{"id":1368,"date":"2017-05-10T09:35:23","date_gmt":"2017-05-10T12:35:23","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.55bet-pro.com\/arco\/sitenovo\/?p=1368"},"modified":"2017-05-10T09:35:23","modified_gmt":"2017-05-10T12:35:23","slug":"subindo-e-descendo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/subindo-e-descendo","title":{"rendered":"Subindo e descendo"},"content":{"rendered":"

\u00c9 dif\u00edcil imaginar nosso cotidiano sem o elevador, n\u00e3o? Desde os prim\u00f3rdios, existe a necessidade de mover bens, materiais pesados e pessoas. No entanto, os m\u00e9todos e instrumentos utilizados avan\u00e7aram significativamente com o tempo. Confira a seguir o desenvolvimento do elevador ao longo dos anos:<\/span><\/i><\/p>\n

>\u00a0Veja a ilustra\u00e7\u00e3o publicada na vers\u00e3o impressa da revista<\/p>\n

2900 a.c.<\/b><\/p>\n

A Grande Pir\u00e2mide de Qu\u00e9ops, em Giz\u00e9, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, foi constru\u00edda com uma altura de 147 metros, o equivalente a um pr\u00e9dio de 49 andares. Pedras pesando at\u00e9 cinco toneladas foram transferidas para o lugar com mecanismos de eleva\u00e7\u00e3o rudimentares. Livros de hist\u00f3ria citam o envolvimento de 4 mil pedreiros e 100 mil trabalhadores.<\/span><\/p>\n

2000 a.c.<\/b><\/p>\n

Os eg\u00edpcios elevavam a \u00e1gua do Rio Nilo para irriga\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do uso de uma alavanca de contrapeso \u2014 o shaduf, no Brasil conhecido como picota.<\/span><\/p>\n

336 a.c.<\/b><\/p>\n

Na Roma Antiga, existem refer\u00eancias de ascensores rudimentares ligadas ao fil\u00f3sofo e inventor grego Arquimedes. Esses elevadores eram vag\u00f5es abertos e consistiam de uma plataforma com molinetes que possibilitavam que a cabine se movimentasse de maneira vertical. Esses molinetes eram movidos por pessoas, animais ou rodas d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n

1743<\/b><\/p>\n

O rei franc\u00eas Lu\u00eds XV foi um dos primeiros a usufruir dos elevadores utilizados por passageiros, desenvolvidos no s\u00e9culo 18. A constru\u00e7\u00e3o no Pal\u00e1cio de Versalhes aconteceu para que o rei fosse carregado dos seus aposentos at\u00e9 o quarto de sua amante, que ficava em outro andar. O elevador era conhecido como \u201ccadeira voadora\u201d e o modo de funcionamento pouco se modificava daqueles usados na Roma Antiga.<\/span><\/p>\n

1823<\/b><\/p>\n

Na Inglaterra, os engenheiros e arquitetos Burton e Hormer criaram uma \u201csala ascendente\u201d a vapor para carregar turistas at\u00e9 uma plataforma que permitia ter uma vis\u00e3o geral de Londres. Anos depois, a inven\u00e7\u00e3o foi aperfei\u00e7oada pelos tamb\u00e9m arquitetos brit\u00e2nicos Frost e Stutt, que adicionaram cinto de seguran\u00e7a e um contrapeso ao vapor.<\/span><\/p>\n

1846<\/b><\/p>\n

Em 1846, Sir William Armstrong introduziu o guindaste hidr\u00e1ulico, e, no in\u00edcio dos anos 1870, m\u00e1quinas hidr\u00e1ulicas come\u00e7aram a substituir o elevador movido a vapor. O elevador hidr\u00e1ulico \u00e9 suportado por um \u00eambolo pesado, movendo-se num cilindro, e operado pela press\u00e3o da \u00e1gua (ou petr\u00f3leo) produzido por bombas.<\/span><\/p>\n

1853<\/b><\/p>\n

Em uma exposi\u00e7\u00e3o em Nova York, o inventor norte-americano Elisha Grave Otis comprovou a efici\u00eancia do seu chamado \u201cparaquedas de seguran\u00e7a\u201d. Diante de uma multid\u00e3o de espectadores, ele ficou em cima do palanque de um guincho impulsionado por um motor de vapor e, quando chegou ao ponto mais alto, pediu que o cabo de suspens\u00e3o fosse cortado. Ao inv\u00e9s de cair, a plataforma foi parando em seus trilhos, devido a um sistema de piv\u00f4s de molas e barras verticais.<\/p>\n

1867<\/b><\/p>\n

O engenheiro L\u00e9on Ledoux apresentou em Paris um elevador hidr\u00e1ulico. O sistema era alimentado pela press\u00e3o da \u00e1gua fornecida por grandes pist\u00f5es de uma fonte de distribui\u00e7\u00e3o. Muitos desse tipo de elevador foram instalados em pr\u00e9dios da capital francesa<\/span><\/p>\n

1889<\/b><\/p>\n

Na Exposi\u00e7\u00e3o Mundial de Paris, o engenheiro Alexandre Gustave Eiffel apresenta a torre que leva seu nome com cinco elevadores hidr\u00e1ulicos movidos a vapor, utilizando o sistema criado por Otis alguns anos antes. O elevador el\u00e9trico come\u00e7ou a ser desenvolvido no final do s\u00e9culo 19 pelo inventor alem\u00e3o Werner Siemens, assim que foram instaladas as primeiras redes de energia.<\/span><\/p>\n

1931<\/b><\/p>\n

No ent\u00e3o pr\u00e9dio mais alto do mundo, o Empire State Building, em Nova York, foram colocados 67 elevadores de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. O modelo operado \u00e9 basicamente o mesmo at\u00e9 hoje: um motor el\u00e9trico localizado numa casa de m\u00e1quinas \u2013 embaixo ou em cima do fosso \u2013 movimenta o elevador e um contrapeso, atrav\u00e9s de um sistema automatizado, que funciona bastando apertar um bot\u00e3o.<\/span><\/p>\n

2016<\/b><\/p>\n

O elevador mais alto atualmente fica no arranha-c\u00e9u Burj Khalifa, em Dubai, nos Emirados \u00c1rabes. A estrutura \u00e9 a mais alta j\u00e1 constru\u00edda no mundo, possui 830 metros. O elevador \u00e9 tamb\u00e9m o mais r\u00e1pido do mundo \u2014 desloca os ocupantes a uma velocidade de 18 metros por segundo.<\/span><\/p>\n

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Rep\u00f3rter: Bernardo Zamperetti<\/span><\/p>\n

Diagrama\u00e7\u00e3o: Juliana Krupahtz<\/span><\/p>\n

Ilustra\u00e7\u00e3o: Nicolle Sartor<\/span><\/p>\n

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Esta mat\u00e9ria faz parte do projeto M\u00e3os Livres, que foi criado para produzir artefatos culturais bil\u00edngues em l\u00edngua portuguesa e l\u00edngua brasileira de sinais (libras), visando a educa\u00e7\u00e3o pessoas surdas. Confira o v\u00eddeo:<\/em>
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