{"id":462,"date":"2017-05-12T21:56:12","date_gmt":"2017-05-13T00:56:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/comunicacao\/arco\/2017\/05\/12\/post462\/"},"modified":"2017-05-12T21:56:12","modified_gmt":"2017-05-13T00:56:12","slug":"post462","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/post462","title":{"rendered":"Descoberta Paleontol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"
<\/p>\n <\/p>\n As pessoas que passam pela rodovia que liga Santa Maria a S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine nem imaginam que perto das planta\u00e7\u00f5es foi descoberto um dos mais antigos dinossauros do mundo: o <\/span>Buriolestes schulzi.<\/span><\/em> O pesquisador Rodrigo Temp Muller, t\u00e9cnico em paleontologia do <\/span>Centro de Apoio \u00e0 Pesquisa Paleontol\u00f3gica da Quarta Col\u00f4nia\/Universidade Federal de Santa Maria (CAPPA-UFSM)<\/span>, contribuiu para a descri\u00e7\u00e3o do primeiro esp\u00e9cime encontrado, o que no meio cient\u00edfico \u00e9 chamado de hol\u00f3tipo. Al\u00e9m disso, em seu doutorado o paleont\u00f3logo busca entender como se deu a origem e irradia\u00e7\u00e3o dos dinossauros pertencentes ao grupo Sauropodomorpha<\/em><\/span>, grupo ao qual o animal descoberto pertence.<\/span><\/p>\n <\/p>\n O animal foi batizado em homenagem ao paleont\u00f3logo C\u00e9zar Schultz e tamb\u00e9m \u00e0 fam\u00edlia Buriol, donos das terras em que o f\u00f3ssil foi encontrado. Segundo Rodrigo, o animal \u00e9 um dos primeiros a aparecer na escala evolutiva do grupo <\/span>Sauropodomorpha<\/span><\/em>. Atualmente, o pesquisador est\u00e1 aprofundando a descri\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie atrav\u00e9s da an\u00e1lise de outro f\u00f3ssil coletado perto de onde o primeiro foi achado. \u201cA gente nunca sabe o que vai encontrar, mas conhecemos os s\u00edtios que t\u00eam material onde esperamos achar mais [f\u00f3sseis]. No caso dos dinossauros primitivos \u00e9 dif\u00edcil, mas nunca temos certeza do que vamos encontrar\u201d – nos conta o paleont\u00f3logo. <\/span><\/p>\n \u00a0 Essa descoberta trouxe novidades, como o fato do <\/span>Buriolestes schultzi<\/span><\/em> ser carn\u00edvoro, o que o\u00a0distingue de outros animais do mesmo grupo, que s\u00e3o herb\u00edvoros. Ao nos mostrar o cr\u00e2nio do esp\u00e9cime, o pesquisador conta como \u00e9 poss\u00edvel inferir, a partir da denti\u00e7\u00e3o, a alimenta\u00e7\u00e3o do animal. \u201cOs dentes s\u00e3o curvos, voltados para tr\u00e1s na forma de um punhal e eles t\u00eam serrilhas, que formam um \u00e2ngulo reto em rela\u00e7\u00e3o ao eixo do dente. Se pegarmos um outro animal do mesmo grupo, ele n\u00e3o vai ter esses dentes curvos para tr\u00e1s. Vai ter um dente reto e a serrilha vai formar um \u00e2ngulo obl\u00edquo, esse tipo de dente \u00e9 mais espec\u00edfico para comer planta mesmo\u201d, detalha Rodrigo.<\/span><\/p>\n \u00a0<\/span><\/p>\n Do primeiro esp\u00e9cime, os pesquisadores n\u00e3o puderam recuperar o cr\u00e2nio completo, nem pesco\u00e7o, mas a cauda se preservou. O novo f\u00f3ssil tem quase todo o esqueleto axial, que s\u00e3o as v\u00e9rtebras e costelas. Juntando os dois \u00e9 poss\u00edvel ter uma no\u00e7\u00e3o mais completa de como o animal era inteiro. Por estimativas, o <\/span>Buriolestes schultzi <\/span><\/em>teria aproximadamente um metro e meio de comprimento.<\/span><\/p>\n <\/p>\n
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