{"id":9735,"date":"2023-07-27T08:46:00","date_gmt":"2023-07-27T11:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/?p=9735"},"modified":"2023-07-27T09:12:07","modified_gmt":"2023-07-27T12:12:07","slug":"volta-de-doencas-controladas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/arco\/volta-de-doencas-controladas","title":{"rendered":"Volta de doen\u00e7as controladas amea\u00e7a sa\u00fade das crian\u00e7as brasileiras"},"content":{"rendered":"\t\t
Desde 2016, o Brasil sofre uma queda nos \u00edndices de vacina\u00e7\u00e3o e, desde 2020, a cobertura vacinal total da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a 70%, de acordo com o DataSUS. Estes dados s\u00e3o alarmantes, visto que o objetivo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 manter as taxas em 95%. Dentre os \u00edndices afetados, est\u00e3o os das vacinas que evitam doen\u00e7as infantis como a poliomielite e o sarampo, ambas abaixo da meta. Essas doen\u00e7as j\u00e1 foram eliminadas ou controladas no pa\u00eds, no entanto, o constante decl\u00ednio da cobertura vacinal aumenta o risco de retorno dessas enfermidades.<\/span><\/p> A poliomielite, por exemplo, foi erradicada do territ\u00f3rio nacional em 1994, ent\u00e3o s\u00e3o quase 30 anos sem casos detectados. Por\u00e9m, o pa\u00eds tem alto risco de reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Em apenas 10 anos a cobertura vacinal da poliomielite foi de 96,5% em 2012 para 77% em 2022, uma queda de aproximadamente 20%.<\/span><\/p> O sarampo tamb\u00e9m \u00e9 uma doen\u00e7a que amea\u00e7a voltar. As campanhas de vacina\u00e7\u00e3o levaram o Brasil a conquistar o certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em 2016, mas tr\u00eas anos depois, em 2019, o pa\u00eds perdeu o reconhecimento. Naquele ano, o pa\u00eds registrou 81,5% de cobertura vacinal, mas desde ent\u00e3o os \u00edndices ca\u00edram e em 2022 a cobertura foi de apenas 53% conforme dados do DataSUS.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t <\/p>\n Para a infectologista pedi\u00e1trica do Hospital Universit\u00e1rio de Santa Maria (HUSM), Maria Clara Valad\u00e3o, o cen\u00e1rio \u00e9 preocupante. A m\u00e9dica relata que nos \u00faltimos anos se tornou comum atender pacientes com o calend\u00e1rio vacinal incompleto. \u201c\u00c0s vezes n\u00e3o \u00e9 a total falta da vacina\u00e7\u00e3o, mas a falta dos refor\u00e7os, a falta de completar o calend\u00e1rio, muitas vezes a crian\u00e7a n\u00e3o tomou todas as doses necess\u00e1rias. Estamos sempre atentos para essas velhas patologias que a gente n\u00e3o v\u00ea mais e estamos temendo a volta, pois com os \u00edndices baixos \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo\u201d afirma.<\/span><\/p>\n De acordo com <\/span>o <\/span><\/span>relat\u00f3rio<\/u><\/span><\/span><\/span><\/a> \u201cSitua\u00e7\u00e3o Mundial da Inf\u00e2ncia 2023: Para cada crian\u00e7a, vacina\u00e7\u00e3o\u201d lan\u00e7ado pelo UNICEF em abril deste ano, 1,6 milh\u00e3o de crian\u00e7as brasileiras n\u00e3o receberam nem a primeira das tr\u00eas doses da vacina contra a p\u00f3lio entre 2019 e 2021. <\/span><\/span><\/p>\n O m\u00e9dico epidemiologista e professor de Sa\u00fade Coletiva da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marcos Lobato, explica que a elimina\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente da erradica\u00e7\u00e3o. Para uma doen\u00e7a ser considerada erradicada \u00e9 preciso que ela desapare\u00e7a no mundo todo, j\u00e1 a elimina\u00e7\u00e3o diz respeito a um local espec\u00edfico onde n\u00e3o t\u00eam mais relatos de casos.\u00a0<\/span>\u201cQuando a gente tem a elimina\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a num territ\u00f3rio, num pa\u00eds, ele recebe um certificado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Essa certifica\u00e7\u00e3o significa que aquele local n\u00e3o tem mais casos de uma doen\u00e7a espec\u00edfica, mas isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o pode voltar, pois ela n\u00e3o foi erradicada\u201d explica o professor. <\/span><\/p>\n Por isso, as baixas taxas de imuniza\u00e7\u00e3o acendem um alerta para o risco de novos surtos e reinser\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as que j\u00e1 haviam sido eliminadas no Brasil. Al\u00e9m disso, Lobato destaca que a poliomielite e o sarampo s\u00e3o as mais preocupantes, mas outras doen\u00e7as tamb\u00e9m podem voltar. <\/span><\/p>\n \u201cA gente pode ter um aumento de outras doen\u00e7as exantem\u00e1ticas, que s\u00e3o doen\u00e7as infecciosas comuns de aparecerem na inf\u00e2ncia e causam irrita\u00e7\u00e3o na pele como a rub\u00e9ola, por exemplo. Tamb\u00e9m podemos ter um aumento de difteria, coqueluche e das meningites.<\/span> Todas essas doen\u00e7as, que t\u00eam vacinas, tiveram uma queda da cobertura vacinal\u201d, comenta o m\u00e9dico. <\/span><\/p>\n A pediatra Maria Clara destaca que a volta de doen\u00e7as eliminadas vai impactar muito o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e os hospitais p\u00fablicos. \u201cPraticamente todos os hospitais p\u00fablicos do nosso pa\u00eds sofrem com a defici\u00eancia de leitos de UTI e de UTI pedi\u00e1trica. A nossa UTI est\u00e1 sempre superlotada e isso gera muitos problemas tamb\u00e9m de infec\u00e7\u00e3o hospitalar. No momento j\u00e1 estamos com dificuldades, ent\u00e3o se v\u00e1rias doen\u00e7as que n\u00e3o eram mais nossas preocupa\u00e7\u00f5es voltarem, a situa\u00e7\u00e3o vai ficar ainda pior\u201d ressalta. <\/span><\/p>\n Conforme o <\/span>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/u><\/span><\/span><\/a> a poliomielite, tamb\u00e9m conhecida como paralisia infantil, \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa causada pelo v\u00edrus poliov\u00edrus que, apesar de infectar crian\u00e7as com maior frequ\u00eancia, tamb\u00e9m pode atingir adultos. <\/span>A maior parte das infec\u00e7\u00f5es apresenta nenhum ou poucos sintomas que podem ser febre, dor de garganta, n\u00e1usea, v\u00f4mito e dor abdominal. De acordo com a <\/span>Fiocruz<\/u><\/span><\/span><\/a>, cerca de 1% dos infectados pelo v\u00edrus podem desenvolver a forma paral\u00edtica da doen\u00e7a, que pode causar sequelas permanentes, insufici\u00eancia respirat\u00f3ria e, em alguns casos, levar \u00e0 morte.<\/span><\/p>\n \u201cPoliomielite \u00e9 uma doen\u00e7a bastante grave, pode causar graves sequelas motoras, pode levar os pacientes a ficarem parapl\u00e9gicos ou at\u00e9 mesmo levar \u00e0 morte quando o quadro \u00e9 muito intenso. Ent\u00e3o \u00e9 muito importante vacinar as crian\u00e7as contra a p\u00f3lio\u201d, confirma a pediatra Maria Clara. <\/span><\/p>\n A p\u00f3lio ainda n\u00e3o foi erradicada e permanece em dois pa\u00edses, no Afeganist\u00e3o e Paquist\u00e3o, com registro de 05 casos em 2021. Por isso, existe a preocupa\u00e7\u00e3o com o seu retorno, pois mesmo que a dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica seja grande os v\u00edrus se propagam com facilidade.<\/span><\/p>\n Atualmente, n\u00e3o existe tratamento espec\u00edfico para a doen\u00e7a e a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 sua \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o. <\/span>Todas as crian\u00e7as menores de cinco anos devem ser vacinadas conforme o calend\u00e1rio vacinal. <\/span><\/p>\n Ainda segundo a Fiocruz, a imuniza\u00e7\u00e3o contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, al\u00e9m dos refor\u00e7os entre 15 e 18 meses e aos 5 anos de idade. A imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de duas formas: a aplica\u00e7\u00e3o VIP (vacina inativada injet\u00e1vel) com seringa e a VOP (vacina atenuada oral) que s\u00e3o as gotinhas.<\/span><\/p>\n VIP <\/b><\/span><\/a>\u2013 \u00c9 aplicada na rotina de vacina\u00e7\u00e3o infantil, aos 2, 4 e 6 meses, com refor\u00e7os entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade. <\/span><\/p>\n VOP<\/b><\/span><\/a> \u2013 Na rede p\u00fablica as doses, a partir de um ano de idade, s\u00e3o feitas com VOP. Na rotina de vacina\u00e7\u00e3o infantil contra p\u00f3lio nas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS), \u00e9 aplicada nas doses de refor\u00e7o dos 15 meses e dos 4 anos de idade e em campanhas de vacina\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as de 1 a 4 anos.<\/span><\/p>\n Em junho deste ano o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que a vacina\u00e7\u00e3o em gotas ser\u00e1 gradualmente substitu\u00edda pela injet\u00e1vel a partir de 2024. <\/span>De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, \u201cas estrat\u00e9gias de vacina\u00e7\u00e3o adotadas no Brasil, assim como os imunizantes indicados para cada p\u00fablico, levam em conta o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico do setor e novas evid\u00eancias cient\u00edficas\u201d.<\/span><\/p>\n
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tPor que as doen\u00e7as voltam?<\/span><\/h3>\n
Poliomielite<\/span><\/h3>\n
Sarampo<\/span><\/h3>\n