{"id":276,"date":"2016-06-16T09:40:54","date_gmt":"2016-06-16T12:40:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2016\/06\/16\/post276\/"},"modified":"2016-06-16T09:40:54","modified_gmt":"2016-06-16T12:40:54","slug":"post276","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post276","title":{"rendered":"Na ponta do p\u00e9"},"content":{"rendered":"
Superar: transpor obst\u00e1culos, quebrar barreiras ou ir al\u00e9m do que te impede de ser feliz. Essa n\u00e3o \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do dicion\u00e1rio, mas \u00e9 a que motiva muitas pessoas a seguirem em frente com seus objetivos de vida. Em um ciclo incessante e que vai se renovando, ao observar a supera\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m, voc\u00ea percebe que tamb\u00e9m \u00e9 capaz de ir al\u00e9m.<\/span><\/p>\n <\/p>\n \u00c9 com esse esp\u00edrito que vive Melina Reis, uma bailarina de Campinas, S\u00e3o Paulo: cada dia um novo passo, um novo desafio. Por conta de um acidente de carro ocorrido em 2002, e ap\u00f3s mais de 30 cirurgias e complica\u00e7\u00f5es, ela teve que amputar uma parte da perna esquerda. Foi um choque: achou que jamais poderia voltar a ficar na ponta dos p\u00e9s. O acidente foi uma colis\u00e3o entre dois ve\u00edculos em um cruzamento, e a batida comprometeu severamente sua perna.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Ela conta as sequelas do acidente: “uma perna ficou mais curta que a outra, tenho dores fortes diariamente no tornozelo devido a uma artrose degenerativa, perdi m\u00fasculos, duas das principais art\u00e9rias, pele, entre outras coisas”. Durante doze anos, ela realizou cirurgias, fez muitos exames e um longo tratamento.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Melina se dedicava ao bal\u00e9 j\u00e1 na inf\u00e2ncia – e tamb\u00e9m trabalhou como modelo. Mas quem pensa que sua for\u00e7a de vontade havia sido abalada por conta do acidente, est\u00e1 muito enganado. Com a ajuda de um m\u00e9dico especialista em pr\u00f3teses, Melina p\u00f4de subir aos palcos novamente. Foi desenvolvida uma pr\u00f3tese adaptada para que a bailarina pudesse ficar na ponta dos p\u00e9s. Constru\u00edda com gesso, resina e fibra de carbono, a pr\u00f3tese n\u00e3o ficou pronta de um dia pro outro. Foram necess\u00e1rios testes e ajustes, mas o resultado atendeu \u00e0s expectativas: o encaixe dentro de uma sapatilha de bal\u00e9 cl\u00e1ssico foi perfeito.<\/span><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n O molde foi feito a partir de seu p\u00e9 direito e exigiu muitos c\u00e1lculos, al\u00e9m de conceitos de biomec\u00e2nica. Ap\u00f3s menos de uma semana de testes com o novo p\u00e9, Melina j\u00e1 retornou \u00e0s aulas de bal\u00e9. E n\u00e3o pense que ela ficou para tr\u00e1s – dan\u00e7ou t\u00e3o bem quanto as outras bailarinas, e mais: se tornou um exemplo de supera\u00e7\u00e3o para suas colegas.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Toda essa experi\u00eancia inspirou Melina a criar o Instituto de Artes Inclusivas Mel Reis (IAI), que tem como objetivo ajudar na reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica (adquirida p\u00f3s-trauma) atrav\u00e9s das artes. Dan\u00e7ar \u00e9 favor\u00e1vel ao bem estar f\u00edsico e mental e o Instituto fornece uma oportunidade de desenvolver isso de um jeito diferente e divertido, onde cada aluno \u00e9 incentivado a atingir uma meta pr\u00f3pria. “Cada est\u00e1gio do treinamento est\u00e1 dentro da possibilidade dos estudantes, que v\u00e3o aumentando seus conhecimentos dos princ\u00edpios do movimento e dos fundamentos da dan\u00e7a, de uma forma agrad\u00e1vel”, conta Melina.<\/span><\/p>\n \u00a0<\/span><\/p>\n Melina tamb\u00e9m criou uma Web S\u00e9rie para compartilhar experi\u00eancias di\u00e1rias. Assista a um dos v\u00eddeos, que mostra os cuidados que ela deve ter com suas pr\u00f3teses.<\/span><\/p>\n
<\/span><\/p>\nTransm\u00eddia de supera\u00e7\u00e3o<\/h4>\n