Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia Tue, 09 Jul 2019 21:00:46 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep 32 32 Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2019/05/14/ola-mundo Tue, 14 May 2019 18:59:30 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios-larp/?p=1 Bem-vindo ao UFSM. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e então comece a escrever!

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Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2017/11/17/um-pouco-sobre-o-triassico-da-tanzania Fri, 17 Nov 2017 19:57:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/?p=66 Fruto de parceria com o Prof. Max Langer (USP – Ribeirão Preto) e Prof. Felipe Montefeltro (UNESP – 55BET Pro Ilha Solteira), segue abaixo o link do arquivo:

Supradapedon revisited: geological explorations in the Triassic of southern Tanzania

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Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2017/11/17/nova-publicacao-da-importancia-bioestratigrafica-da-supersequencia-sanga-do-cabral Fri, 17 Nov 2017 19:56:47 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/?p=65 Saindo do forno a publicação conjunta com queridos colegas de diversas instituições, sobre a importância bioestratigráfica da Supersequência Sanga do Cabral, do Triássico Inferior do Brasil e Uruguai

Just out of the box, this interinstitutional joint collaboration with our dear fellows, about the biostratigraphic importance of the Sanga do Cabral Supersequence, Early Triassic of Brazil and Uruguay. 

Biostratigraphic-reappraisal-of-the-Lower-Triassic-Sanga-do-Cabral-Supersequence-from-South-America-with-a-description-of-new-material-attributable-to-the-parareptile-genus-Procolophon.pdf

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Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2016/10/10/paleors-2016 Mon, 10 Oct 2016 20:55:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/?p=64 Este ano, a Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Paleontologia, núcleo RS, acontecerá em Santa Maria no 55BET Pro da UFSM, nos dias 02, 03 e 04 de Dezembro.

Maiores informações: PaleoRS 2016 

Informamos que o prazo para inscrição de resumos já está aberto!!!

 

 

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Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2016/09/05/descobertos-os-mais-antigos-fosseis-de-seres-multicelulares-da-america-do-sul Mon, 05 Sep 2016 20:55:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/?p=63 De longe, parecem bolhas achatadas brotando da rocha. Vistas de perto, as centenas de discos de tamanhos variados que estampam as placas de arenito encontradas na Formação Cerro Negro, no interior da Argentina, apresentam detalhes que só os corpos de seres vivos possuem: curvas suaves e bordas frondosas, que lembram as de águas-vivas. Descobertas no ano passado por pesquisadores brasileiros e argentinos, rochas de 560 milhões de anos guardam o registro mais antigo da existência de seres multicelulares na América do Sul. Os pequenos discos, com diâmetro variando de 6 centímetros (cm) a 16 cm, correspondem, no entanto, a fósseis de organismos do gênero Aspidella. Essa é a primeira vez que fósseis desse tipo são encontrados nessa região do planeta, relatam os pesquisadores em artigo publicado em 27 de julho na revista Scientific Reports.

As Aspidella foram um dos primeiros organismos multicelulares marinhos a surgir na Terra. Seus fósseis já haviam sido encontrados em quase todos os continentes, exceto na Antártida. O fato de agora terem sido achados também na América do Sul indica que essa região do continente teria sido banhada no passado por um mar raso, que cobriu vastas extensões do que hoje é o Brasil, a Argentina e a África.

“Fósseis desses organismos de corpo mole ocorrem em rochas da mesma idade no Canadá, na Grã-Bretanha, na Rússia, na Namíbia e na Austrália”, explica o geólogo Lucas Warren, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro. Ele coordenou a pesquisa em parceria com a sedimentóloga Júlia Arrouy e o paleontólogo Daniel Poiré, ambos do Centro de Investigações Geológicas de La Plata, Argentina.

Conhecidos desde o século XIX, os fósseis de Aspidella estão entre os mais antigos e abundantes da chamada biota de Ediacara, formada por organismos marinhos cujos corpos, embora relativamente simples, representaram a primeira grande diversidade de formas macroscópicas de vida na Terra. Antes de esses organismos surgirem, os mares do planeta eram habitados apenas por seres unicelulares, como as bactérias, ou colônias formadas por células de funções variadas.

“A biota de Ediacara marca a primeira grande expansão da diversidade dos organismos multicelulares”, esclarece Marcello Simões, paleontólogo da Unesp, campus de Botucatu, que colaborou no estudo. “Ainda não sabemos por que essa biota se extinguiu nem qual é exatamente a sua relação com os filos de animais modernos.”

Ao certo, sabe-se apenas que a biota de Ediacara prevaleceu nos oceanos do planeta de 580 milhões a 542 milhões de anos atrás, entre o final do período geológico Ediacarano e o início do Cambriano. A maioria dessa biota, entretanto, aparentemente foi extinta no começo do Cambriano, quando uma diversidade de espécies ainda maior surgiu e originou animais anatomicamente mais complexos, entre eles os ancestrais dos atuais insetos e vertebrados.

“Há certa polêmica na literatura científica sobre a natureza das Aspidella”, conta a paleontóloga Fernanda Quaglio, da Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, colaboradora de Warren no estudo. Alguns pesquisadores defendem que a forma de disco desses organismos não representa o fóssil de um animal completo, mas de apenas uma parte dele. O disco seria a base de sustentação para uma estrutura filtradora de água do mar em forma de pena, como a de organismos relacionados ao gênero Charniodiscus, já encontrados em outros sítios paleontológicos, mas ainda não em Cerro Negro. Para outros pesquisadores, as Aspidella nada teriam a ver com os Charniodiscus. Em vez disso, teriam sido colônias de fungos ou representariam ainda evidência de formas de vida muito mais simples.

Independentemente da verdadeira natureza dos seres encontrados em Cerro Negro, Warren vê essa descoberta como mais uma evidência de como eram os continentes há cerca de 550 milhões de anos. No cenário apresentado em 2014 por Warren e outros geólogos, uma grande porção das massas continentais que originariam o supercontinente Gondwana, do qual surgiram os blocos rochosos mais antigos que formam a América do Sul, a África, a Antártida e a Austrália, eram cobertas por um mar raso, com poucas dezenas de metros de profundidade, parte de um oceano batizado de Clymene. “Não existe nenhum mar parecido hoje”, afirma Warren. “Possivelmente o Clymene cobriria com água salgada uma área continental tão extensa quanto a Antártida.”

“Fósseis desses organismos de corpo mole ocorrem em rochas da mesma idade no Canadá, na Grã-Bretanha, na Rússia, na Namíbia e na Austrália”, explica o geólogo Lucas Warren, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro. Ele coordenou a pesquisa em parceria com a sedimentóloga Júlia Arrouy e o paleontólogo Daniel Poiré, ambos do Centro de Investigações Geológicas de La Plata, Argentina.

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Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2016/09/05/novo-dinossauro-da-argentina-tem-bracos-curtos-como-o-t-rex Mon, 05 Sep 2016 20:54:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/?p=61 Uma nova espécie de dinossauro descoberta por um grupo internacional de cientistas mostra que o T. rex (Tyrannosaurus rex) não era o único réptil carnívoro com braços desproporcionalmente curtos. 
Assim como o T. Rex, o Gualicho shinyae, encontrado na Patagônia, sul da Argentina, é um terápode – grupo de dinossauros carnívoros bípedes que deram origem às aves – que também possui braços muito curtos com dois dedos e garras longas. Estima-se que o animal viveu há 90 milhões de anos.

Mas o Gualicho pertence a um ramo diferente da família e, segundo os cientistas, isso significa que seus estranhos membros evoluíram de forma independente, em vez de terem surgido a partir de um ancestral de braços curtos comum às duas espécies.

O estudo que descreve o novo dinossauro, liderado por  Peter Makovicky, do Field Museum, em Chicago (Estados Unidos) foi publicado nesta quarta-feira, 13, na revista científica PLOS One. Também participaram da pesquisa cientistas da Universidade Maimónides (Argentina), do Instituto de Dinossauros do Museu de História Natural de Los Angeles (Estados Unidos) e do Governo da Província de Río Negro, na Argentina.

“O Gualicho é uma espécie de mosaico de dinossauros. Ele tem características que normalmente vemos em diferentes tipos de terópodes. É realmente incomum – ele é diferente de todos os outros dinossauros carnívoros encontrados na mesma formação rochosa, mas não se encaixa totalmente em nenhuma categoria”, disse Makovicky.
Segundo os autores do estudo, o Gualicho é um alossaurídeo – um ramo de dinossauros terópodes médios e grandes. O esqueleto descoberto pelos cientistas está incompleto, mas, segundo eles, é possível determinar que se trata de um predador de tamanho médio, de cerca de 450 quilos, comparável a um urso polar.

Bastante diferente dos dinossauros que viviam ao seu redor, o Gualicho se parece mais com o Deltadromeus, um dinossauro carnívoro de pernas longas e braços delgados, encontrado na África. 
Apesar do tamanho imponente do Gualicho, seus membros anteriores eram do tamanho dos braços de uma criança humana. Assim como o T. Rex, ele tinha dois dedos – o polegar e o indicador. “Estudando mais sobre como esses braços reduzidos evoluíram, talvez consigamos descobrir por que eles evoluíram”, disse Makovicky.

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Notícias – LEP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/2016/09/05/fossil-de-reptil-anterior-aos-dinossauros-e-descoberto-no-rio-grande-do-sul Mon, 05 Sep 2016 20:52:11 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/lep/?p=59 É do Rio Grande do Sul uma festejada descoberta paleontológica divulgada na edição desta sexta-feira da revista Scientific Reports, do grupo Nature. O artigo descreve pela primeira vez na ciência o crânio de um Teyujagua paradoxa, nome indígena que significa réptil ou lagarto feroz, encontrado nos arredores da cidade de São Francisco de Assis durante uma saída de campo do professor Felipe Pinheiro com alunos do campus de São Gabriel da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Estima-se que o animal tenha vivido há 250 milhões de anos, período anterior ao do surgimento dos dinossauros. O trabalho, que permite o avanço dos estudos em uma área ainda desconhecida do desenvolvimento das espécies, também é assinado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE), e da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

– É uma descoberta que se faz uma vez na vida  – vibra Pinheiro, 28 anos, paleontólogo cearense radicado no Estado há seis anos.

Ao avistar o crânio parcialmente encoberto no solo, no ano passado, o professor se deu conta, de imediato, de que se tratava de um achado importante. Encontram-se fósseis com frequência na área, mas em geral estão quebrados e fragmentados. Com 11 centímetros da ponta do focinho até a parte de trás do crânio, a peça estava inteira, em ótimo estado de conservação – uma raridade.

Segundo Pinheiro, o Teyujagua foi um réptil pequeno, de comprimento entre um metro e um metro e meio, quadrúpede, com narinas posicionadas no topo do focinho, típico de animais aquáticos ou semiaquáticos. Pode ter vivido nas margens de rios ou lagos, talvez comendo anfíbios. Nos dias de hoje, seria semelhante a um lagarto ou a um jacaré. Animais parecidos, aparentados com o Teyujagua, já foram localizados em outros países, o que possibilitou que os pesquisadores deduzissem características sobre a aparência e o comportamento do fóssil do pampa gaúcho.

O réptil habitou a Terra no período Triássico, “pouco” depois  – 2 milhões de anos, intervalo considerado irrelevante em paleontologia  – de uma extinção em massa que dizimou cerca de 90% de todos os seres vivos do período Permiano. No planeta quase despovoado, o Teyujagua surgiu de alguma forma de vida que sobreviveu à catástrofe e testemunhou a recuperação da fauna. É justamente nesta fase pouco conhecida que o conhecimento científico precisa avançar: o fóssil de São Francisco de Assis é um ser intermediário entre os répteis primitivos e os arcossauriformes, grupo que compreende dinossauros (que surgiriam 20 milhões de anos após o Teyujagua), pterossauros, jacarés e aves.

– A origem dos arcossauriformes ainda era muito obscura. Agora o Teyujagua nos ajuda a entendê-la – explica Pinheiro.

Marco Brandalise de Andrade, professor da Faculdade de Biociências e curador da coleção de fósseis do Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), saúda o feito dos pesquisadores e a atenção da comunidade internacional despertada para o Estado, já reconhecido pela riqueza de seu passado paleontológico.

– Esse material é fabuloso em termos de história evolutiva e demonstra a riqueza que existe na nossa diversidade de espécies fósseis  –  avalia Andrade.  –Sem mesmo um esforço enorme, encontramos coisas. Imagina se pudéssemos focar com mais dinheiro, mais profissionais, mais estudantes, maior frequência de coleta? Quantas coisas a gente não descobriria nessa diversidade toda?  – completa.

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