homens, em uma lavoura com plantas verdes quase na altura da cintura Roteiro na Colômbia foi em parceria com o FLAR e a Fedearroz do país[/caption]

Roteiro na Colômbia para avaliar projeto

Antes de participar da missão da ONU na Venezuela, Zanon participou, de 25 de fevereiro a 3 de março, de um roteiro pela Colômbia para avaliar o projeto “Mejorando el sistema de producción Arroz-Soya: Una opción para mejorar la producción agrícola y la protección ambiental en sistemas arroceros de Colombia”, que é uma parceria da UFSM, do Fundo Latino-Americano de Arroz Irrigado (FLAR), do qual Zanon é consultor, e da Federación Nacional de Arroceros (Fedearroz) da Colômbia.

Desenvolvido há três anos, o projeto já apresenta resultados, conforme Zanon pôde conferir in loco. Na média de todas as parcelas demonstrativas conduzidas nas lavouras de soja de produtores nos estados de Tolima e Meta, ocorreu um aumento da produtividade de 30% quando comparado com os lotes conduzidos com o manejo convencional. 

Também participou do roteiro na Colômbia a egressa do curso de Agronomia da UFSM e atualmente doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGAgro). Atual pesquisadora do FLAR, Camille é um exemplo da qualidade dos alunos e egressos da Universidade.

As atividades desenvolvidas pela Equipe FieldCrops da UFSM na Colômbia e na Venezuela podem ser conferidas nas páginas do Facebook e Instagram da Equipe FieldCrops e do FLAR e no Twiter da ONUDI Venezuela.

Fotos: Arquivo pessoal

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/migraidh-ensino-portugues-para-imigrantes Wed, 12 Jan 2022 18:41:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8880

Em meados de 2015, um grupo de senegaleses atendidos pela assessoria jurídica e documental do Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional da UFSM (Migraidh - saiba mais no box abaixo) manifestou interesse em melhorar a sua competência comunicativa em língua portuguesa. Com isso, sob a coordenação da professora Maria Clara Mocellin, do Departamento de Ciências Sociais, e estudantes Luís Augusto Bittencourt  Minchola (Direito) e Alessandra Jungs de Almeida (Relações Internacionais), surgiram as Rodas de Conversa, atividade de extensão que visa auxiliar migrantes da cidade de Santa Maria com a aprendizagem e a aquisição da língua portuguesa.

Ilustração horizontal e colorida de sete pessoas sentadas em uma roda. São cinco mulheres e dois homens, sendo três pessoas negras e quatro pessoas brancas. Acima, onze balões de fala: cinco são brancos e os outros tem bandeiras de países no interior: Brasil, Venezuela, Palestina, Paquistão, Senegal e Benin. O fundo é cinza.

Partindo da resposta a uma demanda específica, as Rodas de Conversa revelaram-se mais do que um espaço de ensino-aprendizagem de uma língua adicional, constituindo-se como um ambiente de interculturalidade e acolhimento. Ao longo de seus quase sete anos, já passaram pelo projeto - além de senegaleses - paquistaneses, palestinos, e, mais recentemente, beninenses e venezuelanos. Cada um deles tem a capacidade intrínseca de fazer-nos questionar diariamente a nossa prática extensionista e revisitar com frequência nossa resposta para a pergunta como eu olho para o Outro?

Nesse sentido, ressaltamos a tentativa de construção das Rodas de Conversa como um espaço interdisciplinar, marcado por integrantes do Migraidh oriundos das áreas de Ciências Sociais, Direito, Relações Internacionais, Psicologia e Letras, o que traz para o espaço diferentes perspectivas teóricas. Assim, a atividade renova-se a cada ano, sob os olhares de seus participantes, destacando-se nessas discussões a aproximação da prática das Rodas de Conversa com os pressupostos do Português como Língua de Acolhimento.

Relacionado, inicialmente, ao contexto do programa Portugal Acolhe,  o termo Português como Língua de Acolhimento refere-se ao ensino da língua para um público majoritariamente adulto em um contexto de migração internacional (1). Dentre as diversas implicações que essa característica determina, destaca-se o papel da língua para que o indivíduo possa acessar, com mais facilidade, outros direitos no país recebedor, tais como documentação, saúde, trabalho e educação, além de toda dimensão social e afetiva que é muitas vezes determinada pela capacidade - ou  não - de falar o idioma da comunidade na qual se está inserido. 

Tais especificidades sugerem, portanto, uma organização dos encontros especialmente direcionada para o contexto real de vida dos migrantes e para suas necessidades e objetivos mais imediatos.  Assim, as discussões, os materiais e os aspectos linguísticos trabalhados procuram abordar as experiências e desafios vivenciados no dia a dia, o que demanda uma atuação atenta e sensível por parte dos extensionistas. Muitas vezes, essa atuação estende-se, inclusive, para o auxílio em aspectos da vida prática, tais como: acompanhamento até a Polícia Federal ou imobiliárias, ajuda com gerenciamento de mudanças, orientação sobre matrícula em atividades escolares, e participação em celebrações e festividades religiosas.  

Tal direcionamento, como se percebe, ultrapassa o ensino-aprendizagem de uma língua adicional, e engloba a desconstrução de estereótipos, o estabelecimento de vínculos, e a construção de amizades e afetos. Assim, as diferenças que mundo afora, não raro, motivam exclusão e práticas xenófobas, resultam, nas Rodas de Conversa, na construção, dia após dia, de uma competência intercultural, direcionada para a compreensão do Outro na sua singularidade. Nas Rodas de Conversa, aprende-se que estar no mundo para enxergar, ouvir e aprender com a diferença é mais do que satisfazer uma exigência moral da vida em sociedade, é recuperar aquilo que também nos constitui enquanto sujeitos.

 

O Migraidh e a luta pelo direito humano de migrar

 

Diante da urgência e da complexidade do tema das migrações internacionais, o Migraidh surge em 2013 sob a coordenação da professora Giuliana Redin, do Departamento de Direito. Pautado sempre pelo reconhecimento do migrante como sujeito pleno de direitos, em 2015 o Migraidh firma convênio com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e torna-se o representante da Cátedra Sérvio Vieira de Mello na UFSM (2), assumindo um compromisso com a promoção de conhecimento e de ações voltadas à atenção integral de refugiados e imigrantes, o que se reflete nos eixos de sua atuação.

Na pesquisa, o Migraidh engloba seis diferentes linhas, nas áreas de Direito (linha Proteção e Promoção dos Direitos Humanos de Migrantes e Refugiados no Brasil, coordenada pela professora Giuliana Redin); Ciências Sociais (linhas Fluxos Migratórios Internacionais, Projeto Migratório e Alteridades, coordenada pela professora Maria Clara Mocellin, e Múltiplas Cidadanias e Processos Migratórios, coordenada pela professora Maria Catarina Chitolina Zanini); Comunicação (linha Comunicação Midiática e Migrações Transnacionais, coordenada pela professora Liliane Dutra Brignol); Psicologia (Psicanálise e Migrações: efeitos clínico-políticos dos deslocamentos, coordenada pela professora Marluza Rosa); e Letras (linha Estudos de Política de Línguas, coordenada pela professora Eliana Sturza). 

O coletivo também firma seu comprometimento com a agenda da Cátedra Sérgio Vieira de Mello a partir da promoção do diálogo com a comunidade e de atividades de educação em Direitos Humanos, como as duas edições do Curso de Capacitação de Servidores Públicos, promovidas, respectivamente, nas datas de junho de 2017 e dezembro de 2021; elaboração e defesa de notas técnicas; participação em congressos sobre a temática das migrações;  promoção de oficinas para sensibilização sobre o contexto migratório; publicações de divulgação gratuita (3); e diversas participações em outros espaços, tais como cursinhos populares, escolas e mesas de discussão em eventos e debates produzidos por outros cursos da UFSM.

Além de atividades voltadas à educação da comunidade para a temática das migrações, o Migraidh também consolida sua atuação através de um programa de extensão, denominado Assessoria a Imigrantes e Refugiados. Coordenado pela professora Giuliana Redin, o programa engloba assessoria jurídica e documental, atendimento psicológico clínico (promovido a partir de um convênio com o Núcleo de Psicanálise do curso de Psicologia da UFSM), acolhimento e ensino de língua portuguesa. A diversidade em termos de pesquisa e extensão evidencia o caráter dinâmico e interdisciplinar do campo das migrações e reafirma o princípio fundamental do Migraidh: o compromisso com a atenção integral ao sujeito migrante a partir da sua subjetividade, orientado pelo entendimento do ato de migrar como um direito humano.   

 

(1) Para familiarizar-se com o tema, sugere-se a leitura: GROSSO, Maria José dos Reis. Língua de acolhimento, língua de integração. Horizontes de Linguística Aplicada, v. 9, n. 2, p. 61-77, 2010. Disponível em <http://doi.org/10.26512/rhla.v9i2.886> (2) Para informações sobre a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, consultar:  http://www.acnur.org/portugues/catedra-sergio-vieira-de-mello/ (3) A mais recente publicação do grupo Migraidh (REDIN, Giuliana (org.). Migrações Internacionais: Experiências e desafios para a proteção e promoção de direitos humanos no Brasil. Santa Maria: Editora UFSM, 2020l)  pode ser adquirida gratuitamente no site da editora da UFSM através do endereço eletrônico: http://editoraufsm.com.br/migracoes-internacionais-530.html 

Expediente:

Texto: Roberta Petry - licenciada em Letras-Português e Literaturas da Língua Portuguesa pela UFSM e participante do MIGRAIDH;

Design gráfico: Joana Ancinelo, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/milhopao-polifeira-pratos-tipicos-venezuelanos Mon, 03 Jan 2022 17:43:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8854 Quem passa pela PoliFeira do Agricultor na Avenida Roraima, em Camobi, nas terças-feiras pela manhã, encontra estampada em uma das tendas uma bandeira nas cores amarelo, azul e vermelho. É a bandeira da Venezuela. No expositor, arepas, empanadas e tequeños, lanches preparados à base de farinha de milho com recheio de proteínas como carnes, queijo e doces. Os sabores típicos da cultura venezuelana compõem a variedade de produtos disponíveis na PoliFeira. 

Colagem horizontal e colorida em tons de amarelo, azul e vermelho. No centro da imagem, em preto e branco, homem de sobrancelhas grossas e escuras, usa touca e máscaras pretas; veste camiseta clara e avental claro. Na frente do homem, dois recortes de taqueños: à esquerda, dois taqueños abertos, e na direita, uma mão com luva de plástico segura seis taqueños. Na frente dos taqueños, um círculo com pontas. Atrás, uma bandeira da Venezuela e uma listra ondulada azul. Há três logomarcas da MilhoPão espalhadas pela colegem. O fundo é branco, com textura de papel amassado.

Milhopão é o nome do negócio criado pelo casal venezuelano Maximiliano Escalona e Nayibel Garcia, estudantes de pós-graduação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ele, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos; ela, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural.

 

Ambos são engenheiros industriais formados na Venezuela. Em 2012, Maximiliano chegou a Santa Maria pela primeira vez para fazer mestrado e, após a conclusão, voltou para seu país. Segundo ele, havia a intenção de retornar ao coração do Rio Grande e, em 2017, surgiu a oportunidade de realizar o doutorado também na UFSM, a partir de um edital específico para estrangeiros, e ele veio. Um ano depois, a esposa e seus três filhos também chegaram ao Brasil.

Fotografia horizontal e colorida de um feirante em uma feira de rua. Ele tem pele escura, rosto angular, sobrancelhas grossas e na cor preta, olhos escuros. Usa uma touca preta e uma máscara preta com o símbolo da Polifeira. Veste uma camiseta e avental verdes, com "Polifeira" em branco. Usa uma luva de plástico nas mãos. Com a mão direita, segura uma porção de taqueños, típico salgado frito da Venezuela, em formato de cilindro. Ao fundo, estrutura de metal e telhado branco de uma tenda. Ao fundo, em desfoque, detalhes de árvores e da rua.
Maximiliano serve uma porção de tequeños fritos.

Com a família toda no Brasil e com a chegada da pandemia, em 2020, eles sentiram a necessidade de encontrar uma fonte de renda que contribuísse para as suas demandas econômicas. Passaram a produzir as comidas em casa, de forma artesanal, e vender por tele-entrega. Recentemente, tiveram a oportunidade de se tornarem expositores na PoliFeira da UFSM, bem como de outras feiras populares da cidade, como o Feirão Colonial. 

 

A receptividade aos produtos tem sido boa. Na percepção de Maximiliano, isso se deve ao interesse dos brasileiros em conhecer novos sabores e, para isso, o espaço proporcionado pela feira é muito importante para promover experiências culinárias. “A gente percebe que as pessoas ficam mais interessadas quando você explica pra elas o que é cada coisa que colocamos para venda”, explica.

 

O trabalho que realizam vai muito além de vender, pois ao apresentar os sabores também estão compartilhando sua cultura, história e tradição. É o que confirma Geórgea Quevedo que, após experimentar as empanadas pela primeira vez, se tornou cliente. “Eu nunca tinha provado, mas amei. Eles têm opções bem diferentes”, comenta. Para ela, a PoliFeira se diferencia justamente pela diversidade cultural que apresenta por meio dos produtos oferecidos pelos feirantes. 

 

Conforme Gustavo Pinto da Silva, coordenador da PoliFeira, o projeto tem a intenção de promover a ampla participação da comunidade e também trazer novos significados para as experiências alimentares. A MilhoPão cumpre com esses elementos: “Eles trazem uma riqueza pra feira que tem a ver com a diversidade cultural da Venezuela”, afirma Gustavo. O edital pelo qual ingressaram na PoliFeira é destinado a estudantes da UFSM e busca oferecer um espaço de fortalecimento ao empreendedorismo entre os alunos. 

Maximiliano explica que manter o negócio tem sido um desafio já que, além da produção e venda, eles também têm o compromisso com os estudos e atenção com a família. Ainda assim, destaca que há planos de ampliação da produção para o futuro. 

 

No momento, os produtos oferecidos são as arepas, empanadas e tequeños de sabores variados. São refeições versáteis da culinária venezuelana e podem ser consumidas tanto no café da manhã, como no almoço ou no jantar.

Arepas: Discos feitos de farinha de milho branco ou amarelo. Podem ser fritas ou assadas com recheio salgado.

Fotografia quadrada e colorida de uma arepa sendo montada. No centro, um salgado circular frito, aberto ao meio, é recheado com carne.

Empanadas: Pastel em formato de meia lua, feito de farinha de milho branco ou amarelo. São fritas e crocantes, com recheio salgado.

Fotografia quadrada e colorida de empanadas, tipo de salgado típico venezuelano parecido com um pastel.

Tequeños: “Dedinhos” enrolados feitos com farinha de trigo. São fritos e com recheios variados, doce ou salgado.

Fotografia quadrada e colorida de taqueños, salgados típicos venezuelanos, fritos e em formato circular. A mão de um homem segura uma porção de taqueños.

As comidas estão disponíveis na banca da Milhopão na PoliFeira, que ocorre todas as terças, das 7h às 12h30, na Avenida Roraima. Também é possível realizar encomendas dos alimentos prontos ou congelados para preparar em casa pelo telefone (55) 99704-2016 ou pelo perfil no Instagram.

Expediente

Reportagem: Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária

Fotografias: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário

Design gráfico e Tratamento de imagem: Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Desenho Industrial e voluntária

Mídia Social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Alice Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/05/02/ufsm-e-ufrr-promovem-ciclo-de-palestras-sobre-a-cobertura-jornalistica-na-fronteira-brasil-venezuela Thu, 02 May 2019 12:56:41 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47571 Arte com informações do evento sobre foto de refugiados venezuelanos entrando no Brasil com malas A UFSM promove na próxima semana, em conjunto com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), um ciclo de palestras intitulado “A cobertura jornalística na fronteira Brasil-Venezuela: relatos do local para o global”. O evento é organizado pelo Programa de Extensão Universitária Rede Terecom, da UFRR, em parceria com o Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras, da UFSM. O circuito de palestras ocorre nos dias 7 e 10 de maio, das 18h às 22h, no Auditório Alexandre Borges, na UFRR, em Boa Vista. O evento será presencial e terá transmissão via Facebook da Rede Terecom, com emissão de certificado. São 165 vagas para participantes na modalidade presencial e 200 vagas na modalidade online. As palestras serão ministradas por jornalistas radicados em Roraima que atuaram e/ou atuam na cobertura da crise na fronteira Brasil-Venezuela para a mídia nacional e internacional. A professora Ada Cristina Machado, coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidades e Fronteiras da UFSM, explica que o evento foi organizado tendo em vista a dificuldade que se tem de obter informações concretas e fidedignas sobre os acontecimentos que envolvem a relação do Brasil com a Venezuela. Nesse sentido, o ciclo de palestras tem como objetivo produzir conhecimentos consistentes sobre essa relação fronteiriça, que é muito particular devido aos fluxos imigratórios, vínculos comerciais e tensionamentos políticos. Para entender um pouco mais da realidade da região, o coordenador do Programa Rede Terecom da UFRR, professor Edileuson Santos Almeida, explica que aquele Estado recebe imigrantes advindos do país vizinho, carentes de emprego, saúde, alimentação adequada e sem formação qualificada. As políticas públicas brasileiras não têm respondido na mesma velocidade que as demandas, e com o agravamento dessa situação, a Venezuela suspendeu o contrato de fornecimento de energia que abastecia Roraima há mais de 20 anos. Ambos os professores responsáveis pela organização do evento acreditam que a abordagem mais explorada pela mídia de referência diz respeito ao tensionamento que existe entre o governo brasileiro e o venezuelano. Segundo eles, essa postura resulta em uma cobertura parcial, que mostra essa região como sendo um lugar de tensão e eminentes distúrbios. “Nós não conhecemos, de fato, a região Norte do nosso país, devido à contingência da estrutura de mídia que nós temos, que realiza a mediação das informações com base nos seus interesses econômicos específicos que provêm das capitais situadas na costa litorânea”, enfatiza a professora Ada. Almeida salienta que a fronteira Brasil-Venezuela se revela mais uma vez como espaço de disputa de narrativas, mas pela primeira vez conta com a participação da cobertura feita pela ótica da mídia local, ou pelo menos de seus profissionais, que conhecem a realidade, como protagonistas na produção de notícias. “Em algumas situações a cobertura apenas alimentou as tensões, o que culminou inclusive com ataques xenófobos aos venezuelanos que vivem em cidades do Estado de Roraima, mas também teve casos em que a cobertura resultou em ações positivas a favor dos imigrantes”, afirma. Ele esclarece que o ciclo de palestras também tem a intenção de entender como essa mídia local se apropriou da temática e que tipo de narrativas são apresentadas sobre o conflito. Inscrições para o evento podem ser feitas pelo link. Programação: Dia 7 de maio - Jornalista Cyneida Correia - repórter do Grupo Folha e correspondente do Jornal Estadão e Wall Street Journal; - Fotojornalista Priscilla Torres - Grupo Folha e correspondente de agências de notícias; - Jornalista Gleide Rodrigues - documentarista; - Jornalista Érica Figueiredo - repórter da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo; - Publicitário Wagner Pessoa - ex-repórter-cinematográfico da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo. Dia 10 de maio - Jornalista Bruno Perez - repórter da Band Roraima e correspondente da TV Band nacional; - Jornalista Josué Ferreira - repórter do Jornal Roraima em Tempo e correspondente da BBC Brasil; - Acadêmico de Jornalismo Robson Moreira - repórter da Rede Amazônica e correspondente da TV Globo; - Acadêmico de Jornalismo Alan Chaves - ex-repórter do G1/RR e correspondente do G1 nacional; - Repórter-cinematográfico Roque Neto - Rede Amazônica e correspondente da TV Globo. Texto: Bruna Meinen Feil, acadêmica de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias Edição: Ricardo Bonfanti]]>