{"id":6277,"date":"2020-10-22T17:09:35","date_gmt":"2020-10-22T20:09:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6277"},"modified":"2021-02-22T11:48:50","modified_gmt":"2021-02-22T14:48:50","slug":"ciencia-inspiradora","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/ciencia-inspiradora","title":{"rendered":"Ci\u00eancia inspiradora"},"content":{"rendered":"\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tA ci\u00eancia, por meio de suas descobertas, \u00e9 respons\u00e1vel por inven\u00e7\u00f5es que aumentaram a qualidade de vida da esp\u00e9cie humana. Mesmo pautada em metodologias, ela \u00e9 desacreditada pelo movimento negacionista, que se apoia em convic\u00e7\u00f5es infundadas. Com o objetivo de estimular a reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da ci\u00eancia, a professora Josiane Menezes, que leciona Biologia no Col\u00e9gio T\u00e9cnico Industrial de Santa Maria (CTISM), desafiou seus alunos com uma atividade diferente. Os estudantes dos primeiros e segundos anos dos cursos t\u00e9cnicos integrados tiveram de <\/span>elaborar um infogr\u00e1fico sobre uma personalidade da ci\u00eancia que os inspirasse.\u00a0<\/span><\/p> De in\u00edcio, alguns alunos estranharam a ideia de resgatar a hist\u00f3ria, os desafios e o legado de cientistas em um infogr\u00e1fico, formato de m\u00eddia que combina imagens e textos. Al\u00e9m disso, tinham que posar para uma foto que representasse o cientista escolhido.\u00a0<\/span>\u201cFoi tirando a foto que comecei a me sentir interessado pelo trabalho\u201d, conta Bruno Barchet, aluno do primeiro ano de Inform\u00e1tica para Internet.\u00a0<\/span>J\u00e1 o\u00a0<\/span>estudante Victor Machado, do curso de Eletrot\u00e9cnica, conta que sua fam\u00edlia o ajudou na recria\u00e7\u00e3o da fotografia. \u201cAcabou sendo um momento muito legal. Nos divertimos e aprendemos juntos\u201d, recorda.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O infogr\u00e1fico proposto pela professora Josiane trouxe personalidades n\u00e3o t\u00e3o conhecidas. \u201cV\u00e1rios trabalhos de outros colegas me apresentaram diferentes cientistas que eu nunca tinha ouvido falar sobre\u201d, conta a estudante J\u00falia Firmiano.\u00a0<\/span><\/p> Luiza Iensen conhecia Hedy Lamarr apenas por sua carreira como atriz. \u201cN\u00e3o fazia ideia que foi ela quem inventou a base do Wi-fi\u201d, afirma. A estudante reflete sobre o fato de que, apesar de estarmos familiarizados com a tecnologia, n\u00e3o pensamos com ela surgiu. Gabriela Bisso compartilha do mesmo ponto de vista: \u201cN\u00e3o sabemos quem fez muitas das realiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas com as quais convivemos. \u00c9 muito legal saber quem inventou aquilo e pensar no contexto no qual foi inventado\u201d.<\/span><\/p> Apesar de desafiadora, a tarefa foi bastante divertida para os alunos e fez com que eles se envolvessem. \u201cCom o trabalho, fui mais a fundo na hist\u00f3ria da cientista e pude conhecer um pouco mais sobre ela. Algo que, sem a atividade, n\u00e3o teria tanto interesse\u201d, afirma Thiaine Padilha. <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A professora Josiane conta que a avalia\u00e7\u00e3o foi inspirada no livro \u201cAs cientistas \u2013 50 mulheres que mudaram o mundo\u201d, que ganhou de sua filha e aluna, a estudante de Inform\u00e1tica para Internet, Gabrielli Menezes Pedron. A obra, ilustrada pela pr\u00f3pria autora, Rachel Ignotofsky, conta os desafios enfrentados por mulheres que marcaram a ci\u00eancia ao longo da hist\u00f3ria.\u00a0<\/span><\/p> O formato l\u00fadico tornou a tarefa mais interessante de ser realizada. Colocar as fotos dos alunos ao lado das de personalidades transmitiu a mensagem de que qualquer um pode se tornar um cientista. A experi\u00eancia foi bastante enriquecedora para Luiza Iensen, que se sentiu muito inspirada por Rita Lobato Velho Lopes, refer\u00eancia na medicina, \u00e1rea que a pretende seguir.\u00a0\u00a0<\/p> Nascida no Rio Grande do Sul, Rita Lobato estudou medicina na Universidade Federal da Bahia. Ela foi a primeira mulher a ser formar em medicina no Brasil e a segunda na Am\u00e9rica Latina – a universidade inclusive teve que criar um banheiro feminino. Ap\u00f3s se formar em metade do tempo previsto do curso, Rita revolucionou a forma de se realizar cesarianas, salvando at\u00e9 hoje in\u00fameras vidas. \u201cSua hist\u00f3ria de vida e seus feitos me inspiram muito. Me fazem ter ainda mais certeza sobre meu futuro e o que desejo fazer pelo mundo. A descoberta dessa personalidade, gra\u00e7as ao trabalho da professora Josiane, vai ser algo que nunca vou esquecer!\u201d<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A avalia\u00e7\u00e3o de Biologia<\/span> despertou o interesse de alunos de fora do CTISM. \u201cQuando contei para os meus amigos que estudam em outras escolas, todos ficaram interessados e quiseram ver como ficou o meu trabalho, tamb\u00e9m ficaram curiosos sobre qual era o cientista escolhido e quais foram as contribui\u00e7\u00f5es dele\u201d, relata Daniel Ros. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o no Facebook e no Instagram, os infogr\u00e1ficos somaram mais de 3 mil visualiza\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p> O estudante Ricardo Vi\u00e7osa<\/span> completa: \u201cEssa atividade s\u00f3 incentivou o interesse que tenho pela ci\u00eancia, porque mostra como a gente pode aprender e se divertir ao mesmo tempo. Mesmo a quest\u00e3o da foto sendo um pouco diferente para mim, foi muito divertido, ainda mais compartilhar e ver o trabalho dos colegas\u201d.<\/span><\/p> A professora Josiane lembra que discutir ci\u00eancia sempre foi importante e, com a pandemia do novo coronav\u00edrus, tornou-se uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. No entanto, ela reconhece que essa tarefa \u00e9 bastante \u00e1rdua e complexa, pois a ci\u00eancia n\u00e3o det\u00e9m grande prest\u00edgio junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Em pesquisa realizada no ano passado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, os cientistas n\u00e3o apareceram entre as fontes mais confi\u00e1veis de informa\u00e7\u00e3o – lembrados por apenas 12% dos entrevistados, atr\u00e1s de l\u00edderes religiosos, com 15%, m\u00e9dicos e jornalistas com 26% ambos.\u00a0<\/span><\/p> Os estudantes t\u00eam uma vis\u00e3o bastante semelhante \u00e0 da professora. Eles acreditam que, apesar de a ci\u00eancia proporcionar progressos nos mais diversos \u00e2mbitos e nos tornar capazes de entender e interagir com o mundo, a figura do cientista \u00e9 pouco valorizada no Brasil. Gabrielli Pedron argumenta que o descr\u00e9dito se deve ao descaso do governo com a educa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Daniel Ros acredita que a pandemia trouxe mais visibilidade e valoriza\u00e7\u00e3o ao trabalho do cientista.<\/span><\/p> Os alunos do CTISM, como Luiza Iensen, ressaltam que a dissemina\u00e7\u00e3o de\u00a0<\/span>not\u00edcias falsas<\/a>\u00a0\u00e9 outro fator que aumenta a import\u00e2ncia de se falar sobre ci\u00eancia. A professora lembra do movimento antivacina e o negacionismo sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mas o exemplo em maior evid\u00eancia \u00e9 o negacionismo em rela\u00e7\u00e3o ao coronav\u00edrus. O v\u00edrus, que j\u00e1 vitimou mais de 1 milh\u00e3o de pessoas no mundo, ainda \u00e9 subestimado por figuras pol\u00edticas, em especial nos Estados Unidos e Brasil – que, n\u00e3o por coincid\u00eancia, s\u00e3o os dois pa\u00edses com o maior n\u00famero de v\u00edtimas fatais, representando juntos um ter\u00e7o do n\u00famero total de\u00a0 mortos.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Apesar da dificuldade, a ci\u00eancia brasileira rendeu e rende frutos. Ao falarem sobre cientistas que admiram e que at\u00e9 os inspiram, os alunos do CTISM citaram tanto figuras hist\u00f3ricas como atuais. Oswaldo Cruz, foi um dos respons\u00e1veis pelo fim da febre amarela, da var\u00edola e da peste bub\u00f4nica no Brasil. Nise da Silveira se tornou refer\u00eancia na psicologia por sua luta antimanicomial e pela reinser\u00e7\u00e3o de pessoas deficientes mentais na sociedade. Ester Sabino e Jaqueline Goes de Jesus, foram respons\u00e1veis por decodificar o RNA do coronav\u00edrus menos de 48 horas ap\u00f3s o primeiro caso no Brasil. Suzana Herculano-Houzel descobriu um m\u00e9todo para contar o n\u00famero de neur\u00f4nios em humanos. Tamb\u00e9m foram lembrados os m\u00e9dicos cearenses respons\u00e1veis por desenvolver tratamento para queimaduras graves com pele de Til\u00e1pia, considerado revolucion\u00e1rio por acelerar o processo de cicatriza\u00e7\u00e3o e diminuir a dor do paciente.<\/span><\/p> Victor Machado considera inspiradores os jovens cientistas que conseguem transpor as dificuldades para realizar seus objetivos. Seu grande exemplo \u00e9 a sua m\u00e3e, que voltou a estudar, ingressou na UFSM e foi selecionada para uma bolsa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. A universit\u00e1ria j\u00e1 conseguiu publicar um cap\u00edtulo em um livro.\u00a0<\/span><\/p> A tarefa estimulou ainda a reflex\u00e3o sobre as desigualdades sociais. Como a professora Josiane lembra: \u201ctodos os cientistas t\u00eam a mesma sede de conhecimento, mas nem todos t\u00eam as mesmas oportunidades de explorar as respostas\u201d. Por quest\u00f5es como g\u00eanero, ra\u00e7a e orienta\u00e7\u00e3o sexual, muitos cientistas sofreram discrimina\u00e7\u00e3o, que trouxeram muitas dificuldades e, infelizmente, isso n\u00e3o ficou completamente no passado. Mesmo assim, algumas pessoas superaram essas barreiras para colocar seu nome na hist\u00f3ria da humanidade e servir de exemplo para as futuras gera\u00e7\u00f5es.\u00a0 <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tNovas perspectivas para pensar o cotidiano<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Mulheres que mudaram o mundo<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Tarefa despertou interesse pela contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/span><\/span><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tDestaques nacionais na ci\u00eancia<\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Brilhantismo contra o preconceito<\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t