{"id":6387,"date":"2021-02-11T17:05:23","date_gmt":"2021-02-11T20:05:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6387"},"modified":"2021-02-25T21:51:50","modified_gmt":"2021-02-26T00:51:50","slug":"catedra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/catedra","title":{"rendered":"Humanidades para al\u00e9m das fronteiras"},"content":{"rendered":"\t\t
<\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tO ser humano \u00e9, por natureza, um ser migrante. Acredita-se que o Homo Erectus<\/em>, antecessor do Homo Sapiens<\/em>, costumava migrar em bandos pelos diversos territ\u00f3rios hoje conhecidos como parte do continente africano. Mil\u00eanio ap\u00f3s mil\u00eanio, manteve-se o desejo humano de buscar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. No intuito de desvendar o complexo processo das migra\u00e7\u00f5es humanas, a Universidade Federal de Santa Maria passa a abrigar a C\u00e1tedra de Fronteiras e Migra\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), institu\u00edda e oficializada em mar\u00e7o de 2019 no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria (PPGH).<\/span><\/p> O assunto traz diversas possibilidades de estudo. \u201cFronteiras e Migra\u00e7\u00f5es \u00e9 um tema que vem desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria e perpassa toda a Am\u00e9rica do Sul. Mas ele tamb\u00e9m diz respeito \u00e0 atualidade, em entender como o mundo reage diante disso\u201d, comenta o coordenador da C\u00e1tedra e professor do PPGH, Andr\u00e9 Luis Ramos Soares. Al\u00e9m disso, falar do assunto em Santa Maria significa resgatar a hist\u00f3ria da povoa\u00e7\u00e3o do estado do Rio Grande do Sul, constitu\u00eddo a partir das migra\u00e7\u00f5es e da influ\u00eancia da Am\u00e9rica Platina, da qual \u00e9 vizinho. Deste ponto de vista, a UFSM est\u00e1 localizada em uma regi\u00e3o estrat\u00e9gica. No entanto, muito mais do que a quest\u00e3o geogr\u00e1fica, as pr\u00f3prias pesquisas realizadas sobre o assunto j\u00e1 chamavam a aten\u00e7\u00e3o dos estudiosos da \u00e1rea de fora do pa\u00eds.\u00a0<\/p> A aprova\u00e7\u00e3o da C\u00e1tedra foi recebida em dezembro de 2018 e o tema veio ao encontro das produ\u00e7\u00f5es j\u00e1 em andamento no PPGH. \u201cAl\u00e9m de ser a linha de pesquisa do Programa, o tema \u2018fronteiras e migra\u00e7\u00f5es\u2019 tamb\u00e9m d\u00e1 base para nossa rede no Comit\u00ea da AUGM [Associa\u00e7\u00e3o de Universidades Grupo Montevid\u00e9u], visto pelos demais agentes como um local e um grupo de refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o que trabalha o assunto\u201d, comenta a professora e vice-coordenadora da C\u00e1tedra, Maria Medianeira Padoin.<\/p> Desde 2003, a UFSM faz parte do Comit\u00ea Hist\u00f3ria, Regi\u00f5es e Fronteiras da AUGM, sendo representada neste pela professora Maria Medianeira Padoin. Cerca de 18 universidades integram o grupo, que realiza interc\u00e2mbios de docentes e discentes, orienta\u00e7\u00f5es e co-orienta\u00e7\u00f5es de teses, publica\u00e7\u00f5es, minicursos, entre outros. \u201cOs v\u00ednculos e a experi\u00eancia da UFSM integrando a AUGM serviram de base para que o PPGH apresentasse a proposta de cria\u00e7\u00e3o da C\u00e1tedra Unesco, procurando consolidar as a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea das Humanidades\u201d, afirma Maria Medianeira.\u00a0\u00a0<\/p> Em 2016, a UFSM realizou o I Congresso Internacional de Hist\u00f3ria, tamb\u00e9m lan\u00e7ado pelo PPGH, o que foi um salto para a internacionaliza\u00e7\u00e3o de suas pesquisas. Diversos palestrantes de pa\u00edses europeus e latino-americanos estiveram presentes. Um dos participantes era Lu\u00edz Oosterbeek, professor do Instituto Polit\u00e9cnico de Tomar (IPT), em Portugal, e secret\u00e1rio do Conselho Internacional de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da Unesco.\u00a0<\/p> Os professores do PPGH da UFSM j\u00e1 conheciam Luiz de outros encontros internacionais, mas foi durante o Congresso, na UFSM, que come\u00e7ou de fato a articula\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de uma C\u00e1tedra em Humanidades. \u201cFomos incentivados ainda mais nesse momento em que a \u00e1rea de maneira global est\u00e1 num processo de descr\u00e9dito\u201d, comenta o professor Andr\u00e9 Luis.<\/p> Diversas entidades t\u00eam a iniciativa de instituir c\u00e1tedras no ensino superior. A Unesco \u00e9 um exemplo. Seu programa de c\u00e1tedras foi criado h\u00e1 27 anos e hoje envolve mais de 700 institui\u00e7\u00f5es ao redor do mundo. Se contarmos apenas o territ\u00f3rio brasileiro, j\u00e1 s\u00e3o 29 c\u00e1tedras. Esses grupos tem como objetivo \u201ca capacita\u00e7\u00e3o por meio da troca de conhecimentos e do esp\u00edrito de solidariedade estabelecido entre os pa\u00edses em desenvolvimento\u201d, segundo defini\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria entidade. Para isso, h\u00e1 atividades dentro de um eixo tem\u00e1tico central, como semin\u00e1rios, disciplinas, cursos e grupos de pesquisa. A c\u00e1tedra re\u00fane pesquisadores com temas em comum, que podem ou n\u00e3o ser de diferentes \u00e1reas ou cursos de atua\u00e7\u00e3o. No caso da C\u00e1tedra Fronteiras e Migra\u00e7\u00f5es, existe a possibilidade de professores de outras \u00e1reas aderirem. Assim, centraliza-se um conhecimento antes disperso para que novas produ\u00e7\u00f5es e ideias surjam em conjunto.<\/p> No momento de submeter a proposta de C\u00e1tedra para a Unesco, os professores fizeram um planejamento para dois anos. Boa parte dele consistia em ampliar as a\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas pelo PPGH da UFSM. \u201cA diferen\u00e7a \u00e9 que agora tem um alcance maior, e isso vai nos permitir angariar outros fundos, inclusive por meio de editais internacionais. Mas o objetivo segue o mesmo: fazer discuss\u00e3o acad\u00eamica para tentar resolver problemas pontuais\u201d, reitera Andr\u00e9 Luis. Al\u00e9m disso, a amplia\u00e7\u00e3o torna poss\u00edvel a produ\u00e7\u00e3o conjunta com parceiros internacionais, assim como a proposi\u00e7\u00e3o de projetos em editais de \u00f3rg\u00e3os do exterior.\u00a0<\/p> A a\u00e7\u00e3o tem como foco a pesquisa e o estudo dos processos migrat\u00f3rios, mas os coordenadores destacam que isso n\u00e3o significa que a\u00e7\u00f5es mais pr\u00e1ticas, como as de extens\u00e3o, n\u00e3o possam acontecer. Um exemplo \u00e9 a iniciativa de cria\u00e7\u00e3o do Geoparque da UFSM, na regi\u00e3o da Quarta Col\u00f4nia.\u00a0<\/p> Em mar\u00e7o de 2019, professores vinculados \u00e0 C\u00e1tedra, juntamente com o reitor da UFSM, Paulo Afonso Burmann, estiveram presentes no IV Semin\u00e1rio Internacional Apheleia, na cidade de Ma\u00e7\u00e3o, Portugal. No evento foram apresentadas futuras a\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas e foi firmado o contrato entre a UFSM e o IPT para a coopera\u00e7\u00e3o formal entre as c\u00e1tedras de Fronteiras e Migra\u00e7\u00f5es e a de Gest\u00e3o Integrada do Territ\u00f3rio.\u00a0<\/p> A C\u00e1tedra Unesco Fronteiras e Migra\u00e7\u00f5es iniciou oficialmente seus trabalhos na UFSM em novembro de 2019.<\/p> Para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento a partir da C\u00e1tedra, a UFSM estabeleceu parcerias com diversas universidades de fora do pa\u00eds: o Instituto Polit\u00e9cnico de Tomar, em Portugal; a Universidade de Extremadura, na Espanha; a Universidad de La Rep\u00fablica, no Uruguai; na Argentina, a\u00a0 Universidad Nacional de Mar del Plata, a Universidad Nacional de La Plata e a Universidad Nacional do Litoral; a Universidad de San Andr\u00e9s, na Bol\u00edvia; e no Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais.<\/p> \u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Expediente<\/i><\/span><\/p> Rep\u00f3rter:<\/i><\/span>\u00a0Ta\u00edsa Medeiros, acad\u00eamica de Jornalismo<\/i><\/p>O que \u00e9 uma C\u00e1tedra?<\/strong><\/h3>
O que muda com a cria\u00e7\u00e3o da C\u00e1tedra?<\/strong><\/h3>
Parcerias<\/b><\/h3>