{"id":6436,"date":"2021-02-18T18:20:46","date_gmt":"2021-02-18T21:20:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6436"},"modified":"2021-02-19T14:35:20","modified_gmt":"2021-02-19T17:35:20","slug":"podcast","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/podcast","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia do podcast para produzir e divulgar conte\u00fados"},"content":{"rendered":"\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tCom a globaliza\u00e7\u00e3o, o r\u00e1dio tradicional, escutado apenas pelo dial, perdeu for\u00e7a. Os avan\u00e7os provenientes das tecnologias digitais proporcionaram \u00e0s r\u00e1dios criarem suas vers\u00f5es online. Por meio de sites, aplicativos e formatos de \u201c<\/span>web<\/span><\/i> r\u00e1dio\u201d, as quais realizam a transmiss\u00e3o via internet, em tempo real, ou ao disponibilizar os programas na nuvem, para serem ouvidos posteriormente. Diante disso, n\u00e3o apenas o formato radiof\u00f4nico, mas tamb\u00e9m as demais formas de comunica\u00e7\u00e3o, precisaram se adaptar \u00e0s novas l\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o e de circula\u00e7\u00e3o. Entre as m\u00eddias que perceberam a import\u00e2ncia do podcast est\u00e1 a Revista Arco, <\/em>que\u00a0lan\u00e7ar\u00e1, nesta quinta (18), o <\/span>Arco No Fone<\/em>. Por\u00e9m, antes de mais informa\u00e7\u00f5es sobre os epis\u00f3dios, voc\u00ea sabe a import\u00e2ncia do formato em \u00e1udio para produzir e divulgar conte\u00fados?<\/span><\/p> A hist\u00f3ria do r\u00e1dio, como ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, no Brasil, \u00e9 de longa data. Em 1923, ocorreu a inaugura\u00e7\u00e3o da primeira emissora em solo brasileiro, a R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro, criada por Edgar Roquette-Pinto e Henrique Morize. Ao longo das d\u00e9cadas, as ondas sonoras levaram a casa dos brasileiros conhecimentos sobre os novos avan\u00e7os na \u00e1rea da ci\u00eancia e da literatura. Consolidou-se como um meio popular de comunica\u00e7\u00e3o com os programas de entretenimento, al\u00e9m disso a linguagem do radiojornalismo influencia ainda no s\u00e9culo XXI a maneira de apresentar not\u00edcias.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p> Assim, os conte\u00fados produzidos no formato <\/span>podcast<\/span><\/i> trazem consigo marcas do g\u00eanero radiof\u00f4nico junto com as adapta\u00e7\u00f5es proporcionadas pelos novos aportes tecnol\u00f3gicos. O professor do curso de Jornalismo da UFSM, Maicon Elias Kroth, p\u00f3s-doutor em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade da Beira Interior de Portugal, explica que \u201cas plataformas digitais potencializaram formas de pensar e fazer. \u00c9 interessante notar que a constru\u00e7\u00e3o de narrativas, por exemplo, leva em conta a ideia de que os ouvintes\/internautas n\u00e3o s\u00e3o meros receptores do conte\u00fado. Se constituem, a partir de l\u00f3gicas do ecossistema digital, como coprodutores\u201d.<\/span><\/p> No Brasil, um dos primeiros<\/span> podcasts<\/span><\/i> surgiu em 2006, o <\/span>NerdCast<\/span><\/a>, apresentado por Alexandre Ottoni e Deive Pazos, focado na cultura nerd do Brasil. Os epis\u00f3dios trazem conhecimentos sobre tecnologia, jogos, empreendimento, ademais possuem programas dedicados \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Em 2020, o NerdCast foi o mais ouvido do\u00a0 <\/span>Google Podcasts<\/span><\/a> entre 1\u00ba de abril e 29 de novembro no pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O <\/span>podcast<\/span><\/i> \u00e9 um arquivo digital de \u00e1udio que pode ser inserido em v\u00e1rias plataformas online, como Spotify, Soundcloud, Mixcloud e entre outras. Os conte\u00fados desse formato s\u00e3o diversos, existem tanto programas que abordam quest\u00f5es pol\u00edticas nacionais, quanto os que desenvolvem temas voltados para a ci\u00eancia, como, os processos de produ\u00e7\u00e3o de uma vacina. Enfim, os <\/span>podcasts <\/span><\/i>abrangem um leque diversificado de op\u00e7\u00f5es para os ouvintes.<\/span><\/p> As publica\u00e7\u00f5es dos arquivos s\u00e3o feitas atrav\u00e9s de <\/span>podcasting,<\/span><\/i> um sistema que segue um padr\u00e3o de feed RSS – \u00e9 a abreviatura de <\/span>Rich Site Summary<\/span><\/i> ou <\/span>Really Simple Syndication<\/span><\/i>, uma maneira de distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em tempo real pela internet, um programa agregador de conte\u00fado -, o que significa que permite aos internautas acessar as publica\u00e7\u00f5es de um blog, de um site ou epis\u00f3dios de um <\/span>podcast<\/span><\/i>, atrav\u00e9s de uma \u00fanica plataforma. <\/span>A palavra<\/span> podcast <\/span><\/i>\u00e9 jun\u00e7\u00e3o de Pod \u2013 \u201c<\/span>Personal On Demand<\/span><\/i>\u201d (pessoal sob demanda), retirada de iPod, com <\/span>broadcast<\/span><\/i> (emiss\u00e3o e transmiss\u00e3o de sons ou imagens por meio do r\u00e1dio ou da televis\u00e3o).<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Podcasters (ABPod), fundada em 13 de Maio de 2006, possui o objetivo de coordenar, orientar e representar locutores, produtores, comentaristas e divulgadores do Podcast brasileiro. A <\/span>PodPesquisa<\/span><\/a> de 2020, apontou, \u201c<\/span>aplicados o n\u00famero de ouvintes em 2019 de 17,3 milh\u00f5es, estamos falando de um total de ouvintes entre 20 milh\u00f5es e 34,6 milh\u00f5es no Brasil atualmente\u201d, sendo assim percebe-se um crescimento do h\u00e1bito de ouvir esse formato de conte\u00fado, devido ao momento de isolamento social, por conta da COVID-19.\u00a0<\/span><\/p> Al\u00e9m do aumento de ouvintes, ocorreu um acr\u00e9scimo na cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em podcast e a UFSM serve como um exemplo disso. O projeto <\/span>Fura Bolha<\/span><\/a> , iniciado em julho de 2020, das acad\u00eamicas de Jornalismo, Samara Wobeto e Franci\u00e9li Barcellos, possui o intuito de abordar quest\u00f5es relacionadas com a comunica\u00e7\u00e3o junto a uma linguagem mais compreens\u00edvel para o p\u00fablico de fora da \u00e1rea, como a desinforma\u00e7\u00e3o e os processos de checagem de not\u00edcias falsas. Diante disso, o projeto come\u00e7ou com publica\u00e7\u00f5es de v\u00eddeos pela rede social,<\/span> Instagram<\/span><\/i>, sobre como identificar not\u00edcias fraudulentas. O modo de desenvolvimento do produto audiovisual para a adapta\u00e7\u00e3o do podcast surgiu devido a l\u00f3gica das m\u00eddias digitais: a instantaneidade. \u201cO <\/span>podcast<\/span><\/i> possibilita que as pessoas fa\u00e7am mais coisas ao mesmo tempo quando est\u00e3o ouvindo\u201d, afirma Wobeto.\u00a0<\/span><\/p> As acad\u00eamicas conversaram com outras pessoas para debaterem sobre o produto em formato de \u00e1udio, e a maioria comentou que escutam <\/span>podcast<\/span><\/i> quando fazem afazeres do dia a dia. \u201cPor isso a escolha desse segundo formato para possibilitar que ele alcance mais pessoas, na medida que ele \u00e9 um tipo diferente de produto comunicacional que poderia funcionar mais a partir dos assuntos que escolhemos abordar\u201d, ressalta a estudante.<\/span><\/p> A Revista Ci\u00eancia Rural, do Centro de Ci\u00eancias Rurais, da UFSM, possui um projeto de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em v\u00eddeos, em parceria com o N\u00facleo de Tecnologia Educacional (NTE) da pr\u00f3pria Universidade, com o objetivo de apresentar pesquisas com uma linguagem de f\u00e1cil entendimento para quem n\u00e3o \u00e9 da \u00e1rea das ci\u00eancias agr\u00e1rias. Com a pandemia, foi preciso procurar novas formas para a continua\u00e7\u00e3o da divulga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais, <\/span>Instagram, Facebook <\/span><\/i>e<\/span> Twitter<\/span><\/i>, os artigos est\u00e3o dispon\u00edveis na biblioteca digital, <\/span>Scielo<\/span><\/i>, e possui produ\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias para o pr\u00f3prio Site da Revista, precisaram come\u00e7ar a buscar por uma outra maneira atrativa de continuar a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Nesse sentido, o <\/span>podcast<\/span><\/i> Ci\u00eancia Rural<\/span><\/a> come\u00e7ou a ser desenvolvido baseado em projetos de outras Universidades e de outros peri\u00f3dicos. A jornalista que atua no setor de comunica\u00e7\u00e3o da Revista, Maria Luiza Carvalho de Grandi, mestranda em Comunica\u00e7\u00e3o pela UFSM, aponta sobre as possibilidades do produto sonoro. \u201cO <\/span>podcast<\/span><\/i> nos abriu um leque com pesquisadores do Brasil inteiro, do mundo inteiro. \u00c9 uma alternativa que chegou no contexto da pandemia, mas chegou para ficar, por conta dessa possibilidade de abrir para pesquisadores de outros lugares, al\u00e9m de Santa Maria\u201d.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O <\/span>podcast<\/span><\/i> tem marcas do formato radiof\u00f4nico, como as entrevistas pingue-pongue \u2013 perguntas e respostas -, os debates em formato de mesa-redonda, as reportagens, os document\u00e1rios em \u00e1udios e os boletins. Contudo, n\u00e3o possui uma estrutura fixa, como os outros formatos, consideradas tradicionais. Cada epis\u00f3dio pode ser contado de diferentes maneiras. Vale ressaltar que outro benef\u00edcio de produzir conte\u00fados em podcast<\/em> \u00e9 o aprofundamento da tem\u00e1tica, como relata Kroth. \u201cTemos visto iniciativas cada vez mais interessantes em termos de constru\u00e7\u00e3o de narrativas, como por exemplo o uso da t\u00e9cnica do <\/span>storytelling<\/span><\/i>, com o objetivo de transportar o ouvinte para dentro das hist\u00f3rias por meio de estrat\u00e9gias discursivas que exploram de maneira cada vez mais imersiva a est\u00e9tica sonora\u201d. Al\u00e9m disso, Kroth<\/span>\u00a0considera o podcast<\/em> um produto h\u00edbrido, diferente do r\u00e1dio e das demais m\u00eddias tradicionais e sobretudo, \u00e9 flex\u00edvel.<\/span><\/p> Nesse vi\u00e9s, Wobeto discorre sobre o aprofundamento de pautas, muitas vezes, diferente da l\u00f3gica dos ve\u00edculos comunicacionais de refer\u00eancia, como o r\u00e1dio, o qual possui caracter\u00edsticas de h<\/em><\/span>ard news<\/span><\/em> \u2013 not\u00edcias di\u00e1rias sobre, por exemplo, pol\u00edtica, economia e seguran\u00e7a p\u00fablica com linguagem objetiva e inseridas na grade de programas -. Ressalta a import\u00e2ncia do formato radiof\u00f4nico, mas o podcast<\/em> difere-se nessas quest\u00f5es. \u201cAbre possibilidade de nichos, uma vez que voc\u00ea consegue se aprofundar mais em determinados temas e contar hist\u00f3rias com uma determinada sequ\u00eancia. Discuss\u00f5es sobre g\u00eanero, acessibilidade, racismo, enfim discuss\u00f5es \u2018nichadas\u2019 muitas vezes, elas n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o nesses ve\u00edculos mais tradicionais\u201d. Wobeto comenta que o podcast por abarcar um p\u00fablico mais espec\u00edfico abre essa possibilidade de dialogar sobre diversos assuntos.<\/span><\/p> Os meios midi\u00e1ticos tradicionais, como o cons\u00f3rcio Globo e o grupo da Folha de S\u00e3o Paulo, desenvolveram<\/span> produtos no formato podcast. <\/span>Ao Ponto<\/span><\/a>, podcast do jornal O Globo; <\/span>O Assunto<\/span><\/a>, do G1; <\/span>Caf\u00e9 da Manh\u00e3<\/span><\/a> e <\/span>Boletim Folha<\/span><\/a>, da Folha de S. Paulo. S\u00e3o apenas alguns exemplos de produtos em \u00e1udio e cada vez mais v\u00e3o surgir novos <\/span>podcast<\/span><\/i> dos ve\u00edculos comunicacionais, com narrativas diferentes, mas com a mesma l\u00f3gica cr\u00edtica de apura\u00e7\u00e3o jornal\u00edstico.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O conhecimento cient\u00edfico precisa ser disseminado para al\u00e9m dos \u2018muros\u2019 das Universidades e os meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o aliados da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. A l\u00f3gica tanto na distribui\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em formato podcast \u00e9 uma ferramenta que j\u00e1 \u00e9 e est\u00e1 se tornando cada vez mais importante para a difus\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico.<\/span><\/p> De Grandi discorre sobre como a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 necess\u00e1ria para a sociedade e com a pandemia do coronav\u00edrus, pode-se perceber a urg\u00eancia do conhecimento cient\u00edfico para a popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 da \u00e1rea. \u201cNo contexto da Covid-19, o quanto voc\u00ea divulgar a ci\u00eancia, o quanto voc\u00ea divulgar as informa\u00e7\u00f5es corretas, o que a ci\u00eancia est\u00e1 produzindo, o que est\u00e1 sendo pesquisado de forma correta \u00e9 importante para que n\u00e3o haja um caos na popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>Mas, afinal, o que \u00e9 o <\/b>podcast<\/i><\/b>?<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Ascens\u00e3o do podcast<\/em> durante a pandemia do coronav\u00edrus<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
As diferen\u00e7as com as outras m\u00eddias, consideradas tradicionais<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Qual a import\u00e2ncia do podcast<\/i> para a ci\u00eancia?<\/b><\/h3>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t