{"id":9520,"date":"2022-10-24T11:24:45","date_gmt":"2022-10-24T14:24:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=9520"},"modified":"2022-10-24T16:31:45","modified_gmt":"2022-10-24T19:31:45","slug":"arco-entrevista-alencar-zanon-um-dos-autores-de-estudo-sobre-producao-de-soja-e-reducao-de-desmatamento-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/arco-entrevista-alencar-zanon-um-dos-autores-de-estudo-sobre-producao-de-soja-e-reducao-de-desmatamento-no-brasil","title":{"rendered":"Arco Entrevista Alencar Zanon, um dos autores de estudo sobre produ\u00e7\u00e3o de soja e redu\u00e7\u00e3o de desmatamento no Brasil"},"content":{"rendered":"\t\t
Maximizar o lucro do produtor rural com o m\u00ednimo impacto ambiental \u00e9 um dos objetivos da Equipe FieldCrops e de seu coordenador, o professor Alencar Zanon, do Centro de Ci\u00eancias Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Desde 2017, dada a sua experi\u00eancia na \u00e1rea, o docente aliou-se a uma rede de pesquisa interuniversidades, o projeto <\/span>Global Yield Gap and Water Productivity Atlas<\/a> <\/u><\/i><\/b>. Em 10 de outubro, a parceria resultou na publica\u00e7\u00e3o do artigo <\/span>\u201cProtecting the Amazon forest and reducing global warming via agricultural intensification”<\/u><\/b><\/a> (Protegendo a floresta amaz\u00f4nica e reduzindo o aquecimento global por meio da intensifica\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, em portugu\u00eas) na renomada revista <\/span>Nature Sustainability<\/span>.\u00a0<\/span><\/p> O estudo aponta uma alternativa para a quest\u00e3o, outrora antag\u00f4nica, entre produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e preserva\u00e7\u00e3o ambiental: a intensifica\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, por meio de pesquisas e pol\u00edticas p\u00fablicas, pode-se aumentar a produtividade de uma lavoura, sem precisar avan\u00e7ar em novos territ\u00f3rios. Assim, os pesquisadores det\u00e9m-se \u00e0 soja, principal nome da exporta\u00e7\u00e3o brasileira, e ao bioma Cerrado. Com isso, o Brasil poderia aumentar a produ\u00e7\u00e3o anual do gr\u00e3o em 36% at\u00e9 2035 e, ainda, reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa em 58%.\u00a0<\/span><\/p> \u00a0<\/span><\/p> Al\u00e9m disso, o artigo lembra que a expans\u00e3o da soja na Amaz\u00f4nia equivale a um ter\u00e7o das terras convertidas para tal finalidade no Brasil entre 2015 e 2019. Dessa forma, os autores das universidades e institutos em pesquisa presentes na publica\u00e7\u00e3o querem evitar que se cumpra a previs\u00e3o de que o Brasil usar\u00e1 57 milh\u00f5es de hectares para a produ\u00e7\u00e3o de soja nos pr\u00f3ximos 15 anos, com um quarto da produ\u00e7\u00e3o em terras ambientalmente fr\u00e1geis. A Revista Arco conversou com o professor Alencar Zanon para entender mais sobre o assunto:<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t ARCO: O estudo afirma que o Brasil fez progressos not\u00e1veis no fomento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nos \u00faltimos 50 anos, tornando-se um grande pa\u00eds exportador de soja, milho e carne bovina. No entanto, grande parte do aumento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola ocorreu devido \u00e0 expans\u00e3o das terras agr\u00edcolas e n\u00e3o \u00e0 produtividade delas. O que fez com que esta \u00faltima n\u00e3o fosse realizada?\u00a0\u00a0<\/span><\/p> Alencar: <\/span>O que acontece no Brasil, como um pa\u00eds em desenvolvimento, \u00e9 que temos muitas \u00e1reas que s\u00e3o aptas para a agricultura. Por conta\u00a0 dessa aptid\u00e3o agr\u00edcola do nosso pa\u00eds, \u00e9 natural que os produtores busquem expandir novas fronteiras. Em virtude do esp\u00edrito empreendedor, da coragem que o produtor tem em semear em novas \u00e1reas, e tamb\u00e9m pela aptid\u00e3o do nosso solo e clima, \u00e9 que n\u00f3s tivemos essa expans\u00e3o, transformando o Brasil de um produtor incipiente de soja ao maior produtor mundial. Ent\u00e3o, eu resumo em: solos aptos para a agricultura e um bom clima, os quais permitem que cultivemos hoje mais de 40 milh\u00f5es de hectares de soja com sustentabilidade.\u00a0\u00a0<\/span><\/p> \u00a0<\/b><\/p> ARCO: Nesses 50 anos de avan\u00e7os, n\u00e3o foi investido em produtividade de terras?\u00a0<\/span><\/p> Alencar: <\/span>Na verdade, foi. N\u00f3s tivemos grandes revolu\u00e7\u00f5es que permitiram o aumento de produtividade nas \u00e1reas, s\u00f3 que a \u00e1rea cultivada era pequena. Sendo assim, quando comparamos o aumento de produtividade com o aumento da \u00e1rea cultivada, isso faz com que os maiores aumentos na produ\u00e7\u00e3o total venham de novas \u00e1reas. Se formos analisar, quando a soja ganhou um espa\u00e7o grande como cultura agr\u00edcola no Brasil, a produtividade era de 1,5 mil quilos de soja por hectare. Hoje, a produtividade \u00e9 de 3 mil quilos de soja por hectare. A produtividade aumentou em 100%. Mas, se olharmos no cen\u00e1rio geral, como houve expans\u00e3o de 20 milh\u00f5es de hectares, nos anos 2000, para 42,5 milh\u00f5es de hectares em 2022, a maior parte da produ\u00e7\u00e3o vem dessas \u00e1reas novas.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t ARCO: O que o artigo sugere, ent\u00e3o, \u00e9 que, mesmo com a grande produtividade que temos at\u00e9 agora, \u00e9 preciso aument\u00e1-la nas terras j\u00e1 existentes, em vez de avan\u00e7ar para novas \u00e1reas? \u00a0<\/b><\/p> ARCO: Como \u00e9 poss\u00edvel analisar o cen\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil?<\/span><\/p> Alencar: <\/span>Chamamos de BAU ou <\/span>business-as-usual,<\/span> (tend\u00eancia atual, em portugu\u00eas) o cen\u00e1rio do que aconteceu nos \u00faltimos 15 anos e projeta para o futuro a mesma tend\u00eancia. \u00c9 como se continu\u00e1ssemos fazendo o que estamos fazendo agora. Isto \u00e9, produtividade e expans\u00e3o de \u00e1reas. Ent\u00e3o, ele \u00e9 muito perigoso, porque vai acarretar em um desmatamento muito grande. N\u00e3o queremos esse cen\u00e1rio. J\u00e1 no cen\u00e1rio <\/span>no cropland expansion <\/span>(sem expans\u00e3o de terras agr\u00edcolas, em portugu\u00eas) ou<\/span> NCE<\/span> somente o mesmo ganho de produtividade \u00e9 mantido, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 expans\u00e3o \u00e0s novas \u00e1reas. Nesta perspectiva, h\u00e1 pouco ganho econ\u00f4mico, comparado com a tend\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o atual de soja. ARCO: Voc\u00ea afirma que, para ser eficaz, a intensifica\u00e7\u00e3o exigiria pol\u00edticas e fiscaliza\u00e7\u00e3o adequadas. Quais pol\u00edticas e pr\u00e1ticas s\u00e3o essas?<\/span><\/p> Alencar: <\/span>Seriam editais em que haveria um investimento muito grande de recursos financeiros. Tamb\u00e9m deve ser onde n\u00f3s, universidades, e os demais institutos de pesquisa, pud\u00e9ssemos aplicar e usar esses recursos para mostrar para os produtores como aumentar a produtividade da soja por meio da intensifica\u00e7\u00e3o diretamente em suas lavouras.\u00a0 \u00c9 isso que precisamos: focar recursos para que institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas se habilitem a ir nas lavouras mostrar ao produtor como ele deve proceder para produzir na mesma \u00e1rea, sendo sustent\u00e1vel.\u00a0<\/span><\/p> \u00a0<\/p> ARCO: Aplicando as pr\u00e1ticas que s\u00e3o propostas pelo artigo, em quanto tempo os resultados poder\u00e3o ser vistos?<\/span><\/p> Alencar:\u00a0<\/span>Em 15 anos, os resultados ser\u00e3o fant\u00e1sticos, se conseguirmos aplicar as pr\u00e1ticas. Isso significa que produziremos 162 milh\u00f5es de toneladas de soja, sem desflorestar e reduzindo o aquecimento global em 58%.<\/span> ARCO: \u00c9 poss\u00edvel citar exemplos de a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 ocorrem nesta perspectiva?<\/span><\/p> Alencar: <\/span>Devemos intensificar as a\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em lavouras de produtores. Aqui na UFSM, h\u00e1 a Equipe FieldCrops, que faz justamente isso, pesquisa On Farm e On Demand. Isto \u00e9, fazemos pesquisas de acordo com a necessidade do produtor dentro de sua pr\u00f3pria lavoura. Logo, isso \u00e9 um exemplo pr\u00e1tico de como podemos aumentar a produ\u00e7\u00e3o de forma sustent\u00e1vel. Al\u00e9m disso, s\u00e3o pr\u00e1ticas muito simples de serem implementadas, inclusive por quem j\u00e1 tem um neg\u00f3cio consolidado, pois estamos falando da melhoria da \u00e9poca de semeadura, colocar a quantidade correta de aduba\u00e7\u00e3o, colocar a cultivar certa. Ent\u00e3o s\u00e3o pr\u00e1ticas relativamente simples e que podem ser utilizadas em todos os tipos de lavouras. Temos trabalhos em lavouras desde Nova Palma, onde o produtor tem 15 hectares, at\u00e9 produtores grandes de 8 mil hectares no Maranh\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t ARCO: O artigo destaca a preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de utilizar os<\/span>\u00a0commodities<\/span>\u00a0como respaldo econ\u00f4mico. De que forma \u00e9 poss\u00edvel equilibrar essas duas perspectivas?<\/span><\/span><\/span><\/p> Alencar:<\/span>\u00a0<\/span>\u00c9 preciso<\/span> intensificar a quantidade de pesquisas realizadas dentro da lavoura e permitir que os produtores tomem decis\u00f5es de pr\u00e1ticas de manejo com base nos dados gerados dentro de suas lavouras. <\/span> \u00a0<\/span><\/p> ARCO: Como funciona a rede de pesquisadores que est\u00e1 envolvida na pesquisa e como se chegou \u00e0 proposta do artigo e seu olhar ao Brasil?<\/span><\/p> Alencar: <\/span>\u00a0Fazemos parte de um projeto global que j\u00e1 est\u00e1 presente em 75 pa\u00edses. \u00c9 o <\/span>Global Yield Gap Atlas <\/span>(Gyga). Trata-se do maior projeto da atualidade de seguran\u00e7a alimentar a n\u00edvel global. Ele engloba 15 culturas agr\u00edcolas. \u00c9 um projeto liderado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, e a Universidade de Nebraska, nos EUA, com a participa\u00e7\u00e3o de diferentes universidades no mundo inteiro, como a UFSM. N\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos essa hip\u00f3tese, de que o Brasil consegue manter o desenvolvimento econ\u00f4mico preservando os recursos naturais. Com a pesquisa, pudemos demonstrar isso atrav\u00e9s do estudo publicado. Isso se pode fazer atrav\u00e9s da intensifica\u00e7\u00e3o dos cultivos.<\/span> Expediente:<\/em><\/strong><\/p> Entrevista:<\/strong> Gabrielle Pillon, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista da Ag\u00eancia de Not\u00edcias;<\/em><\/p> Design gr\u00e1fico:<\/strong> Cristielle Luise, acad\u00eamica de Desenho Industrial e bolsista;<\/em><\/p> M\u00eddia social:<\/strong> Elo\u00edze Moraes, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista; Nath\u00e1lia Brum, acad\u00eamica de Jornalismo e estagi\u00e1ria; e Gabriel Escobar, acad\u00eamico de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p> Edi\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Samara Wobeto, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista;<\/em><\/p> Edi\u00e7\u00e3o geral:<\/strong> Luciane Treulieb e Mariana Henriques, jornalistas.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Estudo publicado na Nature Sustainability alia aumento de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/p>\n","protected":false},"author":5006,"featured_media":9521,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4391],"tags":[5509,5515,560,4390,4384,2162,5513,5514,112,5516,5511,5512,5510],"class_list":["post-9520","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arco-entrevista","tag-alencar-zanon","tag-aumento-de-producao-agricola","tag-ciencia","tag-desmatamento","tag-destaque-arco","tag-destaque-ufsm","tag-nature","tag-nature-sustainability","tag-pesquisa","tag-preservacao-ambiental","tag-producao-de-soja","tag-reducao-de-desmatamento","tag-soja"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9520","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5006"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9520"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9520\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9521"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9520"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9520"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9520"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}
O feito \u00e9 oriundo do trabalho de universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa brasileiras (UFSM, Universidade de S\u00e3o Paulo, Universidade Federal de Goi\u00e1s, Embrapa Arroz e Feij\u00e3o), argentinas (<\/span>Universidad de Buenos Aires e Conicet<\/span>) e norte-americana (<\/span>University of Nebraska<\/span>).<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
<\/span>Alencar:\u00a0<\/span>No artigo, dissemos que h\u00e1 uma oportunidade de aumentar a produtividade na atual \u00e1rea agricult\u00e1vel sem precisar adentrar novas \u00e1reas. Em outras palavras, comparando o Brasil com outros dos maiores produtores de soja no mundo – Estados Unidos e Argentina – somos o pa\u00eds que mais pode aumentar sua produtividade por hectare. Esse \u00e9 o grande lance do Brasil, diferente dos pa\u00edses mencionados, que t\u00eam uma margem muito pequena para aumentar a produtividade, n\u00f3s temos uma margem consider\u00e1vel para produzir mais na mesma \u00e1rea, sem a necessidade de expandir para novos espa\u00e7os. <\/span>Por mais que nossa produtividade seja boa, podemos melhorar. <\/span>\u00c9 isso que o artigo cita como Rendimento Explor\u00e1vel. Nos biomas Pampa e Mata Atl\u00e2ntica, essa oportunidade \u00e9 pequena. J\u00e1 no Cerrado, h\u00e1 uma margem grande. Para aumentar a produtividade da soja no Brasil, com sustentabilidade, devemos focar no Cerrado.<\/p>
Por fim, n\u00f3s propomos o terceiro, o cen\u00e1rio <\/span>intensification <\/span>, INT, (intensifica\u00e7\u00e3o, em portugu\u00eas) de melhores pr\u00e1ticas de manejo nas lavouras de soja. Nele, reduz-se o impacto negativo da convers\u00e3o de novas \u00e1reas para a produ\u00e7\u00e3o desse gr\u00e3o. Assim, assume-se que os produtores aumentar\u00e3o sua produtividade, ficando pr\u00f3ximos de produzir os valores da m\u00e1xima lucratividade. Esse cen\u00e1rio seria o ideal. Mas, para isso acontecer, precisa haver um investimento muito grande em pesquisa, desenvolvimento e pol\u00edticas p\u00fablicas. <\/span>Isso seria espetacular se ocorresse, porque continuar\u00edamos a produzir grandes quantidades de soja, cuja produ\u00e7\u00e3o cresceria at\u00e9 2035, por\u00e9m, reduzindo drasticamente o impacto ambiental. Ou seja, produzir\u00edamos com sustentabilidade. Para que isso seja poss\u00edvel, dependemos de investimentos altos oriundos dos setores p\u00fablico e privado em pesquisa e desenvolvimento, principalmente a n\u00edvel de lavouras de produtores.\u00a0<\/span>
<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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H\u00e1 um outro estudo que demonstra isso, o artigo \u201c<\/span>Field validation of a farmer supplied data approach to close soybean yield gaps in the US North Central region<\/b><\/u><\/i><\/a>\u201d<\/span><\/a> (Valida\u00e7\u00e3o em lavouras com base em uma abordagem de dados de produtores para diminuir a lacuna de produtividade na regi\u00e3o Centro-Norte dos Estados Unidos, em portugu\u00eas), realizado nos Estados Unidos. Foi usada a mesma metodologia do nosso trabalho e provou-se que, fazendo pesquisa<\/span> On Farm<\/span> e gerando dados, em 80% das vezes foi poss\u00edvel aumentar a produtividade e a lucratividade das lavouras. <\/span>Essa \u00e9 a forma como conseguimos conciliar o aumento da produtividade, do ganho econ\u00f4mico, com a redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental.<\/span>\u00a0<\/span><\/p>
<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t