{"id":242,"date":"2016-05-05T09:33:56","date_gmt":"2016-05-05T12:33:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2016\/05\/05\/post242\/"},"modified":"2016-05-05T09:33:56","modified_gmt":"2016-05-05T12:33:56","slug":"post242","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post242","title":{"rendered":"Rockabilly Brasil"},"content":{"rendered":"

O <\/span>rockabilly<\/span><\/em> \u00e9 um movimento musical iniciado nos Estados Unidos durante a d\u00e9cada de 1950. \u00c9 prov\u00e1vel que a maioria das pessoas conhe\u00e7a o movimento a partir de filmes lan\u00e7ados nos anos 80 e de seus m\u00fasicos mais famosos, como Elvis, mesmo sem saber que se trata de <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Basta um <\/span>bad boy<\/span><\/em> com topete engraxado, jaqueta de couro e jeans para se saber do que estamos falando. E foi justamente para trazer o movimento ao conhecimento geral que Eduardo Molinar lan\u00e7ou seu livro <\/span>Rockabilly<\/span><\/em> Brasil. Molinar \u00e9 um jornalista santa-mariense de 21 anos, graduado pela UFSM em 2015. Seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso foi o projeto experimental de um livro-reportagem sobre o movimento <\/span>rockabilly<\/span><\/em> no Brasil. Ap\u00f3s um ano de trabalho intenso e muitas entrevistas, ele lan\u00e7ou seu livro no in\u00edcio de 2016. Abaixo, a entrevista de Eduardo Molinar para a revista Arco:<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

\"Eduardo<\/span><\/p>\n

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O que \u00e9 o <\/strong>rockabilly<\/em><\/strong>?<\/strong><\/p>\n

O <\/span>rockabilly<\/span><\/em>, basicamente, \u00e9 m\u00fasica. Hoje em dia \u00e9 o que a gente chama de <\/span>rock and roll<\/span><\/em> dos anos 50. Mas <\/span>rockabilly<\/span><\/em> \u00e9 uma uni\u00e3o do <\/span>rock<\/span><\/em> and roll<\/span><\/em> dos negros com a m\u00fasica <\/span>country<\/span><\/em> de ra\u00edz, que \u00e9 o <\/span>hillbilly<\/span><\/em>. Da\u00ed vem a express\u00e3o <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Existe uma diferen\u00e7a no som. \u00c9 o <\/span>rock<\/span><\/em> com um som mais \u201cacaipirado\u201d. S\u00f3 que nos anos 50 n\u00e3o se falava em <\/span>rockabilly<\/span><\/em>, era <\/span>rock<\/span><\/em> and roll<\/span><\/em>. No entanto, os artistas que gravavam <\/span>rockabilly<\/span><\/em> tamb\u00e9m gravavam <\/span>rock<\/span><\/em>, como foi com o Elvis, que come\u00e7ou num som mais caipira e foi para um som mais pesado. Os <\/span>rockers<\/span><\/em> s\u00e3o aqueles que adotaram o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> como estilo de vida desde os anos 50. Alguns eram chamados de <\/span>greasers<\/span><\/em>, por causa do cabelo engraxado, ou de delinquentes juvenis. Alguns realmente eram delinquentes, eram mesmo bandidos; mas a maioria n\u00e3o era. O pessoal come\u00e7ou a se juntar em gangues, a ser influenciado pelos filmes de Marlon Brando e James Dean.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

O movimento sofreu uma queda nos Estados Unidos, mas na Inglaterra sobreviveu muito forte. De l\u00e1 partiu, no final dos anos 70 e in\u00edcio dos 80, um <\/span>revival<\/span><\/em> do <\/span>rockabilly<\/span><\/em>, com novas gangues e novas bandas, fazendo um som bem mais pesado e pegando um pouco do <\/span>punk <\/span><\/em>e do <\/span>new wave<\/span><\/em>. Apareceram uns caras com uns topetes muito maiores, usando cal\u00e7as coloridas e jaqueta de couro. Foi uma coisa bem diferente, mas tamb\u00e9m muito legal. Nos anos 80, ele chega aqui no Brasil, em S\u00e3o Paulo. E chegou como m\u00fasica e como subcultura. O pessoal come\u00e7ou a se juntar em gangues de rua mesmo. As pessoas de classe m\u00e9dia (e algumas de classe baix\u00edssima) foram se unindo ao movimento e fazem parte dele at\u00e9 hoje. No Brasil, o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> come\u00e7ou como subcultura em 79. Hoje em dia tem hamburguerias, casas de show que tocam <\/span>rockabilly<\/span><\/em>, e v\u00e1rias bandas tocando em Porto Alegre, S\u00e3o Paulo, Curitiba. Mas por volta de 1983, n\u00e3o tinha nada. O cara que queria curtir tinha que ir para a rua. Eles se juntavam, compravam uma cerveja e ficavam curtindo na rua. Quem fazia parte naquela \u00e9poca dava o sangue pelo movimento.<\/span><\/p>\n

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Voc\u00ea falou que o <\/strong>rockabilly<\/em><\/strong> \u00e9 bastante visual. Quais s\u00e3o as principais caracter\u00edsticas do movimento?<\/strong><\/p>\n

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Tem <\/span>rock<\/span><\/em>er que n\u00e3o gosta de usar visual. Ou, pelo menos, um visual t\u00e3o escrachado. Mas o b\u00e1sico \u00e9 jeans, bota e camisa branca. Esse \u00e9 o visual tradicional. \u00c9 o que os motoqueiros dos anos 50 usavam. Aqueles caras vinham da Segunda Guerra desempregados, subiam na moto e usavam essa roupa, n\u00e3o por estilo, mas porque era a roupa mais barata que tinha. Quem usava jeans nos anos 50 era muito mal visto; jeans era coisa de jovem ou de trabalhador. Normalmente era pobre quem usava jeans. Mas esse visual tradicional perdura at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n

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Com o advento do <\/span>neo rockabilly<\/span><\/em> dos anos 80, o pessoal come\u00e7ou a usar o cabelo maior, topetes bem extravagantes, alguns at\u00e9 raspam dos lados e deixam o topete s\u00f3 em cima (tem v\u00e1rios tipos de cabelo, mas o mais tradicional \u00e9 o topete, puxado para tr\u00e1s). Come\u00e7aram a adicionar <\/span>patches <\/span><\/em>(s\u00edmbolos) na jaqueta de couro. Come\u00e7aram a usar muito mais tatuagens de v\u00e1rias coisas. Alguns come\u00e7aram a usar o jeans mais rasgado, outros a usar t\u00eanis. Mas o tradicional do <\/span>rockabilly<\/span><\/em> \u00e9 isso: a jaqueta de couro e o topete. \u00c9 isso que identifica o pessoal.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Quem quer usar o visual, quer conhecer mais, \u00e9 muito bem recebido dentro do movimento. \u00c0s vezes eu paro na rua para responder algumas d\u00favidas das pessoas. Teve um cara em Porto Alegre que me perguntou como fazia o cabelo igual ao meu. Eu estava com um topete imenso! Eu expliquei a ele que uso secador, uso spray, uso pomada… \u00c9 legal esse contato. E tem muita gente que nunca ouviu falar e est\u00e1 descobrindo o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> agora, e come\u00e7a a usar visual, come\u00e7a a curtir e isso \u00e9 legal. O <\/span>rockabilly<\/span><\/em>, realmente, al\u00e9m de musical \u00e9 muito visual. D\u00e1 para identificar um <\/span>rock<\/span><\/em>er de longe. E \u00e9 bom que seja assim.<\/span><\/p>\n

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\"Gangue<\/p>\n

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E como surgiu o seu interesse pelo <\/strong>rockabilly<\/em><\/strong>?<\/strong><\/p>\n

Com sete, oito anos, eu conheci o Elvis por acaso, num filme dos <\/span>Homens de Preto<\/span><\/em>. No primeiro filme, tem uma cena em que eles est\u00e3o num t\u00fanel e o cara bota uma fita do Elvis. Era uma m\u00fasica dos anos 70. E eu perguntei para o pai quem era aquele cantor. O pai me respondeu que a m\u00fasica era do Elvis. O nome \u201cElvis\u201d acendeu uma luz na minha cabe\u00e7a, um nome diferente… Depois, uma tia minha que gostava me deu um CD dele das m\u00fasicas dos anos 50, do comecinho da carreira. Ele nem usava bateria nas m\u00fasicas ainda. Era guitarra, baixo e viol\u00e3o. Eu n\u00e3o sabia que era <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Comecei a usar esse estilo antes de saber. Com doze anos eu j\u00e1 usava o cabelo penteado para tr\u00e1s. A\u00ed que fiquei sabendo que era <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Mas eu vi Gene Vincent, Eddie Cochran, assisti aos filmes de James Dean, Marlon Brando, aos filmes dos anos 80 (teve uma explos\u00e3o de filmes de gangues nos anos 80) e passei a me interessar cada vez mais. At\u00e9 hoje eu estou descobrindo coisas e bandas que eu n\u00e3o conhecia.<\/span><\/p>\n

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O que levou voc\u00ea a fazer um livro-reportagem sobre isso para o seu Projeto Experimental de Conclus\u00e3o de Curso?<\/strong><\/p>\n

Quando tinha que achar um tema para o TCC, eu pensei em fazer sobre o Elvis. Mas tem tanta coisa sobre o Elvis. tanto estudo muito melhor do que o que eu poderia fazer, que pensei que seria s\u00f3 mais um. Ent\u00e3o surgiu o nome \u201c<\/span>rockabilly<\/span><\/em> no Brasil\u201d na minha cabe\u00e7a. E eu percebi que n\u00e3o existia nada aqui no Brasil sobre <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Existem as reportagens, mas esse \u00e9 o primeiro livro do movimento.<\/span><\/p>\n

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S\u00f3 que eu n\u00e3o conhecia <\/span>rockabilly<\/span><\/em> no Brasil. Eu achava que eu era o \u00fanico <\/span>rocker<\/span><\/em>, porque eu nunca tinha encontrado outro <\/span>rock<\/span><\/em>er. Ent\u00e3o eu comecei a pesquisar pela internet e surgiu o blog do Luiz Teddy, o filho do Eddy Teddy, um dos <\/span>pioneiros<\/span> do <\/span>rockabilly<\/span><\/em> no <\/span>Brasi<\/span>l. O Luiz escrevia, pelo menos um pouquinho, sobre o movimento. Foi a partir dele que eu comecei a descobrir outros caras e uma coisa foi ligando \u00e0 outra. Foi quando eu percebi que isso n\u00e3o podia ser uma monografia. N\u00e3o existem teorias sobre o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> aqui. Talvez alguma teoria de sociologia, mas \u00e9 muito dif\u00edcil. Eles n\u00e3o entendem o que o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> \u00e9. Eles n\u00e3o entendem nem o <\/span>punk<\/span><\/em> direito, imagina o <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Porque, no Brasil, o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> \u00e9 uma coisa muito <\/span>underground<\/span><\/em>. \u00c9 bem complicado de entender. Ent\u00e3o eu me informei com alguns professores e eles disseram que eu podia fazer um livro-reportagem.<\/span><\/p>\n

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\"Capa<\/span><\/p>\n

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Como foi a produ\u00e7\u00e3o da pesquisa e o processo de escrita?<\/strong><\/p>\n

Fui para S\u00e3o Paulo em dezembro de 2014. Fiz todo um trabalho de apura\u00e7\u00e3o antes, j\u00e1 tinha listas de nomes de pessoas com quem eu tinha que conversar. Quando cheguei em S\u00e3o Paulo, eu encontrei gangues, encontrei bandas, encontrei tudo. Comecei a pesquisar e fazer as entrevistas e usei algumas teorias <\/span>de hist\u00f3ria oral<\/span><\/em>.<\/span><\/p>\n


\n<\/span>Eu botava o gravador no bolso e sa\u00eda por S\u00e3o Paulo. Cada lugar de S\u00e3o Paulo que existe eu fui. Tanto nos mais ricos quanto nos mais pobres eu estive entrevistando. Tudo que eu aprendi no curso eu usei no livro. Foi a primeira oportunidade que eu tive de usar todos os conhecimentos. E eu tive que usar porque foi bem complicado, foi um trabalho de campo muito dif\u00edcil. Eu n\u00e3o conhecia nada de S\u00e3o Paulo, e sair no visual em S\u00e3o Paulo, agora est\u00e1 mais tranquilo, antes era mais perigoso, mas \u00e9 complicado mesmo assim. Tem alguns grupos que n\u00e3o se batem muito bem, ent\u00e3o sempre tem aquele perigo.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Eu fui entrevistando e fui gravando. Tudo era gravado e enquanto ia entrevistando pegava as fotos. Fotos que o cara tinha eu digitalizava. Quando voltei eu tinha umas dez entrevistas. Mas a coisa \u00e9 muito maior… Ent\u00e3o eu voltei em junho de 2015 e fiquei quase um m\u00eas l\u00e1, s\u00f3 entrevistando. \u00c0s vezes eu ia beber de noite nas festas, encontrava um cara, puxava o gravador e<\/span>
\n<\/span>deixava gravando enquanto conversava. Muita entrevista saiu da\u00ed. N\u00e3o s\u00f3 na Rua Augusta, como no ABC paulista, e em tudo que \u00e9 canto.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Depois eu voltei, transcrevi todas e fiquei at\u00e9 janeiro escrevendo. Mandei fazer o livro pela Pallotti. \u00c9 um livro independente e eu banquei todo ele. Estou iniciando a produ\u00e7\u00e3o do livro dois, e, se eu parar, ningu\u00e9m mais vai escrever, porque \u00e9 muito complicado. Tem muita briga, muita rixa e eles precisavam de algu\u00e9m neutro e eu tenho que ser neutro, \u00e9 meu dever jornal\u00edstico. Ent\u00e3o eu fui e consegui reunir todas as brigas, hist\u00f3rias e festas no livro. Mas um livro \u00e9 pouco. Eu vou fazer outro e, quem sabe, um livro tr\u00eas. Mas, por enquanto, eu estou iniciando a produ\u00e7\u00e3o do livro dois.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Ainda tem bastante material?<\/strong>
\n<\/span>Tem. Tem muita coisa que eu tive que deixar de fora. Muita foto estava estragada. Muito relato n\u00e3o d\u00e1 para ir no livro. Muito detalhe sobre algumas pessoas n\u00e3o tem porque entrar. Ent\u00e3o eu tive que fazer essa sele\u00e7\u00e3o de coisas que dariam e n\u00e3o dariam para ir. Tem coisa que n\u00e3o tem porque relatar. Mas eu tentei ser o mais abrangente poss\u00edvel. Ainda assim, estou sofrendo muita cr\u00edtica. Esse foi um problema que eu encontrei: escrever sobre coisas que eu n\u00e3o devia. Porque eu dependo do relato. Claro, cada relato foi investigado. Mas eu n\u00e3o vi o que eles est\u00e3o me contando, eu apenas posso imaginar.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Mas foi bom fazer isso. Porque d\u00e1 para aprender muita coisa, mudar conceitos que se tem sobre o jornalismo, ver o quanto a m\u00eddia grande \u00e9 sacana. Na hora de divulgar o livro em algumas m\u00eddias maiores os caras escreveram textos infantis, n\u00e3o procuraram nem saber o que \u00e9 <\/span>rockabilly<\/span><\/em>.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Eu tive muita ajuda na m\u00eddia alternativa. Eu j\u00e1 conhecia um pouco. Fiz um fanzine uma vez. Mas n\u00e3o sabia que a m\u00eddia alternativa era t\u00e3o forte assim. A gente sabia que tinha voz ali na faculdade, mas eu nunca tinha vivido essa voz. Ent\u00e3o, as pessoas produzindo o pr\u00f3prio conte\u00fado me mostraram que a m\u00eddia alternativa \u00e9, talvez, mais forte ainda que a m\u00eddia tradicional atualmente, para essa parte underground. E ali eu conseguia falar o que eu queria nas entrevistas, eles divulgaram bem certinho o que eu falava. Eu aprendi que o jornalismo alternativo est\u00e1 muito maior do que eu imaginava e isso \u00e9 muito bom. D\u00e1 para tirar um pouco do poder de quem n\u00e3o entende nada do que os outros fazem e botar um pouco de voz em quem precisa. E n\u00e3o sou s\u00f3 eu.<\/span>
\n<\/span>Existe livro sobre punk, existe livro sobre <\/span>psychobilly<\/span><\/em>, existe livro sobre metal; pessoas que precisam de voz e que a m\u00eddia grande n\u00e3o vai dar voz. Se der, vai distorcer as coisas. Essa \u00e9 uma parte bem surpreendente do meu trabalho. Eu encontrei na m\u00eddia alternativa um espa\u00e7o muito grande e muito melhor que na m\u00eddia tradicional.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Voc\u00ea conseguiu alcan\u00e7ar seus objetivos com a publica\u00e7\u00e3o do primeiro livro ou \u00e9 algo que ainda vai buscar na continua\u00e7\u00e3o do projeto?<\/strong><\/p>\n

O objetivo em si \u00e9 divulgar o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> da forma que ele merece ser divulgado. Eu amo o <\/span>rockabilly<\/span><\/em> e o vivo todos os dias. A gente n\u00e3o se veste s\u00f3 para festa, s\u00f3 para o fim de semana. Eu uso esse estilo todos os dias. Ent\u00e3o o objetivo \u00e9 divulgar o movimento e trazer novos adeptos, se poss\u00edvel. Tem um registro em livro. Est\u00e1 documentado. Ent\u00e3o eu espero que usem em trabalhos acad\u00eamicos, que usem como refer\u00eancia em outros lugares para falar sobre o movimento e para levar conhecimento para as pessoas. \u00c9 isso que eu quero.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Ningu\u00e9m vai ficar rico com <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. Depois do Brian Setzer, o vocalista dos <\/span>Stray Cats<\/span><\/em>, ningu\u00e9m mais ficou rico com <\/span>rockabilly<\/span><\/em>. N\u00e3o \u00e9 ganhar dinheiro. N\u00e3o \u00e9 ganhar fama. Realmente, se eu quisesse isso, eu ia fazer alguma outra coisa. Mas o objetivo \u00e9 levar conhecimento. A perspectiva, claro, \u00e9 vender, pelo menos, para pagar a gr\u00e1fica. \u00c9 um dinheiro que eu n\u00e3o tenho. Mas com a venda dos livros eu vou pagando e vou juntando dinheiro para o pr\u00f3ximo.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Sem holofotes, sem estrelismo. O objetivo vai ser sempre esse: levar conhecimento. Se algu\u00e9m quiser me parar na rua para conversar, perguntar, ou at\u00e9 mesmo dizer de algo que n\u00e3o gostou, eu vou parar e vou conversar. O objetivo \u00e9 levar o movimento para o conhecimento geral de todos. Para todos que quiserem conhecer, est\u00e1 a\u00ed o livro. Quem quiser conversar, estou a\u00ed tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n

 <\/p>\n

Onde o livro est\u00e1 \u00e0 venda?<\/strong><\/p>\n

Aqui em Santa Maria, s\u00f3 comigo. Eu mesmo entrego. Vou at\u00e9 a pessoa. Mas tamb\u00e9m estou vendendo por correio. A pessoa faz o dep\u00f3sito na minha conta e eu mando por correio. Est\u00e1 \u00e0 venda em S\u00e3o Paulo, em duas lojas e em Porto Alegre, na Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana, onde eu fiz a exposi\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 \u00e0 venda tamb\u00e9m em Manaus, em uma produtora punk. Mas quem quiser pode falar diretamente comigo, que eu envio por correio. Pode ser pelo Facebook, Eduardo Molinar, ou pela conta do livro mesmo, que \u00e9 \u201cLivro <\/span>Rockabilly<\/span><\/em> Brasil\u201d, no Facebook e no Instagram. Quem quiser, \u00e9 s\u00f3 mandar mensagem l\u00e1 que rapidamente eu respondo e j\u00e1 envio o livro, se quiser.<\/span><\/p>\n

Reportagem: Matheus Santi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Livro-reportagem produzido na UFSM registra a hist\u00f3ria do movimento no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1524],"tags":[],"class_list":["post-242","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/970"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}