{"id":6206,"date":"2020-04-27T10:49:29","date_gmt":"2020-04-27T13:49:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6206"},"modified":"2023-02-14T08:14:25","modified_gmt":"2023-02-14T11:14:25","slug":"coronavirus-pandemias-anteriores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/coronavirus-pandemias-anteriores","title":{"rendered":"O novo coronav\u00edrus e o que pandemias anteriores t\u00eam a nos ensinar"},"content":{"rendered":"\t\t
Grupo de pesquisadores da UFSM tra\u00e7a paralelos hist\u00f3ricos entre a covid-19 e a gripe espanhola <\/span><\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Mais do que conhecer o passado, \u00e9 preciso aprender com ele. Em tempos de pandemia, cientistas correm contra o rel\u00f3gio a fim de encontrar uma cura, um tratamento ou uma preven\u00e7\u00e3o ao novo coronav\u00edrus. Enquanto isso, outro grupo de pesquisadores debru\u00e7a-se sobre jornais antigos e materiais hist\u00f3ricos, para pesquisar pandemias anteriores. Se algumas solu\u00e7\u00f5es parecem estar no futuro, outras, por\u00e9m, podem estar l\u00e1 no passado.\u00a0\u00a0<\/span><\/p> Pouco mais de 100 anos separam a pandemia da gripe espanhola e a do coronav\u00edrus. A dissemina\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as, as mortes, os procedimentos adotados pela comunidade e as medidas tomadas pelos governos s\u00e3o estudadas e comparadas pelo Laborat\u00f3rio de Observa\u00e7\u00e3o dos Usos P\u00fablicos do Passado (Louppa), por meio do projeto \u201cMais Hist\u00f3ria, por favor!\u201d.\u00a0<\/span><\/p> A covid-19 levanta quest\u00f5es semelhantes \u00e0s surgidas no passado. Para entender as rela\u00e7\u00f5es desta pandemia com as anteriores, o grupo tra\u00e7a paralelos hist\u00f3ricos. Tudo isso por meio de uma linguagem acess\u00edvel, pois o objetivo \u00e9 que as pessoas que tenham acesso ao conte\u00fado possam compreender e refletir sobre ele. Vinculado ao curso de Hist\u00f3ria da UFSM, o projeto conta com a participa\u00e7\u00e3o de dois professores, 21 alunos da gradua\u00e7\u00e3o e cinco de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o – quatro de Hist\u00f3ria e um de Comunica\u00e7\u00e3o Social.\u00a0<\/span><\/p> O coordenador da pesquisa, professor Jo\u00e3o Manuel Casquinha Malaia Santos, explica que a ideia \u00e9 estimular os estudantes a se ocuparem durante a quarentena. Isso enquanto pesquisam e buscam respostas que auxiliem no debate p\u00fablico. \u201cA todo momento se fala da gripe espanhola para tomar decis\u00f5es, para compreender comportamentos. Ao produzirmos conte\u00fado sobre isso, a partir de uma profunda investiga\u00e7\u00e3o do evento, com metodologia da pesquisa hist\u00f3rica e envolvendo mais de 20 alunos, creio estarmos dando uma grande contribui\u00e7\u00e3o social, enquanto Institui\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o pesquisador.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Dificuldades de registros e informa\u00e7\u00f5es fazem com que os n\u00fameros sobre a gripe espanhola sejam estimados. De acordo com a doutora em Hist\u00f3ria, professora Beatriz Teixeira Weber, a pandemia durou de mar\u00e7o de 1918 a setembro\/outubro de 1919. Naquele per\u00edodo calcula-se que 50 milh\u00f5es a 100 milh\u00f5es de pessoas tenham morrido.\u00a0<\/span><\/p> Tamb\u00e9m n\u00e3o se sabe ao certo o local de surgimento da doen\u00e7a. A professora conta que a teoria mais aceita \u00e9 de que o v\u00edrus teria se manifestado inicialmente em campos de treinamento militar, nos Estados Unidos. L\u00e1 foram registrados os primeiros casos, tanto em soldados no estado do Kansas, como em trabalhadores de uma f\u00e1brica em Detroit. Quando militares norte-americanos foram enviados para a Europa, na 1\u00aa Guerra Mundial, a doen\u00e7a teria se alastrado por todo o continente.\u00a0<\/span><\/p> A grande movimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o civil e militar, a falta de higiene, as condi\u00e7\u00f5es de superlota\u00e7\u00e3o e a falta de uma boa alimenta\u00e7\u00e3o fizeram com que, a partir de mar\u00e7o de 1918, a gripe se espalhasse rapidamente, ressalta Beatriz. <\/span>\u201cA virul\u00eancia do v\u00edrus influenza teria ocorrido pela muta\u00e7\u00e3o provocada pelos efeitos de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas usadas na guerra, como o g\u00e1s mostarda, por volta de outubro de 1918\u201d, explica.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Por causa do conflito mundial, a censura militar n\u00e3o permitia que fosse divulgada a real situa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e dos problemas por ela causados. Somente em maio, a Espanha, que se manteve neutra na guerra, divulgou a exist\u00eancia da epidemia em seu territ\u00f3rio. Por ser a primeira na\u00e7\u00e3o a comunicar o problema, o nome da gripe se referiu a ela. Hoje, conforme pondera a professora Beatriz, pesquisadores insistem que a doen\u00e7a n\u00e3o deva ser tratada com essa denomina\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Estudos apontam que em agosto de 1918 teria come\u00e7ado uma segunda onda de cont\u00e1gio da gripe, considerada pior que a anterior. Naquele per\u00edodo, em setembro, chegou tamb\u00e9m ao Brasil. Em 15 de agosto, o navio Demerara saiu de Liverpool em dire\u00e7\u00e3o ao nosso pa\u00eds. Ele atracou 30 dias depois, com uma carga de a\u00e7\u00facar. No percurso, cinco pessoas morreram. Dezenas de outros tripulantes tamb\u00e9m estavam doentes.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t \u00c9 com a chegada da gripe no Brasil que o projeto \u201cMais hist\u00f3ria, por favor!\u201d <\/span>inicia suas publica\u00e7\u00f5es<\/span><\/a>, em formato de <\/span>threads<\/span><\/i> no <\/span>Twitter <\/span><\/i>– s\u00e9rie de postagens limitadas a 280 caracteres cada e ligadas por um \u201cfio\u201d. Com par\u00e1grafos sucintos, diretos e did\u00e1ticos a equipe conta aos usu\u00e1rios da rede social sobre o in\u00edcio da pandemia no pa\u00eds e tamb\u00e9m faz compara\u00e7\u00f5es com a atual, da covid-19.\u00a0<\/span><\/p> Para produzir um conte\u00fado que seja f\u00e1cil de ler, mantenha o usu\u00e1rio atento e seja denso, o grupo conta com a participa\u00e7\u00e3o de um doutorando em Comunica\u00e7\u00e3o. Maur\u00edcio de Souza Fanfa conta que organiza os textos em at\u00e9 25 par\u00e1grafos curtos, que o internauta l\u00ea em cerca de 5 minutos. Para n\u00e3o correr o risco de ser superficial, a <\/span>thread <\/span><\/i>\u00e9 acompanhada de <\/span>prints <\/span><\/i>dos jornais, fotos, gr\u00e1ficos e <\/span>links <\/span><\/i>que direcionam o leitor para estudos mais completos.\u00a0<\/span><\/p> \u201c<\/span>As pesquisas que o Mais Hist\u00f3ria e o Louppa t\u00eam produzido sobre a gripe espanhola s\u00e3o um lembrete de que existe uma maneira s\u00e9ria de se fazer pol\u00edticas p\u00fablicas, e que isso envolve consultar n\u00e3o s\u00f3 especialistas nas ci\u00eancias da sa\u00fade mas tamb\u00e9m nas ci\u00eancias sociais e humanas\u201d, destaca Maur\u00edcio.\u00a0<\/span><\/p> Al\u00e9m do<\/span> Twitter<\/span><\/i><\/a>, o \u201cMais Hist\u00f3ria, por favor!\u201d tamb\u00e9m produz <\/span>podcasts<\/span><\/i><\/a> com especialistas no assunto, possui p\u00e1gina no<\/span> Facebook<\/span><\/i><\/a> e as <\/span>threads <\/span><\/i>do <\/span>Twitter <\/span><\/i>s\u00e3o publicadas em forma de texto no <\/span>Medium<\/span><\/i><\/a>.\u00a0<\/span><\/p>
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tO in\u00edcio da gripe espanhola<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Ent\u00e3o por que \u201cgripe espanhola\u201d?\u00a0<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
No Brasil, a doen\u00e7a chegou em navios que transportavam a\u00e7\u00facar<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Dos jornais do in\u00edcio do s\u00e9culo XX para o Twitter<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t