Pesquisa sobre humanização no atendimento a pacientes oncológicos reforça impacto da formação na área da saúde
A trajetória acadêmica e profissional de egressos do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PPGEPT) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) segue evidenciando a qualidade da formação oferecida pelo curso. Um dos exemplos é o da pesquisadora Renata Hassler Lopes, que teve artigo publicado em periódico científico classificado como Qualis A2, um dos níveis mais elevados de avaliação da CAPES.
Formada na área da Radiologia, com atuação em radioterapia, Renata construiu sua trajetória a partir do contato direto com pacientes oncológicos. Foi nesse contexto que surgiu o interesse pela humanização no cuidado em saúde. “Ao longo da minha trajetória profissional, percebi a necessidade de aprofundar meus conhecimentos”, explica. Esse movimento a levou ao ingresso no PPGEPT da Universidade Federal de Santa Maria, onde desenvolveu pesquisas voltadas à qualificação da formação profissional e ao atendimento humanizado.

Fonte: Arquivo pessoal da egressa
A pesquisa teve como ponto de partida desafios observados no cotidiano dos serviços de saúde. Segundo a egressa, a vivência com equipes de radioterapia evidenciou lacunas na preparação de alguns profissionais para lidar com situações delicadas no atendimento a pacientes. “O problema surgiu a partir da falta de preparo humanizado em determinadas situações”, relata.
Para Renata, o tema da humanização é central na Educação Profissional e Tecnológica, especialmente na área da saúde. “Ao receber essa formação desde o período de ensino, o profissional estará mais preparado para desenvolver práticas humanizadas, tanto no SUS quanto no setor privado”, destaca.
A dissertação foi estruturada em formato de artigos, reunindo revisões teóricas e uma pesquisa aplicada com profissionais da área. O principal desafio, segundo ela, foi integrar diferentes abordagens em um único desenho metodológico. Ainda assim, o resultado consolidou uma contribuição relevante para o campo. “Acredito que meu trabalho ajuda a reconhecer a humanização como um tema essencial na formação, e não apenas como uma exigência do mercado ou da legislação”, afirma.

Fonte: Arquivo pessoal da egressa
A publicação do artigo no periódico Qualis A2 representa um marco importante em sua trajetória acadêmica. “É muito satisfatório, um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e por se sentir capaz de alcançar”, ressalta. Além disso, a conquista amplia a visibilidade da pesquisa. “Com certeza aumenta a credibilidade e a visibilidade no meio acadêmico”, completa.
O impacto do estudo vai além do reconhecimento científico. A pesquisa pode contribuir diretamente para a formação de profissionais mais preparados e para a melhoria do atendimento em saúde. “Ela pode qualificar o atendimento ao paciente oncológico e incentivar práticas mais humanizadas, além de subsidiar treinamentos e mudanças na organização do cuidado”, explica.
Renata também destaca o papel do PPGEPT na construção dessa trajetória. Segundo ela, a formação recebida foi fundamental para a qualidade da produção científica. “O programa conta com professores qualificados, e um orientador que oferece suporte contínuo e autonomia”, afirma. Experiências ao longo do curso, como o alinhamento inicial da pesquisa com a linha do programa, também foram decisivas para o resultado alcançado.
Atualmente, a egressa segue investindo na sua formação, com foco em Práticas Integrativas, e pretende dar continuidade às pesquisas na área. Para ela, a publicação representa não apenas uma conquista acadêmica, mas um passo importante na sua trajetória profissional. Ao refletir sobre o caminho percorrido, Renata resume sua experiência em uma frase: “Se não tentar, o ‘não’ é certo — tudo é possível.”
Escrito por Thaíse Dalcol Denardi, bolsista do setor de comunicação do PPGEPT