{"id":1738,"date":"2015-10-08T15:26:09","date_gmt":"2015-10-08T18:26:09","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.55bet-pro.com\/arco\/sitenovo\/?p=1738"},"modified":"2021-02-11T14:26:54","modified_gmt":"2021-02-11T17:26:54","slug":"comida-que-chega-a-mesa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/comida-que-chega-a-mesa","title":{"rendered":"Comida que chega \u00e0 mesa"},"content":{"rendered":"\t\t
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Condi\u00e7\u00f5es naturais, fatores cambiais e mesmo um longo processo hist\u00f3rico d\u00e3o conta de definir, com o passar do tempo e tamb\u00e9m com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico espec\u00edfico de cada lugar, que tipos de produtos um pa\u00eds \u00e9 capaz de produzir e em que escala, segundo o que considera a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Consultoria e Assessoria em Com\u00e9rcio Exterior (Abracomex). O que acontece \u00e9 que nem sempre cada territ\u00f3rio consegue produzir toda a diversidade de produtos de que necessita e, principalmente, em quantidade suficiente. \u00c9 a partir da\u00ed que surge um processo do qual ouvimos falar constantemente no notici\u00e1rio, mas que nem sempre compreendemos por completo: o com\u00e9rcio exterior, ou, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido, com\u00e9rcio internacional.<\/p>

S\u00e3o \u00edndices que sobem e descem, taxas espec\u00edficas e express\u00f5es que nem sempre s\u00e3o de f\u00e1cil entendimento. Apesar das complica\u00e7\u00f5es que parecem rodear o assunto, a explica\u00e7\u00e3o dada pela Abracomex pode tornar mais f\u00e1cil a sua compreens\u00e3o: os pa\u00edses n\u00e3o s\u00e3o capazes de produzir todos os produtos de que necessitam e, inseridas na l\u00f3gica de mercado, as empresas buscam especializa\u00e7\u00e3o nas atividades em que s\u00e3o mais competitivas. Por conta disso, gera-se um \u201cinterc\u00e2mbio\u201d de mercadorias entre empresas de diferentes pa\u00edses a que denominamos \u201ccom\u00e9rcio exterior\u201d.<\/p>

Como a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o j\u00e1 sugere, a competitividade \u00e9 fator importante a ser considerado quando falamos sobre o com\u00e9rcio internacional. Tratam-se, afinal, de disputas de ordem econ\u00f4mica \u2013 embora, n\u00e3o raro, somem-se tamb\u00e9m fatores pol\u00edticos e mesmo culturais. Ainda que possa parecer um tema distante, as decis\u00f5es tomadas nesse \u00e2mbito podem ter implica\u00e7\u00f5es diretas em nosso cotidiano. Falar sobre ele \u00e9, por exemplo, pensar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos no mundo \u2013 e as consequ\u00eancias que dela decorrem.<\/p>

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UMA PRODU\u00c7\u00c3O VOLTADA AO MERCADO EXTERNO<\/strong><\/h3>

No com\u00e9rcio exterior brasileiro, os alimentos se colocam como um componente fundamental. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que soja, caf\u00e9 e carne bovina, por exemplo, costumam figurar entre os produtos mais exportados pelo pa\u00eds. Embora ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas esse processo tenha se intensificado, ele n\u00e3o \u00e9 uma novidade, como aponta o professor do Departamento de Economia da UFSM Paulo Feistel, que tem desenvolvido seus estudos nessa \u00e1rea, focando, sobretudo, nas especificidades do nosso pa\u00eds.<\/p>

Para explicar a rela\u00e7\u00e3o comercial do Brasil com outros pa\u00edses, Feistel recorre ao passado. Ele explica que, historicamente, as nossas exporta\u00e7\u00f5es foram feitas a partir de commodities, ou seja, bens que ainda est\u00e3o em estado bruto ou ainda produtos prim\u00e1rios. \u00c9 o caso, por exemplo, de legumes, cereais e alguns metais. O que as torna t\u00e3o importantes \u00e9 que, apesar de se tratarem de mercadorias prim\u00e1rias ou com baixo n\u00edvel de industrializa\u00e7\u00e3o, suas possibilidades de negocia\u00e7\u00e3o s\u00e3o variadas, considerando justamente sua caracter\u00edstica de serem pouco industrializadas. Al\u00e9m disso, como costuma seguir um padr\u00e3o, o pre\u00e7o das commodities \u00e9, em geral, negociado na Bolsa de Valores Internacionais, e est\u00e1 sujeito a fatores que determinam sua valoriza\u00e7\u00e3o ou queda, como \u00e9 o caso da oferta e da demanda. Olhar para o passado brasileiro nos ajuda a entender essa coloca\u00e7\u00e3o do professor Feistel. S\u00e3o os casos do ciclo do caf\u00e9, da borracha ou mesmo do a\u00e7\u00facar, que mostram uma tend\u00eancia de, historicamente, basearmo-nos em uma economia extrativista.<\/p>

A partir dos \u00faltimos anos da Segunda Guerra Mundial, at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1980, o Brasil passou por um importante processo de industrializa\u00e7\u00e3o. Isso fez com que os produtos manufaturados surgissem na pauta de exporta\u00e7\u00e3o com mais for\u00e7a. Hoje, no entanto, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra. O cen\u00e1rio brasileiro de exporta\u00e7\u00f5es passa a se voltar, uma vez mais, \u00e0s commodities. O professor Feistel cita alguns fatores centrais para essa mudan\u00e7a, dentre os quais destaca: \u201cA abertura comercial que ocorreu no pa\u00eds fez com que a nossa estrutura industrial fosse posta em xeque, pois n\u00e3o era t\u00e3o desenvolvida. Isso que fez com que perd\u00eassemos competitividade com o resto do mundo, em termos de ind\u00fastria\u201d. Aliado a isso, h\u00e1 tamb\u00e9m o grande crescimento da China no mercado internacional, em especial a partir dos anos 2000.<\/p>

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A AGRICULTURA FAMILIAR COMO POSSIBILIDADE<\/strong><\/h3>
A carne bovina, a soja e a cana est\u00e3o entre os produtos mais exportados pelo Brasil. Apesar disso, o modelo de produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio sofre cr\u00edticas devido aos impactos que pode causar ao meio ambiente<\/em><\/div><\/blockquote><\/div>

Por estar diretamente ligada a grandes volumes de alimentos, a produ\u00e7\u00e3o voltada ao com\u00e9rcio exterior est\u00e1 vinculada tamb\u00e9m \u00e0 l\u00f3gica do agroneg\u00f3cio, um conceito entendido por envolver todo o processo de produ\u00e7\u00e3o, armazenamento, processamento e distribui\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas. Em geral, ele costuma ser associado tamb\u00e9m \u00e0 ideia de produ\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>

No caso brasileiro, como apontam dados da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), o setor responde por sete dos dez produtos mais exportados pelo pa\u00eds. Nessa lista est\u00e3o o caf\u00e9, a carne bovina e a soja, por exemplo. Os dados refletem a potencialidade brasileira para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e justificam por que, muitas vezes, somos vistos como o celeiro do mundo.<\/p>

Entretanto, essa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica realidade que se torna destaque ao se tratar do agroneg\u00f3cio. Se na economia o setor \u00e9 abordado como aquele capaz de equilibrar as finan\u00e7as do pa\u00eds, ambientalistas n\u00e3o poupam cr\u00edticas ao modelo de produ\u00e7\u00e3o no qual se estrutura o agroneg\u00f3cio. Tendo como uma de suas caracter\u00edsticas a produ\u00e7\u00e3o de monoculturas em larga escala, modelo que exige a explora\u00e7\u00e3o de vastas extens\u00f5es de terra, os impactos no meio ambiente podem ser severos.<\/p>

A agricultura familiar afeta menos o meio ambiente e se caracteriza pela produ\u00e7\u00e3o diversificada de alimentos. No entanto, com o processo de moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura brasileira, ocorreu tamb\u00e9m um est\u00edmulo \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o do pequeno agricultor em um determinado tipo de cultura<\/em><\/div><\/blockquote>

Outra cr\u00edtica que se faz \u00e9 ao modo como esse tipo de produ\u00e7\u00e3o afeta o pequeno agricultor. Para o professor do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola e Extens\u00e3o Rural da UFSM, Paulo Roberto Silveira, junto com o processo de moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura brasileira, ocorreu tamb\u00e9m um est\u00edmulo \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o do agricultor em um determinado tipo de cultura, em detrimento de uma produ\u00e7\u00e3o diversificada. Ele salienta que s\u00e3o duas as principais consequ\u00eancias desenvolvidas: uma ambiental e outra que afeta a l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia do agricultor familiar.<\/p>

No caso do meio ambiente, o professor considera que a produ\u00e7\u00e3o intensiva e repetitiva de uma mesma atividade agr\u00edcola provoca a degrada\u00e7\u00e3o do solo, reduzindo tamb\u00e9m seu potencial de fertilidade. Al\u00e9m disso, pontua que, para conseguir manter uma produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria, os agricultores acabam optando por utilizar uma grande quantidade de insumos, fertilizantes e herbicidas, influenciando tamb\u00e9m na qualidade da \u00e1gua e do alimento. Isso ocorre por conta da contamina\u00e7\u00e3o que esses produtos podem gerar nos rios pr\u00f3ximos ao local em que s\u00e3o aplicados e mesmo fazer com que o consumidor acabe por ingerir um alimento que j\u00e1 recebeu grande carga de subst\u00e2ncias.<\/p>

Para o pequeno agricultor, as mudan\u00e7as s\u00e3o at\u00e9 mesmo estruturais. Com a tend\u00eancia de abandonar a diversidade de culturas, o produtor perde flexibilidade em rela\u00e7\u00e3o ao mercado. \u201cQuanto mais produtos ele produzisse, mais possibilidades ele teria de, em um eventual fracasso de uma dessas culturas ou de uma queda dos pre\u00e7os, ele se manter com a renda m\u00ednima necess\u00e1ria para a fam\u00edlia\u201d, explica Silveira. Ele considera, ainda, outro ponto que tem sido foco de suas pesquisas: a produ\u00e7\u00e3o de alimentos para o consumo da pr\u00f3pria fam\u00edlia, que perde espa\u00e7o com a op\u00e7\u00e3o pela monocultura. A consequ\u00eancia \u00e9 o empobrecimento da dieta.<\/p>

O que ocorre, diferentemente do modo produtivo centrado na fam\u00edlia, \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de uma agricultura intensiva, pr\u00f3pria do agroneg\u00f3cio, que vem seduzindo o agricultor. O professor Silveira considera que isso acontece porque o modelo atual conta com grande mecaniza\u00e7\u00e3o do processo, e a disponibilidade da m\u00e3o de obra familiar n\u00e3o \u00e9 mais, em muitos casos, suficiente. Al\u00e9m disso, produtos como a soja e o fumo, para citar dois exemplos, d\u00e3o maior certeza de espa\u00e7o no mercado econ\u00f4mico, pois t\u00eam comercializa\u00e7\u00e3o garantida. Quando a safra n\u00e3o \u00e9 boa ou o pre\u00e7o de mercado est\u00e1 em queda, por\u00e9m, as d\u00edvidas pesam no bolso, sobretudo do pequeno agricultor.<\/p><\/div>

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POL\u00cdTICAS P\u00daBLICAS E INVESTIMENTOS: UMA SOLU\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong><\/h3>

Apesar dos problemas e processo de mudan\u00e7as pelos quais passa a agricultura familiar, sua import\u00e2ncia para o pa\u00eds n\u00e3o pode ser deixada de lado. Embora os maiores volumes de alimento sejam produzidos pelo agroneg\u00f3cio, o mercado externo \u00e9 o seu principal destino. E \u00e9 nesse contexto que a agricultura familiar ganha espa\u00e7o, pois, como aponta Silveira, \u201cem todos os tipos de alimentos, inclusive nos gr\u00e3os, a produ\u00e7\u00e3o do pequeno produtor \u00e9 bastante significativa. Quando ela n\u00e3o corresponde por mais de 50% do volume total do abastecimento, \u00e9 algo pr\u00f3ximo a isso ou, at\u00e9 mesmo, superior \u00e0 metade\u201d.<\/p>

Na pr\u00e1tica, esse dado, somado a outros, resulta em um fato hist\u00f3rico: a sa\u00edda do Brasil do Mapa Mundial da Fome. O dado foi anunciado em setembro de 2014 pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO). Conforme pontuou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome, Tereza Campello, esse \u00e9 um resultado que surge a partir da uni\u00e3o de v\u00e1rios fatores e pol\u00edticas p\u00fablicas. Dentre eles est\u00e3o o aumento da oferta de alimentos no pa\u00eds. Ainda, segundo dados da FAO, ao longo dos \u00faltimos dez anos, houve um aumento de 10% na oferta de calorias no pa\u00eds. Desses n\u00fameros j\u00e1 est\u00e3o descontadas as exporta\u00e7\u00f5es e contabilizadas as importa\u00e7\u00f5es realizadas. Mas esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator decisivo. Tamb\u00e9m foram fundamentais investimentos de gera\u00e7\u00e3o de renda e, ainda, os feitos diretamente na agricultura familiar. Diferente do que mesmo os estudiosos da \u00e1rea costumavam entender, hoje sabemos que o problema da fome est\u00e1 mais ligado \u00e0 desigualdade que existe nas pol\u00edticas de distribui\u00e7\u00e3o e no modo como a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada.<\/p>

O professor Silveira considera que o sucesso relativo em combater a fome \u00e9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica de viabilizar condi\u00e7\u00f5es de acesso ao alimento para aqueles que, historicamente, n\u00e3o tiveram essa disponibilidade. \u201cIsso significa dizer que j\u00e1 t\u00ednhamos grande produ\u00e7\u00e3o de alimentos, mas que eles n\u00e3o chegavam a todas as pessoas. Esse \u00e9 um processo que se viabiliza a partir da cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, como tem ocorrido\u201d. Apesar da not\u00edcia de que o pa\u00eds saiu do Mapa Mundial da Fome, ele alerta para alguns desafios que ainda precisam ser considerados nesse cen\u00e1rio. O professor entende que a pol\u00edtica de abastecimento que temos \u00e9 extremamente fragilizada. \u201cPor exemplo, muitas vezes o ideal seria que tiv\u00e9ssemos uma produ\u00e7\u00e3o local ou regional que conseguisse abastecer as demandas daquela popula\u00e7\u00e3o e que se trouxesse de fora dela o m\u00ednimo necess\u00e1rio\u201d, explica. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. N\u00e3o existe uma estrutura de planejamento capaz de operar regionalmente; por isso os alimentos acabam, muitas vezes, circulando por longas dist\u00e2ncias. O professor considera que essa \u00e9 uma lacuna que os munic\u00edpios poderiam suprir.<\/p>

Outro problema apontado pelo professor Silveira \u00e9 que, de forma cada vez mais progressiva, a produ\u00e7\u00e3o de cana para fazer \u00e1lcool e a de soja para fazer biodiesel, por exemplo, ir\u00e3o concorrer com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos para o consumo humano. Sua sugest\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica governamental decisiva para estimular a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, uma vez que a tend\u00eancia \u00e9 que ela diminua. \u201cA n\u00e3o ser que consideremos alimentos somente os gr\u00e3os, porque nos outros tipos a tend\u00eancia \u00e9 um decr\u00e9scimo. Ambos os modos de produ\u00e7\u00e3o [agroneg\u00f3cio e agricultura familiar] podem coexistir, mas \u00e9 preciso que haja um equil\u00edbrio entre ambos\u201d, destaca. Talvez esse seja um dos grandes desafios do abastecimento de alimentos no Brasil.<\/p><\/div><\/div>

Rep\u00f3rter<\/strong>: Daniela Pin Menegazzo<\/em>
Ilustradora<\/strong>: Carolina Delavy Chagas<\/em><\/p><\/div>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Produ\u00e7\u00e3o em larga escala ou ligada \u00e0 agricultura familiar: dois modos distintos que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo abastecimento dos alimentos que chegam at\u00e9 n\u00f3s<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":1553,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1624],"tags":[4488,4176,4487],"class_list":["post-1738","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dossie-producao-de-alimentos-5-edicao","tag-alimentacao-2","tag-nutricao","tag-producao-de-alimentos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1738"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1738\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1553"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}