{"id":7828,"date":"2024-07-29T13:51:50","date_gmt":"2024-07-29T16:51:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/orgaos-suplementares\/radio\/?p=7828"},"modified":"2024-10-24T20:26:36","modified_gmt":"2024-10-24T23:26:36","slug":"do-rio-ao-mar-uma-palestina-que-chora-e-sangra-enquanto-resiste","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/orgaos-suplementares\/radio\/2024\/07\/29\/do-rio-ao-mar-uma-palestina-que-chora-e-sangra-enquanto-resiste","title":{"rendered":"[GRITOS DO SIL\u00caNCIO] Do rio ao mar: uma Palestina que chora e sangra enquanto resiste"},"content":{"rendered":"\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tDesde 7 de outubro de 2023, mais de 38 mil assassinatos de palestinos foram notificados na Faixa de Gaza. Contudo, no in\u00edcio deste m\u00eas, um estudo publicado na revista “The Lancet” aponta que o n\u00famero real de mortes pode ultrapassar os 186 mil. A pesquisa considera pessoas que faleceram por falta de \u00e1gua, alimenta\u00e7\u00e3o ou tratamento de ferimentos e soterramento sob escombros de edif\u00edcios e demais constru\u00e7\u00f5es bombardeadas.<\/span><\/p> Embora tenha eclodido no \u00faltimo ano, o que acontece hoje na Faixa de Gaza se originou em 1917, quando a ideia de estabelecer um estado judeu permanente na Palestina foi apoiada pelo governo brit\u00e2nico. Alguns anos depois, a Liga das Na\u00e7\u00f5es (corpo antecessor da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas) permitiu que esse processo de ocupa\u00e7\u00e3o fosse iniciado.<\/span><\/p> Com a declara\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em 1948, uma guerra \u00e1rabe-israelense se instaurou por conta da divis\u00e3o do territ\u00f3rio palestino entre \u00e1rabes e judeus. Nessa fase, que ficou conhecida como a Nakba, cat\u00e1strofe palestina, houve a morte de aproximadamente 15 mil palestinos e o \u00eaxodo for\u00e7ado de mais de 700 mil cidad\u00e3os. Especialistas alegam que o cen\u00e1rio atual \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o desse revoltante epis\u00f3dio.<\/span><\/p> \u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Mestre em Hist\u00f3ria pela Indiana University – localizada em Bloomington, no estado norte-americano de Indiana -, Jo\u00e3o Pedro Correa pesquisa escravid\u00e3o no Brasil, na Am\u00e9rica Latina, no Caribe e nos Estados Unidos e entende que o processo genocida \u00e9 hist\u00f3rico e se repete com diferentes povos. O historiador cita que esse momento faz perceber as estruturas do genoc\u00eddio no caso dos ind\u00edgenas e dos africanos na Am\u00e9ricas e na Europa, dos judeus na Segunda Guerra Mundial e dos palestinos.<\/span><\/p> Para ele, \u00e9 muito f\u00e1cil perceber que h\u00e1 uma pol\u00edtica de exterm\u00ednio, especialmente por parte da extrema-direita israelense, da figura de Benjamin Netanyahu (primeiro-ministro de Israel) e de imperialistas dos Estados Unidos. \u201cN\u00e3o tem muito o que dizer sobre isso. \u00c9 genoc\u00eddio, ponto final. As pessoas est\u00e3o morrendo o tempo todo de forma criminosa. Israel est\u00e1 matando gente inocente o tempo todo com desculpas cada vez mais fracas\u201d, pontua Correa.<\/span><\/p> As rela\u00e7\u00f5es entre Israel e os Estados Unidos come\u00e7am ap\u00f3s o Holocausto, quando o ent\u00e3o presidente americano, Harry S. Truman, se posicionou a favor do reconhecimento do estado. Ainda durante a Nakba, no ano de 1967, a vit\u00f3ria israelense sobre a alian\u00e7a \u00e1rabe na Guerra dos Seis Dias, apoiada pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, fortaleceu o apoio financeiro, militar e diplom\u00e1tico dos EUA a Israel.\u00a0<\/span><\/p> O pesquisador menciona que esse pode ser o maior genoc\u00eddio da hist\u00f3ria recente, motivado por interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos de Israel e dos Estados Unidos em manter controle sobre a Faixa de Gaza que j\u00e1 vive em um estado de s\u00edtio h\u00e1 anos. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 novo, mas a quantidade absurda de pessoas, crian\u00e7as mortas \u00e9. Tenho amigos palestinos com fam\u00edlia nos EUA e amigos judeus l\u00e1 que s\u00e3o absolutamente contra o massacre. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 judeu contra palestino, \u00e9 o uso da mentira do terrorismo por Israel, t\u00e1tica batida dos EUA para invadir o Afeganist\u00e3o e o Iraque, para se apropriar de um territ\u00f3rio e aniquilar seus habitantes\u201d, complementa.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A cobertura do genoc\u00eddio<\/span><\/span><\/p><\/span><\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t O jornalista e ativista Kais Husein, que \u00e9 de fam\u00edlia palestina e utiliza suas redes sociais para divulgar conhecimento sobre a Palestina, colabora com a Federa\u00e7\u00e3o \u00c1rabe Palestina do Brasil (FEPAL). Husein cobre h\u00e1 9 meses o genoc\u00eddio em Gaza pela entidade e explica que ela \u00e9 um espa\u00e7o para mostrar a opress\u00e3o, a coloniza\u00e7\u00e3o e os crimes cometidos pela ocupa\u00e7\u00e3o israelense, quest\u00f5es que ele juga n\u00e3o abordadas pelos grandes ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobertura internacional, o ativista compara a atua\u00e7\u00e3o da m\u00eddia a uma agenda de propaganda de guerra que tenta justificar ou amenizar as a\u00e7\u00f5es israelenses. \u201cEu vivi pessoalmente na Palestina e pude visualizar a ocupa\u00e7\u00e3o com os olhos e na pele. Nesses 9 meses de genoc\u00eddio percebi que os ve\u00edculos hegem\u00f4nicos, principalmente nacionais, optam pela desumanidade e parcialidade ao tema Palestina e atrelam-se a Israel. Me questiono se algu\u00e9m viu a mesma intensidade de reportagens e mat\u00e9rias trazendo um olhar humano aos palestinos\u201d, ressalta.<\/span><\/p> O jornalista analisa a cobertura brasileira como fraca, desrespeitosa e pobre. Para ele, essa maneira de noticiar o que acontece com os palestinos \u00e9 n\u00e3o somente um ataque aos Direitos Humanos e \u00e0 \u00e9tica, mas tamb\u00e9m a todos os profissionais da comunica\u00e7\u00e3o. \u201cOs ve\u00edculos financiados por empresas e pelos interesses pol\u00edticos de seus chefes ou patrocinadores transformaram o trabalho do jornalista s\u00e9rio em uma esp\u00e9cie de marketing ambulante. Fico decepcionado com a linha editorial dos grandes ve\u00edculos\u201d.<\/span><\/p> Segundo o comunic\u00f3logo, um dos obst\u00e1culos para a divulga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e comprometida de informa\u00e7\u00f5es da FEPAL s\u00e3o os ataques falaciosos sobre a entidade e seus integrantes. Entretanto, em seu ponto de vista, o grupo tornou-se a principal fonte de not\u00edcias relacionadas \u00e0 Palestina de todas as pessoas no Brasil. O jornalista define a cobertura do genoc\u00eddio na organiza\u00e7\u00e3o como impec\u00e1vel e pontual.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tIsrael n\u00e3o age sozinho<\/h4>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t