{"id":9054,"date":"2022-04-11T10:42:00","date_gmt":"2022-04-11T13:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=9054"},"modified":"2022-04-19T16:31:46","modified_gmt":"2022-04-19T19:31:46","slug":"cidadania-em-extensao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/cidadania-em-extensao","title":{"rendered":"Cidadania em Extens\u00e3o"},"content":{"rendered":"\t\t
\u201c\u00c9 uma li\u00e7\u00e3o de vida e at\u00e9 de cidadania\u201d. O trecho do poema escrito por R\u00f4mulo Chaves, compositor de Palmeira das Miss\u00f5es, descreve o lema do projeto Rondon. O poema foi um pedido do amigo, professor do Departamento de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da UFSM em Palmeira das Miss\u00f5es, Gianf\u00e1bio Pimentel Franco, como forma de\u00a0 homenagem \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da Universidade na edi\u00e7\u00e3o de 2019, da qual ele fez parte.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Criado em 1967 pelo Governo Federal, o projeto Rondon visa contribuir para o desenvolvimento sustent\u00e1vel de comunidades carentes. Isso \u00e9 feito atrav\u00e9s de uma parceria entre diferentes minist\u00e9rios, governos estaduais e municipais e institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. A iniciativa envolve a participa\u00e7\u00e3o de professores e estudantes na execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que utilizam habilidades dos universit\u00e1rios para colaborar com o bem-estar social, a gest\u00e3o\u00a0p\u00fablica e a qualidade de vida dos moradores do local onde elas ocorrem. Para os estudantes, al\u00e9m de favorecer a vida acad\u00eamica, a experi\u00eancia \u00e9 uma oportunidade de vivenciar outras culturas e realidades, bem como desenvolver responsabilidade social e coletiva.<\/p> \u00a0<\/p> Nas duas primeiras d\u00e9cadas, o projeto Rondon envolveu 350 mil universit\u00e1rios em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. Ainda em seus anos iniciais, ele se conecta com a hist\u00f3ria da UFSM de maneira muito direta: em 1969, Jos\u00e9 Mariano da Rocha Filho, criador da Universidade e reitor vigente da \u00e9poca, participou como conselheiro do projeto. Ap\u00f3s, Mariano teve interesse em fazer com que as a\u00e7\u00f5es rondonistas fossem mais eficazes na regi\u00e3o. Assim, criou o 55BET Pro Avan\u00e7ado de Boa Vista, em Roraima. Dessa forma, todo m\u00eas, acad\u00eamicos da UFSM iam at\u00e9 o 55BET Pro Em 1989, o projeto Rondon foi extinto e, posteriormente, retomado em 2004. Desde ent\u00e3o, ocorreram mais de 80\u00a0opera\u00e7\u00f5es, as quais contemplaram 1.213 munic\u00edpios e envolveram 22.897 rondonistas e mais de dois milh\u00f5es de\u00a0beneficiados. Em 2019, entre os dias 11 e 28 de julho, dois professores do Departamento de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da UFSM Palmeira das Miss\u00f5es, acompanhados de oito acad\u00eamicos dos cursos de Enfermagem, Pedagogia, Educa\u00e7\u00e3o Especial, Direito e Dan\u00e7a, participaram da Opera\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o de Barro do Projeto Rondon, no munic\u00edpio de Santa Rosa do Piau\u00ed. Como comentado antes, entre eles estava o professor Gianf\u00e1bio, que conta, neste di\u00e1rio, como foi participar da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o presencial da maior a\u00e7\u00e3o extensionista do pa\u00eds.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Participar de um projeto dessa magnitude nos imp\u00f5e diversas demandas \u2013 sejam pessoais e\/ou profissionais. Em primeiro lugar, \u00e9 \u00e1rdua a tarefa de se dispor. Nos meses de julho, comumente as opera\u00e7\u00f5es nacionais convergem com as f\u00e9rias escolares e universit\u00e1rias \u2013 e, delas, abdica-se, para geralmente se deslocar para estados com condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, culturais e climatol\u00f3gicas opostas \u00e0s nossas.<\/p> \u00a0<\/p> Dificilmente h\u00e1 tempo h\u00e1bil de prepara\u00e7\u00e3o, pois, a partir da sele\u00e7\u00e3o do edital da institui\u00e7\u00e3o e do Minist\u00e9rio da Defesa, h\u00e1 no m\u00e1ximo seis meses para organizar as oficinas, selecionar os professores, os coordenadores, os adjuntos e os estudantes, al\u00e9m de providenciar materiais de apoio e log\u00edstica institucional. Quando o grupo n\u00e3o pertence ao mesmo campus, h\u00e1 ainda mais dificuldade. Em nosso caso, quatro membros s\u00e3o de Palmeira das Miss\u00f5es e seis de Santa Maria.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t As tratativas administrativas, normalmente amparadas pela Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, aconteciam por via digital, telef\u00f4nica, mas principalmente, com deslocamentos de mais de 460 quil\u00f4metros (ida e volta) \u2013 isso tudo em um \u00fanico dia \u2013 para, no m\u00ednimo, uma reuni\u00e3o, assinatura de documentos, entrevistas, spots, dentre outras atividades.<\/p> \u00a0<\/p> Cada munic\u00edpio participante da opera\u00e7\u00e3o, juntamente com o professor que realizou a viagem precursora, criou o Comit\u00ea Rondon local, com vistas a organizar a log\u00edstica e as articula\u00e7\u00f5es para a efetiva ocorr\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o levantados pontos como alojamento, refei\u00e7\u00f5es, deslocamentos, locais das oficinas, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es contidas no edital do Minist\u00e9rio da Defesa e no acordo de coopera\u00e7\u00e3o entre munic\u00edpio e estado.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A viagem iniciou \u00e0s 5h, em Palmeira das Miss\u00f5es, com deslocamento de tr\u00eas integrantes da equipe. Houve paradas em Iju\u00ed e Santa Maria para agregar ao elenco os outros participantes. Em Porto Alegre, com outras institui\u00e7\u00f5es de ensino, embarcamos \u00e0s 17h40 com destino a Bras\u00edlia, onde \u00e0s 21h fizemos conex\u00e3o para Teresina. A aeronave estava repleta de rondonistas com suas camisetas personalizadas.<\/p> \u00a0<\/p> Chegamos em Teresina \u00e0s 23h30. \u00c9ramos aguardados pelo 25\u00ba Batalh\u00e3o de Ca\u00e7adores do Ex\u00e9rcito Brasileiro, que nos direcionou ao quartel. Nos encontramos com a institui\u00e7\u00e3o parceira, a Universidade do Vale do Para\u00edba (Univap) e, ap\u00f3s uma breve refei\u00e7\u00e3o, fomos descansar nos alojamentos com o apagar das luzes, \u00e0 1h25. \u00c0s 6h, com a alvorada festiva, fomos acordados e direcionados ao caf\u00e9 da manh\u00e3. Ap\u00f3s, retiramos os kits do rondonista, compostos por chap\u00e9u, mochila, squeeze, crach\u00e1, camisetas e coletes. \u00c0 tarde, realizamos um passeio guiado por alguns pontos da capital piauiense. J\u00e1 no quarto dia da experi\u00eancia, fomos despertados com a alvorada festiva \u00e0s 5h.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Tomamos caf\u00e9 e recebemos os catanhos (pequeno lanche para a viagem). Em \u00f4nibus fretados, duas equipes foram deslocadas, por volta das 7h20, para Santa Rosa do Piau\u00ed, a 287 quil\u00f4metros de Teresina. Uma viagem em torno de 5 horas, por estradas sinuosas, \u00e0s vezes n\u00e3o pavimentadas, estreitas e desertas, mas com belas paisagens!<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A recep\u00e7\u00e3o em Santa Rosa do Piau\u00ed foi fant\u00e1stica. Fomos recebidos pela equipe de trabalho da prefeitura, liderada\u00a0pela Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o. A recep\u00e7\u00e3o aconteceu na escola municipal onde ficar\u00edamos hospedados. Havia bal\u00f5es e cartazes de boas-vindas, uma verdadeira festa. Nos transpareceu naquele momento o desejo para que a opera\u00e7\u00e3o fosse um sucesso. Cada integrante que descia do \u00f4nibus foi recebido com um abra\u00e7o e encaminhado aos alojamentos que ficavam nas salas de aula. Havia tr\u00eas alojamentos (das meninas, dos meninos e dos professores), uma cozinha, um espa\u00e7o comum para montagem das oficinas, uma secretaria para utiliza\u00e7\u00e3o de computador e impressora, tr\u00eas banheiros e uma quadra esportiva. Foram designadas equipes de cozinheiras que forneciam tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. Quatro, \u00e0s vezes. Uma verdadeira fartura.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Na viagem precursora, foram levantadas necessidades de adequa\u00e7\u00f5es na escola para que pudesse receber os rondonistas. Foram realizadas in\u00fameras mudan\u00e7as, como a instala\u00e7\u00e3o de chuveiros nos banheiros. Todas as salas de aula \u2013 que se transformaram em quartos \u2013 contavam com climatiza\u00e7\u00e3o e ventiladores, o que amenizou muito o calor da cidade nessa \u00e9poca do ano.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A comunidade foi excelente anfitri\u00e3. Os l\u00edderes comunit\u00e1rios, bem como os agentes p\u00fablicos, nos trataram com muito carinho e aten\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos toda a estrutura necess\u00e1ria para deslocamento e qualquer atividade dentro ou fora do munic\u00edpio. No total, foram realizadas aproximadamente 40 oficinas nas diferentes \u00e1reas do conjunto A (UFSM). Entre os conjuntos A e B (Univap), foram aproximadamente 53 oficinas. A popula\u00e7\u00e3o buscou participar da maior parte.<\/p>\n <\/p>\n Uma oficina muito esperada e de grande repercuss\u00e3o foi a de eletrocardiograma (ECG). Santa Rosa do Piau\u00ed n\u00e3o conta com Corpo de Bombeiros, Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu) nem servi\u00e7o hospitalar de Pronto Atendimento. Nesse sentido, uma dificuldade encontrada pelos profissionais de sa\u00fade da cidade eram os atendimentos \u00e0s urg\u00eancias e emerg\u00eancias cardiol\u00f3gicas, pois possu\u00edam apenas uma ambul\u00e2ncia improvisada para transporte dos pacientes at\u00e9 a cidade de Oeiras, que fica a aproximadamente 50 quil\u00f4metros e \u00e9 a mais pr\u00f3xima com Bombeiros, Samu e hospital.<\/p>\n <\/p>\n Pensando na qualidade do atendimento, diagn\u00f3stico e manejo adequado, o munic\u00edpio adquiriu um eletrocardi\u00f3grafo, por\u00e9m os profissionais n\u00e3o sabiam utiliz\u00e1-lo. Com a oficina realizada pelos participantes do projeto Rondon, os profissionais da sa\u00fade receberam uma capacita\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-pr\u00e1tica para o uso e interpreta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do exame de ECG, possibilitando a implementa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o no munic\u00edpio, o que qualificou a assist\u00eancia.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t No d\u00e9cimo dia, alguns integrantes contra\u00edram uma virose. As oficinas foram reorganizadas e os rondonistas foram medicados e ficaram em repouso. Em geral, o maior problema nas viagens e expedi\u00e7\u00f5es como esta \u00e9 a \u201cdiarr\u00e9ia do viajante\u201d, uma situa\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria adaptativa alimentar que costuma ocorrer pela \u00e1gua ou alimentos \u2013 n\u00e3o necessariamente contaminados, mas diferentes. Entre professores e alunos, acredito que tenham sido uns cinco acometidos. Todos foram tratados e restabelecidos em sua sa\u00fade. Essa situa\u00e7\u00e3o gerou baixa no efetivo, pois tivemos que realocar estudantes nas oficinas e adiar outras. Mas o cronograma foi cumprido na totalidade.<\/p> \u00a0<\/p> No d\u00e9cimo segundo dia (22\/07), acordamos com uma situa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel: fomos v\u00edtimas de vandalismo. Roupas no varal foram furtadas, rasgadas e espalhadas pelo p\u00e1tio. Apesar de a escola possuir um vigia em tempo integral e um militar, em algum momento noturno, houve a invas\u00e3o do p\u00e1tio. Foi algo bem pontual. N\u00e3o havia nenhum tipo de resist\u00eancia da comunidade. Na verdade, esse fato de pequeno potencial ofensivo foi para chamar a aten\u00e7\u00e3o da equipe, especialmente das meninas do grupo. Realizamos um boletim de ocorr\u00eancia na cidade vizinha e, posteriormente, localizamos o infrator e os objetos furtados foram recuperados.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A heterogeneidade do grupo \u00e9 aspecto importante nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais e multidisciplinares: h\u00e1 os medos, as expectativas, as frustra\u00e7\u00f5es, a primeira vez de muitos longe de casa e do conforto do lar, as manias. Seriam dezessete dias a mais de 3,7 mil quil\u00f4metros longe de casa. <\/p> \u00a0<\/p> Ser mediador desse turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es \u00e9 o maior desafio dos coordenadores docentes, at\u00e9 porque eles mesmos est\u00e3o suscet\u00edveis \u00e0 ebuli\u00e7\u00e3o de sentimentos. Eu havia participado da Opera\u00e7\u00e3o Catirina em 2010, em Arari, Maranh\u00e3o. Atuei como professor-adjunto. Tamb\u00e9m havia participado como estudante na gradua\u00e7\u00e3o, quando o projeto foi chamado Universidade\/Juventude Solid\u00e1ria, na d\u00e9cada de 1990. Ter participado em outras\u00a0 opera\u00e7\u00f5es facilitou principalmente na ambienta\u00e7\u00e3o e nas adversidades do nordeste brasileiro \u2013 em rela\u00e7\u00e3o ao clima, \u00e0 comida e \u00e0 cultura.<\/p> \u00a0<\/p> Como os estudantes est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do final do curso, em geral acima do 7o semestre, eles j\u00e1 possuem uma bagagem te\u00f3rica e pr\u00e1tica significativa de sua gradua\u00e7\u00e3o. O maior desafio foi que eles trabalhassem juntos de forma interdisciplinar. Para minha surpresa, a intera\u00e7\u00e3o entre os membros do grupo da UFSM foi fant\u00e1stica, bem como com os outros estudantes e professores da Univap. Eles amadureceram muito ao longo dos dias.<\/p> \u00a0<\/p> Os desafios impostos pela dist\u00e2ncia de casa e as novas realidades mexeram bastante com o f\u00edsico e o emocional da equipe toda. A uni\u00e3o e o trabalho colaborativo geraram um processo familiar no grupo. A inseguran\u00e7a inicial foi superada pela autonomia e a excel\u00eancia na execu\u00e7\u00e3o das tarefas. Certamente sa\u00edram mais cidad\u00e3os do que profissionais, mais aprendizes do que instrutores.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Procuramos, dentro dos hor\u00e1rios de trabalho ou de folga, participar das festividades e atividades do munic\u00edpio, como uma forma de conhecer a culturalidade local e se integrar de forma efetiva e igualit\u00e1ria. O ponto forte do munic\u00edpio era a noite, especialmente na pra\u00e7a central, onde havia v\u00e1rios estabelecimentos de bebida e comida. Outra particularidade da cidade e regi\u00e3o s\u00e3o os carros e motos adaptados para os chamados \u201cpared\u00f5es e pancad\u00f5es\u201d de som, que tocam, em alto volume, m\u00fasicas regionais.<\/p>\n <\/p>\n O \u00faltimo dia do projeto culminou com a feira municipal anual, chamada de AgroRosa. Nesse dia, houve o encerramento do projeto no munic\u00edpio e a entrega de certificados e presentes. Recebemos uma bela homenagem da administra\u00e7\u00e3o municipal, incluindo um certificado de Honra ao M\u00e9rito. Tamb\u00e9m presenteamos o munic\u00edpio com um poema escrito por um amigo e compositor de Palmeira das Miss\u00f5es.<\/p>\n <\/p>\n Ao t\u00e9rmino da opera\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o de Barro, fizemos um excelente v\u00ednculo com a comunidade, tanto que at\u00e9 hoje nos comunicamos e trocamos informa\u00e7\u00f5es. A rela\u00e7\u00e3o entre os integrantes da Univap e UFSM at\u00e9 hoje tamb\u00e9m perdura. Participaram dessa opera\u00e7\u00e3o Jonata de Mello, Daiana Cristina Wickert, Renato Vargas Fernandes, J\u00e9ssica Reis, Clara Rossato Bohrz, Ana J\u00falia Rodrigues Nunes, D\u00e9bora Pinheiro Pereira, Geovana Wertonge e Leonardo Bigolin Jantsch (coordenador adjunto).<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t *Os entret\u00edtulos dessa mat\u00e9ria s\u00e3o trechos retirados do poema “Ao Piau\u00ed”, escrito por R\u00f4mulo Chaves<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t Professores e estudantes da UFSM participam do projeto Rondon, o maior projeto de extens\u00e3o do Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":5006,"featured_media":9062,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4856,4962],"tags":[4858,4963,396,898,4965,4964,4881],"class_list":["post-9054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-12a-edicao","category-diario-de-campo-12a-edicao","tag-12a-edicao","tag-cidadania","tag-diario-de-campo","tag-extensao","tag-maior-projeto-de-extensao-do-brasil","tag-projeto-rondon","tag-revista-impressa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5006"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9054"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9054\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9062"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Avan\u00e7ado trabalhar e dar continuidade aos servi\u00e7os prestados, principalmente nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Isso aconteceu at\u00e9 o fechamento da sede, em 1985, mas a parceria com o estado ficou registrada atrav\u00e9s do nome da \u201cAvenida Roraima\u201d, coluna espinhal do campus da UFSM Santa Maria.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tNossos mestres t\u00eam destino de sair em empreitada*<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tCruzar rumos e culturas, sem receio da estrada<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tGente que o tempo reuniu, com alegria, por ali<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tPra irradiar conhecimento pelo c\u00e9u grande da vida!<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tNossa gente \u00e9 parecida, no que tem dentro de si<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Amizade foi bandeira: a mais humana das conquistas!<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Alma linda e brasileira, obrigado Piau\u00ed!<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Conte\u00fado produzido para a 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o impressa da Revista Arco (Dezembro 2021)<\/em>
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