{"id":435,"date":"2017-04-20T14:32:09","date_gmt":"2017-04-20T17:32:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2017\/04\/20\/post435\/"},"modified":"2017-04-20T14:32:09","modified_gmt":"2017-04-20T17:32:09","slug":"post435","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post435","title":{"rendered":"Cuidado infantil"},"content":{"rendered":"
<\/p>\n \u201c<\/strong>A gente vai ao m\u00e9dico e [ele] d\u00e1 as medica\u00e7\u00f5es. A\u00ed, tu j\u00e1 tem o rem\u00e9dio em casa, v\u00ea que [a crian\u00e7a] est\u00e1 com c\u00f3lica, d\u00e1 [o medicamento e] n\u00e3o precisa ir ao m\u00e9dico de novo\u201d, disse uma das cuidadoras familiares entrevistadas pela estudante Kassiely Klein em sua pesquisa sobre pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. Kassiely \u00e9 enfermeira formada pela UFSM em Palmeira das Miss\u00f5es e seu projeto de conclus\u00e3o de curso, defendido em 2016, ganha continuidade a partir dos trabalhos do Programa Interdisciplinar de Extens\u00e3o Viva Crian\u00e7a<\/em>, coordenado pela professora Neila Santini de Souza.<\/span><\/p>\n A automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema pouco estudado na perspectiva da enfermagem. Kassiely uniu a relev\u00e2ncia do tema a uma vontade pessoal mais antiga de trabalhar com crian\u00e7as. A popula\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 considerada mais vulner\u00e1vel \u00e0\u00a0automedica\u00e7\u00e3o, visto que \u201ca utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos em crian\u00e7as \u00e9 [em grande parte] baseada em deriva\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas para adultos, n\u00e3o levando em considera\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as entre crian\u00e7as e submetendo-as aos riscos de efic\u00e1cia n\u00e3o comprovada e de efeitos colaterais n\u00e3o avaliados\u201d, explica a enfermeira.<\/span><\/p>\n <\/p>\n A pesquisa de Kassiely foi realizada com 15 familiares de crian\u00e7as com idades entre zero e cinco\u00a0anos, e ressaltou a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o de equipes interdisciplinares em enfermagem, de modo que possam \u201cintervir, assistir e cuidar dessa demanda, a fim de minimizar os riscos pelas intoxica\u00e7\u00f5es e estimular a automedica\u00e7\u00e3o segura\u201d, reitera.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Dentre os principais resultados das entrevistas realizadas pela enfermeira est\u00e1 o fato de que, na maioria das vezes, a automedica\u00e7\u00e3o acontece por responsabilidade da m\u00e3e (60%). Al\u00e9m disso, a pr\u00e1tica da automedica\u00e7\u00e3o j\u00e1 aconteceu com 80% das pessoas respons\u00e1veis pelo cuidado familiar (como av\u00f3s, bab\u00e1s e outras figuras do c\u00edrculo social da crian\u00e7a). Mais da metade dos casos de automedica\u00e7\u00e3o acontece quando as crian\u00e7as apresentam gripe ou resfriado (53,33%). Em segundo lugar, dor de garganta e tosse (46,66%). Casos de automedica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acontecem quando as crian\u00e7as apresentam v\u00f4mito, dor de cabe\u00e7a ou c\u00f3lica (13,33%), entre outras causas.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Segundo Kassiely, \u201ca automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma possibilidade de minimizar os sinais e sintomas que a crian\u00e7a apresenta, bem como uma praticidade em quest\u00f5es de tempo e pela falta de acesso, pois algumas vezes n\u00e3o h\u00e1 profissional para o atendimento imediato, o que faz com que o familiar busque outras formas de cuidar da crian\u00e7a\u201d.<\/span><\/p>\n <\/p>\n As cuidadoras apontaram para uma sucess\u00e3o de pr\u00e1ticas de automedica\u00e7\u00e3o na crian\u00e7a:<\/strong><\/p>\n <\/p>\n
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