Revista Conexão RP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp Sun, 22 Dec 2024 05:29:25 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Revista Conexão RP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp 32 32 Revista Conexão RP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/2024/12/22/lana-davila-campanella Sun, 22 Dec 2024 04:14:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/?p=71
Profa. Lana D’ávila Campanella

“Quem constrói a vida de vocês, profissionalmente falando, são vocês mesmos e é aqui dentro”.

A professora Lana D’Ávila Campanella ingressou na UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen em 2009. Lana, que era professora da PUCRS e atuava em agência de Publicidade, havia concluído o doutorado no ano anterior. Graduada em Administração e em Relações Públicas, ao vir para Frederico, deixou os filhos em Porto Alegre.

Marcos Caldeira e Renata Baggio: O que te levou a escolher a área de Relações Públicas como formação?
Lana: Primeiro me graduei em Administração na PUC, em Porto Alegre, e a partir daí me apaixonei pela comunicação nas aulas de Marketing. Após a formação, ingressei em uma agência de publicidade e, no momento de decidir pela segunda graduação, analisei que não combinava com a parte de ser uma criativa, eu gosto de escrever, eu gosto de planejamento, analisar os bastidores do dia a dia. Logo, decidi pelas Relações Públicas e não me arrependo.

Marcos e Renata: Como foi sua trajetória profissional até chegar à UFSM?
Lana: Aos 17 anos tive minha carteira assinada, no escritório da Caixa Econômica Federal foi meu primeiro emprego. Depois eu entrei em uma agência, tinha um anúncio no jornal dizendo que estavam contratando estudantes do 5o semestre de Publicidade e Propaganda para fazer atendimento; eu era do 5o semestre de Administração. Entrei na maior cara de pau no processo na entrevista. Era perto da minha casa. Tivemos a primeira entrevista, a segunda e quando chegou próximo do final da seleção, o sócio da agência me olhou e disse “Espera um pouquinho, tu não faz PP, faz ADM” e começou a rir. Então pedi uma chance e me mantive na agência. Após essa passagem, fui sócia de outra agência de propaganda por 15 anos e abdiquei do posto quando vim para cá.

Marcos e Renata: O que representa para você, comemorar 15 anos do curso?
Lana: É um debut, não é? 15 anos não é a maioridade como o Jornalismo está fazendo junto com o 55BET Pro de Frederico Westphalen, porém é especial. Imagine que foram os primeiros docentes do curso de Jornalismo que decidiram que teria RP, não sei se vocês sabem disso. A gente sempre tem que agradecer a eles. Não vou dizer que parece que foi ontem, mas é muito satisfatório estar aqui, principalmente me perceber aqui; uma das coisas que me prende. Às vezes estou em Porto Alegre e assim, sinto saudades do trabalho, da relação com o alunado que eu gosto bastante, da sala de aula e dos projetos. Isso me envolve. É uma satisfação estar aqui nesses 15 anos e ainda estar por aqui, porque cheguei em setembro de 2009 e não saí mais.

Marcos e Renata: O que mais mudou no curso de Relações Públicas da UFSM FW ao longo dos anos?
Lana: No nosso curso houve uma renovação no currículo. Mudanças são normais e devem ser implementadas. Antes, nós éramos um curso de Relações Públicas com ênfase em multimídia; já era visionário por ser multimídia. Às vezes eu penso nisso; éramos visionários desde o início do curso em Frederico Westphalen, tendo ênfase em questões tecnológicas. E agora, de lá para cá, as IAs estão na agenda da mídia e do mercado. São coisas que vieram para ficar na universidade, principalmente na área de comunicação. Já que elas estão aí, precisarão ser incorporadas algumas questões básicas, analisando aqui o nosso currículo. Porque é um caminho sem volta e não vejo como uma coisa negativa.

Marcos e Renata: O que você espera para os próximos 15 anos do curso?
Lana: Eu não sei se eu vou estar aqui ainda, não é? Acho que eu já não vou estar, mas eu venho visitar. Eu espero que o curso se consolide em termos de estrutura curricular, que aumente a visibilidade, que a gente volte a ter turmas grandes. Outra questão importante é que poderíamos ter um mercado consolidado de Relações Públicas no sentido de ter mais relações-públicas trabalhando em Frederico Westphalen e região, até porque os acadêmicos das primeiras turmas – que em sua maioria eram daqui – já ingressaram no curso sabendo o que era a profissão.

Marcos e Renata: Para finalizar, que conselho você daria aos alunos e futuros profissionais de RP?
Lana: Para que aproveitem desde o começo da faculdade, desde o primeiro semestre; que vocês aproveitem as aulas, que não façam turismo nelas, que aproveitem realmente. A Universidade faz no limite do que ela pode para atender vocês; mas quem constrói a vida de vocês, profissionalmente falando, são vocês mesmos e aqui dentro, na Universidade, não quando forem para o mercado.

Texto e entrevista por Marcos Caldeira e Renata Baggio
Fotografia por Paulo Munhoz

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Revista Conexão RP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/2024/12/22/curso-de-relacoes-publicas-incentiva-e-prepara-para-atuacao-internacional Sun, 22 Dec 2024 03:34:48 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/?p=65

“Trabalhar em um contexto internacional é desafiador, especialmente na área de Relações Públicas, porque exige uma constante adaptação cultural e estratégica”, afirma Bruna Bonadeo, relações-públicas que, atualmente, atua com comunicação institucional para uma empresa sediada na Europa e nos Estados Unidos. 

Relações Públicas Bruna Bonadeo

Segundo ela, essa experiência traz um aprendizado valioso, como compreender as diferenças culturais e desenvolver uma comunicação personalizada para cada público. “A forma como nos comunicamos no Brasil é diferente da comunicação nos Estados Unidos ou na Europa. Desde o uso de aplicativos até o tom das mensagens, tudo varia de acordo com o local”, explica. Graduada também em Jornalismo pela UFSM FW, Bruna destaca que o curso de Relações Públicas foi fundamental para essa preparação. “A disciplina de Relações Públicas Internacionais, me mostrou que existia mercado para o RP lá fora e isso me fez ter vontade de buscar essa possibilidade. Acredito que essa disciplina foi fundamental para eu construir esse olhar internacional, mas o curso, como um todo, é completo e com um grupo docente inspirador, pois muitos deles já tiveram experiência acadêmicas em outros países e isso é enriquecedor para as disciplinas e para o nosso aprendizado”.

A profissional menciona os desafios de atuar em um mercado global, especialmente de forma remota. “Tudo é resolvido por reuniões on-line, e-mails e mensagens, o que pode ser eficiente, mas, em alguns momentos, o presencial ajudaria na agilidade das demandas, especialmente na produção de conteúdo”, comenta. Outro obstáculo é o idioma, porque é “preciso entender o que é aceitável e o que não é na comunicação em outro país; é um processo de aprendizagem constante”, afirma.

Apesar disso, Bruna acredita que atuar no mercado internacional é uma oportunidade enriquecedora e recomenda que futuros profissionais estejam preparados. “É essencial desenvolver habilidades como planejamento estratégico, sensibilidade cultural e, claro, domínio de idiomas. Também estar atento às tendências globais, como a sustentabilidade, e buscar formas inovadoras de implementar ações dentro das organizações”, enfatiza.

Ao refletir sobre os impactos de sua atuação, Bruna destaca a importância de manter uma postura ética e de criar conexões rigorosas. “Sempre digo: sejam bons colegas de trabalho, façam networking e entreguem o melhor de vocês. O mercado lembra de quem faz um bom trabalho, e as oportunidades aparecem quando menos esperamos”, concluí. Acadêmicas de RP participam de congresso na Colômbia

Julia Gonsalo e Julia Weber, acadêmicas do 4o semestre do curso de Relações Públicas da UFSM FW, participaram do IX Congresso Internacional de Comunicação Estratégica, realizado de 6 a 8 de novembro de 2024, na Faculdade de Comunicação, da Universidade de Medelín, Colômbia. 

Com o tema central “Inspirar para criar, criar para inspirar”, o evento tratou de comunicação disruptiva e seus efeitos no cenário atual, abordados por meio de mesas de debates e workshops. “Tivemos a oportunidade de participar a convite da professora Andréia Athaydes,do curso de Relações Públicas de Santa Maria, com destaque para o painel do Latin American Communication Monitor (LCM), um projeto de pesquisa do qual fazemos parte na Universidade”, explica Julia Weber. Julia Gonsalo avalia que participar deste congresso foi uma experiência incrível. “Além dos dias intensos de workshops e palestras, abordando diferentes perspectivas sobre comunicação disruptiva, estar hospedada na casa de uma estudante local permitiu uma imersão completa na cultura colombiana”, exemplifica. 

Segundo a acadêmica, o evento reuniu participantes de toda a América Latina e outros países, “o que me proporcionou trocas valiosas com pessoas que nunca imaginei conhecer. Saio desse encontro com novos aprendizados, conexões profissionais e amizades que levarei comigo, uma vivência que expande horizontes e reafirma o valor da comunicação”.

Do mesmo modo, a acadêmica Julia Weber, avalia que “participar deste evento foi uma experiência enriquecedora, marcada por um grande intercâmbio cultural e troca de conhecimentos. Tivemos a oportunidade de aprender sobre diversos aspectos da comunicação estratégica nas Relações Públicas”.

Texto escrito por Renata Baggio
Fotografia por Bruna Bonadeo

“RPI foi essencial para que eu enxergasse o mundo de uma maneira diferente”

Luciana Braatz, acadêmica do 8o semestre de Relações Públicas na UFSM FW, está em intercâmbio acadêmico no curso de Estudos de Mídia, da Universität Paderborn, Alemanha. Na entrevista realizada pela acadêmica de RP Ana Beatriz Mesquita de Moraes, Luciana nos conta sobre a experiência de viver e estudar fora do Brasil.

Acadêmica de Relações Públicas Luciana Braatz

Ana Beatriz: Como está sendo a experiência de fazer intercâmbio na Alemanha?
Luciana: A cultura e os valores das pessoas aqui são diferentes dos brasileiros, então a adaptação não é fácil. Mas, é claro, poder estar em um país diferente e ter a oportunidade de conhecer vários lugares é muito gratificante, e tenho certeza de que isso contribuirá para o meu crescimento pessoal e profissional. Nas aulas, precisamos ler os textos e apresentar nosso ponto de vista. A maior dificuldade está nos termos técnicos específicos de cada disciplina. No dia a dia, o que mais me desafia é o clima muito frio.

Ana Beatriz: Você acha que a disciplina de Relações Públicas Internacionais foi importante para entender as particularidades culturais e de comunicação?

Luciana: Com certeza, a disciplina de RPI foi essencial para que eu enxergasse o mundo de uma maneira diferente e começasse a sonhar com esse intercâmbio. A cada aula em que a professora falava sobre as possibilidades de fazer Relações Públicas no exterior e a importância de ter uma língua estrangeira no currículo, meus olhos brilhavam mais e eu entendia que esse sonho era possível.

Ana Beatriz: Quais são os maiores desafios do intercâmbio?
Luciana: Minha maior dificuldade é a língua. As aulas não são tão expositivas, então cada aluno precisa interagir durante a disciplina, o que se torna mais desafiador quando a língua é uma barreira. No âmbito cultural, percebo que as pessoas aqui são muito diretas em sua comunicação, o que pode ser um pouco intimidador.

Ana Beatriz: Que dicas você daria para outros estudantes de Relações Públicas que sonham com uma experiência internacional?
Luciana: O que nós, Relações Públicas, aprendemos nas disciplinas: planejamento. Com certeza, sem um bom planejamento, esse sonho não seria realidade hoje. A importância de se preparar financeira e psicologicamente faz toda a diferença na adaptação.

Ana Beatriz: Quais são os pontos positivos de fazer intercâmbio e como essa experiência está contribuindo para o seu desenvolvimento como profissional de RP?
Luciana: Sair da zona de conforto, desafiar-se e adaptar-se a uma nova cultura – no meu caso, dividir uma casa com outras pessoas –, nos torna cada vez mais Relações Públicas. Somos desafiados constantemente e é preciso ter paciência e refletir sobre cada experiência. Fazer um intercâmbio é um grande passo para o desenvolvimento pessoal. Morar fora nos faz enxergar o próprio país de uma forma diferente, assim como o lugar onde estamos. É sensacional, e por isso, não é fácil.

Entrevista por Ana Beatriz Mesquita
Fotografia por Luciana Braatz

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Trabalhar com questões de gênero não é confortável para ninguém, “pois exige questionar estruturas de poder enraizadas e desafiar privilégios estabelecidos”, afirma a professora Vera Martins, relações-públicas que tem se dedicado ao desenvolvimento de propostas pedagógicas e políticas voltadas para a equidade de gênero na Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen.

Profa. Vera Martins

Para ela, embora a faculdade ainda esteja em um estágio inicial nesse processo, sempre houve uma recepção positiva às ações propostas, o que evidencia um avanço importante dentro da instituição. Vera Martins também destaca a necessidade de o profissional de relações-públicas questionar as representações externas de gênero nas organizações. “É o teu olhar que precisa ir apontando. Olha, a gente está dizendo lá na missão, na visão e nos valores que nós temos diversidade e inclusão. Olha esse anúncio aqui, isso aqui. Está batendo ou não?”, reflete.

Vera enfatiza que, apesar dos desafios, é crucial que as organizações não apenas adotem políticas de inclusão de gênero, mas que as implementem de maneira prática e contínua. Para a professora do curso de Relações Públicas, “não é o nosso papel salvar o mundo nem as organizações. Então, a gente precisa saber que a nossa atuação tem um limite”. Ainda segundo a docente, é “preciso compreender o limite da minha atuação profissional, encontrar as brechas, ver as margens e aproveitar todas as oportunidades, mas não me auto-responsabilizar por algo que está atravessado por forças que são maiores do que as nossas”, conclui ao refletir sobre o papel dos profissionais na implementação de políticas de equidade de gênero.

A professora ressalta, ainda, a importância de as organizações aplicarem políticas de equidade de gênero de forma consistente em seus ambientes de trabalho. Para Vera, além de uma questão ética e de responsabilidade social, as políticas de inclusão de gênero têm um impacto direto na qualidade de vida no trabalho e, por consequência, no sucesso das empresas. “O assédio e a violência no ambiente corporativo afetam diretamente a saúde dos colaboradores. Quando uma pessoa sofre assédio, todos ao seu redor também são afetados”, alerta.

Segundo a professora Vera Martins, essas políticas não devem ser vistas como ações isoladas, mas como parte integrante do processo que leva ao sucesso da empresa no mercado. “Você precisa mostrar para os gestores que a implementação de políticas de inclusão vai impactar positivamente na performance da empresa, seja diretamente, por meio de produtividade, ou de maneira simbólica, como na construção de uma boa imagem e reputação no mercado”, enfatiza.

A docente destaca que é preciso estar capacitado, saber onde buscar informações e ser capaz de elaborar bons projetos de equidade de gênero que comprovem os benefícios dessas ações para a saúde organizacional e os resultados da empresa.

Texto escrito por Ana Valentina Binotto Ferreira, Luane Alvarenga e Millena Nery
Fotografia por Paulo Munhoz

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VERA MARTINS 
é professora da UFSM FW desde 2014; graduou-se em RP em 2003

“Os 15 Anos do nosso curso de Relações Públicas da UFSM Frederico Westphalen, é uma data de celebração, reflexão e esperança. Celebramos uma trajetória exitosa na formação de profissionais da Comunicação, que vem contribuindo com o desenvolvimento regional em diversas áreas de atuação. Celebramos o trabalho competente do corpo docente do curso, que cuja excelência na formação tem contribuído para a consolidação desta área e para a empregabilidade das e dos egressos. Celebramos ainda o fato de oferecermos uma educação diversa, inclusiva, gratuita e de qualidade, garantidas por uma instituição pública. Esta data é também propícia para um momento de reflexão. Somos chamadas(os) a exercitar um olhar cada vez mais complexo, abrangente e socialmente responsável. Somos desafiadas(os) a aprofundar a compreensão das esferas pública e privada, dos desafios individuais e coletivos nos quais nossa comunidade acadêmica está imersa. E, de modo muito especial, os 15 anos do nosso curso é um tempo de renovar as esperanças: no futuro da universidade pública, da Comunicação como um recurso indispensável para um mundo bom e justo para todas as pessoas, e nas Relações Públicas como conhecimento e habilidades para a transformação de pessoas e organizações”.

DAIANE SCHEID
  é professora da UFSM FW desde 2012; graduou-se em RP em 2004

“A história dos 15 anos do curso de RP é compartilhada e celebrada por muitas pessoas – internas e externas à Universidade – positivamente influenciadas pelas interações proporcionadas nesses anos. Destaco, como importante resultado desta trajetória, os profissionais neste curso (trans)formados. Eles são como uma onda que se propaga, pois seguem gerando movimento: nas organizações em que atuam e aprimoram as práticas comunicativas; como inspiração para futuros estudantes e profissionais; em suas famílias, pelo orgulho que evocam e pelas oportunidades encontradas. Esse é um efeito de longo prazo, uma onda que vai longe, pois a comunicação é essencial para a sociabilidade e tem sido uma demanda cada vez mais complexa, considerando o cenário tecnológico, social e ambiental. Nós, relações-públicas, seguimos com um imenso potencial, estratégico e coletivo. O momento nos convida a celebrar e perseverar!”.

RAFAEL FOLETTO 
é professor da UFSM FW desde 2015; graduou-se em RP em 2009

“A relevância do curso de Relações Públicas da UFSM FW é a transformação social. De fato, desenvolver um curso abrangente em termos de conteúdos e oportunidades de carreiras em uma região na qual essa área ainda não possuía muita visibilidade impactou significativamente na expansão do mercado de trabalho e na compreensão da importância da comunicação para o desenvolvimento das organizações. Essa mudança social também se reflete na contribuição dos conhecimentos e experiências dos diversos discentes que participaram do curso nesses 15 anos, pois essa pluralidade de perspectivas ajuda a perceber que a transformação ocorre por meio do diálogo, do engajamento com a universidade pública e da busca constante em compreender e auxiliar nas demandas da comunidade e da região”.

PATRÍCIA MILANO PÉRSIGO
 é professora da UFSM FW desde 2012; graduou-se em RP em 2003

“Fazer parte da história do curso de Relações Públicas da UFSM, 55BET Pro de Frederico Westphalen, é muito significativo para mim. Não só pelos 15 anos decorridos, mas pela felicidade de testemunhar, todos os dias, a sua evolução. São transformações na área das relações públicas, atualizações de suas práticas, incorporação de ferramentas e, sobretudo, um impacto significativo na vida de todos aqueles e aquelas que por aqui passam e/ou são tocados por nossas atividades. Fica, cada dia mais concreta, a consolidação da comunicação organizacional como resultado da presença deste curso em Frederico Westphalen e região”.

JONES MACHADO 
é professor da UFSM FW desde 2016; graduou-se em RP em 2010

“Nestes 15 anos do Curso de Relações Públicas na UFSM em Frederico Westphalen buscamos formar profissionais capacitados não apenas para informar, mas aptos a estabelecerem relações e vínculos com o objetivo de transformar vidas e contextos a partir da comunicação. Nesse sentido, acompanhar o desenvolvimento regional do Noroeste do RS e o processo de formação dos estudantes que passam por aqui evidenciam o papel essencial da Educação na comunidade. Do mesmo modo, a convivência com cada um dos alunos que vêm de todas as partes do país – de diferentes culturas e realidades – enriquecem a experiência da docência assim como da população local, seja a partir da diversidade de ideias e experiências compartilhadas seja pela presença da universidade por meio de projetos de extensão em escolas e ONGs. Desejo continuar acompanhando – do ingresso a formatura – as trajetórias vitoriosas dos nossos egressos, que seguirão aplicando o conhecimento e impactando a sociedade”.

LANA D’AVILA CAMPANELLA
 é professora da UFSM FW desde 2009; graduou-se em RP em 1998

“Os 15 anos do curso de RP celebram o pioneirismo da atividade na região do Médio Alto Uruguai, e o protagonismo junto à comunidade através de atividades de ensino, pesquisa e extensão. A receptividade das empresas de Frederico Westphalen na oferta de vagas de estágio e de trabalho é uma realidade desde o início do curso, o que revela a notoriedade que atribuem à atividade. Por sua natureza estratégica e de gestão da comunicação, as Relações Públicas são imprescindíveis para a sobrevivência das organizações. Somos o oxigênio das organizações, trabalhando com boas práticas administrativas, mediadoras e políticas na díade: organizações X públicos”.

FABIANA DA COSTA PEREIRA 
é professora da UFSM FW desde 2023; graduou-se em RP em 1998

“A área de relações públicas é, cada vez mais, imprescindível para as organizações, sejam públicas ou privadas, tendo em vista que os relacionamentos com os públicos, premissa da profissão, se faz elemento chave no posicionamento das empresas no mercado e das instituições e celebridades na sociedade. E é com o olhar para pensar estratégias que alcancem relações fortes e duradouras, entre organizações e públicos, que o corpo docente se pauta para conduzir o aprendizado aos acadêmicos que escolhem o curso de Relações Públicas da UFSM de Frederico Westphalen. Para isso, ao longo dos seus 15 anos, vem proporcionando a atuação dos alunos, de forma prática, na comunidade local e regional, por meio de assessorias, projetos de extensão e estágios. Comemorar 15 anos do curso de Relações Públicas é comemorar um legado de bons profissionais que hoje atuam no mercado, marcando a presença forte e importante da UFSM na região do Médio Alto Uruguai”.

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Revista Conexão RP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/2024/12/21/gestao-de-crise-na-formacao-do-rp Sun, 22 Dec 2024 02:50:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/?p=50

Curso de Relações Públicas: Bacharelado da UFSM 55BET Pro Frederico Westphalen é um dos poucos no Brasil a ofertar em disciplina específica o conhecimento em Gestão de Crise, demonstrando a relevância dessa temática, alinhando a formação profissional às competências demandadas pelo mercado contemporâneo. Para o professor Jones Machado, especialista na área de Gestão de Crise, a comunicação deve ser transparente, clara e assertiva, assegurando que as informações repassadas sejam verdadeiras e corretamente direcionadas para a imprensa, o que é vital para a manutenção da confiança e da credibilidade com os públicos.

O professor afirma que os profissionais de Relações-públicas são os mais qualificados para garantir que a gestão da comunicação ocorra de maneira eficaz. Para evitar ruídos comunicacionais durante uma crise, é fundamental contar com esses especialistas, para gerenciar a situação com competência. A gestão de crise é uma habilidade vital para as Relações Públicas, pois ajuda a proteger e fortalecer a reputação de uma organização diante de situações adversas.

GESTORES PRECISAM ANTECIPAR-SE ÀS CRISES

Incorporada ao currículo do curso de Relações Públicas da UFSM FW em 2016, a disciplina de Gestão de crise consolidou-se como uma competência essencial para a formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios do mercado. “Ainda temos um longo caminho a percorrer, especialmente no que diz respeito à conscientização de gestores sobre a importância de um plano de contingência e da antecipação de crises”, pondera o professor Jones Machado, mencionando que muitos gestores ainda acreditam que crises não os afetarão.

Outro fator importante nesse contexto, é o media training na preparação de profissionais e porta-vozes para lidar com a imprensa durante crises. O professor destaca que o treinamento contínuo é essencial, mesmo para profissionais que já possuem experiência. “Media training é uma peça-chave para evitar a disseminação de informações equivocadas e garantir que a comunicação seja feita de forma clara e transparente”, ressalta Machado.

GESTÃO DE RISCOS

Durante entrevista realizada na disciplina de Relacionamento com a Mídia, o professor Jones Machado destacou que o primeiro passo para proteger uma organização contra crises é a implementação de uma gestão de risco eficaz. “Mapear os riscos é fundamental, assim como estabelecer um gabinete de crise que atue antes, durante e depois dos eventos críticos,” afirmou. Segundo ele, os erros mais comuns que levam ao agravamento de uma situação são: a crença de que eles nunca acontecerão, a falta de mapeamento de riscos, o relacionamento deficitário com a imprensa, a ausência de canais de comunicação abertos e, sobretudo,a inexistência de um plano de contingência.

GESTÃO DE CRISE COMO CAMPO DE TRABALHO E DE PESQUISA

Apesar das frequentes crises que ocorrem nas empresas diariamente, há uma escassez de pesquisas mais aprofundadas na área, o que, ao mesmo tempo, gera várias oportunidades de trabalho. Para o professor do curso de Relações Públicas, os futuros profissionais que desejam se inserir nessa área das Relações Públicas devem se especializar, consumir conteúdos relacionados ao ramo de trabalho e procurar vagas compatíveis.

OBCC

Entre os projetos vinculados ao curso de Relações Públicas da UFSM FW, o Observatório de Comunicação de Crise (OBCC) é uma ferramenta fundamental para a análise e monitoramento de crises. Lançado pela UFSM, o Observatório acompanha o desenvolvimento de crises envolvendo empresas, marcas, ONGs, governos e outras instituições, oferecendo uma visão crítica e técnica sobre a gestão dessas situações. Além de seu caráter educativo, o OBCC atua como uma ponte entre a academia e o mercado, disponibilizando dados sobre crises que afetam tanto o setor público quanto o privado. O projeto contribui para a pesquisa e a construção de conhecimento, consolidando a UFSM como uma referência no estudo e prática da comunicação de crise.

Texto escrito por Djenabu Sané, Júlia Weber, Milena Nery e Aline Iora
Fotografia por Marcos Castro

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Revista Conexão RP-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/2024/12/21/empreendedorismo-em-rp-comportamento-e-processos-inovadores-sao-essenciais Sun, 22 Dec 2024 02:28:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/conexao-rp/?p=44

Um dos maiores desafios ao empreender na comunicação é a mudança cultural, que exige que os profissionais valorizem suas habilidades e sejam capazes de transformar projetos em realidade. “Empreender é fazer acontecer, e isso significa acreditar no projeto, no processo, e estar atento às mudanças rápidas”, afirmou Fabiana da Costa Pereira, professora do curso de Relações Públicas: Bacharelado da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 55BET Pro de Frederico Westphalen. Fabiana acrescenta que também é importante um planejamento estratégico bem feito e a agilidade necessária para enfrentar os desafios do mercado. 

Profa. Fabiana da Costa Pereira

Entrevistada por acadêmicos da disciplina de Relacionamento com a Mídia, do curso de RP, Fabiana ressaltou a importância de relacionamentos de longo prazo e a qualidade das ações para construir uma imagem sólida no empreendedorismo. “A reputação se constrói a partir de relacionamentos duradouros, e o público deve ser visto como parceiro”, afirma. Para a relações-públicas, o empreendedorismo não se limita à criação de negócios. Ele é uma cultura que se aplica tanto ao indivíduo quanto ao coletivo. “Empreender é seguir em frente, seja no seu próprio projeto ou no de outra pessoa, sempre buscando soluções para problemas reais”, acrescenta. Além disso, há o empreendedorismo coletivo como uma ferramenta de transformação social, já que esse tipo de iniciativa vai além do lucro, usando habilidades estratégicas para melhorar realidades, especialmente em comunidades. Ao ser questionada sobre como os profissionais de RP podem enfrentar o mercado competitivo, Fabiana destacou que o segredo está na inovação de comportamentos e processos. “Não precisamos de grandes inovações. Às vezes, o diferencial está em como fazemos as coisas, na atenção aos detalhes e na qualidade, às vezes a inovação pode ser no comportamento e no relacionamento”, explica. O curso de Relações Públicas da UFSM FW prepara não só para o mercado, mas também incentiva os estudantes a pensarem de maneira empreendedora, explorando todas as áreas de conhecimento e utilizando o aprendizado para criar oportunidades.

EMPREENDER É MAIS DO QUE ABRIR UM NEGÓCIO

Empreendedorismo é uma disciplina ofertada no 7o semestre do curso de Relações Públicas da UFSM FW. A professora Fabiana Pereira destaca que, no contexto das Relações Públicas, empreender vai além da criação de um negócio; trata-se de um comportamento, uma mentalidade que envolve identificar oportunidades, usar do planejamento e valorizar as habilidades. A docente destaca o potencial das Relações Públicas em se adaptar às diferentes áreas, como Tecnologia da Informação, Economia e Turismo, em que aponta a capacidade da profissão de compreender o todo e construir parcerias estratégicas para impulsionar novos empreendimentos. Fabiana enfatiza que o empreendedorismo tem que ser entendido como um processo, para pensar no todo, planejar e apresentar todas as potencialidades. O público deve ser visto como um parceiro essencial, com o desenvolvimento de uma parceria construída com base na confiança e na entrega de qualidade.

OBSERVAR É APRENDER A EMPREENDER

A professora Fabiana Pereira destaca também que o profissional de Relações-públicas está capacitado para atuar em ambientes empreendedores, pois possui habilidades para identificar oportunidades por meio da observação de cenários e planejamento estratégico. “O profissional de Relações-públicas é completo para atuar nesse setor, seja como empreendedor ou colaborador”. Além disso, para construir uma imagem sólida no mercado, Fabiana listou passos essenciais para empreendedores, destacando que “relacionamento e qualidade são a base de tudo”. Observar atentamente os negócios de sucesso para aprender sobre suas práticas e estratégias também consolida-se como uma forma de aprendizado empreendedor.

RP PARCEIRO DA GESTÃO

Com um currículo alinhado às demandas do mercado de trabalho e buscando formar profissionais preparados para criar soluções em diferentes setores, lidar com mudanças e os desafios da economia, o empreendedorismo é um dos pilares principais nesse cenário. Fabiana Pereira reforça o papel essencial das relações públicas para o empreendedor, visto que esse profissional auxilia a criar e manter o relacionamento com diversos públicos, a desenvolver estratégias na área da comunicação e a gerenciar a imagem da empresa. Além disso, colabora na criação e manutenção do posicionamento da marca do empreendedor, na administração da reputação da empresa no ambiente virtual, interagindo com o público e produzindo estratégias de marketing digital de acordo com os objetivos do negócio. Dessa forma, o RP atua como um parceiro estratégico primordial do empreendedor, gerenciando a comunicação, o crescimento da marca e a consolidação e expansão no mercado.

Dicas sobre o tema

Livros
Empreendedorismo: transformando ideias em negócios, de José Dornelas
Introdução ao Empreendedorismo: desenvolvendo habilidades para fazer acontecer, de José Dornelas

Sites
www.projetodraft.com
www.josedornelas.com.br
sebrae.com.br/sites/PortalSebrae

Podcast
Rádio Draft, no Spotify

Documentário
“Quem se importa?” é um longa metragem, de 2013 (lançado em março de 2014), sobre empreendedorismo social, de 93 minutos e foi filmado em 7 países diferentes: Brasil, Peru, USA, Canadá, Tanzânia, Suiça e Alemanha. Um total de 20 locações em apenas 40 dias, com todas as dificuldades de união das agendas dos nossos entrevistados. O filme também conta com várias animações, além das cenas gravadas em três idiomas diferentes (Português, Inglês e Espanhol). Narração de Rodrigo Santoro, Direção de Mara Mourão e produção de Mamo filmes e Grifa filmes.

www.quemseimporta.com.br
www.youtube.com/watch?v=P8j67-yR37I

Texto escrito por Júlia Gonsalo de Carvalho, Sabrina Santana Lins, Luane Alvarenga e Marina Monteiro dos Santos
Fotografia por Carolina Sônego

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