{"id":377,"date":"2016-09-23T12:05:06","date_gmt":"2016-09-23T15:05:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2016\/09\/23\/post377\/"},"modified":"2016-09-23T12:05:06","modified_gmt":"2016-09-23T15:05:06","slug":"post377","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post377","title":{"rendered":"Da \u00c1frica para o Brasil"},"content":{"rendered":"
<\/p>\n Mas o interesse pelas presas desses animais tem uma hist\u00f3ria longa. No Brasil, por exemplo, houve uma grande demanda por marfim durante o per\u00edodo colonial, em especial, na regi\u00e3o de Minas Gerais, quando o ouro era abundante e a importa\u00e7\u00e3o de produtos da \u00c1frica n\u00e3o se limitava ao escravo para a m\u00e3o de obra no campo. Nesse per\u00edodo, o marfim podia custar aos mineiros o equivalente ao ouro que abastecia a Coroa Portuguesa e enriquecia os moradores das Gerais.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Desde o descobrimento do Brasil, no s\u00e9culo XV, diversos produtos come\u00e7aram a circular na col\u00f4nia portuguesa, muitos destes oriundos da Europa, \u00c1sia e Africa. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais tra\u00e7a um panorama do com\u00e9rcio de marfim vindo da \u00c1frica para atender a demanda do estado mineiro no s\u00e9culo XVIII. A origem do produto, a manufatura em territ\u00f3rio nacional e as especificidades de um material t\u00e3o nobre causam diversos questionamentos em um campo ainda pouco explorado na hist\u00f3ria brasileira. <\/span><\/p>\n <\/p>\n Para entender o uso do marfim no Brasil Col\u00f4nia, e mais especificamente no estado de Minas Gerais, os pesquisadores enfrentaram algumas dificuldades. Isso porque os documentos que registram a posse e a circula\u00e7\u00e3o do marfim na \u00e9poca s\u00e3o escassos. Os testamentos deixados por pessoas falecidas<\/span> s\u00e3o documentos de suma import\u00e2ncia. Outro recurso explorado pelos pesquisadores foram os documentos presentes em museus e igrejas do Estado de Minas Gerais. <\/span><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n No Brasil colonial, o marfim foi empregado em arte sacra, na produ\u00e7\u00e3o de santos, santas, crucifixos e cortadores de h\u00f3stias; utens\u00edlios para reparti\u00e7\u00f5es administrativas, como sinete, matriz sigilogr\u00e1fica para selo-tinta; utens\u00edlios dom\u00e9sticos de luxo como colheres, cabos de faca e de rev\u00f3lver, bast\u00f5es e penas; utens\u00edlios para botic\u00e1rios como almofarizes e agulhas; e tamb\u00e9m joias e pentes. Em 1987, o Museu de Arte-Sacra da Bahia, localizado em Salvador, publicou um cat\u00e1logo a partir de uma mostra do pr\u00f3prio acervo. \u00a0\u201cEmbora, seja atribu\u00edda origem asi\u00e1tica \u00e0 maioria das pe\u00e7as, algumas diferem totalmente das normas da manufatura indiana, e podem ter sido fabricadas na Bahia \u201d, dizem os pesquisadores.<\/span><\/p>\n Reportagem: Eduardo Tesch e Kau\u00ea Flores Pesquisa resgata informa\u00e7\u00f5es sobre a circula\u00e7\u00e3o de marfim no per\u00edodo do Brasil col\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":940,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1814],"tags":[],"class_list":["post-377","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-humanidades"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/940"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}
<\/span>O marfim \u00e9 um dos produtos mais ex\u00f3ticos do mundo. Extra\u00eddo dos dentes de elefantes, o produto \u00e9 objeto de desejo dos seres humanos h\u00e1 s\u00e9culos. Dados publicados pelo jornal sul africano African Independent estimam que nos dias de hoje, no mercado negro, a tonelada de marfim seja comercializada por cerca de 2.100 d\u00f3lares. Mesmo com seu com\u00e9rcio proibido desde 1989, mais de 30 mil elefantes s\u00e3o mortos, todos os anos, para que suas presas se transformem em produto de troca – e algumas estimativas apontam que entre 2010 e 2012, mais de 100 mil desses animais foram sacrificados em fun\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o de marfim.<\/span><\/p>\n
\nInfogr\u00e1fico: Juliana Krupahtz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"