UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 24 Apr 2026 20:26:59 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/11/22/feminismo-pode-ajudar-a-ressignificar-o-amor-e-combater-a-violencia-contra-as-mulheres Fri, 22 Nov 2024 17:39:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=67700

O amor, em suas diversas formas, deveria ser sempre seguro. No entanto, essa não é a realidade para muitas mulheres que enfrentam violência em relacionamentos afetivos, amorosos e sexuais. Diante disso, surge uma pergunta: é indispensável o amor romântico para que as mulheres se sintam amadas?

Essa e outras questões são respondidas no artigo “Amorosas Reflexões: autoestima feminista como recurso para disputas narrativas sobre o amor romântico”, escrito pela professora Vera Martins, do Departamento de Ciências da Comunicação do campus da UFSM de Frederico Westphalen. Com o texto, a autora apresenta a importância das redes sociais para mulheres brasileiras e moçambicanas que compartilham experiências de violência dentro de relacionamentos amorosos. Como descreve no artigo, a pesquisadora estuda “o encontro com a violência nos lugares onde as mulheres foram buscar o amor”.  

Graduada em Relações Públicas, Vera Martins aplica o feminismo em todas as áreas de sua vida. “Eu comecei a ter atitudes feministas muito cedo, por reconhecer o incômodo com a desigualdade. Foi o feminismo que deu nome para as coisas que eu sentia”. Quando participou da ONG ASPA: apoio, solidariedade e prevenção à AIDS, no Vale dos Sinos, teve contato com mulheres teólogas feministas, o que a levou a explorar leituras e conhecer diversas autoras sobre o tema: “Isso me deu um alívio tão grande!”, conta. 

Em sua vida acadêmica, Vera Martins usa ideais feministas. Desde sua graduação até seu doutorado, voltou-se para a comunicação e o feminismo. A docente coordena o projeto “Justiça de Gênero na UFSM”, no qual fazem pesquisas, promovem palestras, capacitações e rodas de conversa sobre as experiências das mulheres no campus de Frederico Westphalen. Além disso, Vera apresenta o programa “Mulheres Primeiro” nas rádios da UFSM, trazendo mulheres da Universidade, sejam elas estudantes, docentes ou técnicas, para compartilhar experiências. 

 A Agência de Notícias da UFSM conversou com Vera Martins para compreender como o amor, a dor e a autoestima feminista podem estar relacionados à superação das violências contra a mulher. Confira a entrevista: 

O que te motivou a escrever um artigo sobre essa temática? 

Ao observar as vidas das mulheres que são objetos da luta social, a gente se dá conta que o campo dos relacionamentos afetivos não está na pauta das nossas reivindicações. Algo que é tão fundamental e tão organizador do ponto de vista das nossas emoções, tão central no modo como a sociedade nos socializa. Nós somos socializadas para ser para o outro, para termos relacionamentos afetivos no centro da nossa vida. Como você vê no artigo, nós temos teóricas produzindo sobre isso. Mas, eu penso que, do ponto de vista da organização das mulheres, nós nos articulamos pouco para colocar isso no centro de uma reivindicação. Porque a Marcela Lagarde, autora mexicana de quem eu gosto muito, diz queter uma vida amorosa justa, sem violência, é um direitoe nós precisamos reivindicar isso. 

A nossa vivência amorosa está diretamente ligada com um conjunto de violências. Nós conseguimos, como mulheres, ocupar cargos de liderança, ser presidenta, CEO de grandes empresas e nós continuamos sofrendo violência dentro de casa. Isso significa que a temática é central na nossa vida e ainda não recebeu o olhar suficiente para a gente começar a pensar como vamos resolver isso.

Como a autoestima se relaciona com o amor e a dor?

A autoestima e o autocuidado estão muito na moda. E isso é um movimento que a Bell Hooks, uma autora importante no feminismo, coloca como “feminismo no estilo de vida”. São pautas dos movimentos feministas que foram apropriadas pelo capitalismo e pelo patriarcado e se esvaziam do potencial transformador. É muito fácil a gente se engajar nisso, e as redes sociais cumprem um papel importante para isso. Por exemplo, eu decido que preciso ter autoestima, preciso cuidar de mim, do meu corpo, minha pele e isso vira uma centralidade. 

Mas, a pergunta difícil é: no que isso transforma as relações que eu vivo? Porque, se a gente não tomar cuidado, vamos performar nessas pautas para dar respostas para o outro. “Eu vou cuidar da minha pele para eu ser mais bonita e ser escolhida em um relacionamento”. Então quando a gente fala sobre a autoestima do ponto de vista feminista, estamos falando sobre algo mais profundo, que busca dar respostas para nós entre mulheres, para que nos fortaleça e que fiquemos menos dependentes do olhar do patriarcado sobre nós. 

A autoestima feminista é diferente da autoesima que é um estilo de vida, usada para a estética. Ela é pensada para fazer com que as mulheres compreendam os processos e percebam que não é individual. Porque eu posso estar com uma pele maravilhosa, mas o modo como a sociedade continua me olhando ainda é de desprezo e de descuido.

Então, quando eu chamo a atenção para autoestima, quero dizer que no campo do feminismo nós temos recursos que nos dão condições de olhar essa narrativa que foi imposta sobre o amor, disputar e dizer: “eu quero uma relação amorosa. Eu quero um namorado, uma namorada. Mas eu quero isso dentro de uma condição de saúde integral da minha vida, de alegria, de liberdade. Não quero que isso esteja atrelado à dor e ao sofrimento”. 

A dor e o sofrimento são normalizados. Se você ouvir músicas românticas, do MPB ao sertanejo, vai ver uma glamourização do sofrimento por amor. E é isso que nós, mulheres, precisamos desmontar. Não é fácil. Eu escrevi o artigo pensando no quanto o feminismo tem repertório para nos ajudar a fazer esse questionamento. 

Existe a construção de que precisamos do amor e estar em um relacionamento para sermos aceitas pela sociedade. Você pensa que isso ainda é muito presente? 

Ainda é muito presente. As mulheres ainda sofrem muito por não estar em um relacionamento afetivo-sexual. Tem uma coisa importante que o feminismo nos diz: o amor é importante, uma vida amorosa é fundamental. Mas a sociedade ocidental e patriarcal hierarquiza a vida amorosa. 

Em primeiro lugar está a vida amorosa de casal, depois a família, depois os amigos. É muito comum vermos mulheres que começam um namoro e se afastam das amigas. Isso é essa hierarquização do amor e é contra isso que a gente precisa lutar.

Não quer dizer que não precisamos do amor. Nós precisamos colocar a ideia do amor de um jeito mais horizontal para enxergar, inclusive, que quem nos salva todos os dias da solidão e do desamparo são outras mulheres. São as nossas amigas, são as mulheres que cuidam dos nossos filhos e filhas quando precisamos trabalhar, é a pessoa que trabalha comigo que sabe o dia que estou com cólica menstrual e me traz um chazinho. 

Nós somos cercadas de amor e cuidado de outras mulheres, mas a gente não costuma enxergar isso como uma vida amorosa. É isso, a partir do feminismo, que quero propor com o artigo: que a gente deixe de hierarquizar as expressões amorosas da nossa vida, que a gente coloque em uma visão mais horizontal, para que não fiquemos dependente de uma dessas expressões amorosas, que é o amor romântico. É importante aprender a olhar para o amor de uma perspectiva mais ampla e reconhecer que recebemos o amor de diversos lugares. O amor romântico é importante, faz muito bem na nossa vida, mas se não temos vivido boas experiências amorosas, a gente precisa reivindicá-las. 

Nesse sentido, qual é a importância de as mulheres compartilharem suas experiências nas redes sociais? 

É fundamental. É um lugar onde eu consigo dizer: “aquela atitude do meu namorado, da minha namorada, do cara que eu encontrei numa festa, não me fez bem, me incomodou”. E ao compartilhar isso nas redes sociais e nas bolhas feministas, você sabe que vai ser acolhida. A outra mulher sabe. Nós sabemos o que é o efeito de um olhar abusivo sobre o nosso corpo. Isso nos dá dimensão coletiva do impacto da violência. Mas, por outro lado, tira aquela voz, lá no fundo, dizendo que o problema é meu, que o problema foi eu ter decidido passar na frente daquele posto de gasolina. Esse compartilhar ajuda a diluir a culpabilização individual. Porque não é individual, é coletivo. E a sociedade e o patriarcado fazem a gente acreditar que a culpa é nossa. 

Aquilo que acontece comigo e contigo é efeito de um projeto social de desprezo contra as mulheres, objetificação. Quando eu compartilho a minha história, recebo essa acolhida das outras mulheres que dizem que isso também já aconteceu com elas. E podemos nos fortalecer em outras narrativas. Porque, se eu acho que o problema é só meu, é muito difícil fazer o enfrentamento. 

As letras de músicas românticas dizem que você quase não sobrevive ao fim de um relacionamento amoroso. Então, eu preciso o tempo todo de lembretes daquelas que são iguais a mim de que eu posso romper um relacionamento. Eu vou sofrer, mas eu vou sobreviver. E para o próximo, talvez, eu esteja mais preparada para reivindicar um relacionamento mais justo comigo. 

As mulheres enfrentam desafios quando compartilham suas histórias? 

Sim, a gente enfrenta desafios. Eu vou voltar ao que a Marcela Lagarde nos diz: “nós somos uma geração de mulheres sincréticas”. Por exemplo, eu tenho 53 anos e fui socializada em um contexto que dava um conjunto de encaminhamentos necessários para a minha vida. Seria legal que eu casasse, tivesse filhos… Depois de um tempo, eu cresci, amadureci enquanto ser humano, e percebi que posso suspeitar dessa narrativa. Então, eu fui atrás de coisas feministas e adquiri uma consciência crítica sobre a vida das mulheres.

Quando eu começo a questionar as coisas sobre o amor, as minhas chances de viver um relacionamento diminuem muito. Se começo a estudar, tenho que reconhecer que vivi relacionamentos abusivos, que sofri violências dentro dos relacionamentos que experimentei. E isso é muito difícil. Então, a gente também precisa ter empatia com as mulheres que, às vezes, não dão conta desse desafio. Porque não é fácil você se deparar com um conjunto de recursos teóricos e sociais que dizem que a vida que você levou antes disso não é o que você pensou. 

Então volta a importância do coletivo das mulheres. Como é que eu dou conta? Onde eu me seguro quando eu descubro que eu passei uma vida vivendo coisas violentas? Quem é que vai segurar a minha mão? Quem é que vai me abraçar pra eu chorar a tristeza de ter vivido um relacionamento que me feriu? Então, esse é o grande desafio. É um desafio individual e que para ser enfrentado precisa do coletivo. 

Muitas vezes, associa-se violência às agressões físicas, mas existem outros tipos de violência. Como essas informações podem chegar às mulheres que não têm tanto acesso?

Esse é um desafio social. É uma questão que não pode ser resolvida só pelas mulheres, é política e de saúde pública. Penso que é o compromisso de mulheres como eu, que tenho uma posição privilegiada em muitos aspectos, desde os econômicos até os emocionais e cognitivos. Nós podemos tensionar os espaços institucionais para oferecer respostas, para que essas informações cheguem a mais mulheres. Se a gente observa dentro da Universidade, existem projetos relacionados às questões de gênero. Porque, institucionalmente, as mulheres fizeram uma reivindicação para que a Universidade tivesse uma política de gênero que desse amparo para essas ações. Esse é o compromisso de quem ocupa esses espaços, abrir mais caminhos. 

E isso não significa que as mulheres que não têm acesso às mesmas coisas que eu não façam os seus movimentos nas condições que elas têm. Por exemplo, é muito fácil para mim fazer leituras teóricas sobre a violência, esse é o meu lugar. Mas as mulheres que não leem e não escrevem artigos, na vida delas estão fazendo enfrentamentos contra violência, estão apoiando umas às outras. A gente precisa abrir os espaços para que essas outras formas de enfrentamento também sejam visíveis.

Quais são os novos valores que estão sendo construídos com tudo isso?

Eu penso que nós estamos dando visibilidade para valores que sempre existiram entre as mulheres: a solidariedade que reconhece as nossas diferenças. A gente se enxerga nas nossas singularidades. Essa compreensão complexa da nossa realidade é algo que viemos fortalecendo, é a visibilidade de que podemos contar umas com as outras. 

E isso vem da visibilidade que as redes sociais deram para algo que já existia. A rede social não expressaria isso se já não fosse uma realidade das mulheres. Para mim, essa é a grande beleza das redes: visibilidade.

Você sente que o feminismo faz diferença em todas as suas relações? 

Faz. O feminismo faz a diferença quando me dá recursos para ler a realidade que me cerca. Nem sempre as coisas que a gente descobre são boas. Eu tenho o direito de ter um relacionamento com um companheiro que me respeite. E por outro lado, eu posso ser uma mulher solteira e isso não significa que a minha vida não tem amor. Eu sempre corrijo as pessoas quando elas falam “ah, mas você é sozinha?” eu digo: “não, eu sou solteira”. Eu tenho muitas pessoas na minha vida, sou cercada de muito amor e carinho. 

O feminismo te protege? 

A Debora Diniz, uma feminista brasileira que discute bioética, diz que o feminismo é o contrário de solidão”. Para mim, é isso. O feminismo me salva todos os dias de ser levada para esse lugar onde eu acreditaria que a culpa é minha. O feminismo me salva de aceitar aquilo que o mundo diz que eu sou ou o que deveria ser e me abre possibilidades. Eu consigo levar uma vida mais plena. Mesmo que não destituída de problemas ou riscos de violências. 

 

Texto: Jessica Mocellin, bolsista da Agência de Notícias

Ilustração:  Maria Eduarda Corrêa, bolsista da Unidade de Comunicação Integrada

Edição: Luciane Treulieb

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/anais-vi-senafe-e-ii-seinfe Thu, 03 Jun 2021 22:56:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=189 Anais VI SENAFE e II SEINFE
Amarildo Luiz Trevisan, Elisete Medianeira Tomazetti e Noeli Dutra Rossatto (organizadores)
[caption id="attachment_229" align="aligncenter" width="212"] Anais VI SENAFE e II SEINFE[/caption]

O VI Senafe – Seminário Nacional de Filosofia e Educação: Confluências e II Seinfe - Seminário Internacional de Filosofia e Educação: Confluências ocorreu nos dias 06, 07 e 08 de novembro de 2019, no campus da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM na cidade de Santa Maria (Rio Grande do Sul/Brasil). O tema do seminário “Escola, Violência e Ética” teve por objetivo congregar pesquisas que abordem o tema da violência relacionado à Educação, na perspectiva Ética. Pretendeu-se promover o diálogo com a comunidade escolar, bem como com acadêmicos e professores pesquisadores da graduação e da pós graduação, tendo em vista que o Grupo de Pesquisa Formação Cultural, Hermenêutica e Educação (GPFORMA), o Grupo de Pesquisa Filosofia, Cultura Juvenil e Ensino Médio (FILJEM) e o Grupo de Pesquisa Racionalidade e Formação (RACIOFORM) investigam, a partir da complementariedade entre epistemologia e hermenêutica, as narrativas oriundas das vivências da escola básica em confronto com as teorias da educação.

[caption id="attachment_229" align="aligncenter" width="212"] Anais VI SENAFE e II SEINFE[/caption]

O VI Senafe – Seminário Nacional de Filosofia e Educação: Confluências e II Seinfe - Seminário Internacional de Filosofia e Educação: Confluências ocorreu nos dias 06, 07 e 08 de novembro de 2019, no campus da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM na cidade de Santa Maria (Rio Grande do Sul/Brasil). O tema do seminário “Escola, Violência e Ética” teve por objetivo congregar pesquisas que abordem o tema da violência relacionado à Educação, na perspectiva Ética. Pretendeu-se promover o diálogo com a comunidade escolar, bem como com acadêmicos e professores pesquisadores da graduação e da pós graduação, tendo em vista que o Grupo de Pesquisa Formação Cultural, Hermenêutica e Educação (GPFORMA), o Grupo de Pesquisa Filosofia, Cultura Juvenil e Ensino Médio (FILJEM) e o Grupo de Pesquisa Racionalidade e Formação (RACIOFORM) investigam, a partir da complementariedade entre epistemologia e hermenêutica, as narrativas oriundas das vivências da escola básica em confronto com as teorias da educação.

Acesso à obra

Versão PDF No Manancial Dados da obra Sumário Autoria Licença Creative Commons Dados da obra

Publicação:
2020 / 1ª edição
ISBN: 978-65-5773-013-3

Referência: 
SEMINÁRIO NACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO: confluências, 6. SENAFE, 2. SEINFE, 2019, Santa Maria. Anais eletrônicos. Santa Maria/RS: FACOS-UFSM, 2020. 266 p. (Recurso eletrônico)

Sumário
  • Eixo temático 01: Tecnologias, mídias sociais e educação;
  • Eixo temático 02: Biopolítica, barbárie e educação;
  • Eixo temático 03: Ensino de filosofia, práticas escolares e currículo;
  • Eixo temático 04: Violência, cultura e ética no contemporâneo;
  • Eixo temático 05: Escola, políticas públicas e inclusão;
  • Eixo temático 06: Epistemologia, narrativas e formação;
  • Eixo temático 07: Experiência, infâncias e educação;
  • Eixo temático 08: Diferença, educação e arte;
  • Eixo temático 09: Diversidade, violência simbólica e educação;
Autoria Organizadores:Amarildo Luiz Trevisan,Elisete Medianeira Tomazetti,Noeli Dutra Rossatto .

Autores:Souza, Greyce Kelly deMartinez, Lucas da SilvaSalva, SueliRichter, LucianaNogara, NainCureau, Mara Rúbia RoosNeuenfeldt, Adriano EdoSchuck, Rogério JoséMiorando, Tânia MichelineRossato De Bastiani, VanessaRosa, Márcia Prado Amaralda Silva, Alex SanderCipriano dos Santos, KarolineCasagrande, AlineGrzibowski, Aline Caçapava HernandesCampara Verdum, Ana CarolinaMartins da Silva, ÉricaAzevedo, Mauricio Cristiano deGacki, Sérgio Ricardo SilvaProhmann, Patrícia RosíStrieder, RoqueSilva, Araceli Girardi daRamos, Tadeu AlanMachado, Clarice RosaZanella, Diego CarlosBenetti, Cláudia CisianeTomazetti, Elisete MedianeiraBarba, Clarides Henrich deMarques, Décio KeherSilva, Marinaldo Felipe daCampos, Edwiges PereiraSá, Jonivan Martins deStein, MateusPinto, Valmir de JesusSantos, Victor SantiagoCilento, Angelo ZamoraLuiz, Ercília Maria de Moura GarciaSouza, Sandra Elisa RéquiaSantos, Jonas Gabriel VilelaRibeiro, Marcos Natanael FariaPeixoto, Priscila dos SantosCeretta, PatrícioKonrad, Letícia ReginaPróspero, Daniela FernandaLima, Thanize Dethetis deOliveira, Elaine Maria Dias deAndreis, Adriana MariaCopatti, CarinaZardo, Camila ErpenNoya, Carolina PereiraRosa, Guiomar da Conceição daSantos, Juliana Miranda RochaSegundo, Marcos de AndradePeixoto, Jociene dos SantosZotelli, Gabriel PerrenoudBasso, LaísSantos Junior, Nei Jairo Fonseca dosBraz, Lidiane da SilvaMendes, Angélica da SilveiraMarquezan, Lorena Inês PeteriniOliveira, Loryne Viana deGolbspan, Ricardo BoklisOliveira, Valeska Fortes deNarvaes, Andréa BeckerRegina, KarolineAthaide, Alexandre de SouzaSilva, Luzia Batista de OliveiraPagnussat, JanessaMachado, Jivago FurlanRizzi, Luciana Maria SchmidtMaraschin, RenataCorrêa, Marcos BrittoNuñez, Marcela BautistaSilveira, Marli Teresinha Silva daÁvila, Paola RamosKohls, Rosana CristinaCocco, RicardoCella, RoseneiCavasin, Rosane da Silva França LubaszewskiJung, Tércio InácioDuarte, Zuleyka da SilvaMartins, Alessandra da Silva Rezende SouzaBarin, Ana CláudiaDalmaso, Alice CopettiNolli, Marcelo RicardoGirardi, RaíslaSchwarz, AltemirNeuscharank, AngélicaBatistela, Caroline GassenBertotto, CláudioBarboza, DaianiMörschbächer, DulceCallai, Helena CopettiSelvero, Caroline MitidieriFerrão, Iara da SilvaTrevisan, Amarildo LuizAmador, Cristian ReginatoSilva, Isabel Cristina Martins daAlcamim, Daniela da Silva PereiraMwewa, Christian MulekaCoelho, Gustavo MoraesRigon, Fabiana OliveiraLemos, Gabrielle FerreiraWendt, Lucas de BárbaraPereira, Karen LuciélenMartins, Luis Carlos SovatTrevisan, Neiva VieraSilva, Roberto Silva daGallina, Simone Freitas da Silva Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Para ver uma cópia desta licença, visite: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/biopolitica-barbarie-e-formacao-humana Thu, 03 Jun 2021 22:49:42 +0000 http://www.55bet-pro.com/editoras/facos/?page_id=193 Biopolítica, barbárie e formação humana
Amarildo Luiz Trevisan, Elisete Medianeira Tomazetti e Noeli Dutra Rossatto (organizadores)
[caption id="attachment_227" align="aligncenter" width="212"] Biopolítica, barbárie e formação humana[/caption] Centrado na área temática da Filosofia da Educação, especificamente os Fundamentos da Educação, o livro está organizado em 9 Eixos Temáticos, resultando de momentos de discussão e troca de pesquisas entre professores e pesquisadores da área, advindos tanto de universidades brasileiras quanto internacionais. O projeto propôs, concomitantemente em âmbito nacional e internacional, repensar a educação a partir do debate sobre a constituição ética do presente, tendo vista a necessidade de propor um modelo de formação sensível aos riscos da barbárie, inerente ao processo civilizatório e atento também à dor do outro, convertida em fenômeno coletivo por conta de catástrofes sociais. A partir do confronto com o legado teórico acumulado sobre o tema, pretendeu-se discutir, em tempos pós-traumáticos, como a política, ao invés da propalada emancipação, recebeu uma assinatura biopolítica, e como essa transição na modernidade pode ser pensada na relação entre Filosofia e Educação, mais especificamente as relações existentes entre a biopolítica, a barbárie e a formação humana. [caption id="attachment_227" align="aligncenter" width="212"] Biopolítica, barbárie e formação humana[/caption] Centrado na área temática da Filosofia da Educação, especificamente os Fundamentos da Educação, o livro está organizado em 9 Eixos Temáticos, resultando de momentos de discussão e troca de pesquisas entre professores e pesquisadores da área, advindos tanto de universidades brasileiras quanto internacionais. O projeto propôs, concomitantemente em âmbito nacional e internacional, repensar a educação a partir do debate sobre a constituição ética do presente, tendo vista a necessidade de propor um modelo de formação sensível aos riscos da barbárie, inerente ao processo civilizatório e atento também à dor do outro, convertida em fenômeno coletivo por conta de catástrofes sociais. A partir do confronto com o legado teórico acumulado sobre o tema, pretendeu-se discutir, em tempos pós-traumáticos, como a política, ao invés da propalada emancipação, recebeu uma assinatura biopolítica, e como essa transição na modernidade pode ser pensada na relação entre Filosofia e Educação, mais especificamente as relações existentes entre a biopolítica, a barbárie e a formação humana.

Acesso à obra

Versão PDF No Manancial Dados da obra Sumário Autoria Licença Creative Commons Dados da obra Publicação: 2021 / 1ª edição ISBN: 978-65-5773-019-5 Referência:  TREVISAN, Amarildo Luiz; TOMAZETTI, Elisete Medianeira; ROSSATTO, Noeli Dutra (Org.). Biopolítica, barbárie e formação humana. Santa Maria/RS: FACOS-UFSM, 2021. 502 p. (Recurso eletrônico) Sumário
  • Eixo temático 1: Tecnologias, mídias sociais e educação;
  • Eixo temático 2: Biopolítica, barbárie e educação;
  • Eixo temático 3: Ensino de filosofia, práticas escolares e currículo;
  • Eixo temático 4: Violência, cultura e ética no contemporâneo;
  • Eixo temático 5: Escola, políticas públicas e inclusão;
  • Eixo temático 6: Epistemologia, narrativas e formação;
  • Eixo temático 7: Experiência, infâncias e educação;
  • Eixo temático 8: Diferença, educação e arte;
  • Eixo temático 9: Diversidade, violência simbólica e educação;
Autoria Organizadores:Amarildo Luiz Trevisan, Elisete Medianeira Tomazetti, Noeli Dutra Rossatto. Autores:Santos, Karoline Cipriano dosSouza, Greyce Kelly deNeuenfeldt, Adriano EdoSchuck, Rogério JoséMiorando, Tânia MichelineRichter, LucianaNogára, NainBastiani, Vanessa Rossato deRosa, Márcia Prado AmaralMartinez, Lucas da SilvaSalva, SueliRamos, Tadeu AlanStrieder, RoqueGrzibowski, Aline Caçapava HernandesVerdum, Ana Carolina CamparaSilva, Alex Sander daMartins, Érica da SilvaMachado, Clarice RosaZanella, Diego CarlosSantos, Victor SantiagoCilento, Angela ZamoraCampos, Edwiges PereiraSá, Jonivan Martins deStein, MateusSturza, Raquel BrumLuiz, Ercília Maria de Moura GarciaSouza, Sandra Elisa RéquiaLima, Thanize Dethetis deOliveira, Elaine Maria Dias deKonrad, Letícia ReginaPróspero, Daniela FernandaPeixoto, Priscila dos SantosCeretta, PatrícioOliveira, Loryne Viana deOliveira, Valeska Fortes deNarvaes, Andréa BeckerSilva, Karoline Regina Pedroso daBasso, LaísSantos Junior, Nei Jairo Fonseca dosAndreis, Adriana MariaCopatti, CarinaOliari, GilbertoMarquezan, Lorena Inês PeteriniMauer, Ane CarineZardo, Camila ErpenPeixoto, Jociene dos SantosZotelli, Gabriel PerrenoudRibeiro, Marcos Natanael FariaRosa, Guiomar da Conceição daSantos, Juliana Miranda RochaSegundo, Marcos de AndradeAthaide, Alexandre de SouzaPagnussat, JanessaRizzi, Luciana Maria SchmidtMaraschin, RenataCorrêa, Marcos BrittoNuñez, Marcela BautistaÁvila, Paola RamosCavasin, Rosane da Silva França LubaszewskiNolli, Marcelo RicardoMartins, Alessandra da Silva Rezende SouzaBarin, Ana CláudiaDalmaso, Alice CopettiPadilha, Jéssica CoimbraNeuscharank, AngélicaBatistela, Caroline GassenMörschbächer, DulceGarlet, Francieli ReginaCardonetti, Vivien KellingSilva, Roberto Silva daTrevisan, Neiva VieraGallina, Simone Freitas da SilvaCallai, Helena CopettiSelvero, Caroline MitidieriFerrão, Iara da SilvaTrevisan, Amarildo LuizAlcamim, Daniela da Silva PereiraMwewa, Christian MulekaWendt, Lucas de BárbaraRodrigues, Karen Luciélen PereiraAmador, Cristian ReginatoSilva, Isabel Cristina Martins daCoelho, Gustavo MoraesRigon, Fabiana OliveiraLemos, Gabrielle FerreiraMartins, Luis Carlos SovatGirardi, Aracéli Licença Creative Commons Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Para ver uma cópia desta licença, visite: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/]]>
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Nesta quinta-feira (19), às 15h, no canal do YouTube do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom) da UFSM, acontece mais uma edição do projeto #PoscomJuntesEmCasa. Desta vez, será debatido um tema de relevância não somente para o campo comunicacional, mas também para sociedade contemporânea, que é a relação entre mídia, violência e direitos humanos, com destaque para a violência estatal, a representação na mídia e a comunicação alternativa como produtora de outras narrativas.

Uma das convidadas da live é a pesquisadora, jornalista e mestre em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas pela UERJ Gizele Martins. Moradora da Maré, Rio de Janeiro, e comunicadora comunitária, Gizele é autora do livro “Militarização e censura - a luta por liberdade de expressão na Favela da Maré”. O outro convidado é o jornalista da UFRJ e doutor em Comunicação e Cultura pela mesma instituição Pedro Barreto. Pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação Mídia e Cotidiano pela UFF e coordenador do curso de extensão Mídia, Violência e Direitos Humanos/Nepp-DH, Pedro é também autor do livro "Notícias da pacificação: outro olhar possível em uma realidade em conflito".

O debate será mediado pelo pesquisador e professor colaborador do Poscom Guilherme Curi.
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O Vidas - Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Psicologia Clínica-Social do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSM realiza uma pesquisa de mestrado sobre violências no ambiente universitário. Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, técnico-administrativos em educação e terceirizados, maiores de 18 anos, que tenham vínculo com a UFSM.

A participação consiste no preenchimento de um questionário online, que leva cerca de 10 minutos para ser respondido. As informações fornecidas são anônimas.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSM.

Mais informações pelo e-mail vidas.psico@gmail.com.

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DESCRIÇÃO DA IMAGEM I (em anexo): imagem em formato quadrado, com fundo na cor bege. No ângulo superior esquerdo e no ângulo inferior direito, há uma arte gráfica, formada por uma linha circular e um núcleo, ambos na cor roxa. Na parte superior, lê-se “LIVE”, em letras maiúsculas, na cor roxa. À direita, na mesma linha horizontal, um abaixo do outro, há o logo do Facebook (quadrado azul, de ângulos arredondados, com a letra F minúscula ao centro, na cor branca) e o logo do Youtube (retângulo vermelho, de ângulos arredondadas, com um triângulo branco ao centro, indicando à direita). Em seguida, no mesmo sentido, há o logo do projeto COVID Psiq (rosto humano, de perfil, delineado na cor roxa, com a imagem de uma árvore, cuja copa está no lugar do cérebro) e o brasão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), formado pelos seguintes elementos: três archotes de fogo, que simbolizam os três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão; a flor-de-lis, simbolizando a purificação, e os archotes com a chama do conhecimento, representando a luz que ilumina o caminho para a sabedoria; o brasão, denotando moral e respeito; a frase em latim “Sedes Sapientiae”, que significa sede (lugar, casa) da sabedoria*. Na base do brasão, há a sigla CAEd (Coordenadoria de Ações Educacionais). Abaixo, lê-se o título da live, “Violência no contexto da pandemia”. Abaixo, centralizadas, distribuídas em duas linhas, há as informações sobre data e horário do evento, “Dia 20 de outubro”, “20h”. Na base da imagem, lêem-se as informações sobre o acesso à transmissão da live: “Para acompanhar, acesse youtube.com/c/covidpsiq ou nosso Facebook COVIDPsiq”. *Fonte da descrição do brasão da UFSM: Identidade Visual (http://www.55bet-pro.com/identidade-institucional/), em 11 de outubro de 2020.A Coordenadoria de Ações Educacionais (Caed) e o projeto CovidPsiq promovem a live “Violência no contexto da pandemia” nesta terça-feira (20), às 20h. A atividade pode ser acompanhada por todos os interessados pelo YouTube ou no Facebook do CovidPsiq.

Participam a professora de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, do Departamento de Psiquiatria da Unifesp e da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein Andrea de Abreu Feijó; a delegada de polícia Débora Aparecida Dias, que atua na Delegacia Especializada ao Atendimento à Mulher e na Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância e é doutoranda em Ciências Jurídicas pela Universidade Autônoma de Lisboa; a doutora em Psiquiatria Alcina Juliana Soares Barros, diretora científica da Associação de Psiquiatria Cyro Martins, em Porto Alegre; a jornalista e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM Juliana Motta; e o professor do Departamento de Neuropsiquiatria da UFSM e médico psiquiatra na Caed Vitor Crestani Calegaro, pesquisador responsável pelo projeto CovidPsiq.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/11/04/evento-internacional-debate-escola-violencia-e-etica-nesta-semana Mon, 04 Nov 2019 11:27:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=50238

Acontecem de quarta (6) a sexta-feira (8) o 6º Seminário Nacional e o 2º Seminário Internacional de Filosofia e Educação: Confluências, com o tema "Escola, Violência e Ética", no auditório do prédio 42 (CCR).

A preocupação dos eventos decorre da crescente demanda trazida pelos professores sobre o tema da violência nas escolas e seu entorno. Temática que vem ganhando cada vez mais visibilidade e atenção da parte dos profissionais que atuam nas escolas, bem como de teóricos de diferentes áreas que estudam essa questão. Trata-se de um fenômeno que não poder ser refletido isoladamente ou de maneira superficial, precisa de um esforço conjunto, olhar crítico e aprofundado.

Segundo o Atlas da Violência 2018, que traz o índice de homicídios praticados por regiões, o índice de homicídios no Brasil é 30 vezes mais alto do que a taxa na Europa. Além de se relacionar ao estado atual da sociedade, outro motivo para tratar a questão da violência pelo evento é sua relevância para o contexto brasileiro da educação,já que, entre outras ocorrências, o Brasil é campeão mundial em violência nas escolas contra o professor.

Além disso, segundo informações do Relatório da Situação Global sobre Violência Escolar e Bullying da Unesco de 2015, que mede o percentual de alunos em escolas secundárias onde se relatou que o bullying impediu o aprendizado dos alunos, o Brasil se encontra em 19º lugar entre todos os países do mundo com maior incidência.

Assim, o objetivo do evento é prover espaço e meios de encontro entre pesquisadores, professores da rede e estudantes a nível de graduação e pós-graduação, por meio de uma série de palestras com pesquisadores nacionais e internacionais, e também pela apresentação de trabalhos de estudantes, divididos em diversos eixos temáticos.

A mesa de abertura será sobre o tema “Violência, emoções e ética” e terá como conferencistas os professores Antônio Gómez Ramos, da Universidade Carlos III, de Madri, Espanha, e Claudio Dalbosco, da Universidade de Passo Fundo. O evento conta ainda com mais quatro mesas temáticas, visando debater temas como "Pedagogia, biopolítica e ética", "Linguagem, escola e violência", "Tecnologia, escola e violência" e "Filosofia na escola". As comunicações serão apresentadas na tarde de quinta-feira (7), dividas em nove eixos temáticos.

A promoção é do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFSM. Mais informações no site dos eventos.

 

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A palestra "O Poder Judiciário no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres: relato de pesquisa (CNJ/Ipea, 2019)" acontece nesta sexta-feira (6), às 15h, na sala 2243 do prédio 74A, campus sede da UFSM. 

A palestrante será Paola Stuker, assistente de Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), doutoranda em Sociologia e integrante do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da UFRGS.

A promoção é do Departamento de Ciências Sociais do CCSH. 

Fonte: Núcleo de Divulgação Institucional do CCSH

 

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/2019/09/02/comunidade-universitaria-debate-violencia-sexual-nesta-quinta-5-9 Mon, 02 Sep 2019 19:58:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/?p=15129

A Coordenação da Casa do Estudante Universitário I, em parceria com o Grupo de Extensão e Pesquisa ARTEMIS - Direito e Gênero, convidam para a mesa-redonda "Violência Sexual e Figuras Correlatas".

O evento acontecerá no dia 05 de setembro, às 18 horas, no saguão da Casa do Estudante Universitário I, localizada na Rua Professor Braga, nº 79, no centro de Santa Maria.

Estarão presentes as participantes do Grupo Artemis, a Delegada Titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Elizabete Kaoru Shimomura, e a Pró-Reitora Substituta da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Angélica Iensen.

  

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/05/27/seminarios-nacional-e-internacional-de-filosofia-e-educacao Mon, 27 May 2019 11:41:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=47843

Estão abertas as inscrições da primeira chamada de trabalhos para o 6º Seminário Nacional de Filosofia e Educação: Confluências (Senafe) e o 2º Seminário Internacional de Filosofia e Educação: Confluências (Seinfe), que serão realizados entre os dias 6 e 8 de novembro, no auditório do CCR, campus da UFSM Santa Maria. O tema do seminário, “Escola, violência e ética”, tem por objetivo congregar pesquisas que abordem o tema da violência relacionado à educação, na perspectiva ética.

O seminário pretende promover o diálogo com a comunidade escolar, bem como com acadêmicos e professores pesquisadores da graduação e da pós-graduação, tendo em vista a complementariedade entre epistemologia e hermenêutica, as narrativas oriundas das vivências da escola básica e a ausência, na educação, em trabalhar com situações de conflito.

A partir do confronto com o legado teórico acumulado sobre o tema, o evento busca discutir em tempos pós-traumáticos, como a política, ao invés da propalada emancipação, recebeu uma assinatura biopolítica, e como essa transição na modernidade pode ser pensada na relação entre filosofia e educação, mais especificamente as relações existentes entre a biopolítica, a barbárie e a formação humana.

O evento é dirigido a professores e estudantes de pós-graduação, do ensino superior e básico das redes municipal, estadual, federal e privada de ensino e conta com o apoio, além dos programas de pós-graduação em Educação e Filosofia da UFSM (PPGE e PPGF), também da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires (Unicen), Universidade Carlos III de Madrid (UC3M) e Universidade Autônoma de Madrid (UAM), da Espanha.

As inscrições estão abertas, divididas em duas chamadas: a primeira, de 20 de maio a 20 de julho, e a segunda chamada, de 21 de julho a 20 de setembro.

Mais informações no site, na página do evento no Facebook ou pelo e-mail senafeseinfe@gmail.com.

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O período que antecede o segundo turno das eleições presidenciais de 2018 tem acirrado a polarização política, a violência e a intolerância. A Universidade Federal de Santa Maria coloca-se em defesa da democracia e, neste sentido, como primeira universidade pública do interior do Brasil, compartilha o posicionamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A entidade representa oficialmente as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) na interlocução com o governo federal, com as associações de professores, de técnico-administrativos, de estudantes e com a sociedade em geral. O posicionamento da Andifes, extraído da site oficial da entidade, pode ser lido na íntegra na nota a seguir

Nota pública da Andifes contra a violência, em defesa da democracia

A sociedade brasileira encontra-se dividida, vivendo hoje um processo eleitoral decisivo para seu destino. Como sabemos, episódios de violência relacionados a eleições ocorrem em cada pleito, sendo todos eles condenáveis, pois trazem componentes de violência ao que deveria ser momento de reflexão e debate. Neste pleito, entretanto, estamos constatando um perigoso agravamento do conflito, que compromete a própria natureza da decisão democrática.

Primeiro, mais que o debate, é o conflito que se estende como nunca a toda a sociedade, empobrecendo a argumentação e diminuindo o valor mesmo do convívio democrático e das garantias próprias de um estado democrático de direito. Segundo, episódios de intolerância e violência (física ou simbólica) são hoje constatados até no ambiente de nossas universidades, que, como espaço essencialmente democrático, devem ser lugar natural do embate de ideias, da diversidade, da argumentação, e não de agressão e intolerância.

A ANDIFES vem assim externar seu firme repúdio à cultura do ódio e da violência, que ora ameaça a sociedade e as universidades públicas, por meio de constrangimentos, ameaças e agressões. Em particular, no espírito e na letra da Constituição Federal, são deploráveis os ataques motivados por racismo, homofobia e toda ordem de preconceito que atinja direitos e liberdades individuais, não devendo qualquer cidadão com responsabilidade pública lavar as mãos e alegar neutralidade diante dessas ações, nem dos discursos eivados de violência que as suscitam.

A ANDIFES junta-se, enfim, a todos os dirigentes e membros da comunidade acadêmica que ora envidam esforços por defender a democracia e por reforçar os laços de solidariedade em nossas instituições universitárias, que, como instituições públicas, gratuitas e inclusivas, são um exemplo de participação e decisão coletiva, bem como lugar de produção de conhecimentos, formação de cidadãos e defesa ativa dos direitos humanos, servindo assim à redução de desigualdades e à ampliação de direitos em nosso país.

Andifes

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/11/violencia-na-universidade-sera-abordada-em-palestra-na-proxima-segunda-feira Tue, 11 Sep 2018 18:59:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44478 O Núcleo de Apoio à Aprendizagem da Coordenadoria de Ações Educacionais UFSM informa que estão abertas as inscrições para a palestra"Violência na universidade", que será proferida na próxima segunda-feira (17) pelas psicólogas Danielle Machado Visentini e Bianca Zanchi Machado. Na ocasião, elas vão conceitualizar o que é violência, em suas diferentes variações, além de abordar estratégias de enfrentamento. Aberta à participação de toda a comunidade, a palestra ocorre das 14h às 17h no auditório do prédio 67 do campus sede, com transmissão ao vivo para os campi de Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/os-desafios-da-educacao Mon, 08 Sep 2014 17:11:23 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=1708
Já dizia Paulo Freire que se a educação, sozinha, não transforma a sociedade, menos ainda a sociedade é capaz de mudar sem ela. É no aprendizado diário que nos desenvolvemos como sujeitos e que também nos tornamos conscientes da realidade que nos cerca. Em um processo tão importante como é o de educar e ser educado, há uma série de fatores que precisam ser considerados, por terem influência seja positiva ou negativa na aprendizagem.

EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA: COMO AGIR?

Dentre as tantas pesquisas realizadas na área da educação, está a tese A violência doméstica e as dificuldades de aprendizagens em jovens de escolas públicas de Ensino Médio de Santa Maria/RS, desenvolvida pela enfermeira Verginia Medianeira Dallago Rossato, no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde da UFSM. O estudo é uma busca por reflexões sobre a educação dentro e fora do espaço escolar. Realizada em escolas estaduais de todas as regiões de Santa Maria, a pesquisa foi desenvolvida em três passos: aplicação de questionário; realização de grupos focais para discutir o tema com os alunos; e reuniões com os professores para repassar os resultados encontrados. Verginia destaca que, ao longo de todo o processo, o que ficava mais evidente da percepção dos alunos sobre a família, no que diz respeito à educação, eram fatores como a pressão psicológica, a briga e a cobrança. Um dos casos que mais a marcaram está ligado à ingestão de bebidas alcoólicas. “A adolescente se demonstrava aflita porque, em casa, o pai bebia, batia na mãe e brigava com ela. A menina, então, não conseguia dormir direito e no outro dia estava na escola, ainda preocupada”, exemplifica. A relação da violência doméstica – seja ela psicológica, física ou sexual – com a aprendizagem não se esgota em si e leva a pensar na educação como um todo. Para a pesquisadora é fácil perceber isso em casos nos quais o aluno está na escola e se vê abatido por problemas pessoais. Muitas vezes, o professor não se envolve, embora a situação tenha reflexo no ritmo escolar. “Isso porque ele [o professor] já está sobrecarregado em sua carga horária, não se vê valorizado e, ainda, em diversos casos, não tem o suporte de outros profissionais capacitados, como coordenadores pedagógicos ou psicólogos, que o auxiliem”, expõe a pesquisadora. Seja qual for o caso, é fundamental que a escola se construa enquanto espaço de diálogo, e que se proponha a orientar alunos e família. Quando o estudante tem o sentimento de que é ouvido e compreendido em suas diferenças, a tendência é que ele se sinta incluído no ambiente escolar. A educadora Adriane Cenci, que também desenvolve estudos sobre as dificuldades de aprendizagem e educação inclusiva, como é o caso de sua dissertação Processos mediativos e formação de conceitos cotidianos: implicações nas dificuldades de aprendizagem, vai além. “Quando um aluno é alvo de piadas, quando o professor grita com ele ou quando é subestimado em sua capacidade de aprender, também se está exercendo violência”, afirma. Ela entende que é também papel da escola combater essa violência, a que se desenvolve dentro do ambiente educacional.

ENTRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E DE ENSINO

Embora em seu estudo Verginia relacione a violência doméstica como possível causa das dificuldades de aprendizagem, ela deixa claro que não é possível evidenciar um único fator que possa ser determinante. A pesquisadora entende que, na maioria das vezes, o fracasso escolar é associado somente ao aluno, o que se torna um problema, na medida em que se deixa de considerar, por exemplo, suas vivências, o local em que está inserido, crenças, enfim, seu contexto sociocultural. Adriane destaca que uma real avaliação dessas dificuldades requer que se considere ainda mais do que isso. “Às vezes, o problema pode estar no ensino, que não considera as características e tempos de aprendizagem das crianças e adolescentes, ou pode estar na escola, que não faz sentido algum para a criança que tem de ir pra aí todos os dias”, pontua ainda. Não é incomum encontrar essa percepção na fala de estudantes indignados com a quantidade de fórmulas matemáticas que necessitam decorar para a prova. O mesmo ocorre com as informações históricas extremamente precisas de tempos muito remotos que lhes são aconselhadas saber de cor e salteado. De fato, parece sem sentido, quando os conteúdos trabalhados ficam restritos a exercícios de decorar o que dizem os livros e se adequar ao cronograma do que vai cair no vestibular. Contudo, muitos dos conteúdos entendidos como apenas escolares são importantes para ampliar e aprofundar o olhar do estudante sobre o mundo. Os problemas na educação, no entanto, não passam só pelas dificuldades dos alunos. São um desafio diário também para os professores. Como tornar, de forma atrativa, o espaço de uma sala de aula um local de troca de saberes? O tradicional ensino voltado ao quadro negro já não parece ser suficiente, mas também não existe receita pronta e exata. Uma aula que provoque e instigue exige não só conhecimento, mas também desenvolver meios de adaptar os saberes aos alunos. Entre informações de matérias tão diversas, estabelecer ligações que conectem a sala de aula e o cotidiano pode ser uma boa saída.
Uma aula que provoque e instigue exige não só conhecimento, mas também desenvolver meios de adaptar os saberes aos alunos.
Já difícil por si só, a tarefa se torna ainda mais complexa e desafiadora ao considerar-se o cenário ao qual os professores estão expostos. Como exigir tanto quando o reconhecimento, as condições e a remuneração não são os adequados? “A escola pode dar espaço às iniciativas diferenciadas dos professores, isso já ajuda. Porém, enquanto não tivermos uma política sólida de formação de qualidade e de reconhecimento dos professores, vamos encontrar apenas medidas paliativas aqui e ali”, adverte Adriane. Se a sociedade é incapaz de mudar sem educação de qualidade, mais investimentos se fazem necessários para um futuro melhor para todos, com mais igualdade e condições.

“Às vezes, o problema pode estar no ensino, que não considera as características e tempos de aprendizagem das crianças e adolescentes, ou pode estar na escola, que não faz sentido algum para a criança que tem de ir pra aí todos os dias”

Repórter: Daniela Pin Menegazzo
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