{"id":9396,"date":"2022-07-13T09:14:27","date_gmt":"2022-07-13T12:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=9396"},"modified":"2022-07-14T14:42:18","modified_gmt":"2022-07-14T17:42:18","slug":"o-quebra-cabeca-do-universo-entenda-o-papel-de-pesquisadores-da-ufsm-na-compreensao-de-buracos-negros-galaxias-e-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/o-quebra-cabeca-do-universo-entenda-o-papel-de-pesquisadores-da-ufsm-na-compreensao-de-buracos-negros-galaxias-e-estrelas","title":{"rendered":"O quebra-cabe\u00e7a do universo: entenda o papel de pesquisadores da UFSM na compreens\u00e3o de buracos negros, gal\u00e1xias e estrelas"},"content":{"rendered":"\t\t
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O universo \u00e9 formado por gal\u00e1xias, estrelas, planetas, poeira, g\u00e1s, buracos negros e diferentes tipos de mol\u00e9culas e \u00e1tomos. A compreens\u00e3o do universo passa pelo entendimento desses elementos. De acordo com Rogemar Riffel, professor do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e l\u00edder do Grupo de Astrof\u00edsica da institui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um grande esfor\u00e7o mundial e colabora\u00e7\u00f5es internacionais na observa\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias. Exemplo disso s\u00e3o as v\u00e1rias descobertas que j\u00e1 aconteceram em 2022, como a divulga\u00e7\u00e3o de <\/span>uma imagem de um buraco negro no centro da Via L\u00e1ctea<\/span><\/a>, a poss\u00edvel identifica\u00e7\u00e3o de um <\/span>buraco negro flutuante no espa\u00e7o<\/span><\/a> e a publica\u00e7\u00e3o do <\/span>som de um buraco negro<\/span><\/a>, feita pela Administra\u00e7\u00e3o Nacional da Aerona\u00fatica e Espa\u00e7o (NASA) em maio deste ano.<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Imagem: NASA<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Uma das iniciativas que busca conhecer mais sobre como o universo se formou e chegou ao est\u00e1gio atual \u00e9 a do Grupo de Astrof\u00edsica da UFSM. Rogemar Riffel, que coordena os estudos, pesquisa o tema com \u00eanfase em astrof\u00edsica extragal\u00e1ctica e buracos negros supermassivos. Atualmente, lidera um estudo sobre gal\u00e1xias com n\u00facleos ativos (em que o buraco negro est\u00e1 ativo e captura mat\u00e9ria como forma de se alimentar). A fase atual da investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 de tratamento e an\u00e1lise de dados de observa\u00e7\u00e3o provenientes do observat\u00f3rio Gemini, telesc\u00f3pios g\u00eameos localizados no Chile e no Hava\u00ed e que operam na regi\u00e3o vis\u00edvel e infravermelho pr\u00f3ximo do espectro eletromagn\u00e9tico. Isso significa que o telesc\u00f3pio \u00e9 capaz de captar imagens n\u00e3o vis\u00edveis a olho nu, dar um zoom e aproximar a imagem do espa\u00e7o de forma a revelar seus detalhes.<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Telesc\u00f3pio Gemini Norte em atua\u00e7\u00e3o, no Hava\u00ed. Fotografia de longa exposi\u00e7\u00e3o, o que permite a captura das estrelas na forma de tra\u00e7os. Imagem: Gemini Observatory.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Interior do telesc\u00f3pio Gemini Sul, localizado na montanha Cerro Pach\u00f3n, nos Andes Chilenos. Imagem: Gemini Observatory.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Em uma pesquisa anterior, a partir de dados p\u00fablicos oriundos do <\/span>telesc\u00f3pio espacial Spitzer<\/b><\/span><\/a>, desativado em 2020, o grupo da UFSM observou que algumas gal\u00e1xias t\u00eam um excesso de emiss\u00e3o de hidrog\u00eanio molecular. \u201cA mol\u00e9cula de hidrog\u00eanio \u00e9 a mais abundante do universo, e \u00e9 justamente dessa mol\u00e9cula que as estrelas se formam\u201d, afirma Rogemar. A hip\u00f3tese \u00e9 de que o fen\u00f4meno seja resultado de colis\u00f5es de ventos de g\u00e1s, que tem como fun\u00e7\u00e3o principal cessar a forma\u00e7\u00e3o estelar, ou seja, impedir que as estrelas se formem.<\/span> Ainda, de acordo com o pesquisador, n\u00e3o h\u00e1 conhecimento cient\u00edfico sobre como a mol\u00e9cula de hidrog\u00eanio se forma em determinados ambientes, incluindo a regi\u00e3o central de gal\u00e1xias ativas.\u00a0<\/span><\/p>


A partir desses resultados, foi elaborada uma proposta de investiga\u00e7\u00e3o de buracos negros ativos para <\/span>
observa\u00e7\u00f5es com o telesc\u00f3pio espacial James Webb<\/span><\/a>, lan\u00e7ado em dezembro de 2021. No in\u00edcio desta semana, <\/span>a NASA revelou as primeiras imagens capturadas pelo telesc\u00f3pio<\/span><\/a>, fato que teve grande repercuss\u00e3o nacional e internacional. A galeria de imagens pode ser conferida <\/span>aqui<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Chamada de Penhascos C\u00f3smicos, esta imagem representa a borda de uma regi\u00e3o pr\u00f3xima de forma\u00e7\u00e3o de estrelas, chamada NGC 3324, na Nebulosa Carina. Uma das primeiras imagens capturadas em luz infravermelha pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, ela revela \u00e1reas de nascimento de estrelas que n\u00e3o eram vis\u00edveis com telesc\u00f3pios anteriores.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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O projeto do grupo da UFSM, que est\u00e1 entre os 250 selecionados pela <\/span><\/span>NASA<\/span>, pretende observar a emiss\u00e3o do g\u00e1s de hidrog\u00eanio molecular em tr\u00eas gal\u00e1xias com n\u00facleo ativo e verificar a hip\u00f3tese de a radia\u00e7\u00e3o emitida pelos objetos do espa\u00e7o estar associada aos ventos de g\u00e1s. \u201cSe estiver associada aos ventos, eles seriam capazes de transportar mais mat\u00e9ria para fora da gal\u00e1xia, ou seja, seriam mais eficientes em n\u00e3o deixar elas crescerem tanto, n\u00e3o deixar que elas formem tantas estrelas\u201d, explica Rogemar. O docente afirma que o mapeamento da mol\u00e9cula de hidrog\u00eanio \u00e9 in\u00e9dito, e que, com o James Webb, ser\u00e1 poss\u00edvel mapear a radia\u00e7\u00e3o emitida e como o g\u00e1s se movimenta no centro das gal\u00e1xias. \u201cE a\u00ed, consequentemente, estudar qual \u00e9 o efeito disso na evolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e, em uma ideia mais ampla, de como o universo se formou e evoluiu\u201d, complementa. A observa\u00e7\u00e3o pelos telesc\u00f3pios Gemini \u00e9 nas mesmas tr\u00eas gal\u00e1xias escolhidas para o James Webb, e os resultados preliminares mostram ind\u00edcios de que a hip\u00f3tese dos pesquisadores est\u00e1 correta.<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Localiza\u00e7\u00e3o do Gemini Sul, na montanha Cerro Pach\u00f3n, nos Andes chilenos. Imagem: Gemini Observatory.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Telesc\u00f3pio Gemini Norte, localizado no vulc\u00e3o adormecido Mauna Kea, no Hava\u00ed, Estados Unidos. Imagem: Gemini Observatory.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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O que \u00e9 gal\u00e1xia?<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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\u201cUma gal\u00e1xia \u00e9 um conjunto de estrelas, g\u00e1s, poeira e mat\u00e9ria escura\u201d, descreve Rogemar Riffel. Podem ter de milh\u00f5es a centenas de bilh\u00f5es de estrelas, a exemplo da Via L\u00e1ctea – em que o Planeta Terra est\u00e1 localizado -, que tem mais de 100 bilh\u00f5es de estrelas. Uma delas \u00e9 o Sol, que fica na periferia da gal\u00e1xia. \u201cUma estrela \u00e9 formada de g\u00e1s, que emite luz devido ao processo de fus\u00e3o nuclear, que \u00e9 o mesmo que ocorre na bomba de hidrog\u00eanio\u201d, ilustra o docente. De acordo com ele, a fus\u00e3o significa a uni\u00e3o de dois ou mais n\u00facleos, o que resulta em um novo elemento, mais pesado e mais est\u00e1vel. Para ele, \u00e9 poss\u00edvel comparar o fen\u00f4meno com uma l\u00e2mpada incandescente, que brilha devido ao aquecimento de um filamento met\u00e1lico.<\/span><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Gal\u00e1xia UCG 6093, obtida com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. A Via L\u00e1ctea, gal\u00e1xia em que a Terra est\u00e1 localizada, \u00e9 parecida com esta. Imagem: NASA\/ESA Hubble Telescope\u2019s.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Disco de acre\u00e7\u00e3o: <\/span>Regi\u00e3o luminosa da gal\u00e1xia em que a mat\u00e9ria vai se espiralando para o buraco negro. Nesse movimento, as part\u00edculas se colidem e aquecem o g\u00e1s, o que provoca a emiss\u00e3o de luz. Essa, geralmente, \u00e9 a regi\u00e3o observada pelas famosas fotos dos buracos negros. Na imagem acima, configura-se como um pontinho min\u00fasculo invis\u00edvel no centro da gal\u00e1xia.<\/span><\/p>

\u00a0<\/span><\/p>

Ventos de g\u00e1s: <\/span>Material expelido da regi\u00e3o central de gal\u00e1xias ativas pelo aquecimento do disco de acre\u00e7\u00e3o e seus campos magn\u00e9ticos. T\u00eam velocidades de at\u00e9 alguns milhares de quil\u00f4metros por segundo.<\/span>
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Ventos de g\u00e1s e buracos negros<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Um buraco negro \u00e9 um ponto no espa\u00e7o que tem um campo gravitacional t\u00e3o forte que nem a luz consegue escapar, de acordo com Rogemar. Como exemplo, o docente diz que, se uma vela fosse acesa dentro do buraco negro, n\u00e3o seria poss\u00edvel ver sua luminosidade. Todos os\u00a0 buracos negros se alimentam de g\u00e1s. Ent\u00e3o, qualquer elemento gasoso – como uma estrela – que passar perto o suficiente \u00e9 engolido pelo buraco negro por meio do disco de acre\u00e7\u00e3o, que espirala com o mesmo efeito que tem um ralo de pia. Objetos como estrelas podem servir de alimento para o buraco negro, por\u00e9m g\u00e1s e poeira, que t\u00eam formas mais difusas, s\u00e3o capturados mais frequentemente.<\/span><\/p>

\u00a0<\/span><\/p>

A rela\u00e7\u00e3o dos buracos negros com os ventos de g\u00e1s est\u00e1 na alimenta\u00e7\u00e3o e retroalimenta\u00e7\u00e3o. \u201cOs ventos se originam no processo de captura de mat\u00e9ria pelo buraco negro, na sua retroalimenta\u00e7\u00e3o\u201d, especifica. De acordo com Rogemar, os ventos s\u00e3o formados por part\u00edculas, principalmente mol\u00e9culas, \u00edons e \u00e1tomos, que fazem com que o g\u00e1s saia da regi\u00e3o central da gal\u00e1xia. \u201cA ideia \u00e9 que, se tem um vento l\u00e1 no centro, devido \u00e0 captura de mat\u00e9ria pelo buraco negro, ele se propaga na gal\u00e1xia e \u201capaga\u201d as regi\u00f5es em vermelho, o que impede que se formem novas estrelas\u201d, descreve. Nesse fen\u00f4meno, parte da mat\u00e9ria \u00e9 engolida pelo buraco negro e nunca mais vai ser vista, e parte pode ser jogada para fora da gal\u00e1xia antes de ser capturada.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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O quebra-cabe\u00e7a do universo<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Para Rogemar Riffel, a pesquisa cosmol\u00f3gica – que estuda o universo – \u00e9 como um quebra-cabe\u00e7a com pe\u00e7as faltando. O docente tamb\u00e9m compara os estudos com uma receita em que n\u00e3o h\u00e1 quantidade de medidas de determinados ingredientes, uma vez que nem todas as propriedades do universo s\u00e3o conhecidas em caracter\u00edsticas, forma\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o. O objetivo de pesquisas da \u00e1rea \u00e9 conhecer, de forma mais aprofundada, esses objetos. \u201cEstamos buscando quantificar as diferentes fases desses ventos para colocar os ingredientes corretos dentro das simula\u00e7\u00f5es. Hoje estamos fazendo bolo sem saber quantas x\u00edcaras de farinha tem que colocar\u201d, compara. Com rela\u00e7\u00e3o ao estudo a partir das observa\u00e7\u00f5es com os telesc\u00f3pios Gemini, o objetivo \u00e9 tentar identificar como se d\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o da mol\u00e9cula de hidrog\u00eanio e se isso est\u00e1 associado \u00e0s colis\u00f5es entre ventos de g\u00e1s e aos choques entre part\u00edculas. \u201cPara isso, vamos observar o g\u00e1s neutro e determinar quais s\u00e3o os ingredientes necess\u00e1rios para simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas. Com isso, vamos conseguir colocar v\u00ednculos observacionais na teoria j\u00e1 existente\u201d, determina.<\/span><\/p>

\u00a0<\/span><\/p>

A manipula\u00e7\u00e3o, a observa\u00e7\u00e3o e a coleta de dados nos telesc\u00f3pios s\u00e3o feitas por t\u00e9cnicos, astr\u00f4nomos ou engenheiros especializados. Os pesquisadores e grupos de pesquisa que solicitam as observa\u00e7\u00f5es por meio de projetos em chamadas de propostas raramente v\u00e3o at\u00e9 o local em que o telesc\u00f3pio est\u00e1 instalado. Ap\u00f3s a fase de observa\u00e7\u00e3o, o grupo proponente do projeto recebe os dados do observat\u00f3rio e tem o per\u00edodo de um ano de exclusividade para tratamento, an\u00e1lise e pesquisa. Depois desse per\u00edodo, os dados se tornam p\u00fablicos e qualquer pesquisador pode ter acesso e fazer uso deles. A t\u00e9cnica utilizada pelo Grupo de Astrof\u00edsica da UFSM \u00e9 a espectroscopia de campo integral, a mesma que ser\u00e1 usada para obten\u00e7\u00e3o dos dados do telesc\u00f3pio James Webb.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Espectroscopia: <\/span>\u00e9 uma t\u00e9cnica que faz com que a luz passe por uma rede de difra\u00e7\u00e3o – ou prisma – e separa ela em diferentes cores, o que se assemelha ao efeito do arco-\u00edris. Permite ver as diferentes frequ\u00eancias da luz.<\/span><\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Os dados dos Gemini correspondem a tr\u00eas gal\u00e1xias com n\u00facleos ativos (NGC3884, CGCG012-070 e UGC08782 \u2013\u00a0 que ficam a uma dist\u00e2ncia de 300 a 600 milh\u00f5es de anos-luz da Terra). De acordo com Rogemar, a sele\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias foi criteriosa para que fossem as com maior potencial de visualiza\u00e7\u00e3o do efeito dos buracos negros na evolu\u00e7\u00e3o delas. Os resultados preliminares mostram a presen\u00e7a de ventos potentes e de g\u00e1s neutro. \u201cPara uma delas, j\u00e1 estimamos que cinco a sete massas solares s\u00e3o jogadas para fora do n\u00facleo da gal\u00e1xia por ano. \u00c9 como se cinco a sete estrelas como o sol, mas na forma de g\u00e1s, v\u00e3o ser expulsas do centro da gal\u00e1xia\u201d, explica Rogemar. \u00c9 esse fen\u00f4meno que impede a forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas, uma vez que o material necess\u00e1rio para form\u00e1-las, o g\u00e1s, foi exclu\u00eddo da gal\u00e1xia. Segundo Rogemar, caso n\u00e3o houvesse o fen\u00f4meno da expuls\u00e3o de mat\u00e9ria, as gal\u00e1xias seriam maiores e haveria mais estrelas e planetas. No entanto, o pesquisador enfatiza que a observa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mostra que n\u00e3o \u00e9 isso que acontece: a elimina\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria impede o aumento das gal\u00e1xias e do n\u00famero de estrelas. A expuls\u00e3o de ventos de g\u00e1s e de mat\u00e9ria do centro de uma gal\u00e1xia seriam, portanto, caracter\u00edsticas do universo.<\/span><\/p>



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Com os resultados preliminares de observa\u00e7\u00e3o dos Gemini, Rogemar evidencia que as expectativas para o telesc\u00f3pio James Webb s\u00f3 aumentam. \u201cEstamos bastante entusiasmados, porque uma das nossas apostas \u00e9 que o g\u00e1s neutro poderia ser utilizado como uma esp\u00e9cie de observa\u00e7\u00e3o indireta do g\u00e1s molecular. E com o Gemini estamos comprovando que isso funciona – pelo menos para essas tr\u00eas gal\u00e1xias\u201d, destaca. O caminho da pesquisa compreende a observa\u00e7\u00e3o de diferentes fases do g\u00e1s: com os Gemini, se observa a fase mais quente, e, com o James Webb, a fase observada ser\u00e1 a mais fria: \u201cVamos ir montando o quebra-cabe\u00e7a de como essas gal\u00e1xias se formaram e de como evolu\u00edram at\u00e9 o momento. Como resultado, vamos determinar as propriedades dos ventos, que \u00e9 justamente o que as simula\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas precisam\u201d, finaliza.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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\u00c1tomos: <\/span>formados por cargas el\u00e9tricas positivas (pr\u00f3tons) e negativas (el\u00e9trons).<\/span><\/p>

G\u00e1s neutro: <\/span>formado por \u00e1tomos, em que o n\u00famero de el\u00e9trons \u00e9 o mesmo do n\u00famero de pr\u00f3tons.<\/span><\/p>

G\u00e1s ionizado: <\/span>formado por \u00edons, em que o n\u00famero de pr\u00f3tons \u00e9 maior que o n\u00famero de el\u00e9trons.<\/span><\/p>G\u00e1s molecular: <\/span>formado por mol\u00e9culas, compostas por dois ou mais \u00e1tomos.<\/span><\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Expediente:<\/em><\/strong><\/p>

Reportagem:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p>

Design gr\u00e1fico:<\/strong> Cristielle Luise, acad\u00eamica de Desenho Industrial e bolsista;<\/em><\/p>

M\u00eddia social:<\/strong> Elo\u00edze Moraes, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acad\u00eamica de Produ\u00e7\u00e3o Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acad\u00eamica de Jornalismo e volunt\u00e1ria; e Gustavo Salin Nuh, acad\u00eamico de Jornalismo e volun\u00b4t\u00e1rio;<\/em><\/p>

Edi\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p>

Edi\u00e7\u00e3o geral:<\/strong> Luciane Treulieb e Maur\u00edcio Dias, jornalistas.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Com a observa\u00e7\u00e3o por meio dos telesc\u00f3pios Gemini, cientistas da Universidade Federal de Santa Maria est\u00e3o mais perto de compreender o papel dos ventos de g\u00e1s nas gal\u00e1xias<\/p>\n","protected":false},"author":5006,"featured_media":9401,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1523],"tags":[4777,4384,2162,1188,4779,5344,5348,112,5342,5347,4775,5343,5345,5341,5346],"class_list":["post-9396","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","tag-buracos-negros","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-estrelas","tag-galaxias","tag-gemini","tag-james-webb","tag-pesquisa","tag-pesquisa-cosmologica","tag-quebra-cabeca","tag-telescopio-james-webb","tag-telescopios","tag-telescopios-gemini","tag-universo","tag-ventos-de-gas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5006"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9396\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9401"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}