{"id":6318,"date":"2020-12-10T15:00:34","date_gmt":"2020-12-10T18:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6318"},"modified":"2021-02-12T11:59:18","modified_gmt":"2021-02-12T14:59:18","slug":"adocao-animais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/adocao-animais","title":{"rendered":"Motiva\u00e7\u00e3o errada e falta de planejamento na ado\u00e7\u00e3o de animais podem levar ao abandono"},"content":{"rendered":"\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Conv\u00edvio com c\u00e3es e gatos traz benef\u00edcios para seres humanos, mas \u00e9 preciso responsabilidade para que rela\u00e7\u00e3o seja saud\u00e1vel para ambos<\/strong><\/h2>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Quem tem ou j\u00e1 teve um animal de estima\u00e7\u00e3o consegue entender o relacionamento entre humanos e pets. Seja com gato, cachorro, coelho ou peixinho, a import\u00e2ncia da companhia e da sensa\u00e7\u00e3o de acolhimento que eles transmitem pode at\u00e9 parecer exagerada para quem est\u00e1 de fora, mas \u00e9 real. Os bichinhos fazem papel de companheiros, al\u00e9m de poderem auxiliar a combater o sentimento de\u00a0 solid\u00e3o e ajudarem em muitos outros aspectos da vida social de crian\u00e7as e adultos. Por esse motivo a ado\u00e7\u00e3o desperta o interesse de muitas pessoas, mas \u00e9 importante saber que o ato engloba diversas novas responsabilidades. \u00c9 fundamental entender a motiva\u00e7\u00e3o para adotar: expectativas equivocadas podem levar ao arrependimento, ao abandono e todo o processo pode acabar por prejudicar ainda mais aquele animal que j\u00e1 estava vulner\u00e1vel.<\/span><\/p>

Ainda que existam diversas comprova\u00e7\u00f5es dos aspectos ben\u00e9ficos na intera\u00e7\u00e3o entre humanos e animais, para os pets, nesta din\u00e2mica existe sempre um risco. Portanto, ter consci\u00eancia da responsabilidade \u00e9 <\/span>atentar \u00e0s mudan\u00e7as que ser\u00e3o necess\u00e1rias na rotina, entender as necessidades de cada pet e tamb\u00e9m estar preparado financeiramente<\/b>.\u00a0 Com tudo isso em mente, quem deseja adotar j\u00e1 pode come\u00e7ar a se preparar para ter um companheiro fiel.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"\"\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Da preda\u00e7\u00e3o \u00e0 domestica\u00e7\u00e3o: o caminho do relacionamento com os animais<\/b><\/h2>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

O relacionamento entre o homem e os animais \u00e9 muito antigo. No princ\u00edpio, os animais serviam apenas para proteger territ\u00f3rio, para auxiliar em ca\u00e7as, como meios de transporte ou em outros servi\u00e7os. Esse modo de intera\u00e7\u00e3o foi muito comum em diferentes sociedades e um dos exemplos mais interessantes \u00e9 o conv\u00edvio entre os antigos eg\u00edpcios e os gatos. Os bichanos eram sagrados e a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito simples: eles ca\u00e7avam ratos, assim preveniam doen\u00e7as e impediam que os roedores destru\u00edssem colheitas de gr\u00e3os e cereais. Antes disso, os gatos eram servidos como prato principal, mas quando o potencial em ajudar a combater um problema foi percebido eles passaram de alimento para seres sagrados. Um \u00f3timo <\/span>upgrade<\/span><\/i> para aqueles que, al\u00e9m de ca\u00e7arem, serviam de acompanhantes para os eg\u00edpcios – que chegavam a raspar as sobrancelhas em sinal de luto quando um gato de companhia morria. Como os humanos, eles tamb\u00e9m eram embalsamados e sepultados, recebendo o mesmo respeito e ritual.<\/span><\/p>

O caminho percorrido pelos gatos no Antigo Egito \u00e9 o mesmo de muitos outros animais que sa\u00edram de uma rela\u00e7\u00e3o de preda\u00e7\u00e3o e hoje s\u00e3o domesticados. Isso acontece devido \u00e0 uma jun\u00e7\u00e3o de fatores, entre eles a predisposi\u00e7\u00e3o de determinadas esp\u00e9cies em interagir com os seres humanos e a nossa necessidade de trazer certos bichos para dentro das resid\u00eancias. A preda\u00e7\u00e3o e a domestica\u00e7\u00e3o s\u00e3o vistas como uma rela\u00e7\u00e3o \u201cEU-ISSO\u201d e \u201cEU-TU\u201d, respectivamente. A psic\u00f3loga e professora no Instituto Pr\u00f3-Rim de Pesquisa em Sa\u00fade -IPREPS, <\/span>Ra\u00edsa Duquia Giumelli, e a psic\u00f3loga e professora coordenadora do Curso de Psicologia da UNIVILLE<\/span>,<\/span> Marciane Cleuri Pereira Santos, realizaram<\/span> um estudo sobre a <\/span>conviv\u00eancia com animais de estima\u00e7\u00e3o que explica esses dois tipos de relacionamento.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>

No primeiro, o animal representa o \u201cisso\u201d, ou seja, um objeto para ser utilizado com uma finalidade, sem a cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo emocional. J\u00e1 o segundo, o \u201cEU-TU\u201d, \u00e9 caracterizado por uma intera\u00e7\u00e3o genu\u00edna com o outro \u201cno qual reconhecemos e aceitamos a sua condi\u00e7\u00e3o de ser existencial\u201d. O estudo diz que o \u201ctu\u201d pode ser uma pessoa, um elemento da natureza, uma divindade ou um bicho. Assim, os sentimentos de amor, de carinho e de acolhimento entre tutor e pet \u00e9 verdadeiro – e por isso muitas pessoas o consideram um membro da fam\u00edlia.<\/span><\/p>

De fato, uma <\/span>pesquisa<\/span><\/a> realizada em 2017 pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC-Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais com internautas que possuem ou s\u00e3o respons\u00e1veis financeiros de um animal de estima\u00e7\u00e3o mostra que 61% dos entrevistados consideram seus pets como um membro da fam\u00edlia.\u00a0<\/span><\/p>

Por outro lado, existem pessoas que n\u00e3o conseguem criar um v\u00ednculo afetivo com animais, mesmo que gostem deles. A<\/span> professora do Departamento de Psicologia da UFSM, Aline Siqueira, explica que para existir a afetividade \u00e9 preciso uma disposi\u00e7\u00e3o por parte do indiv\u00edduo tamb\u00e9m. Ela fala que a rela\u00e7\u00e3o entre as duas esp\u00e9cies tamb\u00e9m \u00e9 bastante subjetiva e \u00e9 um processo diferente para cada pessoa. Ou seja, nem todos que adotam ir\u00e3o sentir essa conex\u00e3o e n\u00e3o significa que exista um problema nisso. \u201cA rela\u00e7\u00e3o dos homens com os bichos t\u00eam, claramente, uma capacidade de favorecer processos positivos de bem-estar e comportamentos pr\u00f3-sociais nos humanos, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma regra. V\u00e3o ter pessoas que ir\u00e3o adotar e n\u00e3o ter\u00e3o essa intera\u00e7\u00e3o, talvez porque os bichinhos s\u00e3o de pouca intera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para trazer o bem-estar nem o fator de prote\u00e7\u00e3o para um mal estar psicol\u00f3gico ou uma doen\u00e7a mental – ou talvez porque o indiv\u00edduo n\u00e3o tem essa disposi\u00e7\u00e3o\u201d, complementa a professora. Ou seja, mesmo que muitos achem que ao adotarem ir\u00e3o criar um v\u00ednculo imediato, nem sempre isso acontece. Aline explica ainda que uma crian\u00e7a que nunca teve contato com animais, ou aprendeu que o lugar deles \u00e9 um e do humano \u00e9 outro, por exemplo, talvez n\u00e3o consiga ou demore para sentir os benef\u00edcios emocionais que a companhia de um pet pode proporcionar.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"\"\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Bom para os humanos: os benef\u00edcios do conv\u00edvio com bichos de estima\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Os benef\u00edcios terap\u00eauticos dessa rela\u00e7\u00e3o s\u00e3o aplicados em diferentes \u00e1reas da sa\u00fade. De acordo com estudo publicado pela <\/span>American Heart Association (AHA)<\/span><\/i><\/a>, em 2019,<\/span> donos de c\u00e3es tendem a ter a press\u00e3o sangu\u00ednea mais baixa e t\u00eam menos chances de desenvolverem doen\u00e7as no cora\u00e7\u00e3o. Segundo a entidade, o simples ato de brincar com os pets mostra uma eleva\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de oxitocina e dopamina – horm\u00f4nios que d\u00e3o ao c\u00e9rebro sensa\u00e7\u00e3o de prazer e bem-estar.\u00a0<\/span><\/p>

A estudante de Hist\u00f3ria na UFSM, Bruna Martins Pereira, se sentia muito sozinha devido \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus. Ao buscar uma companhia, entrou em contato com o <\/span>Projeto Zelo<\/span><\/a>, a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o da UFSM que conscientiza sobre o abandono de animais, defendendo a sa\u00fade, o bem-estar e a seguran\u00e7a deles. Mesmo n\u00e3o sendo um abrigo, o Zelo tamb\u00e9m ajuda a achar um lar respons\u00e1vel para os animais abandonados no campus. O trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas para adotantes e sim voltado para que a comunidade em geral consiga identificar situa\u00e7\u00f5es de risco, assim todos podem trabalhar juntos na promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida dos animais.<\/span><\/p>

Depois de algumas semanas esperando, ela recebeu a Sky, uma gatinha adulta e sem ra\u00e7a definida que foi encontrada pr\u00f3ximo ao Centro de Eventos da UFSM. O Zelo foi notificado de sua exist\u00eancia por um guarda que trabalhava nas redondezas. Ele observava a gatinha h\u00e1 algum tempo e notou que tamb\u00e9m havia um pote de \u00e1gua pr\u00f3ximo ao local onde ela circulava, ind\u00edcio de que teria sido abandonada, pois quem a deixou ali tamb\u00e9m teria colocado o recipiente.<\/span><\/p>

Bruna conta que a gatinha \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o para sair da cama e come\u00e7ar a rotina: \u201cA Sky foi a minha salva\u00e7\u00e3o da quarentena\u201d, afirma. Esse sentimento acontece porque os horm\u00f4nios liberados –\u00a0 oxitocina e dopamina – tamb\u00e9m causam a sensa\u00e7\u00e3o de intimidade e confian\u00e7a, constroem relacionamentos saud\u00e1veis e ajudam a melhorar a qualidade de vida.\u00a0<\/span><\/p>

Os resultados positivos da intera\u00e7\u00e3o com os bichos s\u00e3o vistos tamb\u00e9m durante Terapias Assistidas por Animais (TAA). A TAA serve como um instrumento durante o tratamento de doen\u00e7as e no suporte de pessoas hospitalizadas, de indiv\u00edduos com doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas, de idosos e de crian\u00e7as com necessidades espec\u00edficas. Nesse caso, c\u00e3es, gatos e at\u00e9 cavalos atuam como <\/span>coterapeutas<\/span><\/a>, para auxiliar os profissionais da sa\u00fade durante o tratamento de alguma doen\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>

\u00c9 importante lembrar que os animais participantes da TAA s\u00e3o treinados e acompanhados por um agente da sa\u00fade. Sozinhos eles n\u00e3o conseguem e nem t\u00eam a responsabilidade de curar qualquer problema f\u00edsico ou psicol\u00f3gico.\u00a0<\/span><\/p>

A <\/span>Human Animal Bond Research Institute<\/span><\/i> realizou uma <\/span>pesquisa<\/span><\/a> (2019) nos Estados Unidos com pessoas que possuem pelo menos um animal de estima\u00e7\u00e3o em casa. Foi descoberto que 26% dos entrevistados pensavam em melhorar a sa\u00fade mental ao adotarem. No Brasil, a pesquisa realizada pelo SPC-Brasil e pela CNDL mostra que os adotantes entrevistados nutrem por seus bichinhos sentimentos de amor, amizade e carinho, bem como os v\u00eaem como companheiros e sentem-se alegres ao estarem junto a eles. H\u00e1 ainda aqueles que os veem como o guardi\u00e3o da casa, como podemos observar na imagem a seguir. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gata Sky Bruna diz: \u201cela \u00e9 minha vidinha de quatro patas\u201d, demonstrando a forte liga\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre elas.<\/span><\/p>

Esses sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es trazem benef\u00edcios mentais e sociais para as pessoas, entretanto \u00e9 preciso estar atento a outros sinais que podem indicar maiores problemas. Essa rela\u00e7\u00e3o de cuidado e troca n\u00e3o pode ser exagerada e nem a \u00fanica na vida da pessoa, para n\u00e3o sobrecarregar o animal e n\u00e3o criar falsos al\u00edvios para o humano.<\/span><\/p>

Nesse sentido, quem adota precisa estar ciente que o bichinho tem suas necessidades espec\u00edficas de intera\u00e7\u00e3o e cuidados, al\u00e9m de que nem sempre a sua companhia \u00e9 o suficiente para acabar com a solid\u00e3o. Por isso \u00e9 importante olhar para os aspectos sociais que podem ser as causas desse sentimento – quest\u00f5es como uma rede de apoio restrita, dificuldades de manter conex\u00f5es pessoais ou ter relacionamentos interpessoais que se enfraquecem com o tempo, por exemplo. \u201cUma vez que esses sinais, de que as rela\u00e7\u00f5es humanas est\u00e3o fr\u00e1geis e s\u00e3o inst\u00e1veis s\u00e3o percebidos, mostra que talvez seja preciso revisitar viv\u00eancias que podem ter sido traum\u00e1ticas para poder elaborar e superar isso e da\u00ed investir de uma maneira diferente\u201d, explica Aline Siqueira. A professora complementa que gatos e cachorros s\u00e3o \u00f3timas companhias e podem ajudar em muitas quest\u00f5es, mas muitas vezes s\u00f3 a terapia pode fazer certos conte\u00fados serem reconhecidos, o que inclusive acontece dentro de um processo mais longo.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Nem sempre bom para os animais: os malef\u00edcios da intera\u00e7\u00e3o com a esp\u00e9cie humana<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Os pets s\u00e3o dependentes de seus respons\u00e1veis e isso os torna ainda mais vulner\u00e1veis. Por nem sempre conseguirem demonstrar quando algo est\u00e1 errado,\u00a0 na maioria das vezes n\u00e3o t\u00eam como pedir ajuda caso sofram maus tratos. \u00c9 nesse sentido que <\/span>as<\/span> psic\u00f3logas Ra\u00edsa Duquia Giumelli e Marciane Cleuri Pereira Santos ressaltam no estudo que \u201ca intera\u00e7\u00e3o do homem com o animal de estima\u00e7\u00e3o, mesmo se mostrando afetuoso, se caracteriza por uma rela\u00e7\u00e3o de autoritarismo\u201d. Isso porque \u00e9 o tutor quem decide sobre a liberdade, as atividades, os passeios e a alimenta\u00e7\u00e3o e cada um desses aspectos interferem no seu bem estar e qualidade de vida.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>

Essas decis\u00f5es podem ser muito mais dif\u00edceis do que o imaginado antes da ado\u00e7\u00e3o. Visto isso, muitas pessoas as usam como desculpa para o abandono ou descaso, caracterizando maus tratos, portanto crime. De acordo com artigo 32 da <\/span>Lei de Crimes Ambientais (9.605\/98)<\/span><\/a>, o abandonador est\u00e1 sujeito a uma pena de deten\u00e7\u00e3o de 3 meses a 1 ano, al\u00e9m de multa. Por\u00e9m, de acordo com o veterin\u00e1rio Alexandre Caetano, na maioria das vezes quem pratica esse crime acaba impune porque n\u00e3o h\u00e1 um meio de identificar o autor do abandono.\u00a0<\/span><\/p>

O veterin\u00e1rio destaca que no per\u00edodo de f\u00e9rias \u00e9 quando ocorrem os maiores n\u00fameros de abandono de c\u00e3es e gatos nas rodovias em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s praias. Realidade tamb\u00e9m percebida pela volunt\u00e1ria do <\/span>Projeto Felinos Santa Maria<\/span><\/a>, Lauren Vargas Weiss: \u201cEm virtude da pandemia os adotantes triplicaram, e agora no final do ano triplicaram os n\u00fameros de gatos abandonados e as ninhadas nas ruas tamb\u00e9m\u201d, alerta.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>

Alexandre evidencia a import\u00e2ncia de diferenciar os animais abandonados daqueles que vivem em situa\u00e7\u00e3o de rua, os semi-domiciliados, \u201cesses que voc\u00ea v\u00ea andando na rua por a\u00ed s\u00e3o semi domiciliados. Quer dizer que eles t\u00eam um dono que os cria, irresponsavelmente, com port\u00e3o aberto e n\u00e3o liga se eles v\u00e3o para a rua ou ficam em casa\u201d. A irresponsabilidade em criar um gato ou cachorro dessa maneira consiste nos riscos de acidentes que eles podem sofrer, causam transtorno a terceiros e colocam a sua integridade e a de outras pessoas em perigo. \u201c\u00c9 na rua que o animal est\u00e1 exposto a qualquer tipo de maldade humana ou at\u00e9 mesmo doen\u00e7as e nem sempre as voltinhas realmente d\u00e3o certo\u201d, completa Lauren.<\/span><\/p>

De acordo com o <\/span>Instituto Pet Brasil (IPB)<\/span><\/a>, a estimativa da popula\u00e7\u00e3o pet brasileira, em 2019, era de 140 milh\u00f5es, entre c\u00e3es, gatos, peixes, aves, r\u00e9pteis e pequenos mam\u00edferos. A maioria \u00e9 de cachorros e felinos, com 54,2 milh\u00f5es\u00a0 e 23,9 milh\u00f5es, respectivamente. O IPB considera que do total de c\u00e3es e gatos do Brasil, 5% s\u00e3o <\/span>Animais em Condi\u00e7\u00e3o de Vulnerabilidade (ACV) – ou seja, s\u00e3o 3,9 milh\u00f5es de c\u00e3es e gatos que vivem sob tutela das fam\u00edlias classificadas abaixo da linha de pobreza, que vivem nas ruas e recebem cuidados, ou que s\u00e3o semi domiciliados.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"\"\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Bom para os dois: o compromisso ao adotar<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Mas ser\u00e1 que o amor por c\u00e3es ou gatos \u00e9 uma raz\u00e3o suficiente para adotar? A volunt\u00e1ria Lauren afirma que n\u00e3o. Com certeza amor e respeito s\u00e3o fundamentais, mas a ado\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel passa por muitas outras quest\u00f5es. A busca por uma companhia \u00e9 um dos aspectos que leva as pessoas a procurarem ONGs e institui\u00e7\u00f5es para encontrar o seu animal de estima\u00e7\u00e3o, por\u00e9m expectativas desajustadas podem causar grandes frustra\u00e7\u00f5es para quem adota. Nesse sentido, a coordenadora do <\/span>Projeto Zelo<\/span><\/a>, Fabiana Stecca, explica que ao pensar em adotar a pessoa precisa estar muito certa da sua motiva\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que escolhas impulsivas podem levar a um poss\u00edvel abandono ou devolu\u00e7\u00e3o. Por isso, o trabalho do Zelo \u00e9 focado em educar sobre uma ado\u00e7\u00e3o que traga um relacionamento saud\u00e1vel entre tutor e bichinho, para assim diminuir os riscos de abandono e maus tratos em geral.<\/span><\/p>\n

Para Fabiana, h\u00e1 muitas formas de identificar uma motiva\u00e7\u00e3o errada, para que n\u00e3o haja arrependimentos. De acordo com ela, antes de entregar um gato ou cachorro \u00e9 realizada uma conversa com o prov\u00e1vel adotante.  Lauren Vargas Weiss atua h\u00e1 dois anos como volunt\u00e1ria e ajuda a encontrar lares para gatos em situa\u00e7\u00e3o de rua ou abandonados em Santa Maria. Ela diz que \u201cinfelizmente s\u00e3o muitas as pessoas que adotam na emo\u00e7\u00e3o, levando ao abandono\u201d. <\/span><\/p>\n

Autoconhecimento \u00e9 outro ponto importante. Uma pessoa que n\u00e3o est\u00e1 bem f\u00edsica ou mentalmente pode encontrar dificuldades em cuidar de outros. Cuide primeiro de voc\u00ea: se est\u00e1 se sentindo muito sozinho, ansioso ou desmotivado, procure ajuda profissional e entenda se ser respons\u00e1vel por outro indiv\u00edduo no momento realmente vai te ajudar. Muitas vezes esperar o momento certo para adotar \u00e9 o melhor exemplo de responsabilidade. Reconhecer os pr\u00f3prios limites e disposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro passo da ado\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel. Assim \u00e9 poss\u00edvel fazer mudan\u00e7as necess\u00e1rias e adotar um pet que combine com voc\u00ea, sua personalidade e rotina – ou esperar mais, at\u00e9 o momento certo chegar. <\/span><\/p>\n

Entender o espa\u00e7o que o pet ter\u00e1 para circular tamb\u00e9m \u00e9 um aspecto que preocupa na hora da entrega dos animais. \u201c\u00c9 preciso ter espa\u00e7o dispon\u00edvel e adequado para eles. Por exemplo, tu n\u00e3o vai botar um <\/span>dog alem\u00e3o<\/span><\/i> num apartamento, n\u00e3o tem espa\u00e7o suficiente\u201d, diz o veterin\u00e1rio Alexandre Caetano. Al\u00e9m disso,  existe a necessidade de passeios regulares para eles se exercitarem e manterem o bem estar, mas isso n\u00e3o significa dar acesso livre \u00e0 rua. O lugar de animal de estima\u00e7\u00e3o \u00e9 dentro de casa ou no p\u00e1tio, sendo bem tratado. Isso porque na rua at\u00e9 mesmo o bichinho mais bem cuidado torna-se vulner\u00e1vel. <\/span><\/p>\n

Nesse sentido, ao decidir que iria adotar, Bruna entrou em contato com o Projeto para entender o que precisava adaptar em casa para receber uma gata. \u201cPrimeiro tu precisa ter as coisas b\u00e1sicas, a caixinha de areia, potinhos para comida e principalmente instalar tela de seguran\u00e7a\u201d, foi a resposta que a estudante teve e como ela se preparou, antes mesmo de ter certeza que conseguiria adotar. Esses ajustes, bem como planejar a rotina de passeios com cachorros, por exemplo, s\u00e3o atitudes a serem tomadas antes da ado\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n

Outra quest\u00e3o que \u00e9 preciso ser observada quando se pensa em adotar \u00e9 a financeira. De acordo com a pesquisa do SPC-Brasil e da CNDL, <\/span>60% dos entrevistados n\u00e3o se planejaram financeiramente para a aquisi\u00e7\u00e3o do animal de estima\u00e7\u00e3o e 20% gastam mais do que o or\u00e7amento permite com comprar direcionadas a ele. J\u00e1 14% est\u00e3o com o nome sujo por causa de compras para pets. Essa foi uma preocupa\u00e7\u00e3o de Bruna, que esperou ficar financeiramente melhor para adotar e que agora cuida de seus gatos pois sabe que Sky \u00e9 sua prioridade.<\/span><\/p>\n

A grande maioria das pessoas justifica o endividamento com gastos de emerg\u00eancia, como acidentes ou sa\u00fade do bichinho. \u00c9 nesse sentido que tanto a coordenadora do Zelo <\/span>quanto<\/span> a professora Aline Siqueira dizem que o planejamento \u00e9 fundamental. Assim como um humano, um animal tamb\u00e9m pode ficar doente de repente e demandar gastos financeiros, al\u00e9m de um desgaste emocional. <\/span><\/p>\n

Cada cachorro ou gato tem uma especificidade, uma personalidade, e isso precisa estar de acordo com aquilo que o tutor pode oferecer. Fabiana refor\u00e7a a ideia de que \u00e9 necess\u00e1rio um per\u00edodo de ajustes, para todos os envolvidos. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma coisa imediata, \u00e9 de conseguir fazer a adapta\u00e7\u00e3o com o animal, tanto ele para o estilo de vida do tutor, quanto o respons\u00e1vel adaptar-se em rela\u00e7\u00e3o aquilo que \u00e9 da personalidade e das caracter\u00edsticas do gato ou cachorro\u201d, explica a coordenadora. Ter um bicho de estima\u00e7\u00e3o pode modificar a rotina e \u00e9 preciso de tempo para que os h\u00e1bitos do dia a dia se encaixem da melhor forma para os envolvidos. <\/span><\/p>\n

Para Bruna e Sky, esse processo foi mais dif\u00edcil do que a estudante imaginava. \u201cEla veio para c\u00e1 e come\u00e7ou essa experi\u00eancia de adapta\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o sabia realmente como era e foi um festival de quatro dias sem dormir\u201d. Ela conta que na primeira noite ficou muito assustada, pois a gata miava muito e estava querendo fugir, \u201cPor sorte, eu j\u00e1 tinha colocado a tela no apartamento para n\u00e3o acontecer isso\u201d, lembra a estudante, que precisou entrar em contato com amigos que j\u00e1 tinham mais experi\u00eancia para entender que isso faz parte do processo. \u201cEu fiquei muito assustada e meus amigos falaram: \u00e9 normal, \u00e9 a primeira noite e ela n\u00e3o te conhece, n\u00e3o conhece o espa\u00e7o\u201d, comenta. Muitas vezes a falta de paci\u00eancia e disposi\u00e7\u00e3o para passar por esses momentos at\u00e9 que os ajustes necess\u00e1rios aconte\u00e7am levam os tutores a abandonar o animal e at\u00e9 mesmo devolv\u00ea-los ao Zelo. Laura acredita que a falta de planejamento \u00e9 a maior causa de abandono ou devolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n

Com o passar do tempo Sky e Bruna come\u00e7aram a ter liberdade uma com a outra. A estudante acredita que ainda depois de tr\u00eas meses elas continuam no processo de adapta\u00e7\u00e3o e se conhecendo, mas conta que agora j\u00e1 se conhecem melhor e ela entende os hor\u00e1rios de comer, de dormir e brincar da gatinha, construindo assim uma rela\u00e7\u00e3o de companheirismo e carinho. Ela explica que entendeu que Sky \u00e9 uma gatinha mais reservada e assustada, que n\u00e3o gosta de barulho. Ent\u00e3o, aceitou a personalidade dela, e conseguiu criar um la\u00e7o de amor e carinho com a gatinha.<\/span><\/p>\n

Depois da ado\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter calma e paci\u00eancia. Tanto o respons\u00e1vel quanto o pet precisam se adaptar um ao outro e \u00e0s novas rotinas. \u00c9 preciso estar atento ao comportamento do animal para entender as necessidades espec\u00edficas e respeitar a sua individualidade. Com tudo isso em mente – e muito amor para dar – voc\u00ea ter\u00e1 um amigo incondicional, que n\u00e3o te julga e est\u00e1 sempre pronto para oferecer uma conex\u00e3o e muito carinho. \u201cA melhor parte da ado\u00e7\u00e3o \u00e9 que Sky realmente me ajudou muito mais do que eu ajudei ela. \u00c9 uma troca que eu n\u00e3o achava que poderia acontecer. Foi a melhor coisa que eu fiz\u201d, conta Bruna.<\/span><\/p>\n

Se voc\u00ea ainda n\u00e3o est\u00e1 preparado para adotar, mas ama os animais e quer ajud\u00e1-los, confira o perfil do Projeto Zelo e do Projeto Felinos Santa Maria – citados na mat\u00e9ria.<\/span><\/em><\/p>\n

Zelo no Instagram<\/a> e no <\/span>Facebook<\/a><\/span><\/em><\/p>\n

Felinos Santa Maria no Instagram<\/a> e no Facebook<\/a><\/span><\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Expediente<\/i><\/b><\/p>

Rep\u00f3rter<\/i><\/b>: Denise Nunes Fontana, acad\u00eamica de Jornalismo da UFSM-FW e estagi\u00e1ria<\/span><\/i><\/p>

Ilustradora<\/i><\/b>: Yasmin Faccin, acad\u00eamica de Desenho Industrial da UFSM e estagi\u00e1ria<\/span><\/i><\/p>

M\u00eddia Social<\/i><\/b>: Nathalia Pitol, acad\u00eamica de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas<\/span><\/i><\/p>

Editora de Produ\u00e7\u00e3o<\/i><\/b>: Esther Klein, acad\u00eamica de Jornalismo\u00a0<\/span><\/i><\/p>

Editor Chefe e supervisor dos est\u00e1gios<\/i><\/b>: Maur\u00edcio Dias, jornalista<\/span><\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Conv\u00edvio com c\u00e3es e gatos traz benef\u00edcios para seres humanos, mas \u00e9 preciso responsabilidade para que o relacionamento seja saud\u00e1vel para ambos<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":6319,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4026],"tags":[4335,4338,4337,4339,4235,4336],"class_list":["post-6318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente-pt","tag-adocao-de-animais","tag-caes","tag-convivencia-seres-humanos-e-animais","tag-gatos","tag-pandemia","tag-pets"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6318\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6319"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}