UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Tue, 21 Apr 2026 23:18:54 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/um-olhar-para-alem-dos-muros Fri, 22 Oct 2021 15:54:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/arco/?p=8719 As previsões meteorológicas apontavam para um temporal, mas o dia 10 de outubro foi marcado pelo intenso sol em Santa Maria. Na rua Alberto Pasqualini - antiga 24 Horas -, no centro da cidade, a alegria de muitas crianças e adultos foi proporcionada por grupos de voluntários, que se mobilizaram e promoveram uma ação de Dia das Crianças para filhos de catadores de material reciclável e pessoas em situação de rua. 

Naquele domingo, foram distribuídos presentes e servidos lanches, incluindo uma variedade de doces. Mariluci, que estava com as duas filhas pequenas, celebrava que as meninas ganharam, além de brinquedos e livros, também uma cesta básica. Além das filhas dela, outras dezenas de crianças corriam e brincavam na área do evento. Entre os adultos, um homem muito ativo caminhava de um lado para o outro oferecendo alimentos e verificando se todos estavam satisfeitos. Reinaldo Santos é acadêmico do curso de Relações Internacionais da UFSM e um ativista da causa da população em situação de rua e em vulnerabilidade social. Ele é voluntário em vários projetos voltados para a população em situação de rua em Santa Maria, entre eles o UFSM nas Ruas: mais portas, menos muros para catadores de materiais recicláveis e pessoas em situação de rua, projeto de extensão criado em 2018 e vinculado ao curso de Terapia Ocupacional e ao Observatório de Direitos Humanos da Pró-Reitora de Extensão (ODH/PRE) da UFSM. 

O artigo 5° da Constituição Federal define que todos são iguais perante a lei e têm o  direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Apesar disso, no Brasil, muitos não têm acesso a alguns direitos básicos, como saúde, alimentação, trabalho e moradia. Essa é a realidade de aproximadamente 160 mil de pessoas que vivem em situação de rua, segundo levantamento feito pelo projeto Intocáveis em março de 2021. Os autores do estudo estimam que esse número seja ainda maior, uma vez que há subnotificação.

As ações do UFSM nas Ruas vão além do assistencialismo, que, embora tenha um papel importante para quem tem fome ou frio, não resolve os problemas estruturais. “Não basta oferecer só o pão e o agasalho. É preciso garantir a todos e todas os direitos sociais que, por meio de políticas públicas implementadas pelo Estado, cheguem a essas pessoas”, reflete Amara Lucia Battistel, coordenadora do projeto.

Antes da pandemia de Covid-19, havia um grupo de trabalho composto por discentes, docentes e voluntários de diversas áreas da UFSM que promovia ações na praça Saldanha Marinho, na região central da cidade. Entre as atividades, eram feitas rodas de conversas, práticas de esportes, brincadeiras e encontros musicais, que inclusive resultaram no grupo chamado “Samba na Praça”. “Essas atividades ocuparam um espaço significativo, tanto no cotidiano desses indivíduos, quanto para nós, que começamos a nos sentir inseridos no território e acolhidos por eles”, lembra Amara. 

Aos poucos, o projeto ganhou grandes proporções e aumentou o número de participantes. Muitos deles não estavam em situação de rua, porém viviam em vulnerabilidade social, já que vivenciavam precárias condições de trabalho.

Após a pandemia

Com a chegada da pandemia, muitos projetos da UFSM precisaram se adaptar para continuar com seu caráter extensionista e de prestação de serviços para a comunidade santa-mariense em tempos de distanciamento social. Com o UFSM nas Ruas isso também aconteceu, mas, diferentemente de outros projetos, a necessidade de fazer a adaptação para o modelo remoto representou um grande desafio para os voluntários, visto que o público atendido não tem acesso aos recursos tecnológicos para tal. Assim, o projeto passou a se integrar às ações do Comitê Emergência Rua (CER), que consiste na reunião de diversos grupos que tem por intuito auxiliar a população em situação de rua e em vulnerabilidade social no cenário da pandemia.

Através do CER, o UFSM nas Ruas efetuou muitas ações de arrecadações de materiais de higiene, alimentos, roupas, álcool em gel, colchões, lençóis e diversos outros objetos necessários para a implementação de um centro de acolhimento, que funcionou como um abrigo temporário para as pessoas em situação de rua, a fim de prevenir o contágio pela Covid-19, no ano de 2020. Nessas ações, que aconteceram no Centro Desportivo Municipal (CDM), também foram oferecidas oficinas de artesanato, pintura e jogos.

Para comemorar o Natal e o Ano Novo, foram arrecadados alimentos para duas ceias, que foram servidas para um grupo de catadores no centro da cidade e na Casa de Passagem Maria Madalena. Em um cenário de crise sanitária e econômica, uma ação como essa só foi possível graças ao auxílio do voluntário Reinaldo Santos: “Sempre que posso eu me encontro com as pessoas em situação de rua, janto com eles, ouço suas dores e me voluntario para acolhê-los”.

Valdomiro Silva, que vive em situação de rua há aproximadamente oito anos, afirma que o UFSM nas Ruas é importante porque representa quem mais precisa. As ações propostas pelos voluntários do projeto de extensão permitem que ele e outras pessoas saiam da invisibilidade e tenham suas vozes escutadas pela população e pelo poder público. Os impactos da pandemia também atingiram quem vive nas ruas. Valdomiro conta que, apesar de se candidatar a muitas vagas de emprego, não é selecionado para nenhuma, o que o faz ficar dependente da solidariedade para sobreviver. Assim como ele, muitas pessoas passaram a viver em situação de vulnerabilidade no Brasil desde o início de 2020. “Vejo alguns amigos meus morando em albergues. Amigos que eu nunca imaginei que chegariam a essa situação. Mas, com os aluguéis subindo e a falta de emprego, muitos precisam recorrer a projetos como o UFSM nas Ruas”, afirma.  

Para dentro da academia

Além de atuar com redes de solidariedade e de promoção da cidadania, o UFSM nas Ruas busca fomentar o debate dentro do ambiente acadêmico sobre o contexto da população em situação de rua e de catadores de materiais recicláveis. Através dos “Seminários de Políticas Públicas para as Pessoas em Situação de Rua”, o projeto possibilitou a fala e a presença desses cidadãos que muitas vezes se sentem à margem da sociedade. As duas primeiras edições do seminário aconteceram no Auditório Imembuí no Prédio da Reitoria da UFSM, em 2018 e 2019. A participação de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade nesses eventos teve um valor simbólico, já que muitos deles sequer conheciam o espaço físico da Universidade.

Amara comenta que o seminário inicialmente causou certo impacto na comunidade acadêmica, mas fica feliz em saber que o evento instigou uma quebra de estigmas ao permitir o acesso dessa população à Instituição. “Compreendemos que esse espaço ajudou a promover direitos, garantiu protagonismo e gerou um sentimento de pertencimento a indivíduos que vivenciam a extrema vulnerabilidade social”, afirma.

A professora enxergou a necessidade de trazer a discussão também para dentro do curso do qual é docente. Depois de consultas sobre conhecimentos técnicos com profissionais do campo social em Santa Maria e Porto Alegre, Amara criou a disciplina complementar de extensão“Terapia Ocupacional Social e a População em Situação de Rua”. 

A participação em um projeto como o UFSM nas Ruas contribui na formação profissional dos acadêmicos do curso que passam a olhar para os direitos humanos e inclusão social e, assim, vislumbrar soluções possíveis para uma sociedade mais justa e inclusiva. “Graças à experiência proporcionada pelo projeto, foi possível compreender o cuidado de forma integral, enxergando que os indivíduos possuem diferentes necessidades, desejos e realidades, influenciando em nossa atuação profissional”, expõe Mariana Mozzaquatro, bolsista do projeto e acadêmica do curso de Terapia Ocupacional.

Uma nova fase do projeto

Graças a uma parceria com a Casa de Passagem Mundo Novo, o UFSM nas Ruas irá compor o quadro de atividades do Espaço de Ações Comunitárias e Empreendedoras, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, localizado no Prédio da Antiga Reitoria. O projeto terá um espaço para acolher indivíduos em situação de rua. Interessados de outras áreas da Universidade podem contribuir na formação desse novo local que visa ampliar as ações e criar um ambiente de pertencimento para as pessoas em situação de rua. 

Por um Natal sem fome

Junto a outras redes de solidariedade que compõem o CER, o UFSM nas Ruas está organizando o “Natal Sem Fome para catadores e pessoas em situação de rua”. Serão duas refeições nos dias 25 de dezembro de 2021 e 1° de janeiro de 2022.

Expediente

Reportagem: Luís Gustavo Santos, acadêmico de Jornalismo e voluntário

Ilustração: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e voluntário

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e bolsista de Jornalismo; Caroline de Souza, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Martina Pozzebon, acadêmica de Jornalismo e estagiária

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas

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De julho a outubro de 2018, o professor aposentado de Gastroenterologia do Departamento de Clínica Médica da UFSM Renato Fagundes trabalhou como voluntário na República do Malawi, país da África Oriental. A viagem se deu pelo consórcio AfrECC, um projeto realizado entre o National Institute of Health (NIH) e outros grupos, que identificaram crescente número nos casos de câncer esofágico entre a população malawiana. 

O Rio Grande do Sul, juntamente com o Uruguai e o norte da Argentina, constituem a área de maior risco para esse tipo de câncer na América do Sul. Ciente disso, Fagundes sempre se dedicou ao estudo de tumores no esôfago, com mestrado e doutorado nessa área. O médico relatou à Revista Arco sobre as experiências e trabalhos desenvolvidos no país africano:

Povo de Malawi, crenças e costumes

Malawi é conhecido como The warm heart of Africa, que eu traduziria livremente por “o coração afetuoso da África”. Eu brincava constantemente dizendo que estava em busca de um um malawiano desagradável e não conseguia encontrá-lo. A afetividade e a disponibilidade em ajudar demonstrada pelas pessoas são muito grandes. Em geral, são pessoas bem-humoradas, um pouco tímidas no primeiro contato e, como a maioria dos africanos, extremamente musicais, caindo na dança por qualquer motivo.

É um dos países mais pobres e menos desenvolvidos do mundo. Foi colônia do Reino Unido até 1964. O idioma oficial é o inglês, porém uma significativa parte da população não se comunica nesse idioma, mas em alguns dos diferentes dialetos, dos quais o mais comum é o chechewa. A economia é baseada na agricultura, com a maior parte da população vivendo na área rural. O Malawi tem uma baixa expectativa de vida (ao redor de 50 anos), apresenta altas taxas de mortalidade infantil e uma alta prevalência de HIV/AIDS. O risco para doenças infecciosas é muito alto, incluindo hepatite A, febre tifoide, malária e esquistossomose.

Lilongwe

Lilongwe é a capital de Malawi, situa-se na região central do país. Apesar de existir como cidade de pequeno porte há mais de 60 anos, adquiriu importância quando foi elevada à condição de capital, em 1975, quando passou a apresentar um aumento da população, que atualmente ultrapassa um milhão de habitantes. Nestes 43 anos de existência, Lilongwe é uma cidade em construção, com algumas vias asfaltadas e muitas ruas sem calçamento. A existência de calçadas para pedestres é quase nula. Os pedestres dividem os acostamentos das vias asfaltadas com ciclistas e com motoristas afoitos que invadem o acostamento colocando todos em risco. 

Localização do Malawi no continente africano

É uma região árida e seca, nos meses de julho a outubro não chove e a poeira é uma constante. É uma cidade espalhada, com grandes intervalos sem construções, com iluminação e limpeza precárias, com muitas desigualdades, predominando pessoas de baixa condição social, econômica e cultural. Contrastando com a pobreza geral, existem construções públicas suntuosas como os prédios do parlamento, a residência do presidente, o banco central e as embaixadas, assim como o centro internacional de convenções e o estádio de futebol Bingu National Stadium. Apesar das desigualdades, a taxa de criminalidade é baixa e durante o dia é possível se mover em qualquer área da cidade em segurança.

Biópsias e próteses

O projeto funciona em dois contextos, um trabalho de campo, que visa a inclusão de pacientes com câncer esofágico, e outro de controles sem câncer. A abordagem inicial é feita através de questionários que visam identificar fatores de riscos, ambientais e familiares, seguidos de endoscopia digestiva alta nos pacientes com suspeita ou já diagnosticados previamente com câncer do esôfago. Nesses pacientes, são coletadas biópsias seguindo um protocolo padrão para todos os centros, e colocação de próteses metálicas expansíveis nos pacientes com obstrução esofágica, visando que eles possam deglutir. As biópsias vão ser alvo de identificação de marcadores moleculares para se formar um perfil molecular desses tumores. As próteses são uma inovação de origem chinesa, muito simples e de custo muito baixo, e estão sendo testadas nesses pacientes, aparentemente com bons resultados. Esse projeto é de longo prazo e envolve uma série de questões de pesquisa e de abordagens, com resultados previstos para os próximos cinco anos. 

Kamuzu Central Hospital (KMC)

Fiz a opção para desenvolver o projeto em Lilongwe por ser a região mais carente de pessoal para a realização de exames e procedimentos endoscópicos e, de forma contrastante com o ambiente geral de carência, possuir uma unidade da UNC com laboratórios de ponta para a realização de análises moleculares e genômicas. O Kamuzu Central Hospital é um hospital terciário de referência em Lilongwe, tem em torno de mil leitos, mas muitas vezes sua capacidade é excedida pelo número de pessoas da região (aproximadamente cinco milhões) que estão em sua área de abrangência. A maior parte dos leitos é ocupada por pacientes com HIV/AIDS. Em 2017, aproximadamente 70% dos óbitos ocorridos no hospital foram causados por HIV/AIDS. Exerci minha atividade basicamente na unidade de endoscopia digestiva. Um hospital dessa dimensão tem apenas dois médicos habilitados a realizar exames endoscópicos, e ambos são cirurgiões gerais, também responsáveis pelas cirurgias do hospital. Além disso, uma vez por semana eles devem viajar para os distritos satélites de Lilongwe para executarem pequenas cirurgias, de forma a manter os pacientes nos hospitais distritais. Devido a essa sobrecarga, a realização de endoscopia digestiva fica restrita a duas manhãs por semana, e muito frequentemente, em virtude de alguma urgência cirúrgica, os exames endoscópicos são suspensos.

Entrada do hospital. 

Desafios na rotina de trabalho

A dificuldade inicial foi que, contrariando a norma mundial de se efetuar endoscopia digestiva com sedação, no KMC, por razões econômicas, as endoscopias eram realizadas sem que o paciente estivesse sedado. Foi preciso muito argumento para conseguir sedativos, que, depois de algum tempo, faltaram e não foram repostos. A essa dificuldade, se somaram as relacionadas a equipamento deficiente e falta de pessoal treinado para auxiliar nos procedimentos. A unidade dispunha de somente uma funcionária fixa, que era aposentada e participava de um programa de aproveitamento de aposentados com salário irrisório. 

Um dos procedimentos relacionados à pesquisa incluiu o tratamento paliativo do câncer de esôfago avançado pela colocação de uma prótese metálica expansível através do tumor esofágico. É uma técnica que permite que o paciente possa deglutir e não venha a sucumbir pela fome e pela sede. Para a colocação dessa prótese, é necessário proceder a dilatação do tumor através da inserção de sondas de calibre progressivo, até se atingir um túnel adequado para se introduzir a prótese. Trata-se de um procedimento extremamente doloroso, que deve ser realizado sob sedação e analgesia. Na maior parte das vezes, os sedativos e analgésicos estavam em falta e tive de executar o procedimento sem sedação, surpreendentemente com pouca reação por parte dos pacientes. 

O equipamento de endoscopia consta fundamentalmente de duas partes: o tubo que é introduzido no tubo digestivo do paciente e uma processadora que gera a iluminação no interior do órgão e processa a imagem para um monitor. A única processadora era mantida ligada por, literalmente, um “curativo” feito com gases e esparadrapo que mantinham pressionado o botão comutador do aparelho. Quando eu cheguei estava assim, e assim permaneceu até a minha partida. Sem contar com os frequentes “apagões” de energia elétrica, que podiam durar alguns segundos ou se prolongar por tempo indefinido. Muitas vezes, com o endoscópio dentro do paciente, ficava na dúvida se deveria retirá-lo e aguardar a vinda da luz ou esperar com o instrumento inserido até a volta da energia. Esses apagões aconteciam em média cinco a seis vezes por dia.

“Curativo” que mantinha ligada a processadora do endoscópio.

Quando a vida diz para deixar a infância

Uma menina de 11 anos, vinda de um distrito distante, acompanhada da mãe, compareceu no dia aprazado para realização de endoscopia digestiva alta, indicada para esclarecimento de vômitos com sangue há dez dias. Não havia sedativos disponíveis. Explicamos a situação para a mãe e solicitamos que ela definisse um dia para o agendamento com o anestesista. A mãe, muito angustiada, disse que seria impossível voltar outro dia pois não teria dinheiro para a condução. Todo o dinheiro que dispunha tinha sido gasto nas passagens daquele dia. Expliquei, via intérprete (ela não falava inglês), os desconfortos do exame e as possíveis reações a esses desconfortos. Omiti minha angústia de realizar o exame em uma criança de 11 anos, a mesma idade de minha neta. A mãe conversou alguns minutos com a menina em dialeto chechewa. 

Depois de um diálogo permeado de temor e ansiedade, a mãe falou com a enfermeira que servia de intérprete. A tradução da enfermeira, seguida do olhar ansioso da mãe, foi que eu não só poderia, como deveria fazer o exame, garantindo que a menina suportaria os desconfortos com a menor reação possível. Considerando que a menina poderia sofrer outros episódios de hemorragia digestiva, tomei a difícil decisão de tentar o exame. Somente com um spray de xilocaína na garganta para reduzir o reflexo de vômito, iniciei o exame. A reação da menina foi mínima, fez uma arcada de vômito, na introdução do endoscópio, e permaneceu imóvel, com lágrimas escorrendo de seus olhinhos fechados durante o tempo que durou o exame. 

A suspeita diagnóstica se confirmou. Ela apresentava varizes esofágicas de grande calibre e com sinais de sofrimento, o que significa risco de novos sangramentos. Para realizar o procedimento, é necessário retirar o endoscópio, montar o kit de ligadura elástica no endoscópio e reintroduzi-lo. A resposta da menina para nossa explicação foi um cerrar de dentes seguido de um balançar afirmativo da cabeça. Reintroduzimos o endoscópio com o kit de ligadura, que torna um pouco mais desconfortável a introdução. Houve a mesma reação do início do exame, seguido de lágrimas. Consegui colocar com sucesso cinco anéis nas varizes e completei o procedimento. Ao terminar, ela se abraçou à mãe e deixou vir o choro contido, soluçando convulsivamente, sem emitir nenhum som. Foi de cortar o coração.

Jornada de uma mãe ao fundo de sua dor

Este foi um dos fatos mais tristes que presenciei em minha vida calejada de médico. Uma criança de colo morreu no hospital. Uma enfermeira enrolou cuidadosamente seu corpinho inanimado em um lençol e o entregou à mãe, que estava sozinha. A mãe, num silêncio profundo que gritava aos corações de quem estava presente, colocou o pequeno fardo em seu xale, colocou-o em suas costas e iniciou sua jornada solitária para casa, distante quatro horas de caminhada. Confesso que me foi impossível reter as lágrimas ao ver aquela mãe afastando-se lentamente em direção ao seu destino, para enterrar sua carga física juntamente com a dor de sua alma.

O que Malawi me acrescentou

Sempre considerei a resiliência, a capacidade de adaptação e a tolerância como os pontos fortes de minha personalidade. Essas características foram testadas ao máximo em minha estada no Malawi. A carência de medicamentos e materiais limitando um trabalho adequado pode ser frustrante, mas é melhor fazer improvisando do que não executar a tarefa. Trabalhar com funcionários despreparados, e muitas vezes indolentes em situações delicadas, representou um grande esforço de autocontrole. Ao me sentir violentado por fazer procedimentos sem um mínimo de alívio do paciente aos meus cuidados, tive de me consolar que todo o sofrimento infligido por meus atos iria ser compensado pelos resultados decorrentes do procedimento. Acho que contribuí de forma significativa, tanto do ponto de vista científico quanto do ponto de vista humano e social, mas deixo os testemunhos de minhas ações em Malawi para os representantes das organizações, que promovem e patrocinam estas ações, com quem convivi.

Ao lado de uma paciente.

*Texto: Renato Fagundes

Expediente:

Ilustrador: Noam Wurzel, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista

Mídia Social: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Eloíze Moraes e Martina Pozzebon, estagiárias de Jornalismo

Edição de Produção: Esther Klein, acadêmica de Jornalismo e bolsista

Edição Geral: Luciane Treulieb, jornalista

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A UFSM iniciará em breve o teste clínico da vacina da empresa chinesa Sichuan Clover Biopharmaceuticals Inc, autorizada em abril deste ano. Assim, a Universidade abre o convite para voluntários acima de 18 anos que não tenham contraído a Covid-19 até o momento. 

O coordenador do estudo na UFSM será o médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, chefe da Unidade de Pesquisa Clínica do HUSM-EBSERH. Ele também esteve à frente dos testes da vacina Oxford/AstraZeneca no último ano.

 

Como participar?

  • Preencha o formulário presente neste link 

Lembrando que o preenchimento do formulário não garante a participação na pesquisa, apenas a inscrição. Ao término do estudo, os dados de todos os participantes serão deletados, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

Como funcionarão os testes?

  • Todos os voluntários farão parte de um sorteio e serão divididos em dois grupos. 
  • Uma parte receberá a vacina em duas doses. A outra, chamada de grupo controle, receberá um placebo. 
  • Ao final da pesquisa, estimada em 13 meses depois do começo, será revelado de qual grupo o voluntário faz parte.

 

A pesquisa está na fase 2 de 3. Nela, o objetivo é avaliar a sua eficácia, incluindo a capacidade de gerar resposta imune e avaliar a sua segurança.  Os testes serão realizados em pelo menos mais cinco países: África do Sul, Bélgica, China, Espanha, Polônia e Reino Unido.

 

Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor

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Os grupos de pesquisa liderados pela professora Virginia Vecchioli (PPG Ciências Sociais) e Márcia Franz Amaral (PPGCOM) buscam voluntários para aplicação de formulário junto às pessoas que estarão presentes no júri do caso da Boate Kiss, que inicia esta segunda-feira no Centro de Convenções da UFSM.. 

O objetivo do instrumento é conhecer a) qual é o público que participa das audiências públicas do caso, b) as motivações que as pessoas têm para acompanhar as audiências, c) as percepções sobre o caso e sobre o trabalho da justiça e d) a avaliação que as pessoas fazem da cobertura dos veículos de comunicação.

Os participantes, que serão organizados por grupos em rodízio nos dias e turnos do júri que inicia esta segunda-feira, serão inseridos no projeto de ensino criado para tal fim, receberão certificado pela participação e poderão, posteriormente, contabilizar ACGs. Tem opções também para quem quiser participar da análise posterior dos resultados (ou não poder comparecer nos horários do júri mas quer fazer parte do projeto).

O requisito para participar da equipe é estar presente na reunião com as coordenadoras do projeto nesta sexta-feira, 13h30min, na Sala de Redação do Curso de Jornalismo, no prédio 21. Na reunião vai ser realizado o registro de participantes, apresentada a mecânica de trabalho e o questionário que vai ser aplicado.

Interessados devem confirmar assistência à reunião ou interesse na atividade pelo e-mail: vvecchioli@gmail.com

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Projeto de pesquisa intitulado "Comparação de força, resistência muscular inspiratória e capacidade funcional entre pacientes com apneia obstrutiva do sono e indivíduos saudáveis" recruta indivíduos do sexo masculino, com idade entre 30 e 60 anos, que não sejam regularmente ativos, com IMC ­ entre ≥ 18,5 e < 25,0 kg/m² (eutróficos, que não possuam sobrepeso ou obesidade).

Não serão incluídos no estudo: indivíduos com doenças pulmonares (asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica); com doenças neurológicas (neuropatias crônicas) ou cardíacas (doença arterial coronariana sintomática, disfunção ventricular esquerda); que façam uso de drogas como corticosteroides ou broncodilatadores; que apresentaram problemas de saúde agudos ou reclamações emergentes no último mês (infecções virais ou bacterianas, acidentes, reações alérgicas); e portadores de condições especiais que afetem a cognição e o entendimento do estudo.

O estudo visa realizar apenas avaliações funcionais, sem tratamento. Os exames que serão realizados são: polissonografia (exame que avalia qualidade do sono), manovacuometria (avaliação da força dos músculos respiratórios), espirometria (avaliação da função pulmonar), teste de resistência muscular inspiratória e teste de caminhada dos seis minutos (avalia capacidade funcional) e questionários de qualidade do sono e mini exame do estado mental. O participante, após as avaliações, receberá um relatório contendo todos os resultados, que serão explicados pelo avaliador responsável.

A pesquisa será realizada em quatro dias distintos (não é necessário que sejam em sequência), com duração de cerca de uma hora. Horário a combinar, de acordo com a disponibilidade do participante e do pesquisador.

A pesquisa ocorre no Laboratório de Fisiologia e Reabilitação (Lafir), localizado no prédio anexo do CCS (prédio 26), e faz parte do trabalho de conclusão de curso de Fisioterapia de Luiza Manganeli, sob orientação da professora Carine Cristina Callegaro.

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Pesquisadores do curso de pós-graduação em Odontologia da UFSM selecionam voluntários para estudo sobre tratamento de gengivite. O objetivo é avaliar o resultado do tratamento para gengivite, doença infecto-inflamatória de alta prevalência na população.

A participação é aberta à comunidade em geral, com os seguintes requisitos: jovem com mais de 18 anos, não fumante, sem aparelho ou contenção ortodôntica. Mulheres não podem estar grávidas. Os candidatos receberão avaliação odontológica gratuita e, caso necessário, encaminhamento para outras especialidades.

Os sinais de gengivite são os seguintes: gengiva inchada, vermelhidão intensa na gengiva, sangramento durante a escovação, dor e sangramento na gengiva ao mastigar.

As consultas ocorrem no prédio 26F, no campus sede, e devem ser agendadas pelos telefones: (55) 9-96905090 (Ananda), (53) 9-99991298 (Ana Paula) ou (55) 9-99927540 (Rodrigo).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2019/03/11/criancas-adolescentes-e-adultos-podem-ser-voluntarios-em-estudo-do-laboratorio-de-fala-da-ufsm Mon, 11 Mar 2019 13:58:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=46809 O Laboratório de Fala da UFSM recruta voluntários para um estudo que objetiva avaliar crianças, adolescentes e adultos com ou sem alteração na fala, sendo as alterações do tipo som distorcido, estranho no falar, trocas e apagamento de sons.

As avaliações fonoaudiológicas serão para ver como a fala é produzida. Serão utilizados instrumentos (equipamentos) para avaliar, como a ultrassonografia, nasometria e/ou eletroglotografia. As pessoas com alterações na fala serão encaminhadas para terapia, que poderá ser oferecida em outro projeto do Laboratório de Fala.

Para as crianças:

Crianças entre 3 e 11 anos que apresentam alguma dificuldade em falar alguns sons, realizando trocas, ou que apresentam uma boa fala, adequada para a idade, podem participar da pesquisa. A participação é importante para a obtenção de parâmetros relacionados à produção de alguns sons conforme a idade da criança.

Para os adolescentes e adultos:

Pessoas entre 12 e 44 anos que se incomodam com alguma alteração em sua fala, por uma dificuldade de articular algum som, podem participar dessa pesquisa. Para os que consideram sua fala como adequada (sem trocas), a participação também é importante.

Todos receberão avaliação fonoaudiológica (avaliação de fala/articulação, da compreensão, do vocabulário, da voz, do funcionamento muscular da face, avaliação auditiva) e instrumental (ultrassonografia, nasometria e eletroglotografia)

Não será cobrado nenhum valor para participar.

Horários podem ser marcados pelo e-mail labfala.ufsm@gmail.com ou pelos telefones (55) 99694-4026 (mestranda Letícia), 99193-0132 (Laboratório de Fala-UFSM) ou 3220-9239 (Secretaria do Serviço de Atendimento Fonoaudiológico da UFSM, das 8h às 11h ou das 14h às 17h).

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2018/09/05/projeto-de-pesquisa-de-odontologia-seleciona-voluntarios-para-tratamento-restaurador Wed, 05 Sep 2018 14:16:34 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=44398 Projeto de pesquisa de doutorado em Ciências Odontológicas da UFSM seleciona pacientes voluntários para tratamento restaurador.

Os pacientes devem possuir desgastes nos dentes na região próxima à gengiva (lesões cervicais não-cariosas).

Os interessados podem obter mais informações com a doutoranda Andressa C. Follak, pelo telefone (55) 99623-7165 (whatsapp) ou email andressafollak@gmail.com.

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/arco/7-pesquisas-da-ufsm-que-precisam-da-colaboracao-de-voluntarios Wed, 04 Apr 2018 12:00:32 +0000 http://coral.55bet-pro.com/arco/sitenovo/?p=3277 A pesquisa é um dos pilares da UFSM. Entre projetos de iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso e de pós-graduação, inúmeros estudos são desenvolvidos. Alguns deles, inclusive, dependem de voluntários para dar certo. É muito simples e positivo colaborar. Ao se adequarem ao perfil procurado, os participantes passam por avaliações e testes, de acordo com a metodologia e o objetivo do estudo. Neste processo, ambas as partes são beneficiadas: enquanto os pesquisadores chegam aos resultados, os colaboradores são acompanhados de forma gratuita. Além disso, cria-se uma vínculo entre a Universidade e a comunidade local, expandindo o alcance e divulgando os projetos realizados. Pensando nisso, a Revista Arco organizou uma lista com sete pesquisas desenvolvidas atualmente na UFSM, que precisam da colaboração de diferentes públicos. Confira – e participe!

1. MENTE ESPERTA, COLUNA ERETA

O projeto de pesquisa Efeitos do Método Pilates e do treino aeróbico em sujeitos hipertensos: ensaio clínico randomizado, do mestrado em Reabilitação Funcional, seleciona pessoas com diagnóstico de hipertensão controlada que não realizam exercício físico regular. A elas, será disponibilizado gratuitamente treino com pilates ou em esteira, definido por sorteio. É necessário ter disponibilidade para uma hora de exercício, de duas a três vezes durante a semana, na UFSM, pelo período de dois meses. Não podem participar fumantes, obesos, diabéticos, pessoas com problemas reumatológicos que impossibilitem exercício físico, com outras doenças cardiovasculares, oncológicas ou doença renal decorrente da hipertensão arterial. Os voluntários serão avaliados em força, flexibilidade, massa corporal, capacidade cardiorrespiratória, exame sanguíneo, medida da pressão arterial de 24h, entre outras. Segundo a mestranda Tainara Tolves, que realiza a pesquisa, estudos recentes mostram que o treinamento com pilates também reduz a pressão arterial de pessoas hipertensas, e não apenas o treino aeróbico. Assim, a intenção é identificar se os dois tipos de treinamento têm resultados parecidos ou se o treino aeróbico ainda é mais eficiente para este grupo. As atividades acontecerão no Prédio 26D da UFSM, atrás do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Interessados podem entrar em contato com a Fisioterapeuta Tainara por Facebook, celular e WhatsApp (55) 99176-2702, ou e-mail fisiotainaratolves@gmail.com.

2. Professora’s Anatomy

Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da UFSM seleciona professoras em atividade, atuantes em qualquer nível de ensino de Santa Maria, com idade entre 19 e 60 anos, e que sentem dor e/ou desconforto osteomuscular e queixas vocais. Desenvolvida pela doutoranda Débora Andriollo, com orientação da professora Carla Cielo, a investigação vem ao encontro às demandas vocais mais referidas pelos docentes, que são, em geral, falar em pé, falar muito e em ambiente fechado. A proposta é investigar os efeitos da liberação miofascial (um tipo de “massagem” fisioterapêutica com as mãos) sobre a voz, a postura corporal e a respiração das participantes. Segundo Débora, o uso de voluntários é uma forma de investigação inédita para a área. “A literatura pesquisada não apresentou trabalho semelhante ou que tenha analisado todas essas variáveis”, explica. As professoras interessadas devem entrar em contato com a aluna pesquisadora por celular e WhatsApp: (53) 999628146 e (55) 996448146; ou e-mail: pesquisadouto@gmail.com. Para participar, é necessário possuir o Cartão do SUS e se adequar aos critérios da pesquisa.

3. Let’s go!

Mulheres com síndrome metabólica, da faixa etária dos 45 aos 65 anos, têm a oportunidade de realizar prevenção e tratamento gratuitamente, através do projeto coordenado pela professora Daniela Lopes dos Santos, do Departamento de Métodos e Técnicas Desportivas, vinculado ao Centro de Educação Física e Desportos (CEFD). Daniela explica que a síndrome metabólica é um conjunto de distúrbios que estão cada dia mais presentes na população mundial – como circunferência da cintura elevada, obesidade, níveis sanguíneos de glicemia (açúcar) e pressão arterial elevados, colesterol HDL e do colesterol LDL desregulados e níveis sanguíneos elevados de triglicerídeos. Para um indivíduo ser diagnosticado com síndrome metabólica, ele deve ter ao menos três destas características. O exercício físico regular e uma alimentação adequada são fatores relevantes na prevenção e no tratamento da síndrome metabólica. Por isso, o projeto oferece a prática de exercícios físicos regulares e a avaliação dos efeitos deles nos exames de sangue, testes de resistência e composição corporal das participantes. Vagas para novas voluntárias serão abertas no segundo semestre de 2018. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail lopesdossantosdaniela@gmail.com ou pelos telefones (55) 99204-3546 e (55) 99188-3346.

4. Cidadania constrói cidadania

O programa de extensão Reabilitação Baseada na Comunidade (ProRBC) convida profissionais ou acadêmicos dos cursos de Educação Física, Dança, Psicologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e outros que tenham interesse em trabalhar com a temática da deficiência e do desenvolvimento comunitário inclusivo. Vinculado ao Departamento de Terapia Ocupacional da UFSM, o ProRBC iniciou suas ações em 2016, nos bairros Camobi e Passo D’Areia, com base na metodologia utilizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As coordenadoras do projeto na UFSM- a professora Taísa Gomes Ferreira e a Técnica Administrativa em Educação Pricila Arrojo da Silva- explicam que a reabilitação baseada na comunidade é uma estratégia de desenvolvimento comunitário que visa a reabilitação, a igualdade de oportunidades e a inclusão social de pessoas com deficiência. Entre os objetivos do programa estão concretizar os direitos das pessoas com deficiência na comunidade e ampliar o acesso delas a serviços de saúde, educação e ambientes sociais. Os interessados podem responder ao formulário (http://goo.gl/forms/Hb5TUF9foHVbspqF3) ou escrever para o e-mail: rbcemsm@gmail.com.


5. AI, MEU JOELHO!

Com a finalidade de avaliar a funcionalidade e o controle postural dinâmico, o Laboratório de Biomecânica da UFSM busca voluntários. Podem participar pessoas entre 18 e 45 anos de idade que tenham rompido o ligamento cruzado anterior (LCA) há mais de seis meses e não tenham realizado cirurgia de reconstrução, nem outra cirurgia nos membros inferiores. É necessário que o voluntário tenha uma ressonância magnética para comprovar a ruptura. As avaliações, que iniciaram em dezembro de 2017, são realizadas através de análise 3D do movimento em diferentes tarefas, como caminhada, saltos unipodais, aterrissagem e equilíbrio dinâmico. Laura Rossetto Foschera, acadêmica de Fisioterapia e responsável pela pesquisa, explica que a participação de voluntários é fundamental para que se consiga formular com precisão o melhor tratamento fisioterapêutico a ser utilizado em cada caso. “A experiência de trabalhar com voluntários demonstra a importância do interesse das pessoas em contribuir com a ciência”, pontua a pesquisadora. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail fisiolca@gmail.com ou pelo telefone/WhatsApp (55) 99726-4311.

6. Yes, we can!

Vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Reabilitação Funcional, do curso de Fisioterapia, a pesquisa de mestrado da aluna Joana Stallbaum precisa de voluntárias. Busca-se mulheres entre 30 e 70 anos, que realizaram cirurgia de mastectomia há pelo menos três meses e no máximo cinco anos, finalizaram a quimio e a radioterapia há pelo menos três meses, e não apresentam linfedema. Segundo a mestranda, o objetivo da pesquisa é agregar informações para um tratamento de reabilitação mais efetivo no pós-operatório das mulheres participantes, pensando em torná-las funcionais e aptas a realizarem suas atividades diárias sem comprometimentos. “A experiência de trabalhar com voluntários tem sido desafiadora, pois cada pessoa tem suas particularidades e características que, ao mesmo tempo que contribuem para o estudo, por vezes dificultam análises bem quantitativas na pesquisa”, relata Joana. Ela explica que, por outro lado, as diferenças individuais são importantes, porque esta é a realidade encontrada na clínica. “O encontro da pesquisa com a clínica é o que se espera no desenvolvimento de um estudo, para que a pesquisa venha a contribuir no tratamento desta população”, ressalta. O contato pode ser feito através de e-mail jo.hs@hotmail.com ou telefone (55) 98125-7222.

7. Efeito adrenalina

Esta última pesquisa da lista procura quem anda de bicicleta. Desenvolvido no Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM, o estudo busca avaliar o efeito da ingestão prévia da bebida isotônica em ciclistas recreativos pedalando até a exaustão. Para isso, são procurados voluntários que pratiquem  o ciclismo como meio de transporte ou recreação; não possuam lesão ou cirurgia nos membros inferiores nos últimos seis meses; não sintam dor ao fazer exercício físico; sejam do sexo masculino; e tenham idade entre 20 e 50 anos. Quem está à frente da pesquisa é Franciele Marques Pivetta, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Física e integrante do grupo de pesquisa em Biomecânica, coordenado pelo professor Dr. Carlos Bolli Mota. Ela explica que a participação dos voluntários é fundamental para entender se a bebida isotônica retarda a fadiga muscular, prolongando a duração de uma melhor prática no ciclismo e prevenindo os efeitos perigosos de movimentos incorretos decorrentes do cansaço, ou não. O projeto, que iniciou no segundo semestre de 2017, abrange duas avaliações: a biomecânica do padrão de movimento da pedalada, e a fisiológica, como a percepção de esforço e a frequência cardíaca. Os interessados podem contatar a pesquisadora por e-mail fran87.mp@gmail.com ou por celular/Whatsapp: (55) 996634428. Repórter: Andressa Motter Ilustrações: Pollyana Santoro]]>