BR VR<\/a>, que reuniu as empresas e grupos nacionais que produzem esta tecnologia. Foi uma primeira tentativa de aproximar os adeptos que, no pa\u00eds, se espalham em \u00e1reas como jogos, publicidade e televis\u00e3o. A ideia \u00e9 que, a partir deste ano, outros eventos deste tipo sejam organizados no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n <\/p>\n
<\/p>\n
Jogos de realidade virtual<\/strong><\/p>\nA realidade virtual, para a IMGnation, apareceu por acidente. Em 2014, a empresa recebeu um e-mail da Samsung, com a proposta de trabalhar em um projeto secreto – um jogo para a novidade da empresa, Gear Vear – o \u00f3culos de realidade virtual. Desde ent\u00e3o, a empresa santa-mariense tornou-se um dos grupos do pa\u00eds a desenvolver jogos adaptados para este tipo de tecnologia.<\/span><\/p>\n\u00a0<\/span><\/p>\nOrlando Fonseca Junior \u00e9 o \u00fanico dos primeiros s\u00f3cios que ainda dirige a IMGnation, junto com o administrador Maur\u00edcio Schnneider. Para ele, esta mudan\u00e7a de foco da empresa, apesar de bastante expressiva, mant\u00e9m muitas caracter\u00edsticas do trabalho que o grupo realizava, porque os m\u00e9todos e processos s\u00e3o praticamente os mesmos. Algumas coisas, por\u00e9m, precisaram ser reaprendidas: \u201cnum jogo de videogame normal, voc\u00ea tem as informa\u00e7\u00f5es na tela, e isso n\u00e3o funciona em realidade virtual. Em realidade virtual, voc\u00ea est\u00e1 imerso, mas ainda \u00e9 voc\u00ea o respons\u00e1vel por fazer jogo continuar\u201d, explica.<\/span><\/p>\n\u00a0<\/span><\/p>\nSegundo Fonseca, a constru\u00e7\u00e3o de um jogo \u00e9 demorada. O primeiro passo s\u00e3o os <\/span>brainstorms<\/span><\/em> (tempestade de ideias, em ingl\u00eas), quando a equipe decide as ideias em que vai trabalhar. Depois das ideias vem uma extensa pesquisa de possibilidades e, em seguida, todos precisam tentar \u201cminar a ideia\u201d, ou seja, criticar o projeto. Se, ainda assim, ele sobreviver, ser\u00e1 tocado adiante.<\/span><\/p>\n\u00a0<\/span><\/p>\nA fase seguinte \u00e9 o desenvolvimento do prot\u00f3tipo, quando \u201co jogo precisa funcionar com o m\u00ednimo poss\u00edvel\u201d. Para um jogo de corrida, por exemplo: \u201cao inv\u00e9s de desperdi\u00e7ar um m\u00eas modelando um carro perfeito e fazendo toda a pintura, usamos uma caixa 3D no programa, e o jogo tem que funcionar. Se s\u00f3 com a caixa e uma pista o jogo n\u00e3o funcionar, ele n\u00e3o vai ser divertido quando forem colocados os gr\u00e1ficos desenvolvidos\u201d, explica Fonseca.<\/span><\/p>\n\u00a0<\/span><\/p>\nPara entender melhor a imers\u00e3o digital<\/strong><\/p>\nA <\/span>realidade virtual<\/strong> \u00e9 uma tecnologia que utiliza efeitos sonoros, visuais e t\u00e1teis para \u201cenganar\u201d os sentidos e, consequentemente, o sistema neurol\u00f3gico humano. O c\u00e9rebro acredita que aquele cen\u00e1rio \u00e9 verdadeiro e o corpo \u00e9 capaz de reagir a est\u00edmulos em fun\u00e7\u00e3o dessa nova realidade. O usu\u00e1rio precisa vestir dispositivos – geralmente um \u00f3culos de realidade virtual – para criar um ambiente virtual, em que as pessoas podem imergir e interagir com o cen\u00e1rio. Neste tipo de tecnologia, a realidade que pode ser vista \u00e9 forjada, n\u00e3o existe no mundo f\u00edsico, por isso o nome \u201cvirtual\u201d.<\/span><\/p>\n <\/p>\n
<\/span><\/span><\/p>\nDiferente da realidade virtual, a realidade aumentada<\/strong> se utiliza do espa\u00e7o real para inserir elementos virtuais, proporcionando uma mistura entre o mundo virtual e o mundo f\u00edsico. Tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios dispositivos, mas n\u00e3o h\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o, porque existe uma sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens, textos, v\u00eddeos, modelos 3D e outras possibilidades em rela\u00e7\u00e3o ao que podemos chamar de mundo f\u00edsico.<\/span><\/p>\n <\/p>\n
Al\u00e9m dos games, os principais usos da realidade virtual, atualmente, concentram-se em \u00e1reas como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, simula\u00e7\u00e3o e treinamentos militares e de tr\u00e2nsito. Fonseca acredita que as empresas que trabalham com jogos em realidade virtual v\u00e3o encontrar um mercado prop\u00edcio tamb\u00e9m nestas outras \u00e1reas, j\u00e1 que v\u00e3o estar preparados pra trabalhar com essa tecnologia. <\/span><\/p>\n\u00a0<\/span><\/span><\/p>\nO fen\u00f4meno da realidade virtual ainda \u00e9 muito recente e, como conta Fonseca, \u201ctraz uma coisa muito legal, que \u00e9 o fato de ningu\u00e9m ter as respostas, ent\u00e3o todo mundo pode errar sem problema porque, se ningu\u00e9m tem as respostas, s\u00f3 vamos aprender fazendo\u201d. Resta, ent\u00e3o, esperar os pr\u00f3ximos erros – ou as pr\u00f3ximas viagens que a realidade virtual pode proporcionar.<\/span><\/p>\n