{"id":320,"date":"2024-10-31T13:52:39","date_gmt":"2024-10-31T16:52:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=320"},"modified":"2024-12-04T20:27:19","modified_gmt":"2024-12-04T23:27:19","slug":"sabores-que-unem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2024\/10\/31\/sabores-que-unem","title":{"rendered":"Sabores que unem"},"content":{"rendered":"\t\t
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Uma viagem pelos pratos, gostos e afetos da culin\u00e1ria latino-americana.<\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>

Texto e Fotografia:\u00a0<\/span>Bruna Einecke.<\/span><\/span><\/p>

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\u00c9 meio dia e o cheirinho de comida est\u00e1 no ar. O arroz sendo refogado com alho e cebola d\u00e1 um toque especial. O barulho da panela de press\u00e3o avisa que o feij\u00e3o est\u00e1 quase pronto. Os pratos est\u00e3o sendo postos \u00e0 mesa e voc\u00ea quase pode sentir o gostinho do que te espera assim que se sentar para comer. \u00c9 hora de hacer una pausa<\/em> na correria para fazer uma das coisas mais importantes da vida: comer.<\/span><\/p>

Um almo\u00e7o em casa \u00e9 uma das lembran\u00e7as mais carinhosas que temos com nossos familiares. E o entorno da mesa \u00e9 um lugar \u00fanico para isso. \u00c9 um espa\u00e7o de liga\u00e7\u00e3o e afeto entre as pessoas. Quem n\u00e3o tem ao menos uma hist\u00f3ria de almo\u00e7o de domingo presa na mem\u00f3ria? Aquele anivers\u00e1rio especial ou Natal comemorado com pessoas que se ama? Mais do que ingerir nutrientes e vitaminas, comer juntos \u00e9 um ato afetivo, que transmite costumes, tradi\u00e7\u00f5es e expressa nosso carinho pelo outro.<\/span><\/p>

Nos pa\u00edses latino-americanos isso \u00e9 muito vis\u00edvel, pois \u00e9 em volta da mesa que recebemos todos em nossas casas. Adriana Gamboa, natural da Venezuela e professora visitante da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, comenta uma experi\u00eancia de quando viveu longe de seu pa\u00eds. \u201cQuando morei no Canad\u00e1, me lembro que um amigo venezuelano foi para minha casa e eu preparei um arroz. Eu s\u00f3 tinha o aj\u00ed dulce<\/em> [um tipo de piment\u00e3o] para p\u00f4r ralado em cima. Quando ele comeu, perguntou \u2018o que tem no arroz?\u2019 e eu respondi \u2018aj\u00ed dulce<\/em>\u2019. Ele falou, na hora, que era por isso que estava t\u00e3o delicioso\u2026 \u00c9 um sabor, uma lembran\u00e7a da terra que n\u00e3o h\u00e1 em nenhuma parte do mundo\u201d, conta ela.<\/span><\/p>

Em nosso continente, a cozinha faz parte do cerne da casa. \u00c9 nela que passamos a maior parte dos momentos em fam\u00edlia. L\u00e1, n\u00e3o estamos apenas cozinhando, estamos criando v\u00ednculos e produzindo mem\u00f3rias.<\/span><\/p>

A psic\u00f3loga Mariana David, co-criadora do projeto Cozinha como experi\u00eancia, destaca a import\u00e2ncia de comermos juntos, em volta da mesa. \u201cO entorno da mesa \u00e9 um lugar privilegiado para as fam\u00edlias. Trocarem, se conhecerem\u2026 O quanto a gente perdeu isso por conta da tecnologia, de comer na frente da televis\u00e3o, quanto n\u00e3o se privilegia mais um lugar do estar junto no entorno da mesa\u201d, explica. Para ela, h\u00e1 a necessidade de se priorizar esse aspecto cultural latino-americano para a constru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os mais s\u00f3lidos entre as fam\u00edlias.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Cozinha afetiva<\/span><\/strong><\/h3>

A culin\u00e1ria, no dicion\u00e1rio de Oxford, est\u00e1 destacada como um conjunto de pratos, especialidades de uma localidade, regi\u00e3o ou pa\u00eds. Por\u00e9m, muito mais que apenas isso, a culin\u00e1ria tem o poder de tocar a alma de quem est\u00e1 comendo, trazer lembran\u00e7as de momentos passados, compartilhar e trocar viv\u00eancias entre as pessoas.<\/span><\/p>

Izabelly Albornoz, estudante de Geologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e filha de Cl\u00e1udio, chileno, fala da mescla cultural da sua fam\u00edlia. \u201cSempre que a gente se junta, cada um prepara um prato\u2026 um prato brasileiro, um prato chileno. A gente j\u00e1 levou espeto, porque l\u00e1 a gente n\u00e3o encontra espeto para churrasco. O pai j\u00e1 fez uma churrasqueira l\u00e1 tamb\u00e9m. Nossa fam\u00edlia \u00e9 bem misturada\u201d.<\/span><\/p>

A realidade de Izabelly \u00e9, tamb\u00e9m, a de muitos outros latino-americanos. Nosso continente \u00e9 o resultado da uni\u00e3o de diversas culturas que perdura at\u00e9 os dias atuais. Por isso, \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil notar as semelhan\u00e7as que existem entre n\u00f3s. Na culin\u00e1ria, contudo, essa similaridade fica mais percept\u00edvel. Ingredientes como milho, aipim, abacate, feij\u00e3o, est\u00e3o constantemente presentes em nossas refei\u00e7\u00f5es, mesmo que utilizados de formas diferentes.<\/span><\/p>

No Brasil, por exemplo, temos o costume de tomar a vitamina de abacate adocicada. Em outros pa\u00edses latinos, ele \u00e9 consumido salgado, como a guacamole, que \u00e9 t\u00edpica do M\u00e9xico. Cl\u00e1udio Albornoz, que reside no Brasil h\u00e1 35 anos, conta que em seu pa\u00eds natal, geralmente se come abacate com p\u00e3o e que nossa vitamina, n\u00e3o existe l\u00e1.<\/span><\/p>

Mesmo que rica nas diferen\u00e7as, \u00e9 isso que torna nossa culin\u00e1ria t\u00e3o especial. Com os mesmos ingredientes se pode preparar mil e um pratos, com temperos, modos de preparo e jeitos de serem servidos, diversos.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Culin\u00e1ria \u00e9 pol\u00edtica<\/span><\/strong><\/h3>

O continente latino-americano \u00e9 composto por mais de 669 milh\u00f5es de pessoas com diferentes costumes, tradi\u00e7\u00f5es e formas de ver a vida. E isso reflete diretamente na nossa alimenta\u00e7\u00e3o. Assim como a rela\u00e7\u00e3o afetiva e cultural, o alimentar-se tamb\u00e9m \u00e9 pol\u00edtico. Escolher ir a uma feira de frutas e verduras, ao inv\u00e9s de comprar no supermercado, \u00e9 uma das escolhas que destaca essa caracter\u00edstica da culin\u00e1ria. Deixar de consumir produtos de origem animal, tamb\u00e9m.<\/span><\/p>

Telmo Pal\u00e1cios \u00e9 natural da Nicar\u00e1gua, cozinheiro e propriet\u00e1rio do restaurante de comida vegana Los Pofi<\/em>, em Santa Maria (RS). Ele diz que a escolha pela alimenta\u00e7\u00e3o vegana se deu por uma quest\u00e3o de afetividade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e a defesa dos animais. \u201cO veganismo elevou meu estado de esp\u00edrito, de consci\u00eancia, de entendimento de humanidade\u201d, diz ele.<\/span><\/p>

Por mais que seja uma filosofia antiga, o veganismo ainda encontra dificuldades para adentrar na mesa e nos pratos das fam\u00edlias latino-americanas. Telmo entende essa dificuldade de se aderir ao veganismo e tenta encontrar alternativas em seu restaurante. \u201cH\u00e1 comidas que s\u00e3o naturalmente veganas\u201d, explica ele. O Gallo Pinto<\/em>, um dos pratos preparados no restaurante Los Pofi<\/em>, \u00e9 um exemplo disso. \u00c9 um prato t\u00edpico da Nicar\u00e1gua e outros pa\u00edses da regi\u00e3o, que leva como base apenas arroz, feij\u00e3o, alho, tomate, cebola e piment\u00e3o. \u201cArroz e feij\u00e3o \u00e9 um prato universal. O que modifica s\u00e3o os acr\u00e9scimos culin\u00e1rios que voc\u00ea faz a cada prato\u201d, conta.<\/span><\/p>

Telmo chegou no Brasil aos 18 anos de idade. Aqui encontrou o rumo da culin\u00e1ria e, consequentemente, do veganismo. Para ele, a quest\u00e3o pol\u00edtica da culin\u00e1ria ultrapassa o afeto. Por mais que possa amar uma receita, sua consci\u00eancia da viv\u00eancia de um todo, n\u00e3o somente visando n\u00f3s, seres humanos, supera esses valores antigos. A culin\u00e1ria foi um acidente de percurso mas, em suas palavras, um bonito acidente. A vida poderia ter lhe colocado em qualquer outro ramo, mas o colocou entre as panelas, as colheres e o fog\u00e3o.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Heran\u00e7a gastron\u00f4mica<\/span><\/strong><\/h3>

Apesar de ser dif\u00edcil resumir a gastronomia latino-americana a um \u00fanico prato ou ingrediente, n\u00e3o h\u00e1 como negar a forte heran\u00e7a cultural dos povos ind\u00edgenas por todos os pa\u00edses latino-americanos. Os pratos que sobreviveram at\u00e9 a atualidade ganharam releituras e sofreram altera\u00e7\u00f5es, mas ainda se mant\u00eam presentes em nossa cultura.<\/span><\/p>

Na Am\u00e9rica Latina, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00e9 de cerca de 45 milh\u00f5es de pessoas, o que representa 8,3% da popula\u00e7\u00e3o total do continente. Ainda assim, a heran\u00e7a cultural dos povos origin\u00e1rios continua muito presente. Comidas t\u00edpicas do Brasil como a pamonha e o cuscuz, e tamb\u00e9m o nosso conhecido chimarr\u00e3o, tem origem ind\u00edgena e exemplificam a hist\u00f3ria da mescla cultural que h\u00e1 em todo territ\u00f3rio latino-americano.<\/span><\/p>

Mariana David explica essa liga\u00e7\u00e3o afetiva e cultural. \u201cVoc\u00ea contar dos costumes daquela cultura. O que \u00e9, como se faz um determinado prato. Como \u00e9 feita determinada receita. Isso tem a ver com contar uma hist\u00f3ria de onde se vem\u201d, comenta ela.<\/span><\/p>

O pa\u00eds vizinho, Paraguai, \u00e9 um exemplo de lugar onde a heran\u00e7a cultural destes povos ainda persiste. O Guarani, l\u00edngua de um dos povos origin\u00e1rios da regi\u00e3o, \u00e9 um dos idiomas oficiais do pa\u00eds desde 1992. E a culin\u00e1ria ind\u00edgena tem forte impacto at\u00e9 os dias atuais; pratos como a chipa<\/em>, a sopa paraguaia e o mbej\u00fa<\/em> s\u00e3o s\u00edmbolos nacionais.<\/span><\/p>

Oscar Torres, paraguaio que reside no Brasil h\u00e1 mais de vinte anos, faz comidas t\u00edpicas para lembrar da inf\u00e2ncia, e, de certa forma, mostrar aspectos da sua cultura original a outras pessoas. \u201cQuando voc\u00ea est\u00e1 fazendo comida, voc\u00ea est\u00e1 mostrando cultura e interagindo com outras pessoas. Eu, quando fa\u00e7o, convido outras pessoas para conhecer\u201d, comenta. Para ele, cozinhar \u00e9 colocar seus afetos na comida, seja para lembrar o passado, das comidas que sua m\u00e3e fazia ou mostrar costumes e manter vivas tradi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>

A Am\u00e9rica Latina \u00e9 um continente grande. N\u00e3o h\u00e1, ent\u00e3o, um s\u00f3 modo latino-americano de ser. E n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica resposta para o que nos congrega nesse lugar. A culin\u00e1ria, no entanto, \u00e9 o que chega mais perto de ser uma resposta. O que nos torna n\u00f3s, s\u00e3o, justamente, as diferen\u00e7as. Parafraseando o escritor Mia Couto, cozinhar \u00e9 um modo de acolher os outros. E n\u00e3o h\u00e1 nada mais latino-americano que acolher por meio da comida. Em nossas casas tudo gira em torno da cozinha. \u00c9 na cozinha que recebemos, que agregamos algu\u00e9m \u00e0 fam\u00edlia, que criamos conex\u00f5es, que produzimos afetos, que acolhemos. N\u00e3o h\u00e1 como falar de uma fam\u00edlia latino-americana, sem falar da cozinha. Aqui, n\u00f3s n\u00e3o apenas convidamos para comer. Convidamos para comermos juntos. \u00a0 O<\/span><\/p>

Florian\u00f3polis, SC, <\/span>Frederico Westphalen, RS, <\/span>Santa Maria, RS e <\/span>S\u00e3o Paulo, SP<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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