Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Mon, 09 Mar 2026 18:22:01 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/09/ufsm-inaugura-no-dia-31-de-marco-o-foodtech-fablab Mon, 09 Mar 2026 18:20:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72151

A UFSM inaugura, no dia 31 de março, o primeiro laboratório maker de foodtech implementado no Brasil. Integrado ao InovaTec UFSM Parque Tecnológico e viabilizado com recursos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Foodtech FabLab nasce com a missão de promover a inovação e o empreendedorismo no setor de alimentos, bebidas e suplementos, oferecendo infraestrutura avançada, capacitação e serviços especializados para transformar a cadeia alimentar de forma eficiente e sustentável. A cerimônia de inauguração inicia-se às 9h no Espaço Collab – prédio 61H do campus sede

A iniciativa responde a um cenário global marcado por profundas transformações. A pressão por sistemas alimentares mais sustentáveis, cadeias produtivas resilientes e alternativas aos insumos químicos tradicionais se intensifica diante de desafios como insegurança alimentar, instabilidade no abastecimento alimentar, mudanças climáticas e exigências crescentes de qualidade e transparência. Ao mesmo tempo, a reformulação de produtos para atender a novas preferências de consumo exige pesquisa aplicada, agilidade e segurança regulatória. Nesse contexto, ambientes de prototipagem e validação tecnológica tornam-se estratégicos para reduzir o gargalo entre o conhecimento científico e a aplicação no mercado.

Por isso, o FoodTech FabLab nasceu com vocação global. É o resultado de um projeto focado em conectar a excelência acadêmica brasileira às exigências de um mercado internacional em constante evolução. Trata-se de um espaço colaborativo, equipado com tecnologias avançadas, capaz de integrar pesquisadores, estudantes, startups, empresas e representantes do setor regulatório em torno de soluções concretas para os sistemas alimentares do presente e do futuro.

Ambientes maker são espaços de criação que possibilitam aprendizagem prática e incentivam criatividade, experimentação e desenvolvimento de habilidades. Neles, há acesso a ferramentas, equipamentos e plataformas para testes, prototipagem e validação de ideias. No campo das foodtechs, iniciativas com esse perfil ainda são raras no mundo, e no Brasil o Foodtech FabLab se destaca como uma proposta pioneira.

A UFSM já demonstrou sua capacidade de gerar negócios inovadores na área, com empresas como a Baristo e o Delivery Much, criadas por universitários da UFSM e apoiadas pela Pulsar Incubadora Tecnológica, que estão hoje consolidadas no mercado nacional. O novo laboratório amplia essa vocação ao oferecer infraestrutura especializada para que outras iniciativas possam surgir e se desenvolver com maior robustez técnica. E, ainda, o laboratório terá potencial de atuar internacionalmente, em conexão com outros ambientes de inovação, laboratórios de pesquisa e de interação ao redor do mundo.

Empresas deste ramo vêm ressignificando os sistemas alimentares por meio de tecnologias aplicadas ao processamento de alimentos, desenvolvimento de novos ingredientes e produtos, proteínas alternativas, sistemas de entrega por aplicativo (delivery), rastreabilidade, varejo, food service e soluções para redução de desperdício. O objetivo é tornar a cadeia alimentar mais eficiente, segura, e sustentável, atendendo às demandas crescentes por alimentos de alta qualidade e com menor impacto ambiental.

O Foodtech FabLab

Mais do que um laboratório, o Foodtech FabLab é uma plataforma de inovação estruturada para transformar ideias em soluções viáveis, sustentáveis e regulatoriamente seguras. Sua organização se apoia em eixos estratégicos (tecnologias disruptivas, sustentabilidade e regulatório) que atuam de forma integrada para reduzir riscos, acelerar validações e ampliar o potencial de mercado dos projetos desenvolvidos.

A infraestrutura contempla o Food Maker Space, a Experience Box para análise sensorial, a Kitchen 3.0 e sala de reuniões para articulação com parceiros. No núcleo tecnológico, o laboratório dispõe de equipamentos como impressora 3D de alimentos, pasteurizador a fio, extrusora de proteínas, extrator de aromas sem solvente, emulsificador nano e sistemas de secagem. Essa combinação permite desenvolver e testar soluções em diferentes frentes, como vegetais minimamente processados, bebidas funcionais, proteínas de origem animal e vegetal, emulsões, aromas naturais, aplicações com micro-organismos, massas e panificação.

Na prática, isso significa que pesquisadores, startups e empreendedores poderão prototipar novos ingredientes, reformular produtos, validar processos industriais em escala piloto e testar modelos de produção antes de investir em escala comercial. O ambiente foi concebido para encurtar o ciclo entre concepção, validação técnica e entrada no mercado, reduzindo incertezas tecnológicas e econômicas.

A sustentabilidade não é apenas um princípio orientador, mas um elemento mensurável do processo produtivo. A cozinha experimental conta com sensores capazes de monitorar consumo de insumos, geração de resíduos, sobras e uso de água, permitindo construir métricas ambientais e orientar decisões baseadas em dados. Essa abordagem favorece o desenvolvimento de produtos com menor impacto ambiental e contribui para a construção de cadeias produtivas mais responsáveis e eficientes.

O eixo regulatório diferencia o Foodtech FabLab ao integrar, desde o início, a interlocução com órgãos municipais, estaduais e federais. A regulamentação é um dos principais desafios na indústria de alimentos, onde padrões rigorosos de qualidade, segurança e saúde são indispensáveis para a comercialização de novos produtos. O laboratório atuará em estreita colaboração com instituições como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Mapa, além de dialogar com referências internacionais, assegurando que as inovações avancem com respaldo técnico e jurídico.

O FabLab poderá oferecer suporte técnico e consultoria para empresas e startups, auxiliando na compreensão e no atendimento aos requisitos legais desde as fases iniciais de desenvolvimento. Atuando como interlocutor, o laboratório ajudará a desburocratizar processos que, por vezes, podem ser complexos e demorados e que comumente causam atrasos no lançamento de inovações no mercado devido à falta de conformidade regulatória.

Outro compromisso central é a formação de talentos. O ambiente foi concebido para promover aprendizagem ativa, criativa e prática, estimulando tanto competências técnicas quanto habilidades comportamentais. A proposta é formar especialistas da UFSM (estudantes dos cursos de Nutrição, Tecnologia em Alimentos, do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos e de grupos de pesquisa da área) e também profissionais externos, ampliando o impacto para além da universidade.

A inauguração do espaço foi precedida pelo investimento na formação de capital humano. Em 2025, o InovaTec lançou o programa FoodTech Skills, voltado à capacitação de estudantes, pesquisadores e empreendedores para atuação em ambientes de inovação em alimentos. Inicialmente centrado em conteúdos técnicos e regulatórios, o programa passa agora a integrar teoria e prática no próprio laboratório, preparando profissionais para explorar plenamente o potencial da nova infraestrutura. Cerca de cem pessoas já foram atingidas com as ações do Foodtech Skills que trataram sobre registros de produtos e boas práticas laboratoriais, regulamentações sanitárias, sistemas avançados de microondas e extrusão em alimentos.

A inauguração

Com proposta de ambiente aberto e colaborativo, o FoodTech FabLab chega para ampliar as possibilidades de conexão entre a Universidade, a comunidade, o mercado e a indústria. Instalado no Prédio 61H do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, o espaço favorece parcerias estratégicas, estimula a criação de negócios de base científica e tecnológica e fortalece o desenvolvimento regional.

Nos próximos meses a meta é integrá-lo plenamente às atividades acadêmicas e empresariais, consolidando-o como polo de referência na área de alimentos. A partir dessa articulação, o laboratório deverá impulsionar novos projetos, atrair investimentos e posicionar ainda mais Santa Maria como rota no mapa da inovação regional e nacional.

No dia 31, o InovaTec UFSM estará de portas abertas para receber a comunidade neste novo espaço, conectar ideias e celebrar mais uma nova etapa da inovação na UFSM.

Texto: Assessoria de Comunicação do InovaTec

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/03/04/inovatec-ufsm-vai-inaugurar-o-foodtech-fablab-no-dia-31-de-marco Wed, 04 Mar 2026 21:22:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=72123

O InovaTec UFSM Parque Tecnológico realiza no dia 31 de março a solenidade de inauguração do Foodtech FabLab, o qual foi viabilizado com recursos do Ministério da Agricultura e Pecuária e é considerado o primeiro fablab do setor de tecnologia de alimentos da América Latina. Trata-se de um espaço de prototipagem, validação tecnológica e desenvolvimento de soluções. Sua missão é promover a inovação e o empreendedorismo no setor de alimentos, bebidas e suplementos, para transformar a cadeia alimentar de forma eficiente e sustentável. Marcada para as 9h, no Espaço Collab (prédio 61H do campus sede), a cerimônia marca a abertura de um espaço estratégico e colaborativo com infraestrutura avançada, capaz de integrar pesquisadores, estudantes, startups, empresas e representantes do setor regulatório em torno de soluções concretas.

Com informações da Assessoria de Comunicação do InovaTec.

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/13/projeto-da-ufsm-transforma-residuos-da-producao-de-sucos-em-micro-e-nanocelulose-sustentavel Fri, 13 Feb 2026 21:46:10 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71995 A UFSM, em parceria com a Golden Indústria e Comercio de Sucos de Frutas, Bebidas e Seus Derivados Ltda, está desenvolvendo o projeto “Obtenção de micro e nanocelulose a partir de resíduos da produção de sucos de uva e maçã”. A pesquisa tem como foco a transformação de resíduos agroindustriais em materiais nanotecnológicos sustentáveis e conta com financiamento da Faurgs.

A iniciativa utiliza resíduos gerados pela produção de sucos, especialmente da uva, provenientes de empresas do Rio Grande do Sul, com destaque para a Golden. O objetivo é converter um material considerado problema ambiental em micro e nanocelulose, agregando valor ao resíduo. “O que antes era um descarte em grande volume passa a ser um material com alto potencial tecnológico”, destaca a coordenadora do projeto, professora Carolina Jauris, do Departamento de Química da UFSM.

A nanocelulose obtida possui diversas possibilidades de aplicação, como reforço de materiais poliméricos, desenvolvimento de polímeros biodegradáveis e uso na agricultura. Segundo a coordenadora, a proposta está diretamente ligada à economia circular. “Estamos transformando um resíduo da produção de uva em um material que pode, inclusive, retornar à própria cadeia produtiva”, explica.

Um dos diferenciais do projeto é o desenvolvimento de uma tecnologia inédita para a obtenção da nanocelulose, baseada em uma rota ecologicamente correta. O método proposto não utiliza reagentes perigosos, como ácidos ou bases fortes, comumente empregados em processos tradicionais. “Nossa intenção é desenvolver uma tecnologia verde, que não gere novos resíduos e reduza o impacto ambiental”, afirma Jauris.

A parceria com a empresa teve início em 2023, a partir de visitas técnicas e estudos preliminares que identificaram o potencial dos resíduos. Inicialmente, foram realizados testes com cascas de maçã, e posteriormente o foco passou a ser os resíduos da produção de suco de uva, principal matéria-prima da região da Serra Gaúcha. Atualmente, o projeto está na fase de adaptação da tecnologia para esses resíduos, com etapas já concluídas e outras em andamento.

Além do avanço científico, a pesquisa contribui para a formação de recursos humanos, com a concessão de bolsas para estudantes de mestrado e de iniciação científica, bem como recursos para participação em eventos e visitas técnicas. “A formação de alunos é um dos pilares do projeto, junto com o desenvolvimento tecnológico”, ressalta a coordenadora.

Os benefícios para a sociedade incluem a redução do volume de resíduos destinados a aterros, a diminuição do uso de plásticos derivados do petróleo e a mitigação de impactos ambientais. A tecnologia também tem potencial para gerar empregos e renda, a partir da futura implantação de plantas de produção. “Trata-se de uma solução que une sustentabilidade, inovação e impacto social”, conclui Jauris.

Ao final do projeto, a expectativa é concluir a etapa de pesquisa, obter a patente do processo e avançar para fases posteriores de escalonamento industrial, consolidando uma tecnologia sustentável para a transformação de resíduos em micro e nanocelulose.

Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/02/10/projeto-da-ufsm-utiliza-tecnologia-lidar-para-otimizar-o-desempenho-de-aerogeradores-eolicos Tue, 10 Feb 2026 21:35:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71982 O projeto “Validação e aprimoramento de sistema de detecção de desalinhamento de yaw em aerogeradores utilizando Lidars em ambiente relevante” está em desenvolvimento pela UFSM em parceria com a Engie Brasil Energia S.A. e com apoio da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS). A pesquisa é coordenada pelo professor Claiton Moro Franchi, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, e tem como objetivo otimizar o desempenho de parques eólicos por meio da correção do desalinhamento dos aerogeradores em relação à direção do vento.

A iniciativa busca solucionar um problema recorrente na geração eólica: o desalinhamento causado por medições imprecisas do sensor de direção do vento, conhecido como biruta. Segundo o coordenador, quando esse sensor não está corretamente calibrado, o aerogerador deixa de se posicionar de forma ideal. “O desalinhamento ocorre quando o sensor não identifica com precisão a direção do vento, comprometendo o desempenho do equipamento”, explica Franchi.

Para corrigir essa falha, o projeto utiliza um equipamento Lidar (sigla em inglês para “light detection and ranging”), capaz de medir a direção do vento com maior precisão. A proposta é empregar o Lidar de forma estratégica, instalando-o temporariamente em um aerogerador para coletar dados e, a partir disso, desenvolver um algoritmo de inteligência artificial que permita corrigir e calibrar as medições da biruta. “A inovação está justamente na criação desse algoritmo, que permite corrigir o sensor e repetir o processo em outros aerogeradores”, destaca o coordenador.

Atualmente, o projeto encontra-se na fase de alocação de recursos e mobilização da equipe. Participam da pesquisa docentes do departamento e estudantes de pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos bolsistas. As atividades incluem a logística de transporte do equipamento, a instalação do Lidar e a realização das medições em um parque eólico localizado no interior da Bahia. “É um projeto de grande complexidade e com prazo curto, o que exige uma logística bastante cuidadosa”, ressalta Franchi.

A execução envolve ainda treinamentos específicos, como cursos de trabalho em altura, já que a instalação ocorre em aerogeradores com cerca de 80 metros. Parte da capacitação contará com o apoio de uma equipe internacional, responsável por orientar os pesquisadores antes das atividades em campo.

A parceria com a Engie Brasil Energia S.A. é fundamental tanto para o financiamento de bolsas quanto para o acesso à infraestrutura necessária. De acordo com o coordenador, a colaboração com empresas é essencial, especialmente em uma área que depende de dados industriais. “O acesso aos dados e à fazenda eólica comercial é algo de enorme valor para a pesquisa”, afirma.

Além do apoio financeiro, a parceria permite a instalação do equipamento em um ambiente real de operação, o que amplia a relevância dos resultados. O projeto marca também a primeira instalação, no Brasil, de um Lidar da fabricante ZX em um parque eólico, reforçando o caráter inovador da iniciativa.

Os benefícios esperados vão além do avanço científico. A correção do desalinhamento dos aerogeradores pode aumentar a geração de energia em até 2%, tornando a operação dos parques mais eficiente. “Esse ganho representa um impacto significativo, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental”, explica Franchi, ao destacar a contribuição do projeto para a descarbonização e para o fortalecimento das fontes renováveis de energia.

Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2026/01/19/ufsm-desenvolve-dispositivo-para-deteccao-e-rastreamento-de-pecas-em-linhas-produtivas Mon, 19 Jan 2026 13:46:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71874 A UFSM iniciou o desenvolvimento de um dispositivo capaz de detectar, rastrear e coletar dados sobre o deslocamento de peças em linhas produtivas, com foco na realização de cronoanálises industriais. O projeto, intitulado “Desenvolvimento de dispositivo de detecção e rastreamento de peças em linha produtiva com levantamento de dados para cronoanálise”, é coordenado pelo professor Fábio Mariano Bayer, do Departamento de Estatística da UFSM, e conta com investimento de mais de R$ 430 mil.

A proposta surgiu a partir do interesse da empresa PowerMig, posteriormente adquirida pela multinacional Lincoln Electric do Brasil, em aplicar o que está proposto em um depósito de pedido de patente desenvolvido por pesquisadores ligados à UFSM, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A tecnologia, registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), descreve um método de rastreamento de imagens em vídeo com baixo custo computacional, adequado para dispositivos de recursos limitados. A partir do edital de Propriedade Intelectual da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a empresa identificou a oportunidade de transformar essa proposta contida no pedido de patente em uma solução para monitorar, de forma automática, o fluxo de peças durante processos de soldagem.

“A empresa tinha a necessidade de acompanhar o movimento das peças ao longo da linha de montagem, coletar dados e gerar estatísticas de tempo em cada etapa. Nossa patente se encaixava bem nesse desafio”, explica Bayer. Segundo ele, o dispositivo permitirá automatizar o monitoramento e produzir análises precisas sobre gargalos e oportunidades de otimização nos processos industriais.

O projeto integra diferentes áreas, como visão computacional, processamento de sinais, modelagem estatística e desenvolvimento de hardware. A UFSM é responsável pela coordenação geral e pela modelagem estatística dos dados, enquanto que as equipes UFRPE e da UFPE lideram a construção do protótipo físico e sua implementação tecnológica. A Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) realiza a gestão administrativa da iniciativa.

Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto também envolve deslocamentos entre os grupos de pesquisa de Santa Maria, Pernambuco e Caxias do Sul, onde está sediada a empresa. Os recursos incluem bolsas para os pesquisadores e verbas para passagens, diárias, aquisição de materiais e compra de equipamentos permanentes destinados à UFSM.

Mesmo em estágio inicial, Bayer destaca a importância da iniciativa para o fortalecimento da relação entre universidade e setor produtivo. “No Brasil, essa interação ainda é incipiente. Projetos como este são fundamentais para consolidar essa aproximação e gerar impacto social e tecnológico”, afirma. Esta é a primeira vez que o grupo de pesquisa coordenado por ele participa de um projeto formalmente financiado por uma empresa.

Os resultados esperados incluem o desenvolvimento de um protótipo funcional capaz de atender às demandas industriais da Lincoln Electric. A viabilidade de transformar a tecnologia em um produto comercial dependerá do nível de maturidade alcançado durante a pesquisa e das negociações posteriores entre a universidade e a empresa.

Bayer acredita que o projeto poderá abrir portas para futuras colaborações. “É uma experiência nova e desafiadora, mas que tem potencial para se tornar um modelo para trabalhos futuros, ampliando a participação de alunos e fortalecendo a pesquisa aplicada dentro da universidade.”

Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/03/ufsm-desenvolve-tecnologia-inedita-no-brasil-para-acionar-motores-eletricos-de-altissima-rotacao Wed, 03 Dec 2025 18:30:27 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71555 A UFSM está desenvolvendo um projeto inédito no Brasil para criar um sistema capaz de acionar motores elétricos que giram em velocidades extremamente altas, chegando a 30 mil rotações por minuto. O estudo, coordenado pelo professor Rodrigo Padilha Vieira, é realizado em parceria com a empresa Imobrás e conta com apoio da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), responsável pela gestão financeira.

O objetivo é construir um equipamento que controle esse tipo de motor de forma eficiente, segura e precisa. Para isso, a equipe está criando um novo modelo de inversor (o dispositivo que “liga e comanda” o motor), usando componentes mais modernos e rápidos. Esses componentes, feitos de carbeto de silício, permitem que o motor trabalhe em velocidades maiores e com menos perdas de energia. Hoje, não existe no mercado brasileiro um equipamento desse tipo para motores da faixa de potência que o projeto pretende atender. Como explica Vieira, “estamos desenvolvendo um produto que hoje não existe no Brasil, uma solução especializada que servirá para aplicações que exigem muita velocidade e muita potência”.

Segundo o coordenador, essa parceria entre universidade e empresa traz benefícios para todas as partes. A Imobrás investe no desenvolvimento de um novo produto que pretende comercializar no futuro. Já a UFSM recebe bolsas de estudo para alunos, ganha equipamentos para o laboratório e aproxima estudantes e pesquisadores de tecnologias avançadas. Vieira destaca que “os alunos têm contato com pesquisas de ponta, comparáveis às que são feitas em países desenvolvidos, o que ajuda a formar profissionais qualificados”.

No momento, o projeto está testando os primeiros protótipos do sistema. A expectativa é que, até o final de 2027, seja entregue um modelo totalmente funcional, capaz de competir com tecnologias internacionais. A equipe acredita que o resultado terá alta eficiência e poderá ser usado em diferentes áreas da indústria. Entre os ganhos esperados estão a criação de métodos mais modernos para controlar motores, a validação de novos tipos de inversores e a formação de mão de obra especializada.

Além de fortalecer a pesquisa e o ensino, o projeto contribui para o desenvolvimento tecnológico nacional, já que a empresa escolheu investir em uma solução brasileira em vez de importar equipamentos prontos. Para Vieira, essa decisão é estratégica: “quando a tecnologia é desenvolvida aqui, o país ganha autonomia e fortalece sua capacidade de inovação”.

Texto: Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/12/02/coordenadora-do-guriastec-conquista-premio-para-mulheres-na-ciencia-do-grupo-loreal Tue, 02 Dec 2025 13:35:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71540 Fotografia colorida horizontal. A direita está Renata. Uma mulher de pele clara, cabelo escuro e curso. Ela veste uma camiseta preta. Ela escreve formulas científicas em um quadro branco
Renata é coordenadora do GuriasTec e professora do Departamento de Estatística da UFSM

O Prêmio Para Mulheres na Ciência, iniciativa do Grupo L’Oréal no Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a Unesco, completa 20 anos em 2025. Nesta edição, a pesquisadora reconhecida na categoria Ciências Matemáticas foi a professora Renata Rojas Guerra, do Departamento de Estatística da UFSM e coordenadora do GuriasTec (UFSM/CNPq). Além dela, outras sete pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas, Ciências da Engenharia e Tecnologia foram contempladas com bolsas-auxílio no valor de R$ 50 mil.

Renata Guerra foi eleita, em 2023, membra afiliada da Academia Brasileira de Ciências (ABC) para o período de 2024 a 2028. Em 2024, foi selecionada como jovem embaixadora do International Statistical Institute na International Biometric Conference, realizada em Atlanta, Estados Unidos. Suas pesquisas abrangem análise de sobrevivência, econometria, teoria de distribuições, processamento estatístico de imagens e sinais, além de modelos dinâmicos e de regressão para séries temporais duplamente limitadas.

A pesquisadora destaca a importância da premiação como incentivo para meninas e mulheres: “Espero que essa visibilidade ajude a inspirar mais mulheres e meninas a se interessarem pela minha área e que seja uma forma de fazer com que as atividades realizadas pelos nossos grupos de extensão, o GuriasTec e o StatUFSM, cheguem a mais pessoas”, afirma Renata.

A iniciativa tem como objetivos impulsionar trajetórias científicas femininas e ampliar a representação das mulheres em campos essenciais para o desenvolvimento do país. O prêmio integra um programa global que contempla mais de 350 jovens cientistas por ano, em 110 países, por meio de ações regionais e nacionais. No Brasil, mais de 140 pesquisadoras já foram reconhecidas, totalizando R$ 7 milhões investidos em projetos científicos liderados por mulheres. A cerimônia de entrega da premiação será realizada no dia 4 de dezembro, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, em evento fechado.

Texto e fotos: Luciana Mendes, GuriasTec

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/27/equipe-taura-bots-conquista-3o-lugar-na-competicao-brasileira-de-robotica Thu, 27 Nov 2025 22:46:22 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71498 A equipe Taura Bots, vinculada ao Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, conquistou o terceiro lugar na categoria Small Size League/Entry Level (SSL) da Competição Brasileira de Robótica (CBR) 2025, realizada em outubro, em Vitória (ES). A CBR é a etapa nacional da RoboCup, um dos maiores eventos de robótica do mundo. O resultado consolida a retomada e o crescimento do projeto, que há mais de dez anos atua na formação prática de estudantes e no desenvolvimento de tecnologias em robótica.

Futebol de robôs

Fundada no ano de 2013, a equipe Taura Bots foi criada com o objetivo de aplicar os conhecimentos dos cursos de tecnologia por meio de projetos de robótica competitiva. Inicialmente dedicada ao futebol de robôs humanoides, a equipe diversificou suas áreas de atuação com o passar dos anos, participando de competições internacionais, projetos de carros autônomos e modalidades como tiro com arco, na qual chegou a ser campeã mundial. Após um período de descontinuidade causado pela pandemia, o grupo passou por uma reconstrução e retomou suas atividades, no início de 2024, com o objetivo de participar da competição.

Foto horizontal. A imagem mostra uma reprodução de um campo de futebol, semelhante a uma mesa de futebol de botão, na qual aparecem cinco pequenos robôs em formato cilíndrico. Uma pequena bola está posicionada no centro da cancha.
A conquista da equipe da UFSM foi em um campeonato de futebol de robôs autônomos, na categoria Small Size League/Entry Level

Atualmente coordenada pelo professor Anselmo Rafael Cukla, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica, a equipe Taura Bots conta com cerca de 20 membros distribuídos entre suas subequipes, que abrangem robôs de futebol das categorias Small Size League (SSL) e Very Small Size Soccer (VSSS), além do desenvolvimento de drones autônomos. O projeto reúne estudantes de diferentes cursos – como Engenharia de Controle e Automação, Engenharia da Computação, Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia Aeroespacial – que atuam de forma integrada nos setores de mecânica, software, eletrônica e comunicação.

Robôs autônomos e estratégias de jogo: como é a competição

A categoria Small Size League/Entry Level consiste em partidas de futebol de robôs totalmente autônomos, nas quais times formados por três robôs competem entre si em uma dinâmica semelhante ao futebol tradicional. Os robôs – pequenos veículos com rodas capazes de se deslocar, driblar e chutar a bola – recebem comandos a partir de um sistema de visão computacional. Uma câmera instalada acima do campo identifica a posição de cada robô e da bola, enquanto um software processa essas informações e envia, via rádio, instruções de movimento e tomada de decisão. “Os robôs jogam sozinhos. A partir do momento em que a partida começa, ficamos apenas assistindo”, explicaram os integrantes. Com dois tempos de cinco minutos e regras específicas, como faltas, substituições e pedidos de time out, a competição exige precisão técnica, estratégia e controle rigoroso do comportamento dos robôs durante as partidas.

Segundo os integrantes Gabriel Niederauer, René Gargano Ferrari e Maria Rita Piekas, que representaram a equipe na competição, este é um dos principais desafios técnicos: integrar visão computacional, tomada de decisão e controle de movimento, ajustando tudo em tempo real no ambiente da competição. Muitos testes precisaram ser feitos no local para compensar variáveis como escorregamento das rodas, atraso na comunicação entre os robôs e diferenças entre o simulador e o campo real.

“Nós aprendemos a não desistir no primeiro problema que aparecer. Precisamos confiar no trabalho que fizemos”, afirma Gabriel, capitão da equipe e acadêmico de Engenharia de Controle e Automação. Ele destaca que a conquista foi resultado da persistência da equipe e da capacidade de identificar soluções rápidas entre uma rodada e outra.

A integrante Maria Rita Piekas reforça essa percepção ao recordar o desempenho da equipe durante a competição. “A gente perdeu o primeiro jogo e depois fomos até o final. Depois que a gente perdeu o primeiro jogo, a gente focou muito em consertar os pontos fracos e, depois disso, até esse momento do final, a gente ganhou todos.” Para o grupo, o pódio simboliza justamente essa evolução coletiva e o amadurecimento técnico alcançado ao longo do processo.

A edição deste ano contou com nove universidades na categoria Entry Level (categoria de entrada), representando diferentes estados brasileiros. A Taura Bots avançou até a semifinal, na qual enfrentou o time favorito, mais forte do campeonato. Apesar da derrota impedir o acesso à final, a equipe venceu os demais confrontos e garantiu seu lugar no pódio.

Trajetória e formação interdisciplinar

Ao longo dos anos, a Taura Bots participou de intercâmbios com laboratórios na Alemanha, competições internacionais e eventos científicos. Parte das pesquisas desenvolvidas pelos estudantes já resultou em artigos apresentados na Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM e no Simpósio Brasileiro de Robótica, incluindo trabalhos sobre drones autônomos e estruturas mecânicas proprietárias.

A reconstrução recente da equipe também envolveu o desenvolvimento de novos robôs criados totalmente do zero. Segundo Maria Rita e René, esse processo fortaleceu a integração entre cursos e ampliou o caráter formativo do projeto. “O laboratório é um espaço onde diferentes áreas se encontram. Cada estudante aprende com a área do outro, e isso cria um ambiente de desenvolvimento técnico e pessoal”, destacam.

Além das competições, o laboratório da Taura Bots também serve de suporte para atividades práticas de disciplinas de engenharia e computação, oferecendo infraestrutura e equipamentos que permitem aos estudantes participantes do projeto aplicar conteúdos do curso em projetos reais.

Parcerias e desafios de financiamento

Embora conte com apoio institucional para deslocamentos e inscrições na competição, a equipe não recebe verba direta da universidade para o desenvolvimento dos robôs. Por isso, depende de parcerias com empresas e do uso eficiente do laboratório.

Atualmente, a Taura Bots possui apoio de empresas como SolidWorks, Allegro e tecnologias da Nvidia, que fornecem licenças, componentes eletrônicos e unidades de processamento. Os estudantes explicam que, mesmo sem um apoio financeiro, esses recursos são essenciais para manter o nível técnico dos projetos.

Planos para 2026

Após o pódio em Vitória, a equipe já concentra seus esforços em aprimorar os robôs da categoria Small Size League/Entry Level. Segundo os integrantes, o principal objetivo para 2026 é aumentar a velocidade dos robôs, hoje considerada baixa, para competir em condições mais desafiadoras. Isso exigirá uma reformulação do projeto mecânico e eletrônico, com a adoção de ajustes nos sistemas de controle.

Com os robôs atualmente funcionando de forma estável, a equipe destaca que o próximo ciclo de desenvolvimento será mais eficiente, pois agora é possível testar melhorias diretamente em campo, diferentemente do período inicial, em que as partes eram desenvolvidas separadamente e em simuladores.

Para acompanhar o desenvolvimento dos projetos, os bastidores da preparação para as próximas competições e demais atividades do grupo, a Taura Bots divulga atualizações em seu Instagram: @taurabots.

Texto: Subdivisão de Divulgação e Editoração da Pró-Reitoria de Extensão

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/27/ufsm-testa-medicamento-para-tratar-peixes-ornamentais-infectados-com-parasitas Thu, 27 Nov 2025 22:20:08 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71497 A UFSM está à frente de um novo projeto voltado ao setor da aquicultura ornamental. Intitulado “Testes de produtos e compostos para indústria de organismos aquáticos ornamentais”, o estudo tem como objetivo avaliar a eficácia de um medicamento desenvolvido para o tratamento de parasitas que acometem peixes de aquário, em especial aqueles que causam pequenos pontos brancos na superfície dos animais.

O projeto, coordenado pelo professor Bernardo Baldisserotto, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFSM, é financiado pela Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec), e conta com a parceria da startup Sample. A iniciativa integra o Programa de Apoio a Parcerias Universidade/Empresa e está em andamento desde janeiro de 2025, com previsão de término em junho de 2026.

Segundo Baldisserotto, o projeto foi solicitado pela empresa paulista, que busca registrar o produto junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura. “A startup entrou em contato para testar um produto que deseja comercializar e registrar, voltado ao tratamento de parasitas de peixes ornamentais. Nosso papel é realizar os testes de eficácia para verificar se ele realmente funciona”, explica o coordenador.

Os experimentos seguem duas etapas principais: testes in vitro, em que o produto é aplicado diretamente sobre o parasita para determinar a concentração ideal; e testes in vivo, realizados em peixes experimentalmente infectados. “Primeiro, verificamos a resposta do parasita ao produto em laboratório. Depois, aplicamos o tratamento em peixes infectados para avaliar a eficácia em condições reais”, detalha o pesquisador.

A parceria entre a UFSM, a Fatec e a empresa privada permite que a universidade atue como ponte entre a pesquisa acadêmica e as demandas do setor produtivo. “A Fatec faz a comunicação com a empresa, que envia o material e os recursos. Nós realizamos os testes e repassamos os resultados, que são então encaminhados à empresa”, afirma Baldisserotto.

Embora o projeto seja de curta duração, ele também contribui para a formação acadêmica. “A principal vantagem, nesse caso, é a concessão de uma bolsa de três meses para uma pesquisadora de pós-doutorado, o que ajuda a manter o vínculo e o apoio à pesquisa”, destaca.

Entre os benefícios esperados, o professor ressalta o impacto positivo que um produto eficaz pode trazer à sociedade. “Se o tratamento funcionar, ele poderá auxiliar criadores de peixes ornamentais a reduzir a mortalidade dos animais infectados, o que representa um avanço importante para o setor”, afirma.

Atualmente, o projeto está em sua fase inicial. A equipe aguarda a disponibilidade de peixes infectados naturalmente com o parasita para dar início aos testes experimentais. “Como as temperaturas estão mais baixas, os produtores da região ainda não têm exemplares infectados. Assim que conseguirmos, começamos os experimentos”, explica Baldisserotto.

Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

]]>
Tecnologia – UFSM-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/14/ufsm-e-google-cloud-lancam-programa-de-capacitacao-em-computacao-em-nuvem Fri, 14 Nov 2025 20:20:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71390 O InovaTec UFSM Parque Tecnológico, em parceria com o Google Cloud, lançou o programa Google Career Launchpad, uma iniciativa que busca promover o desenvolvimento de competências profissionais e digitais entre estudantes e docentes da UFSM. O projeto faz parte do pilar “Talentos” do InovaTec e tem como propósito preparar jovens para os desafios do mercado de trabalho, fortalecendo a empregabilidade, o protagonismo estudantil e a conexão com o ecossistema de inovação.

A proposta concede à comunidade acadêmica acesso gratuito e privilegiado à plataforma Google Cloud Skills Boost, que normalmente é paga e pode custar mais de 100 dólares. Por meio dela, os participantes podem realizar a trilha de aprendizagem que conduz à certificação Google Cloud Computing Foundations Certificate, que valida conhecimentos fundamentais sobre computação em nuvem, incluindo infraestrutura, segurança, armazenamento de dados, machine learning e big data.

Segundo Jéssica Medeiros, assistente de comunicação do InovaTec e uma das responsáveis pela execução do programa, o objetivo central é democratizar o acesso a uma educação de ponta em tecnologia. “Mais do que apenas mais um curso no currículo, esse é um programa completo de capacitação que visa desenvolver competências profissionais e impulsionar a empregabilidade da comunidade acadêmica”, explica. “A iniciativa também fortalece o papel do InovaTec como um hub gerador de talentos e agente de desenvolvimento regional”, complementa.

Para Jéssica, o diferencial do projeto está em ir além da certificação. “A inovação está no rompimento com o modelo tradicional, que muitas vezes termina com a emissão de um certificado, sem uma ponte concreta para o mundo do trabalho”, afirma.

O Google Career Launchpad propõe um ciclo completo de formação e inserção profissional. Após a conclusão das trilhas de aprendizagem, os participantes poderão participar da Job Fair da Google Cloud, feira de oportunidades que será realizada em dezembro. O evento conecta diretamente os alunos certificados a empresas parceiras do Google que possuem vagas abertas, funcionando como uma vitrine de talentos qualificados.

No dia 22 de outubro, um webinar com a gerente do Programa de Aprendizado do Google Cloud no Brasil, Adriana Pettengill, marcou o início das atividades de engajamento para a etapa final do curso, apresentando aos alunos os detalhes sobre a Job Fair e as possibilidades de inserção profissional.

A primeira turma do programa já conta com 276 estudantes inscritos, e o foco do InovaTec agora é garantir suporte integral aos participantes durante o percurso de formação. “Nossa missão é dar vida ao projeto dentro da universidade, desde a gestão e divulgação até o acompanhamento dos alunos, para que possam concluir o curso e aproveitar ao máximo essa oportunidade”, explica Jéssica.

De acordo a assessora, a parceria representa um marco estratégico para a UFSM, ao posicionar a instituição como referência em inovação e formação tecnológica. “Essa colaboração consolida a imagem da UFSM como uma universidade conectada às novas demandas do mercado e preocupada em preparar seus alunos para o futuro. Além disso, atua como um fator de atração e retenção de talentos, ao oferecer certificações globais e uma rota clara para o desenvolvimento de carreira”, destaca.

Além dos benefícios diretos à comunidade acadêmica, o projeto também gera impacto social, contribuindo para a formação de profissionais qualificados em computação em nuvem, uma área essencial para o desenvolvimento de soluções tecnológicas em diferentes setores.

Ao final do programa, espera-se não apenas a conclusão das trilhas por parte dos alunos, mas também a efetiva inserção de participantes no mercado de trabalho, a partir da Job Fair e das conexões estabelecidas com empresas parceiras da Google.

“Esperamos ver alunos da UFSM sendo contratados por empresas parceiras da Google e queremos que este projeto sirva como modelo para futuras colaborações, tanto com o Google Cloud quanto com outras organizações. É um passo importante na construção de um ecossistema de inovação mais forte e inclusivo”, conclui Jéssica Medeiros.

Texto: Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo

]]>