Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt Revista Tue, 11 Nov 2025 18:24:18 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt 32 32 Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/11/11/corrida-a-favor-do-tempo Tue, 11 Nov 2025 18:24:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=4120

Natural de Teutônia, interior do Rio Grande do Sul, Jaqueline Beatriz Weber, 30, demonstrou cedo o interesse e a aptidão pelo esporte. Ainda na escola, seu talento no atletismo chamou a atenção e lhe rendeu medalhas e convocações para as seleções brasileiras de base. Aos 17 anos, mudou-se para Santa Cruz do Sul, decidida a ir atrás do sonho de ser atleta profissional. A velocidade com que despontou contrastava com a lentidão na valorização de seu esporte no país, desafio enfrentado desde o início de sua trajetória.

De lá pra cá, entre glórias e frustrações, 13 anos se passaram, e uma rotina de 12 treinos por semana, resiliência e muita dedicação colocaram a gaúcha entre as melhores do país nas corridas de meio-fundo (provas de 800m a 3000m).  Entre 2023 e 2025, foi campeã sul-americana Indoor, categoria disputada em estádios fechados, representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, no Mundial de Atletismo e no Mundial de Corrida de Rua. Feitos relevantes, mas que segundo a atleta não afastaram as contestações: ‘’já me perguntaram se eu trabalho além de correr, então eu digo que correr é o meu trabalho. No início foi difícil lidar com isso, mas usei como combustível para provar para todo mundo que fiz a escolha certa’’, comenta Jaqueline.  

Entre pistas e pesquisas 

Apesar das conquistas, as incertezas de uma jornada como atleta profissional no Brasil, que em geral estende-se por apenas um terço da vida dos competidores, fizeram com que Jaqueline investisse seu tempo também nos estudos. Nas palavras dela, ‘’os atletas ganham os holofotes e contam com suporte financeiro de instituições quando estão bem, e quando eles param são deixados de lado, com ainda dois terços de vida pela frente. Então, é preciso estar preparada’’. 

Nos primeiros anos da dupla carreira, a esportista conciliou os treinos com a graduação em Educação Física na Universidade de Santa Cruz  (Unisc) e no final de 2024, recebeu o título de mestra em Gerontologia, ciência que estuda o envelhecimento humano, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A escolha do tema de seu mestrado não foi por acaso: com o intuito de arquitetar sua aposentadoria, ao longo dos dois anos, a corredora pesquisou sobre o envelhecimento e o processo de transição de carreira de atletas olímpicos meio-fundistas no Brasil. Em seu estudo, Jaqueline investigou como eles administram o fim de suas trajetórias nas pistas, como foi a adaptação a novas funções, e qual foi o impacto da rotina regrada na saúde e na qualidade de vida pós-carreira. 

Preparada para o futuro

Os resultados da pesquisa indicam uma transição de carreira promissora para Jaqueline. Corredores de alta performance que se mantiveram academicamente ativos apresentaram um processo de transição mais suave e positivo, principalmente no que diz respeito à necessidade de nova profissão em uma idade considerada precoce. Outro dado favorável indica que nenhum dos atletas entrevistados apresentou dores ou lesões oriundas da alta performance; pelo contrário, a maioria se encontram fisicamente ativos, o que reforça a eficácia da prática diária de exercícios físicos na melhora da saúde e da qualidade de vida. 

Com a conclusão de seu mestrado, a desportista tem se dedicado exclusivamente ao atletismo. Atualmente, está em fase de preparação, na busca para obter o índice necessário para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2028, seu grande objetivo de carreira.

Enquanto corre contra o relógio, em busca da vaga olímpica, Jaqueline também corre em prol da vida. Em meio à rotina intensa de treinos, ela ainda encontra tempo para compartilhar suas experiências com crianças e adolescentes, por meio da Associação Medalha de Ouro,  projeto social que estimula a prática esportiva e oferece orientação a quem sonha trilhar caminhos parecidos com o dela.

Dentro e fora das pistas, o legado de Jaqueline Weber continua a ser escrito. E ela está preparada para qualquer linha de chegada.


Repórteres: João Victor Barbat e Matheus Lanzarin

Contato: joao.barbat@acad.55bet-pro.com / lanzarin.matheus@acad.55bet-pro.com

Link para a reportagem: http://youtu.be/_k-pFHcZAh4?si=aN-7X_ve4anRqpSB

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/tecnologia-a-servico-da-acessibilidade Mon, 14 Jul 2025 18:58:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3973 Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

Protótipo da colher desenvolvido no CTISM

Para muitas pessoas, o simples ato de segurar uma colher para se alimentar se torna uma grande missão. Isso ocorre devido aos tremores causados por doenças degenerativas, como o Parkinson e outros distúrbios com esse tipo de sintoma. José Juraci Carvalho, 69, é um desses casos. Ele iniciou o tratamento para a Doença de Parkinson em abril de 2025, após passar 4 anos com o diagnóstico incorreto e teve seu caso tratado como Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Um dia eu acordei com o lado esquerdo do corpo paralisado, mas pensei que tivesse dormido em cima. Conforme os dias foram passando e aquilo não melhorava, fui ao médico fazer exames neurológicos e fui diagnosticado com AVC. Passei muito tempo tomando medicação para a doença errada, quase morri”, explica José. 

De acordo com uma pesquisa publicada na Revista Científica The Lancet Regional Health e realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), em 2024, mais de 500 mil brasileiros acima de 50 anos convivem com Parkinson. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 20% da população mundial acima dos 65 anos tem chance de desenvolver Tremor Essencial (TE) em algum período da vida. A doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica crônica que compromete a coordenação motora. Entre os principais sintomas estão os tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular, problemas de equilíbrio e alterações na fala e na escrita. O quadro de parkinson é resultado da degeneração de células localizadas em uma área do cérebro chamada substância negra. Essas células são responsáveis pela produção da substância dopamina – um neurotransmissor essencial para a transmissão de impulsos nervosos aos músculos. A redução ou ausência dessa substância compromete os movimentos corporais, provocando os indícios característicos da doença. O diagnóstico da doença é clínico, baseado na análise do paciente e em exames neurológicos. Até o momento, não existem exames laboratoriais ou testes específicos que confirmem a doença ou maneiras de prevenção. A doença progride de forma lenta e contínua e os tremores ficam mais evidentes quando o paciente segura objetos leves, como uma colher. Esses movimentos são chamados de “tremores de repouso” porque ocorrem quando o corpo está parado e tendem a se intensificar em momentos de estresse ou nervosismo. No entanto, não é apenas o parkinsonismo que causa tremores. Outras condições neurológicas também são afetadas por essa circunstância e o Tremor Essencial (TE) é uma das mais comuns. Diferente do parkinson, o tremor essencial geralmente afeta as mãos durante os movimentos voluntários, como escrever, segurar objetos, e tende a ter origem familiar, ou seja, pode ser herdado geneticamente. Outras causas de tremores incluem esclerose múltipla, que afeta a comunicação entre o cérebro e o corpo; distúrbios da tireoide, como o hipertireoidismo; além de efeitos colaterais de certos medicamentos ou abstinência de álcool. 

A fonoaudióloga do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), integrante das equipes de Cuidados Paliativos e Geriatria, Marília Trevisan Sonego, explica que os momentos de avaliação clínica possibilitam a identificação de disfagias – dificuldade de engolir alimentos e até mesmo a própria saliva. No momento da alimentação, o tremor pode gerar angústia e preocupação para tentar controlar os movimentos. “Os pacientes acabam esquecendo de deglutir a própria saliva ou resíduos alimentares. Nesse sentido, a colher estabilizadora tem o potencial de dar segurança ao paciente”, afirma Marília.

Apesar de ainda não haver cura para a doença de Parkinson, é possível tratar os sintomas e desacelerar a sua progressão. A dificuldade em encontrar cura está relacionada à genética humana, pois as células nervosas perdidas na substância negra não se regeneram. O tratamento pode envolver o uso de medicamentos que atuam sobre a dopamina, fisioterapia para manter a mobilidade e em alguns casos intervenções cirúrgicas. Além disso, a fonoaudiologia desempenha um papel fundamental no tratamento de dificuldades na fala e na voz que muitos pacientes enfrentam.  Embora o tremor possa ser apenas um sintoma, ele é um sinal de que o corpo está pedindo atenção. E, muitas vezes, um diagnóstico precoce faz toda a diferença na qualidade de vida do paciente.

Mais que um projeto, uma causa

Diante desse cenário, surgiu o projeto “Desenvolvimento de Sistemas Eletroeletrônicos voltados à Tecnologia Assistiva, coordenado pelos professores do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM), Thiago Cattani Naidon e Saul Azzolin Bonaldo. Vinculada ao grupo de pesquisa “NightWind”, desde 2023 a iniciativa produz acessibilidade ao criar itens de baixo custo pensados para pessoas com algum tipo de deficiência e que não têm condições de pagar por uma Tecnologia Assistiva  (TA).  “A gente começou a ver que não é só para quem tem Parkinson, tem muita gente que tem problemas de tremor, e aí pensamos: Como desenvolver algo acessível? Porque hoje, uma colher importada que estabiliza o movimento custa cerca de R$ 20 mil. Isso é inviável para a maioria das pessoas”, comenta Saul.                     

Interface do site que será disponibilizado para uso

Entre os produtos, desenvolve-se uma colher ergonômica que visa estabilizar os tremores durante as refeições e busca garantir uma maior independência aos pacientes. Essa demanda surgiu a partir da experiência da fonoaudióloga Marília em seus atendimentos hospitalares. Ela percebeu que os pacientes não conseguiam se alimentar sozinhos devido aos tremores e sugeriu o desenvolvimento de uma peça que pudesse proporcionar essa autonomia. Em sua primeira versão, o protótipo da colher utiliza a plataforma microcontrolada Arduino, que é manipulada na criação de eletrônicos interativos como impressoras. Porém, o professor Thiago menciona que, para o produto final, o planejamento é substituir o Arduíno pela plataforma ESP, que oferece um maior controle da amplitude de movimento. “Estamos verificando a possibilidade de usar a plataforma ESP, que é outro microcontrolador mais potente porque como o processo de correção de ângulo e inclinação envolve técnicas de controle é necessário um dispositivo que dê conta de executar operações lógico-matemáticas”, explica Naidon. Além disso, o modelo da colher possui um servomotor, um acelerômetro e um giroscópio que garantem a funcionalidade do produto. Toda a produção da colher é feita no CTISM, onde os participantes do projeto têm acesso a equipamentos, como a impressora 3D, na qual são feitas as impressões dos acessórios.                                                                                           

Bolsista do projeto, Gustavo Carabajal

Para o discente do terceiro ano do Curso Técnico em Mecânica Integrado ao Ensino Médio e bolsista do projeto, Gustavo Carneiro Carabajal, a oportunidade de trabalhar em um grupo como esse é uma forma de colecionar memórias e aprendizados. Gustavo tem sob sua responsabilidade  o desenvolvimento do protótipo da colher, com auxílio e supervisão do professor Thiago. Aliado a isso, o estudante também trabalha na criação de um site sobre o produto, que irá conter informações técnicas sobre a utilização e será disponibilizado para médicos, usuários da ferramenta e familiares. Antes de ser finalizada e disponibilizada para uso no HUSM e no Sistema Único de Saúde (SUS), a colher estabilizadora passará por um rigoroso processo de testes para aplicação em pacientes que enfrentam dificuldades diariamente.

Uma dessas pessoas é José, que convive com tremores constantes nas mãos, especialmente perceptíveis durante as refeições. Para sua esposa e principal cuidadora, Diva Ilga Bessauer Carvalho, 69, a existência de uma ferramenta como a colher desenvolvida pela NightWind poderia transformar sua rotina. “Ele tem bastante dificuldade para se alimentar por causa dos tremores. Todas as pessoas que têm Parkinson deveriam ter acesso a esse tipo de coisa”, comenta Diva. O caso de José evidencia a urgência e a relevância de iniciativas como esta, que aliam tecnologia e responsabilidade social para promover mais autonomia e qualidade de vida a quem precisa.

Para saber mais sobre o projeto, acompanhe o Instagram:@ctism_nightwind


Repórteres: Maria Eduarda Camargo e Myreya Antunes

Contato: eduarda.carvalho@acad.55bet-pro.com/myreya.antunes@acad.55bet-pro.com

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/07/14/inclusao-sob-medida Mon, 14 Jul 2025 18:53:19 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3970 Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:

Impressão da prótese

Reconhecer o que constitui a sua identidade é enxergar as atividades que preenchem o tempo e lhe dão sentido. Cada gesto simples da rotina é carregado por autonomia, significado e pertencimento. Essa é a perspectiva de ocupação que guia o trabalho de terapeutas ocupacionais. Quando o corpo enfrenta barreiras para se expressar, os profissionais entram em ação para devolver essa capacidade e, assim, reconstruir sua independência.

Fazer as unhas, abrir o fecho da mochila, cortar carne, tocar piano e tantas outras ações imersas no cotidiano revelam-se objetivos de pessoas com diferenças funcionais. A Terapia Ocupacional (TO) desenvolve o olhar atento para essas minuciosidades, a percepção sutil torna-se ferramenta clínica. Seu trabalho é moldar estratégias para que seus pacientes possam viver práticas diárias com dignidade.

No curso de Terapia Ocupacional da UFSM, o projeto de extensão Incluir Tecnologias Assistivas (IncluirTA) representa a união entre sensibilidade e técnica. A iniciativa desenvolve dispositivos de tecnologia assistiva para dar suporte a pacientes que, por motivos físicos, mentais ou emocionais, apresentam dificuldades em realizar tarefas do dia a dia. Os recursos produzidos pelo grupo fazem parte do campo da Tecnologia Assistiva (TA), dedicado a desenvolver uma variedade de soluções, das ferramentas mais simples até sistemas complexos. São exemplos disso próteses, órteses, cadeira de rodas, aparelhos auditivos e bengalas, os quais proporcionam participação ativa de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na sociedade.

As múltiplas possibilidades de criação e inclusão proporcionadas pela área chamaram a atenção da professora Daniela Tonús desde a graduação. Quando o departamento do curso adquiriu uma impressora 3D, a docente viu uma oportunidade de colocar seus estudos em prática. A iniciativa resultou na criação de uma ação extensionista e na incorporação do tema à disciplina de Prática Supervisionada. O Incluir Tecnologias Assistivas iniciou suas atividades no início de 2025 e, junto da coordenadora, trabalham seis extensionistas, um responsável pela modelagem e impressão 3D, o estudante Julio Cesar Lima, e  também a docente do curso de TO, a Dra. Aline Ponte. Para abraçar as demandas da comunidade, o projeto tem parcerias com instituições que trabalham com qualidade de vida e inclusão. Entre elas, destaca-se a Associação Colibri, organização de Santa Maria que promove o bem-estar para pessoas que necessitam de suporte físico ou intelectual.

Quando ouvir é acolher

No primeiro contato com os pacientes, a equipe do IncluirTA busca identificar mais do que limitações físicas. Por meio de um questionário específico aplicado pelas estudantes de TO, as expectativas, motivações e receios de cada caso são revelados. A professora Daniela explica que as prioridades do paciente ficam em primeiro plano: “Eu trabalho uma perspectiva muito do que o paciente me traz como desejo, não do que eu vejo como uma possibilidade para ele”.

A escuta sensível e atenta foi essencial para a idealização da prótese de Fernando Moro, funcionário da Imprensa Universitária da UFSM e  primeiro paciente atendido pelo IncluirTA, encaminhado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP). Após um acidente de carro em 2023, Fernando teve parte do braço esquerdo amputado, acima do cotovelo. Antes do projeto, utilizava uma prótese fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contudo, sua adaptação não foi bem-sucedida. “Ela era grande demais, pesada demais. Usei poucas vezes, não me acertei”, reconhece Fernando. Além de instruções básicas, ele não recebeu treinamento para usar o aparelho, o que levou ao quase total abandono.

O trabalho desenvolvido pelo projeto busca produzir tecnologias assistivas únicas, conforme as necessidades diárias de cada paciente. A voluntária e aluna de TO, Maria Eduarda Witschoreck, expressa como esse trabalho de escuta e pensamento clínico contribui para uma produção final mais assertiva. “A Terapia Ocupacional é muito focada nisso, na escuta real do sujeito, das suas necessidades, suas vontades e a realidade do seu contexto”.

No caso do Fernando, o grupo identificou questões relacionadas à produtividade e lazer que mereciam atenção ao elaborar o planejamento da prótese. “Ele tinha uma vida muito agitada – carregava peso, praticava esportes, tocava teclado -, isso são marcas importantes para levar em conta na produção”, explica a coordenadora. A solução foi um dispositivo leve, funcional e adaptado às suas atividades reais.

Análise do planejamento da prótese. | Foto: Mathias Ilnicki.

Conexão entre a mente e a realidade

No IncluirTA, a impressora 3D é a ferramenta que inaugura a possibilidade de criar tecnologias assistivas personalizadas, moldadas com precisão às demandas de cada paciente. O responsável técnico é o estudante do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Técnico Industrial de Santa Maria da UFSM (CTISM), Julio Cesar Lima. Autodidata em impressão 3D, Julio passou a integrar o projeto ao ser chamado para resolver problemas técnicos no equipamento. “Quando me convidaram, o projeto já estava em andamento, mas faltava alguém para ajudar com os aspectos técnicos da impressão”, afirma o estudante.

Além da manutenção e operação da impressora, Julio lidera a modelagem das peças no software Fusion 360, em um processo que envolve toda a equipe. Ter a oportunidade de trabalhar com uma tecnologia de alto nível enquanto estudante era algo que Maria não esperava: “É um processo demorado e desafiador, não vou negar. Mas é incrível ver o que eu criei no meu computador ser impresso de forma material com potencial de ajudar um paciente de verdade”, completa a extensionista.

Chegado o momento da impressão, entre camadas e fatiamentos, o dispositivo toma forma. A prótese de Fernando ainda não foi testada, mas o servidor da UFSM já demonstra sua satisfação com o projeto: “Acho que vai suprir as necessidades, estou na expectativa. Mas fui muito bem recebido pelas alunas, pelas professoras e fiquei bem agradecido”. O projeto Incluir Tecnologias Assistivas demonstra que tecnologia e cuidado podem caminhar juntos. A escuta às particularidades do cotidiano e a busca por soluções adequadas para cada caso tornam o atendimento um processo construído em conjunto entre paciente e profissionais. No encontro entre a Terapia Ocupacional e a tecnologia assistiva, dispositivos ganham um novo sentido: o de resgatar a autonomia.

Estudo de modelagem no Fusion 360 | Foto: Mathias Ilnicki

Para saber mais sobre o projeto, acompanhe o Instagram: @incluirta


Repórteres: Amanda Borin e Mathias Ilnick

Contato: amanda.borin@acad.55bet-pro.com / mathias.dalla@acad.55bet-pro.com

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2025/07/12/29a-edicao Sun, 13 Jul 2025 00:03:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3965
29ª Edição, Esporte
ESPORTE: UM IMPULSO PARA A MENTE
Exercícios físicos na UFSM propiciam saúde mental para estudantes
29/07/2024
29ª Edição, Saúde
SAÚDE MASCULINA EM PAUTA
Desinformação sobre o câncer de mama em homens dificulta diagnóstico e aumenta incidência da doença
21/07/2024
A .TXT conversou com a engenheira para entender um pouco mais sobre sua carreira na pesquisa acadêmica e como isso a guiou para os carros voadores. .TXT: Como iniciou sua jornada acadêmica? Raíssa: Na pesquisa, eu comecei na iniciação científica durante a graduação. Sempre me interessou pesquisar e compreender mais sobre diversos assuntos, essa vida de buscar artigos. Atualmente o meu intuito com a pesquisa é mais de aprender, pois eu voltei para a indústria. Na área que estou trabalhando hoje, de desenvolvimento de motores para os carros voadores, tudo é novidade. Então qualquer publicação ou informação é valiosa. A gente está sempre lendo em busca de soluções para essas novas tecnologias. .TXT: O seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Engenharia Elétrica foi focado em energia solar. Como foi a migração para motores elétricos? Raíssa: A energia solar sempre fez meus olhos brilharem. Eu gostava muito da parte de sistemas elétricos de potência, que é essa parte de geração de e distribuição de energia, principalmente a parte das usinas. Eu queria trabalhar nessa área e estava procurando empregos. Porém a vida foi me levando pra outro lado, naturalmente. Eu fiz estágio na NASA, que é engenharia aeroespacial, e também na WEG Motores, na área de motores elétricos, e eu curti muito. Isso foi muito importante, de ir migrando, pois assim fui testando várias áreas. No final da graduação, quem me contratou foi uma empresa de São Paulo chamada SEW-Eurodrive, que é uma concorrente da WEG. .TXT: No mestrado, o título da sua dissertação foi “Detecção de barras interrompidas em rotores de motores de indução por meio de um método de subespaços para identificação de sistemas e algoritmos classificadores”. Como você explica a importância dessa pesquisa? Raíssa: A pesquisa em si é para detecção de falhas em motores elétricos com um algoritmo que determina a falha a partir da corrente do motor. Ou seja, através da corrente que passa no motor, podemos extrair informações sobre o estado dele, como se fosse um monitoramento da saúde do motor. Se o motor está bem, vai apresentar uma corrente de uma forma, se o motor tem alguma falha, na corrente vão ser apresentadas características que mostram que existe um problema. .TXT: Qual sua área de estudo atualmente no doutorado? Raíssa: No doutorado, decidi mudar um pouco o foco da pesquisa. Eu juntei os dois estágios que tive na graduação, na área aeroespacial e na área elétrica. O meu doutorado é sobre controle de motores para carros voadores, é uma área muito nova e eu ainda estou na parte teórica, em busca de literaturas e novos artigos. A fabricação de motores para a aviação é um outro mundo, são motores com bastante detalhes e especificidades. Bem mais complexo do que a gente trabalhar no motor industrial e eu me encantei por aquilo, né? .TXT: Pode nos contar sobre seu atual trabalho, na Eve Air Mobilty, que envolve um projeto de carros voadores? Raíssa: Hoje eu trabalho no desenvolvimento de motores para carros voadores. A previsão é que em 2026 sejam lançados os primeiros. A gente fala carros voadores por ser um nome mais simples, mas eles também são conhecidos como eVTOL (sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical). Eles são muito parecidos com helicópteros, mas eles são veículos silenciosos e completamente elétricos, então eles podem fazer voos mais baixos. O propósito é realmente que eles possam desafogar um pouco o trânsito nas grandes cidades, ofertando esse serviços como Uber para a população. A Eve Air Mobilty, que é uma empresa da Embraer, entrou em contato comigo pelo Linkedin para fazer uma entrevista. Era algo que eu não estava esperando agora, minha expectativa era terminar o doutorado para depois voltar para a indústria, mas passei na entrevista e aqui estou.
29ª Edição, Entrevista, Perfil
O CÉU NÃO É O LIMITE
Conheça a engenheira eletricista Raíssa Raimundo da Silva, egressa do curso de Engenharia Elétrica e atualmente doutoranda da UFSM que…
18/07/2024
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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2023/07/03/27a-edicao Mon, 03 Jul 2023 13:43:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3733
EDITORIAL
REOCUPAR  Esta é a 27ª edição da revista .TXT. Depois de dois anos sem o contato físico das relações interpessoais, voltamos para uma edição produzida presencialmente  o que, por um tempo, foi apenas um sonho. Ao retornarmos ao 55BET Pro, sentimos…
02/08/2022
Saúde mental reflete na vida acadêmica
 Apoio psicológico oferecido pela UFSM promove bem-estar para estudantes 55BET Pro Brasil – Site Oficial de Apostas Online da vida adulta, saída da casa dos pais, entrada na…
29/08/2022
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Mesa de debate "Plataformas, sistemas e circulação"
Participação remota do pesquisador Antonio Fausto Neto (UNISINOS)

Iniciou nesta segunda-feira (12) a segunda etapa do V Seminário Internacional de Pesquisas em Midiatização e Processos Sociais, com a realização das Mesas de Debate. O primeiro encontro teve como eixo a temática “Plataformas, sistemas e circulação” e contou com a presença dos pesquisadores Heike Graf (Södertörn University), Mario Carlón (UBA), Antonio Fausto Neto (UNISINOS) e Viviane Borelli (UFSM).  

A cerimônia de abertura das mesas contou com a presença do representante do reitor no evento, o pró-reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisboa Filho; o coordenador do projeto do V Seminário Internacional de Midiatização e Processos Sociais, Jairo Ferreira; da coordenadora substituta do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Poscom), Viviane Borelli e da diretora do Centro de Ciências Sociais e Humanas da UFSM, Sheila Kocourek. 

Na sequência, iniciando a primeira mesa de debate do evento, Heike Graf apresentou sua perspectiva sobre a temática “Como gerenciar a complexidade? Observando os observadores, Luhmann e Verón” e Mário Carlon sobre a “Transformação contemporânea da rede semiótica”. Já Antonio Fausto Neto trouxe para a discussão o tema “Entre plataformas e hipermidiatização : sentidos em circulação dos papéis efêmeros”. Por sua vez, Viviane Borelli expôs sua pesquisa sobre “A problematização teórica-metodológica nos estudos de circulação e plataformas”.

As mesas seguem acontecendo até o dia 16 de dezembro, abordando diferentes discussões sobre circulação, plataformas, interações, imaginários e transformações sociais. Os encontros ocorrem de forma híbrida, com possibilidade de acesso online ou presencialmente no auditório do Inpe, na UFSM. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas neste link.

A proposta do Seminário é estimular a reflexão sobre o conceito de midiatização a partir das tensões entre perspectivas diversas. O objetivo central é situar a pesquisa no Brasil como lugar de reflexão e de articulação entre duas epistemologias em construção em torno da midiatização como linhagem de pesquisa de um lado: objetos, método e metodologias situadas no Sul, na Argentina e no Brasil, e, de outro, no Norte (neste ano, com pesquisadores da França, Rússia e Suécia).

O Seminário teve sua primeira etapa promovida em novembro, com a realização dos grupos de trabalho (GTs) em formato híbrido. Ao todo, foram 11 GTs, nos quais foram apresentados mais de 100 trabalhos com diferentes eixos temáticos.

O V Seminário é uma atividade da Rede Internacional de Pesquisas em Midiatização e Processos Sociais e do grupo Midiaticom, coordenados por Jairo Ferreira (POSCOM-UFSM), com presença pró-ativa de dezenas de pesquisadores (incluindo formandos em mestrado e doutorado) das instituições envolvidas, em diversos níveis de execução e coordenação (organização, comitê científico, coordenadores de GT, comentadores, etc.).

Cerimônia de abertura das mesas

Texto: Martina Belotto Michaelsen (UNISINOS)

Fotos: Thiago Trindade (Poscom UFSM)

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2022/09/09/o-fazer-artistico-e-a-falta-de-espacos-adequados-para-praticar Fri, 09 Sep 2022 21:34:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3713 Estudantes do Centro de Artes e Letras da UFSM reivindicam seus espaços de ensino

Quando os estudantes de Artes Cênicas e Teatro da UFSM achavam que voltariam à normalidade do ensino presencial, no início de abril de 2022, foram surpreendidos por outro entrave: a inadequação do seu principal material de ensino, o teatro Caixa Preta. Desde 2016, o local, destinado a atividades artístico-culturais com espaço para aulas e espetáculos, possui problemas de infraestrutura que até hoje não foram resolvidos completamente. Em busca de soluções para a adversidade, os alunos realizaram protestos e reuniões junto à Direção do Centro de Artes e Letras da Universidade.

Foto vertical colorida do protesto realizado pelo teatro Caixa Preta. Ao centro, um grupo de alunos, cinco pessoas em pé e quatro sentadas, seguram velas, uma coroa de flores brancas e uma faixa branca escrita em preto a frase “O caixa é nosso”. Os estudantes, cinco garotas e quatro garotos, vestem em sua maioria roupas na cor preta e expressam tristeza em seus rostos. O local possui chão de cimento com paralelepípedos retangulares e ao fundo uma porta de vidro com estrutura em aço azul, que possui um cartaz amarelo pendurado com a frase “Não confunda a reação do oprimido com a violência do opressor” em preto. No lado esquerdo da foto, uma parede amarela se estende ao final da porta e os alunos estão posicionados em cima de dois degraus.
Estudantes do CAL manifestando luto. Foto: Cristine Michelin

O ato “Caixão de Lembranças”, realizado no dia 1 de junho, foi a primeira tomada de atitude pelos acadêmicos para que a situação de descaso com o espaço não fosse deixada de lado. Entre os objetivos havia a necessidade de unir forças entre os alunos para levar o problema da falta de espaços adequados para a realização das aulas e espetáculos até a Direção do CAL. Os discentes usaram a metáfora do enterro em seu manifesto para exemplificar sua visão e sua relação com o teatro: como se fosse preciso sepultar um corpo morto para que pudesse renascer. Como resultado, uma reunião entre os docentes e alunos de todos os cursos que demandam do Caixa Preta foi marcada para o dia 8 de junho, a fim de debater os próximos passos.

No encontro, discutiu-se qual seria a melhor maneira de conduzir os direcionamentos necessários e, assim, entender as delimitações impostas naquele momento. A partir disso, uma comitiva foi criada entre os cursos de Dança, Música, Teatro e Artes Cênicas, com coordenadores e estudantes, além de representantes do centro e dos departamentos. A estudante de Teatro, Natália de Souza, que participou das ações citadas, expõe se sentir negligenciada e explica que o Caixa Preta não é apenas um lugar para espetáculos e sim o material pedagógico desses cursos e que, em sua falta, o ensino fica defasado. 

Além da estrutura: o drama da pandemia

No dicionário Oxford Languages, a palavra drama é considerada como “uma situação ou sequência de acontecimentos em que predomina conflito de emoções, e pode incluir tumulto, agitação etc”. Entretanto, dentro do universo teatral seu significado é relativo, tanto o gênero quanto o próprio conflito da ação cênica podem ser interpretados em seu uso. Desta forma, é inegável a ligação direta dessa palavra com o teatro, e é assim que os alunos encaram as dificuldades.

O isolamento social, ocorrido por dois anos no Brasil, resultou em diferentes visões sobre o ensino superior artístico, principalmente por possuir uma grade curricular majoritariamente prática. A discente de Artes Cênicas, Isadora Diesel, ingressou na Universidade no ano de 2022, quando os cursos retornaram à normalidade. Assim, ela relata vivenciar um sentimento bom, por considerar o começo do curso como o mais importante para a adaptação. Entretanto, a aluna de Teatro e integrante do Diretório Acadêmico, Sofia Dotto, comenta se sentir desmotivada com a forma que esse retorno aconteceu. Isso porque, após o tempo pandêmico, se esperava que a retomada de todas as atividades ligadas ao aprendizado teatral fossem realizadas normalmente, porém Sofia conta ter se deparado com dificuldades novamente.

Em complemento a tal questão, Natália vivenciou o antes, o durante e o depois da pandemia. Para ela, a sensação de não ter ocorrido nenhuma mudança de 2020 para os dias atuais prevalece, “parece ter sido tudo um sonho e que estamos voltando ao primeiro dia de aula”. Contudo, ainda assim, a aluna se sente aliviada ao ver que, aos poucos, o curso se encaminha à normalidade.

Durante o ensino remoto, os desafios para adequar as cadeiras à ausência da tridimensionalidade do exercício cênico estendiam-se às mais pequenas coisas, como a modificação da voz por meio do microfone, a falta de materiais didáticos em casa e a apresentação de trabalhos por meio da internet. As alunas relatam experiências interessantes durante esse período, que envolvem conhecer mais sobre os colegas e as particularidades de cada um, além da criação de uma nova essência para esses semestres, apesar de não necessariamente se identificar com ela. 

No primeiro momento, apenas cadeiras teóricas foram ofertadas, tanto de semestres ímpares quanto pares, em razão da falta de conhecimento sobre a duração do Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE). Porém, no primeiro semestre de 2021, a grade curricular recebeu adaptações para poder ser ofertada aos alunos, e, no segundo semestre do ano, quase todas já estavam disponíveis. Em paralelo a isso, a coordenadora do curso de Artes Cênicas, Mariane Ribas, disponibilizou-se a atendimento via WhatsApp para os alunos das turmas de 2020 e 2021 por meio de um grupo e do chat privado. E, durante todo o período de matrículas, a coordenação realizou alguns encontros via Google Meet.

Da inovação às ruínas estruturais

O teatro Caixa Preta da UFSM, também conhecido como Espaço Rozane Cardoso, é um local multiuso com características únicas na região, por não possuir estrutura fixa em seu interior, tornando-o modulável para criação de configurações de palco e plateia versáteis, de acordo com as necessidades de cada produção artística. A configuração de uma Black Box é marcada pela mobilidade dos assentos da plateia e pela pintura do ambiente em preto. 

Foto horizontal colorida do interior do Caixa Preta de lado. Na faixa central da imagem, há pilhas de cadeiras pretas próximas a uma parede preta, com pé direito alto. Nessa parede, há cinco espumas de isolamento acústico na cor preta, e três na cor branca e uma mais escura. Do lado esquerdo, há uma cortina preta e classes de sala de aula.  Na parte inferior da imagem, o chão é de parquet marrom, com cinco tatames azuis e quatro bambus espalhados por ele.  No teto de cor preta, há estruturas de metal pretas que atravessam o teatro, dispostas em forma linear e quadrada, com iluminação em lâmpadas fluorescentes.
Interior do Teatro Caixa Preta da UFSM. Foto: Laurent Keller

Essa concepção de espaço, black box (caixa preta), foi desenvolvida para o teatro experimental nos anos 1920, por Adolphe Appia, designer suíço, com o intuito de aproximar o público do que é encenado no palco. Contudo, foi na década de 1960 que o estilo ganhou popularidade pelo mundo. Na UFSM, o teatro Caixa Preta foi inaugurado em 1988 por Inês Marocco, Paulo Márcio Pereira, Nair Dagostini, Elisabeth da Silva Lopez, Beatriz Pippi e Edir Bizognin e Berenice Gorini, membros do Departamento de Artes Visuais, a partir da ideia do professor Irion Nolasco, no final dos anos 70. O espaço se tornou referência local para as Artes Cênicas, contudo, nos últimos oito anos, o Caixa Preta só foi mencionado negativamente, devido à série de irregularidades infraestruturais.

Em 2016, foi feito o primeiro parecer técnico pelo Núcleo de Segurança do Trabalho da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), em que foi constatado que o teatro estava em desacordo com as normas de segurança vigentes que detectou, dentre outros problemas: falta de extintor no rol de entrada; fiação desencapada; risco de choque; lâmpadas de teto sem proteção; piso inadequado para atividades teatrais e escada fora dos parâmetros de segurança. Recentemente, em setembro de 2021, o teatro passou por uma nova avaliação técnica pela PROGEP, em que muitos dos problemas de 2016 reapareceram. Apesar das recomendações, o ambiente quase não sofreu modificações, segundo relata o Diretor do Centro de Artes e Letras, Claudio Esteves. Atualmente, o teatro segue fechado para grandes espetáculos, sendo usado para aulas práticas e apresentações limitadas em relação ao público e à montagem. 

Após a criação da comitiva, a direção do CAL voltou a pressionar a reitoria da UFSM para que um novo laudo técnico fosse feito e, dessa vez, cumprido. De acordo com Esteves, também é preciso que seja feito um aporte de recursos financeiros suficientes destinados à reforma e ao funcionamento do Caixa Preta, para incluir, por exemplo, o custeio de um técnico de luz e som especificamente para trabalhar no teatro. Isso porque professores não podem se responsabilizar por tais questões, menos ainda alunos. O ideal seria que alguém estivesse presente em ensaios e espetáculos para coordenar a parte técnica e garantir a segurança do lugar.

Foto vertical colorida de um corredor do Centro de Artes e Letras da UFSM. Em primeiro plano, aparecem espalhados pedaços de móveis velhos em MDF com tamanhos variados na cor marrom.ao fundo da imagem, uma porta vermelha com poster preso nela e uma placa com o número 1226. Do lado esquerdo da foto, um móvel de madeira retangular encostado na parede. A parede é de cor azul clara e possui uma série de quadros de formatura e um extintor de incêndio pendurado. Na parte superior da foto, uma estrutura metálica percorre toda extensão do corredor. O chão é de piso acinzentado.
Entulho nos corredores do CAL. Foto: Laurent Keller

Somado aos entraves já citados, o prédio do CAL como um todo tem sofrido com falhas de manutenção, como chãos de salas de aula com farpas e presença de morcegos e abelhas pelo edifício. Além de haver poucas salas, elas também são pequenas para encenações, logo, os alunos de Teatro e de Artes Cênicas têm tentado driblar as adversidades para tentar alcançar uma formação digna. A acadêmica Natália confessa sentir medo de se formar incompleta, uma vez que os alunos não podem usufruir de outros espaços teatrais da Instituição, como o Centro de Convenções, devido a irregularidades, ou de locais externos, como o Theatro Treze de Maio, por causa da falta de recursos financeiros para alugar.

O futuro incerto do teatro universitário

Ainda sem data para realização de um novo parecer técnico, nem para disponibilização de recursos financeiros, os estudantes seguem firmes na luta em defesa do seu direito de ensino qualificado. Natália de Souza expõe se sentir de mãos atadas, porque ‘’o Caixa Preta é nosso, a gente deveria ter o contato com ele a todo momento’’.

Sofia Dotto reforça a ideia de que os estudantes não devem desistir do que é deles por direito. Ela seguirá a exigir por melhorias, mesmo que ela não as possa usufruir durante sua jornada acadêmica, pois ao menos os futuros acadêmicos dos cursos de Artes Cênicas e Teatro poderão.

A expectativa é de que, com a criação da comitiva e o apoio da comunidade acadêmica, o espaço cultural Caixa Preta volte a funcionar como no passado, para que os acadêmicos da UFSM possam exercer sua arte de maneira adequada e digna novamente.

Acompanhe as próximas atividades do Teatro universitário da UFSM, pela página no Instagram @danoufsm e pelos sites dos cursos de Teatro (http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/licenciatura-em-teatro/) e Artes Cênicas (http://www.55bet-pro.com/cursos/graduacao/santa-maria/artes-cenicas/).

Foto horizontal colorida do corredor do Centro de Artes e Letras da UFSM. Nas proximidades das paredes do lado esquerdo e direito da foto, uma fila de pessoas se estende até o fundo. Os estudantes estão de costas e seguram velas, e ao fundo uma aluna segura uma coroa de flores brancas. O teto possui estruturas de metal lineares azuis, onde as luzes fluorescentes estão penduradas. As paredes são amareladas e possuem alguns quadros e estruturas de madeira em azul.
Corredor de alunos em protesto. Foto: Laurent Keller

Reportagem: Cristine Michelin e Laurent Keller.

Contato: cristinemichelin@gmail.com;laurentlimakeller@gmail.com.

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2022/09/05/pobreza-menstrual-e-seus-reflexos-no-ambito-academico Mon, 05 Sep 2022 21:37:38 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3622 Abordagens do tema por um prisma socioeconômico na UFSM

Ilustração colorida na horizontal, com o desenho de peças íntimas manchadas de sangue na parte inferior. Na lateral esquerda do desenho, há uma calcinha azul, com uma mancha de sangue ao seu lado esquerdo que forma o símbolo transgênero. Na parte central, há uma cueca Boxer branca, com uma mancha de sangue formando, acima, o símbolo do cifrão. Na lateral direita , há uma calcinha-caleçon lilás, com uma mancha de sangue no interior , na parte superior, forma o símbolo transgênero. O fundo é em rosa pastel com textura de tecido ondulado.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a pobreza menstrual é uma questão mundial de saúde pública e dignidade humana, que surge a partir da limitação do acesso a saneamento básico, serviços de saúde e informação a quem menstrua. Dessa forma, pessoas que menstruam e estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica e privação da liberdade, são as mais afetadas pelo problema.

O ambiente acadêmico, por ser formado majoritariamente por pessoas jovens e em processo de conquista de estabilidade econômica, é um importante campo de estudo para esse tema. A UFSM acolhe milhares de estudantes de todos os cantos do país, que têm, entre si, contrastes de cultura e padrão de vida, o que dialoga diretamente com a questão.

Com base nisso, o fato de absorventes não serem distribuídos como item básico de higiene dentro das unidades de Casa do Estudante Universitário (CEU) da UFSM, onde moram estudantes com auxílio de benefício socioeconômico, é algo a ser avaliado. Os projetos de extensão relacionados ao tema, desenvolvidos na Universidade, são uma opção de ajuda, mas o cenário pandêmico limitou o alcance das atividades práticas. 

No Meu Fluxo: uma corrente do bem

Com o objetivo de defender o direito à dignidade de todas as pessoas que menstruam, surge o projeto No Meu Fluxo, que traz informações a respeito da saúde menstrual e promove o autoconhecimento. O projeto de extensão da UFSM, que conta com a participação de alunas das áreas da saúde e da comunicação, começou a atuar em outubro de 2021, através das redes sociais e de episódios de podcast. A acadêmica de medicina e participante do projeto, Tanize Milbradt, declarou que o principal intuito do projeto é focar em educação e saúde, para levar o acesso à informação a pessoas em situação de pobreza menstrual e tornar o assunto algo natural e desmistificado.

Impactos na saúde íntima

Segundo dados do relatório “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violação de direitos” do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), de maio de 2021, sabe-se que o uso de métodos improvisados para a contenção do sangue é algo comum em cenários onde não há garantia de acesso a produtos adequados. Dentre esses improvisos, estão o uso de pedaços de pano usados, roupas velhas, jornal e até miolo de pão. 

A médica Juliana da Rosa Wendt, orientadora do projeto No Meu Fluxo e especialista em medicina de família e comunidade, explica que a utilização desses meios alternativos traz uma série de riscos para a saúde, ocasionando infecções bacterianas e fúngicas. A Doença Inflamatória Pélvica, causada por essas infecções, atinge útero, trompas e ovários, podendo levar à infertilidade e até mesmo à morte.

Além da saúde íntima, a pobreza menstrual prejudica também a saúde mental, uma vez que a pessoa em condições de vulnerabilidade socioeconômica acaba se privando de ir à escola ou ao trabalho durante o período, o que acarreta inúmeras outras problemáticas sociais, por interferir na qualidade de ensino e na manutenção de renda. As consequências trazidas por esse problema não afetam somente pessoas com útero e deveriam ser questão de preocupação pública, já que, a cada pessoa que é privada de ter sua rotina com qualidade e integridade, indicam que falhamos como sociedade.

Todas por uma

A pobreza menstrual é resultado, principalmente, da desigualdade social, visto que quem mais é afetado por esse problema é quem não tem condições financeiras e estruturais para enfrentar um ciclo com garantia de qualidade. Estudantes da UFSM que moram na CEU lidam, na maioria das vezes, com a falta de recursos e com a precarização do espaço de higiene que, por ser em uma moradia coletiva, é dividido com várias pessoas.

A acadêmica do curso de Produção Editorial e moradora da CEU, Patricia Queiroz da Silva, conta que no apartamento onde mora cada pessoa é responsável pela compra de seus próprios itens de higiene e saúde. A estudante desconhece projetos que realizem a distribuição de absorventes e relata que, quando precisou, recorreu a outras moradoras.

Esse cenário expõe que pessoas que moram na CEU e não têm condições de arcar com o necessário para a higiene menstrual dependem da empatia e disponibilidade de outros moradores. O fato de ser difícil conseguir conciliar estudos e trabalho para manter uma renda destaca a importância de um auxílio efetivo para os estudantes em situação econômica delicada, visto que fatores socioeconômicos interferem diretamente no bem-estar e no rendimento acadêmico dos estudantes. 

Menstruação além de gêneros predefinidos

A inclusão de homens transgênero é outro ponto que não pode ser ignorado nesse debate sobre dignidade menstrual. O acadêmico de jornalismo Gabriel Escobar da Silva, relata que, muitas vezes, há carência de informações no atendimento médico disponibilizado a pessoas transmasculinas que fazem uso de hormônios. O jovem frisa também o fato de que pessoas trans que menstruam nunca estão nas campanhas sobre menstruação.

Essa exclusão se nota também no fato de haver uma quantidade limitada de pesquisas e dados relacionados a essa parcela social dentro da questão da pobreza menstrual. O preconceito acaba sendo um dos fatores determinantes para que homens trans não consigam ter o pleno usufruto de seus direitos e a garantia de um período menstrual seguro e digno.

Há ainda muitos outros vieses a serem abordados dentro dessa problemática. Pessoas em situação de rua, população carcerária, crianças e adolescentes em acolhimentos institucionais, entre outras minorias sociais, devem ser incluídas na pauta de combate à pobreza menstrual. A discussão sobre a necessidade de lutar contra a desinformação e a privação de liberdade e pela garantia de qualidade de vida para pessoas que menstruam é algo recente, mas sua importância é atemporal.

Dados e configuração social

Através de pesquisa feita por formulário online, disponibilizado por links em redes sociais, coletamos dados sobre o grau de instrução acerca da menstruação e das questões socioeconômicas e de gênero em que ela se insere. Os resultados da pesquisa, aplicada a 47 pessoas, mostram que 87,2% não conhecem iniciativas na Universidade que visam instruir sobre o assunto e combater a pobreza menstrual e apenas uma pessoa disse saber a quem recorrer no meio acadêmico em situação de vulnerabilidade financeira relacionada à compra de itens de higiene menstrual. Todos os participantes da pesquisa concordaram que o preconceito é algo que dificulta o acesso desse público a itens e a informações básicas. 

Link das respostas da pesquisa:

http://docs.google.com/forms/d/1NEwXuNFFJC7CdjF2PVXqioF09JScs8xAYzJcUmLzeZQ/edit#responses

Reportagem: Kemyllin Dutra

Ilustração: Andressa G. Gonçalves

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2022/08/04/fobia-social-no-periodo-pos-pandemia%ef%bf%bc Thu, 04 Aug 2022 20:30:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3623
Ilustração vertical e colorida com destaque para tons de azul com desenho de uma pessoa no centro. Ela é uma mulher de pele clara e cabelo escuro, ela olha para baixo, mas não tem expressões no rosto, as suas mãos estão dentro do bolso de um moletom. Ela veste um moletom azul claro e calças e tênis azul escuro. Na sua volta e atrás, existe o desenho de 6 sombras grandes e de pessoas em tons de azul escuro. O fundo é azul em degradê do claro para o escuro.
Ilustração: Ana Caroline Alves Crema

 Estar isolado não é fácil para ninguém. Foram 756 dias, cerca de dois anos, à espera do retorno, seja com a alegria do reencontro ou com o medo da nova realidade. Nesse contexto, é possível descobrir problemas e fragilidades profundas; a insegurança de estabelecer relações, de se expressar e de falar em público são exemplos das dificuldades causadas pela quantidade de adaptações em um curto período de tempo (do presencial ao remoto, do remoto ao presencial). Além de transtornos como ansiedade e depressão, é preciso dar atenção à fobia social, que pode ser confundida com vergonha e timidez, mas que é mais nociva para a saúde mental de uma pessoa.

 O Transtorno de Ansiedade Social, também conhecido como fobia social, é o pânico de situações de convívio coletivo, como falar em público e se direcionar verbalmente a pessoas estranhas ou pouco conhecidas. Em casos extremos, pode avançar para o medo de sair de casa, ou até para uma depressão profunda.

 No contexto da pandemia da Covid-19, o cotidiano de quase toda a sociedade era dentro de casa, mantendo contato apenas com familiares, na maioria das vezes. Quando existia interação fora dessa bolha, não  havia o olho no olho, o toque e nem a experiência sensorial, que faz parte da interação humana. Segundo o doutor em Psicologia e docente da UFSM, Silvio José Lemos Vasconcellos, quanto mais o indivíduo é isolado, mais ele perde sua confiança e suas habilidades sociais. Ou seja, ele terá dificuldade de conviver em sociedade quando inserido nela. 

O contraste entre dois cenários

Desde o início da pandemia, os universitários passaram por uma série de adaptações. Seja quem já estava na metade da graduação e teve que se adequar à forma remota, ou quem iniciou o curso e teve de se ajustar à vida universitária online em 2021. Mudanças significativas podem gerar uma série de reações, e foi o que aconteceu com a volta às aulas presenciais. Em pesquisa realizada por meio de formulário com 52 alunos da UFSM, 65% responderam  sentirem um aumento em seus níveis de depressão e ansiedade, em decorrência da diminuição das aulas remotas. 

A mestranda em Psicologia da UFSM e psicóloga clínica, Andressa Da Cas, afirma ser muito natural esse tipo de resposta, uma vez que, além das diferenças presentes na rotina da entrada em uma universidade, também existem as adequações à volta do presencial. Ela ainda conta que são  muito importantes os “ritos de passagem” ocorridos no ingresso dos universitários à vida acadêmica, como o trote e a Semana da Calourada. Afinal, fazem os jovens se sentirem pertencentes à UFSM e inseridos no meio, o que auxilia na adaptação nesse período.

No caso de acadêmicos com ansiedade social, o cenário não é diferente. Silvio afirma que, apesar de ainda não existirem dados que demonstrem como essas pessoas reagem à volta das aulas presenciais, é plausível que aumentem os casos de fobia social, já que existe uma distinção entre o modo de se relacionar na forma remota e na presencial. “Em vários momentos, o universitário, que se fazia tão presente e ‘ativo’ durante as aulas remotas, pode não ter o mesmo desempenho nas aulas presenciais”, ele afirma.

A dessemelhança também é perceptível no jeito como os estudantes interagem com seus colegas e demais frequentadores da UFSM. Na pesquisa, 40% responderam que apresentam dificuldades em manter interações e 36% que se sentem sozinhos na universidade. Esse é um reflexo não só da transição para o meio acadêmico, como também da distância de suas famílias e amigos, uma vez que isso afeta a estabilidade emocional de quem não morava em Santa Maria. “Existe uma inversão de papéis que vai além da falta da segurança e do conforto que nossos pais transmitem para nós”, Andressa destaca.

Como a UFSM pode contribuir

A universidade toma várias medidas para a melhoria na qualidade de vida dos seus estudantes. Diante dos problemas envolvendo a saúde psicológica dos universitários, a UFSM oferta, através da PRAE (Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis) e da CAED (Coordenadoria de Ações Educacionais), terapias em grupo e atividades semelhantes, onde há atuação de estagiários de psicologia.

O professor Sílvio acredita que, visando o atendimento de pessoas que foram ou possam vir a ser diagnosticadas com ansiedade social, a realização de workshops pode ser uma possível contribuição para a vida acadêmica desses estudantes. Um exemplo levantado pelo professor seria a prática de oficinas para ajudar quem sente dificuldades de falar em público. Silvio explica que uma pessoa com ansiedade social alta vai prestar atenção apenas nas reações negativas à sua apresentação. Por isso, a realização de workshops pode fazer diferença na vida dessas pessoas.

Mesmo com todos os sintomas aparentes, a fobia social pode ser confundida com outros transtornos e, cada vez mais, se faz presente no dia a dia brasileiro. De acordo com o último levantamento do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, ocorrido em 2019, cerca de 13 milhões de brasileiros são acometidos com o Transtorno de Ansiedade Social, e de acordo com especialistas como Silvio, é uma boa proposição teorizar que esses números subiram no “pós-pandemia”. Entretanto, não existe um dado palpável sobre o aumento, já que as pesquisas sobre o tema estão em andamento.  

Uma dica para amenizar o problema é  procurar estabelecer uma rede de apoio e também ser a rede de apoio de alguém. Práticas como bullying e intolerância, de todos os tipos, podem despertar e agravar um quadro de fobia social. É preciso ter paciência no retorno, tanto com os outros, quanto com você mesmo. Não se cobrar demais e cuidar para não alimentar o sentimento de atraso. Sobre isso, Andressa aconselha: “Melhor do que pensar que perdemos tempo na pandemia, é pensar que vivemos o que tínhamos que viver”.

                                                                                                                                                                                     Clarisse Amaral e Júlia Ilha

O Transtorno de Ansiedade Social é um problema grave de saúde mental e pode ser desencadeante para outros diagnósticos psiquiátricos, como a depressão e a dependência química. Segundo um artigo publicado na  Revista Brasileira de Psiquiatria sobre a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) da Fobia Social, de 2008, a fobia é mais comum entre mulheres, e tem início, na maior parte dos casos, na adolescência. A Terapia Cognitiva Comportamental é uma das possibilidades de tratamento e foca em discussões práticas e na exposição dos problemas. Quando o diagnóstico é inicial,  a média é de 12 a 16 sessões, individuais ou em grupo, de TCC para obter resultados significantes, aponta o artigo.

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Sem categoria – .TXT-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/2022/08/02/26a-edicao Tue, 02 Aug 2022 18:07:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/midias/experimental/revistatxt/?p=3612
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