Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Thu, 29 May 2025 21:21:27 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/05/29/catastrofe-climatica Thu, 29 May 2025 20:32:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=69289
Imagem colorida horizontal de um mapa do Rio Grande do Sul em azul, com fundo em marrom, que destaca o fato de 95% dos municípios terem sido afetados pelas enchentes de 2024

Abril e maio de 2024. Neste período, o Rio Grande do Sul entrou em colapso. Chuvas intensas atingiram 471 das 497 cidades gaúchas, aproximadamente 95% dos municípios, e deixaram mais de 600 mil pessoas fora de casa – os dados são da Defesa Civil do estado. A falta de uma preparação adequada do Poder Público para conter as enchentes ocasionou diversas consequências que perduram até os dias de hoje, um ano após a calamidade.

Na Região Central, mais especificamente no município de Silveira Martins, a coproprietária da loja Massas do Vale, Cleci Bianchi, ainda sente os impactos da catástrofe em seu negócio. “Eu perdi todo o estoque de massas. Eu perdi tudo. A gente tinha um gerador, que só conserva, não congela. Eu consegui [retomar], mas não muito, porque não tinha estrada nem ponte para as pessoas virem buscar [os produtos]. Até agora difícil. Muito difícil”, revelou.

Outra vítima naquela cidade foi Maria Fighera. Ela conta que no dia 30 de abril de 2024, em um momento de descanso logo após o almoço, sua família ouviu um barulho estranho e, ao olhar para o lado de fora, notou deslizamentos em um morro próximo à estrutura do seu empreendimento. Além dos presentes precisarem sair de casa, o maquinário utilizado foi levado com as enchentes e os animais, mortos.

Ela conta que, embora o prejuízo financeiro tenha sido grande, nenhuma vida humana foi perdida. “Ficamos mais de um mês sem poder sair de carro. Só pudemos sair depois que veio uma retroescavadeira que abriu a estrada, fazendo um desvio. Ficamos 15 dias sem luz, 20 dias sem internet. Ainda bem que tínhamos em casa um gerador, só faltava a gasolina”, relembrou. A única forma de saber sobre a situação dos vizinhos era pessoalmente.

Santa Maria está entre os municípios atingidos e, consequentemente, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que precisou lidar com o acontecido. O 55BET Pro Sede teve de ser evacuado e as atividades acadêmicas suspensas por 20 dias. Na sequência, foi revelado que o acervo do Departamento de Arquivo Geral da Universidade, que ficava localizado no subsolo da Reitoria, foi comprometido.

Também afetada por toda essa situação, a Instituição recorreu ao ensino, à pesquisa e à extensão, com projetos voltados à mitigação dos danos causados tanto na cidade quanto fora, colocando-se na linha de frente da rede de apoio ao Estado. Ações foram desenvolvidas em diferentes esferas para entender a complexidade da aflição que o Rio Grande do Sul viveu ao mesmo tempo em que as vítimas eram auxiliadas. Contudo, isso não basta: a UFSM segue trabalhando para evitar que esse pesadelo aconteça novamente em território gaúcho.

Imagem colorida horizontal que destaca, em mapa do RS em azul, com fundo em marrom, o fato de que choveram 600 milímetros em um único dia em cidades da Serra Gaúcha

Universidade contribui para diminuir perdas no campo

Um exemplo de ação desenvolvida pela UFSM associada à catástrofe climática é o projeto de divulgação de boletins agrometeorológicos para profissionais envolvidos com o agronegócio em Cachoeira do Sul. A iniciativa, coordenado pela professora Zanandra Oliveira, foi criada em 2017 em uma parceria entre o curso de Engenharia Agrícola com o Grupo Metos, empresa que trabalha com o monitoramento climático.

A ideia é adquirir dados relativos aos horários, temperatura, umidade relativa, chuva e velocidade do vento em Cachoeira do Sul, em tempo real, para, dessa forma, gerar boletins informativos que ajudem os produtores a tomar as melhores decisões. As informações são disponibilizadas em uma página específica no site da UFSM todo início de mês com gráficos sobre o mês anterior, fazendo um comparativo. Como o trabalho começou há aproximadamente oito anos, ainda não é possível definir um padrão no município no que diz respeito ao clima.

“As informações meteorológicas são importantes para todas as áreas do conhecimento. A gente vai pensar nas engenharias, todo o planejamento de obras é muito importante. Para o curso de Engenharia Agrícola, a gente tem uma relação direta do clima com as atividades agropecuárias. Então, é fundamental. Seria impossível a gente realizar as atividades de ensino e de pesquisa sem ter acesso a essas informações. É o clima que explica a variabilidade da educação das culturas, o bem-estar dos animais de produção. É um instrumento fundamental e necessário para essa área do conhecimento”, destacou Zanandra.

No dia 3 de junho de 2024, as secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul divulgaram um relatório acerca das perdas na produção rural causadas pelas chuvas. De acordo com o documento, elaborado com dados coletados entre 30 de abril e 24 de maio, mais de 206 mil propriedades foram afetadas por todo o Estado, prejudicando 48.674 produtores. Ao todo, 19.190 famílias tiveram perdas relacionadas às estruturas dos empreendimentos, como galpões, armazéns e estufas.

Em território cachoeirense, também surgiu, em 2020, durante a pandemia, o projeto PaComê, que consiste na promoção de teorias acerca da preparação de alimentos e o conhecimento por trás da prática. A ação tem uma parceria com a Escola Estadual Coronel Ciro Carvalho de Abreu desde 2024 e tem os jovens alunos como os responsáveis por “colocar a mão na massa”, em uma horta localizada na instituição. O objetivo é construir uma rede de entusiastas sobre a saúde alimentar, o plantio agroecológico e a culinária com produtos naturais.

A professora da UFSM, Mariana Coronas, coordenadora da iniciativa, explica os benefícios da autoprodução, levando em conta os problemas que a cidade teve durante a catástrofe climática do ano passado: “Cachoeira ficou por alguns dias desconectada. Fecharam vários acessos. A gente ficou alguns dias com os supermercados desabastecidos principalmente de produtos perecíveis. Os produtores locais, mesmo que tenham tido suas perdas, continuaram produzindo. Ter essa produção local, em casa, te dá uma certa autonomia para que, eventualmente, quando acontecerem esses eventos, ainda tenha essa fonte”.

O professor da escola cachoeirense, Volni Oestreich, destaca um dos cuidados que o grupo procura ter durante a atividade: “nós evitamos ao máximo o uso de qualquer produto químico. Então, aqui, o aluno planta, rega, colhe e entrega na cozinha da cantina. Ele mesmo acaba conseguindo participar de todo o processo do plantio e cuidado durante o crescimento. Todos esses produtos são utilizados na escola, consumidos pelos alunos e professores”.

Uma das responsáveis por atuar é Vanderleia dos Santos, estudante do curso de Engenharia Agrícola da UFSM em Cachoeira do Sul. Ela fez ensino médio na Ciro Carvalho e, através do PaComê, retornou para ajudar os atuais alunos. “Agora, com as mudanças climáticas, o fato de a gente ter essa segurança alimentar, de produzir alimentos, de ter contato com algo mais sustentável também, faz a diferença. É bem mais gratificante, saudável, e a gente consegue mostrar para eles na prática”, comentou. Ainda, na visão da acadêmica, os jovens já estão bem mais conscientes com as práticas da ação.

Imagem colorida horizontal do mapa do RS, com fundo marrom, e caixa de texto com 80% das estradas gaúchas afetas

Resistir para diminuir os impactos de novos catástrofes

A catástrofe climática também chamou a atenção dos pesquisadores da UFSM no que diz respeito à infraestrutura ambiental dos municípios. O projeto “Resiliência de redes de transporte em eventos extremos”, coordenado pelo professor Felipe Caleffi, também do campus de Cachoeira do Sul, é um exemplo. A iniciativa tem como objetivo modelar, por meio de um simulador, todas as 497 cidades do Rio Grande do Sul para entender o efeito das fortes chuvas e como elas afetam o transporte público e o transporte de emergência, como ambulâncias, viaturas da polícia e caminhões dos bombeiros.

O grupo tem a parceria da Defesa Civil do Estado, entidade que estuda quais áreas do Rio Grande do Sul são as mais críticas e devem ser modeladas com mais urgência. Com o trabalho, espera-se que seja realizado um planejamento melhor quando as crises ocorrerem. “As cidades podem se planejar melhor para quando os próximos eventos ocorrerem. A gente imagina que em algum momento vá acontecer de novo. De posse desses dados, dessas simulações, a gente consegue entender melhor os cenários”, explicou Caleffi.

Conforme reportagem publicada pelo Instituto ClimaInfo, em 4 de junho de 2024, 80% das estradas gaúchas foram prejudicadas com a catástrofe climática – aproximadamente 13,7 mil quilômetros. No mesmo texto, mas com dados do G1, constata-se que 4.521 km de vias públicas foram afetadas, “distância mais do que suficiente para atravessar o Brasil de Norte a Sul (4.397 km) e de Leste a Oeste (4.320 km)”.

Na área da arquitetura e do urbanismo, é desenvolvido o projeto Santa Maria Mais Verde Mais Resiliente. A iniciativa, que tem como coordenador o professor Edson Luiz Bortoluzzi, busca aumentar a resiliência ambiental da cidade por meio da integração de políticas urbanas e da implantação de sistemas de espaços livres.

Segundo o docente, há pelo menos 20 anos são feitas discussões na Universidade acerca da promoção de uma infraestrutura sustentável. A iniciativa, contudo, surgiu realmente a partir das enchentes de maio de 2024. A ideia é propor o desenvolvimento de espaços ambientalmente adequados a fim de proteger possíveis vítimas, uma vez que, na visão de Bortoluzzi, o problema não é a enchente nem o deslizamento, mas a localização das moradias em áreas onde acontecem desastres climáticos.

“As pessoas atingidas são aquelas de mais baixa renda. Alguns ainda dizem ‘ah, invadiram aquele lugar’. Não, estão ocupando aquele lugar porque foi o que sobrou para elas. A questão da habitação é chave, fundamental”, detalhou o professor. A proposta também envolve a região da Quarta Colônia, em parceria com o Geoparque Quarta Colônia, e tem a intenção de, além de pensar na infraestrutura, investir simultaneamente no aspecto social que envolve a vulnerabilidade ambiental.

“A gente tem que ter espaços para caminhar, para fazer exercícios. [Tem] a questão da saúde mental, porque quando a gente fala em exercícios e parques não é só [sobre] saúde física, é a saúde mental também. E esses espaços verdes, essas áreas verdes (…) certamente tem que estar atrelados na ideia de reduzir as enchentes”, destacou Bortoluzzi.

Imagem colorida horizontal de mapa do RS com destaque com o total de 206 mil propriedades rurais afetadas durante as enchentes

‘Todo desastre tem uma linha do tempo’

É normal ocorrerem tempestades severas entre abril e maio, com ventos fortes e até mesmo granizo, no Rio Grande do Sul. Entretanto, a razão por trás da catástrofe climática diz respeito a uma situação de bloqueio das ondas atmosféricas. Isso significa que não houve uma intercalação entre períodos de chuva e tempo seco, o que fez com que a tempestade ficasse parada e o nível de água na Terra aumentasse. As informações são de acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia e coordenador do Grupo de Modelagem Atmosférica de Santa Maria (GruMA) da UFSM, Vagner Anabor.

Ainda, segundo o docente, esse entrave ambiental durou cerca de duas semanas. Na Região Central, mais de 250 milímetros de chuva caíram em um único dia, enquanto lugares como a Serra Gaúcha sofreram com 600 milímetros por dia. Tipicamente, entre abril e maio, são cerca de 150 milímetros por mês. “Esses fenômenos foram muito intensos no estado do Rio Grande do Sul. Posso falar tranquilamente que é o maior desastre já ocorrido porque, para ter uma situação de desastre, a gente precisa ter: um fenômeno acontecendo, uma população exposta a esse fenômeno e que essa população exposta seja vulnerável, não esteja preparada”, afirmou Anabor.

A professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Márcia Amaral, evidencia a temporalidade da situação: “todo desastre tem uma linha do tempo. O desastre nunca começa quando eclode, começa muito tempo antes, e nunca termina em uma data específica. Ele perdura por longos anos na vida de uma comunidade”. Para ela, durante a crise climática, foi possível ver os governos do Estado convocando especialistas de fora para estudar a recuperação de toda a área atingida, mesmo que houvesse soluções “caseiras”, com muita expertise. “Nós criamos uma rede de emergência climática no Rio Grande do Sul reunindo mais de 100 cientistas e buscando justamente que essas pessoas tivessem alguma força junto à mídia, junto à imprensa e junto aos governos, para que esse conhecimento gerado dentro das universidades pudesse também ser acessado nos momentos práticos da recuperação do Estado”.

Na visão de Anabor, hoje, a UFSM forma os melhores previsores de tempo severo do Brasil, com as instituições de ensino superior gaúchas sendo referência na formação de profissionais da meteorologia. Contudo, pela falta de estrutura, os outros estados ficam com essa mão de obra. “A tecnologia que nós dominamos na UFSM permite prever e antecipar esses fenômenos com grande eficiência. A qualificação técnica e o preparo das comunidades é o que a gente precisa, encontrar meios de transferir essa informação lá para ‘a ponta’ da sistema, porque se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave”, afirmou.

Outra ação desenvolvida pela Universidade foi a Sociologia do Alerta, coordenada pela professora do curso de Ciências Sociais, Mari Cleise Sandalowski, que está à frente do projeto Catástrofes Sócio Climáticas. A iniciativa surgiu durante as enchentes de 2024 com o questionamento de como a área das ciências sociais poderia contribuir. A resposta: realizando um mapeamento das características sócio-culturais das comunidades que sofreram com questões de ordem ambiental não só no último ano, mas desde a década de 1990.

Na primeira etapa, o que mais chamou a atenção da docente foi que, no Rio Grande do Sul, há uma ocorrência de eventos que destoa do resto do Brasil. Enquanto no país é possível identificar elementos de ordem climatológica com o passar do tempo, em território gaúcho, de 15 anos para cá, são eventos de ordem hidrológicas. Em Santa Maria, regiões de bairros como Tancredo Neves, Chácara das Flores, Itararé, KM3 e Camobi são as mais afetadas pelas ocorrências.

Na Sociologia do Alerta, uma questão que também é abordada é a memória dos moradores dessas localidades. Mari Cleise conta que não é simples fazer com que uma pessoa, apesar das claras questões ambientais, deixe um lugar. “Não é suficiente você simplesmente retirar as famílias de um local e alojá-las em outro. Você não leva em consideração a memória afetiva, os laços com a vizinhança, os laços familiares, a questão da rede de apoio. Como fica a questão afetiva? O que é um risco, afinal? Para uma população que muitas vezes está em uma situação de precariedade social, de baixa renda, que não tem acesso ao saneamento básico, à segurança pública, à educação dentro dos fatores. Essas questões também são de risco”, pontuou.

Imagem colorida horizontal de um mapa do RS em infográfico. A imagem traz a fala do professor Vagner Anabor: se uma pequena escola do interior não estiver preparada para o desastre e as pessoas não tiverem consciência do problema nem de como reagir a uma situação de emergência, por menor que seja o fenômeno, vai ser muito grave

Enfrentamento exige esforço conjunto

Uma coisa é certa: apesar das investidas de instituições como a UFSM e do próprio Governo Federal, fortes chuvas, acompanhadas de ventos intensos e descargas elétricas, seguirão acontecendo no Rio Grande do Sul. No período em que a catástrofe climática completou um ano, a Defesa Civil gaúcha emite diferentes alertas para moradores de diferentes regiões do Estado acerca de possíveis transtornos que poderiam ocorrer.

A Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS), criada em meio às enchentes por meio de uma Medida Provisória, hoje não tem mais status de ministério. A pasta, então comandada por Paulo Pimenta, foi extinta no dia 20 de dezembro.

O objetivo principal da SERS foi organizar as demandas do Rio Grande do Sul e facilitar o envio de verbas do Governo Federal que, ao todo, investiu R$ 98,7 bilhões em medidas de reconstrução e apoio ao Estado. Desse montante, R$ 42,3 bilhões já chegaram “às mãos” do povo gaúcho entre repasses aos municípios afetados, criação de novas casas, descontos em dívidas, reformas em escolas e unidades básicas de saúde e compra de medicamentos.

A agora Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul integra a Secretaria-Executiva da Casa Civil, do ministro Rui Costa, e deverá ser extinta em 30 de maio deste ano. Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, ex-prefeito de Taquari que, em 2023, foi secretário de Comunicação Institucional da Secretaria de Comunicação Social, é quem hoje dirige o setor.

 

O enfrentamento de catástrofes climáticas exige muito mais do que ações emergenciais durante os episódios e medidas de reconstrução após os eventos extremos. É necessário que os poderes públicos municipal, estadual e federal, as instituições, a iniciativa privada e as comunidades estejam melhores preparados antes da ocorrência de tempestades, enchentes ou deslizamentos. Tudo começa com o entendimento de que o clima gaúcho sofre com situações extremas e que o ‘novo normal’, resultante do aquecimento global, intensifica isto. Diminuir riscos para todos abrange a compreensão de que o preparo deve levar em consideração aspectos ambientais, tecnológicos, econômicos, sociais e culturais.

Repórter Universitário é um projeto da Agência de Notícias e da TV 55BET Pro com o objetivo de produzir conteúdo multimídia e multiplaforma por estudantes de Comunicação Social sob a supervisão de técnicos da área

Reportagem digital: Pedro Pereira (jornalista)

Reportagem audiovisual: Milene Eichelberger (jornalista) 

Captação de imagens: Felippe Richardt (técnico em audiovisual), Leonardo Dalla Porta (publicitário) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial, bolsista da TV 55BET Pro)

Edição de imagensFelippe Richardt (técnico em audiovisual) e Taiane Wendland (acadêmica de Produção Editorial)

Arte: Daniel Michelon De Carli (analista de TI e designer)

Edição: Mariana Henriques (jornalista) e Maurício Dias (jornalista)

Supervisão geral: Felippe Richardt (TV 55BET Pro) e Mariana Henriques (Agência de Notícias)

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/30/2o-brasil-terra-indigena-resgatou-a-ancestralidade-na-construcao-do-futuro Mon, 30 Oct 2023 13:16:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64334
Sarau Cultural Indígena ocorreu no Espaço Multiuso

Com uma programação diversificada, incluindo rodas de conversa, painéis, oficinas de pintura e rituais tradicionais, a 2ª edição do “Brasil Terra Indígena” foi realizada na UFSM de segunda (23) a sexta-feira (27). O evento fez parte da programação da 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI).

A acadêmica em Jornalismo e uma das integrantes da comissão organizadora Ana Beatriz Guedes Bacovis destaca que essa edição foi mais ampla que a primeira, pois contou com a participação de indígenas de aldeias próximas de Santa Maria, mas também de outros estados, como Minas Gerais, Ceará e Pará. “O que mais aqueceu o coração da nossa equipe foi presenciar tantos cocares e maracás na Universidade, no Restaurante Universitário, porque é isso que almejamos, que a Universidade seja pintada de povos! Que haja pluralidade e diversidade de todas as etnias”, afirma. 

A edição deste ano contou com a participação de grandes lideranças indígenas, como Clécia Pitaguary, cacika da aldeia Monguba, no Ceará; Natanael Claudino, cacique da aldeia Três Voltas; Regina Goj Tej Emilio Kaingang, co-fundadora do CT Guarita pela Vida; Yaa Juruna, liderança jovem da Aldeia Mïratu, no Pará; Laisa Kaingang, professora pesquisadora e Mestre em Antropologia pela UFPEL; Rosa Pitaguary, coordenadora do Museu Indígena Pitaguary (MIPY); Domingos Xakriabá, cacique do povo Xakriabá; e a deputada federal Célia Xakriabá (de forma online).

Programação diversificada

Na segunda-feira (23), no hall do Restaurante Universitário, ocorreu a abertura cultural, que também deu início ao evento, com cantos, rezas e oficina de pinturas corporais. A escolha de fazer no hall do RU se deu porque é um espaço muito movimentado e, nesse sentido, é uma forma de aproximar a comunidade acadêmica da cultura indígena.

Além disso, diariamente, no auditório C – anexo ao prédio 18, a organização do “Brasil Terra Indígena” preparou mesas de debates, com lideranças indígenas, para expor e debater temas como “a resistência da mulher indígena”, “direitos constitucionais dos povos indígenas”, “educação decolonial e antirracista” e “territorialidade”.

Na noite de segunda ocorreu o painel “Mulheres: Corpos territórios indígenas em resistência”, com Regina Goj Tej Kaingang, Clécia Pitaguary, Yaa Juruna e Célia Xakriabá. O painel buscou trazer para pauta a descolonização do pensamento e a oportunidade de indigenizar a Universidade, além de ressaltar o papel de lideranças indígenas femininas que, agora, estão à frente dessa luta ancestral.

Além disso, foi realizado também o “Levante pela Terra”, que abordou os direitos constitucionais dos povos indígenas, e o painel “Pedagogia Decolonial e Educação antirracista”, que buscou trazer para debate formas de decolonizar a educação para tornar o espaço mais aberto ao povo indígena e menos racista

Para encerrar, na noite de quinta-feira (26), o tema abordado foi “A universidade que se quer: território de bem viver”, com a pesquisadora e mestranda em Educação pela UFRGS Daniela Franciela Sales Kaingang; Juvenal Xabriaka, liderança indígena; Joceli Sales Kaingang, bacharel em História; e Celso Jacinto, uma das lideranças do povo Kaingang de Iraí. Durante o painel, a mesa procurou debater sobre formas de possibilitar que o ingresso de indígenas nas universidades seja mais receptivo e que cada vez mais estudantes indígenas ocupem esse lugar.

Outros eventos da programação

Corpo-território saudável e livre”: na manhã de terça-feira (24), a comunidade pôde acompanhar uma conversa sobre a descolonização da saúde, com a liderança indígena e coordenadora do Museu Indígena Pitaguary (MIPY) Rosa Pitaguary; os médicos André Rai Cherobin e Manoel Adilio dos Santos, ambos da etnia Kaingang; e com a psicóloga da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) Josiele Luana Morais.

Roda de Saberes – Mulheres indígenas e o bem viver: Biodiversidade e ancestralidade de resistência”: em encontro virtual com a professora pesquisadora e mestre em antropologia pela UFPEL Laisa Kaingang, a Roda de Saberes trouxe para debate temas como saúde mental de jovens indígenas, que tiveram um crescimento elevado de suicídio nos últimos anos, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz; além de debater também o lugar ocupado pela mulher indígena na sociedade.

Apresentação de projetos indígenas da UFSM”: uma das pautas mais abordadas durante a semana do Brasil Terra Indígena foi a demarcação de espaços como o da universidade por parte dos povos indígenas. O objetivo é que ano após ano o número de estudantes indígenas cresça, em diferentes áreas do conhecimento. Neste sentido, e já que o evento faz parte do calendário da Jornada Acadêmica Integrada, a manhã de quarta-feira (25) foi voltada às apresentações de ensino, pesquisa e extensão de estudantes indígenas da UFSM.

Equipe que integrou a comissão organizadora da 2ª edição do evento

O futuro e próximas edições

Após os eventos da semana, estudantes e lideranças indígenas que compuseram a organização se reuniram com o reitor da UFSM, Luciano Schuch, em cerimônia fechada, para discutir sobre melhorias de acessibilidade, principalmente para a Casa do Estudante Indígena, e também para debater sobre o Vestibular Indígena da UFSM. Segundo informações da organização do evento, o reitor se comprometeu a ampliar e melhorar as condições da CEU.

Esta foi a segunda vez que o evento ocorreu na UFSM e a organização já prepara a edição do ano que vem.

Texto: Andreina Possan, estudante de Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias
Fotos: Ana Beatriz Bacovis/Divulgação
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/27/salao-de-extensao-da-jai-promove-dialogo-e-integracao-entre-projetos Fri, 27 Oct 2023 19:25:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64316
Fórum de Direitos Humanos foi uma das atividades do Salão de Extensão

Em mais uma edição, a Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM vem acompanhada pela divulgação das ações de extensão que integram os acadêmicos, docentes e servidores com a comunidade. Mais do que isso, promovem o diálogo e evidenciam os impactos e a transformação social a partir do que é feito dentro e fora do arco da Universidade. Com esse objetivo, de segunda (23) a sexta-feira (27) foram realizadas diversas ações no 18º Salão de Extensão da JAI. Além da apresentação tradicional dos trabalhos acadêmicos, também houve entrega de certificados para os melhores trabalhos de extensão, lançamento de obras e eventos como a JAI Mirim, a Mostra dos Empreendimentos Incubados na UFSM e o Fórum de Direitos Humanos. 

Para o pró-reitor de Extensão, Flavi Lisboa Filho, essas iniciativas permitem dar visibilidade para as diferentes ações de extensão que são feitas na Universidade. “Também permite aproximação entre as pessoas. A gente conhece o trabalho dos colegas e pensa em formas de trabalhar de maneira mais integrada e interdisciplinar. Isso fomenta a integração dialógica da Universidade com a comunidade – gerando impacto na formação do estudante e transformação social”, completa Flavi.

Fórum de Direitos Humanos chega a sua 6ª edição 

Com o objetivo de divulgar iniciativas de extensão e promover o diálogo entre os projetos realizados na região, o Fórum de Direitos Humanos chegou a sua 6ª edição. Este ano, o evento esteve organizado a partir de cinco eixos temáticos: educação e direitos humanos, gênero, estudos afro-brasileiros e indígenas, soberania alimentar e nutricional e extensão prisional. Cada projeto compartilha as atuações do último ano e recebe a contribuição dos participantes. 

A chefa do Observatório dos Direitos Humanos (ODH), Jane Schumacher, conta que o fórum é um fomento à interação entre os projetos vinculados à instituição. “Esse diálogo fortalece as redes e mostra a potencialidade dos trabalhos. E assim, vamos vendo um movimento de transformação das realidades em que os projetos estão acontecendo”, comenta Jane.

Douglas e Marcia compartilharam as ações desenvolvidas na área da acessibilidade

Uma das iniciativas apresentadas foi a parceria do projeto “Teatro Flexível” com o Programa de Extensão “DiVerso”, que tem como objetivo em comum proporcionar práticas de dança e teatro para pessoas com e sem deficiência. Márcia Berselli e Douglas Leopold, integrantes do projeto, contam que as duas iniciativas se encontraram em um dos fóruns de direitos humanos promovidos pelo ODH e, de lá para cá, têm pensado em como tornar práticas cênicas mais acessíveis.

“Para isso, revisamos tanto as práticas de dança e teatro, quanto os padrões do imaginário sobre quem está dançando ou atuando”, completa Márcia. Eles também veem o fórum como uma oportunidade de dar visibilidade ao projeto e também mostrar que existem ações na área da acessibilidade mesmo que, nesse momento, seja o único ativo na instituição.

JAI realiza Mostra de Empreendimentos Incubados na UFSM

Nesta semana, a Instituição também abriu as portas para receber projetos da Incubadora Social da UFSM que auxilia empreendimentos sociais para gerar e fortalecer trabalho e renda. No hall do prédio 74C, uma mostra de criatividade e inovação recebeu iniciativas de diferentes áreas como artesanato e reciclagem. A administradora Nathália Rigui Trindade, uma das organizadoras do evento, conta que a iniciativa acontece para que as empresas compartilhem suas vivências durante a JAI e tragam seus produtos e serviços para mostrar ao público. “É importante que falem sobre a história deles porque não é só um produto, é todo o impacto que gera na vida das pessoas e na sociedade”, afirma Nathália.

Rafaela veio representar o empreendimento Recicla Pampa, incubado na UFSM

Rafaela Reis veio até a JAI para representar o empreendimento “Recicla Pampa”, incubado na UFSM, que promove a coleta seletiva no território do Geoparque Caçapava do Sul. Ela vê o evento como uma forma de compartilhar a iniciativa e buscar o interesse de outras pessoas, principalmente alunos, que possam contribuir com o projeto. 

A arte, a cultura e a força do movimento negro também estiveram presentes a partir do empreendimento “Pretendedorismo”, de Caçapava do Sul. A iniciativa reúne, desde 2019, o trabalho de dez artesãs da região que comercializam desde peças em crochê até suculentas.

Ana Laura, Roselis e Maria José representaram o empreendimento “Pretendedorismo” durante a JAI

Ana Laura Alves dos Santos trabalha com moda sustentável e faz parte do projeto desde a sua criação. Ela conta que o projeto tem uma importância muito significativa porque visa o fortalecimento do empreendedorismo de mulheres pretas.

“É muito bom vir aqui mostrar o nosso trabalho e todo esse apoio da incubadora é muito importante para nós. Veio muito a calhar”, conta Roselis da Silva Teixeira, que desenvolve peças em crochê no projeto e também esteve presente na JAI. Maria José Sitó da Silva compartilha do mesmo sentimento. Ela, que trabalha com o cultivo de suculentas e artesanato com garrafas pets, vê na mostra uma oportunidade para troca de conhecimento e diálogo com outros empreendedores.

Texto: Thais Immig, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/26/2a-maratona-de-inovacao-premiou-melhores-ideias-da-comunidade-academica Thu, 26 Oct 2023 14:34:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64296
Pitch Day ocorreu no Espaço Coworking da Pulsar Incubadora

Na quarta-feira (25), foi realizado o Ideathon, atividade da 2ª edição da Maratona de Inovação, integrada à 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM, no Espaço Coworking da Pulsar Incubadora. O evento foi promovido pela Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (Proinova) e contou com o apoio do Sebrae, do Sicredi, da i9 Liga de Empreendedorismo e da Inova Centro, além da própria Incubadora.

A iniciativa aconteceu pela primeira vez em 2022 e tem como objetivo explorar o potencial dos estudantes da Universidade na geração de novos produtos, serviços ou negócios por meio da criação de projetos que buscam solucionar desafios reais. Uma das alterações do ano passado para este, contudo, foi a forma que a comunidade acadêmica fez parte das atividades.

A coordenadora de Educação Empreendedora da Proinova e professora do curso de Engenharia de Produção, Carmem Brum Rosa, revela que no momento em que a última edição foi finalizada, os organizadores se deram conta que a ideia poderia ser expandida para todas as unidades de ensino. “Percebemos que poderíamos convidar os Centros da UFSM, os campi de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões para participarem da Maratona de forma integrada, e cada Ideathon realizado nas unidades de ensino selecionou a melhor ideia para competir no Pitch Day JAI. Então, reformulamos a maratona e a tornamos uma jornada de inovação em 2023″, disse a docente.

Dessa forma, a partir do dia 19 de abril deste ano, todos os setores participaram de uma etapa individual do Ideathon e, no fim, escolheram um projeto formulado pelos estudantes da unidade para o Pitch Day – dia final de apresentação das propostas. Cada idealizador teve cinco minutos para expor sua iniciativa e cinco minutos para tirar dúvidas da banca de avaliadores, que foi formada pelo assessor de negócios e desenvolvimento do Sicredi, Eduardo Saldanha, pela administradora e empresária Jeanne Mainardi e pelo gerente regional do Sebrae, Maico Fabiano.

Sara foi uma das estudantes que apresentou produtos

O evento foi aberto pela palestra de Felipe Ravanello, sócio-fundador e diretor de negócios e crescimento da Gestão DS – empresa que nasceu na Pulsar Incubadora -, que falou sobre seu início e a caminhada no mundo do empreendedorismo.

A aluna do curso de Enfermagem Sara Carvalho foi uma das participantes da 2ª Maratona de Inovação. Ela foi a representante do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e apresentou o produto “LubriTech, prevenção combinada”, cuja proposta era a utilização da medicação para prevenção do vírus do HIV em um lubrificante íntimo comum.

A estudante conta que participar do Ideathon ajudou no seu crescimento pessoal e acadêmico. “Vai ter um impacto muito positivo na minha vida, independente de ser premiada ou não, porque a gente conseguiu acessar experiências diferentes. Tivemos a oportunidade de assistir à palestra agora, em que um empreendedor contou todo o processo dele de empreender. Nós acabamos tendo oportunidades que não teríamos se não tivéssemos arriscado participar da Maratona de Inovação”, declarou.

Ao fim das apresentações, três propostas foram anunciadas como vencedoras do Pitch Day:

Em 1º lugar ficou a “On Flavor, realçador de sabor e nutrientes em produtos de pessoas em tratamento oncológico”, do Centro de Ciências Rurais (CCR), que recebeu R$ 3 mil de investimento.

Em , ficou a “EcoPav, pavimentação com produtos ecológicos feito com reutilização das sobras de obras”, do 55BET Pro da UFSM de Cachoeira do Sul, que recebeu R$ 2 mil de investimento.

Em , ficou a “Cuide Bem, dispositivo de controle e cuidado para cuidadores e responsáveis de crianças e pessoas com alzheimer”, do 55BET Pro de Frederico Westphalen, que recebeu R$ 1 mil de investimento.

Texto: Pedro Pereira, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos: Gabriel Escobar, estudante de jornalismo e bolsista 
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/26/ufsm-global-2023-1-seminario-de-internacionalizacao-orientou-pesquisadores-a-captar-recursos-europeus Thu, 26 Oct 2023 12:35:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64283
Professora do Instituto de La Grasa apresentou os programas disponíveis para universidades brasileiras

Integrando a programação da 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI), foi realizado na quarta-feira (25) o UFSM Global 2023 – 1º Seminário de Internacionalização, que teve como foco debater a internacionalização da Universidade. No Salão Imembuí, foram debatidas as experiências em captação de recursos em agências financiadoras internacionais.

Os palestrantes que expuseram as suas experiências foram os professores María Roca e Antonio Pérez-Gálvez, do Instituto de La Grasa/CSIC de Sevilha, Espanha, e o professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM Alexandre Vargas Schwarzbold. 

Na apresentação do evento, estiveram à frente a professora do Departamento de Tecnologia e Ciências do Alimento, Leila Zepka, e o diretor adjunto da Secretaria de Apoio Internacional (SAI), professor Júlio César Cossio Rodriguez. Ele comentou que a experiência internacional é muito importante para que as pesquisas possam captar recursos fora das agências nacionais. “É importante que todos os Centros da UFSM tenham uma rede de colaboração efetiva internacional, para que consigam captar recursos e avançar na internacionalização”, afirmou Júlio.

Cooperação Brasil-Espanha

As exposições do tema foram feitas em espanhol e português. Primeiramente, a professora María Roca falou sobre a colaboração entre o Brasil e a Espanha nas pesquisas técnicas e científicas para o financiamento europeu. Ela apresentou os programas disponíveis para as universidades brasileiras, como o European Research Council, EURAXESS, Water 4all, Bella, entre outros. Explicou que algumas áreas são mais suscetíveis a terem um financiamento aprovado, pois são de interesse dos europeus, como mudanças climáticas e água. Um ponto de destaque para os recursos europeus é que o aporte financeiro é grande e as informações são fáceis de serem acessadas.

María Roca e Antonio Pérez-Gálvez

María destacou que já são quase 10 anos de colaboração com os pesquisadores e professores, e que é uma experiência enriquecedora, pois cada um tem as suas ideias e formas que irão agregar ao projeto. “Os pesquisadores do Brasil contribuem com uma infraestrutura que não temos na Espanha, e nós contribuímos com um conhecimento e uma infraestrutura que não temos aqui, e é uma forma de crescer incrível e única”, comentou a professora. 

Na segunda parte do seminário, o professor Antonio Pérez-Gálvez, que também é docente do Instituto de La Grasa, abordou a ética nas avaliações de pesquisas científicas. Ele apresentou a Declaration on Research Assessment (DORA), uma avaliação de pesquisa que pretende diminuir a prática de correlacionar o fator de impacto de um periódico ao cientista e suas métricas. O objetivo é melhorar o uso dos índices e criar currículos narrativos dos pesquisadores não apenas mostrando os índices, que podem ser manipulados.

“A importância da colaboração entre os dois países é importante, pois cada um contribui com a sua especialidade e conhecimento. Reconhecemos que não podemos conhecer tudo e ser especialistas em tudo e a única maneira de avançar cientificamente é colaborando com os nossos companheiros”, afirmou Antonio. Ele ainda comentou que quando trabalham com países de culturas diferentes é muito mais enriquecedor, pois as perspectivas são muito diferentes em cada país.

Experiência brasileira

Por último, o professor do Departamento de Clínica Médica da UFSM Alexandre Vargas Schwarzbold falou sobre a experiência de captar recursos para a área da saúde, dando como exemplo um caso de um centro de pesquisa clínica. Ele comentou a importância das redes de pesquisa, enfatizando a relevância dessa relação de parceria entre os pares para compartilhar o conhecimento entre os pesquisadores. Segundo ele, as redes de colaboração internacional necessitam também qualificar as pessoas a nível local, os docentes e estudantes, como também a infraestrutura física. 

Seminário foi realizado no Salão Imembuí, no prédio da Reitoria

O que impulsionou as pesquisas clínicas na área da saúde foi a pandemia de Covid-19, quando foi necessária a colaboração de muitos países para o desenvolvimento da vacina. “O grande objetivo dessas cooperações internacionais é qualificar o nosso nível local e gerar conhecimento e uma maior capacidade de responder às populações, que vão gerar produtos como a vacina, métodos de diagnóstico, novos métodos para controlar doenças”, afirmou Alexandre.

Internacionalização das pesquisas 

A UFSM tem como um dos principais focos do seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) a internacionalização. O diretor adjunto da SAI, Júlio César Cossio Rodriguez, comentou que a experiência dos professores convidados para o evento é importante para ajudar a demonstrar que é possível captar recursos internacionais. “O que falta às vezes é conhecimento do melhor caminho para captar recursos, porque por muito tempo na Universidade se focou muito na mobilidade de professores e estudantes, e não necessariamente nas pesquisas conjuntas”, salientou. 

A UFSM ainda tem desafios para percorrer, mas a SAI e outros órgão da Universidade têm feito esforços para informar aos pesquisadores sobre as oportunidades de bolsas e cooperação entre diversos países, conforme foi destacado durante o seminário.

Texto: Mariane Machado, estudante de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alicia Flores, estudante de Desenho Industrial, bolsista
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/26/jai-mirim-criancas-apresentam-seus-trabalhos-na-ufsm Thu, 26 Oct 2023 10:35:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64272
Programação ocorreu em um dos prédios do CCSH

Nesta quarta-feira (25), foi realizada a segunda edição da Jornada Acadêmica Integrada (JAI) Mirim. Na ocasião, estudantes dos nove municípios da Quarta Colônia apresentaram seus trabalhos para a comunidade. O evento recebe alunos desde o Ensino Infantil até os anos finais. O evento tem como objetivo aproximar os alunos do Ensino Fundamental com a Universidade, promovendo uma grande troca de conhecimentos, além de desenvolver habilidades sociotécnicas para ambos.

A programação aconteceu no hall do prédio 74, do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). O espaço, que foi todo pensado e organizado para as crianças, contou com atrações como brincadeiras, lanches e, claro, a participação dos famosos dinossauros da região. 

Os trabalhos apresentados têm relação com o Geoparque Quarta Colônia Mundial UNESCO. Dessa forma, temas base são enviados às escolas por meio das Secretarias de Educação de cada município. A partir destes temas, os professores podem usar a criatividade para as produções desenvolvidas. 

Dinossauros presentes

Os alunos Gustavo Viero Vissotto e Shivani da Luz Silva, do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Giuliani, de Restinga Sêca, realizaram uma pesquisa a respeito dos nove dinossauros encontrados na região e suas especificidades. O levantamento durou cerca de dois meses, entre pesquisa, ilustrações e confecção dos materiais. Como resultado final, os alunos apresentaram réplicas dos dinossauros. Foram apresentadas as características de cada um, onde viviam, idade e demais curiosidades. Os alunos contam que essa foi sua primeira apresentação na JAI, mas pretendem retornar no próximo ano com novas pesquisas. 

Geotrilha foi um dos trabalhos apresentados

A aluna Evelyn Santos, do 9º anos da EMEF Francisco Giuliani, também apresentou sua pesquisa. Seu trabalho foi uma Geotrilha, ou seja, um tabuleiro de jogo sobre cada um dos nove municípios da 4º Colônia. A turma foi dividida em grupos, que receberam um roteiro de perguntas para a pesquisa. Mais tarde, as questões foram transformadas em cartas que fazem parte do jogo. Para brincar, o participante precisa jogar o dado, se cair em uma casa amarela ele deve responder uma das perguntas. O objetivo é que, no final do ano, os estudantes possam ser avaliados, por meio da atividade, de forma divertida e prática. Evelyn contou ainda que a apresentação é uma experiência nova, mas positiva, e que no futuro sabe que momentos como esse serão importantes no seu desenvolvimento. 

A vice-diretora do Geoparque Quarta Colônia Mundial UNESCO, Michele Vestena, afirma que a Instituição já vem ao longo dos anos trabalhando a importância da educação patrimonial dentro da proposta do Geoparque, por se tratar de um dos principais pilares para seu desenvolvimento. Destaca ainda que “as pessoas que moram no território precisam conhecer o que temos, para poder valorizar”. Com isso, pode-se gerar identificação com o espaço, e por fim, sua preservação. 

“Buscamos diversas formas de inserção da educação patrimonial, desde a curricularização nas escolas dos municípios, o que faz com que os alunos tenham aulas específicas sobre o assunto uma vez na semana. Até chegar em eventos como a JAI, apresentar os trabalhos desenvolvidos nesses momentos, das mais diversas formas. Então, o que mostramos aqui é apenas uma parcela de tudo que se constrói durante o ano”, destacou Michele.

Brinquedos produzidos pelas crianças

Brincadeiras ancestrais

Nesta segunda edição, a JAI Mirim se consolida também como um espaço democrático de conhecimento, para as mais diversas faixas etárias. É o caso dos estudantes da EMEI Beija-Flor, de Faxinal do Soturno. Os trabalhos foram realizados por alunos de seis meses até os três anos de idade. Isso porque, por meio de atividades enviadas às famílias, que foram relatadas em diários, foi possível estudar os tipos de brincadeiras que os pais e avós dos pequenos realizavam na infância. Mais tarde, foram produzidos alguns dos brinquedos mencionados nos textos. E o resultado foram inúmeras brincadeiras com as crianças. 

“Atividades como essa fazem com que os familiares também se sintam valorizados pelos filhos e netos, além de aproximar as gerações entre si, e desenvolver um contato maior das famílias com a escola. Durante as atividades, os ancestrais puderam relembrar sua infância, retomando suas memórias e repassando conhecimentos também”, relatou a diretora da escola, Liselene Barichelo Barbosa.

O evento não conta com avaliações e premiações, pois os estudos apresentados possuem caráter educativo e de desenvolvimento dos estudantes. 

Texto: Tatiane Paumam, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Ana Alicia Flores, acadêmica de Desenho Industrial, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/25/jai-jovem-aproximando-os-jovens-do-ensino-medio-com-a-ciencia-e-a-ufsm Wed, 25 Oct 2023 12:17:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64261
Na terça (24) de tarde, foram apresentados 241 trabalhos de 37 escolas (Foto: Pedro Pereira)

Com 241 trabalhos submetidos e 37 escolas envolvidas – mais que o dobro de pesquisas e instituições em relação ao ano passado -, foi realizada a 6ª edição da JAI Jovem, no Centro de Convenções da UFSM, durante a tarde da terça-feira (24). O evento, que acontece desde 2016 – com exceção de 2020 e 2021, em função da pandemia – contou com a exposição de banners, apresentação de projetos e uma cerimônia de certificação para os destaques da atividade.

Assim como em 2022, a iniciativa foi separada em duas categorias de inscrição: Jovem Pesquisador, promovida pela Coordenadoria de Pesquisa (CPesq) da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), e Jovem Extensionista, promovida pela Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE). Cada escola foi responsável por indicar os representantes.

Na primeira modalidade, estavam incluídos trabalhos das seguintes áreas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Matemática e suas Tecnologias. Na segunda: Comunicação; Cultura e Arte; Direitos Humanos e Justiça; Educação; Meio Ambiente; Saúde; Tecnologia e Produção; e Trabalho. Todos os destaques selecionados podem ser conferidos no fim do texto.

Rafaela Tamiosso, do Colégio Tiradentes (Foto: Pedro Pereira)

O coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Leandro Souza da Silva, é o coordenador da 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e, consequentemente, da iniciativa com os jovens. O docente explica que o compromisso da JAI Jovem é estabelecer uma conexão dos visitantes com a Universidade por meio da ciência. “O projeto surgiu justamente com a expectativa de aproximar a UFSM das escolas de Ensino Médio, por conta de os estudantes serem o público-alvo da Instituição. Então, é importante para eles conhecerem o campus e entenderem como funciona o processo, a realização, a condução e a apresentação de uma pesquisa e de seus resultados”.

A aluna do Colégio Tiradentes de Santa Maria Rafaela Tamiosso contribuiu para a execução do trabalho intitulado “Tecnologias em saúde para o tratamento de hipertensão arterial: experiência de estudantes do ensino médio”, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGENF), como bolsista. Sua colega Gabriela Fernandes Borin também participou do projeto.

Para a estudante, que tem a intenção de cursar Odontologia na UFSM, o evento é a chance de os jovens aparecerem em meio à comunidade acadêmica e praticarem alguns aspectos sociais próprios deste universo. “A JAI te abre muitas possibilidades. Eu, por exemplo, não sou acostumada a falar com muita gente em público. Aqui e, eu imagino, na faculdade, vai ser bastante necessário. Além disso, é a oportunidade de mostrar um trabalho que você desenvolveu, uma pesquisa que demorou tanto tempo e tem impacto na sociedade, e de conversar com as pessoas para perder a timidez e diminuir o nervosismo”, relatou.

Alunos do Instituto Vicente Dutra, de Júlio de Castilhos (Foto: Pedro Pereira)

Os alunos do Instituto Estadual de Educação Vicente Dutra, de Júlio de Castilhos, Kauã Prestes e Maxson Venícius dos Santos, vieram ao Coração do Rio Grande expor a pesquisa “Semáforo inteligente com sinal para pedestres para uma mobilidade urbana segura”. A iniciativa tem como objetivo diminuir a quantidade de acidentes que acontecem nas ruas castilhenses.

Segundo o censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município vizinho de Santa Maria conta com cerca de 19 mil habitantes. Desta forma, assim como em outras regiões menores do Rio Grande do Sul, a cidade não possui um sistema de gestão de tráfego seguro.

A dupla de estudantes acredita que, com a apresentação na JAI Jovem deste ano, o Poder Público possa notar sua ideia e, quem sabe, estudar a implementação do “semáforo inteligente”.

 

Destaques na categoria Jovem Pesquisador:

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

“Motor construído com materiais recicláveis: uma maneira diferente de aprender Física e investir na sustentabilidade” – Arthur Gonçalves Rezer – Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa
“Velas perfumadas: uma proposta sustentável” – Davi da Costa Dutra Arruda – Escola Estadual de Ensino Médio Professora Maria Rocha
“Green Coffee” – Luísa de Medeiros Saraiva – Escola de Educação Básica da URI Santiago 

Ciências Humanas e suas Tecnologias

“‘Da terra à consciência’: juntos pelo futuro sustentável – a transformação começa no descarte responsável das embalagens de defensivos agrícolas” – Antonia Manfio Stefanello – Esc. Estad. de Educ. Básica Dom Antônio Reis (Faxinal do Soturno)
“Promoção de debates em sala de aula através do modelo de simulações da organização das nações unidas” – Arthur Correa Teixeira – Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Santa Maria
“Estratégias efetivas para o reconhecimento de Altas Habilidades/Superdotação e enriquecimento curricular” – Emilly de Souza Martelli – Colégio Estadual Manoel Ribas

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

“Dança, pintura e cinema: representações do movimento nas artes” – Isaac Marques – Colégio Franciscano Sant’ Anna
“A trilogia do conhecimento: embarcando em um mar de anarquia” – Júlia Basso Miolo – Colégio Riachuelo
“A importância da inclusão da literatura infantil na alfabetização, na construção linguística e social de crianças surdas da cidade de Santa Maria” – Manuela Moraes Garcez – Colégio Nossa Senhora de Fátima

Matemática e suas Tecnologias

“Explorando a beleza da matemática: arte e geometria no Geogebra” – Isaac Silva dos Santos – E.E.E.B. Professora Margarida Lopes
“Saúde Mental e a Escola Pública” – João Vitor da Silva – Instituto Estadual de Educação Vicente Dutra (Júlio de Castilhos)
“Inovação com sistema de radiofrequência: economia e eficiência nas escolas” – Enzo de Paula Aguiar dos Santos – Colégio Estadual Manoel Ribas

Destaques na categoria Jovem Extensionista

Comunicação

“Ampliando horizontes: a relevância da argumentação na vida cotidiana e no crescimento pessoal” – Helena Verônica Baierle – Colégio Riachuelo
“Grupo Comunic@ NTP: criação, aprendizado, comunicação e multiletramento digital” – Jaqueline Emanueli Nunes Costa – Esc. Est. de Ens. Médio Professora Naura Teixeira Pinheiro – S. Maria
“Relação de poder em redes de comunicação e suas influências” – Bruna Luiza Schroder – Colégio Nossa Senhora de Fátima

Cultura e Arte

“A casa da nona da Quarta Colônia” – Heloísa Lago Pesamosca Escola de Educação Básica Tiradentes (Nova Palma)
“TrilhArt – Cacequi nos trilhos da arte” – Giovana Lopes Sauzem – Colégio Estadual Professor Antonio Lemos de Araújo (Cacequi)
“Cultivando a Identidade Cultural: Um estudo das Ações do Núcleo de Arte e Cultura” – Marcelo Razzera Pegoraro IFRS 55BET Pro Bento Gonçalves (Bento Gonçalves)

Direitos Humanos e Justiça

“Campanha antirracista na escola estadual de ensino médio” – Antônio Heydet Dal Osto – Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa
“Repercussão do movimento afrotransfeminista em Bento Gonçalves: uma discussão étnica, de gênero e localidade” – João Vitor Silva Borba – IFRS 55BET Pro Bento Gonçalves (Bento Gonçalves)
“A educação indígena sob a perspectiva de dois representantes da etnia kanhangáng” – Lorenzo Zinelli Figueira – Colégio Nossa Senhora de Fátima

Educação

“Tecnologia na educação infantil: um projeto para inserir a tecnologia na educação de forma saudável” – Eduarda Antonia Bitencourte Prieto – Escola Estadual de Ensino Médio Professora Maria Rocha
“VBEM: um projeto para a democratização da educação financeira” – Laura Hegner de Castro – Escola Estadual de Ensino Médio Professora Maria Rocha
“Discutindo burnout com a comunidade” – Pedro Nunes Turchetti – Escola de Educação Básica da URI Santiago (Santiago)

Meio Ambiente

“Conscientize-se mais” – Jaíne Garlet Osmari – Escola de Educação Básica Tiradentes (Nova Palma)
“Placa solar sustentável: um estudo sobre geração de energia solar com materiais de baixo custo” – Manuella Teixeira Barletta – Colégio Estadual São Sepé (São Sepé)
“Reutilização de águas cinzas através da utilização de um biofiltro: uma proposta sustentável para irrigação de hortaliças e verduras” – Rita de Cassia Ferreira Kurtz – Colégio Estadual São Sepé (São Sepé)

Saúde

“A ludicidade e o ensino do funcionamento da máquina humana” – Emily Alves da Rocha José Escola de Educação Básica Tiradentes (Nova Palma)
“Saúde mental de professores e de alunos no Novo Ensino Médio” – Giovana Pozzatti Saurin – Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa
“Pressão Psicológica no Ambiente Escolar” – Luiz Henrique Gomes da Silva – Instituto Estadual de Educação Vicente Dutra (Júlio de Castilhos)

Tecnologia e Produção

“Arduino na automação residencial: transformando sua casa em um lar inteligente e eficiente” – Ícaro Carrier Nunes – olégio Estadual Manoel Ribas
“Plataforma 360º inovação, empreendedorismo e experiências visuais imersivas em eventos” – Jéferson Niederauer Brasil – Escola Estadual de Ensino Médio Professora Maria Rocha
“O uso da tecnologia para a inclusão de pessoas com necessidades especiais” – Luiz Antônio Silva Basso – Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa

Trabalho

“Origens” – Ana Cristina Renner dos Santos – Escola de Educação Básica Tiradentes (Nova Palma)
“Dificuldades na exportação de gado de corte no brasil” – Antônio Flores Augusti Ecke – Instituto Estadual Luiz Guilherme do Prado Veppo
“O monitoramento de preços de uma janta: a inflação e a deflação dos produtos pesquisados” – Nathália Wiethan Pallotti – Colégio Antônio Alves Ramos

Texto: Pedro Pereira, estudante de jornalismo e estagiário da Agência de Notícias
Fotos: Pedro Pereira, José Carlos Vargas e Lucas Brondani
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/24/edicao-historica-da-jai-tera-apresentacao-de-quase-seis-mil-trabalhos Tue, 24 Oct 2023 17:47:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64244 Com 5.880 trabalhos submetidos e 5.794 aprovados para apresentação, a JAI 2023 já iniciou histórica. Segundo o coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e representante da equipe de organização da JAI Leandro Souza da Silva, “essa é a maior JAI de toda a história, em termos de trabalhos submetidos”, com 38% a mais de adesão do que no ano passado.

Os trabalhos são divididos nos salões de iniciação científica, extensão, ensino e pós-graduação, e distribuídos em dez sessões de pôsteres – enquanto no ano passado foram sete – e seis sessões orais, com cerca de 55 salas simultâneas de apresentação. Devido à alta demanda de apresentações orais, foi necessário o acréscimo de uma sessão oral extra para contemplar todos os trabalhos inscritos. 

Trabalhos submetidos tiveram aumento de 38% em relação a 2022

Jornadas se iniciam e se perpetuam 

Apesar de estar na 38ª edição, cada JAI traz novos aspectos e novos começos. As estudantes do 7º semestre de Medicina Veterinária da UFSM Larissa Bitencourt e Larissa Ritter experienciam a sensação de apresentar seus trabalhos no evento pela primeira vez. Mesmo com a ansiedade de apresentar, elas ressaltam também a animação para prestigiar os trabalhos dos colegas, a oportunidade de aprimorar o currículo, aprender a fazer trabalhos acadêmicos e desenvolver a comunicação. “Tudo isso dentro da Universidade é uma grande oportunidade para nos prepararmos para quando tivermos em um evento fora, já vamos saber como fazer, vai se tornar um processo bem mais simples”, afirma Larissa Bitencourt. 

Também tem aqueles que colecionam memórias, como é o caso do professor de Patologia Clínica Veterinária Alexandre Krause, que avalia trabalhos na JAI desde 2010. Além de mais de uma década como avaliador, o professor esteve presente na primeira edição da Jornada Acadêmica, em 1984, ainda como aluno. Para ele, a JAI tem um papel fundamental para oportunizar, muitas vezes, a primeira participação em eventos científicos e despertar o interesse dos alunos em áreas como a iniciação científica, que fez parte de seu currículo desde o primeiro semestre de graduação. Já para os docentes, a JAI possibilita a noção do que está sendo desenvolvido na Universidade e, para Alexandre, participar como avaliador é uma forma de valorizar o trabalho dos alunos. “Desde que eu estou aqui [como professor], eu participei de todas as JAIs”, conta ele.

Troca e acolhimento

Além de estar prevista a recepção de mais de 500 estudantes dos outros campi da UFSM, alunos de outras instituições também participam do evento, como é o caso de Milena Aprato e Helena da Cruz, que vieram da Universidade Regional Integrada (URI) de Santiago apresentar na UFSM. A partir da atividade proposta por uma disciplina do curso de Medicina Veterinária no formato da JAI, surgiu a ideia de não apenas executar a avaliação, mas levá-la para o evento. O trabalho, na área de dermatologia, apresenta resultados parciais de um tratamento de piodermite profunda canina, uma infecção bacteriana na pele do animal, ocasionada por lesões, que causam coceiras e levam o animal a lamber e mordiscar o local. Milena conta que a troca com estudantes da UFSM está sendo essencial para passar segurança, além de possibilitar a interação com diversos trabalhos importantes. “Estamos vendo as pessoas se comprometerem com a avaliação. Apesar do nervosismo de todos os acadêmicos, isso faz parte. Está sendo muito bom estar aqui, agradecemos a oportunidade e agradecemos ao campus”, conclui ela.

Milena Silveira, estudante do sétimo semestre de Medicina Veterinária da UFSM, foi quem acolheu as alunas de Santiago, dando suporte e dividindo o nervosismo. Com o trabalho voltado para o relato dos efeitos maléficos ocasionados pelas dietas hiperproteicas – com alto teor de proteína e com baixo teor de energia – na eficiência reprodutiva de gados de corte, ela busca mostrar que, mesmo muitas vezes passando despercebidas, as dietas têm grande relevância até no ciclo reprodutivo dos animais.

Para Milena, a JAI mostra o potencial da UFSM em abranger diversas pessoas e conhecimentos. “Podemos perceber como a UFSM, em uma manhã só, consegue tratar sobre diversas coisas. Com esse networking, essa troca de conhecimento, obviamente com aquela quantidade de nervosismo, mas acho que é uma sensação muito boa, podemos estar agregando conhecimento e ter essa troca”, relata.

O papel dos monitores

A JAI também conta com mais de 80 monitores, que prestarão auxílio durante o evento. Porém, o trabalho dos monitores também é essencial para passar segurança aos alunos. Youdeline Jacques, estudante do 9º semestre de Odontologia, já apresentou trabalhos na JAI, mas é monitora pela primeira vez. Apesar de sua função ser orientar as pessoas a respeito do banner, da localização e responder dúvidas, para ela o papel de passar confiança aos alunos é essencial. “Eu vi que é muito importante também eu passar confiança pra eles, às vezes não tem avaliador e eles ficam preocupados e a gente está aqui pra deixá-los um pouco mais calmos. A minha função, eu vi que é de grande importância”, relata.

A apresentação de trabalhos ocorre por área de conhecimento. Confira o cronograma no site da JAI.

Apresentações de trabalhos durante a 38ª JAI:

Texto: Júlia Maciel Weber, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Gabriel Escobar da Silva, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/24/vem-vamos-lutar-ecoar-um-so-grito-2o-brasil-terra-indigena-tem-inicio-na-ufsm Tue, 24 Oct 2023 13:41:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64238
Deputada federal Célia Xakriabá participou de forma remota

Com “Mulheres: corpos territórios indígenas em resistência”, a UFSM promoveu o início da 2ª edição da semana “Brasil Terra Indigena – O Futuro é Ancestral”. O painel ocorreu no auditório do prédio 18 (CCNE), noite de segunda-feira (23), e contou com a participação de lideranças indígenas como a deputada federal Célia Xakriabá (de forma online) e a cacika do Povo Pitaguary Clécia Pitaguary. O objetivo é promover a cultura indígena dentro da Universidade.

O tema deste ano, “O Futuro é Ancestral”, foi pensado a partir da ideia de que é preciso aprender com o passado para podermos mudar o futuro. É o que destaca Xainã Pitaguary, aluno de Direito da UFSM e um dos coordenadores do evento. Para ele, é muito importante que possamos refletir sobre nossa humanidade e que possamos nos reconectar com os valores ancestrais, buscando a sabedoria dos povos indígenas para preservar a natureza e mudar o futuro. Ele ainda destaca que a UFSM é uma referência na assistência indígena, sendo a primeira Universidade a possuir uma Casa do Estudante Indigena do Brasil. Por isso, é muito importante que eventos como este sejam implementados na Universidade para demarcar um território que é do povo indígena por direito.

A mesa da cerimônia foi composta pela cacika do Povo Pitaguary Clécia Pitaguary; pela liderança indígena Regina Goj Tej Emilio Kaingang; e pela liderança jovem da Aldeia Miratu, do Pará, Yaa Juruna. A deputada federal Célia Xabriabá, que não pôde estar presente por conta de compromissos no Congresso Nacional, fez uma fala de forma remota, via Google Meet. Ela ressaltou a importância do evento na Universidade para que se discutam pautas de interesses indígenas e que, dessa forma, seja possível demarcar a Universidade, através da caneta, a “fortuna do pensamento”, “a arma do século 21”, segundo ela, que encerrou dizendo: “A Universidade Federal de Santa Maria é um lugar muito importante para a descolonização do pensamento. Nós chegamos para indigenizar e trazer essa diversidade, porque nós entendemos que diversidade sustenta exatamente esse Brasil, esse Brasil profundo, com quase 1,7 milhão de indígenas“. 

Apresentação de crianças Guarani na abertura do evento

A liderança do povo Kaingang Regina Kaingang seguiu a solenidade, e, ao encontro da fala de Célia Xabriabá, destacou que a luta pela demarcação de seus corpos, seus territórios e da universidade é histórica, citando Augusto Ópẽ da Silva, líder Kaingang falecido em 2014. Ela reitera que apenas agora lideranças indígenas femininas estão à frente dessa luta ancestral, e que hoje os indígenas têm voz e que não se calarão novamente, que contarão suas próprias histórias e, principalmente, que as mulheres não serão colocadas como símbolos sexuais.

“É o nosso papel garantir, enquanto mulheres, enquanto lutadoras, enquanto respirarmos, que nenhuma menina será mais violentada em nossos territórios, porque nós estaremos lá. Nós somos as guardiãs”, comentou Regina Kaingang, que encerrou dizendo: “Árvores dão frutos, dão sombra, mas podem cair em cima de quem estiver embaixo dela. Então, somos assim: Kaingang resiste. Temos que resistir para existir. O meu corpo é meu território e quem manda nele sou eu”.

A cacika do Povo Pitaguary, Clecia Pitaguary, destacou a forma como a humanidade vem lidando com o planeta. Ao encontro da edição deste ano do evento, a cacika comentou sobre a desvalorização da vida por parte dos seres humanos. “Nós somos tão mesquinhos que nós colocamos em risco a nossa humanidade. Nós estamos colocando em risco essa raça humana, com tanta agressão que nós causamos à nossa Mãe Terra, ao nosso ambiente, aos nossos animais. E nós nem pensamos nos nossos filhos, nossas crianças que também têm o direito de viver, de conhecer aquilo que foi deixado pelos nossos antepassados”, destacou.

O painel também contou com apresentações artísticas de crianças Guarani, na abertura, e do grupo de dança Kaingang de Ventarra, ao final.

A programação da 2ª edição do “Brasil: Terra Indígena – O Futuro é Ancestral” se estende até sexta-feira (27), com palestras, oficinas de pinturas corporais, rituais tradicionais, apresentações de trabalhos de estudantes indígenas e compartilhamento da cultura ancestral.

Texto: Andreina Possan da Rosa, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Reprodução
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>
Especial – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/10/23/entrega-do-premio-tese-ufsm-2023-marca-a-abertura-da-38a-jai Mon, 23 Oct 2023 17:26:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=64216
Quinteto de cordas da Orquestra Sinfônica abriu a programação

Com a trilha sonora embalada pelo quinteto de cordas da Orquestra Sinfônica de Santa Maria, ocorreu na manhã desta segunda-feira (23) a cerimônia de abertura oficial da 38ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI), no Centro de Convenções da UFSM. Com o tema “O conhecimento transforma a sociedade”, a edição deste ano é a maior já realizada, com quase seis mil trabalhos inscritos nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e inovação. O objetivo do evento é estimular a iniciação de alunos de graduação e de pós-graduação no meio acadêmico, através da troca de experiências e divulgação de trabalhos.

A comissão organizadora do evento, composta por quatro pró-reitorias – Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Graduação (PROGRAD), Extensão (PRE) e Inovação e Empreendedorismo (PROINOVA) – foi representada na fala de abertura pelo coordenador de Pesquisa da PRPGP, Leandro Souza da Silva. Leandro destacou que, depois do desafio de organizar duas edições remotas e dos cortes orçamentários que afetaram a Instituição, a JAI 2023 surge com um tema que ressalta a importância da Universidade na geração de conhecimento e mudança na sociedade.

Já nessa edição, o desafio foi diferente e positivo: a proporção do evento. “Essa é a maior JAI de toda a história, em termos de trabalhos submetidos”, aponta Leandro. Ao todo, foram 5.794 trabalhos aprovados para apresentação, o que representa 38% a mais do que em 2022. As apresentações dos trabalhos serão distribuídas em dez sessões de pôsteres e seis sessões orais, com até 55 salas simultâneas de apresentação. A alta demanda de apresentações orais também levou ao acréscimo de uma sessão extra para acomodar todos os trabalhos. Durante o evento, a UFSM também recebe mais de 500 estudantes dos campi de Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.

Além da apresentação de trabalhos, a JAI conta com uma série de subeventos, que ocorrem pelos espaços dos salões de ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação, voltados para as áreas do conhecimento dos cursos e grupos de pesquisa. A JAI Jovem e a JAI Mirim, destinadas a alunos do ensino médio e fundamental, também ocorrem durante o período. Segundo Leandro, o número de escolas de Ensino Médio e trabalhos inscritos na JAI Jovem dobrou desde a última edição, o que reforça a inserção da UFSM na comunidade regional. A programação completa com todos os eventos pode ser acessada no site da JAI.

Oito trabalhos foram selecionados para representar as diferentes áreas do conhecimento
Liliane Dutra Brignol representou Nathália Drey Costa na premiação

Prêmio Tese UFSM

A cerimônia contou ainda com a fala do reitor, Luciano Schuch, que ressaltou o papel questionador da Universidade e a importância de trazer ao debate assuntos como a literatura, a questão racial e a divulgação científica, alguns dos temas tratados na palestra do professor Alan Brito, que encerrou a programação da cerimônia. Schuch também destacou a JAI como um momento de mostrar o que a Universidade tem de melhor, que são as pessoas, e que, juntas, podem transformar o país através da educação, ensino, pesquisa, extensão e inovação. “Esse é nosso grande objetivo como Instituição”, afirma o reitor.

A novidade da abertura foi a entrega da primeira edição do Prêmio Tese UFSM, criado para valorizar a pós-graduação da Instituição. Foram oito trabalhos selecionados para representar as diferentes áreas do conhecimento, de acordo com as categorias da Editora da UFSM. A iniciativa, idealizada pelo professor e diretor da Editora, Enéas Tavares, foi realizada em parceria com a PRPGP e selecionou um dos trabalhos para receber, dentre outras premiações, a publicação de sua tese em formato de livro.

A primeira vencedora do prêmio foi Nathália Drey Costa, representante do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). O trabalho intitulado “Mediações Comunicativas do trabalho ‘criativo’: novos caminhos, mapas antigos” teve a orientação da professora Liliane Dutra Brignol. Nathália foi representada na cerimônia por Liliane. Os demais concorrentes receberam uma menção honrosa.

Alan Alves Brito foi o palestrante convidado

Palestra de abertura

A palestra da edição foi comandada pelo astrofísico, escritor e professor no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Alan Alves Brito. Com o tema “Oralituras: Divulgação Científica e Tecnológica para ‘Adiar o Fim do Mundo”, Alan debateu as diferentes cosmologias, como as africanas, afro-brasileiras, indígenas e eurocentradas, e a coexistência entre elas.

Ressaltou também a importância do diálogo entre as diferentes culturas e visões de mundo, a fim de construir uma realidade social instruída sobre as relações ético-raciais e, assim, “adiar o fim do mundo, evitar a queda do céu, evitar o colapso de uma sociedade cada vez mais genocida com certos corpos”, conclui Alan.

Confira entrevista concedida por Alan à Agência de Notícias da UFSM.

 

Texto: Júlia Maciel Weber, acadêmica de Jornalismo, voluntária da Agência de Notícias
Fotos: Gabriel Escobar da Silva, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista

]]>