Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt Revista Wed, 08 Sep 2021 14:35:44 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt 32 32 Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2019/07/16/uso-de-animais-na-ciencia Tue, 16 Jul 2019 16:37:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=2856 Os direitos e os benefícios são considerados pelos pesquisadores

É possível fazer ciência sem uso de animais? Sempre que possível, as experiências devem ser gravadas em animais vivos por materiais sem sensibilidade, como cultura de tecidos e modelos em computador, por exemplo. Além disso, deve ser utilizado o menos invasivo para então fazer o número de animais ao máximo. Seguir estes procedimentos está de acordo com o Princípio Humanitário da Experimentação Animal, conhecido como 3Rs: Substituição, Refino e Redução (em inglês, substituição, refinamento e redução).

O Comitê de Ética em Uso de Animais (UEMA) da UFSM considera que os métodos não são adequados para o uso de métodos substitutivos costumam ser flexíveis. Palavras-chave: Clínica Veterinária e Zootecnia.

O biólogo Róber Bachinski foi o primeiro brasileiro a se formar sem realizar testes em animais. Quando os propositados foram os meios para a sua avaliação, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram intransigentes. Ele precisou entrar com um processo judicial para defender seu direito de não fazer algo contra sua consciência e valores. “Muitos membros da Faculdade de Biologia passaram a mim, minha orientação foi uma única que me apoiou”, conta Róber.

Ele fez mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (Rio de Janeiro) e buscou metodologias para substituir o uso de animais nos testes toxicológicos. Em seu doutorado, na Universidade Federal Fluminense com especialização em Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, trabalhou com um sistema chamado mini-cérebros, que são órgãos em menor escala construídos em laboratório a partir de células tronco pluripotente induzidas. A técnica consiste em transformar uma célula adulta em imatura novamente, para que ela tenha uma capacidade de se transformar em qualquer outra célula do corpo humano. Nesse caso, elas são induzidas a se transformarem em células do sistema nervoso central. O propósito é utilizar os mini-cérebros em combinação com outros mini-órgãos para testar os químicos.

Em 2015, após a conclusão do doutorado, foi criada a subsidiária junto ao Instituto 1R – Instituto de Pesquisa e Pesquisa para a Substituição da Percepção Animal do qual é diretor atualmente. A partir do momento em que é exigida a aplicação de uma estratégia de objeção de consciência e as práticas de aula em quase todas as disciplinas, a prática de aulas técnicas de técnica elétrica passou a ser uma tarefa limitada.

Ética e direito animal

Um vice-presidente da Comissão de Proteção e Proteção de Direitos dos Animais da OAB, Subseção Santa Maria, Waleska Mendes Cardoso, que é um comitê de ética de uma forma muito técnica e com base na legalidade, além de seguir o paradigma de que podem usar os animais. Para obter a mesma coordenação de uma professora doutora Nina Trícia Disconzi Rodrigues, o Grupo de Pesquisa em Animais da UFSM, os exames devem ser utilizados e fazer uso de métodos alternativos. Ela é um crime que ataca os animais quando existe um método e é uma ciência que evolui antes da ética. As normas serão os mesmos a viver, a ética nos ajuda a lidar com as coisas que podem surgir em relação a elas. Para o doutorado em Filosofia pela UFSM, Gabriel Garmendia, animais não são capazes de sofrer e existem avaliações sobre isso. “A ética dos comitês é um pouco distinta, porque não tem uma idéia universal e sim é que é contextualizadamente aceitável”, pontua.

O professor de Bioquímica e o coordenador do Comitê de Ética da UFSM, Denis Rosemberg, têm o hábito de fazer os anos que os são mais preocupados com o bem-estar animal. Para fins de consumo, como é possível, mas não use os mesmos, argumenta-se. Além disso, destaca que os novos fármacos devem obrigatoriamente passar por testículos em animais antes de chegarem ao mercado.

Para deixarmos de lado uma ideia de que os animais são brutos, que não têm noção de tempo e nem de sentido psicológico, Gabriel Garmendia defende que deve haver mais incentivo à pesquisa focada no comportamento dos animais. “Hoje em dia, por exemplo, que os elefantes têm uma relação com os ossadas, assim como o ser humano, a realização de bons hábitos e visitas e amigos que falecem”, destaca Garmendia. Ele é o tipo de pessoa física que mais se apresenta como forma de bizarrice ou comicidade, o que representa o modo como somos educados em relação aos animais.

Waleska Cardoso também chamou a educação como uma forma de mudar a atual. Entretanto, o grupo de pesquisa que trabalha o direito animal na UFSM não tem obtido recursos para financiar, por exemplo, a impressão de cartilhas produzidas por pedagogos que são distribuídas em escolas. Desde 2017, o grupo tem feito eventos como discussão de filmes e workshops de comida vegana. Para Waleska, há potencial e possibilidades de criação de mais vantajosa alternativa, mas há apoio institucional e interesse dos pesquisadores. “Essa ideia de fazer a ciência com um meio só é anticientífica”, enfatiza. Além disso, a legislação sobre direito animal, avalia Waleska, está sempre ameaçada.

Garmendia fala that other empecilho to ahead in the debate of the economic time: they must a phishing global to now. Seja do ponto de vista da biologia, da ética ou do direito, ainda há muito a ser discutido sobre o uso de animais em pesquisas. A partir do momento em que os homens passaram a falar sobre os animais como os de direito, é melhor falar com ética.

OLHO OU BOX

O Instituto de Promoção e Pesquisa para a Substituição da Alimentação Animal é governamental e sem fins lucrativos, de caráter educativo e científico. Tem desenvolvido e desenvolvido ações para a promoção, estudo e desenvolvimento de métodos que visam a substituição do uso de animais em atividades de ensino, exames e testes e produção de produtos biológicos.

Na UFSM

Uma denúncia realizada em 2012 alertou o Comitê de Ética em Uso de Animais da UFSM, e apresentou suas mudanças por parte da informação (TXT: 55bet-pro.com/revistatxt). Actualmente, os arquivos realizados no Hospital Veterinário são feitos em animais que necessitam de intervenção. Além disso, o CEUA passou a ser capaz de ser reticente e pode sofrer alguma irregularidade.

Na Medicina Veterinária e na Zootecnia, os principais animais são cães e gatos, além de bovinos, eqüinos e ovinos. Alunos de Iniciação Científica e de Pós-graduação em Biologia e Agropecuária, também podem fazer uso de animais como ratos, camundongos, peixes, baratas, vermes e moscas. The animals used in pesquisas são reproduzidas em biotérios com veterinários responsáveis, com o nome de programadores ou de programas externos (piscicultores, no caso dos peixes) e são autônomos na Universidade, em laboratórios registrados no Ciuca – Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais.

Bastidores

O doutoramento da Pós-Graduação de Medicina Veterinária foi submetido a um estudo de rotina para a implantação de placas de titânio nas maxilas e maxilares em 2012. A pesquisa procurou auxiliar o tratamento de pacientes com câncer de boca. Entretanto, os experimentos foram despejados em animais saudáveis. Denúncias anônimas têm faltado de cuidados com os animais após cirurgias , o que gerou sequelas em muitos deles. Além disso, cinco tiveram de ser sacrificados. O estudante e seu professor orientador negaram os maus-tratos .

O Presidente do Escritório Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis ​​(Ibama) em Santa Maria, Tarso Isaías, notificou a UFSM para esclarecer as denúncias. ONGs tomaram o Calçadão no Centro de Santa Maria para condenar o caso .

O Comitê do Serviço de Ética no Uso de Animais da Universidade. O atual vice-coordenador do Comitê e professor de Medicina Veterinária, Saulo Tadeu Lemos Pinto Filho, conta “O pós-graduando foi processado na esfera civil, para a Universidade, foi condenado e pagou várias vezes ao redor de 10 mil reais”, Anúncio ele. Actualmente, os serviços realizados no Hospital Veterinário são feitos em animais que necessitam de intervenção. Além disso, o teste foi retirado para os biotérios e se auto-expirou irregularidade.

Os bovinos e ovinos da universidade são associados ao curso de Zootecnia principalmente. Bovinos de leite e de corte são usados ​​e reutilizados, como eles são submetidos a experimentos relacionados à nutrição, depois de um tempo podem ser novamente utilizados. Não Hospital Veterinário Universitário há anos do Laboratório de Reprodução que é considerado para estudos e, assim como outros animais, não tem mais eutanásia.

Reportagem: Giovana Dutra

]]>
Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2017/09/05/pdf-acessivel-da-22a-edicao-da-txt Wed, 06 Sep 2017 00:28:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=2378 A 22ª edição da revista .TXT traz uma grande novidade: a primeira versão em PDF acessível para pessoas com deficiência visual. Os alunos do curso de Comunicação – Jornalismo da UFSM desenvolveram a versão inclusiva através da audiodescrição das imagens e do layout que compõem todas as matérias da revista, além, é claro, do texto. Esse trabalho contou com o auxílio do técnico-administrativo Rafael Bald e da Comissão de Audiodescrição da UFSM.

Daqui para frente, sempre contaremos com as versões de PDF’s acessíveis da revista .TXT. É o jornalismo unido com a cidadania ampliando um mundo inclusivo. Clique no link abaixo e confira a versão acessível de nossa revista (para a leitura é necessário um leitor de tela):

Revista acessível .TXT

]]>
Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2017/08/29/comunicacao-uma-questao-social Tue, 29 Aug 2017 23:42:32 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=2330 Reportagem: Amanda Xavier e Elisa Campos – Fotografia: Amanda Xavier;

Comunicação não é apenas uma matéria dos cursos da Comunicação Social é uma capacidade essencial que afeta diretamente a vida de uma pessoa. Dificuldade para comunicar-se pode também ser sinônimo de dificuldade de viver em sociedade. A Clínica Escola, do Curso de fonoaudiologia da UFSM, busca isso: tratar essa questão social e trazer dignidade  à comunidade que necessita desse tratamento.

DSC_0244 (1) - Copia

“Ele estuda de manhã, de tarde ele vai ao ASEMA (Apoio Sócio Educativo em Meio Aberto) no Pão dos Pobres e daí fica fácil de eu pegar ele mais cedo. Eu tiro três dias da semana pra ele, de tarde no caso, ele vem segunda e quarta aqui, e quinta ele vai à psicóloga na FISMA, aqui eu não consegui. Tá no quinto ano já de tratamento, desde os três anos ele faz tratamento da linguagem, da fala” – essa é a rotina de Otávio Dornelles, sete anos, contada por sua mãe Lisangela Dornelles, 42 anos, que o acompanha há cinco anos em seu tratamento fonoaudiológico.  Lisangela é diarista e não mede esforços para ajudar seu filho: três dias por semana deixa de ir ao trabalho, pega um ônibus e vai de sua casa até ao Prédio de Apoio da UFSM, localizado na Rua Mal. Floriano Peixoto.  Ao chegar, muitas vezes, tem ainda a difícil tarefa de subir sete andares de escada com Otávio, já que é recorrente o elevador do prédio estar em manutenção, para enfim chegar ao Serviço de Atendimento Fonoaudiológico (SAF), a Clínica Escola do curso de Fonoaudiologia.

A clínica, cuida de casos fonoaudiológicos e “oferece atendimentos a partir de disciplinas práticas, estágios curriculares, projetos de extensão e de pesquisa, aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)” como explica Ana Paula de Souza, ex diretora da clínica e atual chefe de departamento do curso de fonoaudiologia. Ela esclarece ainda que eles chegam encaminhados por outros serviços de saúde e educação da cidade e da região, por profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros.”Os pacientes abrangem vasta faixa etária, desde bebês até idosos. Eles são acolhidos, escutados e avaliados para definir a área de atendimento necessária para cada caso” detalha.

Assim como Otávio, milhares de pessoas usam o SAF para atender a demanda dos seus tratamentos. A Clínica Escola oferece um espaço para as práticas clínicas dos alunos de Fonoaudiologia nas grandes áreas de conhecimento clínico: linguagem, voz, motricidade orofacial e audição. A clínica atende pacientes da 4ª Coordenadoria Regional de saúde (4ª CRS), que abrange 32 municípios, ou seja, mais de 540 mil pessoas. De acordo com Ana Paula, o SAF realiza, em média, mil atendimentos mensais, divididos nos estágios do setor terapêutico, nos projetos de pesquisa e de extensão, atendimentos auditivos nos estágios e os atendimentos na saúde auditiva, realizados pelo setor de prótese auditiva ligado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Em contraponto com a quantidade de pacientes atendidos mensalmente, o SAF possui ao menos mil pessoas na fila de espera acesso ao atendimento. A saúde é um direito fundamental do ser humano, e o Estado deve prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício, de acordo com a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. O senhor Valdelírio Durigon, de 73 anos, gostaria que essa lei fosse cumprida. Morador de Santa Maria, espera há três anos por uma prótese auditiva e somente agora conseguiu consulta para medição de seu aparelho. “Eu tenho que andar sempre fazendo perguntas, ‘O que? Como?’, porque quando eu converso aqui contigo é fácil, mas se tem mais pessoas, se eu me encontro com uma pessoa com um timbre diferente dificulta muito minha audição”, desabafa o aposentado sobre como essa espera o prejudica. O SUS não disponibiliza número suficiente de profissionais da área para suprir a demanda das cidades da 4ª CRS, com isso, Santa Maria acaba sobrecarregada e os pacientes da cidade e região podem, como Valdelírio, ficar anos na espera. A precarização do SUS implica na falta de suporte desses municípios, principalmente no que diz respeito da contratação de profissionais de áreas específicas, como fonoaudiólogos. Isso acarreta na inferiorização de tratamentos de cunho intelectual e comunicacional, muito importantes na construção do desenvolvimento social de uma pessoa.

DSC_0267 - Copia

A Clínica consegue oferecer atendimento de qualidade, já que conta com profissionais da fonoaudiologia, de psicologia, residentes da otorrinolaringologia, docentes e os contratados pela EBSERH. Ana Paula ressalta ainda que também existem parcerias com outros profissionais que participam dos projetos de extensão ou de pesquisa, como do Programa de Pós-Graduação (PPG), o qual abrange psicólogos, fisioterapeutas, educadores, terapeutas ocupacionais e outros. “Dificilmente um paciente vem aqui e não é atendido, as alunas são bem responsáveis nesses pontos”, explica a Auxiliar em Saúde, Roseli Preste, de 42 anos, que atua na Clínica há um ano e meio.

O atendimento satisfaz a todos, devido à competência e responsabilidade dos profissionais. Segundo Ana Paula, as pesquisas têm permitido parcerias internacionais com pesquisadores dos Estados Unidos, França, Portugal, Chile e Canadá, o que acaba por se refletir nos atendimentos mais qualificados, já que a maior parte delas é de aplicação clínica. Pode-se notar o resultado da qualidade no respaldo que os pacientes dão aos atendimentos: “Eu gosto! Ele adora! Não quer faltar nunca, ele adora ir à ‘fono’, ir à aula. E como é uma coisa boa para ele, eu tô dentro! Aqui é muito bom” elogia Joselaine de Oliveira, 44, moradora de Santa Maria, que leva Natan Oliveira, seu filho de oito anos, uma vez por semana para tratamento de fala na clínica escola.

De acordo com a vivência do estagiário Brian de Castria Pain, 20 anos, estudante do 3º semestre do curso de Fonoaudiologia, “tem comunidades que não oferecem condições da criança se desenvolver de forma adequada e isso gera bastante atraso, tanto na linguagem como no desenvolvimento. Isso afeta na comunicação, no aprendizado, pode acarretar problemas psicológicos tanto para a criança como pra família, o paciente em si pode se reprimir”. Trata também de restabelecer relações sociais e familiares, visto que muitas vezes problemas fonoaudiólogos resultam em dificuldades intelectuais que atingem diretamente essas relações. Tem um grande impacto na vida das pessoas, maior do que se imagina comumente. Como na vida do pequeno Otávio, do senhor Valdelírio e de Natan, ela tem o poder de transformar ao ajudar uma criança a falar, devolver dignidade para pessoas com dificuldades e facilitar a sua comunicação com o mundo.

A partir do ano que vem, os atendimentos deverão ocorrer no 55BET Pro, visto que a construção de um prédio novo para as dependências do curso, Departamento e serviços, está em fase de conclusão. Para entrar em contato com a clínica o telefone é: (55) 3220 9239.

]]>
Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/que-a-forca-esteja-com-voce Thu, 10 Jul 2014 20:17:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=1752 Camila Hartmann – camilahartmann@hotmail.com.br
Vitória Faturi Londero – vitorialondero@live.com

Este é o lema que a Legião do Bem herdou da saga Star Wars e que adotou com o intuito de levar motivação e alegria a crianças em tratamento oncológico e outras enfermidades no Rio Grande do Sul. Desde setembro de 2013, o projeto idealizado pelo diretor do Museu de Ufologia de Itaara, Hernan Mostajo, possui voluntários que visitam hospitais especializados no tratamento de crianças diagnosticadas com câncer.

O diferencial deste trabalho social é que o contato estabelecido entre os participantes do projeto e as crianças é duradouro: é um convívio que ultrapassa uma única visita, pois há um acompanhamento quase que cotidiano da vida dos pacientes. O que a Legião visa é conferir assistência às crianças e suas famílias.

Nas visitas, os voluntários fazem uma intervenção teatral e vestem-se de acordo com os personagens da saga Stars Wars, com destaque para o personagem Darth Vader. As crianças recebem guloseimas e brinquedos revestidos com muito amor e carinho. ”A gente vai lá não pra dizer que eles vão se curar do câncer, mas pra amenizar essa dor”, diz a coordenadora do projeto, Estefani Dall Pozzollo. Em cada ação, dependendo do espaço e do número de crianças, os personagens caracterizados variam de cinco a oito voluntários. Para vestir cada um deles, o tempo estimado é de uma hora, em virtude da estrutura minuciosa de cada fantasia.

A coordenadora ainda explica o porquê da escolha dos personagens da saga Stars Wars: “Não queremos coisas comuns, do cotidiano, como super-heróis que são conhecidos entre as crianças”. Atualmente, a Legião do Bem possui 16 voluntários ativos. Dentre eles, está quem se caracteriza dos personagens, os auxiliares, os carregadores de brinquedos, e também há os que se encarregam de supervisionar as atividades que ocorrem ao longo das visitas. Todos passam por um aperfeiçoamento psicológico e são orientados pela profissional especializada em oncologia, a psicóloga Cátia Bairro Ferreira. “Não adianta colocar uma pessoa que tem vontade de participar e que não saiba interagir com as crianças”, ressalta Estefani.

A Legião do Bem é um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria que é pioneiro, em nosso país, em levar alegria às crianças de uma forma tão peculiar. Diferente de palhaços ou personagens mais conhecidos no mundo infantil, a iniciativa se apropria de vilões do cinema que igualmente cativam a atenção das crianças.

O projeto atua em três unidades do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM): no Centro de Tratamento da Criança e do Adolescente com Câncer (CTCriaC), no setor de pediatria e na Turma do Ique. As ações são promovidas, periodicamente, uma vez ao mês em cada unidade e, em datas comemorativas, os integrantes do projeto buscam abranger todas elas. Além disso, a Legião do Bem também realiza atividades em hospitais de Porto Alegre.

Os voluntários auxiliam na arrecadação de brinquedos e na divulgação das ações promovidas pela Legião, e não são vinculados a instituições governamentais ou empresariais. Entretanto, algumas das despesas do projeto, como transporte e alimentação, são custeadas pelo Observatório Bioastronômico Cosmos, instituição que realiza atividades na área de estudos espaciais. Nesse sentido, a coordenadora Estefani afirma: “A gente tenta ter recursos para fazer o máximo possível por essas crianças”.

A comunidade santa-mariense acolheu bem a ideia do projeto: muitas pessoas ajudam e se sensibilizam com as campanhas promovidas. Tal foi o reconhecimento da Legião do Bem, que, em abril deste ano, alguns dos voluntários participaram do programa da Rede Globo, “Encontro com Fátima Bernardes”.  As crianças também retribuem o carinho que recebem nas visitas através do contato freqüente com os voluntários. Além disso, os membros das equipes hospitalares percebem que o projeto auxilia no tratamento do câncer infantil, na medida em que algumas crianças apresentam redução das reações à quimioterapia após receberem os personagens da Legião.

Recentemente, a Legião do Bem se engajou em uma nova campanha. O objetivo é incentivar a população a cortar o cabelo e doá-lo para a confecção de perucas destinadas a pessoas com câncer. Ao todo, desde o início da campanha, o projeto já reuniu aproximadamente cem mechas de cabelos, vindas de Santa Maria e de outras regiões do estado.

Quem quiser ajudar ou ser voluntário da Legião do Bem pode entrar em contato com a coordenadora, Estefani Dall Pozzollo, ou acessar a Fan Page do projeto.

Confira algumas das ações realizadas pela Legião do Bem, nas fotos e vídeos abaixo:

 

.TXT

]]>
Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/atendimento-psicologico-para-a-comunidade Thu, 10 Jul 2014 20:02:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=1593 Bárbara Barbosa – barbarabbarbosa@hotmail.com

Atualmente, 92 pessoas são atendidas semanalmente pelo projeto, entre elas crianças, adolescentes, adultos e idosos. A psicóloga e supervisora local, Amanda Schreiner Pereira, comenta que o processo pelo qual os pacientes passam até serem atendidos é fundamentado no conceito de acolhimento, que inicia no começo de cada ano, com a abertura de vagas para os interessados no tratamento. Basta ligar para a clínica e marcar a escuta com o estagiário que o acompanhará durante os 12 meses, período referente ao exercício clínico da CEIP. Inicialmente, todos que comparecerem à etapa de escuta já são acolhidos pelo projeto, com ressalva de casos diagnosticados como graves, que necessitam ser encaminhados a outras instituições com as quais a clínica-escola possui vínculo. Para as eventuais desistências no decorrer do processo, há uma lista de espera computada por ordem de chegada.

Para os acadêmicos, a possibilidade de estagiar na clínica dá a chance de transitar entre a posição de estudante e a de clínico. A grande vantagem da clínica-escola é presenciar os obstáculos e aprendizagens do dia a dia profissional. Os estagiários são guiados pela ética psicanalítica e baseados na linha da psicanálise freudiana, que é o eixo de trabalho escolhido pela clínica.

Após uma série de mudanças e adaptações, a clínica criou uma estrutura organizada. “Hoje, é possível considerar que criamos uma estrutura que se mantém quase sozinha, construímos pilares fortes que constituem a clínica-escola: assim é conhecido o serviço psicológico disponibilizado no ambiente acadêmico para a população. o projeto é realizado pela clínica de estudos e intervenções em psicologia (ceip), localizada no prédio de apoio da ufsm, que torna o atendimento psicológico uma realidade acessível à comunidade. o serviço também auxilia os alunos, que enriquecem a grade curricular e a sua formação.base da clínica e remodelamos somente alguns outros pontos”, salienta Amanda. A partir dessa nova estrutura, como enfatiza a também psicóloga e supervisora local, Aline Bedin Jordão: “este lugar tornou-se uma referência importante no município e região no que tange ao acesso da população a uma possibilidade de tratamento psicológico”.

A iniciativa conta, atualmente, com onze estudantes do curso como estagiários em períodos específicos, auxiliados pelas responsáveis pela supervisão local, Amanda e Aline, e pelos supervisores acadêmicos que são professores do curso, todos sob a coordenação geral do professor doutor Luis Fernando Lofrano de Oliveira.

Além da parceria com o curso de Psicologia da UFSM, existe a cooperação e o reconhecimento do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH). Segundo Amanda, a expectativa é que com a mudança do curso de Psicologia para o 55BET Pro da Universidade, em Camobi, o CCSH ofereça um andar para acomodar a estrutura da clínica.

Contato
Horário de Funcionamento: Segunda à Sexta
Manhã: 8h - 12h Tarde: 13h30min - 17h30min
Prédio de Apoio da UFSM - Rua Floriano Peixoto, nº 1750, térreo.
(55) 3220-9229 ufsmceip@gmail.com

Bastidores da .TXT

A construção da matéria sobre o atendimento psicológico à comunidade, realizado pelo curso de Psicologia, em parceria com a UFSM, teve, basicamente, três fases. Em função dos horários restritos dos entrevistados dividiram-se as etapas em: entrevistas, revisão dos entrevistados e fotos.

A primeira fase consistiu nas entrevistas das técnico-administrativas Amanda Schreiner Pereira e Aline Bedin Jordão. Após a coleta deste material, foi possível produzir o primeiro “esqueleto” da matéria. O segundo passo foi enviar o esboço para as entrevistadas, com a finalidade de haver eventuais correções e também se obter o aval final das mesmas. A finalização do processo foi com a visita da fotógrafa Jessica Loss à CEIP (Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia) localizada no Prédio de Apoio da UFSM.

Já a parte de diagramação foi realizada por Clara Sitó que em apenas um dia já tinha concebido boa parte da estrutura visual da matéria. A partir dos retoques das fotos executados por Nadine Kowaleski Ribeiro, a diagramadora Clara Sitó acrescentou as imagens e finalizou a diagramação em menos de uma semana.TXT

]]>
Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ebserh-problema-ou-solucao Thu, 10 Jul 2014 20:01:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=1585 Marina 5

Marina Fortes Barin – marifortesb@gmail.com

No final do ano passado, a UFSM assinou um contrato que autoriza a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) a fazer a gestão administrativa do HUSM. Foram realizados, até agora, o concurso público para ingresso de novos funcionários e a nomeação das pessoas que vão coordenar cada setor. Desde então, com a chegada da empresa ao Hospital Universitário, vários problemas foram detectados.

A EBSERH foi criada em 15 de dezembro 2010, por um projeto de lei do Governo Federal, com o intuito de gerenciar os hospitais universitários do Brasil, em um modelo de gestão privada. A empresa integra o Projeto Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf) e, por meio dele, atua nas unidades de saúde.

A assinatura do contrato com a empresa deve ser votada pelo Conselho Universitário, para que ela atue na administração do Hospital e também possa realizar os projetos previstos pelo governo. Após a aprovação, a empresa começa sua instalação nas unidades. A EBSERH está inserida em 23 dos 47 Hospitais Universitários que existem no Brasil. A adesão mais recente à empresa foi da UFSM, em dezembro de 2013.

Segundo o gerente administrativo do HUSM, João Batista Vasconcelos, o principal objetivo da EBSERH é regularizar a contratação dos funcionários do hospital. Atualmente, a unidade conta com 130 funcionários empregados pela Fundação e Apoio à Tecnologia (Fatec), sendo que 90% deles são contratados pelo órgão e 10% são concursados. A proposta da empresa para Santa Maria é inverter esses números, por meio de concurso público.

Nesse ponto, surge o primeiro problema com relação à adesão à EBSERH. A cedência dos trabalhadores para a empresa gera incertezas não só em Santa Maria, mas também em outras universidades federais que assinaram contrato com a empresa. De acordo com a coordenadora de Comunicação da Associação dos Servidores de Santa Maria (Assufsm), Loiva Isabel Chansis, a cessão só será realizada quando houver total segurança de que a empresa vai prosseguir no HUSM. Visto que a Fatec já não possui mais nenhum vínculo com o HUSM, a EBSERH deveria assumir os funcionários através de um contrato emergencial, mas isso não foi feito pela empresa.

Outro aspecto apontado pela Assufsm foi a diferença entre empregado e funcionário público. Diante disso, os concursados que vão começar a trabalhar no HUSM não vão ter a mesma estabilidade que um servidor público. Loiva explica que a forma de consolidação é diferente, já que os novos serão empregados públicos da empresa e não da Universidade. Ela ainda menciona que poderá ocorrer instabilidade no serviço à população, devido à alta rotatividade que vai ocorrer na área da saúde.

A autonomia da Universidade é uma questão discutida, pois como a EBSERH é uma empresa vinculada ao Ministério da Educação, sua sede fica em Brasília e as decisões serão tomadas à distância. Segundo Loiva: “isso representa sim uma quebra da autonomia que ocorre, também, nos aspectos políticos e pedagógicos. Vai ser lá e não aqui que vão ditar como deverá ser a vida no HUSM”. O gerente administrativo do HUSM, João Batista Vasconcelos garante que “o HUSM não deixou de ser o Hospital da Universidade Federal de Santa Maria, a única diferença é que agora há uma empresa contratada para administrar a unidade”.

O ensino no Hospital é outro ponto que gera incerteza e indagação. Do ponto de vista da empresa, o ensino só tende a melhorar, porque o Rehuf prevê a implantação de tecnologias altamente avançadas no HUSM. Vasconcelos cita que a UFSM tem total controle sobre o ensino, a pesquisa e a extensão, pois a EBSERH realiza apenas a gestão administrativa do HUSM. Além disso, o hospital permanece como um campo de estágio e aprendizado para todos os acadêmicos.

Segundo a representante do Diretório Acadêmico da Medicina (DAZEF), Renata Santi, desde o início das discussões, os alunos nunca foram procurados pela empresa ou pela direção do hospital para dialogar. A EBSERH não projetou a prestação do ensino dentro do HUSM e, assim, este setor pode ser prejudicado com a cedência do hospital à empresa. Além da falta de comunicação da organização para com os estudantes, uma das maiores preocupações é a escassez de médicos preceptores, responsáveis por acompanhar e orientar os acadêmicos de Medicina na hora da prática no hospital. Renata cita outros problemas: “procedimentos de alta complexidade que antes eram realizados no HUSM e que tinham um papel importante em nosso aprendizado já estão sendo transferidos para hospitais privados da cidade e ainda há o temor de que futuramente novas brechas possam ser abertas para que o ensino e o trabalho lá desenvolvidos sejam cada vez mais sucateados”.

A legislação da EBSERH permite que haja convênio entre o Hospital Universitário e outras consignatárias. Além de diminuir o campo de estágio para os acadêmicos de Medicina, isso implica na possibilidade de privatização do HUSM. Segundo a representante da Assufsm e, há chances do Sistema Único de Saúde (SUS), através do qual o hospital opera hoje, ser prejudicado, visto que a EBSERH é uma empresa de caráter público e privado. Caso algum convênio de saúde seja implantado dentro da unidade, o contrato público pode começar a ser negligenciado. Tal fato representaria um indício de privatização, que, a longo prazo, pode extinguir o caráter popular do Hospital Universitário.

A implantação da EBSERH no HUSM ocorre de forma gradual. Após a assinatura do contrato, foi realizada a nomeação dos gerentes e superintendentes. No concurso realizado em abril, foram 11.834 candidatos inscritos para concorrer a 791 vagas nos setores Assistencial (453), Médico (261) e Administrativo (77). As áreas que têm maior carência de funcionários vão ser priorizadas no momento de convocação dos aprovados, que deve acontecer entre julho e agosto desse ano.

Enquanto os novos empregados aguardam as contratações, a Assufsm, atua na defesa dos funcionários, do ensino e do caráter público do HUSM. Para isso, são promovidas reuniões (foto acima) para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. Loiva acrescenta: “as questões que envolvem a EBSERH vem sendo muito discutidas, devemos lembrar que não é uma situação irreversível e nós vamos lutar para mudar isso”.

“Eu não curto a EBSERH” – A Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) e a Assufsm promoveram, junto com outros coletivos da Universidade, a campanha “Eu não curto a EBSERH.” Houve protestos e palestras para explicitar o porquê de ser contra a implantação do órgão do Governo Federal como gestor administrativo do HUSM. Foram meses de campanha até a data em que o Conselho Universitário (Consu) votaria a assinatura do contrato. No dia 12 de dezembro de 2013, cerca de 50 membros do Consu estavam presentes na reunião que decidiria o futuro da gestão do hospital universitário. Os manifestantes ocuparam o auditório e deram fim à assembleia. O antigo reitor da UFSM, Felipe Müller, assinou, a portas fechadas e sem ouvir o Consu, o contrato de adesão à EBSERH. Uma nota foi redigida à comunidade acadêmica para justificar a maneira como a decisão foi tomada e a urgência de resolver algumas questões, como a terceirização, no HUSM. A Assufsm e a Sedufsm tentaram entrar com um processo judicial contra a decisão na base do “canetaço” do ex-reitor, mas, por enquanto, nada mudou.

Bastidores da .TXT

Desde o ano passado, a administração do HUSM está por conta da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A ideia abordada na pauta era tratar dos problemas de superlotação do hospital e das principais mudanças que ocorreram com a chegada da empresa. Assim como informar a comunidade acadêmica, e até mesmo os cidadãos santa-marienses sobre como funciona a nova estrutura do hospital e o que eles podem esperar para a gestão da EBSERH em um dos principais serviços hospitalares da cidade.

Ao decorrer da minha pesquisa e busca por fontes, acabei mudando o foco principal da matéria. Abordar a EBSERH dentro da UFSM têm dois lados muito claros, o de quem trabalha na empresa e o de quem é contra ela, como por exemplo, a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (ASSUFSM) e a Sessão Sindical dos Docentes da UFSM (SEDUFSM).

 O título da matéria “EBSERH: problema ou solução?” foi esse porque tratei dos dois lados, das duas opiniões envolta desse assunto. As fontes da matéria foram o gerente administrativo do HUSM, João Batista Vasconcelos; a coordenadora de comunicação social da Associação dos Servidores de Santa Maria (ASSUFSM), Loiva Isabel Chansis; e também  a representante do Diretório Acadêmico da Medicina (DAZEF), Renata Santi.

Abordei os principais motivos de dúvida com a implantação da EBSERH no HUSM: o ensino, a cedência dos funcionários públicos à empresa, a terceirização de alguns funcionários, o concurso público e a possível privatização do hospital. Foi muito interessante escrever a matéria e entender as principais dúvidas sobre o futuro do HUSM.  O boxe “Eu não curto a EBSERH” falou sobre essa campanha contra a empresa, que só foi contratada pela UFSM através de uma escolha a portas fechadas pelo ex-reitor. A maior dificuldade foi conseguir retratar os dois pontos de vista e não tomar uma posição sobre o assunto, que é tão polêmico.TXT

]]>
Comunidade – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ciclo-situacao-no-campus Thu, 10 Jul 2014 20:00:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/revistatxt/?p=1576 Aline e Luana 2

Aline Witt – alinewittaline@gmail.com
Luana Mello – mellosluana@gmail.com

Atualmente a universidade dispõe de apenas uma ciclovia de 500 metros. para melhorar a vida dos que pedalam no campus, há a possibilidade de ampliação da via ainda este ano, visando sanar a disputa diária dos ciclistas com os veículos motorizados na rua. já os bicicletários são escassos e estão em péssimo estado de conservação. porém, a melhora dessa situação não está na lista de prioridades da PROINFRA.

“A bicicleta é um meio de transporte rápido, prático e precisa de pouca manutenção”. Os motivos apontados pelo professor de Engenharia de Controle e Automação, Rodrigo Guerra, são também os de muitos daqueles que escolheram ser chamados de ciclistas. Mas nem só de benefícios é feita tal escolha. Assim como a maioria das cidades brasileiras, Santa Maria é pouco – ou quase nada – inserida ao cicloativismo e são mínimos os incentivos ao uso desse meio de transporte. A UFSM não fica de fora desse problema. Os blocos de lutas estão fortemente inseridos no meio acadêmico da cidade, mas nenhum voltado para o uso de bicicletas.

Além do risco de disputar lugar na rua com veículos motorizados, adaptar bicicletários também é um problema comum vivido cotidianamente pelos ciclistas do 55BET Pro. A Universidade conta com uma média aproximada de 210 vagas para estacionar bicicletas, distribuídas para mais de 25 mil alunos e 4 mil docentes e técnicos administrativos. De 38 prédios percorridos, 18 não possuem suporte para guardar bicicletas, entre eles: Biblioteca Central, CEU II e Hospital Veterinário. Os paraciclos do Hospital Universitário, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Colégio Técnico Industrial estão localizados em lugares pouco evidentes. Já os bicicletários do Centro de Educação Física e Desportos são os que se encontram em pior estado: escassos, enferrujados e amassados. A Reitoria conta com seis vagas para bicicletas, cujos suportes são de modelos mais práticos e em melhor estado de conservação.

Os bicicletários da Universidade são de uma época em que a bicicleta não era um meio de transporte tão comum como é hoje. Isso deixa aos atuais usuários suportes velhos, que não comportam a quantidade de novas bicicletas que circulam pela UFSM. A solução desse problema seria a atualização do número de usuários, visando à ampliação dos locais reservados para o estacionamento das bicicletas onde são insuficientes e a implantação de novos em quantidade satisfatória para a demanda. Porém, esse estudo não se tornará tão cedo um projeto para a Pró-Reitoria de Infraestrutura (ProInfra), visto que é preciso seguir uma lista de prioridades: “Agora, por exemplo, a gente está com uma equipe extremamente reduzida, com somente dois arquitetos e uma demanda gigantesca, que além das obras internas que a gente tem aqui no dia a dia, ainda existe todo um campus em Cachoeira para ser implantado”, conta o arquiteto da ProInfra, Alberto Wolle.

A relação com os outros meios de transporte, nem sempre mutuamente respeitosa, é um dos pontos mais citados pelos ciclistas. Eles precisam redobrar a atenção para evitar acidentes em potencial: motoristas de carros que não enxergam as bicicletas, que não acionam o pisca-alerta, caminhões que jogam ciclistas para fora da faixa, ônibus que ultrapassam sem necessidade.

Mas utilizar a bicicleta ainda vale a pena, afinal, mesmo com todos os transtornos, é um meio de transporte rápido, principalmente quando o trânsito de veículos está muito intenso, como conta o aluno do curso de História, Júlio Daniel: “Eu pegava um ônibus que demorava de 50 minutos a uma hora e dez no horário de pico. De lá onde eu moro até aqui são uns 12 km, eu venho em 25, 30 minutos pela faixa velha”.

Para facilitar a vida dos que pedalam dentro do 55BET Pro, a Universidade idealiza dois projetos: um emergencial, que levaria do arco até a reitoria; outro de caráter mais utópico, que serviria tanto para deslocamento quanto para contemplação do campus. Segundo Wolle, o projeto emergencial contaria com um tronco principal, com cerca de 2,4km. Essa obra já está com seu edital lançado e espera apenas o resultado da empresa vencedora e sua execução está prevista para ainda este ano. Mas a ideia de ciclovia que mais encanta é a que planeja ramificar a pista para levar os ciclistas aos principais centros e servirá, principalmente nos fins de semana, como forma de recreação.

O arquiteto declara que junto a essa, existe a possibilidade de empréstimo de bicicletas, em que o aluno consegue fazer a retirada do veículo com um sistema semelhante à retirada de livros da biblioteca. Ele é responsável por esse livro assim como seria pela bicicleta – qualquer dano que ocorra, envolve toda a parte burocrática que tem: se houver atraso na entrega, paga multa; se não, ele não renova a matrícula. Conforme Wolle, “a ideia é que tivessem centros de distribuição de bicicletas e que qualquer aluno pudesse fazer a retirada de uma e transitar no campus, largando ela em outros centros de retirada/devolução”. No Estado, temos como exemplo a Universidade Federal de Rio Grande (FURG), que implementou a instalação de parquímetros no seu 55BET Pro – que tem cerca de 230 hectares, aproximadamente 8 vezes menor que o campus da UFSM. Para realizar a retirada, o usuário deve solicitar a chave do destravamento e o banco da bicicleta na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade.

Existem muitos questionamentos quanto à criação de um transporte interno no 55BET Pro, que junto à ideia da ciclovia, seria um avanço para a locomoção dentro da Universidade. A proposta mais interessante, apresentada por Wolle, é a de que o transporte coletivo da cidade, que já circula normalmente internamente, seja usado para levar os alunos de uma ponta a outra sem a necessidade de pagamento. A questão da falta de ciclovia, como observa o ciclista e aluno de Engenharia Elétrica, Josué Sehnem, é que “não tem espaço para a bicicleta. Ou tu invades a rua, disputando espaço com os carros; ou na calçada, atrapalhando os pedestres”. Para possibilidades como essas terem algum espaço, é preciso maior centralização das ideias e mais investimento da Universidade. A UFSM possui infraestrutura para receber projetos como esses, o problema é que não há nenhum tipo de incentivo, como campanhas publicitárias dentro da instituição, para o uso das bicicletas. Se houvesse mais organização e as ideias de ciclovias pudessem virar projetos para, futuramente, se transformarem em obras, seria um grande avanço para a instituição.

Para o professor de Agronomia, Cláudio Lovato, “é mais problemático para quem tem carro do que para quem tem bicicleta”. Não incentivar o uso dessa mobilidade sustentável dentro do 55BET Pro é não tomar providências para diminuir o engarrafamento que aumenta gradativamente, dia após dia, na principal via da Universidade.

Bastidores da .TXT

Depois de uma manhã andando pelo campus com apenas duas entrevistas já gravadas, decidimos que o final da ciclovia seria o melhor lugar para encontrar um maior número e ciclistas e, quem sabe, obter histórias que dessem rumo à nossa matéria.

Conseguimos conversar com um número considerável de ciclistas, alguns mais articulados que outros, uns mais satisfeitos que outros. Mas o relato que prevalece é o da insatisfação com a falta de estrutura para acolher aqueles que necessitam, ou decidiram por escolha própria, se deslocar através do uso de bicicletas.

Fomos ignoradas, ouvimos reclamações, relatos de experiências em outros lugares e conhecemos pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte e estilo de vida há mais de trinta anos. Para um relato mais específico trouxemos o arquiteto da ProInfra que, mesmo sendo de forma receosa, esclareceu pontos importantes em relação às ideias de novas ciclovias.

Uma pequena ciclovia que acaba antes mesmo de entrar na UFSM. O visível incômodo e o perigo vivido pelos ciclistas dentro do 55BET Pro da maior Universidade Federal do interior do país, agora são descritos pelos próprios.TXT

]]>