Notícias – Milpa-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa Laboratório de Jornalismo Fri, 19 Dec 2025 18:03:23 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Notícias – Milpa-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa 32 32 Notícias – Milpa-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/12/17/milpa-lanca-e-book-sobre-jornalismo-e-memoria Thu, 18 Dec 2025 00:38:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=184

A obra reúne contribuições de pesquisadores brasileiros e colombianos

O milpa – laboratório de jornalismo (CNPQ/UFSM) lançou, nesta semana, o e-book Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns. A publicação reúne capítulos assinados por pesquisadores brasileiros e colombianos dedicados ao estudo das relações entre a prática jornalística e a produção da memória coletiva e individual. O e-book traz textos em espanhol e em português, tem acesso aberto e está disponível no site da Editora FACOS-UFSM.

Os nove textos da coletânea (veja lista a seguir) são convites à reflexão sobre distintas práticas de pesquisa e procuram fomentar o diálogo de saberes na América Latina. Ao aproximar realidades dos dois países, o e-book proporciona o contato com as tarefas do jornalismo quando observado em realidades sociais complexas e em território cujas feridas ainda pulsam no imaginário e na realidade social. 

O projeto de pesquisa, do qual este livro é um dos produtos finais, é uma investigação nascida em solo colombiano, no contato com intensas experiências jornalísticas e de narrativa do conflito. Em sua fase final, a investigação “Escrituras possíveis, lugares (in)comuns: saberes, sujeitos e compreensões sobre o jornalismo narrativo latino-americano”, contou com apoio financeiro do edital 07/2024 da Capes, por meio do Programa Move La America, que proporcionou a vinda do doutorando Amaury Núñez González, da UdeA, para o doutorado sanduíche na UFSM, além de Auxílio Pesquisador Orientador, fomentando ações no escopo do projeto, em especial a realização do Simpósio Internacional Jornalismo e Memória, em maio e em junho de 2025, cujas intervenções e debates motivaram a elaboração dos textos presentes na obra.

A organização do livro é do professor Reges Schwaab (POSCOM/UFSM) e dos doutorandos Amaury Núñez González (UdeA/Colômbia) e Wellington Hack (UFSM). Assinam os textos os pesquisadores Jorge Bonilla, Raúl Hernando Osorio Vargas, Amaury Núñez González, da Colômbia; Angela Zamin, Marta Maia, Carlos Augusto Pereira dos Santos Júnior, María José Gonzalez Piris, Jorge Ijuim, Hila Rodrigues, Helena Paz de Andrade Pessoa, Felipe Adam, Josué Gris, Micael Olegário, Júlia Petenon e Reges Schwaab, do Brasil.

Informações técnicas:

GONZÁLEZ, Amaury Nuñez; SCHWAAB, Reges; HACK, Wellington (orgs.). Jornalismo e memória: escrituras possíveis, lugares (in)comuns. Santa Maria, RS : FACOS-UFSM, 2025.

ISBN 978-65-5773-110-9


Capítulos, autoras e autores:

  • La iconografia del conflicto: imagenes, memoria y atrocidad – Jorge Ivan Bonilla (Universidad Eafit/Colômbia)
  • Residencia en la transnarrativa: viajes transmodernos… sujetos y personas en tránsito – Raúl Hernando Osorio Vargas (UdeA/Colômbia)
  • Narrativas de la memoria: procesos creativos y formatos innovadores en la representación del pasado – Amaury Núñez González (UdeA/Colômbia)
  • Periodistas por las veredas del dolor – Angela Zamin (UFSM/Brasil)
  • Narrativas do jornalismo de posição contra o esquecimento: memória e testemunho sobre a ditadura – Marta R. Maia (UFOP/Brasil) e Carlos Augusto Pereira dos Santos Júnior (UFF/Brasil)
  • O Memoricídio e a ressurreição de Nísia Floresta: a autora, escritora, jornalista, tradutora, educadora não pode ser esquecida – María José Gonzalez Piris  e Jorge Ijuim (UFSC/Brasil)
  • Entre notícias e assombrações: jornalismo e memória em Mariana – Hila Rodrigues e Helena Paz de Andrade Pessoa (UFOP/Brasil)
  • Vozes inaudíveis: a invisibilidade feminina nas biografias publicadas no Brasil (1990-2020) – Felipe Adam (UFPel/Brasil)
  • Gestos, contextos e memórias do narrar de jornalistas brasileiros em reportagens do Prêmio Gabo (2013-2023) – Josué Gris, Micael Olegário, Júlia Petenon, Reges Schwaab (UFSM/Brasil)
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O jornalista e integrante do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), Micael dos Santos Olegário, participa neste mês de novembro da cobertura jornalística da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Micael é mestrando no Programa de Pós-graduação em Comunicação (Poscom) e pesquisa sobre práxis comunicativa e jornalismo socioambiental.

De 10 a 21 de novembro, a COP30 reúne diversas lideranças globais para discutir alternativas para lidar com a crise climática. Esta é a primeira vez que o encontro acontece no Brasil, na Amazônia. Repórter do #Colabora – Jornalismo Sustentável, Micael atuará na cobertura da conferência, com foco na escuta de pessoas e comunidades já atingidas pelas mudanças climáticas. 

O jornalista ficará na Casa do Jornalismo Socioambiental, espaço que vai hospedar jornalistas de diferentes estados do Brasil. A iniciativa é uma parceria entre 21 veículos de comunicação, entre eles, o #Colabora. O local também contará com uma programação de atividades sobre jornalismo e temas socioambientais, além de lançamentos de relatórios, ferramentas e outros produtos para a imprensa e a sociedade civil.

Natural de Caibaté (RS), no interior do Rio Grande do Sul, Micael se formou em jornalismo pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e ingressou no mestrado em 2024.

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O professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) e coordenador do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), Reges Schwaab, compôs o júri do 47.º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (PVH). Ele atuou na categoria Produção Jornalística em Áudio, cujo trabalho premiado foi a audiossérie Dois Mundos, de Vinicius Sassine, Raphael Concli, Daniel Castro, Gustavo Simon e Magê Flores, publicada pela Folha de S. Paulo. A solenidade de premiação aconteceu em 27 de outubro de 2025, em São Paulo, seguida de uma roda de conversa com os vencedores, registrada no canal @tvpuc do Youtube.

O júri responsável pela seleção dos finalistas foi formado por 58 convidados. Em Sessão Pública de Julgamento realizada em 7 de outubro, a Comissão Organizadora elegeu os vencedores. O prêmio reconhece jornalistas, repórteres fotográficos e artistas que atuam na defesa da democracia, da paz, da justiça e dos direitos humanos. Nesta edição, foram recebidas quase 500 inscrições, divididas em oito categorias: texto, vídeo, áudio, multimídia, fotografia, arte e livro-reportagem. As produções premiadas podem ser conferidas no site do PVH.

O evento de 2025 também marcou os 50 anos do assassinato de Vlado, patrono do prêmio. No cronograma, em 25 de outubro, foi realizado um ato inter-religioso em memória do jornalista e de todas as vítimas da ditadura militar. No dia seguinte, 26 de outubro, foi inaugurado o Calçadão do Reconhecimento, que projeta a aplicação de quase dois mil tijolos gravados com o nome de cada um dos vencedores do PVH ao longo de suas edições.

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Notícias – Milpa-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/10/07/milpa-realiza-primeiro-encontro-do-reporteria Tue, 07 Oct 2025 13:09:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=162

No último dia 30 de setembro, o milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), realizou o primeiro encontro do clube de leitura reporteria – o jornalismo vai aos livros. Voltada para estudantes de graduação e de pós-graduação da UFSM, a iniciativa busca proporcionar um espaço para o debate e a construção de saberes sobre a prática do jornalismo narrativo e da reportagem, especialmente desenvolvida em livros-reportagem.

A reunião abordou o livro O Nascimento de Joicy, da professora e jornalista Fabiana Moraes. Ao longo da conversa, foram debatidos aspectos da apuração e da escrita jornalística em estilo literário, a subjetividade e a ética da repórter na produção noticiosa e como pode se dar a construção de significados compartilhados a partir da história no jornalismo. Publicado em 2015, o livro é uma das principais referências brasileiras para o estudo de grandes reportagens e da relação entre fontes e jornalistas.

Ao abordar os processos empreendidos para além do jornalismo informativo diário, o reporteria busca ser um espaço para o diálogo sobre as narrativas de temas emergentes e sensíveis, ressaltando os gestos que fundamentam a reportagem. Os encontros também se constituem como um espaço para quem deseja conhecer, estudar ou desenvolver produtos que exploram o jornalismo em suas diferentes formas.

O próximo encontro do clube está previsto para o dia 21 de outubro, às 14h, na Sala Inovadora da Biblioteca do CCSH, com o livro Arrastados – os bastidores do rompimento da barragem de Brumadinho, o maior desastre humanitário do Brasil, de Daniela Arbex. 

As inscrições são gratuitas e abertas à comunidade acadêmica pelo site 55bet-pro.com/milpa. A participação gera certificado de horas ACG’s.

Sobre o nome reporteria

A expressão reporteria faz parte do jargão jornalístico em espanhol e congrega a apuração, a investigação rigorosa e a escuta atenta, ou seja, gestos que fundamentam a reportagem, no entrelaçamento sensível do sondar, do narrar e do reconhecer sujeitos, territórios e realidades.

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O doutorando Wellington Felipe Hack (POSCOM/UFSM), integrante do milpa – laboratório de jornalismo, participou da Jornada Interdisciplinar de Formação de Professores em Educação Patrimonial, promovida pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria, em parceria com municípios que integram dois Geoparques Mundiais da UNESCO. O evento, realizado nos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul, ofereceu capacitações para docentes da rede básica de ensino, integrando conhecimentos populares e científicos na valorização desses espaços singulares do mundo e no desenvolvimento de novas formas de trabalhos pedagógicos em sala de aula. 

As oficinas propostas pelo doutorando tiveram como tema “Nos fios da memória: leitura de produção de notícias e de crônicas nos Geoparques UNESCO”, focada na produção de textos a partir das singularidades dos territórios em que as comunidades escolares estão inseridas. As atividades buscaram repensar o jornalismo em sala de aula, tendo como núcleo os ideais presentes na concepção de um Geoparque. Além de explorar critérios mais formais e conceituais do acontecimento jornalístico, da notícia e da crônica, as oficinas também incentivam a reflexão sobre como informar e interpretar esses territórios por meio da produção jornalística.

“Participar deste momento é compreender que pesquisa, ensino e extensão, quando trabalhadas de forma conjunta, podem resultar em saberes novos que potencializam a teorização da prática. Mais do que isso, possibilita pensar e discutir com diferentes sujeitos a prática do jornalismo e estratégias para desenvolver outras formas de informar e formar as pessoas sobre a emergência climática”, comenta Wellington Hack. A proposta integra a pesquisa de doutorado Notícias (d)no fim do mundo: contribuições para uma filosofia não determinista no jornalismo, desenvolvida sob a orientação do professor Reges Schwaab.

As oficinas aconteceram nos dias 24 e 25 de julho e contaram com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM


O QUE É UM GEOPARQUE

Um território Geoparque é um espaço único e singular no mundo, reconhecido pela UNESCO através de um processo que envolve avaliação de aspectos culturais, geográficos, históricos e ambientais. Ao serem certificados com o título, busca-se promover o desenvolvimento sustentável por meio do turismo global, incentivando a preservação da memória e das características locais das comunidades. 

Para saber mais, acesse o site da PRE ou da UNESCO Brasil.

 

Texto: Wellington Hack.

Edição: Júlia Petenon. 

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A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) e integrante do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), Anna Júlia Carlos da Silva, conquistou o 3.º lugar no Prêmio Intercom de Pesquisa em Comunicação 2025, na categoria Mestrado Acadêmico. A dissertação “O lugar do jornalismo diante das emergências socioambientais nos discursos de repórteres” foi defendida em 2024 sob orientação do professor Reges Schwaab, parceria que permanece no doutorado.

A obra, em diálogo com perspectivas críticas latino-americanas, analisa os discursos de jornalistas fundadores da iniciativa amazônica independente Sumaúma: Jornalismo do centro do mundo. Ao investigar métodos de reportagem e discutir o lugar do jornalismo diante de crises comuns à América Latina, a pesquisa destaca práticas não-hegemônicas que emergem em resistência às estruturas tradicionais do campo.

A premiação, promovida pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), tem como objetivo valorizar a produção científica de qualidade da área em nível nacional, avaliando critérios como contribuição acadêmica, relevância e atualidade, abordagem teórico-metodológica e qualidade textual. O resultado foi divulgado no dia 24 de julho de 2025. Neste ano, a premiação ocorre em setembro, no Centro Universitário FAESA, em Vitória, ES. A pesquisadora receberá certificado e troféu.

A dissertação pode ser acessada no Manancial da UFSM.

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O milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM), realizou, ao longo de quatro semanas, o Simpósio Internacional Escrituras Possíveis, Lugares (In)comuns. O evento, que integrou as ações de uma bolsa de investigação financiada pelo Programa Move La America (CAPES – Edital 07/2024), reuniu mais de cem ouvintes ao total e contou com a participação de quatro pesquisadores colombianos dedicados à prática e à investigação acadêmica em jornalismo, memória e narrativas.

Prof. Dr. Jorge Iván Bonilla.
Profa. Dra. Patricia Nieto.
Prof. Dr. Raúl Hernando Osório Vargas.

A programação teve início em 27 de maio com a palestra online “A iconografia do conflito: imagens, memória e ética”, ministrada pelo Prof. Dr. Jorge Iván Bonilla, da Universidad EAFIT (Colômbia). O momento começou com um tributo a Sebastião Salgado (1944-2025). Jorge apresentou um repertório de imagens históricas para interpretar chaves de representação da guerra na Colômbia, recorrendo ao método iconográfico para vislumbrar como imagens que vêm do passado podem desempenhar um papel importante na compreensão, na reação e na mobilização social diante dos dramas do presente. A mediação foi realizada pelo doutorando Amaury Nuñez González (Universidad de Antioquia, Colômbia).

Em 5 de junho, a Profa. Dra. Patricia Nieto, da Universidad de Antioquia, apresentou a palestra online “O jornalismo e seus trabalhos pela memória”, mediada pelo Prof. Dr. Reges Schwaab (Poscom/UFSM). A partir da experiência do projeto Hacemos Memoria, Patricia abordou como o jornalismo pode atuar na reconstrução da memória social em contextos de conflitos, especialmente no caso colombiano. Com base em casos reais, apresentou critérios e reflexões metodológicas para um jornalismo da memória.

Em 26 de junho, o Prof. Dr. Raúl Hernando Osório Vargas, também da Universidad de Antioquia, realizou a palestra online “Oratura e metodologias do jornalismo”. Raúl destacou a importância da oratura e da história oral como fundamentos para metodologias jornalísticas mais sensíveis, dialógicas e plurais, abordando a necessidade de narrativas que extrapolem o jornalismo tradicional escrito e que valorizem saberes ancestrais, vozes excluídas e perspectivas interculturais. A mediação foi realizada pelo doutorando Wellington Felipe Hack (Poscom/UFSM).

Doutorando Amaury Nuñez González.
Da esquerda para a direita: doutorando Wellington Felipe Hack, Prof. Dr. Reges Schwaab e doutorando Amaury Nuñez González.

O doutorando Amaury Nuñez González, em intercâmbio sanduíche no Poscom, ministrou a palestra de encerramento do simpósio, em 1.º de julho, intitulada “Narrativas da memória: processos criativos e formatos inovadores na representação do passado”. Amaury abordou a fragmentação da experiência social contemporânea gerada pela aceleração tecnológica e a transformação dos dispositivos de comunicação, além de conceitos como filosofia da memória, memória coletiva, culturas da recordação e mídias da memória. A mediação também foi de Wellington.

 

Serviço: Os atestados de presença já estão disponíveis no Portal de Certificados UFSM​. O acesso ocorre pela busca do nome + último sobrenome do participante.

Dúvidas podem ser encaminhadas para milpa@55bet-pro.com.

Texto: Anna Júlia C. da Silva | Doutoranda (Poscom/UFSM)

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Notícias – Milpa-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/06/24/testemunho-memoria-e-narrativa-articulados-na-primeira-tese-do-milpa Tue, 24 Jun 2025 12:00:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=126

O jornalista e professor Felipe Boff, pesquisador do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), é o primeiro integrante do grupo a defender sua tese de doutorado. Felipe ingressou no milpa no mesmo ano da criação do laboratório, quando deu início à investigação cujos resultados foram apresentados em 12 de maio. Intitulada “A Operação Condor em livros de jornalistas: testemunho, memória e narrativa”, a tese, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM).

O estudo observa e tensiona a construção da memória pelo jornalismo em dois livros sobre a Operação Condor, operação de repressão que promoveu ações de colaboração clandestina entre as ditaduras militares da América do Sul nas décadas de 1970-1980. “Operação Condor: O seqüestro dos uruguaios”, do brasileiro Luiz Cláudio Cunha, e “Las Cenizas del Cóndor”, do uruguaio Fernando Butazzoni, ancoradas no testemunho dos autores jornalistas.

Defesa de Felipe.

Por meio de uma análise narrativa e de entrevistas em profundidade, Felipe propõe uma reflexão sobre os modos de narrar e de lembrar. O trabalho está articulado a partir dos conceitos de testemunho, memória e narrativa, e discute as categorias de livro-reportagem e livro de repórter como expressões do jornalismo literário. “Entendo que, do mesmo modo que os livros dos jornalistas pesquisados, cumprimos também, com a tese, nosso ‘dever de memória’, como defendia o filósofo Paul Ricoeur, para com as vítimas do terrorismo de Estado”, argumenta o pesquisador.

Para Felipe, o trabalho de apuração dos jornalistas como fio condutor da narrativa aproxima as duas obras. O pesquisador conta que o tema surge de suas reflexões sobre o atual contexto de revisionismo histórico, de democracia ameaçada e de retrocesso em direitos, e é pensado como contribuição para lembrar à sociedade que o passado violento e autoritário das ditaduras não pode se repetir. 

Um dos diferenciais da tese partiu da ideia de Felipe Boff de realizar experimentações com fotografias, desenhos, anotações nas margens de livros e, ao final, na própria tese, como parte de seus movimentos metodológicos. O trabalho teve orientação do professor Reges Schwaab (Poscom/UFSM). A Banca Examinadora foi composta pelas professoras Claudia Caimi (PPGLET/UFRGS) e Marta Maia (PPGCOM/UFOP) e pelo professor Cássio Tomaim (Poscom/UFSM).

O texto completo está disponível no repositório Manancial, da UFSM. 

 


Texto: Júlia Petenon

Edição: Anna Júlia da Silva e Reges Schwaab

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Anna Júlia Carlos da Silva, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (Poscom/UFSM) e integrante do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM), foi convidada a compor o júri do Prêmio de Jornalismo Digital Socioambiental, organizado pela Associação de Jornalismo Digital (Ajor) em parceria com a Embaixada do Reino Unido no Brasil. No doutorado, a pesquisadora dá continuidade aos estudos sobre jornalismo socioambiental iniciados no mestrado.

A premiação homenageia o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira e faz parte das comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Reino Unido e Brasil. Na categoria Melhor Reportagem Socioambiental, venceu “O futuro do Marajó”, cobertura especial de Alice Martins Morais, publicada por ((o))eco. Já em Melhor Cobertura Socioambiental Local, a série “Impacto dos Agrotóxicos”, de Karyne Gomes, veiculada por O Povo+, foi a premiada. Cada vencedora recebeu R$ 10 mil.

A cerimônia ocorreu em 7 de junho de 2025, no Rio de Janeiro, durante o Festival 3i, que reúne profissionais de jornalismo digital, comunicadores indígenas, pesquisadores e representantes de organizações nacionais e internacionais. O evento contou com patrocínio do Google e Luminate, apoio da Ford Foundation, Instituto Serrapilheira, Embaixada Britânica, IFPIM (International Fund For Public Interest Media), ITS Rio, Projor, Cenarium, Aos Fatos e ESPM. São parceiros do evento: ICFJ (International Center for Journalists), JournalismAI, Pulitzer Center, SembraMedia e Greenpeace.

A participação no júri da premiação destaca a inserção de pesquisadores do milpa e do Poscom/UFSM em espaços de relevância voltados à inovação, ao jornalismo independente e à defesa de direitos socioambientais.

Anna Júlia C. da Silva, pesquisadora do milpa.
Cerimônia do Prêmio de Jornalismo Digital Socioambiental. Imagem: Gabi Falcão.

*Arte destacada: Ajor/Divulgação.

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Notícias – Milpa-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/2025/06/04/integrantes-do-milpa-apresentam-artigo-no-conbrascc Wed, 04 Jun 2025 22:08:23 +0000 http://www.55bet-pro.com/laboratorios/milpa/?p=119

O Congresso Brasileiro sobre Catástrofes Climáticas (ConBrasCC) reuniu pesquisadores para discutir os desafios e os impactos das mudanças climáticas na saúde, no meio ambiente e na sociedade. Realizado no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o evento ocorreu entre os dias 29 e 31 de maio e contou com mais de 900 inscritos, de diversas regiões do país e áreas do conhecimento. Na programação, foi apresentado o artigo “Confluências para escutar e narrar emergências climáticas no Antropoceno”, de autoria de Micael Olegário e Reges Schwaab, pesquisadores do milpa – laboratório de jornalismo (CNPq/UFSM). O trabalho foi um dos 14 artigos completos aprovados para o Congresso.

A produção, apresentada no segundo dia do evento, é um artigo de reflexão, com caráter teórico e ensaístico, que tem como objetivo pensar formas de narrar diante das emergências climáticas. Segundo Micael, o texto se baseia no diálogo que utiliza de dois conceitos: confluência, do Nêgo Bispo, e paisagens multiespécies, da Anna Tsing, como convites e provocações para o campo da comunicação e do jornalismo narrativo, “na linha de escutar e prestar atenção aos sinais do Antropoceno e as relações entre humanos e não-humanos”. O autor explica que a aproximação com o jornalismo narrativo latino-americano tem como exemplo o realismo mágico do jornalista colombiano Gabriel García Márquez. 

Micael Olegário apresentando no ConbrasCC.

O que é o ConbrasCC

O ConbrassCC, que teve como tema “Enchentes e desmoronamentos – impactos, desafios e perspectivas para a gestão dos serviços de saúde”, foi pensado com o propósito de debater acerca das mudanças climáticas e da crescente dos eventos climáticos extremos no Brasil. Um dos focos do evento foi refletir sobre as consequências das enchentes no Rio Grande do Sul. Além disso, os debates e painéis serviram para colocar em discussão temas que possibilitam a produção de conhecimento, tecnologias e inovação para o fortalecimento de ações estratégicas que previnam agravos futuros. 

A primeira edição do ConBrasCC foi promovida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) e com a  Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Focado principalmente na área da saúde, o evento destacou perspectivas sobre a gestão de serviços de saúde diante dos desastres climáticos, reforçando a intersecção entre pesquisa acadêmica e desafios práticos do setor.

O Congresso contou com palestras de representantes de entidades que estiveram na linha de frente no enfrentamento das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul – dentre eles gestores de hospitais universitários e representantes das forças de segurança. Além disso, o evento dispôs de momentos destinados a debater sobre a preparação para futuros extremos climáticos, com participação de outras áreas do conhecimento.

 


Texto: Júlia Petenon (milpa/UFSM).

Revisão: Micael Olegário (milpa/UFSM) e Anna Júlia da Silva (milpa/UFSM). 

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