{"id":280,"date":"2020-02-11T12:16:44","date_gmt":"2020-02-11T15:16:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/unidades-universitarias\/ccr\/msrs\/?page_id=280"},"modified":"2020-02-17T11:11:49","modified_gmt":"2020-02-17T14:11:49","slug":"confeccao-de-monolitos","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/confeccao-de-monolitos","title":{"rendered":"Confec\u00e7\u00e3o de monolitos"},"content":{"rendered":"\t\t
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MONOLITOS DE SOLOS: procedimentos utilizados pelo Museu de Solos do Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Um monolito de solo \u00e9 uma sec\u00e7\u00e3o vertical de um perfil de solo removido e montado para estudo ou exposi\u00e7\u00e3o (figura 1). Dependendo do m\u00e9todo utilizado para extra\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos monolitos, pode-se manter diversas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas, como cor, estrutura, presen\u00e7a de ra\u00edzes, concre\u00e7\u00f5es, n\u00f3dulos e material prim\u00e1rio, permitindo a visualiza\u00e7\u00e3o da sequ\u00eancia de horizontes, tipos de transi\u00e7\u00f5es, impedimentos f\u00edsicos ao uso dos solos, entre outros.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Figura 1. Exposi\u00e7\u00e3o de monolitos de solos no Museu de Solos do Rio Grande do Sul, UFSM.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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Os monolitos de solos s\u00e3o importantes porque permitem a observa\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas de diferentes solos em um mesmo ambiente, facilitando a aprendizagem dos estudantes sobre a Ci\u00eancia do Solo. Esse \u00e9 o exemplo do Museu de Solos do Rio Grande do Sul que apresenta uma cole\u00e7\u00e3o com os principais solos do Estado. Nestas cole\u00e7\u00f5es os monolitos podem ser estudados, analisados e comparados, representando uma ferramenta did\u00e1tica \u00edmpar no ensino da Ci\u00eancia do Solo.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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A confec\u00e7\u00e3o do monolito de solo<\/strong><\/h5>

A confec\u00e7\u00e3o do monolito de solo atrav\u00e9s do m\u00e9todo utilizado pelo Museu de Solos do RS \u00e9 realizada em cinco etapas que seguem: 1. prepara\u00e7\u00e3o do material para coleta; 2. coleta do monolito; 3. prepara\u00e7\u00e3o do monolito para impregna\u00e7\u00e3o; 4. impregna\u00e7\u00e3o do monolito (impermeabiliza\u00e7\u00e3o); 5. exposi\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do monolito.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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1. Prepara\u00e7\u00e3o do material para coleta<\/strong><\/h5>

S\u00e3o importantes os seguintes materiais: ataduras de gaze, cola branca a base de PVA (mesma cola branca do tipo escolar), pincel para espalhar a cola uniformemente na forma e a prepara\u00e7\u00e3o de uma p\u00e1 reta. Em solos muito argilosos e profundos como alguns Latossolos, o uso de uma cavadeira pode auxiliar a retirada do monolito. Da mesma forma, o uso de um enxad\u00e3o para retirada do solo j\u00e1 escavado pode acelerar o servi\u00e7o. Tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios picareta, faca tipo punhal, fita adesiva do tipo crepe para prender as ataduras no monolito e prumo para verificar a inclina\u00e7\u00e3o do perfil.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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2. Coleta do monolito de solo no campo<\/strong><\/h5>

\u00c9 importante ressaltar que os cuidados para sele\u00e7\u00e3o do perfil na coleta seguem aqueles descritos por Santos et al. (2005). Ap\u00f3s esta limpeza, come\u00e7a-se alisando a parede no sentido vertical. A parede do perfil deve estar perfeitamente plana, visto que somente assim ela entrar\u00e1 completamente em contato com a forma met\u00e1lica, aderindo-se a esta. Ap\u00f3s, encosta-se a forma na parede vertical e marca-se a sua largura e altura com um risco de faca.
Na sequ\u00eancia, escava-se a por\u00e7\u00e3o externa a marca\u00e7\u00e3o da faca (largura da forma) o suficiente para encaixar a pr\u00f3pria forma (figura 2), neste momento ainda sem cola, pois \u00e9 s\u00f3 para ajustar a forma ao solo. Se tudo estiver bem encaixado, passar cola em toda superf\u00edcie interna da forma com o aux\u00edlio de um pincel. Passar cola sem dilui\u00e7\u00e3o e em quantidade suficiente para garantir uma boa ader\u00eancia e um futuro longo ao monolito.
A seguir, encaixa-se a forma, com cola no fundo e bordas internas, no solo que ficou saliente no perfil (monolito esculpido no perfil). Na sequ\u00eancia, escora-se a forma met\u00e1lica e inicia-se a escava\u00e7\u00e3o com o m\u00e1ximo de cuidado. Escava-se um pouco, aproximadamente 15 a 20 cm, deixando uma por\u00e7\u00e3o de solo de aproximadamente 15 cm na frente da forma met\u00e1lica e enrola-se todo o material (solo e forma met\u00e1lica) com atadura de gaze de maneira que esta fique bem firme, fixando a atadura com fita crepe. Repete-se este procedimento at\u00e9 a base da placa met\u00e1lica. Ap\u00f3s a sua retirada,\u00a0o monolito \u00e9 transportado para o laborat\u00f3rio.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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Figura 2. Prepara\u00e7\u00e3o do perfil para receber a forma e prote\u00e7\u00e3o do mon\u00f3lito com atadura de gaze.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
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3. Prepara\u00e7\u00e3o do monolito para impermeabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h5>

Primeiramente, retiram-se as ataduras e, com o monolito ainda \u00famido, realiza-se o rebaixamento final, deixando o solo aproximadamente na altura da forma met\u00e1lica. \u00c9 claro que a altura do monolito ser\u00e1 ditada pela classe de solo, mais especificamente, pelo seu tipo de estrutura ou pela presen\u00e7a de concre\u00e7\u00f5es ou n\u00f3dulos. Nesta etapa, tamb\u00e9m chamada de \u201climpeza\u201d, deve-se ter o cuidado para n\u00e3o alterar a estrutura daqueles solos com estrutura bem definida. Nessa fase \u00e9 necess\u00e1ria muita habilidade e principalmente paci\u00eancia, pois manter a estrutura natural do solo \u00e9 a garantia de um mon\u00f3lito de qualidade.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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4. Impermeabiliza\u00e7\u00e3o do monolito<\/strong><\/h5>

A impermeabiliza\u00e7\u00e3o do monolito \u00e9 realizada atrav\u00e9s da sua impregna\u00e7\u00e3o com cola pl\u00e1stica branca a base de PVA. Esta fase \u00e9 bastante lenta e deve ser executada com o maior cuidado, pois dela vai depender muito a durabilidade e a apar\u00eancia do monolito. Os monolitos do Museu de Solos do Rio Grande do Sul \u2013 UFSM possuem 44 anos de exposi\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico e ainda se mant\u00eam em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o, prova de que este m\u00e9todo pode apresentar sucesso quando for executado de forma adequada, principalmente, na etapa de impermeabiliza\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as.
A impermeabiliza\u00e7\u00e3o do monolito inicia-se logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino da limpeza fina, sempre com o monolito \u00famido. O mais importante nesta fase \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o da dilui\u00e7\u00e3o da cola pl\u00e1stica branca. Estas dilui\u00e7\u00f5es s\u00e3o preparadas em fun\u00e7\u00e3o da classe de solo e, \u00e0 medida que a impermeabiliza\u00e7\u00e3o do monolito vai aumentando, as dilui\u00e7\u00f5es devem aumentar. N\u00e3o se pode esquecer que a cola precisa penetrar no solo e n\u00e3o formar uma crosta branca na sua superf\u00edcie.
O tempo necess\u00e1rio para finaliza\u00e7\u00e3o de um monolito depende das caracter\u00edsticas do solo, das condi\u00e7\u00f5es ambientais durante o preparo, e das dilui\u00e7\u00f5es efetuadas nas solu\u00e7\u00f5es de banho. \u00c9 muito comum esta fase do processo demorar em torno de 15 a 20 dias. O monolito ser\u00e1 considerado pronto para exposi\u00e7\u00e3o, quando apresentar uma boa impermeabiliza\u00e7\u00e3o, que pode ser visualizada pela dificuldade de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua na sua superf\u00edcie, ou, quando iniciar a forma\u00e7\u00e3o de crostas brancas na superf\u00edcie.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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5. Exposi\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos monolitos de solos<\/strong><\/h5>

Ap\u00f3s prontos, os monolitos podem ser dispostos em ambientes apropriados para a sua exposi\u00e7\u00e3o e estudo. Em termos de conserva\u00e7\u00e3o, o ambiente ideal \u00e9 aquele onde os monolitos estejam protegidos do contato direto com os usu\u00e1rios, ou seja, onde exista uma barreira, como por exemplo, de vidro, evitando a deprecia\u00e7\u00e3o dos monolitos pelo toque volunt\u00e1rio ou involunt\u00e1rio dos usu\u00e1rios. Al\u00e9m disso, uma prote\u00e7\u00e3o de vidro pode impedir a a\u00e7\u00e3o da poeira sobre as pe\u00e7as em exposi\u00e7\u00e3o. A poeira pode alterar a cor e aumentar a umidade sobre a superf\u00edcie dos monolitos, contribuindo para a sua degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>

Mais informa\u00e7\u00f5es e detalhes podem ser encontrados no livro \u201cConfec\u00e7\u00e3o de monolitos de solos\u201d. Este livro pode ser obtido gratuitamente no link abaixo.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

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MONOLITOS DE SOLOS: procedimentos utilizados pelo Museu de Solos do Rio Grande do Sul Um monolito de solo \u00e9 uma sec\u00e7\u00e3o vertical de um perfil de solo removido e montado para estudo ou exposi\u00e7\u00e3o (figura 1). Dependendo do m\u00e9todo utilizado para extra\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos monolitos, pode-se manter diversas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas, como cor, estrutura, presen\u00e7a […]<\/p>\n","protected":false},"author":867,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-280","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/users\/867"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/museus\/msrs\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}