FabLab – InovaTec-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia Fri, 25 Jul 2025 18:12:27 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico FabLab – InovaTec-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec 32 32 FabLab – InovaTec-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/2025/07/25/inovatec-ufsm-promove-workshop-sobre-sistemas-avancados-em-micro-ondas Fri, 25 Jul 2025 18:00:05 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/?p=3474 Na próxima terça-feira (29), o InovaTec UFSM Parque Tecnológico, em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos (PPGCTA) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ofertará o workshop “Sistemas Avançados de Micro-ondas: tecnologia histórica, aplicações inovadoras”. O encontro terá desde explicações teóricas até atividades práticas em laboratório, com o objetivo de disponibilizar ao público a experiência de vivenciar o potencial dos sistemas avançados de micro-ondas. 

O momento faz parte do Food Tech Skills – uma sequência de eventos que visam promover a união do ensino e da prática sobre tecnologias na área de foodtech – e será aberto ao público. O workshop será ministrado pelo gerente de produto de preparo de amostras orgânicas, automação e síntese da empresa Nova Analítica, Bruno Daniel Mayer. E trará um panorama sobre as diversas tecnologias que utilizam de micro-ondas em laboratórios, introduzindo os principais conceitos. Uma das tecnologias apresentadas estará presente no FoodTech FabLab do Parque. 

O InovaTec UFSM Parque Tecnológico promove ações como estas com o propósito de ampliar conhecimentos e possibilitar momentos de aprendizagem para a comunidade acadêmica e para o público da cidade de Santa Maria. O professor Juliano Barin, do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, afirma que o evento será de grande impacto para a sociedade em geral:

“A gente acredita que, abrindo essa palestra para o público em geral, nós vamos ter uma integração entre a comunidade acadêmica da UFSM e o público interessado, seja ele da sociedade civil, seja de empresas que estejam interessadas na participação no evento. Então, a gente vai fazer uma grande congregação e oferecer também uma atividade prática, onde vai ser possível visualizar um desses equipamentos em operação. É uma oportunidade única para se explorar essas possibilidades.”

O evento acontecerá no auditório do CEPETRO, no prédio 67A. As inscrições permanecem abertas até o dia do evento e podem ser realizadas através do link

 


 

Texto: Júlia Petenon, bolsista de Comunicação do InovaTec UFSM.

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Nesta segunda-feira (5), foi inaugurado o espaço maker (InovaTec Lab). O evento marcou a primeira ação do Festival da Cultura Maker e contou com a presença da Prefeitura Municipal de Santa Maria e da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria. 

O festival teve início no Espaço Collab, com a frase ‘’O valor de uma ideia está em colocá-la em prática’’, do inventor Thomas Edison, que resume o propósito do laboratório – de transformar ideias em soluções práticas para desafios do cotidiano. Além da apresentação dos benefícios e possibilidades do ambiente para a comunidade acadêmica, também foi disposto um espaço para que as autoridades presentes falassem sobre suas considerações acerca da criação do InovaTec Lab.

O ambiente é o primeiro espaço maker vinculado a um Parque Tecnológico em Santa Maria. E por isso, abre o precedente para que startups, empresas e agentes da sociedade possam trabalhar gratuitamente com os aparatos tecnológicos disponíveis. O reitor, Luciano Schuch, acredita que o laboratório será de grande utilidade para a comunidade como um todo.

“A criação desse espaço, para nós, é conexão. É conectar nossos estudantes de todos os níveis de modalidade, conectar com nossas empresas, que estão aqui, tanto startups, como empresas já graduadas, e poder utilizar esse espaço junto com a comunidade como um todo – todo o nosso ecossistema da cidade e região. Além de trabalhar com a base do funil – com a ideia de poder validar ideias, validar processos. Isso, para nós, é um marco dentro da instituição, e temos que cada vez fomentar mais ações como essa.”

A proposta do laboratório tem como diferencial a sua forma de uso, já que ele busca atender não só empresas, startups, pesquisadores e estudantes, mas também formar parcerias para incluir a participação do público em geral de Santa Maria e região. Para o Pró-reitor de Inovação e Empreendedorismo, Daniel Pinheiro Bernardon, o espaço agrega valor para a Universidade e para a sociedade. 

“A inauguração do ambiente maker propicia mais um ambiente diferenciado na instituição que vai beneficiar não apenas o parque tecnológico, mas também a UFSM e comunidade geral, visto que tem característica de ser um ambiente aberto, podendo ser usado para ensino, pesquisa, extensão, inovação e empreendedorismo. Importante destacar que o Maker se integra a outras iniciativas como o Living Lab e o Fab Lab, de modo a termos um ambiente robusto de prototipagem e validação de produtos, gerando novas tecnologias e negócios para instituição e região, além de formação para os nossos estudantes.”

Santa Maria possui hoje o melhor ecossistema de inovação do país, segundo o maior evento do Sistema Sebrae dentro do segmento, o ELI Summit (2024). Para o prefeito, Rodrigo Décimo, o InovaTec é essencial para o fortalecimento desse ecossistema.

“Esse momento é um passo importante que o InovaTec e a nossa Universidade Federal dão no sentido de trazer um espaço diferenciado, alinhado com o que tem de mais moderno no mundo. Eu tenho certeza que o espaço maker, somado ao lançamento do Festival da Cultura Maker, vai ser muito relevante para que nós possamos, com isso, fortalecer ainda mais o nosso ecossistema de inovação de Santa Maria. E o Parque Tecnológico da Universidade Federal de Santa Maria tem um papel muito importante nesse contexto como um todo.”

No segundo momento da solenidade, foi demonstrado aos convidados o funcionamento da impressora 3D Creality Ender SE do espaço maker, com a impressão de objetos de teste. Ela opera a partir da obtenção de um modelo digital, para a criação de objetos tridimensionais. Em vez de tinta e papel, como nas impressoras comuns, ela utiliza materiais como filamentos plásticos, e constrói os objetos por meio de camadas finas, uma em cima da outra, num processo chamado de fabricação aditiva.

Foto: Júlia Petenon – Bolsista de pós-graduação em comunicação.
Na foto estão objetos impressos na impressora 3D. São: 9 símbolos do InovaTec Lab na cor cinza e um na cor branca. Um gato na cor cinza. Um dinossauro na cor cinza. Um planetário na cor branca. Um golfinho na cor preta. E um símbolo maior do InovaTec Lab na cor preta.
Foto: Gabriela Beck – bolsista de comunicação do InovaTec

A cerimônia foi encerrada com o lançamento oficial do cronograma do Festival de Cultura Maker. Cada dia de evento é destinado a um público específico que será convidado a participar. Maiores informações serão divulgadas no Instagram @inovatec.ufsm. 

O que é o espaço maker (InovaTec Lab)?

O InovaTec Lab se trata de um ambiente maker específico para prototipagem e fabricação de modelos físicos. É um espaço colaborativo que dispõe de equipamentos e demais recursos para a elaboração de protótipos, oferecendo estrutura para que a comunidade acadêmica e empreendedora desenvolva, teste e aprimore suas ideias e criações.

A inauguração do InovaTec Lab foi viabilizada pela Política de Inovação da UFSM – um programa que foca em incentivar a inovação, o empreendedorismo e a pesquisa científica e tecnológica em interação com a sociedade. Foi a partir dela que o espaço maker recebeu os recursos necessários para sua fundação, provenientes da Pulsar Incubadora Tecnológica, da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo (PROINOVA), da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), da Prefeitura Municipal de Santa Maria e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 


Texto: Júlia Petenon, bolsista de pós-graduação em comunicação do InovaTec Parque Tecnológico UFSM

Revisão: Jéssica Medeiros, assistente técnica de comunicação do InovaTec Parque Tecnológico.

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Na manhã da última quinta-feira (11), a gestão do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, junto com o reitor da Universidade Federal de Santa Maria Luciano Schuch, recebeu os representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para uma visita técnica em três laboratórios da Universidade, nas áreas de alimentos e bioinsumos. Além disso, representantes do Sebrae RS estiveram presentes participando do roteiro de visitas. A comitiva também veio para Santa Maria para participar da 4ª edição do Dia de Campo do programa Advanced Farm 360º do Colégio Politécnico da UFSM, que ocorreu na tarde do mesmo dia. A visita técnica continuou na manhã da sexta-feira (12), onde além do MAPA e Sebrae, representantes da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS (SICT RS) visitaram os prédios 02 e 61H  da Pulsar Incubadora Tecnológica da UFSM, vinculada ao InovaTec, para conhecer alguns dos serviços e das  tecnologias desenvolvidas pelas startups incubadas.

O reitor da UFSM Luciano Schuch falou sobre a importância de receber estas autoridades na Universidade para que conheçam o potencial dos laboratórios de pesquisas e, assim, ver os resultados que estão acontecendo através dos investimentos feitos nestes espaços. “Por exemplo, os novos laboratórios que estão sendo investidos agora, os FabLabs, de Foodtech e Bioinsumos, é um importante investimento. É a fronteira do conhecimento sendo desenvolvida pela nossa universidade e apoiada pelo Ministério da Agricultura. Isso é muito importante. […] Quando eles vêm até aqui, começam a verificar a realidade, vêem que os alunos estão trabalhando, vêem os equipamentos […] e o resultado deste trabalho. Isso é fundamental para nós.”  afirmou.

Estiveram presentes autoridades como Cesar Simas Teles, Coordenador Geral de Articulação para Inovação do MAPA; José Cleber  Dias de Souza, Superintendente Federal da Agricultura no Rio Grande do Sul /MAPA-RS; Roberto F. Lucena, Chefe de Divisão do Desenvolvimento Rural/MAPA – RS juntamente com Stefan Ludwig Schirmer Richter – chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura e Pecuária (UTRAs)/Santa Maria, Lineu T. Leal, engenheiro agrônomo da UTRA/SM e Marcelo Ceretta, auditor fiscal agropecuário da UTRA/SM. Rafael Paglioli, Coordenador de projetos do TEC4B/SICT RS e Cassiano Rick, Analista Administrador de Projetos de Inovação/SICT RS também estiveram presentes.

O primeiro dia da visita técnica iniciou no Laboratório do Centro de Tecnologia de Alimentos, onde Juliano S. Barin, professor, pesquisador da UFSM e também coordenador técnico do projeto FoodTech Fablab, guiou a visita e apresentou o laboratório, bem como as tecnologias utilizadas que possibilitam o desenvolvimento dos projetos e pesquisas produzidas ali. Além disso, o coordenador do projeto do Fablab, através de demonstrações e degustação de produtos produzidos dentro do laboratório, apresentou alguns dos equipamentos que estarão disponíveis neste ambiente de prototipagem na área de alimentos, que será implantado no InovaTec UFSM.

O Laboratório de Bioinsumos (Biotec Factory) foi o segundo destino de visita, onde o professor da UFSM e coordenador do laboratório, Marcio Mazutti, pôde apresentar alguns dos projetos e pesquisas ali desenvolvidos. Além do laboratório, as autoridades conheceram o espaço onde estará localizado o FabLab de Bioinsumos, que também será implantado através do Parque Tecnológico. O BioFabLab será um espaço de co-criação e inovação que apoiará empreendedores no setor agropecuário, com foco na área de bioinsumos.  

Ao final da manhã, a comitiva conheceu o Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP), apresentado pelo professor Renato Zanella e a professorae vice-reitora da UFSM Martha Bohrer Adaime, ambos coordenadores do laboratório. Neste espaço são desenvolvidos projetos de monitoramento que controlam os níveis de resíduos de pesticidas em matrizes que são consumidas pela sociedade como, hortigranjeiros e água potável, ou que entram em contato com o meio ambiente, como água de cultivo de arroz irrigado, solo e plantas. 

Cesar S. Teles, ao centro, conversa com o prof. Juliano Barin no Laboratório do C.T. de Alimentos

Cesar Simas Teles, coordenador geral de articulação de inovação agropecuária do MAPA, na Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, fez um panorama sobre a visita e falou sobre as parcerias consolidadas com a Universidade, através de financiamentos como os próprios FabLabs. Segundo Cesar, foi uma boa oportunidade para saber como a Universidade está desenvolvendo projetos, tanto na área de bioinsumos, sobre desenvolvimento de pesquisas no controle de pragas e criação de biofertilizantes, como na área de foodtech. “Na parte foodtech, foi bem interessante vermos várias pesquisas com o desenvolvimento de novos alimentos, de aproveitamento de resíduos, essa agenda conversa muito com a agenda que temos na coordenação geral. Trata-se tanto da parte de inovação quanto da parte de foodtech, então a sinergia entre o projeto da Universidade Federal de Santa Maria e o que está sendo desenvolvido no MAPA, o que está sendo pensado, é completa. […] Estou muito contente de ver que o investimento que fizemos está dando um bom resultado.” afirmou.

José Cleber Dias de Souza, Superintendente Federal da Agricultura no Rio Grande do Sul /MAPA-RS, destacou a possibilidade de pensar algo que é muito importante: a redução do desperdício de alimentos. “É uma preocupação do governo, que na verdade se fundamenta em cima de uma constatação que boa parte da produção alimentar é desperdiçada.”, completou. 

À esquerda da imagem, José Cleber D. de Souza observa um equipamento no prédio da Planta Piloto de Bioinsumos

Para ele, a visita teve como objetivo conhecer a estrutura, as pessoas que fazem a gestão, e de como se dá a materialização dos processos. “Como algumas dessas iniciativas têm apoio do Ministério, nós tínhamos o conhecimento dos processos internos, da fundamentação dos objetivos, mas não tínhamos essa vivência.” Segundo José Cleber, foi interessante no sentido de dar “um passo adicional”, conhecendo essas pessoas e então estabelecendo conexões com outras iniciativas de pesquisa, de extensão e relacionar com as diversas demandas que o Ministério conhece, tanto no Estado do RS e do setor produtivo, quanto de outras unidades da federação.

“As experiências que nós conhecemos ali (nos laboratórios), têm relação com um conjunto de objetivos que o Ministério tem, competências legais, especialmente aquelas que dialogam com uma crescente aceleração, de uma transição em direção à sustentabilidade da produção agropecuária, no sentido de reduzir o impacto e contribuir para atenuar as alterações climáticas, especialmente essa pauta de bioinsumos, a utilização da biologia aplicada à produção agropecuária. […] Para nós foi uma atividade bastante rica, agregou bastante. E com toda boa atividade, ela deixa a perspectiva de fazer muito mais ainda.”  finalizou o superintendente.

Após completar o primeiro dia do roteiro de visitas, as autoridades seguiram para área Agrícola do Colégio Politécnico da UFSM para participar da 4ª Edição do Dia de Campo, promovido pelo programa Advanced Farm 360º do Colégio Politécnico da UFSM.  As atividades seguiram no dia seguinte, na manhã de sexta-feira (12), onde a comitiva visitou os dois prédios da Pulsar Incubadora Tecnológica da UFSM (prédios 02 e 61H) e conheceram algumas das empresas incubadas. 

No ramo de agtech, as startups Zeit, Auster, e Crops Team tiveram suas tecnologias apresentadas, demonstrando as potencialidades no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor agrícola. Na área de software/hardware, as autoridades puderam conhecer a Instabov, que desenvolve soluções tecnológicas para a pecuária de corte. A comitiva do MAPA e SICT RS também conheceu a Fox Iot, startup especializada no setor elétrico que desenvolve soluções em medição inteligente de energia, e conheceu os produtos desenvolvidos pela G2W Sistemas, empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções de alta tecnologia em agricultura de precisão. Já na área de heatlhtech, foi apresentada a Auftek, startup que desenvolve instrumentos laboratoriais inteligentes para análise microbiológica em tempo real e na instrumentação para ensaio de inversores de frequência.

Ao falar sobre a visita às startups Anderson Paim, gestor da Pulsar Incubadora, diz que a presença de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com dirigentes da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, foi um marco significativo para o ecossistema de inovação. Segundo Paim, a visita proporcionou uma oportunidade única para apresentar as iniciativas e projetos que estão impulsionando a inovação no país. “Essas startups representam o potencial criativo e empreendedor de nossa região e têm se destacado em diversas áreas como agrtech, bionsumos e foodtechs.” afirmou.

Anderson conclui destacando que essa visita não apenas fortaleceu os laços entre os setores público e privado, mas também abriu portas para uma colaboração mais estreita entre as instituições regulatórias e as startups. “A inovação é a chave para o desenvolvimento econômico, e eventos como esse nos aproximam cada vez mais desse objetivo comum. Estamos entusiasmados com as possibilidades que surgirão a partir dessa visita e comprometidos em continuar impulsionando a inovação em nosso país.” finalizou.

Para Maria Daniele Dutra, gestora no InovaTec UFSM Parque Tecnológico, a visita da Coordenação de articulação para Inovação do MAPA, juntamente com fiscais agropecuários e a SICT RS aos laboratórios da UFSM, e posteriormente às empresas do InovaTec e Pulsar Incubadora, oferece benefícios significativos para o setor agrícola. “Primeiramente, proporciona uma oportunidade para mostrarmos sobre as recentes pesquisas e tecnologias aplicadas na produção e análise de alimentos que tem sido desenvolvidas na nossa universidade, bem como nas práticas de controle de qualidade.” Segundo Maria Daniele, essa interação direta com pesquisadores e empresas inovadoras permite uma troca de conhecimento vital para aprimorar políticas públicas, regulamentações e práticas de fiscalização, contribuindo assim para a segurança alimentar e a qualidade dos produtos agrícolas no país. “Esta interação colaborativa entre diferentes atores do ecossistema de inovação e produção agrícola é essencial para cooperação a competitividade, a sustentabilidade e o desenvolvimento do setor como um todo.” concluiu a gestora do Parque.

Os dois dias de visita do Ministério da Agricultura e Pecuária, junto com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS e parceiros do InovaTec UFSM Parque Tecnológico como o Sebrae RS, possibilitaram o estabelecimento de conexões estratégicas entre o governo, a academia e o setor privado, promovendo a transferência de tecnologia, o desenvolvimento de soluções inovadoras e o fomento ao empreendedorismo no agronegócio brasileiro e ecossistema como um todo. 

Texto: Izadora Lemes Rocha, bolsista de Jornalismo no InovaTec UFSM.

Fotos: Izadora Lemes e Fabrício Dias.

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Nesta Edição, que trouxe o tema sobre Foodtechs, Tatiana Lanna, formada em Turismo pela PUCRS, Gastronomia pela ASSESC, MBA pela FGVSP, Coolhunting pela ESPM e XBA pela Startse e Inova – Portugal, com seus mais de 20 anos de experiência no mercado de alimentação, de chef de cozinha a executiva na indústria de alimentos, atualmente trabalha com foodtechs e conduziu a palestra daquela manhã sobre “A nova era das Foodtechs: inovação e futuro”.

Trabalhando há cinco anos com foodtech, para Lanna foram anos transformadores. “Nós pegamos uma etapa muito grande, de toda a pandemia. Entrei no mundo de foodtech em 2019 sem entender nada de tecnologia, mas entendendo um pouco sobre empreendedorismo e vi essa transformação digital acontecer(…) eu vi o mercado se transformar, a dor vir muito forte e com isso as soluções aparecendo para esse mercado de alimentação.” Na ocasião, Tatiana também se disse estar impressionada sobre “o que estão fazendo em Santa Maria” ao se referir sobre os projetos e iniciativas que têm sido desenvolvidos e assim colocado a cidade no radar da inovação e tecnologia na área de alimentos, Acho que é a primeira vez que eu ouço falar de tanta inovação junto e eu acredito muito nesse projeto.” comentou em uma de suas falas.

A gestora do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, Maria Daniele Dutra, aproveitou a ocasião para falar sobre o FoodTech FabLab, ambiente de prototipagem e validação na área de alimentos que será implementado na UFSM e será o primeiro do Brasil e da América Latina. Para ela, iniciativas como essa irão oportunizar não somente estudantes, professores, pesquisadores, empreendedores, mas a sociedade como um todo a fazer essa imersão e vir para dentro da universidade, de poder ter uma ideia, tirá-la do papel e quem sabe, segundo ela, essa ideia virar um negócio ou ainda se tornar algo para ser transferido para outras empresas comercializadas. “Pretendemos fazer com a iniciativa do FoodTech FabLab fomentar dentro de santa maria e região, e porque não do brasil, a oportunidade de sermos o suporte para pessoas que têm ideias mas não tenham a possibilidade do acesso a uma estrutura. (…) Gerar oportunidade para pessoas gerarem oportunidades para outras pessoas” finalizou.

Karem Rodrigues Vieira é doutora em Ciência e Tecnologia de alimentos pela UFSM e foi prestigiar o evento do Radar XLab para saber mais sobre como está a inovação na área alimentícia. A tecnóloga em alimentos recentemente teve seu projeto selecionado para participar do programa ElevaStart powered by Inovativa, chamado EcoBio Microalgas, que busca trabalhar com resíduos de alimento como substrato para a produção de biomassa de microalgas, desenvolvendo diferentes bioprodutos, com foco, no caso da biomassa, na produção de aromas e produção de pigmentos. Para Vieira, a palestra foi muito importante pois trouxe novas percepções sobre o segmento e que contribuíram também para a visão do seu próprio negócio. “É algo fora do que pensamos, normalmente. Por exemplo, até então, eu pensava que isso que estou fazendo é muito ‘bizarro’. Porém, esse evento abriu minha mente, e eu passei a pensar: não, isso já tá acontecendo, né? É uma ideia de futuro que podemos começar agora, porque lá na frente existirá muita gente que vai querer (esses produtos). A questão da inteligência artificial, que a Tatiana falou, sobre como nós conseguimos fazer essa conexão e mudar a mente das pessoas do que era tradicional, convencional, para algo mais inovador. Outra questão também foi a do plant-based. Então a produção da biomassa que vai fazer o reaproveitamento do resíduo. Todas as foodtechs que ela apresentou, os cases, me deram insights de ideias para o meu negócio.” observou.

O reitor da UFSM, Luciano Schuch, também esteve presente no evento e falou sobre a transformação da universidade, que tem conseguido definir, através da vocação natural dentro da instituição e das pesquisas, duas áreas principais e duas verticais: Agrotech e FoodTech, ou seja, trabalha-se da “porteira para dentro e da porteira para fora.” segundo Schuch. Das empresas incubadas, mais da metade são dessas áreas, e que, para o reitor, vem transformando a forma de trabalhar e pesquisar dentro da universidade. “Estar aqui nesse evento, e outros parceiros que temos feito juntos, fazendo trabalho de imersão com os gestores da universidade, sempre em parceria com o Sebrae, isso tem mudado a característica da universidade, as pessoas enxergando o empreendedorismo e a inovação não mais como somente como mundo de mercado, mas sim como a transformação das pessoas para empreender não importa onde elas forem atuar, esse é o nosso papel.” afirmou.

Além da palestra, os participantes tiveram um coffeebreak onde puderam degustar um cardápio todo à base de plantas, um pequeno mostruário das possibilidades do que pode ser desenvolvido a partir do segmento de foodtech e laboratórios como o que terá na UFSM. Em seguida houve também um workshop de criação de futuros possíveis para a temática Foodtech. O evento também contou com transmissão simultânea no youtube e pode ser acessado novamente através do link. Participaram deste evento estudantes das áreas de Tecnologia de alimentos, do centro de Ciências Rurais e demais interessados nesta temática.

Sobre o Radar XLab

Criado pelo Sebrae RS em 2021, o XLab já passou por cidades gaúchas como Alegrete, Santa Rosa e Lajeado, além de Porto Alegre, traçando futuros possíveis a partir das características locais. Em Santa Maria, a iniciativa chega a sua 17ª edição e contou com a parceria do InovaTec UFSM e da Pulsar Incubadora Tecnológica.

 

Texto: Izadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

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O InovaTec UFSM Parque Tecnológico, foodtechs da Pulsar Incubadora Tecnológica e estudantes da Universidade participaram do Food Tech Summit, evento realizado pelo Sebrae RS na última quinta-feira (17) em Lajeado. As startups Weecaps e Olive+ tiveram a oportunidade de participar de painéis, onde apresentaram suas soluções tecnológicas voltadas para o setor de alimentos. 

O professor Juliano Barin, do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM e agente de Inovação do FoodTech Fablab do InovaTec UFSM, elogiou a qualidade do evento e ressaltou a oportunidade de estabelecer conexões valiosas tanto com atores locais quanto de ecossistemas externos. Ele também enfatizou a importância da reunião plenária da Foodtech Alliance (movimento que busca tornar o Rio Grande do Sul um polo de excelência na inovação em sistemas alimentares) ao final do evento, onde foram discutidas novas ações para fortalecer essa aliança.

O evento não apenas proporcionou uma experiência enriquecedora, mas também permitiu que as startups do ecossistema de inovação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico se conectassem com o mercado e compartilhassem suas soluções. Além disso, a presença de alunos de graduação e pós-graduação do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM,  proporcionou uma vivência que integra a academia com o setor.  

O professor Juliano Barin participou do painel “Ajudando a Transformar a Indústria Alimentícia”, enquanto as startups Olive+ e Weecaps participaram do painel “Foodtechs Gaúchas e o Futuro dos Alimentos”.

 

O que são Foodtechs? 

São empresas que trabalham ressignificando os sistemas alimentares, utilizando tecnologias para criar soluções inovadoras que podem aprimorar seus nichos de aplicação que como:

  • processamento de alimentos;
  • novos ingredientes e produtos;
  • sistemas de entrega por aplicativo (delivery), rastreabilidade;
  • varejo e food service: novos equipamentos e serviços e até mesmo trabalhando no problema do desperdício de alimentos na ponta final da cadeia de alimentação. 

Saiba mais sobre o tema aqui. 

    

 

 

 

Texto: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Fotos: Divulgação

Foto encontro Foodtech Alliance: Elisangela Favaretto.

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Na última segunda-feira (31), a secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Simone Stülp esteve presente para a reunião no InovaTec UFSM Parque Tecnológico, onde foi apresentado o projeto do FoodTech FabLab, ambiente de prototipagem e validação tecnológica que será implementado na Universidade Federal de Santa Maria.  A apresentação foi conduzida pelo professor doutor Juliano Barin da UFSM, pesquisador na área de FoodTech, e Maria Daniele Dutra, diretora do InovaTec UFSM, sendo eles membro e coordenadora do projeto, respectivamente. Junto com a secretária de inovação estiveram também demais membros e apoiadores do projeto, como representantes da Prefeitura de Santa Maria, Sebrae, startups, bem como o reitor da UFSM, Luciano Schuch.

No final do evento, a diretora do InovaTec, Maria Daniele Dutra, fez um panorama sobre a reunião e a importância do desenvolvimento desse projeto. “Alinhamento estratégico, conexão e visão de futuro resumiram o encontro de hoje, afinal ter a presença da SICT no processo de construção de um ambiente de prototipagem e validação que nasce no Rio Grande do Sul com olhares para as demandas locais e nacionais mostra o potencial do estado em contribuir com o desenvolvimento de soluções e tecnologias que unem os diferentes atores da hélice, com o único propósito, desenvolvimento socioeconômico”.

Ao comentar sobre a reunião, Simone Stülp também citou sua volta ao campus UFSM, local onde concluiu sua graduação e, segundo ela, pôde construir sua base profissional. A secretária de Inovação do RS vê de forma positiva o quanto a UFSM tem se dedicado para temas que envolvem a inovação, no sentido da inovação também estar na formação dos alunos que passam pela instituição, sejam nos cursos de graduação ou de pós graduação a nível de mestrado e doutorado, ou ainda, segundo Stülp, capacitações curtas, quando a inovação também chega na extensão. “Estar aqui no InovaTec, onde já estive em outubro do ano passado, e agora vendo o quanto já evoluiu, em especial desse projeto que hoje eu pude conhecer, de um FabLab dedicado à área das FoodTechs, tem uma estreita aproximação com uma das nossas principais áreas de produção no estado do Rio Grande do Sul, a cadeia agroalimentar. Então Santa Maria, em especial a UFSM, está de parabéns por se dedicar a um projeto como este.”

Outra observação apontada por Stülp foi a forma como hoje se define a economia baseada no conhecimento: “O que a gente pôde acompanhar nesse encontro é de que forma o conhecimento produzido na academia se transforma em oportunidade de novos produtos novos serviços novos processos, e neste caso, dedicado para o setor de alimentos que sem dúvidas é um dos pilares para o desenvolvimento, não só do estado do Rio Grande do Sul, mas em nível global. Nós estamos em expansão de número de pessoas que habitam este mundo e nós precisamos cada vez mais pensar em uma alimentação para todos e que seja, sobretudo, sustentável.”

Assim como nas demais reuniões que ocorreram entre abril e junho, os que estiveram ali presentes tiveram a oportunidade de conhecer na prática sobre o funcionamento de equipamentos (como a impressora 3D de alimentos) e as possibilidades de desenvolvimento de produtos a partir dessas tecnologias que estarão disponíveis no FabLab – como alimentos plant-based ou que não possuem origem animal – e que potencializarão o desenvolvimento socioeconômico de Santa Maria, colocando a cidade como rota de inovação no ramo alimentício. 

O FoodTech FabLab é um projeto apoiado pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Prefeitura Municipal de Santa Maria, Sebrae e Food Tech Hub Latam e será o primeiro FabLab da América Latina nesse ramo. Para saber mais sobre FabLabs e como se dará o processo de implementação desse projeto em nossa instituição, acesse a reportagem completa aqui

 

Texto: Izadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.




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FabLab – InovaTec-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/2023/06/19/proinova-e-inovatec-ufsm-parque-tecnologico-participam-de-evento-internacional-de-food-tech Mon, 19 Jun 2023 18:42:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/?p=1030 Entre os dias 13 e 14 de junho ocorreu o IV International Food Tech Forum e IV FoodTech Expo, evento promovido pelo Food Tech LATAM focado na indústria de alimentos e seus desafios.

Com cobertura nacional e internacional, palestras, workshops, e a presença de mentores globais, representantes da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da (Proinova), InovaTec UFSM Parque Tecnológico e Incubadora Pulsar,  marcaram presença no evento sediado em Campinas (SP) nesta semana. A quarta edição do evento, que contou com o apoio da Universidade, teve em sua programação o painel “Qual papel das Universidades e Institutos na transformação da indústria de alimentos?” com a participação do pró-reitor da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM.

Juliano Barin, Thainae Marques, Cassandra de Deus, Anderson Cardozo Paim, Daniel Bernardon, Cibele Bolzan Scherer e Maria Daniele Dutra

Das universidades presentes, a UFSM e a UNICAMP participaram dos painéis, o que evidencia o engajamento da instituição com as áreas de inovação e empreendedorismo neste segmento da ciência de tecnologia dos alimentos. É o que visualiza Daniel Bernadon, pró-reitor da Proinova ao falar sobre a presença da Universidade em um evento de tamanha relevância. “A participação da UFSM no evento internacional de Food Tech foi de suma importância para mostrar como a instituição vem atuando com ações de inovação e empreendedorismo nesse segmento, e suas iniciativas como o Parque Tecnológico InovaTec que contará com FabLabs de bioinsumos e food tech. Como o evento também contou com a participação de várias empresas renomadas do setor e startups, propiciou uma série de contatos e perspectivas de parcerias” afirmou o pró-reitor.

Paula Hemerly, líder global de inovação aberta – Mondelēz internacional, acompanhou a apresentação da UFSM no painel e reconheceu, do ponto de vista empresarial, como esse movimento que as universidades têm feito beneficia não apenas as empresas, mas também todo o setor alimentício. Segundo Hemerly, quando se fala em inovação aberta, essencialmente fala-se na tríplice hélice, que contempla governo, universidade e institutos de pesquisa, bem como as  indústrias que utilizarão o conhecimento gerado a partir dessa cooperação entre esses agentes. “Essa conexão faz sentido nesse momento de tentar fazer a sinergia entre o que está sendo criado pelas universidades e o que as empresas estão precisando, e eventualmente criar alguma coisa junto ou simplesmente entender o que está sendo desenvolvido e se apropriar desse conhecimento, há  várias formas de propriedade intelectual que se consegue fazer através disso, e também de formação de capital humano, onde as universidades nesse ponto são super importantes. ‘Quem serão os próximos colaboradores das indústrias?’ Existe esse papel primordial de criar essa base, com pensamento muito diferenciado, já pensando e respirando inovação da forma correta.” finalizou.

Para Maria Daniele Dutra, gestora do InovaTec, a participação do Parque em dos maiores  eventos de inovação em sistemas alimentares da América Latina, é resultado da força do ecossistema de Santa Maria e seus ambientes de inovação. “Estamos entregando resultados significativos, seja por meio da geração de startups com modelos de negócios altamente competitivos e pelo estabelecimento de ambientes de prototipagem e inovação  na área de alimentos. Estar no evento possibilitou o contato com a indústria, centros de pesquisas, universidades, potenciais investidores e toda a comunidade nacional e internacional. Isso permite uma ampla possibilidade de conexões e parcerias e torna nosso ecossistema conectado ao que existe de mais qualidade no segmento”, ressalta. 

Thaiane Marques, CEO da Weecaps, apresentando o pitch no evento.


Outro destaque foi a participação da Weecaps, startup da Pulsar incubadora UFSM, como expositora, onde teve-se a oportunidade de apresentar um pitch no evento. Thaiane Marques, CEO da empresa que faz parte do ecossistema do Inovatec contou sobre a experiência de participar deste fórum que promoveu a transformação da indústria de alimentos no Brasil através da inovação. “Foi muito gratificante e importante para nos conectarmos com grandes empresas do setor de alimentos a nível nacional e internacional.” afirmou.

A participação da UFSM no evento Internacional de Food Tech, que contou com o apoio do SebraeX, demonstrou o comprometimento da instituição em estar na vanguarda das transformações tecnológicas, incentivando o empreendedorismo e a inovação nesta área. Iniciativas como essa promovem o intercâmbio de conhecimentos, fortalecendo parcerias e impulsionando o setor alimentício rumo a um futuro cada vez mais inovador e sustentável. Você ainda pode acompanhar mais detalhes de como foi esta experiência nas redes sociais do InovaTec UFSM Parque Tecnológico, 

Texto: Isadora Lemes Rocha, estagiária do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

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FabLab – InovaTec-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/2023/06/10/ambientes-de-inovacao-e-solucoes-tecnologicas-conheca-os-fablabs-de-food-tech-e-bioinsumos-que-serao-implantados-no-parque-tecnologico-da-ufsm Sun, 11 Jun 2023 02:07:01 +0000 http://www.55bet-pro.com/orgaos-suplementares/inovatec/?p=983 Um lugar para criar, prototipar, testar e concretizar projetos que, até então, só se tinha no papel. Quem nunca teve uma ideia que gostaria de colocar em prática, mas faltou apenas uma oportunidade que viabilizasse esse projeto? Para quem é estudante, acadêmico, professor, pesquisador, empreendedor, ou uma pessoa que ama o universo de possibilidades que o “criar” pode proporcionar, já passou por isso. E se te contasse que esse lugar já existe?

Em expansão no mundo todo, os Laboratórios de Fabricação, os FabLabs, também se expandem no Brasil e têm impulsionado cada vez mais o conceito do “faça você mesmo” do movimento maker. Eles têm se tornado ferramentasque possibilitam a realização desse movimento que põe em prática conceitos e incentivam a criação, o empreendedorismo e a inovação. Você sabia que esses ambientes em breve existirão aqui, na nossa universidade? Já é realidade:

Em 2023, dois projetos de FabLabs serão implantados na Universidade Federal de Santa Maria, nas áreas de Bioinsumos e o FabLab na área de FoodTechs na América Latina, o BioFabLab e o Food Tech FabLab. Eles contarão com recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e o órgão executor será o InovaTec UFSM Parque Tecnológico. Nessa reportagem, vamos te explicar sobre esse processo e a importância da criação desses ambientes, que trarão benefícios para toda região. Também traremos exemplos de como o incentivo nessas áreas podem gerar produtos inovadores, como os cases da Baristo e Delivery Much (app de entrega), empresas graduadas  na UFSM que hoje integram o mercado nacional. 

 

Mas afinal, o que são FabLabs?  

Derivado do termo em inglês Fabrication Laboratory, FabLabs são ambientes equipados com máquinas e ferramentas de fabricação digital que impulsionam e incentivam a inovação, aprendizagem e o empreendedorismo local. Esses ambientes surgiram junto com o crescimento do Movimento Maker, fornecendo espaços de interação entre empreendedores, pesquisadores, estudantes e comunidade em geral para que possam experimentar, aprender, compartilhar conhecimento e desenvolver projetos a partir do uso de tecnologias colaborativas. Esses makerspaces possuem tecnologias como:

  • Impressoras  3D, 
  • Cortadoras  a laser
  • Máquinas de fresagem CNC entre outras ferramentas de fabricação

O primeiro Laboratório de Fabricação foi desenvolvido pelo programa do Center for Bits and Atoms (CBA) no Massachusetts Institute of Technology (MIT).  No Brasil, em 2017, segundo panorama feito e publicado no texto Laboratórios de Fabricação Digital: um estudo da região Sul do Brasil no I Congresso Internacional: Pesquisa e Desenvolvimento, foram identificados 32 FabLabs, sendo 13 na região Sul, com um no Paraná, seis em Santa Catarina e seis no Rio Grande do Sul. Atualmente, o número já demonstra ser muito maior se observarmos o mapa disponível no site da Rede FabLab Brasil e como aparecem na imagem abaixo.

Dados disponibilizados pelo Instituto FabLab Brasil localizaram 147 FabLabs pelo país e desse total, 6 se encontram no Rio Grande do Sul. Um fato relevante é que nenhum deles trabalha com a área de Food Tech ou Bioinsumos e, essas informações nos permitem observar a importância da criação desses ambientes e a proporção destes projetos tanto a nível local quanto a nível nacional. Observe:

 

E qual a função de um FabLab? Para Maria Daniele Dutra, gestora do InovaTec e coordenadora dos projetos que serão executados na UFSM, é oferecer acessibilidade e portanto mais igualdade em nossa sociedade, isso porque, segundo ela, são espaços pensados para dar acesso facilitado à inovação e ferramentas às pessoas, seja por meio da formação aberta e gratuita, seja por potencializar as redes e processo colaborativo, que intensificam a aprendizagem prática da tecnologia. Assim, esses ambientes auxiliam no processo de geração de projetos e produtos ligados às demandas da sociedade, podendo colocar Santa Maria como uma das cidades rota da inovação na área de alimentos e produtos biológicos.

Confira:

O Food Tech FabLab

Para o FabLab no ramo de FoodTechs, o objetivo é implantar um sistema indutor de inovação e empreendedorismo no Parque Tecnológico da UFSM, o FoodTech FabLab, através da instalação de uma infraestrutura física com equipamentos, fornecendo assim capacitação profissional e treinamentos nessa área. 

E o que são FoodTechs? São empresas que trabalham ressignificando os sistemas alimentares, utilizando tecnologias para criar soluções inovadoras que podem aprimorar seus nichos de aplicação que como:

  • processamento de alimentos;
  • novos ingredientes e produtos;
  • sistemas de entrega por aplicativo (delivery), rastreabilidade;
  • varejo e food service: novos equipamentos e serviços e até mesmo trabalhando no problema do desperdício de alimentos na ponta final da cadeia de alimentação.
Professor Dr. Juliano Barin
Professor Juliano Barin.

 Na prática, vemos que a criação de um FabLab de FoodTech impulsiona a criação de   serviços e processos que visam melhorar toda essa cadeia de produção, e   consequentemente alavancar a qualidade dos produtos e, também, a experiência   do consumidor. 

 Juliano Barin, professor na Universidade Federal de Santa Maria que desempenha   atividades de pesquisa e ensino na área de FoodTech, é um dos membros   participantes do projeto e falou sobre a importância da criação de uma   infraestrutura de desenvolvimento tecnológico para a área alimentícia dentro da   nossa universidade e o impacto de ter esse ambiente para a formação dos   estudantes na nossa instituição, pois se tem um sistema multifatorial, em que haverá   diversas possibilidades ao redor do FabLab. “Vai impactar muito positivamente em   questão de acesso e geração de conhecimento, porque ao se trabalhar com FabLab estaremos gerando uma série de conhecimentos que depois serão explorados na pesquisa, pelas empresas, e que vão agregar conhecimentos novos que até então não se tinha. Então, se espera que com isso a consigamos  induzir os processos de inovação, e assim, gerar novos empreendimentos “, completa.

 

Frutos da Inovação: a importância do ramo de FoodTechs no RS

Uma característica importante do Rio Grande do Sul é que as FoodTechs aparecem entre os 10 principais segmentos do estado, ocupando a 9ª colocação, diferente do cenário nacional onde o ramo está fora do top 10. Outra característica importante é que a comunidade de Santa Maria é a que apresenta maior concentração de FoodTechs na região sul. Não à toa, a UFSM é uma instituição que tem parceria com o maior hub de FoodTechs da América Latina, o Food Tech Hub LATAM e, cases de sucesso como o aplicativo de entregas Delivery Much e a empresa de máquinas de café Baristo, que foram incubadas na UFSM e hoje atuam em escala nacional, mostram a importância e o potencial que o investimento nesse setor causam dentro e fora do ecossistema de inovação, incentivando e fortalecendo também o crescimento do segmento em Santa Maria e região.

Quando falamos em ecossistema de inovação, estamos falando sobre um conjunto de atores e elementos que incentivam a criação e o desenvolvimento dessas ideias inovadoras. Ele é composto por aqueles que chamamos de quádrupla hélice da inovação: universidade, empresas, governo e sociedade civil. A interação e colaboração entre esses agentes impulsionam essa troca de conhecimento, fornecendo também recursos e oportunidades ao fomentar a inovação e o empreendedorismo local.

O Food Tech FabLab contará com recursos do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, que vai financiar o projeto, e o órgão executor será o InovaTec UFSM Parque Tecnológico. Será o primeiro FabLab na área de FoodTechs que será implementado e, conforme observou Barin, a existência de uma estrutura desse porte dentro do Parque trará benefícios que irão atravessar a comunidade acadêmica e possibilitará conexões com o mercado. 

Outra observação feita pelo pesquisador foi a possibilidade de internacionalização que o FabLab pode proporcionar.Uma estrutura como essanão é muito comum e que não se encontra em todos os países. Então esperamos que com isso possamos estreitar laços com outros ambientes de inovação, com outros ambientes de pesquisa e que a gente possa promover esse intercâmbio também” afirma. A expectativa é de que, se esse modelo tiver sucesso, ele seja replicado em outras unidades da federação. Já imaginou as possibilidades e experiências que esses ambientes podem proporcionar tanto para os estudantes quanto para aqueles que se tornarem parte desse movimento inovador? E ainda tem mais:

 

Os equipamentos 

                           Chocolates feitos na impressora 3D

As tecnologias que serão utilizadas foram selecionadas de acordo com o potencial de inovação que podem trazer aos processos de produção de ingredientes e alimentos. Elas não privilegiam alguma área específica, de forma que atendam uma maior diversidade de demandas, que vão desde a àrea de vegetais minimamente processados, sucos, bebidas, proteína animal e plant-based (à base de plantas, vegetais), emulsões, aromas, microorganismos, massas, etc. São elas:

  • Impressora 3D de alimentos; 
  • Extrusora de proteínas (plant-based);
  • Pasteurizador à frio
  • Extrator de aromas sem uso de solventes
  • Homogeinizador de alta pressão
  • Liofilizador;
  • Spray Dryer. 

Esses equipamentos permitirão o acesso à comunidade do ecossistema de inovação da UFSM e aqueles que se interessam na área a novos conceitos e formas de elaborar e processar alimentos. Barin completa falando sobre os benefícios que essas tecnologias trarão ao setor: “Fazermos coisas de uma maneira diferente pode agregar valor aos produtos, aos processos ou aos serviços. Então, quando é colocado um alimento, por exemplo, no mercado que, além dele nutrir possa trazer alguns outros benefícios, isso vai estar abrindo novas possibilidades. Muitas empresas estão preocupadas com seus produtos, em  torná-los mais saudáveis, por  exemplo, e as FoodTechs podem criar os meios para isso.” pontua. Outro setor que será beneficiado, segundo Juliano Barin, será o setor regulatório como os órgãos de controle, seja vigilância ou Ministério da Agricultura e outros. “Tentaremos integrar o regulatório a essas pesquisas, então o próprio órgão regulador vai ter um suporte  que pode ser usado através desse laboratório, para embasar suas decisões em cima da segurança e registro dos produtos. Então vamos ter vários atores da sociedade que estarão cobertos.” completou. Podemos perceber, até aqui, que existe um escopo muito grande que o FoodTech FabLab beneficiará, e que vai muito além da comunidade acadêmica, e fortalecerá toda estrutura organizacional que fizer parte dele. Com o BioFabLab, não será diferente, veja:

O BioFabLab

                     Laboratório de Bioinsumos (UFSM)

O projeto do BioFabLab que será implantado, tem como objetivo criar um espaço de co-criação e inovação que apoiará empreendedores no setor agropecuário com foco na área de Bioinsumos. E o que são Bioinsumos? são quaisquer produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana, destinados ao uso na produção, no armazenamento e no beneficiamento de produtos agropecuários. Pode parecer complexo, mas um exemplo de onde podem ser utilizados esses bioinsumos dentro da cadeia do agronegócio é no controle de qualidade de produção, como o doutor em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas, docente da UFSM e membro do projeto, Márcio Mazutti, fala:

“Hoje no Brasil se perde muito no pós-colheita. Frutas, principalmente frutas e hortaliças. Então, você pode utilizar um microrganismo para controlar esses fungos que atacam as frutas, diminuindo a incidência desses fungos, consequentemente você preserva ela por mais tempo” afirma.

 

Sobre o projeto

O projeto será executado usando a infraestrutura física da Planta Piloto de Bioinsumos (PPB) e a  justificativa para a sua implantação se dá pelo fato do Brasil ter desenvolvido uma grande importância na produção agrícola e, consequentemente, um grande consumidor de insumos como sementes, energia, fertilizantes e agrotóxicos, dependendo da importação de 76% desses ingredientes de países fornecedores como China, Rússia, Canadá e Índia. Consequentemente, têm uma dependência maior nesses países para a importação de insumos, o que pode acabar afetando as safras. O Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxicos no mundo, e os bioinsumos surgem como uma alternativa sustentável que esses produtores podem acessar e utilizar em sua cadeia produtiva.

A nível estadual, o último Censo Agropecuário realizado em 2017 e publicado em 2019, demonstrou que no Rio Grande do sul, 80,5% dos estabelecimentos foram considerados como de agricultura familiar (do total de 365.094 estabelecimentos localizados em território gaúcho, o que equivale a 7,2% de todos os estabelecimentos do território nacional). Dessa forma, uma característica marcante do estado, nessa área, é a agricultura familiar. 

Segundo Mazutti, muitas vezes  esses pequenos agricultores ficam à mercê dessas tecnologias, o que acaba afetando na produtividade das colheitas e na preservação desses produtos. Assim, a utilização desses bioinsumos podem beneficiar a cadeia do agronegócio da região. A partir do momento que você começa a disseminar conhecimento, você começa a mostrar para esses pequenos agricultores  que é possível eles começarem a pensar em produzir um biodefensivo, ou caso não queiram produzir, que eles podem comprar de diferentes empresas, biodefensivos e aplicá-los […] eu acho que essa é a principal contribuição que você tem em termos de desenvolvimento regional.” pontua.

Ele comenta que o BioFabLab auxiliará no desenvolvimento científico e tecnológico,  a partir do aporte de conhecimento dos estudantes, pessoas e empresas vinculadas,  para desenvolver tecnologias.  E essas tecnologias, de alguma forma, estarão disponíveis para a sociedade. “Quando eu falo sociedade, eu falo do produtor individual que quer produzir o seu bioinsumo na propriedade,  assim como empresas que querem ter, a partir do contrato de transferência de tecnologia,  essa tecnologia e produzir para a comercialização.  O BioFabLab vai ser um agente que dá esse suporte, que possibilita essas coisas acontecerem,  tanto em desenvolvimento tecnológico, como em prestação de serviço para pessoas físicas,  pessoas jurídicas, enfim, que queiram fazer utilização do seu infraestrutura.”

Assim, o BioFabLab terá o objetivo de promover e criar soluções inovadoras que promovam a saúde do solo, a proteção de culturas e a sustentabilidade agrícola. Dentro desse ambiente poderá ocorrer:

  • O desenvolvimento de microrganismos benéficos;
  • biofertilizantes;
  • biopesticidas e outros produtos biológicos que podem substituir ou complementar insumos químicos tradicionais, visando reduzir o impacto ambiental e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

 

Planos e metas

Além disso, existem metas a serem alcançadas a partir do BioFabLab, como a criação de um espaço de formação técnica visando incentivar a divulgação científica e tecnológica com ênfase na área de bioinsumos. Outras metas são a oferta de serviços técnicos especializados e a transferência de tecnologia em bioinsumos, que teriam como resultado 2 produtos inovadores transferidos ao mercado. 

Mazutti também comentou sobre os projetos que poderão ser desenvolvidos dentro do FabLab e sobre sua estrutura, que vai possibilitar a venda de serviços para esses produtores onde eles conseguirão desenvolver a parte inicial do processo. “O BioFabLab pode ser utilizado tanto por estudante quanto pela comunidade,  então eu falo comunidade para a realização de cursos, sejam eles teóricos ou práticos,  com demonstração para se ter uma noção do como é o processo de produção dos bioinsumos, principalmente de bioinsumos microbiológicos, que é o que nós estamos falando aqui.  Então vai ter esse foco”

 

Food Tech FabLab e BioFabLab: ambientes abertos para a criatividade (e à comunidade)

Tanto FoodTech FabLab quanto o BioFabLab serão espaços projetados para serem colaborativos e abertos, permitindo que pessoas de diferentes formações e habilidades possam participar e desenvolver projetos dentro dessas áreas. Barin também pontuou sobre o uso dessas estruturas para ministrar aulas práticas, onde os alunos poderão verificar o funcionamento dos equipamentos e utilizar esses processos para algumas disciplinas e o quanto esse acesso vai estimular ainda mais os estudantes. 

O ambiente do Parque Tecnológico da UFSM é um lugar promissor e oportuno para o desenvolvimento desses FabLabs, visto que com esse ecossistema de inovação criam-se também oportunidades para desenvolver conexões entre as empresas que fazem parte dali.

Além disso, as startups que fazem parte do Parque poderão utilizar os FabLabs como ferramentas para prototipação de seus produtos ou até mesmo desenvolver sua tecnologia, podendo aproveitar as facilidades de fabricação  disponíveis para desenvolver seus projetos e testar seus produtos. A interação entre essas organizações será mutuamente vantajosa e fortalecerá ainda mais o ecossistema de inovação.

A gestora do Inovatec Maria Daniele Dutra, que também é coordenadora dos dois projetos, falou sobre como as empresas poderão utilizar esses espaços para o desenvolvimento de inovações tecnológicas. Segundo ela, serão ambientes propícios e estruturados para validação e prototipagem de inovações e tecnologias, afinal contarão com uma estrutura física que incluem equipamentos de ponta “Para quem quer sair da fase de conceito e ir para o protótipo (que é o produto teste), além de todo o suporte de base científica, tecnológica e intelectual diferenciais (que são os pesquisadores, estudantes) que aceleram o processo de inovação.” afirma.

Clarissa Teixeira, que faz parte do projeto, é  doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina Líder do Grupo VIA Estação do Conhecimento, também abordou esses aspectos e observou como esse ambiente de inovação permite a conexão com pesquisadores, alunos e empresas vinculados ao ecossistema de inovação, o que é particularmente valioso para empreendedores, startups e pequenas empresas que estão procurando desenvolver novos produtos. Além do público geral que engloba estudantes, universitários, empreendedores e criativos que poderão utilizar esses ambientes, Clarissa Teixeira menciona outras comunidades que um FabLab pode atender: 

  • Crianças de escola pública e particular;
  • Artistas/Artesãos: Os artesãos e artesãos tradicionais devem ser encorajados a experimentar as ferramentas e processos do fab lab. O laboratório não substitui seu trabalho tradicional, mas aumenta e amplia a paleta do que eles podem fazer em seu trabalho. Segundo Teixeira, é muito importante ter artistas experimentando as ferramentas do FabLab Segundo ela, um artista em programa de residência pode ser realmente interessante pois, se eles produzirem alguma arte ou artesanato de alto nível para exibição no laboratório e em espaços públicos externos, isso ajudará a mostrar as capacidades do laboratório, obter o endosso dos artistas e construir a reputação do FabLab para o público.
  • Funcionários governamentais ou corporativos: Pode ser um grupo que encontrará novos usos para o laboratório e novos especialistas para se voluntariar e trabalhar no laboratório, e eles divulgarão o laboratório para a comunidade em geral.
  • Gestores: Grupo interessado em prototipar criações para serem incorporados na sua organização.

 

O processo de implantação dos FabLabs e os efeitos para Santa Maria e região 

Como um dos objetivos para esses projetos é obter o selo para serem um FabLab do Foodtech e BioFabLab,  é necessário qualificar estes ambientes conforme orientações do FabLab Foundation, rede criada pelo MIT que rege os conceitos, valores e padrões de funcionamento desses ambientes em mais de 90 países. Assim, o trabalho iniciará pela estruturação da:

  • metodologia
  • processos 
  • e modelo de negócios, que orientará as atividades dos ambientes de prototipagem e validação

Ao falar sobre o impacto que esses ambientes inovadores, Maria Daniele visualiza o potencial de Santa Maria como rota de inovação com a criação dos FabLabs. “Quando estes ambientes estiverem operando, poderemos ajudar na geração de negócios, atração de empreendedores, consequentemente oportunidades e renda, além de contribuir na inserção de Santa Maria, como uma das cidades rota da inovação na área de alimentos e de produtos biológicos, despontando como uma cidade empreendedora. finalizou.

Além do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, o projeto dos FabLabs conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Maria,Sebrae e do Food Tech Hub Latam. A participação de forma integrada de todos os agentes do ecossistema, proporcionará uma nova oportunidade para o desenvolvimento social e econômico da região, que poderá beneficiar empreendedores, estudantes, pequenas empresas, por meio do acesso e igualdade às inovações e ferramentas tecnológicas. Promover a inovação aberta e colaborativa nesses ambientes, além de encurtar os ciclos de inovação, irão aprimorar modelos de negócios existentes e gerar novos modelos de negócios com mais rapidez e eficácia. 

 

Texto e fotos: Izadora Lemes Rocha, estagiária de jornalismo do InovaTec UFSM Parque Tecnológico. 

Revisão: Luana Giazzon Assessora de Comunicação do InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

 

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