{"id":4868,"date":"2018-11-14T15:27:18","date_gmt":"2018-11-14T17:27:18","guid":{"rendered":"http:\/\/coral.55bet-pro.com\/arco\/sitenovo\/?p=4868"},"modified":"2018-11-14T15:27:18","modified_gmt":"2018-11-14T17:27:18","slug":"a-forca-de-um-atomo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/a-forca-de-um-atomo","title":{"rendered":"A for\u00e7a de um \u00e1tomo"},"content":{"rendered":"
Tente imaginar, neste instante, a medida de um metro dividido por um bilh\u00e3o. D\u00edficil? Este \u00e9 o tamanho que o novo Microsc\u00f3pio de For\u00e7a At\u00f4mica da UFSM consegue examinar. A m\u00e1quina, que veio da Coreia do Sul para Santa Maria, entre as v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es, faz an\u00e1lises mais precisas da superf\u00edcie das subst\u00e2ncias estudadas e exige menor prepara\u00e7\u00e3o de materiais em compara\u00e7\u00e3o com outros microsc\u00f3pios da universidade.<\/span><\/p>\n <\/p>\n <\/p>\n O equipamento consegue fazer diversos tipo de imagens, como magn\u00e9ticas, el\u00e9tricas e mec\u00e2nicas. A principal fun\u00e7\u00e3o desse tipo de microsc\u00f3pio \u00e9 saber mais sobre a estrutura de cada amostra por meio de tr\u00eas mapeamentos topogr\u00e1ficos feitos por uma sonda. No primeiro, a m\u00e1quina percorre a amostra em contato direto para saber a dist\u00e2ncia entre um objeto e outro. No segundo, a sonda n\u00e3o entra em contato direto com o material, apenas mede a for\u00e7a de intera\u00e7\u00e3o entre os \u00e1tomos. J\u00e1 no terceiro, ela faz movimentos para cima e para baixo buscando entender a consist\u00eancia e a ades\u00e3o da subst\u00e2ncia. De acordo com Thiago Burgo, professor do departamento de F\u00edsica da UFSM e operador do equipamento, saber as condi\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie estudada \u00e9 um dos pontos que guia uma pesquisa.<\/span><\/p>\n <\/p>\n Outro ganho importante para os pesquisadores que usam o microsc\u00f3pio \u00e9 a facilidade de analisar as amostras, pois a tecnologia n\u00e3o exige uma grande prepara\u00e7\u00e3o, se comparada a microsc\u00f3pios eletr\u00f4nicos. Segundo Burgo, o tempo de manipula\u00e7\u00e3o do material e de an\u00e1lise diminui de horas para minutos. Al\u00e9m disso, o equipamento n\u00e3o necessita que o elemento estudado seja condutor de eletricidade, o que descarta o uso de coberturas met\u00e1licas durante a observa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n <\/p>\n O primeiro microsc\u00f3pio de for\u00e7a at\u00f4mica da UFSM \u00e9 um dos mais modernos que existem, est\u00e1 instalado no Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas (CCNE) e seu valor, segundo Burgo, \u00e9 de 160 mil d\u00f3lares – quase 600 mil reais. A tecnologia do instrumento reduz de forma consider\u00e1vel o pre\u00e7o gasto nos estudos. O professor conta que, dependendo do tipo de an\u00e1lise, a sonda usada pode fazer entre 50 e 100 leituras, e o pre\u00e7o dela gira em torno de 180 reais, enquanto imagens feitas em outros microsc\u00f3pios podem chegar a 500 reais cada uma. <\/span><\/p>\n <\/p>\n Democratiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/b><\/p>\n <\/p>\n Mais uma caracter\u00edstica interessante do microsc\u00f3pio \u00e9 o multiuso, ou seja: ele pode ser usado para diversas an\u00e1lises, em diferentes centros e pesquisas – inclusive externas \u00e0 UFSM, de acordo com Thiago Ardenghi, da Coordenadoria de Pesquisas da Pr\u00f3-Reitoria de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisas (PRPGP) da UFSM. Na maioria dos casos, as m\u00e1quinas s\u00e3o adquiridas via editais de ag\u00eancias de financiamento como Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior Capes (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Universidade j\u00e1 foi contemplada em v\u00e1rios editais ao longo dos \u00faltimos anos, sendo o car\u00e1ter multiusu\u00e1rio dos equipamentos uma das exig\u00eancias para a aquisi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n
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