{"id":256,"date":"2016-05-24T15:52:01","date_gmt":"2016-05-24T18:52:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2016\/05\/24\/post256\/"},"modified":"2016-05-24T15:52:01","modified_gmt":"2016-05-24T18:52:01","slug":"post256","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post256","title":{"rendered":"O segredo da pir\u00e2mide"},"content":{"rendered":"
Adelmo Genro Filho nasceu em S\u00e3o Borja. Quando ele tinha dois anos de idade, sua fam\u00edlia se mudou para Santa Maria, onde ele teve seu primeiro contato com movimentos sociais, sendo l\u00edder estudantil de organiza\u00e7\u00f5es clandestinas de resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar, por exemplo. Adelmo formou-se em jornalismo pela UFSM em 1975 e trabalhou em jornais como <\/span>A raz\u00e3o <\/span><\/em>(Santa Maria), <\/span>Semin\u00e1rio de Informa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica<\/span><\/em> (Iju\u00ed) e <\/span>Jornal da Informa\u00e7\u00e3o <\/span><\/em>(Porto Alegre). <\/span><\/p>\n <\/p>\n Em 1982, atrav\u00e9s de concurso p\u00fablico, Adelmo tornou-se docente do curso de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, local tamb\u00e9m onde cursou seu mestrado em Ci\u00eancias Sociais, apresentando como disserta\u00e7\u00e3o um trabalho que resultou na publica\u00e7\u00e3o do seu livro \u201cO segredo da pir\u00e2mide: para uma teoria marxista do jornalismo\u201d, sendo este at\u00e9 hoje uma das principais refer\u00eancias sobre teoria do jornalismo na Am\u00e9rica Latina. A morte prematura do pesquisador, em 1988, contribuiu para a consolida\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o m\u00edtica sobre Adelmo, que est\u00e1 amplamente representada nas falas sobre o autor ditas por quem militou ou trabalhou com ele. As quest\u00f5es propostas por Adelmo no livro \u201cO segredo da pir\u00e2mide\u201d, tamb\u00e9m de 1988, permanecem bastante atuais para se pensar o momento que vive o jornalismo no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n <\/p>\n A revista Arco conversou com o professor de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Felipe Pontes, que escreveu o livro \u00a0\u201cAdelmo Genro Filho e a Teoria do Jornalismo\u201d sobre a obra de Adelmo, sua forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e intelectual e de que modo seu texto foi utilizado por pesquisadores do Jornalismo.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Felipe esteve em Santa Maria para lan\u00e7ar o livro na Feira do Livro de Santa Maria al\u00e9m de participar do lan\u00e7amento do document\u00e1rio \u201cUm gesto que se fez: A luta e a obra de Adelmo Genro Filho\u201d, produzido por um grupo de estudantes do 6\u00ba semestre de Jornalismo da UFSM na disciplina Document\u00e1rio.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Essa \u00e9 a primeira vez que ele vem \u00e0 Santa Maria, mesmo que as descri\u00e7\u00f5es de lugares da cidade e as in\u00fameras entrevistas que fez para sua pesquisa de doutorado com pessoas que conviveram com Adelmo Genro Filho na \u00e9poca em que residia na cidade indiquem o contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n O que te motivou a pesquisar sobre Adelmo Genro Filho e as concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas dele?<\/strong><\/p>\n Eu estava no doutorado de Sociologia Pol\u00edtica da UFSC, que era o curso que o Adelmo tinha feito, e no qual tinha escrito a disserta\u00e7\u00e3o de \u201cO Segredo da Pir\u00e2mide\u201d. Meu tema de projeto era sobre as Teorias do Jornalismo. Eu tinha uma pergunta central: Por que o Jornalismo nos \u00faltimos 20 anos passou a defender a exist\u00eancia de Teorias do Jornalismo e a se defender como campo acad\u00eamico espec\u00edfico? Era essa minha preocupa\u00e7\u00e3o principal.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Depois fazendo uma revis\u00e3o eu percebi que o projeto estava muito amplo e eu j\u00e1 vinha conversando com um professor da UFSC, chamado Francisco Karam, que foi meu professor no mestrado. Ele me disse: \u201cFelipe, por que voc\u00ea n\u00e3o estuda o Adelmo?\u201d. Eu j\u00e1 estava fazendo um grupo de estudos no mestrado sobre \u201cO segredo da pir\u00e2mide\u201d, j\u00e1 tinha sido convidado pelo pessoal do Diret\u00f3rio Estudantil de Jornalismo da UFSC para dar um curso sobre \u201cO Segredo da Pir\u00e2mide\u201d para eles. Ent\u00e3o eu pensei: \u201cPor que n\u00e3o o Adelmo?\u201d.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Eu sempre tinha uma percep\u00e7\u00e3o de que eu n\u00e3o poderia mexer com o livro \u201cO Segredo da Pir\u00e2mide\u201d, com a hist\u00f3ria do Adelmo, uma vez que isso seria uma heran\u00e7a daqueles que viveram com o Adelmo. Eu tinha essa vis\u00e3o e achava que n\u00e3o tinha direito de entrar na Hist\u00f3ria. Posteriormente, conversando com essas pessoas fui percebendo que a aura que constru\u00edram em torno do Adelmo era t\u00e3o densa que as pr\u00f3prias pessoas n\u00e3o conseguiriam limpar essa aura para estudar de uma maneira tranquila, cr\u00edtica, sem paix\u00f5es, sem reminisc\u00eancias, sem mem\u00f3ria, estudar o livro como ele merecia academicamente. Ent\u00e3o eu me incumbi da tarefa.<\/span><\/p>\n <\/p>\n \u201cEu queria que as pessoas entendessem que a hist\u00f3ria do Adelmo precisa ser contada a partir do seu contexto de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e intelectual. \u00a0Em nenhum momento ele negou a teoria marxista que ele coloca no subt\u00edtulo\u201d.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n <\/p>\n <\/p>\n O livro que voc\u00ea est\u00e1 lan\u00e7ando \u00e9 a sua tese ou uma adapta\u00e7\u00e3o dela?<\/strong><\/p>\n O livro \u00e9 a tese. At\u00e9 pediram para reduzir, e tirar um pouco do peso acad\u00eamico dela. Mas \u00e9 um texto que precisa ser acad\u00eamico. Algu\u00e9m precisa discutir o texto do Adelmo de maneira profunda e acad\u00eamica. E se isso n\u00e3o vender editorialmente, n\u00e3o precisa publicar o livro. Mas eu n\u00e3o quero tirar nada. At\u00e9 me fizeram a proposta de eu publicar somente o segundo cap\u00edtulo, que \u00e9 o capitulo biogr\u00e1fico sobre o Adelmo. Eu tamb\u00e9m neguei. Eu falei \u201cse eu publicar o cap\u00edtulo biogr\u00e1fico eu vou vender muito livrinho de 100 p\u00e1ginas e pouqu\u00edssimos livros de 250, 300 p\u00e1ginas, que \u00e9 o restante da tese\u201d.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Eu queria que as pessoas entendessem que, para estudar a hist\u00f3ria do \u201cSegredo da pir\u00e2mide\u201d, a hist\u00f3ria do Adelmo precisa ser contada a partir do seu contexto de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e intelectual. E para isso \u00e9 necess\u00e1rio o sujeito entender o que \u00e9 pr\u00e1xis, o que \u00e9 dial\u00e9tica, o que \u00e9 forma, o que \u00e9 conte\u00fado, o que \u00e9 conhecimento – que \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do autor mesmo. Em nenhum momento ele negou a teoria marxista que ele coloca no subt\u00edtulo.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Essa rela\u00e7\u00e3o com a pr\u00e1xis me parece fundamental para compreender a proposta de Adelmo…<\/strong><\/p>\n O texto tinha um car\u00e1ter pr\u00e1tico muito direto. Ele queria responder uma demanda dos estudantes da UFSC que [o Adelmo] percebia – e que era uma demanda dos estudantes de Jornalismo de modo geral – : \u201cEu sou um sujeito de esquerda, tenho forma\u00e7\u00e3o marxista, tenho uma forma\u00e7\u00e3o consolidada. Mas a minha base te\u00f3rica marxista diz que o Jornalismo n\u00e3o deveria existir. Que no socialismo o jornalismo deveria acabar ou que o Jornalismo \u00e9 um tipo de mercadoria somente\u201d. Por outro lado, um grupo dizendo: \u201cN\u00e3o, o marxismo n\u00e3o explica nada do Jornalismo. Voc\u00ea vai chegar na reda\u00e7\u00e3o, vai passar quatro ou cinco meses sendo burilado por um jornalista mais velho e vai se tornar um jornalista da pr\u00e1tica\u201d. <\/span><\/p>\n <\/p>\n Adelmo tinha que tentar resolver esse problema. Como pensar sujeitos que sejam cr\u00edticos, que tenham uma forma\u00e7\u00e3o marxista cr\u00edtica e que v\u00e3o entrar no mercado profissional e fazer Jornalismo a partir da not\u00edcia – que \u00e9 aquilo que \u00e9 mais raso, mais explorado. E \u00e9 aquilo que os jornalistas menos consideram como forma de conhecimento, que os jornalistas menos veem potencial revolucion\u00e1rio.<\/span><\/p>\n <\/p>\n O que ele tentou propor foi que n\u00e3o se podia abandonar a not\u00edcia di\u00e1ria porque \u00e9 o produto jornal\u00edstico mais consumido, que mais chega para as pessoas. Existe um potencial revolucion\u00e1rio dentro da not\u00edcia. Se voc\u00ea faz uma not\u00edcia cr\u00edtica, se voc\u00ea demonstra que a realidade \u00e9 muito mais complexa, cr\u00edtica e problem\u00e1tica do que aparenta, voc\u00ea consegue seguir todas as regras dos manuais de reda\u00e7\u00e3o e fazer jornalismo de not\u00edcias, sem deixar de ser cr\u00edtico e propor uma transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. A grande meta dele era essa.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Mas essa ainda \u00e9 uma vis\u00e3o recorrente na academia, do valor transformador do texto longo em detrimento da not\u00edcia.<\/strong><\/p>\n Tem um conjunto de pesquisadores que eu vejo dizendo \u201cpor que o Adelmo valoriza a not\u00edcia e n\u00e3o a reportagem? A reportagem gera muito mais conhecimento do que a not\u00edcia\u201d. Mas a maioria dos jornalistas n\u00e3o trabalha com reportagem, trabalha com not\u00edcia. [E] a maioria das pessoas n\u00e3o leem reportagem, elas leem not\u00edcia. \u00c9 com todas as pessoas que \u00e9 poss\u00edvel transformar uma realidade, e n\u00e3o com meia d\u00fazia de intelectuais. O jornalista precisa atuar onde as pessoas e como as pessoas leem. <\/span><\/p>\n <\/p>\n O livro dele era um manual te\u00f3rico. Tanto que ele discutia com o Daniel Hertz, que era o primo dele, que o passo seguinte, se ele fosse seguir no Jornalismo, seria fazer um manual pr\u00e1tico – assim como o manual da <\/span>Folha<\/span><\/em>, o manual do <\/span>Globo<\/span><\/em>. Pegar exemplos pr\u00e1ticos de not\u00edcias, demonstrar not\u00edcias excelentes, que [mostram] a contraditoriedade do real, fazendo um <\/span>lead <\/span><\/em>e sub <\/span>lead<\/span><\/em>, para que pudesse ser demonstrado na pr\u00e1tica, com o manual, como reverter a pir\u00e2mide.<\/span><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n Voc\u00ea coloca que a maioria dos pesquisadores que defendem uma especificidade da pesquisa em Jornalismo s\u00e3o da regi\u00e3o sul. Ao que voc\u00ea acha que se deve isso?<\/strong><\/p>\n Eu tenho uma hip\u00f3tese. Que teoria do jornalismo no Brasil \u00e9 coisa de sulista e mais especificamente coisa de ga\u00facho. H\u00e1 alguns dados que acabam me ajudando nessa hip\u00f3tese, que tem tudo pra ser derrubada. Mas pegando quem cita o Adelmo \u201cexiste\u201d (entre aspas) um certo bairrismo. Grande parte das pessoas que citam o Adelmo s\u00e3o da regi\u00e3o sul. A maior parte dos pesquisadores que citam o Adelmo, na pesquisa que eu realizei com mais de 400 textos, s\u00e3o formados em Santa Maria ou pessoas que em algum momento passaram pela UFSC [onde ele trabalhava quando morreu]. \u00c9 interessante tentar perceber quais s\u00e3o os desenhos de percurso desses sujeitos, mesmo que n\u00e3o possa se confirmar essa hip\u00f3tese. Voc\u00ea vai percebendo que as pessoas que falam de Adelmo foram formados por sujeitos aqui do sul.<\/span><\/p>\n <\/p>\n E como voc\u00ea avalia a repercuss\u00e3o do trabalho marxista de Adelmo na posterior forma\u00e7\u00e3o dos estudos em Jornalismo no Brasil?<\/strong><\/p>\n Boa parte das interpreta\u00e7\u00f5es que vieram depois do Adelmo s\u00e3o interpreta\u00e7\u00f5es que colocam a teoria do Jornalismo que ele prop\u00f5e dentro de uma base construcionista. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de ajustamento do texto \u00e0 uma base que se tornou hegem\u00f4nica nos estudos de jornalismo, que \u00e9 a base construcionista, e se faz uma adapta\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o se discute conceitos. No jornalismo, como o texto do Adelmo \u00e9 muito forte teoricamente, esse texto acabou sendo um artif\u00edcio te\u00f3rico-ret\u00f3rico-pol\u00edtico. [\u00c9 como se os pesquisadores dissessem:] \u201cEu digo que o jornalismo \u00e9 uma forma de conhecimento porque justifica a academia, justifica a profiss\u00e3o, mas eu tiro a roupagem marxista porque ela n\u00e3o me serve mais\u201d. E ai o texto do Adelmo se transforma em uma esp\u00e9cie de ped\u00e1gio, v\u00e1rios autores citam o Adelmo de forma protocolar.<\/span><\/p>\n <\/p>\n “\u00c9 com todas as pessoas que \u00e9 poss\u00edvel transformar uma realidade, e n\u00e3o com meia d\u00fazia de intelectuais. Ent\u00e3o o jornalista precisa atuar onde as pessoas e como as pessoas leem.”<\/strong><\/p><\/blockquote>\n <\/p>\n <\/p>\n Algumas quest\u00f5es que estavam postas para o Jornalismo h\u00e1 quase 30 anos, quando o Adelmo lan\u00e7ou \u201cO Segredo\u201d, ainda est\u00e3o postas hoje?<\/strong><\/p>\n O Jornalismo \u00e9 uma forma de conhecimento? Se \u00e9 uma forma de conhecimento, que tipo de conhecimento \u00e9 esse? Ele deturpa a realidade ou ele ajuda a construir a realidade? Como o jornalismo participa da esfera p\u00fablica? O jornalismo \u00e9 algum tipo de ind\u00fastria cultural somente ou h\u00e1 algo mais no jornalismo como projeto de modernidade. Com a descren\u00e7a da modernidade \u00e9 poss\u00edvel ainda pensar em Jornalismo? \u00c9 poss\u00edvel pensar um horizonte pol\u00edtico socialista, comunista, mantendo o jornalismo?<\/span><\/p>\n <\/p>\n Essas s\u00e3o perguntas de fundo pol\u00edtico, e que se colocam hoje em uma atualidade imensa quando se percebe que estamos vivendo um momento de demiss\u00f5es em massa, de jornais fechando, de grandes grupos empresariais ditos tradicionais fechando um conjunto de t\u00edtulos, de muitos jornalistas desistindo da profiss\u00e3o.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Que outros pontos voc\u00ea considera que estejam atuais em rela\u00e7\u00e3o a obra do Adelmo?<\/strong><\/p>\n Em uma conjuntura em que 90% da categoria \u00e9 formada em Jornalismo: como perceber, por exemplo, alunos formados em jornalismo fazendo um jornalismo t\u00e3o ruim? Isso demonstra certa fal\u00eancia da teoria e da academia em reverter a pr\u00e1tica mec\u00e2nica em pr\u00e1xis, que \u00e9 o projeto do livro. Tentar colocar o jornalista como um ser pensante, como um sujeito cr\u00edtico que possa enfrentar a realidade e n\u00e3o somente absorver a realidade como se ela fosse inerte. Ent\u00e3o no ambiente pol\u00edtico atual isso \u00e9 de uma atualidade absurda.<\/span><\/p>\n <\/p>\n \u00c9 interessante porque o Adelmo come\u00e7a \u201cO Segredo da Pir\u00e2mide\u201d criticando alguns jornalistas, e \u00e9 uma cr\u00edtica bem direcionada ao eixo S\u00e3o Paulo\/Rio de Janeiro, que defendia o fim da obrigatoriedade do diploma naquele momento. Essa era uma campanha especialmente da <\/span>Folha<\/span><\/em> [de S\u00e3o Paulo], no final dos anos 1980, pelo fim da obrigatoriedade do diploma.<\/span><\/p>\n <\/p>\n O Adelmo fala isso, ele vai dizer: \u201cA cr\u00edtica \u00e0 forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica \u00e9 algo descabido\u201d. Ele n\u00e3o disse que deve ser obrigat\u00f3rio o diploma, mas o livro acaba servindo como uma forma de os jornalistas demarcarem um certo terreno, dizendo: \u201cO jornalismo produz um certo tipo de conhecimento, ent\u00e3o n\u00f3s temos que ter forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em Jornalismo, teorias espec\u00edficas em Jornalismo\u201d. Ent\u00e3o come\u00e7a todo um movimento pol\u00edtico-acad\u00eamico, pol\u00edtico-profissional, pra defender a profiss\u00e3o, no qual o livro do Adelmo participa como um tipo de refor\u00e7o.<\/span><\/p>\n Reportagem: Gabriele Wagner de Moura Felipe Pontes lan\u00e7ou livro sobre vida e obra de Adelmo Genro Filho<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1814],"tags":[],"class_list":["post-256","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-humanidades"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=256"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/256\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/785"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}
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