Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Wed, 06 May 2026 14:21:50 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/05/04/pesquisadores-da-ufsm-sao-selecionados-em-edital-para-comites-da-farmacopeia-brasileira Mon, 04 May 2026 19:57:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72687 Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma chamada pública para a composição dos comitês técnicos temáticos (CTTs) da Farmacopeia Brasileira, instituição responsável pela revisão e edição das monografias para controle de qualidade de insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos para a saúde da população. Esses comitês são grupos de especialistas que assessoram a Anvisa na elaboração, revisão e atualização de monografias e textos técnicos. Eles garantem padrões de qualidade para medicamentos e insumos, com membros focados em áreas como especialidades e insumos farmacêuticos, farmacopeia homeopática, fitoterápicos, substâncias químicas de referência, entre outros.

Na seleção atual, houve mais de 300 candidatos, sendo apenas 11 selecionados nos três estados da região Sul do Brasil. Desses, dois são pesquisadores da UFSM que atuam na Farmacopeia Brasileira há mais de duas décadas. O professor Érico Flores (atual coordenador do CTT de Insumos Farmacêuticos e membro titular do Comitê Gestor da Farmacopeia Brasileira) foi classificado em primeiro lugar entre todos os inscritos. Além dele, o professor do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM Juliano Smanioto Barin (classificado na 17ª posição), foi uns dos quatro selecionados para o CTT de Substâncias Químicas de Referência, comitê onde já atua há muitos anos e que também possui um longo histórico de contribuições para a Farmacopeia Brasileira.

A classificação desses dois pesquisadores mostra a importância da forte atuação em uma das instituições mais importantes e estratégicas da área de saúde pública no Brasil. Ambos os professores também são pesquisadores bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e atuam fortemente nas áreas de pesquisa e inovação. O professor Érico é pesquisador dos programas de pós-graduação em Química (PPGQ) e Engenharia Química (PPGEQ) da UFSM. Juliano é pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA), também da UFSM. Ambos os pesquisadores têm atuado na Farmacopeia Brasileira, onde são definidos os critérios e procedimentos para o controle de qualidade de fármacos e de adjuvantes comercializados no Brasil.

Juliano ressalta que “essa nomeação reflete a importância dos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores da UFSM, em especial para o estabelecimento de substâncias químicas de referência, bem como para o desenvolvimento de métodos para o controle de qualidade dos fármacos comercializados no país”.

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/05/04/egressa-da-ufsm-recebe-medalha-john-c-marsden-por-melhor-tese-de-doutorado Mon, 04 May 2026 12:53:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72673
Lívia Roese-Miron teve tese premiada

A egressa do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Lívia Roese-Miron, foi agraciada, em 2026, com a Medalha John C. Marsden, concedida pela Linnean Society ao melhor trabalho de doutorado em biologia em áreas além da botânica.

O reconhecimento está relacionado a um estudo publicado em 2025 na Zoological Journal of the Linnean Society, que apresenta parte dos resultados de sua tese. A pesquisa investigou o Siriusgnathus niemeyerorum, um cinodonte, grupo de vertebrados que integra a linhagem ancestral dos mamíferos, que viveu há mais de 200 milhões de anos, no período Triássico, no sul do Brasil.

O trabalho envolveu a análise detalhada de um crânio completo da espécie por meio de tomografia computadorizada de alta resolução. A partir disso, foi possível reconstruir estruturas internas, incluindo descrições inéditas dos nervos cranianos e do ouvido interno. Os resultados também apontam novas características relacionadas à mobilidade facial, com implicações para a compreensão de comportamentos como alimentação, defesa e interação social desses animais.

Detalhes do crânio de Siriusgnathus niemeyerorum
Detalhes da anatomia interna do crânio de Siriusgnathus niemeyerorum

“Estou muito honrada em receber este prêmio. O reconhecimento reflete os esforços envolvidos no trabalho e destaca a importância de estudar a evolução dos sinápsidos. Sou especialmente grata aos meus coautores e ao orientador, professor Leonardo Kerber, cujas contribuições foram essenciais para a pesquisa”, afirma a pesquisadora.

Segundo o editor-chefe da revista, Jeff Streicher, responsável pela seleção do trabalho premiado, o estudo se destaca pelo rigor analítico e pela qualidade das ilustrações. Ele também ressaltou o potencial das tecnologias atuais para investigar estruturas do sistema nervoso de espécies extintas há milhões de anos. A divulgação oficial da premiação está disponível no site da Linnean Society, e o artigo pode ser acessado aqui

Texto: CAPPA/UFSM

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/30/projeto-da-ufsm-fw-desenha-futuro-sustentavel-no-rio-grande-do-sul Thu, 30 Apr 2026 18:14:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72655
Atividade com alunos do Ensino Fundamental

Passados dois anos das enchentes que arrasaram o Rio Grande do Sul, o estado enfrenta o desafio de ir além da reconstrução e avançar na adaptação às mudanças climáticas. Nesse cenário, iniciativas que integram ciência, educação e comunidade ganham protagonismo na construção de soluções sustentáveis. No campus da Universidade Federal de Santa Maria em Frederico Westphalen (UFSM/FW), o projeto de extensão “Engenharia na Escola: Construindo um Futuro Sustentável” atua diretamente na formação de uma nova geração mais consciente e preparada para lidar com os desafios socioambientais.

Universidade e escola mais próximas

A proposta busca estreitar os laços entre a universidade e as escolas públicas da região, por meio de oficinas, dinâmicas e palestras. As atividades apresentam, de forma acessível, conceitos de Engenharia Civil e Engenharia Ambiental, incentivando o protagonismo dos estudantes e a compreensão do papel da engenharia na sociedade.

De acordo com a professora Cristiane Carine dos Santos, docente do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental e coordenadora do projeto, a iniciativa tem como foco estimular o senso crítico e desenvolver ações de adaptação e mitigação diante da crise climática. “A ideia é que os alunos do Ensino Fundamental se aproximem da universidade, conheçam as áreas da engenharia e comecem a pensar no futuro, ao mesmo tempo em que desenvolvem consciência ambiental”, explica.

Aprendizado na prática

As atividades são desenvolvidas com metodologias participativas, incluindo oficinas práticas que simulam situações do cotidiano. Um dos exemplos é a construção de modelos de cidades sustentáveis com materiais recicláveis, que posteriormente são expostos à comunidade escolar.

Entre os temas abordados estão os impactos das mudanças climáticas, com destaque para as enchentes. Por meio de experimentos simples, os alunos conseguem visualizar como diferentes materiais influenciam a infiltração da água no solo. “Trabalhamos, por exemplo, a diferença entre um material convencional e um material permeável. Isso ajuda os estudantes a entenderem como soluções de engenharia podem reduzir alagamentos e melhorar a qualidade de vida nas cidades”, destaca Cristiane.

Formação para o futuro

Mais do que apresentar conceitos técnicos, o projeto reforça o papel da educação na transformação social. Ao incentivar o pensamento crítico e a responsabilidade ambiental desde a infância, a iniciativa contribui para formar cidadãos capazes de tomar decisões mais conscientes ao longo da vida.

No momento em que o Rio Grande do Sul discute a vulnerabilidade das cidades e debate formas de se preparar para eventos climáticos cada vez mais extremos, como o forte El Niño previsto para este ano, ações como essa demonstram como o conhecimento produzido na universidade pode ser traduzido em impacto direto na sociedade. Como resultado, fortalecem a resiliência das comunidades e contribem para um futuro mais sustentável.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFSM/FW
Foto: arquivo pessoal de Cristiane dos Santos

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/27/pesquisadores-da-ufsm-pm-realizam-missao-no-japao-para-analise-de-estrategias-de-enfrentamento-as-mudancas-climaticas Mon, 27 Apr 2026 15:13:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72609

Uma missão técnica internacional levou pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus Palmeira das Missões, a Tóquio, no Japão, entre os dias 19 e 26 de abril. A atividade integra o projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM).

Participaram da missão o coordenador do projeto, professor Nelson Guilherme Machado Pinto, do Departamento de Administração e coordenador do PPGAGR, e o mestrando Thiago Machado Budó.

País referência

O Japão foi escolhido como destino por ser um dos países mais suscetíveis a eventos extremos, como terremotos, tsunamis, tufões e erupções vulcânicas. Esse contexto permite o contato direto com políticas e práticas consolidadas na gestão de riscos e desastres, alinhando-se ao objetivo da missão: compreender estratégias de prevenção e mitigação de impactos causados por eventos naturais.

Durante a agenda, os pesquisadores realizaram visitas técnicas e reuniões institucionais. Entre as atividades, esteve a análise da Baía de Tóquio e do Rio Sumida, com observação de estruturas e produtos voltados à prevenção de desastres. Na University of Tsukuba, com apoio do professor Claus Aranha, foram analisadas estruturas físicas preparadas para emergências, além de sistemas de prevenção, evacuação e gestão de riscos.

Os pesquisadores também visitaram o Tokyo Rinkai Disaster Prevention Park, onde observaram a organização de um sistema de prevenção e resposta a desastres, com foco em terremotos. A visita incluiu a análise da infraestrutura e das estratégias de orientação à população.

A missão incluiu ainda reunião na Embaixada do Brasil em Tóquio, no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação, representado por Carolina Saito e Vinicius Yamanaka Paes. O encontro teve como objetivo discutir iniciativas voltadas ao enfrentamento de desastres associados às mudanças climáticas, com foco na cooperação internacional.

Durante a estadia, foram realizadas observações de campo, discussões técnicas e análises sobre resiliência, políticas públicas e estratégias de adaptação climática. O professor Nelson afirma que o Japão possui estruturas organizadas e programas de treinamento voltados à preparação da população para situações de risco. Segundo ele, o país desenvolve ações contínuas de orientação, com simulações e protocolos definidos para diferentes tipos de desastres, o que contribui para a resposta após eventos extremos. Ele destaca que a integração entre planejamento urbano, tecnologia e capacitação da população permite reduzir impactos e organizar ações em situações de emergência.

Sobre o projeto

O projeto foi aprovado em dezembro de 2024 no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento voltado a Desastres Climáticos, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). A pesquisa tem como foco as enchentes de grandes proporções que atingiram o estado em 2024, buscando compreender os fatores que contribuíram para esses eventos, com ênfase na governança ambiental e na comparação com modelos adotados em outros países.

Como parte do cronograma, a equipe já realizou missões técnicas em Brumadinho (MG), em setembro de 2025, e em Mariana (MG), em outubro do mesmo ano — cidades marcadas por rompimentos de barragens em 2019 e 2015, respectivamente. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, os pesquisadores estiveram em Nova Orleans (EUA).

O projeto ainda prevê uma missão técnica em Valência, na Espanha, ampliando a base comparativa entre o contexto do Rio Grande do Sul e experiências internacionais relacionadas à gestão e mitigação de desastres ambientais.

Com informações do Projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”.

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/27/meteorologistas-da-ufsm-participarao-de-encontro-sobre-eventos-extremos-no-dia-6-de-maio Mon, 27 Apr 2026 13:06:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72606 Órgão vinculado à Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict/RS), o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática promove no dia 6 de maio, em Porto Alegre, o evento intitulado “Tempo Severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções”. Realizado em parceria com a UFSM e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o encontro vai reunir especialistas, pesquisadores e gestores para debater a preparação do estado para fenômenos extremos que vão além das cheias, com foco em tempestades severas, avaliação de danos, monitoramento e construção de resiliência. O evento estava inicialmente previsto para 28 de abril, em alusão ao Dia Internacional para Redução de Riscos gerados por Tempestades Severas, também tendo em vista as inundações que devastaram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024.

As atividades ocorrem nos turnos da manhã (9h às 12h) e tarde (14h às 17h), no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari. Do painel da manhã, intitulado “Tempestades severas e seus impactos”, participarão dois professores do curso de Meteorologia da UFSM: Vagner Anabor e Mauricio Ilha de Oliveira. Anabor vai abordar o tema “Sistemas convectivos e tempestades severas: características regionais”, enquanto que Oliveira falará sobre “Fenômenos de tempo severo (tornados, microexplosões, granizo)”.

Anabor também vai participar do painel da tarde, intitulado “Avaliação de danos, treinamentos e mitigação”. Na ocasião, ele falará sobre a “Previsão baseada em impactos e oportunidades de treinamento”. Desse painel também participará o meteorologista da UFSM Murilo Machado Lopes, que vai abordar a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e avaliação de danos.

Os interessados em participar do encontro devem preencher até 30 de abril o formulário de inscrição, onde também está disponível a programação completa. Outras informações constam no perfil da Sict/RS no Instagram.

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/27/patinete-para-pessoas-com-nanismo-manteiga-probiotica-e-clipe-para-redeas-o-que-e-propriedade-intelectual Mon, 27 Apr 2026 09:45:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72596 No último domingo (26), quando se celebrou o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. De forma simples, a propriedade intelectual diz respeito ao resguardo do que é criado a partir do conhecimento. Isso inclui desde um software até uma marca, obras científicas e artísticas ou uma invenção desenvolvida em laboratório. Na prática, esses direitos garantem reconhecimento e permitem que essas criações sejam utilizadas de forma segura. Para o ambiente universitário, a propriedade intelectual tem um papel estratégico: ela conecta a produção científica com a sociedade e, assim, transforma a pesquisa em soluções concretas.

Além de meio transporte, o patinete para pessoas com nanismo pode servir como plataforma para alcançar objetos

Na UFSM, a propriedade intelectual está diretamente ligada ao que é produzido em sala de aula e nos laboratórios. Segundo o pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Bernardon, muitas das tecnologias protegidas surgem de pesquisas acadêmicas. “Trata-se das proteções das tecnologias desenvolvidas na instituição, sendo que muitas são oriundas de teses de doutorado, dissertações de mestrado e trabalhos de conclusão de curso”, afirma. Essas criações, quando protegidas, podem ser transferidas para empresas ou instituições e chegar ao dia a dia da população.

A coordenadora de Transferência de Tecnologia e Propriedade Intelectual, Lauren Lorenzoni, reforça que a proteção é apenas uma etapa do processo. “Isso faz com que o conhecimento gerado dentro da universidade não fique restrito a artigos científicos, mas se transforme em produtos, serviços e melhorias concretas”, explica. Ela ressalta que proteger não pode ser traduzido como restringir o acesso. “É importante destacar que proteger não significa ‘guardar’ o conhecimento, mas criar as condições para que ele possa ser desenvolvido e utilizado de forma segura e organizada.”

Como funciona na prática

Para que uma tecnologia seja protegida, é necessário que se trate de uma invenção e que ela tenha aplicação prática, ou seja, uso industrial. Depois disso, o pedido é encaminhado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), responsável pelos registros no país. Com a proteção, começa uma nova etapa: encontrar quem possa utilizar essa tecnologia. Isso pode acontecer por meio de empresas, parcerias ou até pela criação de startups. Na UFSM, esse processo é conduzido pela Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova), que atua tanto na proteção quanto na transferência das tecnologias.

Clipe para rédeas de cavalos

Tecnologias desenvolvidas na universidade são aplicadas em setores como agricultura, energia, biotecnologia e meio ambiente. Entre os exemplos estão o Sistema Irriga, software de irrigação utilizado inclusive fora do país, e a empresa BioDos, criada a partir de uma tecnologia da UFSM para medição de radiação ultravioleta. Parcerias com empresas locais, como a Cervejaria Zagaia e a Ingal, também mostram como essas soluções contribuem para o desenvolvimento da cidade.

Para estimular a transferência de tecnologias, a Proinova disponibiliza o Portfólio de Tecnologias da UFSM, plataforma que reúne criações desenvolvidas por pesquisadores da instituição. O material é organizado de acordo com as seguintes áreas: desenhos industriais, softwares e aplicativos, patentes e cultivares. Lá são apresentadas informações como aplicabilidade, oportunidades de mercado e diferenciais das tecnologias.

Dentre o grupo de desenhos industriais pertencentes à UFSM, há o clipe para rédeas, produto tridimensional feito em polímero ABS para ajuste das rédeas em treinos de hipismo. Tem também o patinete multifuncional para pessoas com nanismo, que assume três formatos diferentes e pode servir tanto como meio de transporte quanto como plataforma para alcançar objetos. É um universo de inovações: bebedouro público com identidade icônica, máquina de vendas de passagens, brinquedo de labirinto com figuras de animais e muitas outras.

Isso tudo apenas com relação aos desenhos industriais. Ainda há patentes como manteiga probiótica, carro facilitador de cuidado hospitalar, vários softwares e aplicativos (inclusive das ciências humanas e sociais aplicadas) e cultivares de aveia-preta e cana-de-açúcar. Além disso, a universidade realiza chamadas públicas para empresas interessadas em licenciamento, o que amplia as possibilidades de parceria e uso dessas soluções.

Máquina de vender passagens

Crescimento em patentes e retorno financeiro

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. A UFSM possui mais de 300 tecnologias protegidas e tem ampliado o número de licenciamentos nos últimos anos. Em 2025, a universidade registrou 13 concessões de patentes de invenção em diferentes áreas do conhecimento. A concessão de uma patente representa o reconhecimento de que uma tecnologia atende critérios técnicos e legais, o que amplia as possibilidades de aplicação e transferência.

O processo também gera retorno financeiro para a instituição. A UFSM está entre as universidades brasileiras com maior recebimento de royalties, nome dado aos valores pagos pelo uso de tecnologias protegidas. A instituição está em sétimo lugar no ranking por valor médio anual, segundo relatório do Grupo de Trabalho do Colégio de Pró-Reitores de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Copropi), o qual faz parte da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Semana da Propriedade Intelectual aproxima a comunidade

Para ampliar o debate sobre o tema e convidar a comunidade a conhecer mais sobre suas próprias tecnologias, a UFSM promove, de 27 a 30 de abril, a Semana da Propriedade Intelectual, com atividades nos campi de Santa Maria, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul. Com o tema “Da ideia ao impacto”, a programação inclui palestras, oficinas e atividades formativas sobre proteção de tecnologias, prospecção e instrumentos jurídicos para parcerias.

A abertura ocorre em Santa Maria, com a palestra “Construção de patentes relevantes na era da IA”, que será ministrada por Henry Suzuki. Ao longo da semana, também serão realizados desafios, apresentações institucionais e atividades voltadas à transferência de tecnologia. Outro destaque é a Mostra de Tecnologias Protegidas da UFSM, que apresenta pesquisas e protótipos desenvolvidos na universidade, aproximando essas soluções de possíveis parceiros e aplicações no mercado.

Texto: Marina Brignol, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Lucas Casali

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/16/pela-primeira-vez-em-frederico-westphalen-pint-of-science-aproxima-sociedade-da-producao-cientifica Thu, 16 Apr 2026 12:37:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72511

O 55BET Pro da UFSM em Frederico Westphalen (UFSM/FW) anuncia a chegada do Pint of Science 2026. O festival internacional de divulgação científica ocorre de 18 a 20 de maio na Vitrola e no Maudito Gastro Pub, no centro da cidade. O evento acontece anualmente em 27 países durante o mês de maio e tem como objetivo fomentar a divulgação científica em ambientes descontraídos. 

O Pint of Science traz cientistas para compartilhar com a comunidade suas pesquisas mais recentes. É uma oportunidade em que as pessoas podem debater pesquisas com os próprios pesquisadores, sem a necessidade de conhecimento prévio sobre o assunto.

Por que participar? 

Aberto ao público em geral e com entrada gratuita, o Pint of Science ajuda a população a compreender a importância da pesquisa científica para o enfrentamento de desafios sociais e para o fortalecimento do desenvolvimento local. A atividade é um momento da comunidade conhecer as pesquisas que estão sendo desenvolvidas na região.

“Ao aproximar ciência e sociedade em espaços informais de convivência, o projeto busca estimular o interesse público pela produção científica, promovendo o pensamento crítico e a valorização da ciência como bem coletivo”, explica a professora do Departamento de Ciências da Comunicação Patrícia Persigo, idealizadora da edição local. Segundo a docente, o evento “busca contribuir para o fortalecimento da divulgação científica no contexto local e regional, integrando a cidade a um movimento internacional, reafirmando o compromisso com uma ciência mais acessível e democrática”.

Sobre o evento

A iniciativa teve início em 2012 quando os dois cientistas ingleses, Praveen Paul e Michael Motskin, do Imperial College London, criaram e organizaram um evento chamado “Conheça os Pesquisadores”, que levava pessoas aos seus laboratórios para mostrar o tipo de pesquisa que realizavam. A partir disso surgiu a ideia de levar os cientistas até as pessoas. Em maio de 2013, realizaram o primeiro festival Pint of Science em apenas três cidades do Reino Unido, mas rapidamente o festival se espalhou pelo mundo e agora ocorre em cerca de 500 cidades. 

Com o Pint of Science ocorrendo simultaneamente em centenas de locais ao redor do mundo, em 2025 o evento congregou 27 países com 512 cidades participantes, atingindo mais de 130 mil pessoas. A iniciativa chegou ao Brasil em 2015, por meio do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo – USP. Em 2025, o festival contou com a adesão de 145 cidades brasileiras. 

A programação completa será divulgada em breve. Mais informações poderão ser acompanhadas no Instagram @ufsmfw.

Assessoria de Comunicação da UFSM Frederico Westphalen

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/14/fossil-de-nova-especie-de-reptil-com-bico-de-papagaio-e-descoberta-na-quarta-colonia Tue, 14 Apr 2026 23:00:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72438
Uma mulher branca e morena veste uma camiseta preta com a inscrição “Cappa UFSM”. Ela segura fósseis paleontológicos com ambas as mãos. Ao fundo estão armários móveis, próprios para fins arquivísticos.
A pesquisa sobre o fóssil da nova espécie de rincossauro foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein (foto: Rodrigo Temp Müller)

Paleontólogos da UFSM publicaram, na última terça-feira (14), um novo estudo no periódico científico Royal Society Open Science, no qual descrevem uma nova espécie com base em um crânio fóssil de aproximadamente 230 milhões de anos. O exemplar foi descoberto no município de Agudo, localizado no território do Geoparque Mundial Unesco Quarta Colônia, em um sítio fossilífero que já revelou alguns dos dinossauros mais antigos do mundo.

A região central do Rio Grande do Sul tem sido palco de diversas descobertas paleontológicas, incluindo alguns dos dinossauros mais antigos do mundo, bem como uma ampla diversidade de répteis e outras criaturas pré-históricas. Entre os fósseis mais abundantes da região estão os rincossauros. Esses répteis quadrúpedes e herbívoros são caracterizados pela presença de um bico pontiagudo e por um aparato mastigatório único, composto por múltiplas fileiras de pequenos dentes utilizados para esmagar e processar vegetais.

O estudo recém-publicado apresenta um novo rincossauro, denominado Isodapedon varzealis, que compartilha características com uma espécie europeia. A pesquisa foi desenvolvida como parte da dissertação de mestrado de Jeung Hee Schiefelbein, atual aluna de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, sob a orientação do paleontólogo da UFSM Rodrigo Temp Müller. Também participaram do estudo os alunos de doutorado do mesmo programa Maurício Silva Garcia e Mariana Doering.

O achado – O crânio fóssil de Isodapedon varzealis foi escavado em um sítio fossilífero localizado no município de Agudo, em 2020. Posteriormente, o material foi cuidadosamente preparado no laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa) da UFSM, por meio de um processo que visa remover a rocha que envolve o fóssil. Por se tratar de um material frágil, foram utilizadas ferramentas delicadas, como bisturis e agulhas. Após a remoção do sedimento, as características anatômicas puderam ser analisadas em detalhe.

A imagem mostra quatro figuras: um globo terrestre, com uma seta indicando o lugar da descoberta; uma foto dos fóssil encontrado, com setas indicando a órbita e o bico do crânio; uma ilustração do rincossauro em vida; e, ao seu lado, a silhueta de um homem, para efeito de comparação do tamanho.
Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento (ilustração do animal em vida por Caio Fantini)

Os pesquisadores identificaram características incomuns em relação aos rincossauros conhecidos dessas camadas rochosas, indicando tratar-se de uma espécie ainda desconhecida. O material fóssil atribuído à espécie inclui um crânio parcial, no qual os maxilares e as mandíbulas se destacam pela morfologia incomum. Nos rincossauros, os dentes do maxilar estão organizados em duas ou mais “placas” divididas por uma fenda, geralmente formando partes bastante assimétricas entre si. No caso da nova espécie, as duas placas apresentam proporções mais simétricas.

Dessa forma, a nova espécie foi denominada Isodapedon varzealis, em que “Isodapedon” significa “placas dentárias iguais”, em referência à simetria observada, e “varzealis” faz alusão ao local onde o fóssil foi encontrado, em Agudo, na região conhecida como “Várzea do Agudo”.

Um réptil com “bico de papagaio”

Com base no tamanho do crânio, estima-se que o indivíduo encontrado teria entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. Como outros rincossauros, tratava-se de um animal quadrúpede e herbívoro. Seu crânio, amplo e de formato triangular, apresentava um bico pontiagudo, semelhante ao dos papagaios. Esse bico pode ter auxiliado tanto no corte de plantas quanto na escavação do solo em busca de raízes e tubérculos.

No período em que Isodapedon varzealis viveu, há cerca de 230 milhões de anos, a espécie atuava como um consumidor primário no ecossistema. É provável que tenha sido presa de répteis maiores, incluindo formas aparentadas aos ancestrais de jacarés e crocodilos, além dos primeiros dinossauros. Como, até o momento, há registro de apenas um crânio da espécie, seu tamanho máximo ainda é incerto. No entanto, comparações com outros rincossauros sugerem que poderia atingir até cerca de 3 metros de comprimento, tornando-se uma presa consideravelmente mais difícil de capturar para a maioria dos carnívoros do sítio onde a nova espécie foi encontrada.

Uma ponte entre Brasil e Europa

Uma análise das relações de parentesco da nova espécie indicou que o animal possui fortes afinidades com Hyperodapedon gordoni, da Escócia. Esse parentesco, que à primeira vista pode parecer incomum, não é tão improvável. De fato, outra espécie proveniente do mesmo sítio fossilífero de Isodapedon varzealis, o precursor de jacarés e crocodilos Dynamosuchus collisensis, também apresenta um parente próximo registrado em camadas da Escócia.

A ilustração mostra como seria a aparência do Isodapedon varzealis em vida. O rincossauro aparece ao centro da imagem, em primeiro plano; à direita, em segundo plano, aparecem outros dois rincossauros; mais ao fundo, na parte de cima da imagem, está um antepassado dos jacarés e crocodilos, o qual seria um provável predador dos rincossauros. A paisagem é constituída por um curso d’água, em cujas margens se encontra uma escassa vegetação rasteira.
Em primeiro plano na imagem, um rincossauro da espécie Isodapedon varzealis em uma paisagem há 230 milhões de anos (ilustração: Caio Fantini)

Essa distribuição pode ser explicada pelo fato de que, há cerca de 230 milhões de anos, durante o Período Triássico, os continentes estavam unidos, formando a Pangeia. Essa configuração permitia que as faunas de diferentes regiões do planeta se dispersassem por amplas áreas do supercontinente. Dessa forma, a nova espécie reforça a ideia de que as faunas triássicas da América do Sul compartilhavam componentes semelhantes com as faunas da Europa da mesma época.

Diversidade de rincossauros no Brasil

Além de um registro fóssil bastante abundante, os rincossauros descobertos no Brasil também demonstram que o grupo foi altamente diverso em termos de número de espécies. Isodapedon varzealis eleva para seis o total de espécies conhecidas de rincossauros no Triássico brasileiro. No entanto, essas seis espécies não coexistiram integralmente, já que algumas viveram em momentos distintos, separados por milhões de anos. Ainda assim, a nova espécie provém de camadas nas quais outras três já foram registradas, indicando que o grupo atingiu um pico de diversidade justamente em um período marcado pelo surgimento e diversificação de outros grupos, como os dinossauros.

Essa coexistência de múltiplas espécies de rincossauros pode ser explicada pela adoção de diferentes estratégias alimentares. É possível que cada espécie tenha se especializado no consumo de tipos distintos de vegetação, o que ajudaria a explicar as variações no aparato mastigatório. Esse cenário reforça a importância dos rincossauros como consumidores primários nos ecossistemas que testemunharam a origem e a diversificação inicial dos dinossauros.

Centro de Pesquisa Paleontológica da UFSM

O fóssil de Isodapedon varzealis está tombado no acervo científico do Cappa/UFSM, localizado no município de São João do Polêsine. O centro integra o Geoparque Quarta Colônia Unesco e abriga uma importante coleção de fósseis do Triássico brasileiro, além de manter uma exposição aberta a visitação gratuita.

O estudo foi conduzido por Jeung Hee Schiefelbein, Maurício Silva Garcia, Mariana Doering e Rodrigo Temp Müller. A pesquisa recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCT) Paleovert. O acesso livre e gratuito ao artigo científico foi viabilizado pela Capes.

Texto: Cappa/UFSM

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/09/nucleo-da-ufsm-apresenta-planos-de-recuperacao-da-reserva-do-ibirapuita-e-parque-do-espinilho Thu, 09 Apr 2026 19:59:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72426
Em pé e atrás de uma mesa com cadeiras, 15 pessoas posam para a foto, segurando livros e fôlderes.
Equipes do Neprade e Sema-RS reúnem-se para a entrega dos planos recuperação

As equipes do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (Neprade) da UFSM e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema-RS) reuniram-se em Porto Alegre, no dia 19 de março, para a entrega do Plano de Recuperação da Reserva Biológica de Ibirapuitã e do Plano de Recuperação para o Parque Estadual do Espinilho.

Os planos são produtos do Projeto RestauraPampa, desenvolvido pelo Neprade com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), Sema-RS e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O projeto foi proposto no âmbito do GEF Terrestre, um programa para a restauração dos biomas Pampa, Caatinga e Pantanal que tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.

Os planos foram entregues em formato de livro impresso e e-book e apresentam levantamentos de flora, fauna e solos, mapeamento de ambientes por níveis de degradação e por planejamento de recuperação para as duas unidades de conservação. As estratégias de recuperação são detalhadas para permitir a replicação das técnicas. O projeto RestauraPampa também deu origem a trabalhos de pós-doutorado, doutorado, mestrado e de conclusão de curso de graduação, além do protocolo de caracterização de afloramentos rochosos.

Na ocasião foram entregues ainda cópias do protocolo de manejo, controle e monitoramento com prevenção, detecção precoce e resposta rápida para novas espécies invasoras no Parque Estadual da Quarta Colônia, produzido a partir de edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) em parceria com a Sema-RS. Também foi elaborado o e-book “A Tecnologia Social das Agroflorestas”, que está sendo revisado e atualizado em parceria com a Sema-RS e a empresa Taesa.

Os exemplares impressos foram recebidos pela equipe da Sema-RS, incluindo a presença do secretário adjunto Marcelo Camardelli Rosa e dos especialistas do Departamento de Biodiversidade, Divisão de Unidades de Conservação e Divisão de Flora, além dos servidores do Parque Estadual do Espinilho e das reservas biológicas de Ibirapuitã e de São Donato.

Os e-books e documentos mencionados estão disponíveis no link da “bio” do Neprade no Instagram. Os produtos desenvolvidos dão suporte científico à execução e elaboração de políticas e programas institucionais de restauração ecológica e conservação de ecossistemas.

Texto: equipe Neprade

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Divulga Ciência – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/04/02/pesquisadora-do-ppg-em-engenharia-agricola-estuda-42-variedades-de-dalia-na-europa Thu, 02 Apr 2026 14:03:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72373
Foto colorida vertical em formato selfie de mulher adulta branca de cabelo escuro e preso. Ela veste um casaco escuro e segura uma prancheta com uma folha euma caneta. A imagem mostra ela no campo, à frente de uma plantação.
Pesquisadora Moara Fernandes realiza experimento com dálias de corte na Itália
Foto colorida vertical de uma flor fechada verde ainda antes do desabrochar.
Experimento com dálias deve gerar dados inéditos sobre flor

A estudante do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Moara Eliza Siqueira Fernandes realiza doutorado sanduíche na Itália e na França durante seis meses. Financiada pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) da Coordenação de Aprimoriamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a pesquisadora desenvolve experimentos e aprende técnicas de engenharia de água e solo para o cultivo sustentável e lucrativo de flores.

O doutorado no exterior teve início em fevereiro no Consiglio per la Ricerca e l’Agricoltura (CREA) – instituto semelhante à Empabra – , na cidade de Péscia, na região da Toscana, na Itália. Lá, a pesquisadora implantou um experimento inédito para estudar 42 variedades de dália de corte, flor apreciada no mercado mundial. Moara ainda passará pela Mansuino Breeding Emotions, empresa italiana de flores com atuação internacional.

De acordo com o professor Nereu Augusto Streck, orientador da doutoranda, a pesquisa deverá produzir diferentes variedades de dália e gerará informações práticas e aplicadas para produtores de todo o mundo. “Com isso, juntamos duas demandas importantes, a internacionalização do PPGEA e a pesquisa aplicada com impactos globais”, sintetiza o professor.

 
 

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