{"id":6428,"date":"2021-02-22T07:34:29","date_gmt":"2021-02-22T10:34:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6428"},"modified":"2021-05-24T17:25:29","modified_gmt":"2021-05-24T20:25:29","slug":"recordacoes11","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/recordacoes11","title":{"rendered":"Ouvir e respeitar para conhecer"},"content":{"rendered":"\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\tPor Marizete Vargas Pereira*<\/span><\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t No final do meu curso de Pedagogia, em 2004, escolhi o Ip\u00ea Amarelo e uma turma de crian\u00e7as, de dois a tr\u00eas anos, para realizar meu est\u00e1gio curricular. O primeiro semestre foi de observa\u00e7\u00e3o, para conhecer os alunos e identificar suas necessidades. A partir da\u00ed, elaborei um projeto de a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para executar no segundo semestre, no qual pontuei estrat\u00e9gias e referenciais te\u00f3ricos para tentar superar as dificuldades das crian\u00e7as.\u00a0<\/p> Os principais problemas, que realmente me impactaram, foram a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o entre crian\u00e7as e adultos, e o total desinteresse delas pelas atividades propostas. Foi sofrido perceb\u00ea-las como que subjugadas ao adulto, totalmente incompreendidas e sendo subestimadas em sua capacidade de conhecer e compreender as coisas e o mundo.<\/span><\/p> A cada proposta minha, a professora falava \u201cisso n\u00e3o vai dar certo, profe\u201d. Em um dos planejamentos para introduzir o projeto, que tinha como objetivo conhecer o meio ambiente, levei o globo terrestre para a sala. A regente, muito contrariada, me disse \u201cas crian\u00e7as n\u00e3o v\u00e3o entender nada; para elas, vai ser s\u00f3 uma bola\u201d. E assim seguimos nossa batalha at\u00e9 que conclu\u00ed o est\u00e1gio.<\/span><\/p> Ao escrever o artigo final, a partir dessas reflex\u00f5es e ao ler como alguns autores discutiam os pontos que considerei cr\u00edticos, dei-me conta de que a comunica\u00e7\u00e3o era ruim por um problema maior: para conhecer de fato as crian\u00e7as \u00e9 preciso ouvi-las e respeit\u00e1-las em sua forma de ser e estar no mundo. S\u00f3 assim seria poss\u00edvel propor coisas que fossem de fato interessantes a elas.<\/span><\/p> Em mar\u00e7o de 2015, voltei para a Unidade de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Ip\u00ea Amarelo como servidora e, desde ent\u00e3o, atuo no apoio pedag\u00f3gico. Durante\u00a0 esse tempo, devido \u00e0 natureza das atividades deste setor, participo de todo o processo, circulo em todos os ambientes e atuo em praticamente todas as atividades que acontecem na escola, onde interajo com adultos e crian\u00e7as.<\/span><\/p> Hoje, ao viver o momento em que a escola comemora seus 30 anos de exist\u00eancia, sinto-me muito feliz. N\u00e3o s\u00f3 por estar de volta, agora como servidora, mas tamb\u00e9m por perceber que as metas que defini ao preparar meu projeto de est\u00e1gio, agora s\u00e3o uma realidade.<\/span><\/p> Apesar das limita\u00e7\u00f5es e dificuldades de toda ordem, podemos dizer que aqui as crian\u00e7as t\u00eam voz. S\u00e3o ouvidas, respeitadas nas suas singularidades e protagonistas no processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Enfim, vejo-as felizes! Isso me alegra e me realiza, pois a tarefa de educar crian\u00e7as pequenas \u00e9 uma d\u00e1diva. Para al\u00e9m da grandeza, complexidade e delicadeza que se requer, essa atividade \u00e9, para o adulto, a possibilidade de tamb\u00e9m reencontrar a pr\u00f3pria inf\u00e2ncia. \u00c9 o que os professores tanto falam: ao educar, mais se aprende do que se ensina…<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t