{"id":6288,"date":"2020-11-06T11:26:27","date_gmt":"2020-11-06T14:26:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6288"},"modified":"2023-02-14T08:14:11","modified_gmt":"2023-02-14T11:14:11","slug":"pantanal-em-chamas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/pantanal-em-chamas","title":{"rendered":"Pantanal em chamas: de onde vem o fogo?"},"content":{"rendered":"\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tEm 2020, os inc\u00eandios florestais atingiram o menor dos seis biomas do Brasil, situado na Bacia Hidrogr\u00e1fica do Alto Paraguai, no centro-oeste brasileiro. O ano nem acabou e as queimadas na regi\u00e3o pantaneira bateram o recorde hist\u00f3rico j\u00e1 registrado: at\u00e9 25 de outubro foram 4.167.000 milh\u00f5es hectares consumidos pelo fogo.\u00a0<\/span><\/p> Desde o monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), observa-se que os anos em que mais houve\u00a0<\/span>\u00e1reas queimadas<\/span><\/a> no Pantanal foram 2005 e 2019, com respectivos 2,7 mi e 2 mi de hectares. O Laborat\u00f3rio de Aplica\u00e7\u00f5es de Sat\u00e9lites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA-UFRJ), a partir de um mapeamento experimental, indica que desde o in\u00edcio do ano at\u00e9 o dia 25 de outubro, 28% do Pantanal foi queimado. O levantamento aponta que, em rela\u00e7\u00e3o a 2019, o bioma queimou 127,58% a mais no mesmo per\u00edodo – ou seja, de 1,8 milh\u00f5es passou para 4,1 milh\u00f5es de hectares em chamas. A queima se d\u00e1 basicamente na vegeta\u00e7\u00e3o nativa de pastos, gram\u00edneas, florestas, cordilheiras e cap\u00f5es.<\/span><\/p> Os inc\u00eandios n\u00e3o s\u00e3o fatos isolados. Para que aconte\u00e7am, existem diversas condi\u00e7\u00f5es que os influenciam e est\u00e3o ligadas diretamente ao tri\u00e2ngulo do fogo: combust\u00edvel, comburente e igni\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 o que vai reagir ao segundo, condicionados ao clima e oxig\u00eanio. Para ocorrer um foco, \u00e9 necess\u00e1rio uma fonte de calor que se d\u00e1 pelo aquecimento, fagulhas ou centelhas de fogo ou at\u00e9 mesmo raios.\u00a0<\/span><\/p> Na regi\u00e3o, eles alcan\u00e7am grandes propor\u00e7\u00f5es entre os meses de julho e agosto, mas podem se estender at\u00e9 setembro, com a entrada do per\u00edodo de estiagem e seca – \u00e9poca com pouca ou nenhuma chuva. \u00c9 nesse momento que\u00a0 ocorre o ac\u00famulo em grande quantidade de vegetal seco, o qual se torna um combust\u00edvel para focos de inc\u00eandios destruidores.\u00a0<\/span><\/p> A m\u00e9dia da umidade relativa do ar nos meses de agosto e setembro varia entre 10% e 15% e atua diretamente por influenciar na umidade desse material combust\u00edvel, somado \u00e0 temperatura m\u00e9dia anual de 25,3\u00b0C. O outro impulsionador para a propaga\u00e7\u00e3o do fogo \u00e9 a velocidade do vento. Nos meses de agosto a outubro ficam acima de 2m\/s (metros por segundo), aponta o <\/span>documento 164 da Embrapa, de julho deste ano<\/span><\/a>, \u201cUso do fogo para o manejo da vegeta\u00e7\u00e3o do Pantanal\u201d.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A origem dos focos de inc\u00eandios no Pantanal est\u00e1 atrelada \u00e0 cultura do uso do fogo, atividade tradicional manifestada por pecuaristas desde 200 a 250 anos atr\u00e1s, com a chegada do homem branco na regi\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p> O resgate hist\u00f3rico do livro \u201cO Pantanal e o sistema de pesquisa\u201d indica que a regi\u00e3o era habitada por povos origin\u00e1rios de etnias guat\u00f3s, xarayes, bororos, guaranis, guaxarapos kaiowas, paiagu\u00e1s e guaikur\u00fas. Dizimados por guerras, os povos origin\u00e1rios sofreram com doen\u00e7as e escravid\u00e3o imposta pelos brancos e n\u00e3o ind\u00edgenas que chegaram \u00e0 regi\u00e3o no s\u00e9culo XVIII. Hoje, restaram no Pantanal sete terras ind\u00edgenas, que, juntas, tiveram mais de 300 mil hectares consumidos pelo fogo, de acordo com a estimativa do <\/span>LASA-UFRJ<\/span><\/a>. Entre as mais atingidas est\u00e3o as Perigara, Ba\u00eda dos Guat\u00f3 e Tereza Cristina. A cultura do uso do fogo tamb\u00e9m ocorre nas aldeias.<\/span><\/p> No per\u00edodo colonial ocorreu o povoamento e a doa\u00e7\u00e3o de terras para latifundi\u00e1rios, aspectos que levaram os dois Estados a serem o que s\u00e3o hoje: produtores ativos de pecu\u00e1ria. De acordo com o <\/span>Censo Agropecu\u00e1rio de 2017<\/span><\/a> (IBGE), no Mato Grosso (MT) h\u00e1 um espa\u00e7o igual a 360,92 cidades de S\u00e3o Paulo onde os 118,7 mil estabelecimentos agropecu\u00e1rios est\u00e3o situados. Para o Mato Grosso do Sul (MS), os 71,2 mil estabelecimentos desse eixo abrangem uma \u00e1rea equivalente a 200,91 cidades do tamanho da capital paulista.<\/span><\/p> Em rela\u00e7\u00e3o a 2006, o uso das terras no MT perderam 34,6% de pastagens plantadas, apesar das \u00e1reas de matas naturais tamb\u00e9m terem diminu\u00eddo 37,7%. Para o mesmo per\u00edodo, no MS, as pastagens plantadas perderam 44,3% de \u00e1rea e as matas naturais tiveram um acr\u00e9scimo de 22%. A dimens\u00e3o produtiva se materializa em 6,8 cabe\u00e7as de gado e 15,1 aves para cada habitante estimado do MT, e 6,9 bovinos e 10 aves para cada cidad\u00e3o do MS.\u00a0<\/span><\/p> A rela\u00e7\u00e3o entre a pecu\u00e1ria e o uso do fogo se desenrola como ferramenta de renova\u00e7\u00e3o do pasto nativo com fins de brotar uma vegeta\u00e7\u00e3o que at\u00e9 a queima n\u00e3o \u00e9 palat\u00e1vel ao gado. O uso do fogo legal, por exemplo, \u00e9 uma tentativa de controlar esse processo. A cultura existe na hist\u00f3ria do Pantanal e atua como um agente ecol\u00f3gico natural de perturba\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do ambiente. A queima faz com que se<\/span> mantenham os seus servi\u00e7os ambientais, ecol\u00f3gicos e de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.\u00a0<\/span><\/p> \u201cPor isso, muitas vezes, falamos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel trabalhar com a exclus\u00e3o total do fogo, o que ocorre a\u00ed s\u00e3o as origens desses inc\u00eandios florestais pelo uso inadequado do fogo numa frequ\u00eancia, per\u00edodo e \u00e9poca incorreta, resultando em inc\u00eandios de grandes estragos, com alta velocidade e intensidade de propaga\u00e7\u00e3o, como observamos agora em uma grande destrui\u00e7\u00e3o de \u00e1reas onde o fogo n\u00e3o deveria estar e acaba adentrando em regi\u00f5es de florestas\u201d, explica o analista ambiental do Ibama PrevFogo MS, Alexandre Pereira.\u00a0<\/span><\/p> Dentre as origens, Alexandre aponta que est\u00e1 o uso irregular do fogo para a renova\u00e7\u00e3o de pastagem, feita geralmente por pecuaristas. H\u00e1 tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es feitas por pescadores que precisam limpar uma parte da beira do rio para acess\u00e1-lo e popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas que utilizam o fogo para provocar fuma\u00e7a e espantar mosquitos. Essas a\u00e7\u00f5es humanas e as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas secas s\u00e3o ideais para os inc\u00eandios, principalmente em um ano de uma n\u00e3o cheia do Rio Paraguai. \u201cUm grande regulador do Pantanal dentro do seu sistema de pulsos de inunda\u00e7\u00e3o que faz a \u00e1gua extravasar para as plan\u00edcies na \u00e9poca da cheia e volta para a calha do rio na \u00e9poca da vazante e seca. Esse ano o pulso de inunda\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu. Estamos em uma das maiores secas j\u00e1 observadas desde 47 a 50 anos atr\u00e1s, quando foi a \u00faltima seca pronunciada\u201d, explica.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O Documento 164 da Embrapa Pantanal, <\/span>Uso do fogo para o manejo da vegeta\u00e7\u00e3o no Pantanal<\/span><\/a>, indica que uma das formas de evitar os inc\u00eandios \u00e9 com ado\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios que considerem as condi\u00e7\u00f5es e as \u00e9pocas em que o uso do fogo pode ser permitido. Inclusive, recomenda o uso de geotecnologias como as do LASA-UFRJ e INPE para tra\u00e7ar medidas e se basear na fiscaliza\u00e7\u00e3o no per\u00edodo em que o uso do fogo para manejo de vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 permitido.<\/span><\/p> O Conselho Nacional da Amaz\u00f4nia Legal adotou a <\/span>medida restritiva<\/span><\/a> morat\u00f3ria do fogo para diminuir os riscos de inc\u00eandio em territ\u00f3rio brasileiro. A ordem pro\u00edbe queimadas legais por 120 dias a partir de 16 julho, com exce\u00e7\u00e3o de \u201cpr\u00e1ticas agr\u00edcolas de subsist\u00eancia executadas pelas popula\u00e7\u00f5es tradicionais e ind\u00edgenas e no controle fitossanit\u00e1rio, desde que autorizado pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental competente\u201d. No MS, a Resolu\u00e7\u00e3o <\/span>Semac-Ibama n\u00ba 01, de 08 de agosto de 2014<\/span><\/a> pro\u00edbe queimadas controladas no Pantanal de 1\u00ba de agosto at\u00e9 31 de outubro.\u00a0<\/span><\/p> A porta-voz do Greenpeace em Desmatamento Zero, Cristiane Mazzetti, critica medidas como essas por n\u00e3o estarem acompanhadas de nenhum tipo de fiscaliza\u00e7\u00e3o. E ressalta, \u201c<\/span>Combate ao desmatamento e queimadas se d\u00e1 a partir de pol\u00edticas p\u00fablicas, transpar\u00eancia e investimento em ci\u00eancia. De uma maneira geral tem havido uma<\/span> redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica<\/span><\/a> no n\u00famero de atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o no Brasil desde o in\u00edcio do governo Bolsonaro, e o pouco que existe em termos de multas ambientais,<\/span> n\u00e3o t\u00eam sido cobrado<\/span><\/a>. Cen\u00e1rio que faz parte de um plano que promove o desmantelamento da gest\u00e3o ambiental no Brasil ao substituir\u00a0<\/span>t\u00e9cnicos por militares<\/span><\/a> sem experi\u00eancia, n\u00e3o punir criminosos ambientais e<\/span> enfraquecer sistematicamente as entidades que historicamente atuam na prote\u00e7\u00e3o ambiental<\/span><\/a>.\u201d\u00a0\u00a0<\/span><\/p> Para \u201cmovimentar a economia do pa\u00eds\u201d, o Banco Central lan\u00e7ou em setembro a <\/span>nova c\u00e9dula de R$ 200,00<\/a>. Na estampa, uma homenagem ao lobo-guar\u00e1, animal amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o t\u00edpico do cerrado, mas tamb\u00e9m encontrado no Pantanal, ambos locais atingidos por inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es em 2020.<\/span><\/p> A\u00e7\u00f5es ministeriais para pol\u00edticas ambientais de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, preven\u00e7\u00e3o aos efeitos da desertifica\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade e outros, estariam no centro do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, sob responsabilidade do ministro Ricardo Salles. No entanto, o que se observa na pr\u00e1tica \u00e9 um investimento baixo comparado com outros setores. At\u00e9 agosto de 2020 o valor total para os oito meses do ano foi de <\/span>0,4% do or\u00e7amento<\/span><\/a>, um equivalente a R$ 105.409,00. Para o pr\u00f3ximo ano, o Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) prev\u00ea uma redu\u00e7\u00e3o dos investimentos para o meio ambiente em <\/span>35% comparado com 2020<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Expediente<\/b><\/i><\/p> Rep\u00f3rter<\/b>: Gabriel Ara\u00fajo, acad\u00eamico de Jornalismo da UFSM Frederico Westphalen e estagi\u00e1rio<\/i><\/p> Ilustradora<\/b>: Renata Costa, acad\u00eamica de Produ\u00e7\u00e3o Editorial e bolsista<\/i><\/p> M\u00eddia Social<\/b>: Nath\u00e1lia Pitol, acad\u00eamica de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e bolsista<\/i><\/p> Editor Chefe e supervisor de est\u00e1gio<\/b>: Maur\u00edcio Dias, jornalista<\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Confira primeira reportagem da s\u00e9rie sobre o bioma que perdeu 4 milh\u00f5es de hectares para as queimadas<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":6291,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4026],"tags":[4324,2162,4323,650,4321,4325],"class_list":["post-6288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente-pt","tag-biomas-brasileiros","tag-destaque-ufsm","tag-incendio-no-pantanal","tag-meio-ambiente","tag-pantanal","tag-queimadas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6288\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6291"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}O uso do fogo no bioma e as origens dos inc\u00eandios<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tO que tem sido feito?<\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t