UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Fri, 27 Mar 2026 00:24:02 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/09/25/programa-de-extensao-promove-acao-online-corpos-e-encontros-no-limite-da-visibilidade Mon, 25 Sep 2023 11:15:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=63823
O programa de extensão “Encruzilhadas de Saberes e Fazeres: Cirandas e Partilhas” realiza desta segunda (25) até sexta-feira (29) a ação “Encruzilhadas em Rede: Corpos e Encontros no Limite da Visibilidade”, que será composta por cinco mesas online, sempre às 18h, pelo YouTube. Durante a transmissão ao vivo, será liberado um link de inscrição para emissão de certificado.
 
Os convidados são pesquisadores negros e indígenas de várias regiões do Brasil, com significativa produção de conhecimento, que irão compartilhar com o público um pouco de suas caminhadas.
 
O programa “Encruzilhadas de Saberes e Fazeres: Cirandas e Partilhas” conta com financiamento do Edital Fiex 2023, do Edital Geoparque UFSM e compõe a programação de 10 anos do curso de Dança Bacharelado do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM.
 
Os participantes de cada uma das mesas e mais informações podem ser obtidas no Instagram @encruzilhadasufsm ou pelo e-mail encruzilhadadesaberes@55bet-pro.com.
 
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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/luta-e-visibilidade-trans Thu, 28 Jun 2018 22:09:26 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3867 Dia 28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+ (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais). A escolha da data remete a 1969, em função de acontecimentos ocorridos em um bar que existia em Nova York. Na época, não eram permitidos espaços para convivência das pessoas LGBTQ+. O local era uma espécie de ponto de encontro informal deste grupo - que chegava a pagar propina aos proprietários para que permanecesse em funcionamento. Ainda assim, eram comuns batidas policiais e agressões aos frequentadores do bar. Até que, em 28 de junho daquele ano, a comunidade LGBTQ+ resolveu se insurgir com protestos e mobilizações. Nos anos que se seguiram, nesta mesma data, as ruas da cidade eram tomadas pela Parada do Orgulho, com o intuito de incentivar a discussão sobre a visibilidade e a importância do combate à homofobia e da busca por direitos. De lá para cá, os locais para convivência LGBT+ foram sendo diversificados. Ainda que se notem avanços, alguns entraves ainda são apontados na construção de uma sociedade livre de preconceitos e mais igualitária. Visibilidade trans A sigla LGBTQ+ abriga identidades distintas e com demandas específicas e, portanto, se destina a promover a diversidade das culturas baseadas em identidade sexual e de gênero. A letra “T” refere-se à uma identidade de gênero. Neste sentido, a transexualidade refere-se à condição do indivíduo cujo gênero pelo qual se identifica é diferente do sexo biológico.   Até junho de 2018, as pessoas que não se identificavam com o sexo que lhes foi atribuído ao nascer eram consideradas com transtornos mentais, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mudança veio com a alteração na Classificação Internacional de Doenças (CID): os diagnósticos de “transexualismo” e “travestismo” foram substituídos pela noção de incongruência de gênero. Com a transexualidade ainda compondo a CID, mantém-se amparado o direito por cobertura pelos sistemas de saúde. Cirurgia de redesignação sexual   A pesquisa Transexualidade e Dignidade da Pessoa Humana, realizada por Edwirges Rodrigues e Maria Amália Alvarenga e divulgada em 2015 pela Revista Eletrônica do curso de Direito da UFSM, busca fazer uma investigação sobre a transexualidade no Brasil. O texto, já na introdução, enfatiza que “os indivíduos transexuais enfrentam inúmeros preconceitos e dificuldades ao longo de suas vidas, podendo-se afirmar que, para alcançar sua completude, o transexual necessita reconhecer-se como titular do sexo oposto em todos os sentidos: médico (adequação do sexo biológico ao sexo psicológico), social (inclusão social deste indivíduo, para que seja aceito pela sociedade) e jurídico (perante a lei)”. Até 1997, a cirurgia de redesignação sexual ou de transgenitalização - adequação dos genitais ao gênero com o qual a pessoa se identifica - era proibida no Brasil. O processo de transformação corporal, que engloba as cirurgias de redesignação sexual, a plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e mastectomia (retirada de mama), só começou a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008. A regulamentação da cirurgia é responsabilidade do Conselho Federal de Medicina, ditada através da Resolução n° 1.955 de 2010. De acordo com as pesquisadoras, o procedimento é bastante discutido no ordenamento jurídico, já que pode ser caracterizado como de caráter mutilante ou de caráter corretivo. As autoras defendem como mais adequada esta última, tendo em vista a finalidade terapêutica da cirurgia: “Torna-se admissível a disposição do direito à integridade física para autorizar a cirurgia de adequação sexual, na medida em que corresponde à realização do direito à saúde e a garantia da dignidade da pessoa humana, possibilitando o livre desenvolvimento da personalidade do indivíduo”, explicam na pesquisa. No país, há cinco hospitais, todos universitários, habilitados para as cirurgias pelo SUS, de acordo com o Ministério da Saúde: o Hospital das Clínicas (HC) de Porto Alegre, HC de Goiânia, HC de Recife, HC de São Paulo e o Hospital Universitário Pedro Ernesto do Rio de Janeiro. Nome social Em março de 2018, foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que “todo cidadão tem o direito de escolher a forma que deseja ser chamado”. Foi reconhecido, por unanimidade, que pessoas trans podem alterar seu nome e sexo, em cartório, mesmo sem terem realizado a cirurgia de redesignação sexual. A autorização sobre a modificação do registro civil parte, atualmente, da declaração sobre a preponderância do sexo psicológico e/ou social sobre o sexo biológico. Essa conquista era uma das reivindicações mais importantes de transexuais desde 2016. Na UFSM, a possibilidade de alteração do nome social por pessoas trans e travestis foi aprovada em 2015. Desde então, 14 pessoas adotaram o nome social, sendo nove mulheres transgênero e cinco homens transgênero. Cotas para transgêneros Algumas universidades começaram a inserir pessoas trans no ambiente acadêmico, neste ano. A Universidade do Sul da Bahia (UFSB) foi a primeira a reservar vagas para as pessoas trans ou travestis nos mesmos moldes que para indígenas e quilombolas. A Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Paulo, também abriu seis vagas para pessoas trans na Escola Preparatória. Já na Universidade Federal Fluminense, foram abertas duas vagas para autodeclarados transgêneros em pós-graduação em Sociologia. A partir de setembro, a Universidade Federal de Cariri (UFCA), no Ceará, será a primeira de todo o estado a reservar vagas nos editais de programas de pós-graduação para pessoas transgênero. Transfobia De acordo com dados divulgados pela Organização Não Governamental (ONG) Transgender Europe (TGEu), em novembro de 2016, o Brasil estava no topo do ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas transgênero. O relatório descreve a violência de ódio transfóbico como “qualquer incidente que seja motivado por preconceito, hostilidade ou ódio contra contra pessoas ou grupos que transgridem ou não se conformam com o expectativas e normas de gênero”. Em 2018, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgou que o número de assassinatos é crescente no país. Até o dia 29 de março deste ano, o Brasil havia registrado um aumento 20% (10 casos) no número de assassinatos em relação ao mesmo período de 2017. O artigo Narrativas jornalísticas e possibilidades de resistência acerca do acontecimento #SomosTodasVerônica: mídia, transfobia e violência, escrito por Viviane Borelli, Alisson Machado e Marlon Santa Maria Dias, do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, explica que, no Brasil, a transfobia letal incide principalmente sobre a população de travestis negras ou pardas, com pouco acesso a recursos econômicos e sociais. A Constituição Brasileira não possui nenhuma lei específica a respeito da transfobia. O Projeto de Lei nº 122/2006 (PL 122), apresentado em 2006 na Câmara dos Deputados do Brasil, tem como objetivo criminalizar a discriminação motivada pela orientação sexual ou pela identidade de gênero da pessoa discriminada. Em 2014, o PL foi arquivado. No Rio Grande do Sul, existe um Conselho Estadual LGBT - vinculado à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos - onde os agentes  recebem capacitação no atendimento de grupos vulneráveis. O estado contabiliza dados de transfobia por meio de um Observatório de Violência LGBT. No entanto, não existem delegacias especializadas em crimes de LGBTfobia. As denúncias podem ser feitas pelo 190 e pelo Disque 100. Reportagem: Andressa Motter, Mirella Joels e Tainara Liesenfeld Fotografia: Yannis Papanastasopoulos/ Unsplash]]> UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/as-minhas-lentes-nao-discriminam Fri, 23 Mar 2018 19:18:28 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3190 Apresentadas ao público no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março, as fotografias de Dartanhan Baldez Figueiredo têm o propósito de mostrar o dia-a-dia, as produções e as contribuições da população negra santa-mariense. Além disso, buscam protestar contra acontecimentos racistas evidenciados nos diretórios dos cursos de Direito e Ciências Sociais da UFSM no último semestre. “A minha fala sobre negros é a fala que está nas fotografias”, declara o fotógrafo, que criou a exposição Negros e Negras na Ciência, Cultura e Movimentos Sociais. A curadoria da mostra é da Associação Ará Dudu e Pondá Assessoria. “O Dartanhan é de extrema importância para os coletivos e para o movimento negro, pois ele mostra de uma forma artística o que está sendo produzido e quais são as lutas traçadas”, comenta a integrante da Associação Ará Dudu, Isadora Bispo. A fala dela converge com os registros espontâneos das diversas performances que passam pelas lentes de Dartanhan: “Eu não vivencio o racismo, eu percebo o racismo, é diferente. Somente quem sente o que é ser agredido pela sua cor tem condições de explicar”.   Ao todo, 85 fotos estão expostas e outras 600 projetadas no Centro de Convenções da UFSM.     Dartanhan: o artista da visibilidade   “Minha ligação com o Centro de Artes e Letras (CAL) está diretamente ligada à minha formação. Quando eu estava fazendo licenciatura em Física, fiz duas disciplinas de fotografia no CAL e tive contato com alguns professores no período. O CAL é o local onde tem uma produção que poucos sabem, o que é um grande problema de divulgação da UFSM. Como meu objetivo é dar visibilidade à cultura e aos movimentos sociais e fazer a minha arte conversar com a arte dos outros, eu passei a acompanhar vários alunos na graduação de música, dança e teatro. Antes eu aparecia no Caixa Preta para fotografar. Ultimamente, o pessoal já faz eventos e, instantaneamente, me marca para participar. No final de 2017, em algumas semanas, eu estive de segunda a domingo no Caixa Preta”.   Dartanhan Baldez Figueiredo é professor de Física, já aposentado, da UFSM e fotógrafo amador. Teve seu trabalho apresentado em duas exposições coletivas e em duas individuais: “Arte no Espaço Público”, no aniversário da Rádio Armazém de Santa Maria, e “Rota Viva”, na Praça Saldanha Marinho, com fotos da Banda Rotações.   Além do trabalho com movimentos sociais, Dartanhan fotografa a natureza e sua preservação, e registra crianças e idosos acompanhados de cães em sessões de fisioterapia, na UFSM.   Associação Ará Dudu   O Coletivo Ará Dudu surgiu em 2015, fundado por vários artistas e produtores negros de Santa Maria. Em 2017, após ter sido selecionado para integrar a Incubadora Social da UFSM, o Coletivo se tornou a Associação de Arte e Cultura Ará Dudu.  O objetivo do grupo é dar sustentabilidade para o povo negro de forma que empodere e traga para o cenário cultural os artistas negros e suas produções. A Associação tem várias atividades na cidade, como o Festival Municipal de Arte Negra (Fesman) e o Sarau DasPrê.     Programação da semana   A exposição Negros e Negras na Ciência, Cultura e Movimentos Sociais fica aberta até 30 de março, de segunda a sexta, das 11h às 16h, e de sábado e domingo, das 16h às 18h. Durante a semana estão previstas outras ações alusivas ao Dia Internacional de Luta pela Discriminação Racial:   25 de março, domingo, às 17h, no Viva o 55BET Pro - Momento Música de Preto com Elen Ortiz, Zan Ribeiro e Ariane Teixeira.   29 de março, quinta-feira, no Centro de Convenções - Roda de conversa com mulheres negra - Militância e protagonismo das pretas; participação especial - Malu Viana.   Todos os dias: mostra de bonecas negras de Lúcia Severo.   Reportagem: Bibiana Pinheiro Fotografia:  Dartanhan Baldez Figueiredo - arquivo pessoal]]>