{"id":6551,"date":"2021-04-26T11:05:20","date_gmt":"2021-04-26T14:05:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=6551"},"modified":"2021-04-26T12:26:20","modified_gmt":"2021-04-26T15:26:20","slug":"ufsm-lancamento-nanossatelite-cazaquistao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/ufsm-lancamento-nanossatelite-cazaquistao","title":{"rendered":"Perrengues e emo\u00e7\u00f5es: o lan\u00e7amento de um nanossat\u00e9lite no Cazaquist\u00e3o durante a pandemia"},"content":{"rendered":"\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tNo dia 22 de mar\u00e7o, \u00e0s 3h07 da madrugada, um foguete russo chamado Soyuz-2 decolou <\/span>do Cosm\u00f3dromo de Baikonur, no Cazaquist\u00e3o, carregando o nanossat\u00e9lite brasileiro NanoSatC-Br2 (NCBR2). Resultante de um conv\u00eanio entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o nanossat\u00e9lite \u00e9 parte do Programa NanosatC-BR, coordenado por Nelson Schuch, pesquisador do Inpe. A iniciativa est\u00e1 inserida em um projeto de desenvolvimento de miss\u00f5es espaciais com foco cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e educacional apoiados pelo Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI). O foguete Soyuz-2 \u00e9 operado pela empresa GK Launch, com sede na R\u00fassia, e o lan\u00e7amento contou com o suporte da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB).<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O professor Eduardo B\u00fcrger, <\/span>do curso de Engenharia Aeroespacial e coordenador local de Engenharias do Programa, e o professor Andrei Legg, do curso de Engenharia de Telecomunica\u00e7\u00f5es e coordenador do projeto de lan\u00e7amento do NCBR2, foram indicados para participar, <\/span>in loco<\/span><\/i>, do evento. \u201cInicialmente era previsto que v\u00e1rias pessoas participassem da comiss\u00e3o que acompanharia o lan\u00e7amento, incluindo professores da UFSM, alunos, servidores do Inpe, AEB e MCTI, possivelmente o pr\u00f3prio ministro\u201d, explicam os professores sobre as altera\u00e7\u00f5es nos planos ocorridas devido \u00e0 pandemia.<\/span><\/p> Assim, em 14 de mar\u00e7o, os professores Eduardo e Andrei iniciaram a (longa) jornada rumo \u00e0 cidade de Baikonur. A pedido da Revista Arco, eles escreveram um di\u00e1rio para registrar o que ocorreu antes, durante e depois do acontecimento hist\u00f3rico que eles presenciaram.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Antes da viagem<\/b><\/p> Fizemos exame PCR para Covid-19 faltando menos de 72 horas para o embarque, cumprindo o requisito exigido pelas companhias a\u00e9reas. Nesta ocasi\u00e3o, por ser s\u00e1bado, combinamos com o laborat\u00f3rio que o resultado traduzido para o ingl\u00eas seria enviado impreterivelmente no domingo, por e-mail.<\/span><\/p> Al\u00e9m disso, a operadora do lan\u00e7amento tamb\u00e9m j\u00e1 havia nos informado que far\u00edamos outros exames na R\u00fassia. Caso algu\u00e9m testasse positivo para Covid-19, possivelmente perderia a oportunidade de participar do lan\u00e7amento e deveria ficar em quarentena. Isso j\u00e1 aumentava nossa tens\u00e3o, que j\u00e1 estava alta devido ao lan\u00e7amento que colocaria em \u00f3rbita o nosso segundo nanossat\u00e9lite que h\u00e1 anos estava em desenvolvimento, fruto de muito trabalho de diversas institui\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p> A viagem planejada por uma ag\u00eancia de viagens foi a seguinte: Porto Alegre \u2013 Guarulhos \u2013 Zurique \u2013 Moscou. Apenas neste trecho foram 36 horas de viagem. Chegar\u00edamos em Moscou \u00e0 noite e, na manh\u00e3 do dia seguinte, pegar\u00edamos \u201ccarona\u201d num voo fretado pela operadora do lan\u00e7amento at\u00e9 a cidade de Baikonur, com v\u00e1rios outros representantes dos outros 37 sat\u00e9lites que o foguete lan\u00e7aria.<\/span><\/p> Dias 1 e 2 \u2013 14 e 15 de mar\u00e7o (voo para Moscou com escalas em Guarulhos e Zurique)<\/b><\/p> Sa\u00edmos de Santa Maria rumo ao aeroporto de Porto Alegre. Para isso, alugamos um carro, visto que a ideia era reduzir a exposi\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria ao contato com outras pessoas.\u00a0 Pegamos voo para Guarulhos, S\u00e3o Paulo. Chamou a aten\u00e7\u00e3o que o voo estava lotado, com todos os assentos ocupados. Houve muita aglomera\u00e7\u00e3o no aeroporto, e para entrar na aeronave n\u00e3o houve exig\u00eancia de nenhum tipo de exame, nem mesmo foi medida a temperatura antes do embarque.<\/span><\/p> Em Guarulhos, no <\/span>check-in<\/span><\/i>, fomos informados pela empresa a\u00e9rea que nossa entrada na R\u00fassia estava permitida, e nos foi pedido apenas o exame PCR em portugu\u00eas.<\/span><\/p> Em Zurique, ap\u00f3s espera de algumas horas para o voo para Moscou, ao acessar nossos e-mails, fomos surpreendidos com a situa\u00e7\u00e3o de que at\u00e9 ent\u00e3o (era segunda-feira) o laborat\u00f3rio de Santa Maria n\u00e3o tinha enviado o resultado do exame traduzido em ingl\u00eas. <\/span>O respons\u00e1vel pelo embarque nos informou que t\u00ednhamos 20 minutos para conseguirmos o exame traduzido pelo laborat\u00f3rio, e ainda precisar\u00edamos de uma nova autoriza\u00e7\u00e3o para entrarmos na R\u00fassia<\/span>, pois a carta-convite que t\u00ednhamos da <\/span>Roscosmos [Ag\u00eancia Espacial Russa]<\/span> citava apenas o Cazaquist\u00e3o. Exatamente dois minutos antes do t\u00e9rmino do embarque e ap\u00f3s in\u00fameras liga\u00e7\u00f5es internacionais ao laborat\u00f3rio no Brasil (por sorte eram sete horas da manh\u00e3 no Brasil), conseguimos os exames traduzidos e a autoriza\u00e7\u00e3o por parte da GK Launch. Tudo foi impresso na porta de entrada do embarque nos \u00faltimos minutos. S\u00f3 nos deixaram embarcar com a promessa de que ficar\u00edamos no setor internacional do aeroporto de Moscou aguardando nosso voo para o Cazaquist\u00e3o, mesmo com hotel j\u00e1 reservado na R\u00fassia.<\/span><\/p> Ao embarcar no avi\u00e3o, fizemos um \u00faltimo contato com o pessoal da GK, que nos garantiu que nossa entrada em territ\u00f3rio russo estava garantida. Chegando na R\u00fassia por volta das 18 horas, ao passar pelo controle de fronteira para entrar no pa\u00eds, quando est\u00e1vamos nas cabines de controle de fronteira, subitamente uma policial surge e recolhe meu passaporte (Eduardo) e toda a documenta\u00e7\u00e3o que tinha, me conduzindo para outro andar sem dar nenhuma explica\u00e7\u00e3o. O Andrei ainda estava sendo atendido e aparentemente parecia n\u00e3o haver problemas com ele. Como n\u00e3o havia internet dispon\u00edvel, ficamos sem comunica\u00e7\u00e3o um com o outro para saber o que estava acontecendo. Fui colocado em um sal\u00e3o com pouco espa\u00e7o e com aproximadamente 80 pessoas, a maioria do Uzbequist\u00e3o – e muitos sem m\u00e1scara. <\/span>Ningu\u00e9m sabia explicar o que estava acontecendo, nem onde estavam nossos passaportes – nem os que estavam ali, nem os policiais russos que n\u00e3o falavam ingl\u00eas e apenas diziam \u201cWAIT HERE\u201d. <\/span>Exausto da longa viagem, fiquei duas horas em p\u00e9 aguardando algo acontecer.\u00a0<\/span><\/p> Eu (Andrei), estava no andar de baixo em uma situa\u00e7\u00e3o bastante similar \u00e0 do Eduardo, mas eu estava conseguindo sinal de internet, o que me permitia conversar com o pessoal da GK e explicar nossa situa\u00e7\u00e3o. Aparentemente, eles tamb\u00e9m n\u00e3o sabiam qual era o problema para n\u00e3o liberarem nossa entrada e falaram para eu ter calma que nossa entrada seria autorizada sem problemas, mas <\/span>aproveitei para deixar mensagens a v\u00e1rias pessoas dizendo onde eu estava e explicando o que tinha acontecido (sinceramente, n\u00e3o sabia o que poderia acontecer conosco)<\/span>. Cerca de duas horas depois, surge um dos guardas acompanhando o Eduardo, devolve nossos passaportes e finalmente passamos pelas cabines, entrando em territ\u00f3rio russo. No exato momento em que chegamos ao local de retirada de bagagens, nossas malas estavam sendo retiradas. Isso foi muita sorte, porque se as malas n\u00e3o estivessem l\u00e1, seria mais uma situa\u00e7\u00e3o complicada devido ao problema de comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p> Ainda no aeroporto, precis\u00e1vamos fazer outro exame PCR para o voo fretado do dia seguinte. <\/span>Ficamos mais tr\u00eas horas tentando realizar o pagamento, que era exclusivamente online. A internet n\u00e3o funcionava e o site tamb\u00e9m n\u00e3o aceitava cart\u00f5es brasileiros (tentamos seis cart\u00f5es diferentes)<\/span>. Finalmente, ap\u00f3s realizar o exame, fomos para o hotel descansar para nossa viagem no dia seguinte.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Dia 3 – 16 de mar\u00e7o (Cazaquist\u00e3o)<\/b><\/p> Era o dia da viagem para o Cazaquist\u00e3o. O hotel que escolhemos tinha servi\u00e7o de transporte para o aeroporto, ent\u00e3o chegamos por volta das sete horas da manh\u00e3 no aeroporto para pegar o resultado do exame PCR, e tamb\u00e9m porque t\u00ednhamos que nos encontrar com o pessoal da GK no balc\u00e3o do check-in. Estava nevando, e o embarque foi um pouco diferente, com deslocamento por \u00f4nibus at\u00e9 o avi\u00e3o. O voo para o Cazaquist\u00e3o foi tranquilo.\u00a0<\/span><\/p> Chegando no controle de fronteira do Cazaquist\u00e3o, houve certa resist\u00eancia \u00e0 nossa entrada, perguntaram at\u00e9 se nosso passaporte era diplom\u00e1tico. Depois de uns 10 minutos de incertezas, eles carimbaram nossa entrada. Finalmente est\u00e1vamos em Baikonur no Cazaquist\u00e3o! Na sequ\u00eancia, assinamos um documento reconhecendo as regras que t\u00ednhamos que respeitar e nos dirigimos para o \u00f4nibus que nos levaria at\u00e9 o nosso hotel.<\/span><\/p> Ao chegar no hotel, precis\u00e1vamos preencher uma ficha toda em russo e um senhor da Roscosmos, que inclusive falava bem portugu\u00eas, nos ajudou com o preenchimento da documenta\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos algumas horas para arrumar as coisas no quarto e, depois, sair\u00edamos para a “janta” – vale lembrar que est\u00e1vamos com oito horas de diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil devido ao fuso, ainda n\u00e3o est\u00e1vamos adaptados e tamb\u00e9m nos sent\u00edamos extremamente cansados da viagem.<\/span><\/p> O primeiro jantar foi bem interessante, conhecemos muitas pessoas e <\/span>foi o primeiro contato com a culin\u00e1ria russa\/cazaquistanesa. Um coment\u00e1rio sobre isso: sabores muitos similares aos do Brasil, basicamente os temperos se assemelham muito aos que utilizamos por aqui, com a diferen\u00e7a de que usam carne equina com alguma frequ\u00eancia.<\/span><\/p> Dia 4 – 17 de mar\u00e7o (Baikonur, Cazaquist\u00e3o)<\/b><\/p> Acordamos muito cedo – uma hora mais cedo do que o necess\u00e1rio devido a uma confus\u00e3o na internet que mostrava dois hor\u00e1rios distintos para o mesmo local GMT+6\u00a0 e GMT+5. A nossa programa\u00e7\u00e3o era especial: acompanhar o \u201crollout\u201d do Soyuz-2, que \u00e9 o deslocamento do ve\u00edculo desde seu hangar at\u00e9 a torre de lan\u00e7amento. Foi nosso primeiro contato com a base de lan\u00e7amento, ficamos bem perto do ve\u00edculo lan\u00e7ador, foi uma experi\u00eancia fant\u00e1stica acompanhar essa etapa. Mas tamb\u00e9m foi o dia mais frio que tivemos por l\u00e1. O frio era tanto que as m\u00e3os ardiam muito ao tirar as luvas para tirar algumas fotos.<\/span><\/p> \u00c0 noite, tivemos um jantar com comida e dan\u00e7a t\u00edpicas do Cazaquist\u00e3o. Nesta janta, conhecemos o CEO da GK Launch, e tamb\u00e9m fizemos v\u00e1rios contatos com outros representantes.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Dia 5 – 18 de mar\u00e7o (Baikonur, Cazaquist\u00e3o)<\/b><\/p> Para quem trabalha no setor espacial, visitar o Museu do Cosm\u00f3dromo de Baikonur \u00e9 algo muito emocionante. O primeiro sat\u00e9lite do mundo foi lan\u00e7ado ao espa\u00e7o deste Cosm\u00f3dromo, assim como foi de l\u00e1 que o primeiro foguete levando um ser humano foi lan\u00e7ado – dentre v\u00e1rios outros feitos hist\u00f3ricos. Inclusive, Baikonur \u00e9 o primeiro e maior local de lan\u00e7amento de foguetes do mundo.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Neste dia, pudemos ver, tocar, e at\u00e9 entrar (!) em diversos modelos de espa\u00e7onaves hist\u00f3ricas lan\u00e7adas pela antiga URSS. Um dos \u00e1pices da visita foi a possibilidade de entrar no \u00f4nibus espacial Buran (muito similar ao americano Space Shuttle), pudemos at\u00e9 entrar no cockpit para tirar algumas fotos. No final da visita\u00e7\u00e3o, tivemos a oportunidade de entrar e conhecer a casa onde Yuri Gagarin, cosmonauta sovi\u00e9tico e primeiro ser humano a viajar pelo espa\u00e7o, morou, assim como a casa de Sergei Korolev, engenheiro ucraniano e principal projetista de foguetes e de aeronaves sovi\u00e9tico durante a corrida espacial. Korolev \u00e9 amplamente considerado o pai da astron\u00e1utica sovi\u00e9tica.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Ap\u00f3s o almo\u00e7o, <\/span>o grupo fez uma visita no Baikonur International Space School<\/span>, uma escola de ensino fundamental e m\u00e9dio totalmente voltada para o setor espacial. Recebemos palestras de alguns professores da institui\u00e7\u00e3o, que <\/span>nos mostraram como cada uma das disciplinas tradicionais do ensino (matem\u00e1tica, f\u00edsica, qu\u00edmica, etc.) s\u00e3o lecionadas com vi\u00e9s totalmente pr\u00e1tico e voltado para o setor espacial.<\/span> Na pr\u00f3pria escola h\u00e1 in\u00fameros modelos de motores e outras partes de foguetes doados pela Roscosmos. Na escola, pudemos participar do lan\u00e7amento de pequenos foguetes projetados pelos pr\u00f3prios alunos do ensino fundamental. Nesta ocasi\u00e3o, eu (Eduardo) fui um dos convidados a lan\u00e7ar o foguete a partir de um controle remoto.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Dia 6 – 19 de mar\u00e7o (Baikonur, Cazaquist\u00e3o)<\/b><\/p> O dia come\u00e7ou cedo, precis\u00e1vamos fazer um teste de PCR antes do lan\u00e7amento – se desse positivo, n\u00e3o poder\u00edamos assistir ao lan\u00e7amento e ainda ficar\u00edamos 14 dias presos no hotel. Seria pior ainda se tiv\u00e9ssemos algum tipo de complica\u00e7\u00e3o (acho que esses pensamentos deixam claro nosso n\u00edvel de tens\u00e3o)<\/span>. Realizado o exame, partimos para nosso caf\u00e9 da manh\u00e3. Inicialmente, achamos a comida matinal um pouco estranha, mas confesso que j\u00e1 estava me acostumando a comer mingau de gr\u00e3os de aveia e kefir.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p> Sa\u00edmos para o <\/span>city tour<\/span><\/i> e a primeira parada foi o monumento do Yuri Gagarin com os bra\u00e7os erguidos – mas, infelizmente, n\u00e3o est\u00e1vamos no hor\u00e1rio em que o sol aparenta estar entre seus bra\u00e7os. A pr\u00f3xima parada foi em um modelo de foguete Soyuz que fica exposto\u00a0 em uma pra\u00e7a. Na sequ\u00eancia, conhecemos o m\u00edssil intercontinental que poderia ter destru\u00eddo Nova Iorque nos tempos de guerra fria. E, por \u00faltimo, visitamos alguns memoriais a v\u00edtimas de acidentes do programa espacial russo.<\/span><\/p> A \u00faltima parada do dia foi o Museu da Cidade de Baikonur (<\/span>Baikonur City Museum<\/span><\/i>), outro museu bem interessante, bastante voltado \u00e0s conquistas espaciais e programas espaciais, mas tamb\u00e9m abordando quest\u00f5es hist\u00f3ricas da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e hist\u00f3ria local do Cazaquist\u00e3o.<\/span><\/p> Dia 7 – 20 de mar\u00e7o\u00a0 (Tentativa de lan\u00e7amento)<\/b><\/p> No dia do lan\u00e7amento, a previs\u00e3o no dia anterior era de dia nublado, o que dificultaria muito a visualiza\u00e7\u00e3o. Para nossa surpresa, o dia estava limpo e muito ensolarado. O frio era tanto que o rosto ardia de ficar do lado de fora da tenda que prepararam para os participantes, onde eram oferecidos comes, bebes e televis\u00f5es com c\u00e2meras ao vivo do <\/span>pad<\/span><\/i> (plataforma) <\/span>de lan\u00e7amento. O foguete possu\u00eda 38 sat\u00e9lites de 18 pa\u00edses diferentes. Havia muitos \u00f4nibus de diversos lugares. O local onde est\u00e1vamos ficava a apenas 2,5 quil\u00f4metros do foguete. <\/span>Tudo estava perfeito. Minutos antes do lan\u00e7amento, vimos uma movimenta\u00e7\u00e3o estranha nas c\u00e2meras que filmavam o foguete e logo depois ouvimos a triste not\u00edcia que o lan\u00e7amento tinha sido adiado, sem receber nenhuma outra informa\u00e7\u00e3o<\/span>.<\/span><\/p> Uma mistura de tristeza e ansiedade no ar, pois muitos que estavam l\u00e1 tinham passagem marcada para o dia seguinte.<\/span><\/p> Ainda na tenda do local de lan\u00e7amento, recebemos subitamente um <\/span>link<\/span><\/i> no <\/span>WhatsApp<\/span><\/i> e um aviso: \u201centrem nesse <\/span>link<\/span><\/i> para a <\/span>live<\/span><\/i>\u201d. Em poucos segundos, sem nada combinado, est\u00e1vamos participando em uma <\/span>live<\/span><\/i><\/a> com o ministro Astronauta Marcos Pontes, dire\u00e7\u00e3o da <\/span>AEB<\/span>, diretor do INPE, Reitoria da UFSM, ger\u00eancia de nosso projeto e outros alunos participantes.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Mais tarde fomos informados que devido a uma n\u00e3o conformidade em um teste el\u00e9trico do lan\u00e7ador, o lan\u00e7amento deveria ser adiado para o dia 22. Felizmente conseguimos contatar a ag\u00eancia de viagens e adiar nosso retorno.<\/span>\u00a0<\/span><\/p> Dia 8 – 21 de mar\u00e7o (Baikonur, Cazaquist\u00e3o)\u00a0<\/b><\/p> O dia excedente que ficamos em Baikonur n\u00e3o p\u00f4de ser muito aproveitado. A cidade \u00e9 extremamente restrita aos turistas, <\/span>pois \u00e9 uma cidade militar, totalmente voltada para o servi\u00e7o de lan\u00e7amento. <\/span>
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t