Agência Da Hora-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora Agência Experimental de Notícias Wed, 29 Oct 2025 02:37:50 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Agência Da Hora-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora 32 32 Agência Da Hora-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/10/27/familia-bisolo-transforma-tradicao-em-agroindustria-de-sucesso Tue, 28 Oct 2025 02:36:40 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1137 Alunos da UFSM-FW conheceram o dia a dia da produção familiar e os desafios do setor.

Texto: Caroline Schepp / Foto: Franchesco de Oliveira


O aroma de embutidos defumados preenchem o ambiente da agroindústria da família Bisolo, no interior de Frederico Westphalen. O que hoje é uma estrutura moderna, reconhecida pelo Serviço de Inspeção Estadual (CISPOA), começou de forma simples, com vendas “de porta em porta” e muita força de vontade.

Na última terça-feira (21), os alunos da disciplina de Agricultura Familiar, do curso de Agronomia da UFSM-FW, acompanharam de perto essa trajetória. A visita técnica, conduzida pelo professor Fernando Panno, teve como objetivo aproximar os estudantes das realidades e desafios enfrentados por famílias empreendedoras do meio rural.

A história da propriedade, localizada no Distrito de São João do Porto, teve início em 1998, quando André Bisolo decidiu investir na pequena área que havia pertencido ao avô. No começo, a família cultivava soja e milho, mas logo percebeu a oportunidade de comercializar produtos de origem suína com os moradores da comunidade. “Era tudo no boca a boca, de moto mesmo”, relembrou André. Até 2004, o abate semanal chegava a 30 animais, e o comércio se consolidava pela confiança dos clientes.

Em 2006, a agroindústria foi registrada no Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e, após novas adequações, passou a operar sob o CISPOA, que permite a comercialização em todo o estado. Desde 2016, a estrutura atual abriga uma produção que industrializa de 12 a 15 toneladas por mês, com 27 produtos aprovados e quatro novos em processo de registro.

Hoje, a Embutidos Bisolo é uma agroindústria essencialmente familiar. Cinco integrantes da família atuam diretamente na produção, além de dois funcionários. Recentemente, eles lançaram uma nova marca, “Nostra Família”, com foco em produtos tradicionais e memórias afetivas, como a “carne na lata”. A família também investe em tecnologia, com equipamentos importados que aumentam a produtividade e reduzem a dependência de mão de obra, um dos principais desafios do setor.

Os produtos são vendidos em feiras, mercados locais, loja virtual e redes sociais, com alcance em todo o Brasil. “Tudo o que ganhamos nas feiras é reinvestido aqui dentro”, destacou a esposa Andrieli Bisolo, que vê no trabalho coletivo da família a base para o crescimento sustentável do negócio.

A visita proporcionou aos estudantes uma imersão na realidade de quem vive a agricultura familiar no dia a dia, um espaço onde tradição e inovação se encontram.

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Agência Da Hora-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/08/02/voce-nao-se-casa-com-a-penny-lane-o-espectro-das-mulheres-fantasia-que-so-eram-amadas-quando-nao-eram-reais Sat, 02 Aug 2025 22:37:59 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1132 Por: Teresa Vitória

Teresices – 4/12

No último Teresices, falei sobre os homens, pelo menos alguns deles. Agora, para ser justa, resolvi vir aqui colocar o meu na reta. Afinal, meu trabalho aqui é ser sincera, e a inimiga do certo (e às vezes até de mim mesma). Hoje eu vim falar de nós, mulheres (algumas), pelo menos: as “mulheres-fantasia”. Existe um termo pra elas também em inglês chamado maniac pixie dream girl, mas além de achar esse termo com muitas palavras pra um significado meio fraco, me recuso a ficar pagando pau pra gringo (Na minha coluna que eu escrevo, aqui não).

E antes de eu explicar, quero dizer que existe um objetivo em comum entre essas mulheres e este texto aqui, que é: tornar coisas difíceis de engolir em coisas engraçadinhas (eu sou uma delas). Porque, assim como experimentar essas mulheres é como levar um soco bem dado que parece um beijo com lambida no cangote, me entender é como tomar um porre com gostinho de cereja. E quero mais.

Acho que provavelmente você já ouviu falar no nome Penny Lane, mas, caso não saiba, é uma música dos Beatles de 1967 que, retirado de forma safada do site menos confiável do mundo, a Wikipédia (baita jornalista), se refere a uma rua em Liverpool em que a letra fala sobre como essa rua é uma memória marcante na vida dos Beatles.

Penny Lane é também o nome de uma personagem interpretada por Kate Hudson no filme Quase Famosos de 2000, indicado ao Oscar (e que eu covardemente ainda não havia assistido até pouco tempo). O filme é sobre um jornalista (na minha opinião um moleque meio otário, mas genial), fazendo uma matéria para a revista Rolling Stone sobre uma banda de rock dos anos 1970. Mas o que rouba a atenção do telespectador é a personagem Penny Lane, com seus cachos dourados e casaco de pelo, a líder das band-aids, como se autointitulam as garotas que acompanham a banda, vivendo o máximo da vida dos anos 1970, movidas por sexo, drogas e rock and roll (mas na ordem contrária, porque o mais importante é música, como diz Penny). Se eu fosse um homem tentando te explicar de forma boboca (sim, eu amo essa palavra), poderia dizer então que ela não passava da amante do guitarrista, o que seria uma tremenda sacanagem, porque ela é muito mais que isso. Ela é a alma e o coração do filme, mesmo não sendo a personagem principal.

Penny Lane rouba a cena. Com sua presença quase que sedativa, parece que as drogas que ela usa no filme batem, na verdade, é em você. E você fica encantado com ela. E o mais triste disso é que ela não existe nem dentro da própria ficção. Ela é uma personagem dentro da própria personagem, tanto que até o final do filme a gente nem sabe o verdadeiro nome dela.

Em um momento, é dito por uma de suas colegas band-aids, em uma cena em que ela confronta seu caso romântico só com o olhar: “Ela vai devorá-lo vivo”. E ela devora cada um de seus homens. Mas, no final do filme, ela é devorada viva, por si mesma. Porque, enquanto ela é aquela figura feminina louca, fantástica e fantasiosa que ela mesma criou, ela ainda é só o momento. E momentos passam. Nenhuma fantasia dura, nenhuma noite dura, por mais incrível que ela seja. É um golpe de ingenuidade achar que uma fantasia vai permanecer.

Os homens amam a fantasia. A fuga da realidade. Como você os faz se sentirem no limite entre o prazer e o ódio, e pode ser ódio do que você pode fazer com eles em quatro paredes, ou ódio deles mesmos por verem que estão sentindo demais. Mas, quando a realidade bate à porta, eles precisam da estabilidade. E, quando eu digo isso, eu falo sobre as outras mulheres, as “mulheres-mornas”, que trazem firmeza, não altos e baixos. Que são mornas, não num sentido ruim, mas num sentido de saber o que esperar, de ser estável, de não ser demais, de não querer demais, de não ter problemas demais, de não beber demais, de não usar roupas extravagantes demais.

Garotas como a Penny são só a fantasia com tempo contado. São as garotas que vão estar ali durante um período curto, mas intenso, como da turnê da banda no filme, e terminam sendo trocadas pelas esposas, a estabilidade que vem com elas e uma caixa de Heineken às vezes. Isso acontece literalmente no filme: ela é trocada por uma caixa de cerveja.

Quando a penny descobre isso, a reação dela é esboçar um sorriso sob as lágrimas e dizer:
“Que marca de cerveja?”
Porque até ela sabe o valor de um engradado de Heineken e que, até num momento dilacerante como esse, é necessário manter a personagem engraçadinha do que desmoronar. Porque, no fundo, até ela mesma sabe que seria difícil demais ser amada.

E aí tracei uma linha na minha cabeça. Um espectro (que, explicado pra alguém que é lerdo que nem eu, são duas pontas opostas ligadas por uma linha). Agora imagina comigo essa linha que tem Penny Lane numa ponta – que, mesmo sabendo que é uma fantasia, quer a todo custo continuar nela –- e, no final dela, lá na outra ponta, está: Holly Golightly (e se eu fosse você, nem tentava falar o sobrenome, porque a vida inteira eu não consegui. Só sei como escreve porque também copiei da Wikipédia).

Holly é a personagem principal do meu filme favorito da vida toda: Bonequinha de Luxo, de 1961, um clássico do cinema, interpretada pela maravilhosa Audrey Hepburn. E, se você não conhece esse filme, tenho certeza de que já deve ter visto pelo menos uma imagem dessa personagem icônica em algum lugar na sua vida:

Holly é descrita pelo portal de cinema da internet brasileira (procura aí no google) como “prostituta, que fuma maconha e fala palavrão”. Na verdade ela é só uma mulher excêntrica e encantadora, mas também é inventada. Também é uma garota-fantasia. Uma personagem criada como fuga da real protagonista: Lulla May (a personagem de Audrey Hepburn). E ela sabe disso. A princípio, a personagem era pra ser de Marilyn Monroe, mas Marilyn já era a garota-fantasia de seu tempo. A personagem de Norma Jean no nosso mundo real (o nome verdadeiro de Marilyn). Então o papel foi para Audrey, e, no filme, Holly tinha tanta autoconsciência de ser uma garota-fantasia que ela fez disso seu ganha-pão. Virou uma acompanhante de luxo, inventou esse nome complicado que ninguém consegue pronunciar, e fez das fantasias que os homens tinham dela a sua armadura.

Essa é a diferença entre ela e Penny Lane. A Penny queria que sua fantasia fosse real. Pobre garota. A Holly, não. Ela já sabia: quando a manhã chegasse, os homens que só a queriam à noite, que queriam despertar o que era selvagem, não a queriam para a tranquilidade e estabilidade dos dias claros.

Tem uma fala linda da penny no filme, que mostra como demonstra seu falso desprendimento, que é:
“Eu sempre digo pras garotas: nunca levem nada a sério. Se você nunca levar nada a sério, nunca vai se machucar, você sempre vai se divertir, e, se caso você se sentir sozinha, pode ir à loja de discos e visitar seus amigos”.
Eu facilmente diria isso para vocês, minhas leitoras. Mas de uma forma sincera, porque a Penny queria ser levada a sério.

Já a holly, não. Quando foi confrontada com um “eu te amo”, ela solta: “E daí?” – mesmo amando. Quando foi atravessada pela possibilidade de um amor bom, um homem a segurou e disse: “Eu te aceito com seus defeitos, com suas dores. Você me pertence”.
Ela arrebatou: “Pessoas não pertencem a pessoas. E eu não vou deixar ninguém me colocar numa jaula”.
Algo que facilmente diria para as pessoas que amo muito, e tento dar os melhores conselhos.

Porque ela sabia que, no momento em que aceitasse aquele amor (por mais bom que ele fosse), ela estaria entrando em outro personagem. Porque aquele homem não amava ela, amava a ideia dela. E quando ele visse que a Holly não era a fantasia dele, ela já estaria aprisionada e domesticada em sua jaula.

A Penny ainda não descobriu isso. Tanto que, nas cenas finais, ela quase tira a própria vida com uma cachaça e uma caixa de remédios.
A Holly, por mais bom que fosse esse amor, ela o nega até o último segundo. Pois sabe que, para mulheres como ela, um amor (mesmo que bom) não vale o preço de sua liberdade.

Verdade verdadeira? É que algumas mulheres são, sim, difíceis de amar. E nós sabemos disso. Mulheres como nós. Eu me incluo nessa pataquada (como disse, ia botar minha cabeça na guilhotina aqui). As mulheres de lua, porque você só pode nos amar quando é noite. Mulheres-fantasia, pois somos o delírio fantástico que caminha com o desejo. Para alguém como nós, que achamos impossível dar qualquer tipo de estabilidade. Ou a certeza de permanecer quando a manhã chegar.

E eu não tô aqui dizendo “coitadas dessas mulheres que nunca tiveram um relacionamento saudável e estável”. Pelo menos no meu caso, eu encontrei muitos caras incríveis, doces, que me levaram para jantar, que me tratavam como uma princesa. Mas eu sabia que, em algum momento, aquilo ia por água abaixo. Porque eu só sou perfeita sendo a fantasia. Mas na vida real sou desastre, uma bagunça. E, nessa altura do campeonato, com tudo que eu já aprendi sobre o amor, incluir alguém que parece perfeito na minha bagunça (onde só eu me encontro) não é justo com essa pessoa.
Então acho que esse texto também é um pedido de desculpas para esses caras perfeitos que eu já conheci mas não consegui ficar. Eu não ia conseguir. Eu não sobrevivo fora do caos.
E a Holly tinha consciência disso também. E é por esse motivo que eu amo tanto Bonequinha de Luxo.

As mulheres-fantasia são difíceis de amar. E você vai odiá-las por elas te fazerem amar tanto o caos. Mas são elas que movem o imaginário das pessoas. Que servem de inspiração pra fazer filmes… e textos para um blog de garotas bobocas (eu amo mesmo essa palavra) como esse. Mas, quando se confrontam com a realidade, são garotinhas confusas em suas armaduras. Só podem ser amadas quando não são reais.

Eu tô nesse espectro. Talvez você também esteja. Mais pra Penny. Ou mais pra Holly.
Mas saiba: a bênção de nunca permanecer e de enjoar rápido de lugares e amores é que você pode ser uma fantasia nova a cada manhã. E, como Penny, talvez fugir pro Marrocos. Ou, como a Holly, pra Nova York. Ou como eu, que vou pra qualquer lugar do mundo desde que não seja os que já conheço.

No final, você vai ter muitas histórias. Às vezes, ser algo marcante: uma rua, uma música, uma persona ou um sentimento forte e passageiro, é mais libertador do que a dor de se sentir presa tentando se diminuir, porque você não pode ser demais, você tem que ser fácil, tranquila, morna.
E ser morna é uma prisão para quem é muito, para quem é fogo, pra quem sabe que pode ser tudo – mas jamais o bastante.
Ser livre também é uma escolha corajosa.

Bom, cumpri o que eu prometi, me justifiquei com os homens legais, coloquei minha cabeça e meu coração numa bandeja de prata para vocês (e cá entre nós, foi horrendo e libertador para mim também).

Dito isso, eu nunca mais falo de sentimento nesta coluna. Próximo Teresices vai ser sobre moda ou música. Espero vocês sem dia e sem horário marcado.

Beijinhos,
Tere.

 

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O esporte brasileiro vive uma fase de forte renovação e promessas concretas. Seja nas pistas, nas quadras ou nos gramados, novos nomes vêm se destacando e mantendo o país entre os protagonistas. Com atuações consistentes, Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, João Fonseca no tênis e a seleção brasileira feminina na Copa América mostram que o Brasil está em boas mãos — ou pés, raquetes e volantes.

Gabriel Bortoleto – pontuando na elite da Fórmula 1

O jovem Gabriel Bortoleto, agora piloto oficial da Sauber, marcou seus primeiros 4 pontos na Fórmula 1 ao terminar em 8º lugar no GP da Áustria de 2025. Foi também eleito “Driver of the Day”, resultado que reforçou sua capacidade de adaptação e talento em meio à elite do automobilismo. Desde então, o brasileiro vem se mantendo regular e se mostra confiante para continuar brigando por pontos.

Em entrevista, Bortoleto afirmou que “a equipe está crescendo junto” e que “o ritmo nas corridas melhora a cada final de semana”. A expectativa agora gira em torno de sua continuidade no projeto que, a partir de 2026, se transformará na aguardada Audi Works Team.

João Fonseca – a juventude brasileira no Top 50 da ATP

Com apenas 18 anos, João Fonseca já ocupa a 48ª colocação no ranking mundial da ATP, sendo o mais jovem brasileiro a atingir essa marca. O ano de 2025 tem sido o melhor de sua carreira: ele venceu o ATP 250 de Buenos Aires em fevereiro e, pouco depois, conquistou o Challenger 175 de Phoenix.

No torneio de Wimbledon, Fonseca estreou com uma vitória sólida sobre Jacob Fearnley, mas foi eliminado na terceira rodada. Ainda assim, sua postura e desempenho arrancaram elogios da imprensa internacional, que vê nele um futuro integrante do Top 20.

Seleção Brasileira Feminina – foco total no penta

Na Copa América Feminina de 2025, disputada no Equador, o Brasil segue como franco favorito. Depois de vencer a Venezuela por 2 a 0 na estreia, a seleção atropelou a Bolívia com uma goleada de 6 a 0. A atacante Kerolin marcou três gols, sendo dois deles de pênalti, e foi o grande destaque da partida.

Outros nomes como Luany, autora de dois gols, e Amanda Gutierres, que fechou o placar, também mostraram o poder ofensivo do grupo comandado por Arthur Elias. Com duas vitórias em dois jogos, o Brasil lidera o Grupo B e mira o quinto título consecutivo da competição.

(Créditos: Lívia Villas Boas / CBF)

 

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Agência Da Hora-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/07/14/memorabilia-quinquilharias-garimpos-e-memorias Tue, 15 Jul 2025 00:58:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1117 Por: Vanessa Carvalho

Moedas antigas de diversas partes do mundo fazem a coleção dos numismatas. // Foto: Vanessa Carvalho

garimpar (*)

verbo

  1. trabalhar como garimpeiro; extrair (metais, pedras preciosas), explorando garimpo.
    “está garimpando (diamantes) lá para as bandas de Minas Gerais”
  2. figurativo: procurar meticulosamente.
  3. figurativo: fazer seleção de (coisas valiosas), a partir da coleta ou reunião de determinado material.
    “garimpou os melhores textos na coleção de revistas”

(*) Fonte: Dicionário Oxford online

 

Garimpeiros de objetos dos mais diversos em lojas como antiquários, brechós, bazares, feiras de antiguidade ou leilões virtuais. O ato do garimpar descrito no dicionário Oxford: “procurar meticulosamente”. Às vezes, como em um garimpo, acontece de estar metido em meio à poeira. Acontece. Porém, o nicho de mercado de objetos usados é tão especializado que está organizado segundo os produtos vendidos, além da demanda alta que faz com que tudo esteja em perfeitas condições à venda. Ter um produto antigo original, muitas vezes, é uma relíquia e precisa receber os cuidados como tal.

Dados do Sebrae de 2023 indicam que o Brasil tinha mais de 118 mil brechós ativos, um aumento de 30,97% nos últimos cinco anos. O consumo de produtos de segunda mão é impulsionado por fatores como sustentabilidade e economia, além de possibilitar a aquisição de produtos únicos e com memórias ligadas a ele. O colecionismo também é um fator que leva a busca por lojas de artigos usados. As coleções recebem uma nomenclatura específica no mundo do colecionismo, segundo o tipo de objeto – por exemplo, filatelia para selos de cartas (veja mais no glossário).

O empresário chinês Marshall Wang costuma garimpar gravatas e relógios antigos (vintages) e os encontra em um site Xianyu que vende produtos usados, como um tipo de eBay que funciona na China. Ele conta que a procura pelos itens deve-se à unicidade que eles proporcionam. “Gosto de tecidos e motivos vintage que trazem inspiração e um aconchego nostálgico à minha vida”, explica. Sua posse mais preciosa garimpada no site é um relógio automático da marca Ômega de Ville. Marshall conta: “um ótimo negócio e uma peça subestimada, meio surrado, mas cabe perfeitamente no meu pulso”.

 

Quinquilharias e histórias

Vinil em formato de coração garimpado por Yasmin. // Fotos: Arquivo pessoal/Yasmin Silva

Os motivos para buscar objetos e quinquilharias em lojas de usados variam de fatores como economia e sustentabilidade a questões afetivas. Às vezes a própria ação de garimpar é motivo suficiente pela satisfação que a atividade traz. A estudante Yasmin Silva, em Imperatriz (MA), costuma visitar brechós de roupas, antiquários, sebos de livros pela questão de acessibilidade financeira, reutilização (3Rs) e pela possibilidade de encontrar itens que não estão mais disponíveis facilmente no mercado. “Geralmente gosto de procurar por brechós de roupas, na verdade tudo se iniciou nos brechós de roupas, então vieram os sebos de livros, e os antiquários, quase como se fosse uma espécie de esquema de pirâmide. Esses são meus focos primários, roupas, acessórios, livros e itens que me chamam a atenção, tipo CDs antigos”, conta Yasmin.

Memorabília adquirida por Victor em antiquários e a poltrona que pertencia a seu pai. // Fotos: Arquivo pessoal/Victor Oliveira

O advogado Victor Oliveira de Marataízes (ES) conta que, juntamente com sua esposa, gosta de visitar feiras de antiguidades que acontecem mensalmente em Vitória, além de visitas frequentes a antiquários em busca de utilitários, como móveis e objetos de decoração. A busca envolve até mesmo ir a lugares mais distantes como, por exemplo, viajar aproximadamente 120 km até Campos dos Goytacazes (RJ) para adquirir uma escrivaninha para trabalho e uma penteadeira antigos. A escolha por comprar nesses lugares é motivada pela estética das coisas e pelos sentimentos afetuosos que alguns objetos evocam. Victor conta que agora a procura é de móveis para “montar” a casa como recém casado, mas que o gosto por garimpar é antigo. “Desde a infância, eu já era interessado em coisas antigas. Quando criança gostava de moedas antigas, o que pedia pro meu pai à época, e quando adolescente frequentava muito sebos, de onde tirei a maioria dos meus livros que tenho hoje. Também sou colecionador de LPs e CDs – que comecei comprando quando ainda não eram objetos de memorabilia”, lembra Victor.

O designer Vinícius Cadore, de Porto Alegre (RS), gosta do ato de garimpar. “Eu gosto de às vezes entrar, ficar meia-hora e não achar nada, e tá tudo bem. Acho que tu tá ali, fisicamente vasculhando, é divertido”, conta. Ele gosta de procurar em feiras que acontecem periodicamente na cidade, em antiquários e brechós. Entre suas preferências estão roupas, utensílios de cozinha, discos de vinil e objetos de decoração, sempre atento às boas ofertas. Em uma dessas visitas, Vinícius conta que conseguiu garimpar uma cafeteira moka italiana bem antiga, “ela é dum tamanho individual, é para uma pessoa, serve uma caneca, ela é toda redondinha e ela foi feita na Itália também. E aí essa eu paguei muito barato e tipo foi oportunidade, eu olhei e falei: “Meu Deus, é uma moka”. Eu disfarcei para não mostrar entusiasmo, para o cara não querer me meter a faca. Olhei e perguntei: “Ai, quanto é? É R$ 15”. Eu: “Beleza”. Aí eu segurei e fiquei procurando outras coisas e falei: “Tá, vou levar”.”

A camisa do Mundial de 2006 do Internacional no Japão e os pés de pato garimpados. // Fotos: Arquivo pessoal/Ruann Carlos

O preço acessível e a unicidade das coisas é o que mais atrai o designer Ruann Carlos, de Pelotas (RS). “Ah, eu gosto de comprar pelo preço, óbvio. Mas eu gosto de comprar porque tem coisas tipo que elas são mais, como é que eu diria, únicas. Eu acho que eles têm um valor mais especial assim. Tanto que eu adoro as minhas peças, as minhas roupas e as coisas que eu compro, porque elas são peças únicas, é muito engraçado, tipo, ninguém tem”, conta Ruann. Em suas buscas, seus olhos são atraídos por utensílios domésticos, como louças e objetos de decoração, além de roupas para uso próprio e para manter um brechó virtual que possui no Instagram. A ideia é dar uma vida nova para peças que estão esquecidas em bazares e colocá-las novamente para uso, além de facilitar com o trabalho de curadoria para pessoas que não possuem o “dom” e hábito de garimpar. Às vezes Ruann compra coisas aleatórias, mas que acabam tendo uma utilidade, como um pé de pato que comprou em um verão e acabou sendo utilizado em suas aulas de natação.

 

Coleções e memórias

Vinícius Cadore coleciona discos de vinil e gosta de comprar utensílios para casa. // Fotos: Vanessa Carvalho

 

Dos garimpos e quinquilharias nascem coleções, e os objetos, que já carregam em si histórias, recebem novos significados e memórias com seus novos donos. A estudante Yasmin Silva gosta de colecionar diversos objetos. “Tenho um impulso grande a respeito, geralmente miniaturas de carros, brinquedos pequenos, chaveiros, cartas, desenhos e por aí vai”, lembra. Das coisas que possui, destaca um conjunto de xícaras de um leilão de antiguidades como uma das coisas mais antigas que adquiriu, além de um pijama longo de cetim que comprou há mais de 10 anos e é muito estimado.

O designer Vinícius Cadore tem uma pequena coleção de discos de vinil garimpados em diferentes oportunidades. “Eu tenho uma coleção pequena, mas eu nem tenho toca-discos, para você ter uma ideia, então realmente é uma coleção, porque eu gosto de alguns álbuns específicos”, conta. Cada objeto que adquiriu o faz lembrar de pessoas, ocasiões e situações associados a eles, como uma bandeja de cerâmica que comprou para um jantar com amigos, que traz a recordação do momento específico.

Louças antigas estão entre os itens mais procurados em feiras de antiguidade. // Foto: Vanessa Carvalho

O designer Ruann Carlos gosta de garimpar e colecionar peças de roupa. Como item especial de sua coleção, ele mostra uma camiseta do Mundial do Internacional de 2006 em Yokohama, no Japão. “É um item raro, ele tá escrito até em japonês aqui na frente. É uma camisa que eu não consegui vender, eu peguei ela para o acervo, que no caso são minhas roupas. Eu olhei, peguei a peça, comprei. Eu pensei: “Pára, essa camiseta é muito incrível”. E aí, no início eu pensei: “Vou vender”. E aí em seguida eu pensei: “Pára, não, jamais vou vender essa camisa, eu vou ficar com ela. Eu nem torço pro Inter, mas eu adoro aquela camisa. Adoro usar ela!”.

O advogado Victor Oliveira gosta de colecionar desde os 7 anos de idade, quando começou sua primeira coleção séria de cartões telefônicos usados, tendo mais de mil cartões até o momento. Gosta também de comprar discos de vinil sempre que possível para manter sua coleção. Dos objetos que possui, um dos mais antigos e talvez estimados seja uma poltrona comprada pelo seu pai nos anos 80, “que recentemente reformei pra ficar na minha casa depois que me casei, pela memória do meu pai mesmo, que faleceu recentemente”.

 

Antiquários e ovos de dinossauros

Cartaz do documentário “Ovo de Dinossauro” produzido por Duda Ribeiro.

É certo que antiquários estão repletos de objetos com muitas histórias boas para serem contadas e carregam consigo valor e memórias de seus antigos donos. Porém, algumas histórias conseguem ser ainda mais peculiares, como a do “ovo de dinossauro” do Antiquário Gaúcho que o professor de Jornalismo e Relações Públicas da UFSM, Duda Ribeiro, conta em seu documentário Ovo de Dinossauro, a ser lançado em 2026.

A ideia surgiu quando Duda se formou em Cinema na UFPel. Ele queria fazer um documentário sobre algo típico de interessante que havia na cidade enquanto estava morando em Camaquã, no interior do Rio Grande do Sul. Em princípio, a ideia era documentar a lenda gaúcha das “burras”, que eram os tesouros enterrados por estancieiros durante as revoluções. Como contam os causos, na época os bancos não eram lugares seguros, e os estancieiros teriam o hábito de esconder os tesouros em “burras”, que são potes de barro para serem enterrados em algum lugar.

Essa história era contada por um tio de Duda, mas, devido ao seu falecimento, ele acabou então procurando o antiquário na cidade por indicação de um senhor que também partilhava do interesse de fazer um filme que se passasse em Camaquã. Ao ter contato com o Sr. Maximiliano, notou que ele tinha boas histórias sobre as “burras”, mas a narrativa acabou sendo direcionada para um objeto específico que foi encontrado em uma “burra”, uma pedra perfeitamente oval e que, segundo ele, se trata de um ovo de dinossauro petrificado. Essa história dá nome ao documentário.

 

Glossário de termos

 

As coleções de objetos recebem nomes de acordo com o tipo de item e algumas lojas acabam se especializando na venda de um segmento de colecionismo.

Numismática: refere-se a coleção de moedas. O colecionador é chamado numismata.

Filatelia: coleção de selos de cartas. Quem coleciona é filatelista. É uma das formas de colecionismo mais antiga e difundida.

Cartofilia: coleção de cartões-postais. O colecionador é cartofilista.

Notafilia: coleção de cédulas (moeda-papel). O colecionador é o notafilista.

Discofilia ou vinilofilia: coleção de discos ou vinil. Quem coleciona é discófilo ou vinilófico.

Militaria: coleção de peças militares (roupas, armas antigas, medalhas). Quem coleciona é mitarófilo.

Memorabília: objetos, itens ou artigos colecionáveis associados a pessoas, eventos, lugares ou épocas importantes, e que carregam um valor sentimental ou histórico significativo.

 

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A banda capixaba Maré Tardia faz uma verdadeira moqueca de estilos musicais. // Foto: Reprodução

Domingo, 29 de junho de 2025. Acordei com Leviatã, da Maré Tardia, repetindo incessantemente em minha cabeça (em especial o som das guitarras). O tal earworm que os gringos cunharam, traduzido literalmente como “verme de ouvido” ao português, designa aquela música que gruda nos seus ouvidos e se recusa a sair.

O álbum Sem Diversão Pra Mim, da banda capixaba Maré Tardia, lançado no final de abril, tem um som eletrizante que gruda lá nos ouvidos e te faz repetir dias depois “sem diversão pra mim (hoje não!)”. Segundo álbum da banda de Vila Velha, o som mostra um amadurecimento sonoro do grupo. Vozes intercaladas entre Gus Lacerda (guitarra e vocal) e Bruno Lozório (guitarra e vocal), as linhas de baixo de Matheus Canni e a bateria enérgica de Caio “Vazo” Mendonça.

As 10 faixas distribuídas em pouco mais de 30 minutos dão conta de mostrar a potência musical do grupo. Com sons que bebem nas fontes do punk, surf rock, post-punk e vanguarda brasileira, por exemplo. Explorando de forma crua e sem cerimônia os mais diversos temas, as músicas passeiam por anseios, angústias, amores, indagações e o elemento mundano do viver humano.

O processo de produção (da pré até a pós) tem as mãos de todos os integrantes, que se envolvem na escrita, gravação, produção e até distribuição do álbum. O movimento DIY (Do It Yourself – faça você mesmo) na música, cunhado nos anos 1950 e propagado como filosofia nos anos 1970 pelo movimento punk, pode ser percebido como uma das vertentes da Maré Tardia como banda indie rock no cenário capixaba e brasileiro.

A banda, que nasceu em 2019 co-fundada por Gus e Bruno, chega ao seu sexto ano de atividades mais potente com um trabalho autoral impecável e cativante. É fácil gostar da Maré Tardia se você gosta de música brasileira. Alguma música vai conversar intimamente com você, pela letra ou pela melodia. Quando antes você imaginar, estarás a dançar e cantarolar algum trechinho.

A imprevisibilidade do que está por vir na próxima faixa é o elemento que mostra um amadurecimento musical da Maré Tardia e a coloca de vez no mapa brasileiro de bandas para ficar de olhos bem abertos. A única certeza mesmo é de que ainda vem muita coisa boa por aí.

 

Álbum “Sem Diversão Pra Mim”, lançado em abril de 2025, tem a capa ilustrada pelo artista capixaba Gustavo Moraes. // Foto: Reprodução

Dissecando o álbum “Sem Diversão Pra Mim”

Faixa 01. Leviatã

Impossível não ouvir o som das guitarras ecoando dentro da cabeça tempos depois de ouvir o álbum. Foi assim que acordei naquele domingo e percebi de onde eram os riffs que se repetiam e cantarolava inconscientemente. Abre o álbum já dando uma boa prévia do que está prestes a desenrolar nas faixas seguintes.

Faixa 02. Já sei bem

A voz do Bruno começa a amaciar os ouvidos após a potência vocal do Gustavo em Leviatã. O ritmo frenético te coloca pra dançar, nem que seja balançando as mãos de um lado pro outro.

Faixa 03. Sem diversão pra mim

Guitarras potentes, o show à parte da bateria e as vozes intercaladas resumem a música. A faixa que dá nome ao álbum deixa o trechinho “sem diversão pra mim” “hoje não” ecoando por dias. É a primeira música escrita pelos quatro integrantes juntos. Apesar de dar o nome ao disco, diria que não dá a cara.

Faixa 04. Tarde demais

Voz aveludada? Temos. Voz “áspera”/rasgada? Temos. E por “áspera”/rasgada e “aveludada” me refiro à sinestesia das palavras e das vozes. Gosto do contraste de sensações que ‘Tarde demais’ causa. Parece um monólogo de duas versões da mesma pessoa em conflito/debate/discussão.

Faixa 05. Azur

Ouviria essa deitada na praia observando as ondas e sonhando acordada com a vida. Azur seria a trilha sonora do momento. Dá vontade de viver com essa e morar aqui. Arranjo maravilhoso e com um “quê” de surf rock.

Faixa 06. Nadavai

Aqui a dinâmica sinestésica das vozes em ‘Tarde demais’ se repete. As vozes colocam angústia e certo “desespero” repetindo “foi só mais dessa/a última vez”. Repete a dinâmica de um monólogo fragmentado contado por uma pessoa mas que soa como duas versões de um mesmo alguém.

Faixa 07. Ian Curtis

Baixo. Bateria. Post-punk. Sonhar é tão angustiante. Melancolia. Suavidade. Denso. Angústia. Anseios. Vida. Dilemas. Identificação. Solos de guitarra.

Faixa 08. Junkie Food

Eu, que sou fissurada pelo som da guitarra, me senti cativada pelas linhas de baixo do Canni que abrem a música. Talvez a minha top 1 favorita do álbum por ter um pé no noise rock/punk e ser facilmente uma coisa que o Fugazi faria. Gosto do tom destoante e ao mesmo tempo coerente com todas as faixas anteriores. Decadente.

Faixa 09. Não se vá

A música mais “quieta” e inquietante do álbum.

Faixa 10. Nunca mais

Empata com Junkie Food no meu top 1 favoritas do álbum. Deleite do instrumental do início ao fim. Voz incrível do Bruno. Letra impecável. Encerramento da música e do conjunto da obra com um solo fenomenal e uma jam que mostra a potencialidade individual de cada um dos músicos e o produto disso somado e agrupado na Maré Tardia.

 

O álbum “Sem Diversão Pra Mim” e todo o material está disponível em plataformas de streaming. A banda também conta com alguns clipes no canal do YouTube (@MareTardia). Mais informações e para acompanhar os passos do grupo capixaba, acesse o Instagram (@MareTardia).

 

P.S.1: Não querendo vender nosso peixe (porque de peixe/moqueca capixaba entende bem), mas vale muito a pena o play no som da Maré Tardia.

P.S.2.: O cenário do rock capixaba vai bem.

P.S.3.: Ouça: http://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA

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Agência Da Hora-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/2025/06/23/por-amor-atravessei-o-oceano-e-fiquei Tue, 24 Jun 2025 02:10:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/agencia-da-hora/?p=1088 Por: Vanessa Carvalho

Segundo dados da OBMigra em 2022, de 2011 a 2022, o Brasil passou a abrigar cerca de 1,5 milhão de imigrantes oriundos de diversas partes do mundo e com objetivos diferentes. Em 2024, ainda segundo a OBMigra e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país acolheu 194.331 novos imigrantes, sendo os oriundos da Venezuela a principal nacionalidade.

No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os números eram 268,5 mil pessoas que haviam desembarcado no Brasil, em comparação com os anos 2000. Alguns vieram como refugiados, a trabalho, estudos. E outros, por causa de um alguém especial.

À época do censo do IBGE de 2010, mais exatamente em 2015, conversei com o espanhol, militar aposentado, Carlos Sánchez em Imperatriz no Maranhão. No portão de sua casa e bem sorridente, Carlos me aguardava para contar o motivo que o fez emigrar de sua terra natal, Salamanca, na Espanha, atravessar o oceano pela primeira vez e vir ao Brasil. Com a fala ainda carregada de um hispano-falante recém-chegado em solo brasileiro, revelou que veio por um motivo especial, o amor pela professora Erismar Nascimento (também chamada de Iris).

O casal se conheceu ainda na Espanha, quando Iris estava na condição de imigrante em Salamanca, em 2007.  Ao retornar ao Brasil, Carlos e Iris mantiveram contato pela internet e telefone até se reencontrarem em 2008 em Salvador, na Bahia. Foi a primeira de muitas vezes que Carlos iria atravessar o Atlântico para rever sua amada, com voos Salamanca/Imperatriz frequentes, a cada três meses exatos. “Acho que foram umas 15 viagens. Fiz mais viagens que Colombo!”, conta Sánchez, sorrindo. O fim dessa saga chegou em 2012, com o casamento de Iris e Carlos.

 

Agora o imigrante seria Carlos no Brasil. Trouxe em sua mala seus objetos pessoais e seus equipamentos de artes marciais. Além da adaptação ao português, teve que se adaptar ao clima e à culinária local, que, por sinal, só não aprovava os pratos que tinham verduras.

Concluiu a entrevista dizendo que, desde o início, preferiu não se concentrar nos problemas da cidade e nas diferenças culturais. Disse que sente saudades da Espanha e a visita pelo menos duas vezes ao ano, mas se adaptou a Imperatriz porque é onde Iris, a esposa, está.

Casal de virginianos, Carlos e Iris decidiram ficar juntos depois de uma história à distância.

 

Cabe uma vida em uma década

 

Como um deja-vú, Carlos e Iris me recebem novamente sorridentes à sua casa. Desta vez, em 2025, conversamos por videochamada. Eles, no Maranhão, e eu, no Espírito Santo. Revisito-os para saber o que coube neste espaço temporal de uma década desde a última vez (e primeira entrevista) em que nos vimos.

Ainda atuando como professora do município, Iris Nascimento, e como militar aposentado, Carlos Sanchéz. Desta vez descubro uma informação no mínimo curiosa. Ambos aniversariantes do mês de setembro, um do dia 6, e outro, do dia 12 – portanto, virginianos, para quem acredita em astrologia. Mais uma coisa em comum entre os dois, que compartilham muitas coisas e gostos juntos.

Cabe uma vida em uma década, mas algumas coisas permanecem as mesmas. Carlos, como espanhol, continua com a fala confirmando suas origens. A luta contra as verduras na comida, o calor e as muriçocas em Imperatriz continua a mesma, porém um pouco melhores, agora já amenizadas.

Comento sobre a adaptação à língua, e Carlos diz: “Eu cheguei já muito velho para aprender a falar português correto”. E Iris completa: “Ele disse que se sente mal porque ele já mora no Brasil há tanto tempo, e às vezes ele chega no lugar para fazer alguma coisa, para resolver alguma coisa, e as pessoas não entendem ele. Mas eu disse para ele que as pessoas entendem. O problema é porque ele fala muito rápido”. A entrevista inclusive foi conduzida nos dois idiomas, português e espanhol.

Sobre as muriçocas e o calor, coisas que mais o incomodaram ao chegar ao Brasil, Carlos comenta que seus aliados são o repelente, inseticida e as centrais de ar condicionado, mas enfrenta o calor quando precisa. “Mas eu gosto de estar aqui porque ‘lo que realmente me asegura en Brasil é a Iris’. Então, eu tenho calor, tenho frio, a comida não gosto, deixo de gostar. Eu estou com minha esposa, que é com quem gosto de ficar”.

 

A vontade de estar juntos se traduz em o amor também estar lá durante essa década de intervalo. Talvez até mais acentuado ou forte. Com certeza, é inegável sua existência. Gostam de compartilhar a vida juntos. Tomar café, passear no shopping, dançar e principalmente viajar. As visitas à Espanha ainda acontecem pelo menos duas ou três vezes ao ano. Períodos mais breves, suficientes apenas para visitar a família e resolver assuntos corriqueiros. Tão logo, retorna para junto de sua amada.

A situação só mudou durante a pandemia. Carlos, que estava viajando à Espanha no dia 8 de março de 2020, ficou impedido de voltar para casa até dia 15 de agosto de 2020. “Aí foi ruim demais. Aí a única distância e tempo que nos machucou bastante. Porque eu viajei para Espanha justamente no dia 8 de março de 2020. E não pude voltar para o Brasil até o mês de agosto, 15 de agosto mais ou menos. Ficamos aí como 6 meses separados. (…) Durante os 18 anos em que nós estamos juntos, o tempo da pandemia, uma vez casados, foi o tempo mais de separação entre os dois”, comentou Carlos.

Uma das atividades que mais gostam de fazer juntos é viajar pelo Brasil e mundo.

 

Eu quero partilhar a vida boa com você

 

            Rubel e Anavitoria  já diziam, na música Partilhar, sobre enfrentar os mais diferentes obstáculos para se juntar ao outro porque a vida é boa assim e completam com “eu quero partilhar a vida boa com você”. Na convivência com outros, é importante assimilar os aprendizados, qualidades e conselhos para que seja harmônica e funcione.

Conversamos sobre os aprendizados, a admiração que sentem um pelo outro, conselhos amorosos e como eles definiriam o amor. As respostas afiadas e carregadas de sinceridade revelam que, apesar de não haver uma fórmula pronta, é possível fazer dar certo. A comunicadora Elisama Santos fala sobre: “Não é o amor que sustenta um relacionamento. É o modo de se relacionar que sustenta o amor”.

Sobre admirações, Carlos conta que gosta de como Iris conduz a vida de maneira ética e a profissional que é, buscando soluções e apoiando os outros. “Eu acho que ela é a pessoa mais ética e mais confortável que eu achei na vida. Por isso estou com ela”. A recíproca se faz verdadeira, com Iris contando como, dentre tantas qualidades, diz que gosta de como Carlos é “uma pessoa de um coração muito bonito. Ele é uma pessoa muito boa, muito generosa, muito carinhosa comigo e com todos da minha família. (…) É uma pessoa cuidadosa, uma pessoa que chegou na família e soube conquistar todo mundo. Então ele tem esse lado humano de tratar bem todo mundo. E ele sempre me coloca em primeiro lugar. Tudo dele eu estou em primeiro lugar, então isso me cativou muito. Para mim, ele é a melhor pessoa do mundo que eu já conheci até hoje. Não tem outro.”

De aprendizados, além do português e a adaptação cultural, Carlos conta que aprendeu a viver e conviver juntos, sem brigar. Sabendo falar, escutar e se entender em um ponto comum. Mesmo em tempos extremos como durante a pandemia, nunca brigaram. Aqui vale a máxima de se colocar no lugar do outro, a empatia. Para Iris, o que mais aprendeu com Carlos foi sobre a união entre os dois, sobre companheirismo e saber compartilhar. “O bom e o ruim é por dois. E isso eu aprendi com ele.”

            Ainda sobre aprendizados, pergunto sobre conselhos amorosos que eles dariam a outros casais sobre coisas que aprenderam com seus relacionamentos. Os dois concordam que, além do elemento essencial do amor, é preciso respeito, carinho, e espaço como sinal de confiança. E nada de ciúmes.

 

Em espanhol, Carlos fala sobre sentir empatia com sua parceira. “Y siempre colocarse en el lugar de la otra persona para no machucar a ella y sentirse en su lugar, ¿cómo me sentiría yo ahí? No sé si dio para entender. ¿Eh? Lo llama empatía. Empatía, saber cómo se siente la otra persona cuando vos se facea. Si yo hago una cosa que va a machucar a ella, está errado. Pero si yo hago una cosa que va a ayudar a ella, está perfecto.”

Tradução: E sempre se colocar no lugar da outra pessoa para não a machucar e sentir-se no lugar dela, “como eu me sentiria lá?”. Não sei se deu para entender. Hã? Isso se chama empatia. Empatia é saber como a outra pessoa se sente quando você faz algo. Se eu faço uma coisa que vai machucá-la, está errado. Mas se eu faço uma coisa que vai ajudá-la, está perfeito.

Quando o assunto é talvez uma das perguntas mais complicadas, “como definir o amor?”, Carlos me conta ainda em espanhol que, para ele, “el amor es aplacar la ansiedad por estar con alguien”. O amor é aplacar a ansiedade de estar com alguém. Sentir vontade de estar com quem se quer estar, de quem se ama. Além disso, saber dar o que se quer receber no relacionamento.

Ele comenta sobre o amor ser como uma planta que precisa de cuidados diários. “Planta que no riega, seca. Y amor, es una planta que tiene que regar, regar. Que tienen que cuidar de ese amor. Son pequeñas cosas. Las tienen que ver. No sé, eh compartir un sorbete con tu con tu parcero, con cariño. Es parte de ese amor compartir, de saber que esa persona piensa en vos de él. Salir con él, cuidar de él cuando está doente.” Tradução: Planta que não se rega, seca. E amor, é uma planta que tem que regar, regar. Que tem que cuidar desse amor. São pequenas coisas. Não sei, compartilhar um sorvete com seu parceiro. É parte desse amor compartilhar, de saber que essa pessoa pensa em você, de ele sair com você, cuidar dele quando está doente. E Iris completa que Carlos cumpre bem a função de cuidar da “plantinha do amor” dos dois, todos os dias com elogios e cuidados com ela. “É bom a gente compartilhar a vida da gente com alguém com quem a gente se sente amada, se sente segura, se sente protegida. É muito bom. Cada dia a gente quer estar mais perto da pessoa. É assim que acontece”.

            Por fim, Carlos concluiu a entrevista dizendo que foi atrevido. Atrevido por vir de malas prontas ao Brasil por amor a Iris. Seus familiares e amigos na Espanha não conseguiam acreditar na empreitada que ele estava prestes a fazer, mas ainda assim não conseguiram desanimá-lo. O amor falou mais alto. “Eles me falaram assim: ‘Ei, você vai para o Brasil? Você vai ter problemas sérios. Essa mulher vai tirar tudo de você. Vai pegar tudo o que você tem’. Eu vim para o Brasil e estava certo. Ela tirou tudo o que tinha. La pena, la angustia, a saudade, a solidão.”

            Nos despedimos, e ficamos com a possibilidade de encontrarmos e continuar a conversa talvez antes de outros 10 anos mais. Cabe uma vida inteira em uma década, e a vida é boa com alguém.

 

Para ouvir: Rubel, Anavitoria – Partilhar | Diana – Canção dos namorados | Mochi y Alexandra – Hasta el fin

 

A parede da casa de Carlos e Iris guardam recordações de Salamanca na Espanha e fotos do casal.
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Por: Teresa Vitória

Teresices – 3/12

Antes de tudo, aviso: esse texto pode conter alguns gatilhos. Não é pra te ferir, é pra abrir um diálogo necessário. Se algo aqui mexer contigo, procura apoio nas mulheres em que você confia. E pros homens que tão aqui: é sobre uma parte, se é maioria ou minoria… não sei, mas que existe, existe. E você pode não fazer parte dela.

Esse Teresices, no original, ia ser sobre outro tema. Afinal, meu papel aqui quase sempre é ser o alívio cômico de vocês. Mas, semana passada, fui atravessada por uma notícia que me paralisou. Fiquei uns bons minutos olhando pro celular, sem reação, em total estado de hiperfoco. Tanto que demorei mais de duas semanas pra conseguir terminar esse texto. A traição da Wizard Liz.

“Ai, Tere… sério? Mulher é traída todo dia, o que tem de tão diferente nisso?”
“O que isso tem a ver com subestimar homem?”
“E quem é essa tal de Wizard Liz que eu nunca nem ouvi falar?”

Calma, amiga. Vamos por partes.

Se você não sabe quem é a Wizard Liz e tem mais de 20, eu fico feliz por você. Sinal de que esse conteúdo não precisou te encontrar, significa que você pode ir atrás dele por vontade própria e prevenção, e não por necessidade ou estado de sobrevivência. E sim, sobrevivência é a palavra certa, porque é isso que define o que é ser mulher desde que o mundo é mundo.

Wizard Liz é uma influenciadora que faz vídeos pro nosso finado YouTube (RIP), mas você encontra vários cortes dela no TikTok. Ela tem mais de um milhão de inscritas e ajuda mulheres que passaram por alguma situação de abuso, seja ela física, sexual ou psicológica, mas ela também ajuda mulheres a sair dessa posição de vítima.

Ela vai te dizer verdades difíceis de engolir, mas acredita em mim, amiga, nessa cavala véia de 25 anos, você vai precisar engoli-las. A Liz sofreu abuso na infância, conviveu muitos anos com transtorno alimentar e outros traumas e, obviamente, depois de anos de ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PROFISSIONAL (muito importante ressaltar isso), hoje ela senta na frente de uma câmera, da forma mais simples possível, para promover esse diálogo e esse espaço de acolhimento para mulheres do mundo todo. E, durante anos, ela foi criando uma comunidade baseada em mulheres que PRECISARAM se escolher.

Ela sentava no chão da sua sala e cuspia verdades na nossa cara dizendo: “Olha tudo o que você passou, olha o que você é! Esse homem jamais aguentaria o que você aguentou”.

E era inevitável pensar: “O homem que tivesse essa mulher teria que ter culhão”.

E foi exatamente assim. Ela encontrou um. Um homem que calculou direitinho como ter ela. Estudou, mapeou cada passo e conseguiu. Eles ficaram noivos. E ele virou “o namorado da Wizard Liz”. Parece inofensivo? Pois é… mas, pra homem de ego frágil, estar nessa posição é um gatilho absurdo. Porque aí começa a surgir dentro dele uma necessidade de provar (nem que seja só pra ele mesmo) quem tá no controle da relação.

E aí, numa quinta qualquer, Liz solta um texto dizendo que estava grávida. Só ele sabia. E que, aos quatro meses de gestação (justo quando ela não podia mais abortar), foi traída.

E não, não é só sobre traição. É sobre padrão.
Eles não só pensam. Eles calculam.

O ex da Liz (porque aqui ele vai ser sempre só o ex da Liz) simplesmente fez o famoso baby trap. Engravidou ela e, no momento em que ela não tinha mais como voltar atrás, jogou a traição na cara dela. Uma forma cruel e baixa de tentar manter uma mulher ligada a ele para sempre, mesmo que ela termine.

E sim, esse pensamento tá dentro de uma parte dos homens. O raciocínio é mais ou menos esse: “Eu nunca vou ser suficiente pra essa mulher.” E, em vez de crescer, melhorar… o que eles fazem? Destroem. E não precisa nem ser uma humilhação pública. Muitas vezes, é só pra eles. Pro ego deles, Pros amigos deles. Pro travesseiro deles. E depois ainda fazem parecer que foi um deslize. Um erro de passe, como no futebol.

E é aí que a gente olha e pensa: “Se foi assim com Beyoncé, com Iza, com Gisele Bündchen, com Kylie Jenner… quem sou eu na fila do pão?”

Ninguém tá salva da insegurança masculina. E o mais doido? Muitas vezes, eles nem percebem que estão competindo com a própria mulher. Porque, no fundo, nem querem admitir que o que eles sentem é inveja.

Agora vou usar um exemplo real, a minha melhor amiga, Isabela, por quase 10 anos (e sim, ela autorizou me deixar expor, kk). A Isa sempre foi meu exemplo de mulher. Firme, livre, que nunca deitou pra homem nenhum. E eu pensava: “O homem que conquistar a Isa vai ter que ser MUITO homem”.

E rolou. Ela se apaixonou. E, de verdade, o relacionamento era aquele tipo que eu olhava e pensava: “Tá vendo? Amor bonito existe, sim”. Até que, também numa quinta qualquer, ela me busca em casa e, sentadas num restaurante de uma das avenidas mais movimentadas de Limeira (alô, terra da laranja!), ela me conta. Chorando. Que foi traída.

E eu chorei junto. Porque traição não é só a quebra do que você tem com o outro. É a quebra do que você tem com você mesma. E, mesmo que depois venha alguém incrível, que te ame do jeito certo, no fundo, no silêncio da noite, quando você estiver deitada no peito do homem que te protege, ao invés de te ferir, vai ter aquela voz chata sussurrando: “E se ele fizer igual ao outro?” “Por que naquela vez eu não fui suficiente?” “Não fui boa o bastante. Não fui magra o bastante. Não fui incrível o bastante”.

E, amiga, deixa eu te dizer a real: tu sempre foi suficiente. Sempre. O problema é que ele sabia que nunca seria suficiente pra você. E tem uma frase que eu repito como um mantra pra mim e pras minhas amigas quase todos os dias: “Esse homem te odeia, minha filha”.

Mas, numa situação dessa, nem é ódio. É inveja. De você, da sua luz, do jeito que você se mostra pro mundo! E aí faz sentido o motivo de tantas mulheres se apagarem em relacionamentos, porque o centro do mundo tem que ser ele. Não se anule por ninguém.

Às vezes, esses textos são lembretes pra mim também, viu?

Pra finalizar, com final feliz esse texto que não foi nada fácil de escrever: hoje, a Isabela tá feliz como nunca, plena, linda, vivendo sua melhor fase. E, logo mais, estaremos nós duas em Ibiza, curtindo a vida, sendo livres e brilhando (espero não me apaixonar até lá, porque eu gosto de sassaricar, vocês sabem, divas).

Mas o ex dela? Vai ser sempre só isso: o ex dela.
O da Liz? Também.
Homens pequenos, que nem nome merecem.

Já você tem nome, sobrenome, história, luz e potência.
E nenhum ego masculino (por maior que seja) é capaz de te esconder ou te apagar.

Com carinho,

Beijinhos da Tere.

(deixei um meme pro final pq senti que pesei o clima)

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Ouça:

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Por: Guilherme Xavier / Foto (créditos): Nate Billings

Na próxima quinta-feira (5), começam as Finais da NBA entre Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers. O primeiro jogo está marcado para as 21h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo Disney+. Esta será uma decisão inédita na história da liga.

De um lado, o Thunder chega como favorito, após fazer uma ótima campanha na temporada e nos playoffs. Do outro, os Pacers surpreenderam todo mundo e chegaram na final mesmo sem serem cotados entre os favoritos no começo do campeonato.

Favorito contra azarão

O Thunder confirmou durante toda a temporada que era um dos favoritos ao título. Com um time jovem, organizado e muito forte defensivamente, chega com méritos até aqui.

Já o Indiana Pacers vem como a grande surpresa. No começo da temporada, a chance do time chegar nas Finais era de apenas 4%. Mesmo assim, a equipe venceu adversários muito fortes e está na disputa pelo título.

Duelo dos armadores

O grande destaque dessa final é o confronto entre os armadores Shai Gilgeous-Alexander, do Thunder, e Tyrese Haliburton, dos Pacers. Os dois foram escolhidos para o All-NBA nesta temporada e são fundamentais para suas equipes.

Shai é mais focado na pontuação, sendo até o cestinha da temporada, enquanto Haliburton se destaca pelos passes e pela forma inteligente como controla o jogo.

Melhor ataque contra melhor defesa

Esse confronto também coloca frente a frente o segundo melhor ataque dos playoffs, que é do Indiana, contra a defesa mais eficiente da pós-temporada, que é do Thunder.

Os Pacers são muito fortes nas bolas de três, com 40% de acerto, mas terão dificuldades, já que o Thunder é o time que mais consegue atrapalhar os arremessos de três dos adversários.

Desafio para Haliburton

Nos últimos quatro jogos contra o Thunder, Haliburton teve muita dificuldade. A média dele foi de apenas 12 pontos por jogo, o que é seu pior desempenho contra qualquer time da liga.

Uma final para entrar na história

Se o Indiana conquistar o título, entrará para um grupo pequeno de campeões que superaram grandes probabilidades. Nas últimas quatro décadas, só dois times chegaram às finais com chances tão pequenas como as dos Pacers.

Por outro lado, se o Thunder confirmar o favoritismo, vai fechar a temporada com 84 vitórias, ficando atrás apenas dos lendários Chicago Bulls de 1995/96, que fizeram 87 vitórias no total.

Quando e onde assistir

O Jogo 1 entre Oklahoma City Thunder e Indiana Pacers acontece nesta quinta-feira (5), às 21h30, com transmissão ao vivo pelo Disney+.

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Por: Guilherme Xavier / Foto (créditos): Christian Alvarenga

Nesta quinta-feira, 29 de maio, o time de Porto Alegre enfrentará a equipe do Sportivo Luqueno, na Arena do Grêmio, em jogo válido pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Em jogo pouco decisivo para ambas as equipes, o time da casa poupará peças importantes.

Há preocupação para o confronto?

Após garantir matematicamente a classificação, o técnico Mano Menezes confirmou que utilizará uma escalação alternativa, mas destaca a importância de manter a seriedade e o foco na partida.

– Vamos analisar umas questões pontuais. Acho que temos mais do que uma questão para levar em consideração. Temos a de Villasanti também, que saiu bem desgastado. Mas não queremos abrir mão de dar um passinho à frente. Não podemos perder oportunidades. Teremos de avançar algumas questões que foram boas para ver se elas se mantêm – afirmou o técnico, após a vitória sobre o Bahia no domingo pelo Brasileirão.

Mudanças na equipe

Walter Kannemann

Depois de duas partidas na titularidade, o zagueiro de 34 anos deve ser poupado, cedendo lugar para Jemerson, que jogará ao lado de Wagner Leonardo. 

João Pedro

Sem poder contar com seu principal lateral-direito, e sem jogadores da posição para compor a vaga, o técnico gremista afirmou que usará o volante Ronald ou o zagueiro Gustavo Martins. 

Marlon

Por não ter sido inscrito na primeira fase da Copa Sul-Americana, o lateral-esquerdo também desfalca o tricolor, com Lucas Esteves assumindo o posto. 

Braithwaite

Visando o próximo jogo do Brasileirão contra o Juventude, e não desgastar um dos seus principais jogadores, Mano Menezes pode colocar Arezo no lugar do dinamarquês. 

Villasanti

Seguindo a mesma lógica do desfalque de Braithwaite, Villasanti também deverá deixar seu lugar na equipe titular gremista.

O Grêmio é o segundo colocado do grupo D, com nove pontos. O líder Godoy Cruz tem 11 pontos e enfrentará o Atlético Grau em sua casa, na Argentina. O andamento do grupo leva a crer que o Tricolor irá para os play-offs da Sul-Americana, onde espera um dos terceiros colocados da Copa Libertadores da América.

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