{"id":226,"date":"2016-04-19T14:59:40","date_gmt":"2016-04-19T17:59:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2016\/04\/19\/post226\/"},"modified":"2021-05-26T21:59:35","modified_gmt":"2021-05-27T00:59:35","slug":"post226","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post226","title":{"rendered":"C\u00e2ncer infanto-juvenil"},"content":{"rendered":"
Embora a incid\u00eancia do c\u00e2ncer infanto-juvenil tenha diminu\u00eddo na \u00faltima d\u00e9cada, devido aos avan\u00e7os no diagn\u00f3stico e no acesso ao tratamento, a doen\u00e7a representa a segunda causa de morte de crian\u00e7as e adolescentes. A forma mais comum de incid\u00eancia dessa doen\u00e7a \u00e9 a leucemia, que corresponde a 29,9% dos casos. Os dados s\u00e3o do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) e mostram a import\u00e2ncia de an\u00e1lises e pesquisas que envolvem o tema. <\/span>\u00a0<\/span><\/p>\n Um estudo realizado em uma cidade no interior de Minas Gerais, prop\u00f4s analisar as rea\u00e7\u00f5es emocionais de diferentes fam\u00edlias durante o tratamento do c\u00e2ncer infantil e juvenil. As pesquisadoras Claudiane Guimar\u00e3es e S\u00f4nia Enumo coletaram dados atrav\u00e9s de entrevistas com quatro m\u00e3es, que possuem filhos em diferentes est\u00e1gios da doen\u00e7a, todos menores de 18 anos. Segundo os resultados da pesquisa, o impacto na fam\u00edlia \u00e9 maior durante os <\/span>cuidados paliativos<\/span>, aqueles em que as possibilidades terapeuticas de cura s\u00e3o nulas.<\/span><\/p>\n Um dos instrumentos utilizados no procedimento da pesquisa foi baseado no question\u00e1rio <\/span>Pedriatic Quality of Life<\/span><\/em> (em tradu\u00e7\u00e3o livre, Qualidade de Vida Pedi\u00e1trica), traduzido para o portugu\u00eas pelo pesquisador Scarpelli. O instrumento de pesquisa mede a forma como o c\u00e2ncer infanto-juvenil afeta as fam\u00edlias, atrav\u00e9s de diferentes dimens\u00f5es: f\u00edsica, emocional, social, cognitiva, comunicacional, preocupa\u00e7\u00e3o, dificuldades no dia-a-dia e rela\u00e7\u00f5es familiares. As oito dimens\u00f5es somam juntas trinta e seis itens. Al\u00e9m da an\u00e1lise quantitativa, medida por meio do c\u00e1lculo das respostas, as autoras tamb\u00e9m abordam o qualitativo, ao fazer perguntas espec\u00edficas sobre cada caso.<\/span><\/p>\n A coleta dos dados foi realizada em janeiro de 2014, com quatro m\u00e3es, durante quarenta minutos. <\/span>As<\/span> crian\u00e7as tinham de sete a 13 anos e cada uma estava em um n\u00edvel diferente do tratamento da leucemia. A identidade das fam\u00edlias foi preservada pelas pesquisadoras, que nomearam as m\u00e3es em: M1, 4 meses de tratamento; M2: 2 anos de tratamento; M3: 4 anos e 4 meses de tratamento; e M4: 6 anos e 1 m\u00eas de tratamento.<\/span><\/p>\n Os dados colhidos a partir das quatro m\u00e3es possibilitaram verificar que a doen\u00e7a tem impacto diverso em cada fam\u00edlia que lida com a doen\u00e7a, dependendo da fase de tratamento. O maior impacto nas rea\u00e7\u00f5es emocionais ocorreu na fam\u00edlia em fase de cuidados paliativos (M4) e o menor impacto foi apresentado pela fam\u00edlia cuja crian\u00e7a estava em fase de <\/span>manuten\u00e7\u00e3o <\/span>(M3). O resultado, em rela\u00e7\u00e3o aos dados de qualidade de vida familiar, foi maior no \u201cfuncionamento familiar\u201d, os demais resultados podem ser observados no quadro abaixo<\/span><\/span><\/p>\n \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n Os resultados mostram que no momento do diagn\u00f3stico a maior preocupa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia consiste em saber se o tratamento da crian\u00e7a est\u00e1 funcionando, porque quanto menor a pontua\u00e7\u00e3o, maior o impacto. A menor taxa foi a quest\u00e3o do relacionamento com outras pessoas da fam\u00edlia, que obteve 75 pontos. \u00a0Segundo as pesquisadoras, \u201cno primeiro momento, ao choque no diagn\u00f3stico da doen\u00e7a soma-se o impacto de cuidar do filho, gerando perturba\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas, emocionais e f\u00edsicas. Contudo, tamb\u00e9m ocorreram relatos de esperan\u00e7a na cura e na boa recupera\u00e7\u00e3o, e bom funcionamento familiar, confirmando dados da literatura.\u201d<\/span><\/p>\n

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\n Claudiane Guimar\u00e3es espera que a pesquisa “possa levar informa\u00e7\u00f5es para que o profissional de sa\u00fade possa auxiliar o cuidador familiar de forma eficaz, compreendendo-o como unidade de cuidado e reconhecendo as poss\u00edveis estrat\u00e9gias de enfrentamento frente a essa situa\u00e7\u00e3o, com isso o familiar pode ser melhor atendido dentro de suas demandas”.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n